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sábado, 23 de maio de 2026

Automóveis no Rio Grande do Sul em 1918

 



Numero de automoveis existentes no Estado do Rio Grande do Sul em 1918

Alegrete... 18

Arroio Grande... 6

Bento Gonçalves... 1

Cachoeira... 40

Caxias... 5

D. Pedrito... 16

Encruzilhada... 3

Guaporé... 1

Itaqui... 9

Julio de Castilhos... 8

Lavras... 17

Montenegro... 1

Passo Fundo... 7

Pinheiro Machado... 2

Quarahy... 12

Rio Pardo... 7

Santa Cruz... 12

Santa Victoria... 4

Santo Angelo... 4

São Gabriel... 50

S. João de Camaquan... 2

S. Lourenço... 4

S. Sebastião do Cahy... 2

São Vicente... 5

Taquara... 5

Torres... 2

Vaccaria... 4

Viamão... 1

Alfredo Chaves... 2

Bagé... 158

Caçapava... 6

Cangussú... 5

Cruz Alta... 12

Dores de Camaquan... 2

Estrella... 2

Ijuhy... 2

Jaguarão... 12

Lageado... 7

Livramento... 63

Palmeira... 4

Pelotas... 188

Porto Alegre... 460

Rio Grande... 10

Rosario... 5

Santa Maria... 20

Santiago do Boqueirão... 5

São Borja... 15

São Jeronymo... 8

S. Leopoldo... 8

S. Luiz Gonzaga... 3

São Sepé... 5

Taquary... 2

Uruguayana... 110

Venancio Ayres... 5

Total... 1.367

Fonte: ALMANACH DE PORTO ALEGRE, 1920. Porto Alegre, Oficinas Gráficas da Livraria do Globo, 1919, pág. 220-221.



Pinheiro Machado  

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

I Festival do Doce de Pelotas - O precursor da Fenadoce

 


O SENAC - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial promove nos dias 22 e 23 de outubro, em sua sede, o I Festival do Doce de Pelotas, que tem como objetivo promover essas especialidades artesanais. Participarão do evento, a Coodopel - Cooperativa das Doceiras e algumas vinícolas de Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Garibaldi.

Oito "stands" de doces artesanais serão montados para o festival, sendo que o abastecimento e atendimento desses "stands", estará sob a responsabilidade da Coodopel, que congrega as doceiras de Pelotas.

Por outro lado, segundo estudos realizados pelo SENAC, além de refrigerantes, a bebida que mais se harmoniza com o doce é o vinho, desde que, seja de variedade apropriada. Por isso a participação no festival, das vinícolas Moseli & Diave Ltda., de Caxias do Sul, Cooperativa Vinícola Aurora de Bento Gonçalves, Cooperativa Vinícola Garibaldi e Finos Vinhos Santa Rosa.

Todas estarão oferecendo ao público, para degustação, vinhos licorosos, frisantes e efervescentes, variedades recomendadas para acompanhamento  do doce. Os vinhos serão servidos em taças de cristal, gravadas com inscrição referente ao Festival que os participantes receberão no momento da entrada. Haverá ainda um "stand" de refrigerantes.

Fonte: DIÁRIO POPULAR (Pelotas/RS), 17 de outubro de 1983

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Chaveiro Cosulati



 Chaveiro da Cosulati (Cooperativa Sul-Rio-Grandense de Laticínios), provavelmente da década de 1980, com a marca fantasia "Danby" no verso. 

terça-feira, 15 de julho de 2025

Charqueada em Pelotas no início do século XX


Aspecto de uma charqueada em Pelotas durante a década de 1900

Fonte: WALLE, Paul & LAVASSEUR, Émile. Au Brésil, de l'Uruguay au rio São Francisco. Paris, 1910, pág. 341.

Link da obra: http://catalogue.bnf.fr/ark:/12148/cb316182487 


 

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

sábado, 19 de outubro de 2024

Os antigos vendedores ambulantes do Rio de Janeiro

 



Vendedores ambulantes: uma tradição que desaparece da Cidade Maravilhosa. Substituídos pelos sofisticados "camelôs", os vendedores ambulantes, tôda uma gama de tipos populares, estão cada dia se afastando mais do centro da cidade, expulsos que são pelo progresso. Nos subúrbios e, mesmo em alguns bairros, êstes vendedores ainda nos fazem recordar com seus pregões, o nosso tempo de calças curtas.

Vassoureiro, garrafeiro, sorveteiro, funileiro, o homem do periquito e tantos outros, faziam e ainda fazem de sua profissão a alegria de muita gente. Seus pregões, suas melodias de vendas, eram e são tão simples como êles, mas seu efeito publicitário persiste por muito: quem não sente desejo de comprar sorvete, ao ouvir um dos remanescentes sorveteiros, a anunciar em versos de pé quebrado, o "geladinho" de côco e de abacaxi?

Até o final da última guerra, os vendedores ambulantes dominavam a Cidade Maravilhosa.

Era o homem que comprava garrafas e jornais, o que vendia vassouras, o que consertava panelas, o que, com seu periquito verde, vendia a sorte para as mocinhas desejosas de encontrar príncipes encantados. Havia sempre quem fôsse a sua porta para vender ou comprar alguma coisa. Mas os tempos passaram-se. O progresso caminhou mais rápido que a tradição, e foi aos poucos expulsando êstes tipos. Muitos se retiraram para os bairros e subúrbios mais longínquos, onde até hoje se pode ouvir os seus pregões; outros, preferiram se estabelecer.

NACIONALIDADES

A nacionalidade, também influi na especialidade. Peixeiro, por exemplo, só italiano; garrafeiro, só portuguêses; sorveteiro um nacional, um baiano que saiba bem preparar um sorvete de côco.

É interessante observar como ainda hoje se mantém certas tradições de nacionalidade entre os vendedores ambulantes. O amolador de facas, que empurra o cavalete com a pedra de amolar, é sempre um italiano; o jornaleiro, também. Os portuguêses preferem atividades como vender frutas e legumes, gêlo, flôres e plantas.

Os judeus dão sua preferência ao comércio de venda e compra de roupas. Quem ainda não ouviu o clássico pregão do homem que compra tudo. Êste ramo pertence, sem dúvida alguma, aos judeus. E ninguém tenta roubar-lhes o campo. Mesmo porque não saberia esta difícil arte de comprar sapatos velhos para depois vendê-los.

Mas também ninguém, que não fôsse brasileiro, teria a ousadia de vender quitutes baianos ou sorvetes ou amendoim torrado.

Portanto, nesta questão de comércio ambulante, não há perigo de concorrência. Há o lugar para todos, desde que o "rapa" permita.

PREGÕES

Os pregões dos vendedores ambulantes é uma outra faceta desta tradição. Mesmo sem conhecer o português, muitos foram os vendedores ambulantes que nos legaram belíssimos pregões que fariam inveja a muito criadores de "jingles". Quem não se lembra dos vendedores de laranjas, quando se vendia a fruta ao cento por cinco ou dez mil reis. O caminhão transbordando de laranjas, parava numa esquina. O vendedor, em plenos pulmões, anunciava a sua presença: "Olha a laranja, dona Teresa. Traga a sacola pois vou embora". Na verdade, não havia rima, entretanto, sabia musicar os seus "jingles".

NAS MÚSICAS DE CARNAVAL

Os vendedores ambulantes também já serviram de temas a muitas músicas de Carnaval. Por volta de 1937 ou 1938, Dircinha Batista gravou uma marchinha que foi grande sucesso: "O Periquitinho Verde". Não há dúvida que era uma homenagem ao homem do realejo que depois de tocar alguma velha música, abria a gaiola do periquito (algumes vêzes papagaio), sob a qual havia uma gaveta com papéis dobrados. Em troca de um pagamento, o homem do realejo batia com o dedo na cabeça do pássaro e êste, mais do que rápido, tirava a sorte. Era o homem que vendia um pouco de sonho. Hoje ainda existem alguns, espalhados por êste grande Rio de Janeiro.

O PROGRESSO

Mas o progresso é, realmente, o grande inimigo dos vendedores ambulantes, pior ainda do que a fiscalização (o "rapa"). O geleiro, por exemplo, que antes passeava pela cidade com a sua bicicleta, já não tem muito o que fazer; as geladeiras elétricas estão lhe tirando o pão de cada dia. Os sorveteiros não podem concorrer com os das carrocinhas. A matéria plástica suplantou o artezanato de flôres de papel crepon e os seus vendedores não mais encontram com facilidade, compradores para as suas mercadorias. E assim, aos poucos, vão cedendo o seu lugar. Mas para quem os ouviu e viu, ficou a grata lembrança de seu tipo, de seu pregão.

Fonte: CORREIO DA MANHÃ (Rio de Janeiro/RJ), 20 de Janeiro de 1960, sem página definida


quarta-feira, 16 de outubro de 2024

O Regatão na Amazônia

 



O comércio de Santarém, como o de tôda a Amazonia, apresenta uma figura singular, o "regatão", comerciante que transporta suas mercadorias em batelões ou lanchas. Atualmente, é possível distinguir pelo menos três tipos de "regatões", o pequeno, o médio e o grande. O pequeno é o mascate, figura tradicional, o médio já é evoluído e procura manter transações regulares, com os habitantes do município; os grandes "regatões" estabelecem-se de preferência numa bôca de rio, dondo passam a irradiar o seu comércio, criando ali uma espécie de entreposto, mantido com caipiras próprios ou com créditos e "aviamento" feito por "aviadores" de Manaus e de Belém.

Fonte: O JORNAL (Rio de Janeiro/RJ), 08 de Março de 1959, pág. 06

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