sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Sobre o Carnaval e Outras Bossas



O ano mal começou em Capão do Leão e já tivemos a primeira polêmica incendiando as redes sociais: a notícia que o Carnaval está oficialmente cancelado este ano. Uma das explicações é a escassez de recursos municipais e a necessidade de investimentos mais prioritários, como é o caso da área da saúde. Além disso, o recente cancelamento do carnaval em Pelotas, poderia ocasionar um aumento substancial de público por aqui - demanda da qual o município não estaria preparado para responder. Todavia, não estamos aqui para debater isso, mas para focar sobre a outra questão que cerceia o assunto.

Percebemos que houve inúmeras manifestações críticas nas redes sociais sobre o cancelamento do Carnaval. Algumas extrapolam, mas notamos que a maioria (senão a totalidade!) não atenta para o novo fato que irá determinar a realização do Carnaval em Capão do Leão daqui por diante. Estamos falando da Lei Federal 13.019/2014 que estabelece regras mais rígidas para o repasse de verbas para entidades culturais. Isso significa que sem atender uma série de exigências legais, entidades culturais que até então estavam acostumadas a receber aquele aporte "certo" em determinado época do ano, não irão ter mais esse direito.

Sinceramente, por mais efeitos restritivos que a nova lei possa ter, entendemos que ela é necessária e, de certo modo, fundamental para quebrar uma prática viciosa que existe nas relações poder público e entidades culturais nos pequenos municípios. Vamos nos explicar. Inúmeras vezes nos passa a impressão que parte da opinião pública cria a "obrigatoriedade legal" do "tem que ajudar, do tem que dar dinheiro" para as entidades. O incômodo que sentimos é o seguinte: ninguém nega o papel do poder público como promotor, incentivador e subvencionador da cultura de modo geral. Entretanto, mais do que um dever legal, essa "obrigatoriedade" de repasse de verba assume uma roupagem imperativa. Independente das condições que aconteça. Se determinados grupos ou associações são irregulares, isso não importa. Tem que receber o dinheiro e pronto! - assim pensam alguns.

Olha, tem muita gente séria que se envolve com o carnaval. Mas também tem a parcela de picaretagem. Assim fica fácil! O sujeito só começa a pensar em carnaval em dezembro, fica esperando a bendita verba da prefeitura e apresenta nos dias da folia um produto muito aquém do esperado. Um ano depois, volta para retirar mais valores, mas apresenta uma prestação de contas que no mínimo conta com alguns itens "estranhos". Aliás, anos atrás uma prestação de contas detalhava vários gastos com material de construção. Foi justificado que era para o barracão do bloco. Só que ninguém nunca viu o tal barracão. E tem mais, mesmo que fosse para a construção de um barracão, o mesmo teria que ter sido construído num terreno da associação jurídica que nomeia o bloco, não num terreno particular de pessoa física. 

Mas para explicar melhor o que queremos dizer, sem nos atermos esterilmente em críticas: falta organização! Tem que haver entidades mais sólidas e planejadas durante o ano que se propusessem a fazer o carnaval, até mesmo para que pudessem estar adequadas a nova legislação. E isso depende da própria sociedade e da parcela de população que aprecia o carnaval em apoiar e se envolver. O poder público tem que apoiar, tem que incentivar? Sim, óbvio. Mas depende muito mais das pessoas envolvidas quererem uma organização mais séria.

Vou dar um exemplo. Pode-se falar o que quiser das entidades tradicionalistas gaúchas em Capão do Leão, mas menos que elas só se mobilizam em setembro em razão da Semana Farroupilha. De janeiro a dezembro, mesmo quem não goste, sabe que tem bailes, tem rodeios, tem apresentações artísticas, te oferecem um rifa para comprar para ajudar tal invernada, te convidam para um bingo no ctg tal, etc. E assim vai. Isto é, é um segmento cultural que está sempre em atividade. Receberam até ano passado também repasses municipais. Mas não se fiam somente nisso. Até mesmo porque o valor recebido é muito mais um auxílio, do que uma subvenção permanente. 

Concluindo: é necessário evoluir o pensamento sobre como algumas coisas são feitas por aqui. Elas devem ser feitas? Sim. Mas de modo organizado, planejado e racional. Não dá mais para querer fazer as coisas por mera "obrigatoriedade" induzida. Veja o exemplo da recente edição da Feira do Livro em dezembro. Só temos a aplaudir. Houve mobilização, houve intenção sincera e seriedade em fazê-la. Ficou muito bom!

Este artigo não pretende ser somente crítico, mas um apelo à atenção sobretudo.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Festa da Melancia de Capão do Leão está confirmada em 2016!


Notícia de hoje extraída do link da Rádio América FM: Festa da Melancia está confirmada em 2016

A 11ª edição da Festa da Melancia acontecerá este ano em Capão do Leão. Após ser adiada em 2015, a comissão de eventos do município confirmou nesta quarta, 06, que a festa ocorrerá nos dias 04, 05 e 06 de março de 2016.

A novidade desta edição é o local, a festa que nos últimos anos vinha ocorrendo ao redor do Ginásio de esportes desta vez será na sede do Clube Santa Tecla, na rua Thomas Aquini esquina Rua Eduardo Olindo Sica. 

A corte da festa que foi escolhida em dezembro de 2014 é composta pela Rainha Larissa Jeske e as Princesas Krystal Schmidt e Silene Ritter.

Está confirmado também, em paralelo a festa, a 6ª edição do Levante da Canção Gaucha, tradicional festival de música que ocorre em Capão do Leão e que também foi cancelado ano passado.

Segundo a comissão de eventos do município a programação deve começar a ser divulgada a partir da semana que vem.

O Atropelamento do Trem


Trecho extraído de: PINHEIRO, Luiz Carlos Marques. A Pelotas que vivi. Edição independente, 2013, p. 185.

"Meu tio Damásio era uma figura incomum. Família tradicionalíssima em Pelotas, meio baixo, gordinho, andava sempre apressado. Na rua, era incrível a pressa com que ele andava ... pra nada. Puro vício. Da mesma maneira que andava, ele falava. No começo eu tinha dificuldade de entender o que ele dizia, tão depressa falava. Tinha uma outra particularidade, era muito rico. Dinheiro para ele não era o problema. Ora, se juntarmos essas duas particularidades, não poderia acontecer outra coisa. Ele era o engenheiro-agrônomo responsável pela Fazenda da Palma, do Ministério da Agricultura. Não sei se ainda hoje pertence ao Município do Capão do Leão. Estava indo ele para a Palma com a minha tia Rosinha, numa segunda-feira de manhã cedo, quando, ao cruzar a linha férrea, numa passagem de nível, ele abalroou o trem. Só o fato de abalroar um trem já era um fato digno de registro. Nunca ninguém tinha abalroado um trem antes! Era inédito! Desceu do carro rápido, como sempre, e falou rapidinho para o maquinista:
Não se preocupe, não se preocupe que eu pago tudo...eu pago tudo! Ele era conhecido na família por ser desse jeito. Ele não discutia ... ele pagava."

domingo, 3 de janeiro de 2016

Significado e origem de sobrenomes alemães - Parte 35


556. Hagedorn: sobrenome poligenético que significa espinheiro-alvar ou corníolo (Crataegus laevigata). O espinheiro-alvar é uma planta arbustiva típica da Europa Central que produz uma madeira dura e compacta que era usada na fabricação de cabos de ferramentas. De seus frutos também se fabrica geleias e doces. O mais provável como origem do sobrenome é que ele se relacione a um habitante de um lugar com muitos espinheiros-alvares ou alguém que é duro e forte como um espinheiro-alvar. Igualmente o sobrenome pode ser um toponímico em boa parte dos casos, correspondendo a seis lugares na Renânia do Norte-Westfália. Aliás, muito provavelmente é deste região que o sobrenome é originário.
Data do século XIII e ocorre principalmente na Renânia do Norte-Westfália, Renânia-Palatinado, Hesse, Baden-Württemberg e Baixa Saxônia.
Variantes:
Haghedorn, Heydorn - variantes comuns.
Hagdorn - variante comum na Suábia.
Hagendorn - variante comum no sul da Alemanha e Suíça.
Hagedornes, Hagedorne - outras variantes.

557. Kersten: sobrenome patronímico que significa filho de Kersten. Kersten, Karsten ou Carsten são primeiros nomes próprios do baixo alemão sendo que todos estes correspondem ao nome latino Christianus (Cristiano em português) que nada mais é do que cristão. O sobrenome data do século XIII e ocorre principalmente no oeste da Renânia do Norte-Westfália, em toda a Saxônia-Anhalt, noroeste e norte de Brandemburgo e sul de Mecklemburgo-Pomerânia.
Variantes: 
Kerstianus - variante latinizada arcaica.
Kerstens - variante no plural.
Kertesen - variante patronímica
Karsten, Karstens, Kartensen - variantes comuns no norte e noroeste da Alemanha e Países Baixos.
Carsten, Carstens, Cartensen - variantes comuns no norte da Alemanha e Dinamarca.
Kerst, Carst, Karst - variantes curtas.
Kerstin, Kerstine, Kerstina, Kirsten, Kirst, Kirsti, Kirstin, Cerstin, Keri, Kiki - outras variantes relacionadas, sendo algumas matronímicas, outras causadas por contração ou aliteração. Também relacionadas ao norte e noroeste da Alemanha.

558. Resch (1a. vertente): sobrenome poligenético que significa ágil, brincalhão, rápido, ativo. Provém do termo homônimo do alto alemão medieval. Designa uma característica comportamental.
Resch (2a. vertente): sobrenome poligenético que significa inclinação, lugar com declive. Provém etimologicamente do termo homônimo do baixo alemão medieval, sendo relacionado à região de Ostfalen. Designa um habitante de uma região inclinada, de uma ladeira, de uma escarpa. 
O sobrenome data do século XIV e ocorre principalmente na Baviera.
Variantes:
Reschel, Reschl - variantes derivadas.
Rösch - variante que de acordo com os Irmãos Grimm se relaciona com à 1a. vertente.

559. Neu: sobrenome poligenético que significa novo. Provém etimologicamente do alto alemão medieval oriental niuwe com o mesmo sentido. Designa o novo colono, o colono imigrante de uma região. A primeira menção é de 1300 e o sobrenome ocorre principalmente no Sarre, com concentrações significativas também na Baviera, Renânia-Palatinado e Renânia do Norte-Westfália.
Variantes:
Ney - variante comum presente no Sarre e região renana.
Neuer - variante no comparativo da língua alemã.
Nei - variante na língua luxemburguesa.
Nieuw - variante na língua holandesa.
New - variante do noroeste da Alemanha.
Nowy - variante na língua sorábia.
Novy - variante na língua tcheca.

560. Pabst: sobrenome poligenético que significa papa. Provém etimologicamente do alto alemão medieval baebes ou babst com o mesmo sentido. O sobrenome surgiu na época da Reforma Luterana, de acordo com André Pabst, pois ele é muito comum nas regiões do Hesse, Turíngia, Saxônia e Hannover. Seria uma forma pejorativa para designar fiéis católicos que permaneceram vinculados à Igreja de Roma mesmo em áreas de maioria luterana. 
Variantes:
Bapst, Babst, Papst - variantes comuns.
Babest, Babist, Papest, Papist - variantes derivadas que significam literalmente papista.

561. Grün: sobrenome bastante relacionado a famílias judias, mas que também possui linhagens cristãs. Seu significado é verde. O sobrenome designaria uma pessoa que vive numa área verde, mormente uma área rural de campos verdes. O sobrenome aproximadamente data de meados do século XIII e ocorre mais ou menos regularmente em toda a Alemanha.
Variantes:
Gruen - variante mais comum, encontrada principalmente no centro-sul da Alemanha.
Grüne - variante simples.
Grun, Gruhn - variantes encontradas na região renana.
Grön, Groen, Gröns, Groens, Gröne, Groene, Grönes, Groenes - variantes no baixo alemão.
Gruna, Grunau - variantes da Silésia.
Grühn, Gruehn - variantes relacionadas à expansão prussiana.
Grünn, Gruenn - variantes mais comuns na Áustria.
Krün, Kruen - variantes na língua bávara.
Groen - variante comum nos Países Baixos e Bélgica.
Grön - variante no suíço-alemão.
Gront, Gröna - variantes na língua sueca.
Zielen - variante na língua polonesa.
Zallis - variante no antigo prussiano.
Zelen - variante na língua eslovaca.
Grüner, Gruener - variantes que significam literalmente verde enquanto substantivo.
Grünen, Gruenen - variantes no plural do substantivo da língua alemã.

562. Berthold: sobrenome patronímico que significa filho de Berthold. Berthold é um primeiro nome comum na língua alemã que é uma aglutinação dos termos do alto alemão antigo behrat (brilhante) e waltan (poder, autoridade, exército). O sobrenome data do século XI e ocorre principalmente na Saxônia.
Variantes:
Bertoldus, Berchtoldus - variantes arcaicas latinizadas.
Barthold - variante mais comum no norte da Alemanha.
Bartold - variante comum no norte da Alemanha.
Bertolt - variante mais comum na Baixa Saxônia e Saxônia-Anhalt.
Berthelt, Bertholdt - variantes encontradas na Saxônia.
Bertold - variante mais comum no sul da Alemanha.
Bert, Berti, Bertl, Bertel, Berto, Berthel, Berthels - variantes curtas mas que podem possuir outras raízes semânticas.
Berchtold - variante mais comum na Áustria, Suíça e sul da Alemanha.
Tölke, Tölcke, Toelke, Toelcke - variantes encontradas no baixo alemão e no norte da Alemanha de modo geral.
Bertel, Bertil - variantes da Escandinávia.
Berta, Bertha - variantes matronímicas relacionadas.

563. Bastian: sobrenome patronímico que significa filho de Bastian. Bastian é a forma curta do primeiro nome Sebastian (Sebastião em português) que se tornou mais comum do que o radical original. O sobrenome Bastian e suas variantes também são mais frequentes do que Sebastian. 
O sobrenome Bastian é relativamente recente para os padrões da Genealogia alemã, pois seu registro data do século XVIII. Ocorre principalmente no Sarre, Hesse e Baden-Württemberg. 
Variantes:
Sebastian - variante que corresponde ao radical original, mas que se tornou menos comum que a forma reduzida. Ocorre principalmente nos estados meridionais da Alemanha e na Áustria.
Sebastianus - variante latinizada pouco comum.
Basan - variante no baixo alemão.
Baschde - variante da Alta Suábia.
Baschdl - variante da Suábia.
Basti - variante encontrada no sul da Alemanha.
Bast - variante encontrada no norte da Alemanha.
Bastien - variante na língua francesa, mas também comum na Suíça.
Bastl - variante do centro-sul da Alemanha.
Sebastiaan, Bas, Baas - variantes dos Países Baixos, mas que também ocorrem no noroeste da Alemanha.
Sebbo, Sebi, Sebl, Set, Bäschtu, Bästeli, Baschi, Baschy - variantes no suíço-alemão e comum em vários cantões da Suíça.
Baschdi - variante na língua alemânica.
Wast, Wastl, Wastel - variantes na língua bávara e também comuns à Áustria.
Bastel - variante derivada encontrada na Renânia-Palatinado.
Basch - variante encontrada no Hesse e Baviera.

564. Volz: sobrenome patronímico que significa filho de Volkmar. Volkmar é um primeiro nome comum na língua alemã que significa pessoa famosa. Volz é a forma reduzida mais comum do patronímico. Ocorre em toda a Europa de língua alemã e data aproximadamente do século XIV.
Variantes:
Volkmar, Volmar, Volkmer, Volmer, Volckmar, Volckmer, Folcmar, Folckmar, Folkmar - variantes originais do patronímico.
Folz, Wolz, Voltz, Völz, Voeltz, Voelz - variantes curtas relacionadas em diversas regiões da Alemanha.

565. Grund: sobrenome poligenético que significa vale, depressão, planície. Provém etimologicamente do alto alemão medieval grunt com o mesmo sentido. Atualmente na Alemanha, Suíça e Áustria a palavra designa uma propriedade de terra qualquer no linguajar jurídico. 
O sobrenome é mais ou menos comum em toda a Europa de língua alemã, com uma concentração levemente maior na Saxônia-Anhalt e região de Berlim. Data do século XIV.
Variantes:
Grunde - variante mais comum.
Grund (toponímico) - refere-se a cerca de 30 lugares na Alemanha e Europa Central e Oriental.
Grunds, Grundes, Grunden - variantes no plural.
Grundmann - variante acrescida do sufixo mann, comum na Saxônia-Anhalt e Saxônia.
Grundemann - variante acrescida do sufixo mann, comum na região de Berlim.
Gruntmann - variante do centro-leste da Alemanha.

566. Hamm: sobrenome poligenético e toponímico com várias acepções possíveis. Enquanto toponímico se refere a vários lugares na Alemanha, principalmente na região renana. Enquanto poligenético pode ter os seguintes significados:
1 - Derivado do latino hamus que quer dizer gancho, sendo uma forma de designar as gavinhas dos vinhedos, designando assim um vitivinicultor ou aquele que trabalha num vinhedo.
2 - Derivado do baixo alemão medieval ham que quer dizer açude, designando assim aquele que vive próximo a açude ou aquele que é dono de um açude.
3 -  Derivado do baixo alemão medieval hame que quer dizer terreno circular, podendo também corresponder a eira, designando assim quem vive ou trabalha num terreno circular ou eira.
4 - Também é uma forma regional para chicote de animais, por isso em alguns casos pode designar o condutor de carruagens, carroças e faetons. 
5 - Derivado do baixo alemão medieval hamen que quer dizer um tipo de rede de pescaria de forma abalonada, designando assim um pescador que usa esse tipo de rede.
O sobrenome data do século XIII e ocorre principalmente na porção ocidental da Alemanha, especialmente no sul do Hesse.
Variantes:
Hamme - variante comum no norte do Hesse e Renânia do Norte-Westfália.
Ham - variante comum na Baixa Saxônia, Hesse e Renânia do Norte-Westfália.
Hame - variante encontrada na Renânia do Norte-Westfália.
Hamms - variante simples no plural.
Hammes - variante no plural encontrada na Renânia do Norte-Westfália e Renânia-Palatinado.

567. Wieczorek: sobrenome de origem silesiana-eslava com três acepções possíveis. Claramente é de origem polaca, mas é muito comum no leste da Alemanha. Pode ser um patronímico dos nomes próprios eslavos Wiesz e Wielislaw, sendo no caso linhagens com origem na Prússia Oriental no século XVII. Pode ainda estar relacionado ao termo polonês wieszac que significa pendurado, correspondendo a um habitante de um lugar íngreme, com muitas escarpas. 
A última acepção (bastante aceita no caso de linhagens procedentes da Alta Silésia) vincula-se ao termo polaco wieczór que significa bastão, sendo relacionado figurativamente à ideia de noite, hora noturna. Por isso, o sobrenome serviria para apontar notívagos, pessoas com hábitos noturnos, mais comumente músicos, artistas, dançarinos. Dataria aproximadamente do século XVII.
Variantes:
Wieczorrek, Wirschurke - variante relacionadas do leste e nordeste da Alemanha.

568. Stern: sobrenome poligenético de amplo significado e origem, comum na Europa Central a famílias judias e cristãs. Entre as origens listadas seguem:
1 - Um nome de casa nos burgos alemães medievais.
2 - Um topônimo.
3 - Um sobrenome judeu que remete à estirpe de David.
4 - Derivado do alto alemão medieval steer que significa carneiro ou animal de chifres, designando assim um pastor de ovinos ou caprinos.
5 - Derivado do baixo alemão steer que quer dizer touro. Podendo corresponder por esta razão a um criador de touros ou alguém forte como um touro.
6 - Derivado do uso figurativo do termo stern para pessoas expansivas, que chamam à atenção.
7 - Em Brandemburgo, Stern é o substantivo usado para designar encruzilhada, ponto em que caminhos se cruzam. Por isso, refere-se aquele que habita próximo ou numa encruzilhada.
8 - Pode ainda também designar no contexto medieval uma pessoa dura, séria. Derivado do vocábulo anglo-saxão styrne com o mesmo sentido.
O sobrenome data do século XIII e é originário do sudoeste da Alemanha, principalmente Baden. Atualmente, o sobrenome é comum em toda a Europa de língua alemã, mas se concentra principalmente no sul da Alemanha e na região da Basileia, na Suíça.
Variantes:
Sterne, Sternen - variantes no plural da língua alemã.
Sterno - variante no alto alemão clássico.
Stairno - variante na língua gótica.
Stjärna - variante na língua sueca.
Sterre, Sterro - variantes arcaicas.
Ster, Sterretje - variantes na língua holandesa.
Stehr, Staer, Stahr, Steehr, Steer, Sterz, Stär, Stähr - variantes relacionadas encontradas em diversas regiões alemãs.
Starr - variante encontrada na região do Mar do Norte.

569. Lukas: sobrenome patronímico que significa filho de Lukas (Lucas em português). O sobrenome data do século XII e ocorre em toda a Europa de língua alemã de forma regular. Vale lembrar que em várias línguas escandinavas, germânicas e eslavas, a forma Lukas é um homônimo comum.
Variantes:
Luka - variante simples.
Lukács - variante na língua húngara.
Lukasz - variante na língua polonesa.
Lukan - variante na língua croata.
Lucas - variante encontrada no noroeste da Alemanha.

570. Hänisch: sobrenome patronímico que significa filho de Hänisch. Hänisch é a forma eslava medieval para Johann (João em português). Data do século XIII e é comum em Brandemburgo.
Variantes:
Hanisch, Harnisch, Härnisch, Haenisch, Haensch, Haernisch, Harnsch - variantes comuns.
Hannack, Hanack - variantes da Lusácia.
Hanschke - variante de Mecklemburgo-Pomerânia.









sábado, 2 de janeiro de 2016

Está aberto o edital da 2a. edição do livro "Olhares sobre Capão do Leão"



A primeira edição foi produzida em 2014 e lançada em janeiro do ano passado. Agora, o Conselho Municipal da Juventude de Capão do Leão publica o edital para a segunda edição do livro "Olhares sobre Capão do Leão" com prazo de envio até 30 de Abril de 2016. Acesse o link para ler o edital: Edital da II edição 

Participamos com dois textos e cinco fotos da primeira edição do livro "Olhares sobre Capão do Leão" e ficamos muito agradecidos primeiramente com a escolha de nossas contribuições, mas também satisfeitos com o acabamento do livro e com os demais artigos selecionados. O livro ficou muito bonito e interessante! 

A iniciativa de continuidade do livro é digna de todo o aplauso de nossa parte, pela importante e destacada contribuição que o empreendimento do Conselho Municipal de Juventude conjuntamente com a Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social realiza pela cultura, história e memória de Capão do Leão.

Fazemos aqui a publicidade do novo edital como forma de chamar à atenção para que mais pessoas possam contribuir, pois cremos que o resultado será muito proveitoso novamente.

Vale a pena participar!

Significado e origem de sobrenomes alemães - Parte 34



541. Knoblauch: sobrenome poligenético que significa literalmente alho (Allium sativum). Provém etimologicamente do alto alemão medieval klobelouch com o mesmo sentido. O sobrenome, assim como outros sobrenomes relacionadas a vegetais, mormente tem sua origem para designar o ofício de horticultor. Pode ainda designar o plantador ou comerciante de alhos. Figurativamente pode também corresponder a uma pessoa que possui um cheiro corporal marcante ou mesmo um tipo de corte de cabelo vertical.
O sobrenome está vinculado a uma antiquíssima família nobre de Brandemburgo e também é um toponímico referente a várias localidades da Alemanha. Data do século XII e ocorre principalmente no metade norte da Alemanha.
Variantes: 
Clobelouch - variante prussiana.
Knobelisk - variante com origem eslava.
Knoblok - variante simples.
Clebeloke - variante do nordeste da Alemanha.
Cnobeloc - variante arcaica.
Knobloch - variante com origem na região de Oberlausitz.
Knoblich - variante mais comum na Baixa Saxônia.
Klobauch, Klobloch - variantes do centro e sul da Alemanha.
Knobauch, Knobloch - variantes relacionadas.

542. Muth: sobrenome poligenético que significa coragem, bravura. Provém etimologicamente do alto alemão medieval muot que significa alma, espírito, mente, determinação, pensamento firme. Designa portanto pessoas corajosas, determinadas. O sobrenome ocorre em toda a Europa de língua alemã e data do século XIII.
Variantes:
Mut - variante simples que significa literalmente coragem.
Mutes, Muts, Mute - variantes comuns.
Muth (região de Memel) - variante báltica que significa litoral, região costeira.

543. Horst: sobrenome que pode ser patronímico (Horst é um primeiro nome), toponímico ou poligenético. A singularidade deste sobrenome é que seu significado varia regionalmente na Alemanha e historicamente sua origem é ampla, havendo a concreta possibilidade de Horst possuir sentidos ambivalentes, mesmo que ocorra famílias homônimas.
Etimologicamente provém do alto alemão clássico hurst que significa arbustos, clareira, bosque.
Os significados listados são:
1 - Significa clareira na literatura medieval.
2 - Pode significar colina seca, lugar que permanece seco mesmo em épocas chuvosas.
3 - No norte da Alemanha, uma formação típica de pântanos em que se encontra areia, resíduos vegetais e umidade.
4 - No alemão medieval e no baixo alemão, um monte seco sobre um pântano.
5 - No alto saxão, uma pilha de areia ou terra.
6 - No sul da Alemanha, uma floresta densa.
7 - Entre os mineiros alemães medievais, um desvio irregular numa rocha ou floração rochosa.
8 - Em várias partes da Alemanha, um ninho de ave de rapina.
9 - É um primeiro nome comum na Idade Média.
10 - Nomeia mais de 30 lugares na Alemanha, Áustria, Polônia e Países Baixos.
O sobrenome data do século XII e ocorre principalmente no Hesse, norte de Baden-Württemberg, Renânia do Norte-Westfália e região de Berlim.
Variantes:
Horst (nobre) - uma família nobre de Hannover (Von der Horst), uma família nobre da Saxônia (Horst), uma família nobre da Áustria (Barons de Horst) e uma família nobre da Westfália (Von der Horst).  
Hurst - variante comum principalmente no oeste de Baden-Württemberg.
Hörst - variante encontrada mais frequentemente no norte da Renânia do Norte-Westfália, sul do Hesse e norte de Baden-Württemberg.
Hürst - variante encontrada no oeste e sudoeste de Baden-Württemberg.
Harst - variante encontrada no norte de Baden-Württemberg e sul da Renânia-Palatinado.
Herst - variante encontrada no noroeste da Baviera.
Van der Horst - variante comum nos Países Baixos.
Horstius - variante latinizada encontrada na Baixa Saxônia.
Ter Horst, Terhorst - variante mais comum nos Países Baixos.
Hirst - variante arcaica da região renana.
Horster, Horsters, Horsten - variantes concentradas na Renânia do Norte-Westfália, principalmente na região de Duisburg.
Host, Hoster - variantes historicamente registradas na Renânia do Norte-Westfália.
Horsch - variante encontrada na região renana, principalmente Trier, Augsburg e Mannheim.
Horscha - variante encontrada em Görlitz.
Hörster, Hoerster, Hoerst, Hörsting, Hörstel, Hoerstel, Hürster, Huerster, Hörsting, Hoersting - variantes encontradas principalmente na região renana, atingindo como extremidade meridional o norte de Baden-Württemberg.
Kamphorst - variante composta do oeste da Baixa Saxônia que significa aproximadamente terreno de vegetação baixa ou de vegetação úmida.

544. Doll (1a. vertente): sobrenome que significa vala, canal. Designa o construtor de valas e canais ou o habitante de um lugar próximo a uma vala ou canal. Provém etimologicamente do alto alemão medieval tole com o mesmo sentido. 
Doll (2a. vertente): sobrenome patronímico que significa filho de Adolf. Doll é um hipocorístico de Adolf aparentemente relacionado ao sul da Alemanha.
O sobrenome data do século XV e ocorre principalmente no oeste de Baden-Württemberg e sul da Renânia-Palatinado.
Variantes:
Döll, Doell - variantes encontradas na Turíngia, Renânia-Palatinado, Baviera e Baden-Württemberg.
Dolle, Dollen, Dölle, Doelle - variantes relacionadas ao sudoeste da Alemanha e também França.
Toll, Tolle, Tollen - variantes relacionadas mas que podem possuir outras raízes semânticas.

545. Stange: sobrenome poligenético que significa haste, poste, lança, vara, tubo. Provém etimologicamente do alto alemão clássico stanga com o mesmo sentido. Compreende-se que o sobrenome pode ter dois significados principais: um lanceiro; ou uma pessoa alta e magra. Na região de Colônia, pode ainda estar relacionado a um tipo de mestre cervejeiro. Em outras regiões alemãs, ainda pode se vincular ao construtor de paliçadas.
O sobrenome data do século XIII e ocorre principalmente na metade norte da Alemanha, principalmente em Schleswig-Holstein, Saxônia-Anhalt e região de Berlim.
Variantes:
Stang - variante mais comum, encontrada em toda a Alemanha. Também é a variante na língua sueca.
Von Stange - família nobre da Turíngia.
Stangen - variante simples no plural.

546. Schell: sobrenome poligenético que significa braçadeira ou sino pequeno. Apesar de seu significado direto, a Genealogia compreende que o sobrenome era aplicado na Idade Média para denominar pessoas coléricas, irascíveis ou ainda pessoa efervescente, tempestuosa. Etimologicamente provém do alto alemão medieval oriental shellec que significa saltar, subir, explodir. Figurativamente, o sentido é de indivíduo que "salta aos ares". 
O sobrenome data do século XIV e ocorre principalmente na Saxônia, Turíngia, Hesse, Brandemburgo e Saxônia-Anhalt.
Variantes:
Schel - variante simples.
Schelle - variante comum no norte da Alemanha. Também denomina um município na Bélgica e uma cidade na Eslováquia.
Schellen - variante no plural.
Schele - família nobre da Westfália.
Scheller - variante comum em Württemberg, Baviera, Renânia e Áustria.

547. Helm: sobrenome poligenético que significa capacete, elmo. Provém do alto alemão medieval helma com o mesmo sentido. É um sobrenome originado dentro do contexto militar, relacionando-se a soldados de infantaria principalmente. Pode ainda designar uma pessoa que habita uma montanha pontuda como um capacete. Data do século XIV e ocorre em toda a Europa de língua alemã de forma regular.
Variantes: 
Helms, Helmes, Helme, Helmi - variantes comuns.
Hjälm - variante na língua sueca.

548. Ostermann: sobrenome poligenético que significa homem do leste. Provém etimologicamente do adjetivo do alto alemão medieval ôster que também possui o sentido de páscoa. O sobrenome tem origem como denominação a migrantes das regiões orientais da Alemanha e da Europa. Contudo, seu significado é diverso conforme a região. Na Idade Média, um austríaco poderia receber a alcunha de Ostermann na Renânia, mas na Áustria documenta-se que o termo era usado para denominar boêmios, morávios e eslovacos. Contudo, no sul da Alemanha e Suíça, Ostermann foi até o final da Idade Moderna quase que um sinônimo de austríaco.
O sobrenome data do século XIII e ocorre em toda a Europa de língua alemã, com uma leve concentração na região renana e noroeste.
Variantes:
Osterman - variante comum.
Oosterman - variante "longa" do noroeste e nas regiões do dialeto plattdeutsch.
Austermann, Austerman - variantes encontradas no leste da Westfália.
Eustermann, Eusterman, Eistermann, Eisterman, Estermann, Esterman - variantes relacionadas à região central da Alemanha, principalmente Hesse e Turíngia.
Östermann, Oestermann - variantes relacionadas ao norte e noroeste da Alemanha.

549. Herr: sobrenome poligenético que significa senhor, homem. Provém etimologicamente do alto alemão clássico herre ou her com o mesmo sentido. O sobrenome surgiu como alcunha a alguém superior socialmente na estrutura feudal. Por isso designa o proprietário de terras, sem dúvida nenhuma. Herr sobretudo é uma forma de tratamento. Como adjetivo pode designar pessoa venerável, pessoa respeitável. Durante a Idade Moderna, o termo Herr foi usado principalmente para designar a nobreza terratenente. 
O sobrenome data do século XVI e ocorre em toda a Europa de língua alemã.
Variantes:
Herren - variante no plural da língua alemã.
Herrn - variante no genitivo da língua alemã.
Herrchen - variante no diminutivo da língua alemã.
Herre - variante na língua sueca.
Heer - variante na língua holandesa.

550. Wendel: sobrenome patronímico que significa filho de Wendelin, filho de Wandelbert ou filho de Wandelgart. É mais provável que o patronímico Wendel seja uma forma curta de Wendelin. Wendelin é um primeiro nome da língua alemã, muito popular na Idade Média graças a um santo católico homônimo que foi missionário em Trier (Tréveris) no século VI. No Brasil, ele é conhecido como São Vendelino e se tornou conhecido graças aos imigrantes católicos alemães.
O sobrenome data do século XIII e ocorre principalmente na Renânia-Palatinado, Sarre e região de Berlim.
Observação: na língua alemã moderna, Wendel significa espiral, hélice, porém estes significados não possuem relação com o sobrenome.
Variantes:
Wendelinus, Wendalinus - variantes latinas arcaicas.
Wendell - variante simples.
Vendel - variante encontrada no noroeste da Alemanha e Países Baixos.
Wendl - variante do sul e sudeste da Alemanha e Áustria.
Wenndel, Wenndell - variantes encontradas nos Estados Unidos da América.

551. Heyer: sobrenome poligenético com três acepções possíveis:
1 - Uma variante de Heuer.
2 - Derivado do alto alemão medieval heien que significa manter, guardar. Designaria um sentinela, vigilante, guardião, dentro do contexto militar.
3 - Derivado do alto alemão medieval houwer correspondendo ao ofício profissional de madeireiro, lenhador, comerciante de madeira.
O primeiro registro do sobrenome é de 1281 e concentra-se principalmente no norte da Alemanha.
Variantes:
Heier - variante simples.
Heie, Heye - variantes curtas.
Hewer - variante arcaica.
Hoyer - variante relacionada.
Hayer, Haier - variantes relacionadas a dialetos do sul da Alemanha.

552. Obermeyer: sobrenome poligenético que significa alto prefeito ou num melhor entendimento o governador de um distrito rural, que englobava diversos burgos, povoados e aldeias de uma região. Era um cargo administrativo do Sacro Império Romano-Germânico. O sobrenome é comum na maioria das regiões da Europa de língua alemã e data do século XIV.
Variantes:
Obermeier - variante comum, concentrada na Baviera.
Obermayer - variante mais comum no sul da Alemanha, Áustria e Suíça.
Obermayr, Obermair, Obermaier - variantes relacionadas a dialetos meridionais da Alemanha e principalmente Áustria.

553. Kreuzer: sobrenome poligenético que significa cruzador. Está relacionado ao substantivo Kreuz (cruz). O termo Kreuzer também denomina um tipo de moeda austríaca de menor valor surgida no século XIII que se popularizou no sul da Alemanha e Suíça nos séculos XV e XVI. 
De forma geral, pode entender-se que o sobrenome vincula-se ao fato de alguém que vive próxima a uma cruz ou um lugar com uma cruz, o que é bem possível. Todavia, o termo Kreuzer tende a significar de acordo com as formas coloquiais medievais alemãs o sentido de encruzilhado, caminho cruzado. Por isso, seu significado mais aceito é aquele que vive numa encruzilhada de um burgo, de uma região. de uma cidade. Igualmente pode corresponder até um traço do relevo geográfico de uma região.
O sobrenome data do século XIII e parece mais relacionado ao sul da Alemanha.
Variantes:
Kreutzer - variante do norte da Alemanha.
Creuzer, Creutzer - variantes comuns.
Kreuzern - variante no plural.

554. Stamm: sobrenome poligenético que significa tronco (de árvore) ou tribo. O sobrenome parece relacionado a uma alcunha para pessoa pertencente a um clã, uma tribo, querendo dizer que faz parte de uma grande família de uma região, possivelmente proprietária de terras. Outro significado é descrever figurativamente pessoa forte de tórax avantajado como tronco. O sobrenome concentra-se no sul da Alemanha e também possui um vínculo muito forte com famílias judias, onde possui outro significado - o tronco (lihagem) de Abraão. Data do século XII.
Variantes:
Stam, Stämme, Stamme - variantes relacionadas.

555. Ballack: sobrenome patronímico próprio do idioma sorábio que é uma forma curta de Balthasar. O sobrenome concentra-se na região da Lusácia - que engloba parte de Brandemburgo e Saxônia na Alemanha, a Baixa Silésia na Polônia e o norte da República Tcheca. O sobrenome também cresceu muito na região de Berlim devido à migração. Data do século XVI.
Variantes:
Balack, Ballacke, Ballak, Balak - variantes simples, mas que ocorrem em outras regiões alemãs por causa de aliterações linguísticas. 








terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O Causo da "Seca"

Trecho extraído de: PINHEIRO, Luiz Carlos Marques. A Pelotas que vivi. Edição independente, 2013, p. 197-198.


"Conta um motorista da UFPel que num dos verões mais quentes e secos já vividos em Pelotas, num dia em que o sol estava de rachar mamona, um casal esperava o ônibus no olho do sol, ao longo da estrada entre o Campus Capão do Leão e a cidade.
Condoído, ele deu carona ao casal. Pra puxar conversa, perguntou ele ao marido:
- E essa seca? Diz o homem:
- Pois é! Não sei o que tem esta mulher. Estou levando ela pra uma consulta na cidade!!!..."

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