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terça-feira, 6 de junho de 2023

II Festival Nacional de Teatro de Estudantes

 



Data: 12 a 24 de Julho de 1959

Local: Santos, São Paulo

Espaços: Teatro Bela Vista

Promotores: Gabinete Civil da Presidência da República, Prefeitura de Santos, Ministério da Cultura; Apoios culturais: Governo da França, Governo da Alemanha, Governo do Estado de São Paulo

Eventos concomitantes: apresentação da peça Bimba de Maria Della Costa, Missa de abertura na Catedral de Santos, Apresentação da Orquestra Sinfônica e do Coral Universitário de Santos

Júri: Henriette Morineau, Patricia Galvão, Orlanda Magno, Álvaro Moreira, Ângelo de Agostini, Reinaldo de Oliveira, Roger Bernardet, Orlando Miranda e Pascoal Carlos Magno

Conjuntos participantes: Norte Teatro Escola do Pará, Centro XI de Agosto (São Paulo), Escola de Arte Dramática de São Paulo, Hebraica de São Paulo, Teatro Israelita de Pernambuco, Teatro Universitário de Porto Alegre, Agremiação Goiana de Teatro, Teatro Experimental de Comédia de Araraquara, Teatro do Estudante da Paraíba, Teatro da Universidade de Minas, Teatro Universitário de Pernambuco, Hebraica do Rio do Janeiro, Teatro Universitário de Alagoas, Teatro da União das Operárias de Jesus (Mourisco)

Premiações:

Melhor peça em um ato – Aria da Capo – Hebraica do Rio de Janeiro

Melhor ator – Carlos Miranda – Norte Teatro Escola do Pará

Melhor atriz – Etty Frazer – Centro XI de Agosto (São Paulo)

Melhor diretor não profissional – Maria Silvia – Norte Teatro Escola do Pará

Melhor diretor profissional – Graça Mello

Melhor autor nacional – José C. M. Corrêa por A Incubadeira

Menção honrosa – Aldomar Conrado por A Grade Solene

Prêmio “O Globo” – Hamil Haddad por A Incubadeira

Melhor cenógrafo – Luiz Porto Carreiro por A Guerra do Alecrim e da Manjerona

Melhor figurino – Escola de Arte Dramática de São Paulo

Melhor conjunto – Roquete Pinto por Aria de Capo (Hebraica Rio de Janeiro)

Melhores atores (menção honrosa) – Germano Haiut – Teatro do Estudante Israelita de Pernambuco; Wolney de Assis - Teatro Universitário de Porto Alegre; Dalmo Teixeira – Agremiação Goiana de Teatro; Mário Barra – Teatro Experimental de Comédia de Araraquara; Valdez Jural – Teatro do Estudante da Paraíba; Odilavias Patti – Escola de Arte Dramática de São Paulo

Melhores atrizes (menção honrosa) – Assunta Perez – Escola de Arte Dramática de São Paulo; Maria Luiza Coutinho – Teatro da Universidade de Minas; Violeta Cláudio – Teatro Universitário de Pernambuco; Risoleta Cordula – Teatro do Estudante da Paraíba

Melhor espetáculo – Ratos e Homens – Teatro do Estudante Israelita de Pernambuco

Melhor peça em um ato (menção honrosa) – Apolo de Bellac – Teatro Universitário de Minas; Marido Enganada & Espancado e Satisfeito – Teatro Experimental do Estudante de Araraquara

Diploma especial – Samuel Hulak – Teatro do Estudante Israelita de Pernambuco; Lauro Faria – Teatro Universitário de Alagoas; Armando Palmeiro – Escola de Arte Dramática de São Paulo; José Luiz Nunes – Agremiação Goiana de Teatro

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Imigração europeia tardia no Brasil



"Chegou a Santos, com imigrantes alemães e holandeses o navio 'Duque de Caxias'

SANTOS, 10 (Da sucursal) - O navio auxiliar 'Duque de Caxias' foi designado para transportar uma leva de imigrantes alemães e holandeses, destinados ao nosso país, e selecionados por uma comissão militar em Berlim, e pelos delegados do Conselho de Imigração e Colonização na Europa.

Trouxe esse navio 943 imigrantes de ambas as nacionalidades, ficando cerca de 800 no Rio de Janeiro, e vindo para Santos aproximadamente 150.

Hoje pela manhã o 'N.A. Duque de Caxias' deu entrada no porto. Nossa reportagem esteve a bordo, avistando-se com o seu comandante, o brilhante oficial de nossa Marinha de Guerra, capitão de fragata Luiz Felipe de Saldanha da Gama, o qual nos recebeu com extrema gentileza.

Inicialmente, declarou-nos o destacado oficial que as notícias divulgadas por um jornal do Rio de Janeiro, sobre irregularidades a bordo, eram caluniosas e inverídicas. A viagem decorrera com absoluta e rigorosa normalidade, tocando o navio apenas nos portos que haviam sido determinados na rota previamente estabelecida pelo Estado Maior da Armada. Em Hamburgo, recebeu grande número de imigrantes alemães, e em Roterdam muitos outros holandeses. Estes vieram quase todos para Santos, pois dos 150 mais ou menos aqui desembarcados, 110 são neerlandeses e destinam-se à Fazenda Ribeirão, no município de Mogi-Mirim, como se sabe de propriedade de uma organização holandesa.

Em seguida, o capitão de fragata Saldanha da Gama levou-nos a visitar o navio, tendo-nos sido assim dado oportunidade de constatar que se trata de um barco moderno, completamente aparelhado, disponde de todas as condições de conforto e segurança para o transporte de passageiros de 3a. classe, condições essas muito raramente encontradas em navios comerciais.

Além de cozinhas modelares, salas de refeições, cinema, capela, amplos convezes, para 'footing', e jogos, dispõe de uma enfermaria principal, quatro enfermarias de isolamento, sala de operações, e de curativos, tudo dotado do mais moderno aparelhamento cirurgico, farmacia fartamente guarnecida, gabinete dentario, aparelhos de raios-X, e etc.

Para contestar as notícias tendenciosas publicadas no Rio de Janeiro, o comandante do 'Duque de Caxias' exibiu-nos uma mensagem que lhe fora entregue no fim da viagem assinada por todos os passageiros, na qual os signatarios expressavam o seu reconhecimento ao bom tratamento que lhes fora dispensado durante a viagem, manifestando seu profundo agradecimento ao comando do barco, oficialidade, marinhagem, funcionários, médicos e enfermeiros, e declaravam que, em reconhecimento a essas atenções, estavam ainda mais dispostos a trabalhar com lealdade e sinceridade pelo progresso do Brasil.

Durante a viagem do 'Duque de Caxias' nasceram a bordo duas crianças, uma das quais recebeu o nome de Luiz Felipe, em homenagem ao comandante dessa unidade naval. Os imigrantes que aqui chegaram mostravam todos excelente disposição particularmente as crianças. Era elevado o índice de famílias numerosíssimas. Alguns que falavam o português manifestaram à reportagem estarem satisfeitíssimos com a ótima viagem e o excelente tratamento que lhe foi proporcionado."

Fonte: CORREIO PAULISTANO (São Paulo/SP), 11 de Janeiro de 1950, pág. 10, col. 01

sábado, 12 de dezembro de 2020

Imigrantes no porto de Santos no período 1882 à 1891


"Immigração em Santos

Pelo mappa geral de entradas de immigrantes no porto de Santos, sabe-se que, durante o anno que findou, entraram 86,754, sendo 57,450 homens e...... 29,304 mulheres, 38,845 agricultores, 6,434 artistas e 41,475 sem profissão; 28,156 casados, 55,974 solteiros e 2,264 viuvos; 84,791 catholicos e 1,963 acatholicos; 67,177 italianos, 6,735 hespanhoes, 4,283 portuguezes, 2,463 allemães, 2,141 russos, 1,283 austriacos, 1,059 francezes, 701 inglezes, 220 suecos, 201 hollandezes, 54 suissos, 48 dinamarquezes, 7 orientaes, 6 hollandezes, 2 brasileiros, 1 turco, 1 hungaro e 248 diversos.

Estes immigrantes foram transportados por 71 vapores.

Vieram expontaneos 2,954, por conta do governo de S. Paulo 563, e por conta do governo geral 83,237.

As entradas de 1882 a 1891, foram: 202,503 italianos, 25,925 portuguezes, 14,954 hespanhoes, 3,385 russos, 685 suecos, 851 belgas, 4,118 austriacos, 6,196 allemães, 1,922 francezes, 219 suissos, 1,042 dinamarquezes, 783 inglezes, 201 irlandezes e 483 diversos. Total 263,196.

Entradas na hospedaria de Santos, em 1891, 86,754 e de 1882 a 1891, 263,196."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 11 de Fevereiro de 1892, pág. 01, col. 06

terça-feira, 26 de maio de 2020

Mestre Lucas


"Falleceu ha pouco em Santos, segundo referem folhas paulistas, um velho preto mina conhecido pela alcunha de Mestre Lucas, deixando á sua mulher uma fortuna de cerca de duzentos contos.

Eram quitandeiros elle e sua mulher, havia muitos annos, e como taes conhecidos pela cidade inteira.

Possuíam uma fazenda, onde faziam roças e plantações.

Mestre Lucas tinha escravos e naturalmente foi este auxílio um dos elementos de sua riqueza.

Não regateava dinheiro para libertar captivos e n'este ponto de vista era sempre procurado pelos abolicionistas d'aquella cidade."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 22 de Junho de 1887, pág. 01, col. 04

sábado, 7 de março de 2020

Os mensageiros elétricos


"Mensageiros electricos

Na capital de S. Paulo realisou-se uma experiencia dos machinismos para o serviço de mensageiros electricos.

A proposito, diz o Estado de S. Paulo:

'O serviço é mais ou menos o seguinte:

O assignante tem em sua casa apparelho, e quando precisar de um portador para despachar encommendas, telegrammas, dar um recado, bastará tocar no apparelho e dentro de segundos o mensageiro ou portador estará á porta do assignante para receber ordens.

Para caso de incendio ou para pedir auxilio á policia, haverá signaes appropriados no apparelho.

O mensageiro não poderá lesar a ninguem, porque, no acto de receber uma encommenda, deixa documento do que levou, da hora em que recebeu, etc., sendo d'isto informado o escriptorio da empreza, que é responsavel pela perda do objecto.

Em muitas cidades importantes já está em uso esse serviço. Em Santos e Campinas vai ser posto em pratica.

Cada portador, para levar um recado ou uma encommenda, custará 500 rs. por meia hora, 1$000 por uma hora, 1$500 por duas horas e assim por diante."

Fonte: A FEDERAÇÃO(Porto Alegre/RS), 04 de Junho de 1891, pág. 02, col. 04

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Antonio Pedro Alencastro de Araujo


"Registro mortuario

O nosso estimado amigo 1o. tenente Francisco Xavier de Alencastro Araujo, que se acha servindo no 2o. batalhão de engenheiros, n'esta capital, acaba de receber, telegraphicamente, esta dolorosa noticia: no dia 4 do corrente falleceu em Santos, onde estava exercendo, havia cêrca de um mez, o cargo de juiz de direito da comarca, o seu presado irmão dr. Antonio Pedro Alencastro de Araujo.

Uma febre fatla eliminou do numero dos vivos o inditoso moço, quando elle apenas contava 26 annos de idade e já havia percorrido, com distincção, varios postos da magistratura, achando-se muito bem encarreirado.

O mallogrado cidadão deixa esposa e tres filhinhos desolados.

Apresentamos os nossos pezames á exma. familia do morto.

✤✤✤✤✤

No Rio Grande falleceram: na idade de 74 annos, d. Victoria de Carvalho Santa Barbara, e d. Maria de Carvalho Gomes, esposa do sr. Arthur de Souza Gomes.

(...)"

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 06 de Dezembro de 1892, pág. 01, col. 06

domingo, 13 de outubro de 2019

Desordens em Santos


"DESORDENS EM SANTOS

Sobre as desordens n'aquella cidade contra a City Improvement, diz o Diario de Santos:

<<Espalharam-se hontem pela cidade uns impressos convidando o povo a reunir-se no largo da Coroação, com o fim de resistir pela força á regularisação das pennas de agoa.

<<Cerca das sete horas da noite foram-se formando varios grupos n'aquelle largo e dentro de pouco tempo era immenso o ajuntamento de povo. Não apparecendo, como da primeira vez, o autor do convite, o povo foi-se impacientando e os mais exaltados começaram a quebrar os combustores publicos do largo, foram depois ao escriptorio da City Improvement, quebraram os vidros das janellas e espalhando-se por todas as ruas da cidade continuaram na sua obra de destruição, não deixando intacto um unico combustor publico.

<<Na rua de Santo Antonio cercaram dois bonds que vinham da Barra, tiraram-lhe os animaes, que dispararam pela rua fóra, e escangalharam os carros, deitando-os depois ao mar, com mais 5 que foram buscar á estação.

<<Na praça Andrada a devastação foi enorme. As casas do sr. presidente da camara municipal e do sr. vereador Lima ficaram sem um vidro inteiro.

<<Um magote de povo foi á Barra, á casa do gerente da City, e não o tendo encontrado, arrombaram a porta, quebraram as vidraças, deram tiros e lançaram ao jardim todos os moveis.

<<As casas todas fecharam-se e a população está aterrorisada. A cidade está em trevas e percorrem as ruas magotes do povo gritando desesperadamente.

<<Á hora em que escrevemos nada mais podemos adiantar - pedindo mais uma vez ao publico que se acalme e que entre de novo no regimen da ordem, o unico digno de uma cidade civilisada como a nossa.

<<A policia, de que nos iamos esquecendo de fallar, nada fez; o limitado numero de que dispõe seria insufficiente para conter os revoltosos.

<<Ahi tem s.ex. o sr. dr. chefe de policia a razão dos nossos reiterados pedidos de praças para reforçar o destacamento d'esta cidade.>>

Do Rio de Janeiro seguio para aquella localidade uma força de linha de 32 praças sob o commando de um tenente e um alferes.

Parece que os animos já estão tranquilos."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 02 de Janeiro de 1885, pág. 02, col. 05

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Brás Cubas


"Fidalgo português do século XVI, principal fundador da cidade de Santos. Em 1536 recebeu de D. Ana Pimentel, mulher de Martim Afonso de Sousa, uma porção de terra entre a Serra do Cubatão e o mar. Ali construiu um engenho, fez grandes plantações e construiu um porto, que foi a origem da cidade de Santos. No porto edificou sua própria casa, uma capela e um hospital, que inaugurou em 1543, dando-lhe o nome de Santos, à imitação de outro existente em Lisboa (esse hospital viria a ser a primeira Casa de Misericórdia do Brasil e da América do Sul). Com o tempo, o nome do hospital passou à povoação, elevada a vila em 1546. Brás Cubas morreu quase centenário, em 1592."

Fonte: Dicionário Cívico-Histórico Brasileiro, 1980.

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