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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

O Arco-Íris da Serra de Cubatão

 



A Revista Comercial de Santos dá a seguinte noticia:

"Foi observado por diversas pessoas desta cidade, na noite do dia 6 do corrente, às 11 horas mais ou menos, um Arco-Iris, que se tinha formado sobre a serra do Cubatão, em direcção oeste desta cidade. O firmamento estava estrellado e claro, e o arco distinguia-se em todo seu semicirculo com as mesmas côres de costume.

Confessando nossa insufficiencia, deixaremos aos entendidos na materia o dar uma explicacção satisfactoria desse phenomeno maravilhoso da natureza."

Fonte: CORREIO PAULISTANO (São Paulo/SP), 18 de maio de 1855

sábado, 27 de dezembro de 2025

As esferas luminosas da Serra do Lopo

 



Phenomeno

Com o titulo acima noticia O Curralinhense, de 3 do corrente:

"Na noite de 27 de dezembro p. passado foram testemunhas de um phenomeno interessante, os cidadãos A.F. de Oliveira, A.S. de Farias, J.B.G. de Oliveira e Luciano Ribas.

Ás 10 e um quarto da noite, voltando estes do bairro da Moenda, foram sorprehendidos por um clarão, e procurando ver de onde emanava, avistaram duas espheras luminosas, de diametro apparente de 25 centimetros mais ou menos, que, levantando-se da serra do Lopo, corriam, uma em perseguição da outra, em direcção a Bragança.

Quando chegaram a ponta da serra retrocederam e seguiram direcção inversa até o ponto em que fica a estrada que desta villa vae á Santa Ritta da Extrema.

E assim continuaram perseguindo-se mutuamente, até que, passados alguns minutos, ligaram-se em uma cadeia de 1, 5 mais ou menos, justamente no ponto donde tinham emanado, e assim começou essa cadeia a subir e descer por alguns minutos, até que esse feixe dividiu-se em tres espheras, sendo as duas lateraes maiores e a do meio pequena, como uma estrella, comçando de novo uma verdadeira lucta, na qual desenvolviam uma velocidade extraordinaria.

Fundiram-se em um só nucleo do tamanho da lua, mais ou menos, e depois de fazer ascenção até 90 graus, approximadamente, no horizonte, baixou, e entranhando-se na floresta, deixou um clarão.

O que é de extranhar e nos affirmam os observadores é que essa luz era perfeitamente egual á do sol, apresentando-lhes as mesmas irradiações.

Que será?"

Fonte: CORREIO PAULISTANO (São Paulo/SP), 07 de janeiro de 1897

sábado, 20 de dezembro de 2025

Fenômeno curioso em Sobral

 



Lê-se no Sobral, folha do Ceará:

"Das 7 para 8 horas da noite do dia 10, observou-se desta cidade um phenomeno extremamente curioso. Foi um aerolito muito luminoso, que começando na direção SO, em uma altura que o inesperado do phenomeno não permettiu determinar, subiu rapidamente ao zenith; desceu para N e desappareceu, após alguns segundos, fazendo ouvir duas detonações surdas e approximadas á um terço de um arco imaginario que de SO e N cobrisse as nossas cabeças."

Fonte: CORREIO MERCANTIL (Rio de Janeiro/RJ), 08 de novembro de 1865

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Fogo no céu de Cuiabá

 



Phenomeno

Lê-se no Clarim de Matto Grosso, de 6 de julho ultimo:

Presenciamos as 6 1/2 horas da tarde de 3 do corrente um verdadeiro phenomeno, que foi tambem observado por muitas pessoas d'esta capital e que vamos tentar descrever.

Acompanhado de um pequeno silvo, apareceu dos lados do zênite em consideravel altura do ar um volume semelhante a uma massa de fogo, que passou por cima d'esta cidade cortando o ar em direcção ao poente, onde desappareceu.

O travessio do phenomeno, isto é o tempo que durou em percorrer o espaço em quando era vizivel, foi de trez minutos.

Fonte: A REPÚBLICA (Curitiba/PR), 14 de novembro de 1894

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Cometa em Lima Duarte



 Da cidade de Lima Duarte, escreveram ao Jornal do Commercio, de Juiz de Fóra:

"De Sumidouro, localidade pertencente a este municipio, communicam que foi visto em a noite do dia 14 do mez passado passado sublime phenomeno.

Appareceu no horisonte, para os lados de Bomjardim, immenso corpo luminoso, que, depois de percorrer o horisonte em varias direcções, se desfez rapidamente, desprendendo myriades de fagulhas e dando de espaço horrivel trovão, que semelhava á descarga de uma peça de artilharia.

O phenomeno durou cerca de seis minutos e foi presenciado por muitas pessoas, algumas das quaes, horrorisadas com o extranho acontecimento, desmaiaram.

Tambem, nesta cidade, na direcção SO, tem sido visto, de ante-hontem para cá, bellissimo cometa."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 28 de maio de 1901

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Bólido luminoso em Santa Maria



 Um bolido - Ante-hontem, em Santa Maria, foi visto, por varias praças e inferiores do 7o. regimento, um phenomeno que a todos admirou.

Haviam de ser 7 horas, quando caiu, mais ou menos ao norte, um bolido, deixando no espaço uma mancha em fórma de zig-zag, a qual consevou visivel por muito tempo.

O que mais despertou a attenção foi a luz com que se apresentou.

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 12 de julho de 1917

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

O fim do mundo em Timbó Velho

 



O POVO JULGOU SER O FIM DO MUNDO

No lugar denominado Timbó Velho, em Florianópolis, registrou-se um fenomeno singular. Ás 12 horas do dia 23 despencou-se do Céu um bolido luminoso, que a certa altura estourou e transformou-se em faiscas exalando um cheiro semi-asfixiante. O povo do lugar julgou ser o fim do mundo.

Calcula-se que tenha sido a quéda de um aerolito.

Fonte: DIÁRIO DA MANHÃ (Vitória/ES), 27 de janeiro de 1934

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Fenômeno celeste em Porto Alegre

 



Phenomeno celeste. - Lê-se na Reforma de Porto Alegre:

"Communicam-nos o seguinte:

Hontem (9 de maio) das 7 para ás 8 horas da noite, foi observado por mais de 50 pessoas, este phenomeno celeste.

Do lugar em que se acha situado o chafariz da praça d'alfandega, avistou-se no horisonte uma pequena nuvem negra, de forma circular, na qual brilhava no espaço de 10 minutos mais ou menos, uma luz que desapparecia rapidamente, desmanchando-se em raios luminosos de diversas côres."

Fonte: O CEARENSE (Fortaleza/CE), 02 de Julho de 1871, pág. 02, col. 03

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

O cometa do fim do mundo



"Fim do mundo

O COMETA

Felizmente no Rio Grande do Sul não existe esse panico de que estão possuidos outras populações, segundo referem os telegrammas, a proposito do apparecimento do cometa Biela e da prophecia do astronomo Falb.

Especialmente a nossa capital não se deixou alarmar. Apenas, segundo dizem, nos arrabaldes, alguns mais timidos, muito poucos, mostram-se amedrontados.

Para que o publico ajuize do valor das noticias, as taes alarmantes sobre o fim do mundo, basta dizer que o Commercio, de Bagé, em sua edição de 7 do corrente, publicou o seguinte telegramma:

'Porto Alegre, 4. - Tem sido visto ao lado norte do horisonte, a olhos desarmados, das 3 ás 4 horas da madrugada, um cometa que suppõe-se seja o Biela.'

Procurem agora quem foi que viu, em Porto Alegre, a olhos armados ou desarmados, das 3 ás 4 horas da madrugada, o tal cometa?

Absolutamente ninguem.

E assim são as noticias do fim do mundo!"

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 13 de Novembro de 1899, pág. 02, col. 03

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

A curiosa dança dos astros


"A dança dos astros

A 22 de junho de 1799, Alexandre de Humboldt, em sua ascensão celebre ao pico de Tenerife, testemunhou um phenomeno curioso.

Eram mais ou menos 3 horas da madrugada. O sol estava apenas alguns gráos abaixo do horisonte, e os viajantes achavam-se a 3.000 metros de altura.

'De repente, diz Humboldt, pareceu-nos ver, do lado do léste, pequenos foguetes cruzando os ares. Percebiam-se pontos luminosos, elevados de 7 a 8 gráos acima do horisonte, que se moviam verticalmente; em seguida esses mesmos pontos oscillavam horisontalmente durante alguns minutos. Reconhecemos afinal que esses pontos brilhantes eram as imagens das estrellas ampliadas pelos vapores da noite.'

As estrellas, com effeito, em certas circumstancias, parecem agitar-se, balançar-se e descrever rapidamente orbitas sinuosas.

Este phenomeno singular preoccupou vivamente o sabio Humboldt.

Em junho de 1852, o professor Parpat, com um companheiro, passeava em bote no lago de Storlus, pouco depois da entrada do sol.

Os passeantes deixavam os remos immoveis para contemplar melhor a belleza do espectaculo, quando um menino que os acompanhava poz-se a gritar: 'Olhem lá a estrella que dança!'

Com effeito, a estrella Vega parecia executar movimentos oscillatórios rapidos. O barco achava-se então em frente a uma ilhota coberto de canas, de onde se desprendia um nevoeiro intenso. Depois de passarem a ilhota e quando puderam ver Vega directamente, cessou o phenomeno oscillatorio; de novo produzio-se quando a ilhota ficou entre a estrella e os observadores.

A dança do astro parou depois de ter o sol baixado bastante no horisonte e Vega se elevado no céo.

O sr. Parpat attribue a causa do phenomeno á interposição do vapor d'agoa. 

Na realidade, parece que deve ser attribuido aos movimentos ascendentes do ar que determina uma reparação da luz do astro.

Póde-se reproduzir á vontade o phenomeno, olhando para um objecto afastado ou para uma estrella, através a columna de ar quente que se eleva acima de uma lampada acesa.

O objecto dança sem cessar; os raios luminosos que chegam ao nosso olho são desviados e sentimos a sensação de um deslocamento rapido do objecto.

É um effeito de refracções que, como faz notar o sr. Lagrange, do observatorio de Bruxellas, os astronomos observam algumas vezes no momento em que abrem as janellinhas das salas das grandes lunetas. Se o ar da sala está em uma temperatura differente do ar do exterior, manifesta-se uma corrente e um movimento; o astro que se olha executa oscillações até que o equilibrio de temperatura se estabeleça.

É um phenomeno de refracção.

Mas existe outra dança de origem differente e que até agora não tinha explicação plausivel.

Em noite escura de 1856, e com uma temperatura de 16o abaixo de zero, o professor Schweizer, de Moscou, reparou que Sirius, que já se achava bastante elevado, oscillava claramente; olhou para Jupiter, Alpha do cão menor, para diversos outros astros e todos elles dançavam.

Podem observar perfeitamente esse balanço dos astros encostando a cabeça em uma parede e escolhendo uma noite sem luar e um céo bastante escuro.

O phenomeno é comparavel ao effeito que produz uma luz oscillando no mastro de uma embarcação.

E independente da altura do astro acima do horisonte, e do nascente ou occaso do sol, independente de toda a ruptura de equilibrio nas camadas atmosphericas."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 30 de Julho de 1886, pág. 01, col. 03

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Terror nos céus de Goiás


"Grande bolido

No Goyaz, de 10 do passado, lê-se o seguinte:

<<Do nosso correspondente de Bomfim recebemos o escripto que abaixo se segue, dando noticia da queda de um asteroide, que ali se annunciou e em outros pontos, produzindo estampidos semelhantes a tiros de peça de artilharia.

Em outros logares sentiu-se até um abalo na terra, com certeza no momento da queda do corpo meteorico.

Nesta capital notaram no mesmo dia e ás mesmas horas a marcha de um corpo luminoso, em fórma de um balão, que partindo do occidente desappareceu no oriente, sem os outros phenomenos de que o nosso correspondente nos falla.

<<Acabamos de presenciar a passagem de um enorme bolido que encheu o povo de verdadeiro terror.

O facto deu-se a 30 de outubro, ás 4 horas e 45 minutos da tarde; cinco minutos depois da passagem ouviu-se uma grande detonação semelhante a dois tiros de peças de artilharia e uma repercussão que durou 15 minutos mais ou menos, parecendo abalar a superficie da terra. Como é natural, o povo possui-se de inquietações e mostrava-se avido de saber o que produzira o enorme estampido.

Muitas pessoas presenciaram a passagem desse asteroide e dentre essas, uma narrou-nos fielmente as dimensões, côr e velocidade do alludido asteroide, circumdado de uma materia phosphorescente, deixando após sua passagem centelhas que brilhavam no espaço.

Pareceu passar a pequena distancia da terra.

Tinha uma especie de cauda de côr prateada, muito luzente.

Suppomos que o estampido seja devido á quéda desse enorme bolido.

A época é a marcada pelos astronomos que tem observado a quéda desses pequenos corpos nos mezes de outubro e novembro.

P.S.

Sabe-se por noticias que as detonações foram ouvidas em um raio de 10 leguas e mais.

Continuam a chegar noticias sobre o phenomeno."

Fonte: A FEDERAÇÃO (RS), 03 de Janeiro de 1901, pág. 01, col. 06
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