Há uma versão lendária que remete a origem deste sobrenome ao antiquíssimo reino de Roma, na figura de um jovem chamado Mucius, no período do rei Sexto Tarquínio. Daí a linhagem, séculos mais tarde, teria passado à Península Ibérica, estabelecendo-se em regiões onde hoje é Aragão e a Cantábria.
O fato é que sua etimologia é basca e significa diretamente o que quer dizer: canhoto, pessoa canhota.
As principais casas solares com este sobrenome de origem mais antiga são registradas durante o século XII, a seguir: em Portugal (uma das ramais se estabeleceu posteriormente em Valdajos, nas cercanias de Sedano); em Alcolea de Cinca e Cariñena, ambas localidades em Aragão; em Rozas, no vale de Soba, Cantábria; em La Rioja. As ramais se multiplicaram até o século XVI e destas inúmeras surgiram linhagens hispano-americanas importantes no Chile e México.
Solares posteriores foram estabelecidos em Riopar, em Albacete. Treviño, em Burgos, Castromocho e Frechilla, ambos em Palência, Cobrejas del Pinar e Verguizas, ambos em Soria, Añover del Tajo, em Toledo, Tamariz de Campos e Tudela de Duero, em Valladolid, Oviedo, nas Astúrias, Elciego, Laguardia e Oyón, os três na província de Álava e, finalmente, Granada e Huelva, na quente Andaluzia.
Fonte: BLASÓNS DE ESPAÑA.
