segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Disco voador em São Francisco do Sul

 


Disco-voador sobrevoa casa do escrivão em São Francisco do Sul

São Francisco do Sul (Correspondente e Sucursal de Joinville) - Um objeto luminoso, aparentando um disco voador, foi visto na noite do último domingo pelo escrivão de crime da comarca de São Francisco do Sul, Nelson Bispo de Oliveira, 48 anos, casado e residente na rua Joaquim José da Silveira Júnior, número 89. Ele conta que o objeto estranho tinha uma forma arredondada, possuía duas luzes laterais e centro de aparência transparente bastante iluminado. Segundo ele, o objeto movimentava-se lentamente e permaneceu 10 minutos sobrevoando a cidade de São Francisco do Sul, tomando, em seguida, o rumo norte.

Disco Voador

Nelson Bispo de Oliveira conta que eram aproximadamente 20h30m, quando eu sai da minha casa, pela varanda dos fundos para respirar um pouco de ar puro, depois de ficar quase duas horas vendo televisão e de repente vi um pouco abaixo das nuvens, um objeto totalmente luminoso e que naquela hora estava sobre o hospital de caridade, que fica ao lado da minha casa. Surpreso, eu chamei minha esposa, Maria de Lurdes Torres de Oliveira, 38 anos e mais um sobrinho e disse para ela: "Olha lá um disco voador".

Ela então me disse que o objeto era um disco voador e que eu devia chamar os vizinhos para mostrar o objeto e nesse período todo eu percebi que ele estava vindo em direção a minha casa e por minutos pensei que ele fosse pousar sobre ela. Então comecei a ficar com medo e nisto começaram a chegar outras pessoas que começaram a chegar outras pessoas que começaram a dizer que era um avião a jato, embora alguns garantiam que era realmente um disco voador.

- Durante todo este tempo, o objeto continuava ainda sobrevoando a minha casa lentamente e corri para dentro de casa, tomei um binóculo e constatei que ele possuía uma forma arredondada com duas luzes nas partes laterais. Mas não deu para observar o que tinha em seu interior, pois o tempo bastante nublado impediu uma melhor visão do aparelho. Quando ele passou lentamente sobre a minha casa, percebi que não fazia nenhum ruído.

Muitos habitantes do município ao tomarem conhecimento de que Nelson Bispo de Oliveira, muito conhecido na cidade, havia visto um disco voador, começaram a visitá-lo procurando conhecer melhores detalhes do objeto. Todavia ele diz que "pelo que eu sempre ouvi falar através de revistas e jornais, o aparelho que eu vi só pode ser um disco voador, pois avião eu tenho certeza que não é. Se não for um avião o que poderá ser então. Só pode ser disco voador".

Fonte: O ESTADO DE FLORIANÓPOLIS (Florianópolis/SC), 03 de agosto de 1978, pág. 06

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Sobrenome Fustiñana



Sobrenome com origem em Navarra, com solares mais antigas documentadas na cidade de Tudela, de acordo com o censo navarro de 1350.

Outras importantes linhagens floresceram respectivamente em Magallón, província de Zaragoza, em Aragão (1495), e Massamagrell, em Valência (1379).

Variante diretamente relacionada: FUSTINYANA.

Fonte: BLASÓNS DE ESPAÑA.  


sábado, 21 de fevereiro de 2026

Sobrenome Ezcarraga



Sobrenome basco
 com origem na cidade de Vitoria, na província de Álava. Documentado desde o século XVI, com diversas linhagens espalhadas no vale de Gordejuela. No século XVII, uma importante ramal deste sobrenome floresceu em Madrid, com diversos cargos civis e nobiliárquicos.

A variante ESCARRAGA é diretamente relacionada.

Fonte: BLASÓNS DE ESPAÑA. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Sobrenome Durant

 



Sobrenome com raízes ancestrais em Navarra, embora linhagens distintas também tenham surgido em Aragão e Catalunha. Por isso, não há somente uma origem específica deste sobrenome. Ao longo do tempo, verificou-se também a variante DURANTE.

O mais antigo registro de uma pessoa com essa alcunha remete a N. Durante na cidade de Olite, em Navarra, no ano de 1244. Na mesma merindade de Olinte, a linhagem já consta mais numerosa em 1329.

Em Aragão, há casas solares em Zaragoza, Cañada de Benatanduz, Pitarque, Rubielos de La Cérida, Torrente de Cinca, Fraga, Castigaleu e Huesca.

Na Catalunha, os mais antigos registros remetem ao ano de 1495.

Fonte: BLASÓNS DE ESPAÑA. 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Caso de travestismo no Pará



 Curioso!

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Não é phenomeno, mas um caso original e engraçado - Vontade de ser homem...

Como estamos em mará de phenomenos, poderia pensar-se que o caso de que nós vamos occupar tivesse também o seu quê de... teratologico.

Nada d'isso, entretanto, ha. A originalidade da historia que se vae ler está no facto da vontade irreprimivel que se apossou de uma mulher em querer ser homem.

Vejamos o que dizem as notas; a proposito do interessante caso, colhidas pela nossa reportagem:

Foi presa, ante-hontem, á noite, a bordo do vapor "Muruzinho", onde conseguira empregar-se, ha dois mezes, como "creado", Francisca da Conceição.

Para tal fim, envergou ella roupa de homem e aparou rente os cabellos.

Já de si com um palminho de cara semi-masculina, a illusão não podia ser mais perfeita. Quem a visse assim, não poria duvidas em tomal-a por um authentico filho de Adão, cuja propria voz ella sabia imitar a rigor.

A bordo, trajava sempre calças e blusa de mescla azul, convivendo com o maior desembaraço entre o pessoal do "Muruzinho".

Não fôssem as auctoridades policiaes que a conheciam muito bem e que fôram arrebatal-a do meio da tripulação do "gaiola", talvez a mystificação tão cêdo não fôsse descoberta.

Francisca acha-se recolhida ao xadrez da estação central da policia, onde tem servido de pábulo a curiosidade.

Tem ella 29 annos, é natural de Anajás e aparenta symptomas de alienação mental.

É de côr morena e conversa com pernosticismo.

Na policia, ao ser interrogada, declarou metter-se a homem para poder trabalhar e ganhar a vida honestamente.

Fonte: O ESTADO DO PARÁ (Belém/PA), 18 de junho de 1915, pág. 02


terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A Lady Godiva brasileira

 



Lady Godiva brasileira pôs as ruas do Rio em polvorosa

O público deixou a mulher núa e sem cavalo - Golpe publicitário da faquirosa Jorgina Pires de Sampaio - Foi parar no xadrez

RIO, 17 (M) - Ontem, por volta de cinco horas da tarde, saiu do Castelo (Esplanada do Castelo) uma Lady Godiva brasileira, montada em cavalo branco, como recomenda o figurino da lenda inglesa, e vestida apenas com uma longa e postiça cabeleira. Diremos melhor: logo à saída a Godiva cabôcla - que outra não era senão a faquireza Jorgina Pires de Sampaio, brasileira, branca, solteira e balzaqueana - ainda cobria a farta nudez com um sucinto bikini do tipo "tomara que caia". Isto para começar, apenas, quando deixava o escritório de uma bela advogada sua, onde se despejou das incômodas vestes convencionais. Mas seus planos eram outros, como veremos a seguir. Dona Jorgina, na frente deste escritório à avenida Presidente Antônio Carlos, n. 615, montou um tordilho da Polícia Militar que ali estava à sua disposição, vigiado por um soldado do Regimento Caetano de Farias. O soldado não seguiu com a esfusiante Godiva carioca. Quem seguiu foi um índio improvisado, o gaiato Antônio Aluísio da Costa, que, a pé acompanhou a passeata heróica.

Quando dona Jorgina - isto é, Godiva - atingiu a esquina de Visconde de Inhaúma com Beneditinos a população já era maciça. Todo mundo queria vêr o fenômeno altamente mulheril, ao contrário dos habitantes de Coventry, na Inglaterra que, segundo a lenda, se fecharam em casa a fim de não assistir a humilhação da esposa de Leofric cujo desfile assim desnuda tinha propósito bem mais nobre do que o da atual Jorgina.

A verdadeira Lady Godiva tomou a decisão de percorrer sem roupa e montada em cavalo branco as ruas de Coventry porque o perverso do seu marido lhe dissera ser aquela a única maneira de convencê-lo a baixar os impostos que, na qualidade de Lord, decretara fossem cobrados naquela pobre cidade inglesa. Lady Godiva teve um gesto sublime. Os habitantes o compreenderam e fugiram das ruas, menos o alfaiate Tom que resolveu arriscar um ôlho, tendo por isso, e por castigo de Deus, ficado cégo.

Mas a reedição de Lady Godiva em palco brasileiro não teve os requintes pundonorosos do original britânico. Aqui Godiva saiu para ser vista e sua vontade foi respeitada.

Quando - dizíamos - ela pela altura da rua Visconde de Inhaúma houve o que poderíamos chamar de "incontenção emocional do público". Vários elementos dotados de discutíveis sentimentos estéticos resolveram apreciar o espetáculo de mais perto e se lançaram à Lady de bikini. Foi o quanto bastou para que o referido componente da indumentária godival desaparecesse nas mãos crispadas dos admiradores. Então verificou-se a réplica da lenda, no espaço e no tempo. A Godiva ficou inteiramente nua e a turba exaltada rasgou as suas vestes.

NO 7o. DISTRITO

A faquireza foi prêsa e levado ao 7o. Distrito Policial tendo a sua nudez encoberta por blusões emprestados por populares menos exaltados.

Fonte: PACOTILHA: O GLOBO (São Luís/MA), 19 de março de 1959, págs. 5 e 8


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