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terça-feira, 4 de maio de 2021

Imigração Judaica no Rio Grande do Sul



 No século XVI, chegaram ao Brasil, vindos de Portugal, os primeiros judeus, que, na maioria, tinham vivido antes na Espanha. A 31 de Março de 1492, em Granada, os reis Fernando e Isabel assinaram o decreto que ordenava a saída da Espanha de todos os judeus que no prazo de 4 meses não se convertessem ao catolicismo. Dos milhares de judeus que viviam na Espanha, bom número foi para Marrocos e para a Turquia. Mas de a metade, porém, atravessou a fronteira e entrou em Portugal, a corrida por Dom João II mas, em dezembro de 1496, o novo Rei de Portugal, Dom Manuel, decretou a expulsão de todos os judeus de Portugal que não se convertessem ao catolicismo dentro de 10 meses. Tinham que sair pelo Porto de Lisboa. o cerca de 5000 mais ricos embarcaram para Marrocos e países da África a maior parte, porém, se converteu ao catolicismo, passando a ser os cristãos novos. E os que, as ocultas, se mantiveram ligados a crença judaica, passaram a se chamar marranos no final de 1497 Não havia mais nenhum judeu declarado em Portugal, todos se tinham convertido em cristãos-novos. 

O Brasil, colônia portuguesa, sujeito a inquisição, foi o país do mundo que recebeu o maior número de marranos, mas os que praticassem qualquer ação atestando se judeus eram enviados a Lisboa para julgamento, enquanto os judeus que iam para Turquia, Marrocos, Holanda e Inglaterra tinham liberdade de viverem como judeus. 


No descobrimento do Brasil, já com três anos de Governo, Dom Manuel converterá ao catolicismo todos os judeus residentes em Portugal assim, os 250 mil judeus vindos da Espanha e o cerca de 150.000 que desde remotos tempos viviam em Portugal foram integrados à comunidade cristã Portugal tinha, então, 1200000 habitantes, dos quais 400.000 eram de origem judaica e a maioria praticava, azul cultas, sua religião de cada três portugueses, um era Cristão novo. eram cristãos novos, por exemplo, Gaspar da Gama, da expedição de Cabral; Fernando de Noronha que em 1503, recebia de Dom Manuel autorização para explorar a costa brasileira, e descobriu a ilha batizada com seu nome. João Ramalho também era Cristão novo.  o governador geral, Duarte Coelho, trouxe da Ilha da Madeira idade São Tomé numerosos capatazes e Operários de Deus, que, além de eficientes, libertavam da Furia religiosa da Península Ibérica Gilberto Freyre refere uma especializada ação de mecânico judeus nos engenhos de Açúcar.


 Em 1544 no quarto auto-de-fé realizado pela inquisição em Lisboa, temos o primeiro degredado para o Brasil por crime de judaísmo, o que depois se tornaria  comum. Olinda, Recife e Salvador foram especiais para deimos de judeus degredados o degredo para o Brasil era caminho para liberdade de ser judeu o próprio Dom sardinha dizia " enterra tão vasta e despovoada convém fechar os olhos ", maneira de pensar também adotada pelos padres jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega "vieram traço diz Pedro Calmon, em sua história do Brasil traço na qualidade de cristãos-novos, mas tão se implantou entre nós. transferiu para o reino os que lá deviam ser julgados. Ao contrário, sem nunca terem importado A Perseguição, o Brasil exportou a coexistência, com a missão política que levou ao Portugal, em 1641, o Padre António Vieira, comissionado pelos Mercadores e homens bons para pedir a Dom João quarto justiça e segurança para os cristãos novos... "


 A propósito dos marranos, conclui Calmon: "onde estão as dezenas de milhares de cristãos novos que desde a expedição de Martim Afonso E desde o povoamento maciço da terra do Ouro deram com os ossos nestas plagas e com eles a adubação ponto e, os que vieram com Tomé de Souza; os que vieram por todo século 17; os que vieram durante o século 18, Cujo sobrenomes lusos, peixeira, do primeiro poeta nosso, Silva, de Antonio Jose, o teatro logo, se confundem com os dos cristãos velhos deste país? Hoje é impossível identificar eles a descendência. "


 Em 1752 se instalaram nas margens do Guaíba, junto a capital do Rio Grande do Sul, 60 casais açorianos, entre os quais havia bom número de judeus.  pela lei assinada em 25 de maio de 1773, pelo Marquês de Pombal, foram revogadas as leis discriminatórias aos cristãos novos não mais sujeitos a Perseguição, também, em consequência dos casamentos mistos, os marranos do Brasil foram se filiando ao catolicismo religião oficial. antes de meados do século 18, milhares de judeus sefaradim, judeus orientais emigrados para Espanha, depois para Portugal, para Marrocos e, enfim, entrados na Amazônia , estabelecendo-se principalmente em Belém e Manaus e localidades menores, atuando maciçamente no comércio, utilização de vias fluviais, transformando barcos em lojas flutuantes.

 em Belém e Manaus estão as comunidades judaicas mais antigas do Brasil, Como se comprova pela sepulturas judeus em Belém de 1830 e 1840 a partir de 1870, chegam ao Brasil, especialmente em São Paulo, Porto Alegre e Rio Grande judeus alsacianos, franceses e ingleses.


Mas o início da imigração Judaica organizada no Rio Grande do Sul inicia em 1904 com a vinda do primeiro grupo para phillipson, através da Jewish colonization Association (ICA), onde 1905 funcionava a primeira sinagoga do estado, e Em 1906, a primeira escola judaica no Rio Grande do Sul ponto. e continuaram chegando Imigrantes para phillipson, donde foram partindo para Santa Maria, Cruz Alta e Porto Alegre na capital logo foram se organizando, tanto assim que, em 1909, já formaram o primeiro miniam, mínimo de dez homens preparados, em condições de iniciar as orações, nos dias do rosh hashaná ( ano novo) e do  yom kippur ( dia do Perdão) ponto fizeram parte das orações, que tiveram lugar Na casa de Salomão Levy, além dele, as seguintes pessoas: Leon Back, Jacob Mostowsky, Maurício Rosenbaum, Natan Cohen, Harry Fineberg,  Martin Horris,  Bernardo lewgoy,Isaak Holman, Miguel Galanternick, Jacob Pagorelsky, Volf Melzer, Abrahan Silverstone,  Francisco Rosemberg e Marcos Saffer, Todos da comunidade israelita de Porto Alegre em 1910 era fundada a união Israelita Porto Alegrense, entidade Judaica mais antiga do município.


Em 1911 chega o primeiro grupo de imigrantes para quatro irmãos ( fazenda com 93850 hectares, que fazia parte de Passo Fundo e hoje, de Erechim e Getúlio Vargas, transformada em colônias), e em 1913, o segundo grupo bom dois outros grupos vieram em 1926 e 1927, fugindo da opressão dos países Onde viviam.


A Comunidade Judaica Gaúcha está preparando Com intensa programação o primeiro Centenário da imigração Judaica no Rio Grande do Sul, a 18 de outubro, lembrando a mesma data de 1904, quando 38 famílias, após longa viagem, desembarcavam de um vagaroso trem maria fumaça na pequenina estação da colônia phillipson, próxima de Santa Maria Diferentemente dos demais Imigrantes não vinham propriamente em busca de fazer América do desenvolvimento econômico, mas em busca de segurança, fugindo da discriminação, do preconceito, na miséria, das humilhações e do antissemitismo. Como todos os imigrantes, enfrentaram dificuldades iniciais com o desconhecimento da língua, a falta de experiência no cultivo da terra, atividade que eles era proibida em suas pátrias exatamente por serem judeus. mas em phillipson, onde Imigrantes de diferentes etnias tentavam viver o mesmo sonho a ser alcançado pela solidariedade e pelo trabalho, logo construíram belas amizades com liberdade de se organizarem e cultivar em também sua identidade familiar, histórica, social e religiosa.


De países diferentes, os judeus foram se reencontrando em famílias e comunidades, respeitando e sendo respeitados pelas demais etnias, que, juntando diferentes histórias e experiências, construíram esta maravilhosa realidade brasileira O que é a fisionomia mais completa da humanidade intermos de raças, etnias e culturas para uma sempre mais rica e sólida unidade nacional.


FONTE: CORREIO RIOGRANDENSE (Caxias do Sul/RS), 13 de Outubro de 2004, pág. 04


sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Famílias nobres da Espanha - Parte 29



Livre adaptação das obra:  PIFERRER, Francisco. Nobiliario de los Reynos y Señorios de España, Tomo II. Madrid: La Redaccion, 1858.

Fontes consultadas para adições: https://es.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Portada
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal

561. Luna

Esta outra linhagem dos Luna começa com Raimundo de Luna, também da corte de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276), que participou da campanha de conquista de Valência.

562. Luquin

A linhagem inicia-se com Juan (ou Jean) Luquin, descendente da família dos Condes de Malta, e procedente do Ducado de Anjou, na França. Passou à Península Ibérica em função de uma perseguição que sua família sofria no reino vizinho. Foi condecorado por Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276) com um título fidalgal e terras por ter contribuído na conquista de Valência.

563. Madroño

A linhagem tem origem em Antonio Madroño, militar do exército de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276), que participou da campanha de conquista de Orihuela.

564. Malet ou Mallet

A linhagem ibérica começa com Guillermo (ou Guillaume) de Malet, comandante de uma tropa de soldados do Languedoc, enviada em auxílio a Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276), por ordem de Luís IX da França (reinado de 1226 a 1270). No exército de Aragão, Guillermo de Malet adquiriu alta patente militar e terminou por se assentar no sul da península.

565. Malferit

A linhagem tem origem em Pedro Malferit, fidalgo do Principado da Catalunha no século XI. Nas proximidades de Urgel, na Catalunha, há a localidade e o solar de Malferit. Em 1239, uma importante ramal desta primeva linha estabeleceu-se nas Ilhas Baleares.

566. Marc

A linhagem tem origem em Jaime Marc, guerreiro do exército de Jaime I de Aragão (de 1213 a 1276), que participou das campanhas de Reconquista no sul da península.

567. Marcilla

A linhagem tem origem em Fermín Marcilla, infanção navarro descendente de Garcés de Marcilla, que se destacou nas campanhas de Reconquista de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276).

568. Sojo

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra.

569. Arrieta

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra.

570. Astuni

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra.

571. Ezperun

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra.

572. Berri

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra.

573. Navaz

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra.

574. Undiano

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra.

575. Fenestrosa

A linhagem procede da merindade de Castrojeriz, na província de Burgos, em Castela, onde foi também seu primitivo solar.

576. Carcamo

A linhagem tem origem no antigo senhorio de Quincoces de Yuso, em Castela onde foi estabelecida sua casa solarenga.

577. Urbina

A linhagem tem origem na Andaluzia.

578. Corcuera

A linhagem tem origem na Andaluzia.

579. Meneses

A linhagem tem início com Tello Pero de Meneses, fidalgo da corte de Dom Dinis de Portugal (reinado de 1279 a 1325), que participou das campanhas de Reconquista dos reinos de Castela e Aragão no sul da península.

580. Barroso

A linhagem tem início em Pedro Gomez Barroso, cavaleiro galego que participou da conquista de Sevilha e estabeleceu-se na Andaluzia na época de Fernando III de Castela (reinado de 1217 a 1252).

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Famílias nobres da Espanha - Parte 28



Livre adaptação das obras: PIFERRER, Francisco. Nobiliario de los Reynos y Señorios de España. Madrid: La Redaccion, 1857. PIFERRER, Francisco. Nobiliario de los Reynos y Señorios de España, Tomo II. Madrid: La Redaccion, 1858.

Fontes consultadas para adições: https://es.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Portada
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal

541. Roldan

A linhagem tem origem no século XIII com o casamento do príncipe mouro de Mallorca, cristianizado e educado na corte de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276), casado com Eva Roldan, filha de Martín Roldan. Esta linhagem foi estabelecida primitivamente na Múrcia.

542. Salar ou Salad

A linhagem murciana começa com Juan Salad, regedor da cidade de Murcia entre os anos de 1407 e 1418. Uma ramal passou à Castela durante o século XVI. Os Salar da Múrcia são entroncados com as casas de Blasco, Cascales, Bienvegud e Sandoval, dentre outras.

543. Serra

A linhagem tem origem numa família homônima de Gênova, Itália, que se estabeleceu na Múrcia no século XIV.

544. Tizon

A linhagem tem origem em Pedro Tizon de Quadrey, rico-homem da corte de Ramiro II de Aragão (reinado de 1134 a 1157), que exerceu também o cargo de procurador-geral.

545. Tocon ou Tacon

A linhagem tem origem em Sancho Ibañez, apelidado de Tocon ou Tacon, fidalgo de Ávila, em Castela, no final do século XI.

546. Tenza

A linhagem tem origem em Aragão e é resultado de uma contração do nome de família Entenza. Os Tenza constituem a ramal que se estabeleceu na Múrcia.

547. Mergelina

A linhagem origina-se de Tudela de Navarra, onde foi construído seu primitivo solar. Ramais deste tronco familiar estenderam-se ao sul da Península nas campanhas militares do século XIII, dentre elas, as conquistas de Valência, Villena e Múrcia.

548. Perea

A linhagem começa com Lope Sanchez de Perea, filho de Ortún Sanz de Salcedo, 6o. senhor de Ayala.

549. Tomás

Linhagem da nobreza de Aragão, com ramais destacadas em Múrcia, Lorca, Cartagena e Orihuela.

550. Tudela

Nome de família muito arraigado em toda a Península Ibérica, sendo um toponímico da cidade homônima, que foi muito importante no Reino de Navarra na Idade Média. Existem ramais em todas as regiões meridionais, dado vários fidalgos desta alcunha terem participado ativamente das campanhas de Reconquista nos séculos XII e XIII.

551. Rosique

A linhagem tem origem na cidade de Cartagena, na Múrcia.

552. Valibrera

A linhagem tem origem em Guillén de Valibrera, cuja família procedia da França e havia migrado à península nas campanhas de Reconquista do século XIII. Por serviços prestados ao rei Afonso X de Castela (reinado de 1252 a 1284), recebeu um feudo na região da Múrcia.

553. Valdés

A primitiva casa solarenga desta alcunha é originária das Astúrias, sendo muito antiga. A linhagem murciana começa com Hernando de Valdés, no século XIV.

554. Lobera

A linhagem tem origem em Guillermo Lobera, combatente nas conquistas de Valência e Mallorca, a serviço de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276).

555. Lopez

No caso desta linhagem de Lopez, ela procede de Diego Lopez, perito militar e fidalgo da corte de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276). Seu primitivo solar foi em Consuegra, em Castela-La Mancha.

556. Loris, Loriz ou Lloris

A linhagem procede de Bernardo Loris, rico-homem da corte de Aragão, que participou da conquista de Valência no reinado de Jaime I (de 1213 a 1276).

557. Loro

A linhagem tem origem em Pedro de Loro, fidalgo inglês que passou à Península Ibérica nas campanhas de Reconquista de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276), tendo participado das tomadas de Puix e Valência. Por seus préstimos, recebeu várias glebas senhoriais em Albalat.

558. Lucerga

A linhagem tem origem em Enrique de Lucerga, natural de Balmaseda, no Senhorio de Biscaia, que participou das campanhas de conquista de Valência, no reinado de Jaime I de Aragão (de 1213 a 1276). Foi agraciado com terras em Orihuela.

559. Lucian ou Llucia

A linhagem tem origem em Gimeno Lucian, nobre aragonês, da corte de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276), tendo se destacado na tomada da fortaleza de Puix.

560. Luna

Esta linhagem dos Luna procede de Artal de Luna, capitão do exército da corte de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276).


sábado, 2 de janeiro de 2021

Famílias nobres da Espanha - Parte 27



Livre adaptação da obra: PIFERRER, Francisco. Nobiliario de los Reynos y Señorios de España. Madrid: La Redaccion, 1857. 

Fontes consultadas para adições: https://es.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Portada
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal

521. Lesol

A linhagem tem origem em Juan (ou Jean) Lesol, cavaleiro provençal oriundo de uma localidade grafada como Romani, na França, que passou a serviço de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276), principalmente nas conquistas de Valência e Mallorca.

522. Lesol

A segunda linhagem, sem relação ou parentesco com a primeira, tem origem num mercenário inglês que participou do corpo de artilharia do exército de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276), tendo se destacado na conquista de Burriana. Por ter armas que ostentavam um sol de ouro, foi alcunhado de "Le Sol", isto é, "o sol".

523. Libiá

A linhagem tem origem em Raimundo Libiá, cavaleiro do exército de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276), e que tomou parte na campanha de conquista do Reino de Valência.

524. Lienda

A linhagem tem origem no cavaleiro navarro Sancho Lienda, que conduziu de sua terra natal uma expedição que tomou parte na conquista de Valência, sob a bandeira de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276).

525. Liñan

A linhagem tem origem primitiva em Aragão e inicia-se com Henrique Liñan, senhor de Cetina, que foi embaixador de Jaime I (reinado de 1213 a 1276) na França.

526. Llanos

A linhagem tem origem no cavaleiro Afonso Llanos, natural de Medina de Rioseco, em Castela, e que combateu nas campanhas de conquista de Valência, sob a bandeira de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276). Por serviços prestados, recebeu o senhorio da localidade de Almoradí.

527. Llansol

A linhagem tem origem em Arnaldo Llansol, oriundo de uma família nobre da Provença, que se estabeleceu na Península Ibérica por ocasião da campanha de conquista de Valência no reinado de Jaime I de Aragão (de 1213 a 1276).

528. Lloret

A linhagem tem início com Pedro Lloret, capitão oriundo de Narbonne, na França, que comandou uma companhia de trinta soldados de sua pátria, na campanha de conquista de Valência, a serviço de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276).

529. Jumilla

A linhagem tem origem na Múrcia e remete a Juan de Jumilla, regedor da cidade de Múrcia no ano de 1392. No ano seguinte, seu irmão, Fernando de Jumilla exerceu o mesmo cargo.  

530. Leiva

A linhagem principia-se com Afonso de Leiva, natural de Lorca, Múrcia, que adquiriu executória de fidalguia em Toledo no ano de 1512. A ramal andaluza da família deu origem a uma nova ramal murciana no século XVII.

531. Lucas

A linhagem é originária primitivamente da vila de Belmonte, em Portugal. Na Múrcia, a linhagem inicia-se com Tomás Lucas, fidalgo estabelecido no século XV, e que consorciou-se com Catalina Perez de Meca. Esta linhagem murciana tem parentesco com os condes de Carrion.

532. Rodríguez Navarro

A linhagem tem origem em Bartolomé Rodríguez Navarro, natural de Navarra, que passou à Castela no ano de 1400, e depois a Múrcia, tendo por fim assentado-se na cidade de Chinchilla de Montearagón. 

533. Navarro

A linhagem tem origem em Salvador Navarro, natural de Plasencia, na Extremadura, que se estabeleceu na Múrcia, recebendo um morgado no reinado de Carlos I da Espanha (Carlos V do Sacro Império; governou de 1516 a 1556).

534. Perez Monte

A linhagem tem origem nas Montanhas de Biscaia, e seus principais e antigos solares foram edificados nas vilas de Bribiesca e de Belorado. Na Múrcia, existirá uma linhagem autônoma com Afonso Peres Monte, no século XV, que foi casado com María Fernández de Hermosilla.

535. Paez

O sobrenome é um patronímico do nome ibérico Payo. A linhagem murciana desta alcunha procede de Portugal, e se estabeleceram na região espanhola por volta de 1350.

536. Prieto

A linhagem na Múrcia começou com Bartolomé Prieto, originário das Montanhas de Burgos, especificamente do vale de Carriedo. Remonta ao século XV.

537. Rocaful

A linhagem tem origem preambular na cidade de Montpellier, na França. Na Espanha, o tronco familiar começa com Guillén de Rocaful, que tomou parte ativa nas campanhas de conquista de Valência no reinado de Jaime I de Aragão (de 1213 a 1276). Foi elevado à categoria de alta nobiliarquia aragonesa por decreto real em 07 de Maio de 1273, em Lérida. Também foi nomeado embaixador de Aragão junto ao Conde de Saboia e, mais tarde, vice-rei de Montpellier, sua pátria natural. Seus filhos foram premiados com títulos e terrenos na Múrcia.

538. Roda

A linhagem é uma das doze casas principais do Reino de Pamplona e remonta ao século X. Muito espalhada por toda a Península Ibérica, possui as principais ramais em Aragão e Múrcia.

539. Rocamora

A linhagem tem origem em Ramon de Rocamora, descendente dos capetianos franceses, que participou das campanhas de conquista de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276). Recebeu muitas herdades em Orihuela, na Comunidade Valenciana.

540. Santa Cruz

A linhagem na Múrcia tem origem em Gerónimo de Santa Cruz, que era filho de Alvaro Iñiguez de Santa Cruz, natural de Burgos, e Constanza Fajardo, natural de Almería. Remonta ao século XIII.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Os exércitos da Europa em 1892


"Para provar as disposições pacificas e os propositos conciliatorios existentes actualmente entre as potencias europeias, uma folha franceza acaba de publicar a estatistica das forças de terra de que dispõe cada uma das nações, a saber:

Austria-Hungria: 32,673 officiaes... 293,955 soldados e 1,679 boccas de fogo.

Allemanha: 36.282 officiaes, 1,824,630 soldados e 2,932 boccas de fogo.

Italia: 19,973 officiaes, 1,229,784 soldados e 1,336 boccas de fogo.

França: cerca de 3,000,000 de praças, inclusive officiaes e exercito territorial e 3,842 boccas de fogo.

Russia: 41,417 officiaes, 2,311,400 soldados e 3,672 boccas de fogo.

Inglaterra: 25,000 officiaes, 817,000 soldados e 500 boccas de fogo.

Hespanha: 850,000 homens e 400 boccas de fogo.

Turquia: 600,000 homens e 1,500 boccas de fogo.

Servia: 170,000 homens e 200 boccas de fogo.

Suecia: 200,000 homens e 360 boccas de fogo.

Noruega: 37,000 homens e 810 boccas de fogo."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 10 de Maio de 1892, pág. 02, col. 02

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Famílias nobres da Espanha - Parte 26


Livre adaptação da obra: PIFERRER, Francisco. Nobiliario de los Reynos y Señorios de España. Madrid: La Redaccion, 1857. 

Fontes consultadas para adições: https://es.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Portada
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal

501. Aroca

A linhagem tem origem primitiva nas montanhas de Biscaia. Vicente Perez de Aroca migrou à Múrcia e ali fundou uma linhagem distinta no século XV. Em 1562, a família adquiriu executória de fidalguia junto a Real Chancelaria de Granada.

502. Aledo

A linhagem tem origem em cavaleiros portugueses que migraram no século XIII à Múrcia e ali tomaram assento no castelo da vila de Aledo, incorporando o nome à alcunha.

503. Junco

A linhagem tem assento na Múrcia, mas procede do concelho de Colunga, nas Astúrias. O tronco murciano adquiriu fidalguia em 1570.

504. Andosilla

A linhagem tem origem em Sancho de Andosilla, que veio do primitivo solar da família em Villava, Navarra, para combater nas campanhas de conquista de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276). Sancho de Andosilla se destacou na conquista de Alicante, onde fixou assento e deu origem à linhagem própria.

Da linhagem alicantina, procede Martín Perez de Andosilla, vecino em Múrcia, cavaleiro militar no ano de 1419.

505. Bienvengud

A linhagem tem origem na Múrcia no século XVI.

506. Bezon ou Beson

A linhagem que tem origem na Múrcia é uma ramal independente da linhagem catalã denominada Besó ou Bezó que significa "gêmeo" na língua catalã.

507. Baeza

A linhagem dos Baeza de Múrcia tem sua origem e descendência da vila de Valdepeñas na Andaluzia, como consta numa executória de fidalguia que ganhou  Pero Sanchez de Baeza, do ano de 1356.

508. Bomaitin

A linhagem tem origem murciana e, neste caso, procede da cidade de Fraga, no Reino de Aragão.

509. Bergoñós

Quando Afonso X de Castela (reinado de 1252 a 1284) esteve em retorno de uma viagem à Europa Central, por pretensões suas ao trono do Sacro Império Romano-Germânico, parou em Belcaire, na Occitânia, dois irmãos capitães borgonheses o acompanharam. Isso em 1276. Foram estabelecidos os irmãos na cidade de Múrcia, na comunidade autônoma homônima. Inicialmente, foram chamados de Borgoñones, depois corrompido para Bergoñoses, e por fim a forma atual.

510. Sancho de Melgar

A linhagem tem origem num cavaleiro homônimo que migrou à Múrcia no século XIV e procedia do vale de Santillana, nas Montanhas de Biscaia.

511. Calvillo

A casa de Calvillo é natural do Reino de Aragão, de onde passou à Múrcia no século XIV com Miguel Perez Calvillo, encetando assim uma linhagem própria.

512. Cascales

A linhagem tem origem nos Cascaes de Portugal e principia-se com os irmãos Juan Alonso e Alfonso Fernández de Cascales, que se estabeleceram na Múrcia na época de Juan I de Castela (reinado de 1379 a 1390).

513. Clemente

A linhagem murciana começa com Ginés Clemente, procedente de Aragão, que foi regedor na Múrcia em 1397. Na mesma época, em 1407, é também contado como regedor da Múrcia o fidalgo Juan Clemente.

514. Cortejo

A linhagem murciana tem princípio em Cristóbal Cortejo, que adquiriu executória de fidalguia junto à Real Chancelaria de Valladolid em 1514. 

515. Castañon

A linhagem tem origem no antigo Reino de Leão, sendo um dos seus primitivos solares na localidade de Nembra, próximo a Oviedo, nas Astúrias. Em Múrcia, a linhagem local começa com Cristóbal Castañon, consorciado com Maria Gallego, e assentado na região no século XIV.

516. Espejo

A linhagem tem naturalidade aragonesa e espalha-se pela Península Ibérica em diversos pontos ao longo da história. O primeiro deste tronco foi Álvarez de Espejo, que foi embaixador de Jaime II de Aragão (reinado de 1291 a 1327) na corte de Afonso IV de Portugal (reinado de 1325 a 1357). Também digno de nota foi Alvar Ruiz de Espejo, alcaide do castelo de Cañete, no reinado de Pedro IV de Aragão (de 1336 a 1387).

A ramal em Múrcia procede de Remir Álvarez de Espejo, no século XIV.

517. Faura

Este sobrenome é uma aliteração da alcunha Fabra ou Favra. Faura é derivado da forma Favra, onde o "v" era lido como o fonema "u". Pois bem, quanto à origem desta linhagem, ela remete à Múrcia, sendo que é uma ramal da casa de Fabra do Reino de Valência. Data do século XV.

518. Fontana

A linhagem tem origem primeva em Gênova, Itália. Uma das ramais na Península Ibérica, é a de Múrcia no século XIV.

519. Lanuza

A linhagem tem origem em Gil Lanuza, militar do exército de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276).

520. Lauria

A linhagem tem origem em Guillermo Lauria, natural da Catalunha, que participou das campanhas de conquista de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276) no Reino de Valência e nas Ilhas Baleares.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Famílias nobres da Espanha - Parte 25


Livre adaptação da obra: PIFERRER, Francisco. Nobiliario de los Reynos y Señorios de España. Madrid: La Redaccion, 1857. 

Fontes consultadas para adições: https://es.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Portada
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal

481. Ungría

A linhagem tem origem na cidade de Avilés, nas Astúrias.

482. Periche

A linhagem tem origem no capitão Juan Periche de Cabrera, natural de Baeza, na Andaluzia, que viveu no século XVI.

483. Párraga

A linhagem tem origem em Córdoba, na Andaluzia.

484. Herrera

A linhagem tem origem em Alvar Nuñez de Herrera, cujo solar foi em Córdoba, na Andaluzia. Alvar foi mordomo do condestável Rui Lopez de Dávalos e súdito de Juan I de Aragão (reinado de 1415 a 1479).

485. Arquellada

A linhagem começa com Afonso Perez de Arquellada, que chegou ao cargo de alcaide de Tiscar, na Andaluzia, em 1424.

486. Arraya

A linhagem procede da vila de Arraya, na província de Burgos. Principia-se com Pero Garcés de Arraya, fidalgo das cortes de Navarra em 1274. Um século e meio depois, em 1424, documenta-se Juan Afonso de Arraya como alcaide de Ubeda, na Andaluzia.

487. Bravo

A linhagem tem origem no rico-homem Martín Bravo, da corte de Castela, citado no ano de 1168.

Entretanto, embora esta seja a origem da linhagem castelhana do sobrenome, alguns autores colocam que a alcunha se relaciona à antiga cidadela turmódiga de Bravon ou Bravum (atual Huérmeces, na província de Burgos). Não se sabe se essa vinculação se sustenta, dado os turmódigos serem uma tribo pré-romana. No século X, é citado um Salucio Bravon, talvez com referência ao antigo topônimo.

Da linhagem mencionada no primeiro parágrafo deste item, sabe-se de uma ramal sevilhana com Pero Bravo, fidalgo de Fernando III de Castela (reinado de 1217 a 1252). Adiante, encontra-se a linhagem madrilenha com Pedro Bravo de Urosa, que atingiu executória de fidalguia em 1592. Também são importantes as ramais assentadas em Jerez de la Frontera, Andaluzia, e Atienza, em Castela-La Mancha.

488. Villamarin

A linhagem tem origem no solar homônimo, localizado na Galícia. A ramal mais importante se desenvolveu na Andaluzia.

489. Zapata

A linhagem é uma das mais antigas e tradicionais de Aragão, sendo composta por vários rico-homens ao decorrer da história espanhola. 

O primeiro cavaleiro deste sobrenome foi García Zapata, alcaide da cidade de Calahorra, entre os anos de 1214 a 1216. Na mesma época, cita-se Pedro Sanchez Zapata, natural de Calatayud, foi senhor das baronias de Valtorres e Vilueña, e que participou da conquista de Valência sob a bandeira de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276).

Dos Zapata de Aragão descendem as importantes ramais de Madrid e da vila de Barajas.

490. Córdoba de Guipúzcoa

A linhagem tem origem num antigo solar assim denominado, que existiu na ante-igreja de Soravilla, no município de Andoain, província de Guipúzcoa, no País Basco.

491. Calancha ou La Calancha

A linhagem tem origem em Pero Sanchez de la Calancha, fidalgo que esteve envolvido na conquista de Úbeda, onde assentou seu solar, no século XII.

492. Zambrana ou Zambrano

A linhagem tem origem nas montanhas de Biscaia, no rico-homem Fortún Sanchez Zambrana, que foi fidalgo de García Sánchez III de Pamplona (reinado de 1035 a 1054). As principais ramais desta linhagem espalharam-se por Castela, Andaluzia e Extremadura.

493. Cámara ou Câmara

A linhagem tem origem em João Gonçalves Zarco, fidalgo português, descobridor e povoador da Ilha da Madeira, no Oceano Atlântico, em 1419. Ali fundou seu solar que denominou Câmara de lobos, sendo daí a origem do sobrenome e do tronco familiar.

494. Cámara

A segunda linhagem não tem vínculo parental com a anterior. Inicia-se em 1435, com os cavaleiros Pero Fernández de la Cámara e seu irmão Fernán González de la Cámara, da corte de Castela. Deste tronco procede uma importante ramal na Andaluzia.

495. Pliego-Valdés

A linhagem tem origem em Gonzalo de Pliego-Valdés, que adquiriu executória de fidalguia em 1574, sendo seu solar e assentamento na província de Granada.

496. Suárez-Camberos

A linhagem tem origem na província de Granada no século XVI.

497. Neve ou Neves

O sobrenome é um patronímico do nome arcaico Nevio (do nome latino Nevius). Há diversas linhagens deste sobrenome na Península Ibérica.

498. Balmaseda ou Balmaceda

A linhagem e seu primitivo solar tem origem na região de Las Encartaciones de Biscaia. Uma das ramais mais importantes adquiriu executória de fidalguia junto a Real Chancelaria de Valladolid em 1574.

499. Alemán

Esta linhagem procede da linhagem mais antiga dos Alemany da Catalunha, e passou a se desenvolver em Múrcia a partir do século XVI.

500. Almela

A linhagem tem origem em Berenguel Almela, regidor da Múrcia no ano de 1399. Uma importante ramal desta linhagem vai se estabelecer em Tremecém (ou Tlemcen), na Argélia, com Leandro de Almela a partir do século XVI.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Famílias nobres da Espanha - Parte 24


Livre adaptação da obra: PIFERRER, Francisco. Nobiliario de los Reynos y Señorios de España. Madrid: La Redaccion, 1857. 

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461. Salido

A linhagem provém de Nuño Salido, cavaleiro de Castela no século XIII.

462. Bahamonde

A linhagem tem origem no infante Bahamonde, que viveu no período do reinado de Ramiro II de Leão (de 931 a 951). Seu primitivo solar foi em Lugo, na Galícia.

463. Zatico

A linhagem tem origem em Pero Perez Zatico, nobre guerreiro da década de 1230, que tomou parte nas campanhas de Reconquista no sul da península. No reinado de Afonso X de Castela (de 1252 a 1284), foi agraciado com uma herdade em Baeza, na Andaluzia.

464. Cerezo

A linhagem tem origem em Jáen, Andaluzia, da qual foram regedores Diego Cerezo e, em seguida, seu filho, Juan Cerezo, no século XIII. Sancho Martínez Cerezo, cavaleiro da mesnada de Fernando III de Castela (reinado de 1217 a 1252), foi também fidalgo terratenente na Andaluzia.

465. Lechuga

A linhagem tem origem com Juan Alonso Lechuga, alcaide de Baeza, na Andaluzia, no ano de 1393. Era descendente da família Dávalos.

466. Ceron

A linhagem tem origem em Martín Fernandez Ceron, alcaide-mór de Sevilha a partir de 1391, que foi também senhor da Torre de Guadiamar e senhor de um morgado amplo na Andaluzia.

467. Volante

A linhagem tem origem em Juan Ruiz Volante, criado-mór do rei Afonso XI de Castela (reinado de 1312 a 1350). Seu filho, Gonzalo Ruiz Volante foi limosnero mayor de Henrique II de Castela (reinado de 1369 a 1379) e alcaide dos estaleiros de Sevilha, na Andaluzia.

468. Porcel

A linhagem é basca por nascimento, sendo porcel a denominação do javali nesta região. Remonta a Bernal Porcel, cavaleiro documentado ao longo da década de 1420, nas hostes de Aragão.

469. Miramonte

Linhagem com origem na Andaluzia.

470. Eguino

Linhagem com origem na Andaluzia.

471. Navarrete

A linhagem tem origem em La Rioja, e remete a Afonso de Navarrete, o "Dentuço", que serviu a Carlos I da Espanha (reinado de 1516 a 1556). Seu neto, Afonso de Navarrete (obs.: sim, homônimo), foi mestre-de-campo do exército espanhol na época de Felipe II (reinado de 1556 a 1598), sendo também integrante da Ordem de Santiago e alcaide do castelo de Porcuna. Os Navarrete ocuparam historicamente diversas funções importantes no Império dos Habsburgos, inclusive ramais que se estabeleceram na Polônia, Reino de Nápoles e América.

472. Amescua

Linhagem muito antiga, oriunda do território de Aragão, quando este era ainda parte do Reino de Pamplona. O sobrenome é percebido desde o século IX.

473. Arbazuza

Linhagem também muito antiga, oriunda do Reino de Pamplona, documentada com solar próprio desde meados do século IX.

474. Pizaño

A linhagem espanhola tem origem na família genovesa dos Pisagno, que passou à Península Ibérica no reinado de Carlos I da Espanha (de 1516 a 1556).

475. Zacarias ou Zacarias

A linhagem tem origem em Micer Benedicto Zacarías, oriundo de Gênova, que foi almirante-mór de Castela no reinado de Sancho IV (de 1284 a 1295). Por serviços prestados, recebeu o senhorio de Puerto de Santa María, na Andaluzia.

476. Pecha

A linhagem resulta de uma castelhanização do nome da família aristocrática italiana Pechi, originária da cidade de Siena, na Toscana. O primeiro deste tronco na Península Ibérica foi Fernán Rodríguez Pecha, camareiro-mór de Afonso XI de Castela (reinado de 1312 a 1350), que se casou com Elvira Martínez, camareira da rainha Dona Maria de Portugal.

477. Lecca

A linhagem é oriunda da nobre casa italiana dos Colona. Na Espanha, inicia-se com Juan Paulo de Lecca, fidalgo migrado no século XIV e que procedia da Ilha da Córsega. Espalhou-se a linhagem e suas ramais principalmente pela Andaluzia.

478. Martel

A primeira linhagem tem origem na Galícia e tem como fundador Gonzalo Martel, mestre da Ordem de Santiago em 1284. Alcançou fidalguia junto à Coroa de Castela.

479. Martel ou Marteli

A segunda linhagem não tem relação com a primeira, sendo o caso de homônimos. Este tronco tem origem na família dos Marteli de Florença e passou a Sevilha durante o reinado de Juan I de Castela (de 1379 a 1390). 

480. Acciavoli

Linhagem com origem na Toscana, Itália, e que passou à Península Ibérica durante a Baixa Idade Média.


domingo, 10 de maio de 2020

Famílias nobres da Espanha - Parte 23


Livre adaptação da obra: PIFERRER, Francisco. Nobiliario de los Reynos y Señorios de España. Madrid: La Redaccion, 1857. 

Fontes consultadas para adições: https://es.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Portada
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441. Vidaurreta

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra, onde esteve também primitivamente seu palácio.

442. Camon

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra.

443. Olloqui

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra, onde esteve também primitivamente seu palácio.

444. Sarriguren

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra.

445. Ozcariz

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra.

446. Navarro

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra, sendo o seu iniciador um fidalgo cognomado Navarro, que viveu no século XI. Ali também esteve outrora estabelecido o seu palácio.

447. Munarizqueta

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra.

448. Errea

A linhagem tem origem no antigo solar homônimo que existiu em Amorena, no povoado de Cilbeti, em Navarra.

Em 1792, uma outra linhagem com este sobrenome adquiriu fidalguia da Coroa Espanhola.

449. Morales

Uma das antigas linhagens de Castela, que se tem notícia a partir do final do século XI, com dois irmãos fidalgos. O primitivo solar foi na merindade e Trasmiera, nas Montanhas de Burgos. Já nesta época, surge a linhagem do sobrenome em Soria.

É um sobrenome muito prolífica, pois entre o fim do século XI até meados do século XIII, surgem mais doze linhagens nobres com esta alcunha. Juan Morales, por exemplo, foi responsável pela linhagem sevilhana no século XIII e seus descendentes ocuparam postos de destaque na história desta cidade andaluza.

Também são dignas de destaque as linhagens de Foix, na Occitânia, e Alfaro, em La Rioja, além dos troncos familiares valenciano, andaluz e catalão.

450. Navarro

Esta linhagem é aragonesa e encontra-se vinculada aos acontecimentos históricos desta região. Embora proceda da linhagem primitiva.

451. Arascot

A linhagem espanhola tem origem em Joaquín Arascot, que recebeu o título de barão de Valdeciervos em 1790, por mercê do rei Carlos IV da Espanha (reinado de 1788 a 1808). Joaquín Arascot foi regedor-decano da cidade de Teruel, em Aragão, e suas raízes ancestrais são francesas. 

Originalmente, Arascot nomeava um solar na freguesia de Borse, vale de Aspe, diocese de Oleron, no condado francês de Bearne (situado ao sopé dos Pireneus).

452. Muñoz

O sobrenome é diretamente derivado do nome latino Munius, sendo que Munius é contado como denominação de uma família patrícia romana do século II a.C. Também no período imperial, encontram-se como governadores da província da Hispânia um Publius Munius e também Marco Munius. Entretanto, não há dados genealógicos suficientes para que se possa afirmar que a linhagem de Muñoz seja diretamente herdeira desta progênie romana. É provável que o nome tenha derivado um patronímico.

Sobre os Muñoz existe uma narrativa seiscentista que cauciona o seguinte: os membros da linhagem seriam procedentes da Escócia e teriam se estabelecido na região das montanhas de Jaca, em Aragão, em algum momento dos séculos IX ou X. Seu primitivo solar teria sido na localidade há muito extinta de Cafranque, onde também teria sido uma erigida uma torre contra ataques mouros. Isto é, os Muñoz seriam uma das famílias fidalgais mais antigas da Península Ibérica no período após a invasão árabe-muçulmana em 711.

De Aragão, algumas ramais teriam estabelecido gradativamente em Castela e Leão no decorrer dos séculos XI e XII. Sabe-se que o primitivo solar da linhagem aragonesa foi em Teruel, no morgado de Nuestra Señora de Huerta Ariza; bem como em Córdoba, houve um solar deste sobrenome em Brihuega.

Portanto, é um sobrenome e linhagem muito frequentes em toda a história dos reinos medievais ibéricos. Exemplos: em 1111, conta-se como cavaleiro da corte de Urraca I de Leão (reinado de 1109 a 1126) com o nome de Martín Muñoz; já em 1140, em Navarra, são elencados como rico-homens Miguel e Diego Muñoz; e, por fim em 1207, há um Muñoz Perez como capitão de uma fortaleza em Guadalajara.

Concluiu-se que Muñoz é poligenético, isto é, surge em diferentes locais e em diferentes épocas por circunstâncias absolutamente diversas. Muito embora, é bem certificável que a linhagem aragonesa tenha uma história familiar distinta.

453. Aranda

A linhagem tem origem no antigo senhorio de Aranda de Duero, na província de Burgos, em Castela e Leão.

454. Aranda

Diretamente descendente da primeira linhagem, esta é estabelecida em Aragão desde o fim do século XIII.

455. Ribera

A linhagem tem origem na Galícia e é documentada desde o reinado de Ramiro III de Leão (de 966 a 985). Dos Ribera  procedem os duques de Alcalá, os marqueses de Malpica, os condes de Molares e um grande número de baronias e senhorios em toda a Espanha.

456. Peñuela

A linhagem tem origem em Lope García de la Peñuela, cavaleiro fidalgo de Ubeda, que tomou parte na defesa do castelo de Quesada, em 1406, diante do ataque de cavalaria e infantaria ordenado por Mohammed VII, emir de Granada. 

457. Cobos ou Cobo

O antigo solar da linhagem é identificado na região montanhosa de Burgos. O mais antigo registro é de 1137, com o cavaleiro Juan Cobo, declarando ser da paróquia de Santo Domingo de la Calzada, no distrito de Calahorra, em Burgos. Em 1406, é listado um Pero Rodríguez de los Cobos na Batalha de Los Collejares. 

A mais importante ramal estabeleceu-se na Andaluzia.

458. Herrera

A primeira linhagem com este sobrenome remete a Gonzalo Pelaez de Herrera, que é recordado numa escritura de 1163 em Castela. Em 1229, um outro membro com esta alcunha, Garcí Gonzales de Herrera é citado como meirinho-mór de Castela da corte de Fernando III (reinado de 1217 a 1252). Mais adiante, no ano de 1253, conta-se no repartimento de Sevilha, na Andaluzia, Pelayo de Ferrera (e não Herrera). Na mesma época, assentado na Andaluzia por serviços prestados na Reconquista registra-se Estéban de Ferrera.

É provável que a forma Ferrera tenha surgido nesta época no sul da Península e constituído uma linhagem distinta.

Os Herrera ainda compuseram a dinastia dos senhores de Pedraza, Arroyo del Puerto e muitos outras vilas, bem como dos marqueses de Auñon.

459. Trapera

A linhagem tem origem em Juan Ruiz de la Trapera, alcaide de Ubeda, na Andaluzia, que foi morto no ataque granadino que cercou aquela cidade em 1368.

460. Fuentecha

A linhagem tem origem na antiga localidade de Villanueva de Fuentecha (desconhecemos a sua localização).
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