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segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Club Açucena

 



Rio Pardo

Escrevem-nos:

"Conforme foi noticiado pela Federação, teve logar em a noite de 7 o baile á phantasia projectado pelo sympathico Club Açucena, o qual realisou-se no salão da residencia da exma. sra. d. Adelaide Meirelles.

A reunião das phantasiadas foi na casa de residencia do sr. João Frederico Carbuhn.

Ás 9 horas teve logar a saida dos phantasiados, os quaes foram puxados pela banda musical União Operaria. O prestito era formado por mais de 40 pares, muitos dos quases vestiam vistosas e elegantes phantasias.

Á entrada achava-se uma commissão de alumnos militares, os quaes receberam os phantasiados com uma verdadeira chuva de confetti.

O salão vistosamente ornamentado e illuminado, tinha um aspecto alegre e festivo dos dias felizes em que esta cidade teve a ventura de ter em seu seio á brilhante e saudosa Escola Militar e o seu nunca esquecido Club Cara Dura.

Em um dos intervallos da dança o intelligente alumno militar Valentim Benicio, em phrases vibrantes, saudou a mulher como o ente ideal e que naquelle momento achava-se representada pela gentil rainha.

As senhoritas, que mais se salientaram em suas phantasias, são as seguintes:

Georgina Ottoni, a rainha (açucena); Agueda Ferreira (contrabandista); Luciana Ferreira (caçador); Clara Legendre (papoula); Alayde Ferreira (visco); Dulce Ottoni (margarida); Carmelina Neves (sultana); Palmyra Neves (toureiro); Almerinda Barreto (marinheiro); Ocarlina Barreto (alsaciana); Percilia Eichemberg (estrella d'Alva); Cecilia Rocha (florista); Esther Galvão (flora); pagens da rainha, os meninos Franco Ferreira e David Ottoni.

Dominós: Frederico Legendre e Frederico Ottoni; e muitos outros que na occasião não foi possivel tomar seus nomes.

O salão achava-se repleto de exmas. sras. e cavalheiros. O baile terminou pela madrugada, reinando sempre o enthusiasmo. Os convidados foram cumulados de attenções pelas gentis directoras.

Esplendido e correcto esteve o baile das moças.

Hoje deve realisar-se outro baile no mesmo salão, offerecido pelas moças aos alumnos que aqui se acham."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 11 de Fevereiro de 1904, pág. 01, col. 06

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

O Flagelo de três municípios gaúchos



 No dia 23 do passado, no districto de Capivary, municipio de Rio Pardo, foi morto por uma escolta o conhecido bandido Antonio Lauriano, que fez parte da celebre quadrilha dos Tatús.

Antonio Lauriano, pronunciado ha annos por crime de morte e recentemente por furto, era o terror, o flagello dos tres municipios de Rio Pardo, Encruzilhada e S. Jeronymo, lugares onde de preferencia praticava as suas proezas.

O commandante da policia de Capivary sabendo que se achavam os bandidos n'aquelle lugar, reforçando a sua escolta, para ali se dirigiu e teve a felicidade de encontral-os.

Ao receberem voz de prisão, os bandidos deram uma descarga na escolta e tratarem de escapar-se, o que conseguiram dois, um conhecido por Neio e outro por Zeferino Tatú, morrendo Antonio Lauriano depois de sustentar renhida lucta, dando só elle seis tiros, pois estava armado com uma espingarda de dois canos e duas pistolas.

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 02 de Maio de 1888, pág. 01, col. 08

terça-feira, 25 de abril de 2023

O Quilombo de Rio Pardo

  



- N'essa sexta-feira soubemos todos que os pais fugidos vão dando em fazer colonias: vejão só que quilombo aquelle do Rio-Pardo! Deposito de mantimento, vestuario, fumo, e não sei o resto. Se os deixão alguns mezes mais os colonos-pretos fazem a sua bailante, o seu theatro, e os mais regalitos de quem quer viver vida anacreontica, longe do mundo e suas vaidades.

Isto é para que vejão como está a nossa terra, lá por essa campanha, bem policiada. Fazem-se "colonias" em toda ordem, e subsistem ellas 6 e 8 annos, e ninguem o sabe. De repente vamos nós descobrir por ahi alguma grande cidade de gente de extrangis, que não vem no mappa.

Será bom ver de dar com ella logo.

Quanto aos mantimentos achados no quilombo fação presente d'elles aos pobres soldados. Como estes com alguma nova tabella que por ahi ha de vir vão ficar em dieta rigorosa, muito estimarão esse adjutorio de comida, e o amigo governo cumprirá uma obra de misericordia "dará de comer ao faminto".

Fonte: CHRONICA DE PORTO-ALEGRE (Porto Alegre/RS), 04 de Abril de 1853, pág. 34

quinta-feira, 9 de março de 2023

Antonio Soares Amaya de Gusmão



"Domingo ultimo finou-se, n'esta capital, um ancião respeitavel e de toda a sociedade porto-alegrense respeitado, o sr. Antonio Soares Amaya de Gusmão.

Contava 67 annos de idade.

Era chefe de secção aposentado da secretaria do governo e, no extincto regimen politico, exerceu varios cargos de eleição popular.

Aprezentamos á sua exma. familia as nossas condolencias.

✤✤✤✤✤

No hospital militar do Rio Pardo falleceu, depois de dolorosos soffrimentos, o capitão da guarda nacional Francisco Patricio de Souza, victima de uma emboscada das forças maragatas, capitaneadas pelo caudilhete Fidencio, que, desde muito, vivem em continuas correrias no municipio da Encruzilhada.

Este facto deu-se ha um anno mais ou menos, no lugar denominado Boa Vista, duas leguas distantes d'aquella cidade, na occasião em que este valente official ia reunir-se as forças do coronel José Bonifacio, das quaes fazia parte."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 13 de Agosto de 1895, pág. 02, col. 01

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

Joaquim Alves de Souza



"Sabe-se por telegramma ter fallecido hontem repentinamente em Rio Pardo o cidadão Joaquim Alves de Souza, antigo boticario e muito conhecido por
Quinca da botica.

Era chefe federalista e irmão do nosso amigo dr. Protasio Antonio Alves, a quem apresentamos sentidos pezames.

✤✤✤✤✤

Falleceu hoje, pela madrugada, a respeitavel matrona d. Mathilde Joaquina da Conceição, viuva e antiga moradora d'esta cidade, maior de oitenta annos."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 07 de Março de 1894, pág. 02, col. 03

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

A Seca de 1877 no Rio Grande do Sul

 



É penosissima a situação do interior da provincia do Rio Grande do Sul. Consultada as camaras municipaes pela commissão central nomeada pelo presidente da provincia para inquerir dos effeitos da secca, são ellas unanimes em declarar que graves prejuisos tem soffrido a agricultura e a industria pastorial, e que, se não forem de prompto pelo governo tomadas medidas no sentido de serem soccorridas as familias pobres, dentro em pouco a fome com o seu cortejo de miserias e de crimes alçará o collo em todos os pontos da provincia.

A de Caçapava declara:

Que são grandes os males causados pela secca nos campos assolados pelo incendio, que reduzia a cinzas cercados, mangueiras e até algumas casas;

Que o gado e mais animaes depois de devorarem a plantação que escapava ao incendio, abria-se das fazendas em demanda de alimento, ficando reduzidos á metade pelo extravio, furto e magreza;

Que a classe pobre já esmola o sustento, e que esta miseria crescerá de ponto, na época em que acabarem-se os mantimentos da ultima colheita, que não serão substituidos pela d'este anno, que inutilisou a secca.

E conclue pedindo, por intermedio, o auxilio do governo para que sejam remettidos áquelle municipio, não dinheiro, mas generos alimenticios como farinha, milho e feijão, e bem assim sementes de outros cereaes para nova plantação.

A camara de Taquary abunda nas mesmas considerações e, municipio agricola, occupa-se particularmente dos prejuisos causados á lavoura pela secca.

Conclue, como a camara antecedente, julgando imprescindivel a acção do governo em favor da classe pobre.

A camara de S. João Baptista de Camaquam responde:

Que os males causados pela secca no municipio são incalculaveis relativamente á agricultura, e bem assim quanto á destruição de hervaes e difficuldade de largarem os paus casca para cortumes, recurso de que viviam alguns proprietarios, que possuem mattos;

Que a industria pastoril tem soffrido igualmente, e virá alli a soffrer maiores prejuisos;

Que a secca já tem alli produzido fome.

E conclue igualmente opinando que o governo deve mandar soccorrer, até as proximas colheitas, com viveres mais de cincoenta familias pobres, algumas das quaes perderam os seus chefes na guerra contra o governo do Paraguay.

A de S. Gabriel, que já havia representado ao governo da província, acerca dos males causados pela falta absoluta e prolongada de chuva n'aquelle municipio, não destoa dos conceitos das outras municipalidades.

A de Rio Pardo qualifica de calamitoso o estado do municipio, onde avulta a população pobre, que tirava a subsistencia do producto de sua pequena lavoura, completamente estragada pela secca.

O fogo tem causado prejuisos incalculaveira, queimando grandes extensões de mattos e plantações, sendo o damno causado na colonia de Santa Cruz, avaliado em mais de 100:000$. O districto da costa da serra, tambem agricola, tem tido grandes prejuisos occasionados pelo incendio.

A fome, que já começa a sentir-se, tomará dentro em dous mezes proporções aterradoras, se o governo não soccorrer com comestiveis os habitantes mais pobres do municipio.

Longe iriamos nós se tentassemos fazer a resenha de todos os males, occasionados pela secca e descriptos pelas municipalidades.

As de D. Pedrito, Piratinim e S. José do Norte invocam tambem o auxilio do governo.

Fonte: GAZETA DE NOTICIAS (Rio de Janeiro/RJ), 23 de Março de 1877, pág. 01, col. 02-03

domingo, 21 de novembro de 2021

A múmia de Rio Pardo

 



"Ainda sobre o pequeno cadaver mumificado a que já fizemos referencia e encontrado na matriz de Rio Pardo, refere o Primeiro de Março, daquella cidade:

'O director desta folha levou hontem para Porto Alegre, afim de entregar ao illustrado clinico dr. Jacintho Gomes, o pequeno cadaver mumificado, que por longos dias esteve em exposição em uma compartimento separado das nossas officinas, despertando a curiosidade publica.

Noites houve que esse compartimento tornou-se pequeno para conter o grande numero de pessoas, notadamente familias, que a custo conseguiam approximar-se da pequena mumia.

E então era curioso ouvir-se de parte os commentarios a respeito do cadaver, as versões quasi fabulosas, as presumpções mais originaes e desencontradas.

Entretanto não ha uma só pessoa, dentre milhares que aqui existem, mesmo das mais antigas, que possa fornecer esclarecimentos ou dados acceitaveis sobre o facto, envolvido no maior mysterio.

É de notar que esse pequeno cadaver, quando descoberto, estava collocado numa caixa de folha, hermeticamente fechada, no centro de uma das largas paredes da egreja, a dose ou quatorse metros de altura do sólo.

Ultima nota saliente: o fundo da lata, onde estava encerrado o pequeno cadaver, apresentava distinctos signaes de sangue."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 29 de Julho de 1904, pág. 02, col. 02

domingo, 7 de novembro de 2021

José de Sá Britto Velloso



"Após prolongados soffrimentos, falleceu hontem na cidade de Rio Grande o digno intendente d'aquelle municipio, engenheiro dr. Lacerda Werneck, que consagrou a sua actividade civica ao serviço do partido republicano rio-grandense.

A Federação, registrando, com sincera e profunda magoa, o pranteado desapparecimento do dr. Werneck, envia sentidos pezames á desolada familia do morto.

(...)

✤✤✤✤✤

Com a avançada edade de 80 annos finou-se hontem no districto do Couto, municipio de Rio Pardo, o nosso respeitavel amigo, José de Sá Britto Velloso.

Na gloriosa revolução de 35 serviu nas forças republicanas, tendo tomado parte em muitos combares, chegando a alcançar o posto de tenente.

O finado era geralmente estimado n'aquelle logar pelas boas qualidades de que era prendado.

Á sua familia com especialidade aos nossos dedicados amigos, tenente-coronel Canuto da Rocha Sá e Cypriano de Sá Velloso, apresentamos condolencias."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 10 de Outubro de 1899, pág. 02, col. 02

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Os primeiros municípios do Rio Grande do Sul


 O início do estabelecimento das divisões municipais do atual Estado do Rio Grande do Sul se dá a partir da Real Resolução de 27 de abril de 1809, quando as povoações de Porto Alegre, Rio Grande, Rio Pardo e Santo Antônio da Patrulha tornam-se vilas da então Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul. Entretanto, o documento que efetivamente estabeleceu a divisão político-territorial e administrativa destas terras foi a Provisão Real de 07 de outubro do mesmo ano, a qual definiu as autoridades a serem nomeadas em cada uma das vilas, bem como sua subdivisão em freguesias. 

O conceito de vila era utilizado para designar núcleos de povoamento que já possuíam certo contingente populacional. Quando do estabelecimento oficial das quatro primeiras vilas, passa a ser obrigatório que cada uma delas possua uma câmara municipal. As freguesias, por sua vez, eram subdivisões das vilas. Cada freguesia possuía um cartório eclesiástico e um padre que residia permanentemente na igreja. 

A criação dos quatro primeiros município sul-rio-grandenses foi proposta ao governo de Portugal pelo governador Paulo José da Silva Gama em uma exposição dirigida ao Príncipe Regente de Portugal, datada de 04 de dezembro de 1803. Esse pode ser considerado um ponto de partida, sendo o primeiro ato no qual fica exposta a intenção de dividir administrativa e judicialmente o território do Estado. 

Entretanto, é importante destacar que já havia núcleos de população consolidados no atual território do Rio Grande do Sul nos séculos XVII e XVIII, a partir das iniciativas criadas pelas missões jesuíticas, sendo estes os primeiros grupos de povoamento organizados em áreas então pertencentes à Espanha. Nesse período, surgiram os Sete Povos das Missões: São Nicolau, São Luís Gonzaga, São Miguel Arcanjo, São Francisco de Borja, São Lourenço, São João Batista e Santo Ângelo. As Missões tiveram um importante desenvolvimento, destacando-se pelas práticas agrícolas nelas realizadas, sobretudo na primeira metade do século XVIII. Na segunda metade daquele século, as Missões entraram em declínio até serem efetivamente conquistadas pelos portugueses em 1801. 

Antes mesmo das quatro vilas originárias, em 1747 foi criada a Vila de Rio Grande de São Pedro, com delimitações territoriais estabelecidas, sendo essa a primeira povoação a receber tal distinção até aquele momento. Essa vila foi originada a partir da construção de um pequeno forte chamado Jesus-Maria-José, destinado ao apoio da ação dos portugueses contra possíveis invasores interessados na Colônia de Sacramento (então pertencentes a Portugal). 

Até o final do século XVIII, o atual território do Rio Grande do Sul ainda era praticamente inexplorado, sendo conhecidas apenas a região missioneira, a do litoral e a do nordeste. A primeira foi fruto da intervenção dos jesuítas espanhóis. Já na região dos altiplanos e no litoral, a passagem dos tropeiros e bandeirantes levando gado para São Paulo formou os primeiros caminhos para o Estado. Nessa região, havia um ponto de registro composto por alguns soldados cuja função era deter o contrabando, numa ocupação que iniciaria a formação do atual município de Santo Antônio da Patrulha. No entanto, as demais regiões, sobretudo o sudoeste, eram desconhecidas dos governantes, sendo habitadas por tribos indígenas. 

Em 1780, segundo Fialho, o tenente Antônio Inácio Rodrigues Córdova elaborou a chamada “Planta do Continente do Rio Grande”, na qual o território sul-rio-grandense aparece dividido em quatro províncias (ou regiões): Rio Grande, Viamão, Rio Pardo e Vacaria (ou Cima da Serra). Em 1798, o português Domingos José Marque Fernandes foi enviado pelo governo da metrópole para estudar as terras atualmente pertencentes ao Rio Grande do Sul. O objetivo era apreender sua realidade e posteriormente encaminhar suas impressões e sugestões ao Reino de Portugal. Fernandes retornou em 1804, com uma carta escrita sobre suas impressões do território visitado. Ele ainda retornaria ao Brasil quando do estabelecimento da Corte Portuguesa no Rio de Janeiro em 1808. 

Tanto a formação como o desmembramento dos municípios foram predominantemente condicionados ao fator “povoamento”. Pelo entendimento de Salvia e Marodin, é possível dividir o território rio-grandense em três porções com padrões de formação diferenciados. Em um primeiro momento, o povoamento deu-se nas áreas de campo pela população luso-brasileira, que possuía a pecuária como atividade econômica principal. Nesse período, a formação dos municípios ocorreu principalmente nas regiões de campos de pastagens, gerando unidades com grandes extensões territoriais, baixas densidades populacionais e poucas subdivisões de núcleos populacionais. Essa região ocupava mais da metade da superfície do Estado, com a quantidade de municípios crescendo de forma lenta, com tendência à estabilização. 

Fonte: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Genealogia dos municípios do Rio Grande do Sul. Porto Alegre/RS: Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão, Depto. de Planejamento Governamental. 2018, pág. 10-12.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Francisca Maria da Silva Pacheco


"Registro mortuario

Falleceu em S. Gabriel d. Anna Zeferina Cardoso.

✤✤✤✤✤

Em Rio Pardo falleceu d. Francisca Maria da Silva Pacheco, mãi do cidadão Antonio José Pacheco.

Contava 97 annos de idade e deixou uma prole de 99 pessoas.

(...)"

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 20 de Agosto de 1892, pág. 01, col. 03

domingo, 11 de outubro de 2020

Cinema Pellenz


"CINEMA PELLENZ. - Com extraordinaria concurrencia, foi inaugurado no dia de Natal o bello salão cinematographico de propriedade do popular Emilio Pellenz.

No dia 28 e 1o. do annos, foram exhibidas explendidas fitas que muito agradaram ao publico.

Ao sr. Emilio Pellenz a 'Alvorada' apresenta parabens pelo successo que tem alcançado."

Fonte: A ALVORADA: ORGAM LITTERARIO, HUMORISTICO E NOTICIOSO (Rio Pardo/RS), 01 de Janeiro de 1913, pág. 04, col. 02


quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Norival Marciano Duarte


"FALLECIMENTO. - Falleceu ante-hontem o apreciado moço Norival Marciano Duarte, 2o. sargento do 9o. Regimento."

Fonte: A ALVORADA: ORGAM LITTERARIO, HUMORISTICO E NOTICIOSO (Rio Pardo/RS), 06 de Dezembro de 1912, pág. 05, col. 02

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Francisco José dos Santos Junior


"Registro mortuario

Falleceram em Rio Pardo, os cidadãos Francisco José dos Santos Junior, capitão da guarda nacional, e Francisco Borges Pedroso, conhecido carreirista.

(...)"


Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 07 de Junho de 1892, pág. 02, col. 01

domingo, 26 de julho de 2020

Escola de Tiro de Rio Pardo


"Escola de Tiro do Rio Pardo

Refere o Patriota, do dia 17 do corrente, que, em virtude de ordem telegraphica do general commandante do 6o. districto militar, recebida no dia 15, seguiu a 16, pelas 2 horas da madrugada, em trem expresso, para Cachoeira, a escola pratica com o seu pessoal e algum material de guerra.

Seguiram os seguintes officiaes da escola:

Do corpo administrativo: tenente-coronel Ricardo Fernandes da Silva, commandante; capitão do estado-maior de artilharia Ernesto Victorino Jeolás, primeiro ajudante;

Capitão de cavallaria Luiz Antonio Cardoso, segundo ajudante;

Capitão do estado-maior de artilharia Antonio Medeiros Germano, secretario;

Capitão reformado Joaquim Alves da Costa Freire, agente;

Alferes de infantaria Manoel dos Passos Figueirôa, quartel-mestre veiu a esta capital a serviço;

Do corpo docente:

Primeiro tenente de artilharia Alfredo Rodrigues Pires; tenente de cavallaria Luiz Alberto Portella e tenente de infantaria José Rodrigues das Neves;

E o tenente Santos Silva Filho, com o destacamento do 2o. batalhão de engenheiros.

- O material da escola foi enviado para esta cidade.

- No campo de tiro do Cabral ficou uma praça e na linha de tiro outra.

O edificio da escola é guardado por praças do destacamento do 28o."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 22 de Dezembro de 1892, pág. 02, col. 03

quinta-feira, 25 de junho de 2020

A Quadrilha dos Tatus


"No dia 23 do passado, no districto de Capivary, municipio de Rio Pardo, foi morto por uma escolta o conhecido bandido Antonio Lauriano, que fez parte da celebre quadrilha dos Tatús.

Antonio Lauriano, pronunciado ha annos por crime de morte e recentemente por furto, era o terror, o flagello dos tres municipios de Rio Pardo, Encruzilhada e S. Jeronymo, lugares onde de preferencia praticava as suas proezas.

O commandante da policia de Capivary sabendo que se achavam os bandidos n'aquelle lugar, reforçando a sua escolta, para ali se dirigia e teve a felicidade de encontral-os.

Ao receberem voz de prisão, os bandidos deram uma descarga na escolta e trataram de escapar-se, o que conseguiram dois, um conhecido por Neio e outro por Zeferino Tatú, morrendo Antonio Lauriano depois de sustentar renhida lucta, dando só elle seis tiros, pois estava armado com uma espingarda de dois canos e duas pistolas."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 02 de Maio de 1888, pág. 01, col. 05

domingo, 7 de junho de 2020

Inauguração da Escola de Tiro de Rio Pardo


"Inauguração da escola de tiro

Ás 4 1/2 da madrugada do dia 25 partiu a canhoneira Camocim, levando o presidente da provincia, dr. chefe de policia e alguns convidados, para o acto solemne da escola tactica e de tiro do Rio Pardo.

Depois de 5 horas de viagem, feita em boas condições, chegou a canhoneira á margem, e d'ahi, em trem especial, dirigiu-se a comitiva a Rio Pardo, gastando n'esse percurso, de cerca de 81 kms., apenas 2 horas.

Na estação d'essa cidade estava reunida a maioria da população rio-pardense, suas principaes auctoridades e grande numero de senhoras, que receberam o presidente da provincia e convidados.

Uma guarda de honra, commandada pelo distincto capitão Luiz Barbedo, fez as devidas continencias officiaes.

D'ahi dirigiu-se a comitiva, acompanhada pelo commandante da escola e seus dignos auxiliares, e por grande numero de pessoas, para a linha de tiro, distante da cidade 7 kms.

✤✤✤✤✤

A linha de tiro é uma linda faxa de terra, esbranquiçada pela areia, que se estende até mais de 2,000 metros, completamente nivellados, tendo para largura de 5 a 6 metros.

As experiencias tiveram lugar, procurando-se determinar a velocidade do canhão Krupp de campanha 7,5 aligeirado, a 25 metros da bocca da peça.

Empregou-se para isso o chronographo Le Boulangé, montado em uma pequena sala, que dista do alpendre cerca de 100 metros.

A communicação entre o atirador e o official que observava o chronographo, se verificava por meio de campainhas electricas convenientemente dispostas.

Empregando a nossa polvora nacional com o peso regulamentar, e granadas em lastro, pesando mediamente 4,300 grammas, obtiveram-se 3 velocidades, cujos valores não pudemos registrar.

Seguiu-se a determinação da velocidade para a carabina Comblain, presa fortemente ao banco de provas.

Fez-se uso do mesmo instrumento e da placa de circuito situada a 50 metros da bocca d'arma.

Passou-se depois á execução de tiros rapidos com o canhão Hotchkiss, dando-se 15 tiros por series de 5 tiros consecutivos.

No alpendre, além de um cabide contendo a clavina Winchester e rewolvers Girard e Nagont, achavam-se outros instrumentos e apparelhos, proprios para a instrucção preparatoria da pontaria e para a execução de tiro de escola e de guerra.

Entre outros apparelhos lá vimos a mesa de pontaria (systema austriaco e francez), a escaleta para o mesmo fim, (systema prussiano) alvos de anneis concentricos, etc.

A sala de instrumentos possue uma clepsidra, uma balança de precisão, uma pendula electrica acompanhada de rheometro, um anemometro de Combes e varios outros instrumentos destinados a levantamentos topographicos e registros atmosphericos.

Percorreram-se ainda o armazem de munição e de artilharia, bem como o paiol.

✤✤✤✤✤

Terminado o acto da inauguração official, foram os assistentes convidados a dirigirem-se a um dos salões, onde foi servido um abundante e delicado offerecido pela Escola, não podendo comparecer a elle o presidente, por se achar incommodado.

Ahi levantaram-se diversos brindes, sendo o 1o. erguido pelo digno director da Escola, sr. tenente-coronel José Pereira da Graça Junior, ao conselheiro Gaspar, que, tomando em seguida a palavra, discorreu sobre a necessidade da educação technica da mocidade militar e, entre outros conceitos, declarou que admira sobre todas as classes a classe militar.

Disse tambem que, para que o exercito possa cumprir seu elevado destino, é indispensavel a disciplina fundada na obediencia passiva, porque o exercito é como um corpo: é preciso que os seus diversos membros obrem de accordo, obedecendo a cabeça directora; accrescentou que por disciplina passiva entende - e n'este ponto fazem injustiça ao pensamento do orador - a exacta comprehensão da obediencia militar que faz com que o soldado morra no campo de batalha, sem hesitação de especie alguma.

Terminado o conselheiro saudou a mocidade militar.

Um distincto official, bem interpretando os sentimentos de seus camaradas, declarou aceitar o brinde do conselheiro, mas com a seguinte restringenda: disciplina passiva aos superiores dentro da lei, fóra d'ahi - não; pelo que foi muito applaudido pelos seus companheiros.

O sr. conselheiro Gaspar tambem brindou á princeza regente.

Em seguida, tomou a palavra o representante d'esta folha, Ernesto Alves, que explicou o modo pelo qual combate a obediencia passiva e entende a disciplina militar.

Terminou saudando o exercito, como a nação armada, garantia egualmente forte contra a anarchia e contra a tyrania, sendo applaudido.

Na segunda mesa, o capitão Henrique Martins saudou o corpo docente e administrativo da Escola, sendo este brinde respondido pelo capitão Jorge d'Almeida, digno primeiro instructor, que, em seu nome e de seus collegas, saudou a Escola Militar de Porto Alegre.

O sr. visconde de Pelotas foi brindado pelo sr. capitão Luiz Rebello, sendo o brinde mui correspondido.

Seguiu-se um brinde á Imprensa, que estava representada unicamente pela Federação, o qual foi retribuído pelo seu representante.

Outros brindes foram feitos, sendo o ultimo erguido pelo director da escola a seus dignos auxiliares.

✤✤✤✤✤

Durante a noite houve illuminação geral na cidade e um grande marcha aux flambeaux por diversas ruas, sendo proferidos por essa occasião alguns discursos.

Ás 10 horas da noite teve começo um esplendido baile, offerecido á escola pela camara municipal e população de Rio Pardo, comparecendo a elle o presidente da provincia, dr. chefe de policia, commandante superior da guarda nacional com sua officialidade distincta, presidente da camara municipal e grande numero de convidados, prolongando-se essa agradavel reunião até á madrugada.

A população de Rio Pardo mostrou-se em extremo delicada e cheia de attenções para com os convidados, manifestando-se todos alegres e satisfeitos.

Foi uma festa solemne e esplendida, e ao mesmo tempo popular, confraternisando a população com os militares.

O presidente da provincia e convidados regressaram hoje do Rio Pardo ás 6 1/2 horas da manhã, mais ou menos, em trem especial, chegando a esta capital pouco depois de 1/2 dia."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 26 de Março de 1888, pág. 02, col. 01-02

domingo, 17 de maio de 2020

Gaúchos premiados na Exposição Internacional de Berlim de 1887


"Na exposição de Berlim ultimamente realisada, foram premiados os seguintes expositores d'esta provincia:

Adolpho Voigt (Porto Alegre), sabão, 1o. premio.

Meirelles & Comp., (Pelotas), sabonetes e perfumarias, medalha de ouro.

During (Rio Grande do Sul), por fumo em folhas, etc., 2o. premio.

Jacob Klaes (Pelotas), por fumo cortado, 2o. premio.

Ernesto Gripp (Santa Cruz), por charutos, 2o. premio.

Jorge Merck (Rio Pardo), por fumo, 3o. premio.

Lopes & Comp. (Cachoeira), por caporal havaneiro, 2o. premio."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 11 de Abril de 1887, pág. 01, col. 03

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Cadete-sargento João Feliciano da Cunha


"Do Rio Pardo temos as noticias que se seguem:

Falleceu, sexta-feira, o cadete-sargento João Feliciano da Cunha, do 28o. de infantaria. Contava 14 annos de serviço no exercito, e se havia casado ha trez mezes.

Á familia representada nos nossos co-religionarios Francisco Cunha e João Maia da Cunha, pezames.

(...)"

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 15 de Agosto de 1891, pág. 01, col. 02
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