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terça-feira, 29 de agosto de 2017

A Origem das Cores Nacionais do Brasil


Fonte: LUZ, Milton. A história dos símbolos nacionais: a bandeira, o brasão, o selo, o hino. Brasília: Senado Federal, Secretaria Especial de Editoração e Publicações, 1999, 1a. ed., 2005, p. 21-25.

"O VERDE - Do Verde, como cor distintiva de um povo há referências que remontam a mais de dois mil anos. Segundo velhas crônicas, os antigos lusitanos arvoraram uma bandeira quadrada branca, servindo de campo a um dragão verde. O curioso é que esta figura mitológica, vencendo as barreiras do espaço e do tempo, iria aparecer no projeto da nossa primeira Bandeira Nacional, criada por Debret, em 1820. E mais: perduraria até os nossos dias, como emblema regimental dos nossos Dragões da Independência.

Por que o verde fora escolhido pelos lusitanos, uma aguerrida raça de pastores, simples, mas ardorosos amantes da liberdade, os mais forte dentre os mais fortes dos iberos? Seria a lembrança natural da cor dos ramos que por primeiro agitaram como insígnia? Ou dos majestosos carvalhos das encostas da Serra da Estrela, onde o legendário Viriato comandara a heróica resistência de seu povo contra as legiões romanas? O certo é que o verde, desde aqueles tempos ancestrais, lembra as lutas libertárias, as grandes conquistas e, acima de tudo, a esperança e a liberdade.

Na sua agitada guerra contra os mouros, os portugueses adotaram o verde primitivo dos lusos como suas cores nacionais, e este era o matriz da famosa 'Ala dos Namorados', a destemida vanguarda de sua Cruzada. Verde era igualmente o estandarte de Nuno Álvares, arvorado na batalha de Aljubarrota.

Verde seria, muito tempo depois e nestes sertões do Novo Mundo, o pendão do nosso bandeirante Fernão Dias Pais Leme, o Governador das Esmeraldas.

O AMARELO - Desta cor se sabe que passou a figurar, a partir de 1250, no brasão de armas de Portugal, logo depois da conquista do Algarve. Assim, em ouro (amarelo), são os castelos que representavam as fortalezas tomadas aos mouros. O amarelo recorda, ainda, as cores do Reino de Castela, ao qual, por muito tempo. Portugal pertenceu, até a sua independência. É uma esfera armilar de ouro sobre campo azul vem compor as armas do Reino do Brasil.

Em 29 de setembro de 1823, o nosso agente diplomático junto à Corte de Viena descrevera a Metternich a bandeira do novo Império do Brasil. Sobre as suas cores dissera que D. Pedro I escolhera o verde por ser esta a cor da Casa de Bragança; e amarela, 'a Casa de Lorena, de que usa a Família Imperial da Áustria'. A Casa de Bragança procedia de D. Pedro I, antes mesmo do rei, quando ainda simples mestre da Casa de Avis. Aquela Casa reinaria durante 270 anos, desde 1640 até o fim da monarquia portuguesa, em 1910.

O verde é a cor da figura principal do nosso primeiro brasão, as Armas do Estado do Brasil - inspirado na árvore que lhe deu o nome.

O AZUL E O BRANCO - A referência mais antiga sobre estas cores vem de fins do século XI, quando foram adotadas como cores do Condado Portucalense, fundado em 1097. D. Henrique de Borgonha criou, como insígnia, uma bandeira também chamada Bandeira da Fundação: uma cruz esquartelando um campo branco em partes iguais.

São estas mesmas cores que o seu filho, Afonso Henriques, levará à batalha do Ourique, arvoradas na bandeira paterna. Após as primeiras vitórias sobre os mouros, Afonso Henriques lhe modifica o desenho mas mantém as cores, o mesmo azul-e-branco que Luís de Camões defendeu como soldado e exaltou como poeta, 'braços às armas feito, mente às Musas dado'. 

Nos séculos XV e XVI, as naus portuguesas ostentam, ao lado da bandeira oficial, muitas outras de caráter mais restrito: além da bandeira da Ordem de Cristo, a mais importante é a do Comércio Marítimo, que consta de um campo azul com cinco besantes de prata. Besantes são figuras heráldicas que assim se chamam por simularem as 'moedas de Bizâncio', as antigas moedas de ouro e prata. Esta bandeira - a do Comércio Marítimo, ou das Quinas - aparece em um dos primeiros mapas do Brasil, feito em 1534.

O azul entra na história de nossa heráldica por meio de brasões dos nossos capitães feudais. Assim, o blau (azul) é o esmalte das armas de Aires da Cunha, o infortunado donatário do Maranhão (cunhas azuis sobre ouro); e das de Pero de Góis, donatário da capitania de São Tomé (lises azuis sobre prata). Daí por diante, azul-e-branco serão frequentes nos nossos símbolos. Por exemplo: estarão presentes, quase sempre como cores exclusivas, nas bandeiras, insígnias, pavilhões, flâmulas, listel e escudo da Armada do Brasil - estrelas de prata sobre campo blau.

Segundo o Cerimonial da Marinha 'as estrelas usadas nas bandeiras-distintivos e nas bandeiras-insígnias são, sempre, de cinco pontas e seu número não variará com as alterações que venham a ocorrer na divisão política do território nacional."


terça-feira, 20 de setembro de 2016

A alviceleste bandeira do Rio Grande do Sul


A bandeira branca e azul mostrada acima teria sido a primeira bandeira do Rio Grande do Sul, antes da afirmação movimento farroupilha, usada entre a Independência do Brasil (1822) e a Proclamação da República (1889), quando ainda o nome oficial era Província de São Pedro do Rio Grande. Não se sabe se as províncias na época imperial tinham bandeiras próprias, mas é documentado por Clóvis Ribeiro  na coleção  de Carlos Piquet no Museu Histórico Nacional que, quando embarcações provenientes da província de São Pedro adentravam a Baía de Guanabara, essa bandeira era hasteada no Morro do Castelo para anunciar sua chegada à capital imperial. Desconhece-se a natureza desta bandeira e seu significado. 

A bandeira atual foi adotada pela Constituição Estadual de 1891, substituindo o antigo alviceleste pelo padrão tricolor áureo-rubro-esmeraldino herdado do movimento farroupilha.

domingo, 27 de setembro de 2015

Modelo de Brasão do município de Capão do Leão usado entre 1984 e 1988

Usado em documentos oficiais como timbre, percebe-se que ele busca adaptar graficamente os elementos presentes no brasão oficial. Devemos compreender, sobretudo, que naquela época não havia os recursos de desenho gráfico que temos atualmente.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Hino do Município de Capão do Leão

Vídeo com o áudio disponível no YouTube.
Hino do município de Capão do Leão - RS

Letra: Gelsimar Duarte Lourençon
Melodia: Régis Aguiar Dutra / Roger Aguiar Dutra

Enraizado no pampa gaúcho
sob as bençãos sagradas de Deus
do vigor da alma leonense
o teu nome imortal acendeu

Braços fortes te constroem
valorozos como a pedra da bandeira
altaneiros escrevem teu futuro
gente ordeira, gentil e hospitaleira

Com orgulho e destemor
a ti leguei ser meu chão
reverência às tuas cores e
aos bravos da emancipação

Em teu verde aprazíveis matas
do amarelo e cinza a fartura brota
povo forte, como a pedra, riqueza inata
do labor do campo, se ergue, um patriota

Com orgulho e destemor
a ti leguei ser meu chão
reverência às tuas cores e
aos bravos da emancipação

sábado, 30 de abril de 2011

Bandeira do Município de Capão do Leão

Com o brasão ao centro, a bandeira tem como inspiração a bandeira do Estado do Rio Grande do Sul, no lugar do vermelho, há o cinza que se refere à principal riqueza do município: a pedra granítica.
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