quinta-feira, 2 de julho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 60

 



Todos sobrenomes são de etimologia mapuche. 

591. Remolcoy - carvalho enterrado.

592. Retrvlaf - significado não-listado.

593. Rumirayen - flor de primavera.

594. Runiahue - lugar onde há bambus; bambuzal.

595. Sakin - preferida.

596. Sakinko - água agradável.

597. Sayenn - molestar.

598. Tacul - vestido.

599. Teca - bailarino, dançarino.

600. Teiguel - quero-quero (Vanellus chilensis).

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 59

 



Todos sobrenomes são de etimologia mapuche. 

581. Raipillan - flor do espírito.

582. Rañileufu - força do rio.

583. Rankurha - pedra-prata.

584. Rayen - flor.

585. Raylef - significado não-listado.

586. Raynanku - águia jaspeada.

587. Rayvnlewfu - rio florido.

588. Relmuantv - dia de arco-íris.

589. Relmulafken - mar de arco-íris.

590. Relmutray - cascata de arco-íris.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Lenda do Ipu

 



LENDA DO IPU

A serpente que guardava um tesouro

Uma nuvem escura envolvia o sol ocaso. As serranias distantes perdiam-se na imensidão. Da mata saía um arrulho monótono de um pássaro ao se despedir do dia. Das palhas da carnaúba o xexéu soltava seu canto mavioso. Era uma orquestração impressionante naquêle recanto isolado do resto do mundo. Da ponta da mata se avistava um páteo enorme e mais distante um casarão alpendrado. Ali naquela mansão residia um velho monge solitário: Frei José de São Lourenço, na hora do crepúsculo costumava debulhar lentamente preces fervorosas à Virgem mãe de Deus.

A escuridão começava a tomar conta dos campos e das matas. As primeiras estrêlas começavam a cintilar no firmamento. Ao longe ouvia-se um abôio saudoso de um caboclo queimado pelo calôr abrazador dos sertões nordestinos. Chico Pires, moço de confiança e companheiro do velho frade, que àquelas horas retornava à casa para descansar o labôr do dia.

Duas almas residiam naquele casarão da fazenda Lagôa do mato. Dois espíritos adversos se empenhavam numa luta pela vida.

O monge secular com suas vestes castigadas pelos anos aguardava com serenidade a chegada de seu companheiro de casa.

Frei José, com uma simplicidade de santo, gostava às vezes de contar histórias e lendas para melhor passar tempo. Chico Pires gostava de ouví-las. Uma pausa foi feita. Um silêncio profundo envolvia o casarão. Um vento frio soprava do lado da baixa-frêsca, sacudindo a folhagem. Frei José com sua fala bastante arrastada pelo pêso dos anos, assim se expressou: - Chico, para melhor matar o tempo, vou lhe contar uma das lendas: A serpente que guardava um tesouro no município de Ipu Grande. E prosseguiu: "Na construção das primeiras parêdes da capelinha de São Sebastião de Ipu Grande, um aventureiro holandês enterrára, em frente à capela um tesouro imenso, colocando-o sob a guarda do Santo Padroeiro. Êste tesouro fôra trazido de uma grande gente, distante dôze quilômetros da séde da vila, situado no lugar denominado Donato. Afirma a tradição que as riquezas guardadas nessa gruta eram incalculáveis, mas que sempre estavam debaixo da guarda de uma enorme serpente de olhos de fogo. O holandês havia descoberto o segrêdo que fazia o feróz animal a fechar os olhos. Feito, retirou, então, grande quantidade de preciosidade, indo depositá-las, em frente à capelinha. Voltando, para conseguir novo cabedal, foi devorado pela serpente. Contam que, anos mais tarde, o tesouro enterrado no Ipu fôra retirado por um João da Costa que ficara rico, mas profundamente odiado pelo povo que lhe dava as costas ao vê-lo passar... É que o tesouro, por tradição e legítima herança, pertencia a São Sebastião, pois o havia guardado por muitos anos". Terminado o velho frade arrematou: - o "tesouro foi arrancado, mas deixo enterrado nas parêdes da mesma capelinha um cálix de outo, gravado de pedras preciosas, objeto de minha estimação, que servirá para conservar a tradição". A riqueza não faz felicidade ao homem sem a benção de Deus.

Alberto Aragão Soares

Fonte: IPU EM JORNAL (Ipu/CE), ano IV, número 41, out./nov. 1961, pág. 04

domingo, 28 de junho de 2026

Disco voador em Salto Pilão



Objeto voador foi visto nos céus de Salto Pilão

Na noite do dia 10 do corrente mês, várias pessoas, dignas de todo crédito, presenciaram a evolução de um objeto voador, de estranha luminosidade, nos céus da cidadezinha de Salto Pilão, localizada entre as cidades de Rio do Sul e Ibirama.

O relógio marcava 22 horas quando alguém foi surpreendido com estranhas evoluções do objeto, de forma indefinida, com uma luminosidade semelhante a de uma lâmpada elétrica, que aparecia e desaparecia, correndo ora num sentido, ora noutro.

Pelo menos 15 pessoas presenciaram o fato. A noite era clara e os céus sem nuvens. O objeto, identificado pela sua luminosidade, corria em movimento circular, desaparecendo para em seguida reaparecer.

A estranha luz seguia a linha de fios telegráficos que existem na localidade e, segundo opinião da maioria das pessoas que presenciaram o fato, só podia ser um dos fenômenos conhecidos como "disco voador".

Fonte: A NAÇÃO (Blumenau/SC),  20 de novembro de 1968, pág. 06

sábado, 27 de junho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 58

 



Todos sobrenomes são de etimologia mapuche. 

571. Puelmilla wirhin - significado não-listado.

572. Quelin - tigre (felino) vermelho.

573. Quilahuilque - três sabiás.

574. Quinan - geração, linhagem.

575. Quintullanca - buscar joias.

576. Quintupurray - buscar entre flores.

577. Raimapo - terra florida.

578. Raimilla - flor de ouro.

579. Rain - florido.

580. Raipani - flor de leão (puma).

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 57

 



Todos sobrenomes são de etimologia mapuche. 

561. Pelantraru - uma espécie de águia sul-americana.

562. Pelokon - claridade.

563. Peran - dança.

564. Pranchiguay - dança na neblina.

565. Perhkin antu - pluma do sol.

566. Peweche - significado não-listado.

567. Pillampel - pescoço de um espírito mau.

568. Pillancar - demônio cinza.

569. Pillanlikan - poder do vulcão.

570. Pilmayken - andorinha; espécie de andorinha sul-americana.


quinta-feira, 25 de junho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 56

 



Todos sobrenomes são de etimologia mapuche. 

551. Paillacar - aldeia, povoado tranquilo, calmo.

552. Paillalef - aquele que corre tranquilo, sereno.

553. Paillaleve - região, distrito, rincão tranquilo.

554. Paillaman - condor tranquilo.

555. Paine - marmorizado.

556. Pairo - lilás, roxo. Refere-se a um aspecto de algumas formações rochosas na América do Sul.

557. Pangüilef - tigre (onça-pintada) veloz.

558. Panguilef - leão (puma) veloz.

559. Panicheo - leão (puma) e ema.

560. Panichini - puma e cangambá.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 55



 Todos sobrenomes são de etimologia mapuche. 

541. Ñanku - águia.

542. Nauto - o de abaixo; aquele que está abaixo.

543. Nawelkura - pedra do puma.

544. Naweltripay - saiu de um puma.

545. Necul - veloz.

546. Negüe - forte.

547. Nehuel - ser forte.

548. Nekulmanke - significado não-listado.

549. Nientun - da prata; proveniente da prata.

550. Pailla - significado não-listado.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 54

 



Todos sobrenomes são de etimologia mapuche. 

531. Mvlfenko - água do orvalho.

532. Nahuel - tigre (onça-pintada).

533. Nahuelanca - corpo de tigre (onça-pintada).

534. Nahuelpan - tigre (onça-pintada) e leão (puma).

535. Naipan - leão (puma) baixo, de pouca estatura.

536. Namunkura - pés de pedra.

537. Ñanco - águia.

538. Nancuante - águia do sol.

539. Nancucheo - águia e ema.

540. Ñancupel - pescoço de águia.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Chuva de prata em Campinas

 


Disco-voador provoca chuva de prata em Campinas

CAMPINAS, 29 (Asp.) - Continua a intriga a população campineira o caso da "chuva de prata" que teria caído recentemente de um disco voador. O sr. Orlando Elesbão Rodrigues, residente à rua Lopes Trovão, 207, no Taquaral, informou à imprensa que encontrou no quintal de sua casa material semelhante àquele que foi lançado no prédio da rua Major Solon e que se verificou ser estanho dos mais puros. A placa de metal achada foi entregue ao "Correio Popular", que a fará chegar às mãos das autoridades da Aeronáutica para análise.

Fonte: JORNAL DO DIA (Porto Alegre/RS), 31 de dezembro de 1954

domingo, 21 de junho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 53

 



Todos sobrenomes são de etimologia mapuche. 

521. Millantv - sol de ouro.

522. Millao - lugar com ouro.

523. Millapani - leão (puma) de ouro.

524. Millaray - flor de ouro.

525. Millarehue - canela de ouro.

526. Millareme - altar de ouro.

527. Millarhay - cascata de ouro.

528. Millatureo - mancha de ouro. Pode se referir a lugar que falsamente aparenta ter ouro.

529. Miski - significado não-listado.

530. Miskiwenu - montanha dourada.

sábado, 20 de junho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 52



Todos sobrenomes são de etimologia mapuche. 

511. Milapichun - pluma de ouro.

512. Millachini - significado obscuro.

513. Millacura - pedra de ouro.

514. Millafilu - cobra de ouro.

515. Millagvrv - raposa (zorro) de ouro.

516. Millakoyam - carvalho de ouro.

517. Millaldeo - rato (roedor) de ouro.

518. Millalonco - cabeça de ouro.

519. Millan - dourado, de ouro.

520. Millangen - convertido (transformado) em ouro.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Disco voador em Cachoeira do Sul


"Disco-voador" visto no Rio G. do Sul

CACHOEIRA DO SUL, R.G.S., 16 (V.A.) - Funcionários do Aeroporto Federal foram surpreendidos na noite do dia 13, cêrca das 22,30 horas com o aparecimento de um estranho objeto luminoso sôbre a pista 11-29.

O aparecimento do objeto que presume-se tratar-se de um "disco voador" foi constatado pelo plantão de serviço, sr. Deoclides Siqueira Carvalho.

O "disco voador" esteve paralisado sôbre a pista 11-29 por mais de uma hora segundo se presume, fazendo observações. Nas declarações prestadas à reportagem, o sr. Deoclides Siqueira, casado, 25 anos, funcionário, há 7 anos da Varig o primeiro a ver o estranho aparelho disse que o mesmo tinha um diâmetro aproximado de 4 a 5 metros, forma ovalada, dotado de uma luz avermelhada na cabine ou parte superior e possuía um farol que dirigia jatos de luz intensa sôbre o terreno que observava o terreno que observava num círculo de mais de 300 metros. A luz sôbre a pista. O aparelho [ilegível] quando o farol de observação projetava o facho de luz sôbre a pista. O aparelho parava, aproximadamente a 50 metros do solo. Deoclides Siqueira estava em visita a um parente distante 1.500 metros do Aeroporto quando viu o aparelho.

Fonte: O ESTADO DE FLORIANÓPOLIS (Florianópolis/SC),  19 de novembro de 1957, pág. 07

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Sobrenomes Umbundus - Parte 06

 



126. Epalanga - irmão mais novo.

127. Epandi - persistência, perseverança, permanência.

128. Epesse - desperdício, aventura.

129. Epuco - desprezo, desconsideração, menosprezo.

130. Essanji - alegria, prazer, satisfação.

131. Essanjo - alegria, festa, banquete, comemoração.

132. Essoco, Essoko - calúnia, difamação, maledicência.

133. Essokyo - fim, final, conclusão, limite.

134. Essuvo - ódio, execração, inveja, cobiça, inimizade, antipatia.

135. Henda - caridade, bondade, compaixão.

136. Hisse - bom, melhor.

137. Hukui - pobre.

138. Hulunga - nome dado a uma criança cujos antepassados morreram antes dela nascer.

139. Kachumbo - pequeno pomar.

140. Kafeca - terra pequena, rincão, recanto.

141. Kafundanga - pequena pólvora.

142. Kalala - ralar, moer, triturar, peneirar.

143. Kalei - ministro, encarregado da administração de um território ou encarregado da administração de uma área importante.

144. Kaliata - segurança; guarda-costas de uma entidade.

145. Kalima - terra não-cultivada.

146. Kalitangui - o que não está preso, o que não está amarrado.

147. Kalule - aquilo que não se veste.

148. Kalundungo - picante, produto que excita o paladar, tempero, pimenta (por extensão).

149. Kalungo - chama, centelha, fagulha, brasa, labareda, fogo.

150. Kalongo - papagaio; loquaz, falador.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Sobrenomes Umbundus - Parte 05

 



101. Chiquemala - exprimir, cantar, engrandecer-se, dignificar-se.

102. Chiquemba - mentir, enganar, impostor.

103. Chissaluquila - surpreender-se, inesperado, repentino, súbito.

104. Chissapa - aquele que nasceu na mata.

105. Chissingui - tronco, cepo, lenho, resto de árvore cortada.

106. Chissoca - pensar, cogitar, imaginar, refletir.

107. Chissolossi - tudo o que se planta cresce.

108. Chissonde - formiga brava.

109. Chitala - ver, observar.

110. Chiteculo - benfeitor, bondoso, prestável.

111. Chitombi - trança de cabelo.

112. Chitula - aldeia, vila.

113. Chitumba - nome dado a uma pessoa que nasceu em viagem ou no campo.

114. Chitunga - fazer, construir, fabricar, produzir, criar.

115. Chivinda - ferreiro.

116. Chohila - calado, calmo, silencioso, tranquilo.

117. Chongolola - suave, agradável, meigo, aprazível.

118. Culivela - lamentar-se, queixar-se.

119. Cussumua - tristeza, aflição, mágoa.

120. Cuvanja - olhar, espionar, avaliar.

121. Dungue - juízo, discernimento, apreciação.

122. Efuqui - tortura, castigo, mazela.

123. Ekuikui - bravura, majestade; uma espécie de rapina africana.

124. Elavoco, Elavoko - esperança, expectativa.

125. Elombo - estrume.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 51

  



Todos sobrenomes abaixo tem etimologia mapuche.

501. Mashakal - adorno.

502. Mawlikan - chuva de pedra poderosa.

503. Mawunko - água da chuva.

504. Melian - quatro sóis.

505. Melifilu - quatro cobras.

506. Melillanka - quatro pérolas.

507. Melin - quatro.

508. Melipange - quatro onças-pintadas.

509. Melipichun - quatro plumas.

510. Melipillan - quatro espíritos.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Sobrenomes Umbundus - Parte 04

 



76. Chicoti - açoite, chibata, chicote.

77. Chicuamanga - corvo, pássaro.

78. Chiengo - balde em que se retira água de um poço ou tanque.

79. Chihunga - embriagado, ébrio, extasiado.

80. Chihungulo - coruja.

81. Chikembe - bondoso.

82. Chilanda - comprar.

83. Chilemo - peso, carga, fardo.

84. Chilingussumba - admirar, amedrontar, surpresa, surpreender, atormentar, inquietar.

85. Chilova - enfeitiçar, fascinar, embruxar, seduzir.

86. Chilulo - fantasma, alma de outro mundo.

87. Chimbapo - aquele que não tem segredos ou vícios que não pode deixar.

88. Chimbungule - fruta imatura, fruta verde, imaturo.

89. Chimela - boca, boca grande.

90. Chimuco - rato, rato grande, ratazana.

91. Chinene - grande, volumoso, largo, espaçoso.

92. Chinguelessi - pessoa que fala a língua inglesa, anglófono.

93. Chinossole - satisfação de um desejo, expectativa cumprida de forma agradável.

94. Chinumbi - dúvida, incerteza, hesitação, indecisão.

95. Chipango - deliberação, propósito, decisão.

96. Chipepe - perto, próximo.

97. Chipessi - cachimbo.

98. Chipilica - insistente, teimoso, perseverante.

99. Chipindo - profissão, ocupação, trabalho, ofício.

100. Chipuku - casa de espíritos; templo de adoração ou veneração aos espíritos dos antepassados.

sábado, 13 de junho de 2026

Sobrenomes Umbundus - Parte 03



 51. Katito - pequeno, baixinho.

52. Katimba - pessoa que nasceu com o corpo pequeno.

53. Evalisto - filho de Evaristo.

54. Capitamolo - filho do capitão-mór.

55. Ngueve - hipopótamo.

56. Chilulu - fantasma.

57. Chilingussumba - algo que amedronta, ameaçador, perigoso.

58. Chendilene - não vou com vocês.

59. Henda - piedade.

60. Elavoko - esperança.

61. Bêmbua - paz.

62. Vicomo, Tchicomo - maravilha, admiração, aquilo que mete medo.

63. Vissimilo, Tchissimilo - pensamento.

64. Assuelela - lágrima, pranto, choro.

65. Bunji - bola, esfera.

66. Chacusola - amar, gostar, adorar, querer; ou ainda, risonho, criança que nasce num período de alegria ou paz.

67. Chakusanga - para alguém que nasce quando ocorrem acontecimentos tristes na família.

68. Chakuvala - doer.

69. Chambassuku - colocar fora.

70. Changuendela - o mesmo que o item 67.

71. Capama - forte, rijo, consistente, compacto, fortalecido.

72. Chatuloña - seguir para, dirigir-se para, ir em direção de.

73. Chendovava - entrar água.

74. Chicoca - causar, originar, provocar, incitar, induzir, atrair.

75. Chicomo - perigoso, assustador.


sexta-feira, 12 de junho de 2026

Sobrenomes Umbundus - Parte 02

 



26. Mbei - criança que nasceu com doença crônica ou prolongada.

27. Mwenyo - criança que nasceu doente e a doença deixou sequelas.

28. Jamba - elefante; o primeiro gêmeo nascido.

29. Hosi - leão; o segundo gêmeo nascido.

30. Kasinda - criança que nasce após o nascimento de um casal de gêmeos.

31. Kamakangua - queimadura.

32. Kasova, Cassova - alternar.

33. Ndala, Dala - víbora; chefe.

34. Kalei, Kaley, Calei - sucessor, representante.

35. Kusumwa, Cussumua - tristeza.

36. Ondimba, Kamdimba, Candimba - coelho; por extensão esperto.

37. Pesela, Pessela - perder, esbanjar.

38. Ondjamba, Ndjamba - elefante.

39. Okalunga, Kalunga, Calunga - mar.

40. Kavita, Cavita - problema, problemático.

41. Tchilombo, Cilombo, Chilombo - acampamento.

42. Ndandula, Dandula - acompanhar, seguir.

43. Lukamba, Lucamba - destemido.

44. Tchivinda, Civinda, Chivinda - ferreiro.

45. Kangombe, Cangombe - boi pequeno.

46. Ofeka, Feka, Feca - pátria, país, terra, terra natal.

47. Nanjoaquim - mãe de Joaquim.

48. Nanjosé - mãe de José.

49. Nanjuliana - mãe de Juliana.

50. Nalumingu - mãe de Domingos.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Caso de mutilação de animais em Santa Vitória do Palmar



MUTILAÇÃO DE ANIMAIS NO BRASIL E EXTERIOR

"ESTRANHA APARIÇÃO NUMA FAZENDA"

No dia 20 de outubro de 1975, às 08h30min aproximadamente, numa manhã de sol, o fazendeiro, Dr. Osman Rodrigues, 45 anos, acompanhado de seu cunhado, o Sr. Oplínio Acosta, 54 anos, encontravam-se a uma distância de uns 120 metros da residência principal da fazenda, observando uns animais, quando viram um estranho homem que caminhando a passos firmes, dirigia-se a referida casa.

De imediato o Sr. Oplínio, a pedido do Sr. Osman, foi averiguar de quem se tratava, isto por que não havia ninguém em casa para receber o visitante. Mas, ao chegar lá, constatou com surpresa que o desconhecido desaparecera como por encanto! Não foi encontrado nem fora, nem no interior da residência. Ninguém viu para onde foi. Simplesmente evaporou-se!

O Dr. Osman conta, ainda, que naquele rápido momento em que vislumbraram aquele homem encaminhando-se para a casa, puderam notar o seguinte: foi visto de perfil, seu tipo era de uma pessoa comum, de estatura elevada, caminhava a passos firmes e decididos com um movimento de braços bem flexionados e sua roupa aparentava ser de cor cinza clara, bem ajustada ao corpo. Cumpre ainda aqui acrescentar que nessa fazenda de propriedade do Dr. Osman Rodrigues, e que se situa no município de Santa Vitória do Palmar, Rio Grande do Sul, muitos fatos estranhos têm acontecido.

Em 1973, o caso das ovelhas que apareciam mortas, com "furos no pescoço"... Em 1975, já uma série de fatos foram registrados. O "caso do cordeirinho", o da "vaca que extraíram somente o úbere", aparições de OVNIs durante a noite.

Nesta manhã em que foi visto o "estranho personagem", por onde ele deve ter transitado, achou-se deitada sobre a grama uma vaca da raça Polled-Angus, doente e impossibilitada de levantar-se. Ao clarear do dia, três homens haviam tentado levantá-la, mas o animal aparentava estar completamente sem forças, não conseguia manter-se de pé. Entretanto, logo depois daquele homem ter sido visto, a vaca foi encontrada pastando e caminhando normalmente, como se estivesse na mais perfeita saúde, chegando a andar por cerca de dois quilômetros, durante todo o dia. A noite, porém, ela deitou-se novamente e assim continuou por mais dois dias, até morrer.

Teria havido alguma interferência do "homem estranho", que proporcionasse aquele subito e temporário restabelecimento animal?

Outro detalha importante: os dois cachorros que guardam a propriedade, um deles por sinal muito feroz, da raça Boxer (preso em um vai-e-vêm), não deram o mínimo sinal acusando a presença do "estranho". Normalmente eles costumam fazer grande alarido, com a aproximação de qualquer desconhecido. E isso não aconteceu nesta ocasião. Por que?

Fonte: DIÁRIO DA TARDE (Curitiba/PR), 12 de agosto de 1982, pág. 03

terça-feira, 9 de junho de 2026

Sobrenomes Umbundus - Parte 01



01. Sapalo -
nascido no sábado.

02. Sesa, Osesa - nascido na sexta-feira.

03. Kaquarta - nascido na quarta-feira.

04. Kaquinta - nascido na quinta-feira.

05. Lumingu - nascido no domingo.

06. Susu - nascido no mês de janeiro.

07. Kayovo - nascido no mês de fevereiro.

08. Elombo - nascido no mês de março.

09. Kavambi - nascido no mês de junho.

10. Kanyenye - nascido no mês do agosto.

11. Tchocovava - chuva torrencial.

12. Tchitenha - estiagem.

13. Sandambongo - criança que nasceu quando o pai esteve em viagem de negócios.

14. Kamenga - criança que nasceu quanto o pai esteve na cadeia.

15. Vitangui - criança que nasceu num período de conflitos conjugais.

17. Mbela - criança que nasceu num dia de chuva.

18. Vita - criança que nasceu num período de guerra (contém o desejo implícito que ela viva, sobrevive, perdure).

19. Simwila - nome de significado proverbial.

20. Katulo - nome de significado proverbial.

21. Visoka - nome de significado proverbial.

22. Ohombo - nome de significado proverbial.

23. Cikola - nome de significado proverbial.

24. Onjila - nome de significado proverbial.

25. Chitende - mudo, ou criança que nasce com afasia ou disfasia.

15 

segunda-feira, 8 de junho de 2026

domingo, 7 de junho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 50

  



Todos sobrenomes abaixo tem etimologia mapuche.

491. Mariante - dez sois.

492. Maricahuin - dez festas.

493. Marifil - dez cobras.

494. Marilican - dez quartzos.

495. Mariluan - dez guanacos.

496. Mariman - dez condores.

497. Mariñanku - águia perene.

498. Mario - dez lugares.

499. Maripani - dez pumas.

500. Mariwal - ave aquática perene.

sábado, 6 de junho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 49

 



 Todos sobrenomes abaixo tem etimologia mapuche.

481. Loncuante - cabeça do sol.

482. Lonkomilla - a cabeça de ouro.

483. Lvgkoyam - carvalho branco.

484. Mañao - disfarce, fantasia.

485. Mangilwenu kuo - água inundada do céu.

486. Mañkepillan - espírito do condor.

487. Manquecoy - carvalho do condor.

488. Manquemilla - condor de ouro.

489. Manquicheo - condor e ema.

490. Marhiwuño - dez homens tortos.


sexta-feira, 5 de junho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 48

 



 Todos sobrenomes abaixo tem etimologia mapuche.

471. Llauca - calvo, careca.

472. Llaufun - sombra.

473. Llauquen - convidar.

474. Llautureo - fixado pelas ondas.

475. Llaweñtray - significado não-listado.

476. Llinfko - água pura.

477. Llufken atu - raio de sol.

478. Loncomilla - cabeça dourada.

479. Loncon - luta de força.

480. Loncopan - cabeça de puma.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Iamuricumá

 



O movimento feminista das índias xinguanas, "Iamuricumá", segundo a lenda, surgiu com as belicoas Amazonas e se propagou através dos tempos. De caráter periódico - de 20 em 20 anos - pode ser convocada em qualquer época. E isso acontece no momento exato em que a cerimônia masculina "Karytu" começa a se intensificar, ressaltando a figura feminina como objeto de desprezo e humilhação. Contra essa opressão masculina surge a insurreição feminina em todos os grupos tribais do Alto Xingu.

No "Iamuricumá" a mulher assume controle total da situação, não permitindo que o homem tenha participação em qualquer atividade ou ato. Durante a cerimônias as mulheres absolutamente pintadas e enfeitadas se abraçam e entoam canções, sem auxílio de instrumentos musicais. Somente ao final ouve-se o som de pequenas flautas - iamuricamás. Dentro do ritual elas aproveitam para fazer tudo aquilo que lhes é proibido pelos homens - enquanto estes permanecem assistindo o ritual em local bastante afastado, também, completamente pintados para despertar a atenção feminina, mas o máximo que conseguem, muitas vezes, é serem agredidos pelas índias.

Nesta oportunidade a xinguana maneja armas, luta o "huka-huka", exibição esportiva do Xingu - enquanto que os capitães femininos das tribos anfitriãs (são recepcionados grupos de outras tribos) imitam maneiras, gestos, diálogo, enfim, assumem o comportamento dos capitães-masculinos. Com isto estão tentando igualar-se aos homens e, ao mesmo tempo, humilhá-los.

Também faz parte do término ao ritual a oficialização do "moitará" (através do grito uníssono de todos os componentes dos grupos) que consiste no sistema de troca de objetos, onde o dinheiro não entra por ser desconhecido.

O simbolismo maior deste ritual repousa no peixe: alimento social por excelência. Enquanto que os elementos mediadores entre mulheres e homens - sempre é escolhido um indivíduo segregado da comunidade - pelo fato de não comer peixe fica em posição de destaque no seio da tribo.

Segundo Villas Boas, apesar da forma ostensiva e até brutal, o "Iamuricumá" atua como mantenedor da organização vigente nas tribos.

NO PEIXE A ORIGEM

Um dos significados lendários do "Iamuricumá" está baseado na figura de dois jovens que, ao atingirem a puberdade, foram levados a furar as orelhas (cerimônia a que todos se submetem nessa época). Assim, Oriouã e Amatavirá, ficaram sem comer peixe durante um mês, uma vez que seus pais haviam saído para a grande pescaria. Apenas um homem permaneceu na aldeia em razão de seu filho ter nascido há pouco.

A pescaria se estendeu durante tantos dias que as mulheres começaram a se preocupar com a vida dos maridos, pensando que tivessem sido colhidos por um mal maior. Duas vezes enviaram o único índio como emissário, para saber o que havia ocorrido. Este sempre regressava trazendo muito peixe, mas acrescentava que os demais permaneceriam mais algum tempo em virtude de os pesqueiros estarem abarrotados de peixe. Na terceira vez que o representante da maioria feminina voltou a comunicar - se com seus irmãos foi para dizer . Mas que as mulheres estavam dispostas a abandonar a aldeia caso eles não regressassem. Nova tentativa malograda. Todas ficaram revoltadas por seus maridos não retornarem. Então, sob o contexto do mito do Oriouá, as mulheres foram induzidas à prática do "Iamuricumá". Pintaram-se e cantaram à noite inteira. Na manhã seguinte tomaram infusão de raízes para vomitar e, com isto, expelir os maus espíritos.

Após, foi o chamado o "tatu" o qual foi incumbido de cavar buracos no chão em torno da aldeia, enquanto o emissário voltava novamente a informar aos maridos-pescadores que suas mulheres estavam fugindo. Para desgosto das mulheres eles não se renderam. Por aí seguiram os cantos por dois dias.

Ao velho "tatu" foi ordenado que continuasse cavando, o que levou a considerar-se como "não sendo mais gente". Posteriormente seguiram as mulheres. Passando pelo local onde se encontravam os homens, não atenderam o apelo que estes lhes faziam para que parassem a fim de as crianças comerem peixes. Enquanto isto "tatu" continuava abrindo novos túneis na terra. O canto não parava...

George Zarur lembra que os homens acabaram voltando sem peixe e não foram aceitos por suas mulheres para o relacionamento sexual. A partir daí as "iamuricumãs" começaram a percorrer os túneis feitos por "tatu", indo sair num lugar chamado Maüã. "Vovô Kuikuro" deparou com o aldeamento das mulheres totalmente destruído e foi aos homens da tribo informar o que havia ocorrido. Estes, dirigindo-se à aldeia feminina depararam com às mulheres sobre o teto das casas, não tendo atendido ao chamado dos maridos. E, conta a lenda, ao descerem continuaram a percorrer os caminhos abertos por "tatu", saindo em outro lugar chamado Arihese. Jamais os homens voltaram a encontrá-las.

Lendariamente as "iamuricumãs" não pararam jamais de viajar, dia e noite, enquanto que as crianças de colo que carregavam, foram atiradas aos lagos, transformando-se em peixes. Hoje, ainda, enfeitadas e pintadas vagam cantando e não contam mais com o seio direito para melhor manejar o arco e a flecha.

Segundo Orlando Villas Boas, daí admitir-se a relação entre "Iamuricumá" e a lenda sobre as Amazonas, índias guerreiras que, enjeitaram os filhos homens e queimavam o seio direito para o manejo do arco e da flecha.

(...)

Fonte: JORNAL DO COMÉRCIO (Manaus/AM), 27 de julho de 1977, pág. 05

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 47

  



Todos sobrenomes abaixo tem etimologia mapuche.

461. Ligmanke - condor branco.

462. Lig-ray - flor branca.

463. Likankura - pedra com poder.

464. Likanlewful - pedra viva no rio.

465. Linco - exército.

466. Lincoman - exército de condores.

467. Llancalahuen - joia medicinal, joia curativa.

468. Llancapan - joia do puma, pedra preciosa do puma.

469. Llanka - pérola.

470. Llankvkvyen - lua solitária.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 46

  



Todos sobrenomes abaixo tem etimologia mapuche.

451. Lemunkura - pedra do monte.

452. Lemunkuyen - lua da montanha.

453. Lemuy - arborizado, com muitas árvores.

454. Lepicheo - pluma de ema.

455. Lepio - vassoura.

456. Levican - crista veloz.

457. Levicoy - carvalho veloz.

458. Leviñanco - água veloz.

459. Levipani - puma veloz.

460. Lienad - rosto da prata.

domingo, 31 de maio de 2026

sábado, 30 de maio de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 45

  



Todos sobrenomes abaixo tem etimologia mapuche.

441. Kvlapi - de três.

442. Kvyentray - cascata da lua.

443. Lafken - mar.

444. Lefitray - significado não-listado.

445. Leftraru - condor veloz.

446. Leftray - cascata veloz.

447. Legue - de manhã, pela manhã.

448. Lemun - montanha.

449. Lemunantu - sol do monte.

450. Lemunko - água da montanha.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Disco voador em Santa Maria


Disco voador em Santa Maria!

Presenciado o aparecimento por pessoas categorizadas

(...)

EM SANTA MARIA

SANTA MARIA, 6 (Asp.) - Numerosas pessoas, inclusive vários redatores dos jornais "A Razão" e "Diário do Estado" viram um disco voador sôbre os céus desta cidade. Contam os jornalistas Robinson Flores, Felipe Monair, Antonio Abelin e Gilberto Dorneles, que estavam reunidos na redação quando o telefone chamou e alguém do outro lado do fio assegurava: "estamos vendo aqui um disco voador". Aí partiram para o local onde se encontrava numeroso grupo na esquina do necrotério do Hospital de Caridade. A visão era tão perfeita que um dos redatores exclamou: "Mas isso é a sinaleira da tôrre de rádio". Impossível, porém, pois as torres das rádios ficavam exatamente do lado oposto. Um dos populares presentes, Rui Dias, declarou: "Esta é a segunda vez que vejo êsse objeto. A primeira foi há uma semana. Parece que o local ideal para avistá-lo é a coxilha do Caramelo". Presenciaram também a aparição Dalton Couto, Manoel Machado, Darci Penna e Davi Maccioni.

Fonte: JORNAL DO DIA (Porto Alegre/RS), 07 de novembro de 1954, pág. 09

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 44

  



Todos sobrenomes abaixo tem etimologia mapuche.

431. Kinturhmay - busca flores.

432. Kolvmanke - condor cor de café.

433. Konpayantv - entrada do sol.

434. Koyam - carvalho.

435. Kumiray - flor profunda.

436. Kumlafken - mar profundo.

437. Kupaymañ - significado não-listado.

438. Kurukeupu - significado não-listado.

439. Kuyenray - flor da lua.

440. Kvalapang - significado não-listado.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 43

 



Todos sobrenomes abaixo tem etimologia mapuche.

421. Kalfuquepu - altar azul.

422. Kalfutray - cascata azul.

423. Kalfuyang - altar azul.

424. Kanin - significado não-listado.

425. Karvlemu - monte verde.

426. Kayupange - seis leões (pumas).

427. Kayupi - sexto.

428. Kelvray - flor vermelha.

429. Keupukura - pedra do pedestal.

430. Kinturay - olhar da flor.



segunda-feira, 25 de maio de 2026

domingo, 24 de maio de 2026

A Lenda do Taú-Taú

 



Lendas

Taú-Taú, por exemplo, é apenas uma das lendas que compõem esse imaginário fantástico que a escritora Yara Cecim veio construindo na memória desde a infância, vivida entre o Tapajós e o Amazonas. Taú-Taú conta a história de uma tribo de macacos brancos, antropófagos, que eram chefiados por um homem velho, com aparência de macaco. A tribo vivia nas profundezas das matas e chegou a dizimar aldeias inteiras no Alto Tapajós, embrenhando-se novamente na floresta depois de saciar a fome e deixando para trás os rastros e restos de desolação.

Segundo a escritora, para algumas pessoas essa tribo era apenas uma lenda, mas a dúvida acerca de sua existência ou não sempre persistiu, espalhando o terror entre as populações. "Quando as pessoas já começavam a esquecer a tribo, voltaram a atacar um tapiri no centro da mata, no Jaguarari, escapando dessa carnificina apenas o cozinheiro para contar a história, com todos os seus pormenores horripilantes". (...)

Fonte: O LIBERAL (Belém/PA), 03 de outubro de 1989, caderno Dois, pág. 01

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