quarta-feira, 8 de abril de 2026

Disco voador em Porto Alegre e Gravataí

 


Disco voador nos céus de Pôrto Alegre

Anteontem à tarde foi avistado o objeto na Base de Gravataí - "Globe Meteors" teriam perseguido o bólido misterioso

(...)

Há dias noticiava-se o surgimento de um destes discos em Torres, que apesar do nome que levam, têm também a forma ovalada, de charuto e várias outras. A notícia caiu como uma bomba em nossa capital e esperava-se a todo o momento o aparecimento de um destes instrumentos celestes nos céus de Porto Alegre.

O público de nossa metrópole não precisou esperar muito, pois um desses discos foi avistado até mais depressa do que se podia imaginar.

O local, onde surgiu o primeiro disco voador a visitar nossa capital, foi o da Base Aérea de Gravataí, talvez numa homenagem às festividades da Semana da Asa e aos valorosos membros que compõem nossa Força Aérea.

Anteontem à tarde, segundo informações particulares recebidas por nós, vários praças e oficiais da Base Aérea de Gravataí avistaram o disco que, em dados momentos parecia parar em pleno ar para, em seguida, dirigir-se a alta velocidade para uma determinada direção. Segundo as mesmas informações os aviões a jato, recentemente incorporados ao Grupo 14 de Aviação, alçaram vôo em perseguição ao bólido misterioso.

Fonte: JORNAL DO DIA (Porto Alegre/RS), 26 de outubro de 1954, pág. 09

terça-feira, 7 de abril de 2026

A Anaconda Gigante das Selvas Brasileiras

 

Representação do encontro de exploradores na Amazônia
na década de 1940 encontrando uma anaconda gigante



Anaconda gigante

Exploradores amazônicos e indígenas locais têm reportado encontros com serpentes gigantescas há mais de cem anos. Um relato clássico nos é dado de forma bem pitoresca por Percy H. Fawcett. Em 1906, vinte anos antes de seu desaparecimento, o major Fawcett informou a Royal Geographic Society sobre uma exploração sua ao longo dos rios Abunã e Acre. Com 39 anos de idade nessa época, apesar de suas contradições e ideias visionárias (buscava uma cidade perdida fantástica no meio da selva), por meio de suas memórias relatou muitas aventuras estranhas - incluindo um encontro com a uma anaconda gigante.

Isso aconteceu em 1907, ao percorrer o Rio Negro com sua tripulação composta de brasileiros e nativos, quando constatou o aparecimento de uma grande serpente de cabeça triangular próxima à proa do barco em que navegava. Fawcett ordenou que abrissem fogo à criatura, atingindo-a ao longo da coluna. Debatendo-se, a serpente agitou-se violentamente pela dor, agitando a água em torno do barco, quase o levando a um naufrágio.

De acordo com o Fawcett, a cobra media aproximadamente 45 pés [nota nossa: aproximadamente 13 metros e 70 centímetros]. O diâmetro era relativamente pequeno, algo em torno de doze polegadas [nota nossa: 30 centímetros]. Entretanto, Fawcett não fez questão de carregar o espécime abatido à sua embarcação, ficando seu registro como uma história de viagem exploratória conservada por zoólogos.

O herpetologista Raymond Ditmars, cético assumido, rejeitou o relato de Fawcett, afirmando que a ciência desconhecia a existência de anacondas com comprimento maior que 19 pés [nota nossa: cinco metros e oitenta centímetros]. Outros experts em serpentes não acreditam existir serpentes maiores que 30 pés [nota nossa: nove metros]. Já Bernard Heuvelmans, num dos capítulos do seu livro que discorre sobre anacondas gigantes - On the Track of Unknown Animals - comenta que "o herpetologista Thomas Barbour, o grande expert brasileiro Dr. Afrânio do Amaral do Instituto do Butantã e o Dr. José Cândido de Melo todos concordam que uma serpente dessas em condições especiais pode chegar aos 45 pés".

Num artigo do periódico informativo da Sociedade Internacional de Criptozoologia, J. Richard Greenwell menciona que "o mais longo comprimento aceito para uma anaconda foi constatado por um engenheiro de petróleo colombiano, durante a década de 1940, cuja medida foi 'apenas" de 37 pés [nota nossa: paroximadamente 11 metros e 27 centímetros], e seis polegadas de diâmetro [nota nossa: 15 centímetros], e além disso tudo o mais pode ser questionado".

Fonte traduzida e adaptada: COLEMAN, Loren; CLARK, Jerome. Cryptozoology A to Z: the encyclopedia of loch monsters, Saquatch, Chupacabras, and other authentic mysteries of nature. Nova York, EUA: Fireside, 1999, pág. 86-87.



segunda-feira, 6 de abril de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 18

 



171. Macaya - do aimará. Maledicente, injuriador.

172. Machaca - do aimará. Novo, novato.

173. Machicado - do quéchua. Lagarto, ou genericamente, de pele escamosa ou de pele texturizada.

174. Machuca - do quéchua. Velho respeitável, ancião venerável.

175. Maicha - do quéchua. Curandeiro de ervas, ervateiro.

176. Maidana - do quéchua. Venerável, adorável, respeitável, nobre.

177. Maigua, Maihua, Maygua - do quéchua. Uma pessoa prestativa, obsequiosa. 

178. Maillo - do quéchua. O ato de lavar-se, asseio, lavagem, higiene, ablução.

179. Maisare, Maisares, Maisarez - do kunza. Uma espécie de xamã da tradição kunza responsável por provocar chuvas por meio de rituais.

180. Maita - do quéchua. Monte, envoltório, algo que está junto e acumulado.

domingo, 5 de abril de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 17

 



161. Lera - do kunza. O mesmo que povoado, aldeia, cidadela.

162. Limache, Linache, Limachi - do quéchua. Falador, tagarela.

163. Limpe - do quéchua. Cor, coisa pintada, coisa colorida.

164. Llimpitay - do quéchua. Pintura constante, pintura permanente, coisa pintada que permanece.

165. Lincheo, Yanqueo - do quéchua. 

166. Liquin - do aimará. Terra quente. No kunza, pode estar relacionado a um termo para "esposa". Pode ainda designar um tipo de falcão pequeno dos Andes.

167. Liquitay, Liquitaya - do aimará. Primogênito magro, primogênito fraco.

168. Llampa - do quéchua. O ato de tornar um solo inóspito em área cultivável.

169. Luzcubir - do aimará. Liso, polido.

170. Llosco, Llusco, Luzco - do quéchua. Resvaladiço, escorregadio. Também designa uma espécie de veado andino.

sábado, 4 de abril de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 16

 



151. Humana, Humano, Umana - do quéchua. Falcão, falcão jovem. No aimará tem o sentido de estar junto, estar contigo, contar com tua ajuda. No cacán, significa cabeça, ou ainda, povoado ou gente que vive na cabeça (por extensão, no cume, na parte alta).

152. Inca - do quéchua. Embora tenha sido usado para designar o imperador do antigo império incaico, o substantivo era usado para designar qualquer pessoa da nobreza.

153. Janco - no quéchua, designa a prata, ou mais especificamente o elemento químico antimônio. Pode ainda ter o sentido de malfeito, cru, imaturo. No aimará, tem a correspondência para coxo. Ocasionalmente, sendo de origem cacán significa ladeira alta.

154. Jara - sobretudo é um sobrenome espanhol com origem identificada histórica e etimologicamente. Todavia, pode ter uma origem quéchua em certos contextos e significar pessoa inculta, assim como uma origem aimará e designar uma espécie de hospedaria para condutores de rebanhos.

155. Jarma - do aimará. O mesmo que marido, ou ainda, coisa alta.

156. Juri - do quéchua. O nandu-de-darwin (Rhea pennata).

157. Lacsi, Lacci, Lasi, Laxi - do origem atacamenha. Significa cabeça.

158. Laime - do quéchua. Festa, solenidade religiosa.

159. Lamas - primeiramente tem origem ibérica. Todavia, no contexto ameríndio, pode ter vínculo etimológico com o aimará e significar pessoa de pernas abertas (arqueadas). No quéchua, significa lhama (Lama glama).

160. Lampa - do quéchua. Uma espécie de enxada de mineiro.


sexta-feira, 3 de abril de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 15

 



141. Huanca, Guanca - do quéchua. Elegia, canção ritual para falecidos. No aimará, pode significar pedra muito grande.

142. Huanco - do quéchua. Uma espécie de roedor do sul-americano do gênero Microcavia, provavelmente a espécie Microcavia australis.

143. Huanuco, Guanuco - de Wánuku, o nome de uma cidade ameríndia na região de Chinchasuyo, no norte do Império incaico. No quéchua, significa pó, poeira. No aimará, significa dessecado.

144. Huarachi, Guarachi - é um tradição quéchua. Era um conjunto de provas rituais que os rapazes com 16 anos eram submetidos como rito de passagem à vida adulta.

145. Huari, Wari, Guari - reino vassalo do Império incaico, localizado no sul do atual Peru.

146. Huarita - no quéchua, designa uma espécie de purê de batatas não muito espesso. No aimará, é o vocábulo que designa a vicunha (Vicugna vicugna).

147. Huaranca - do quéchua waranka que significa mil.

148. Huarina - na tradição quéchua, um canto e dança de caráter religioso celebrada no solstício de inverno.

149. Huaylla - do quéchua. O mesmo que pasto, pradaria, planície coberta de campos.

150. Humacata - do quéchua. Algo como cabeça, cume, pico gelado, frio.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Ciganos no Brasil

 



OS CIGANOS NO BRASIL

O mais antigo documento conhecido, no Brasil, em que figura um cigano é um alvará de D. Sebastião, de 1574, que comuta em degredo a pena de galés de João de Torres.

Acredita-se que os ciganos começaram a vir para o Brasil nos séculos XVI, XVII e XVIII. Os primeiros eram degredados. Bahia e Minas Gerais (Congonhas do Campo) forma os primeiros centros de concentração ao tempo da colônia. Em 1726 e 1760, bandos de ciganos foram assinalados em São Paulo e, por decisão do senado da Câmara, expulsos da cidade.

O viajante inglês Henry Koster se refere a eles ("Travels in Brazil", 1816); Saint Hilaire também encontrou um grupo numeroso, radicado em Mogi-Guaçu, São Paulo ("Viagem às província de São Paulo e Santa Catarina", 1819).

Nos meados do século XIX já estavam incorporados à população e aceitos pela classe alta. Tomaram parte, a convite, nos festejos comemorativos do casamento do príncipe Dom Pedro com Dona Leopoldina, e receberam presentes das mãos de Dom João VI: patentes militares para os homens e jóias para as mulheres.

Alguns ciganos eram ricos, a esse tempo. Muitos eram até proprietários. Outros se tinham tornado oficiais de justiça (meirinhos). Em 1886 estavam reduzidos a 500 indivíduos no Rio de Janeiro, mas são hoje ainda numerosos em todo o País e distribuem-se segundo sua origem: os da Iugoslávia habitam de preferência o Rio Grande do Sul, Bahia, Pará e Pernambuco; os da Romênia, São Paulo; os da Grécia, o Rio de Janeiro.

Fonte: JORNAL DO COMÉRCIO (Manaus/AM), 07 de agosto de 1976, pág. 7

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