domingo, 8 de março de 2026

Sobrenome Izquierdo

 



Há uma versão lendária que remete a origem deste sobrenome ao antiquíssimo reino de Roma, na figura de um jovem chamado Mucius, no período do rei Sexto Tarquínio. Daí a linhagem, séculos mais tarde, teria passado à Península Ibérica, estabelecendo-se em regiões onde hoje é Aragão e a Cantábria.

O fato é que sua etimologia é basca e significa diretamente o que quer dizer: canhoto, pessoa canhota.

As principais casas solares com este sobrenome de origem mais antiga são registradas durante o século XII, a seguir: em Portugal (uma das ramais se estabeleceu posteriormente em Valdajos, nas cercanias de Sedano); em Alcolea de Cinca e Cariñena, ambas localidades em Aragão; em Rozas, no vale de Soba, Cantábria; em La Rioja. As ramais se multiplicaram até o século XVI e destas inúmeras surgiram linhagens hispano-americanas importantes no Chile e México.

Solares posteriores foram estabelecidos em Riopar, em Albacete. Treviño, em Burgos, Castromocho e Frechilla, ambos em Palência, Cobrejas del Pinar e Verguizas, ambos em Soria, Añover del Tajo, em Toledo, Tamariz de Campos e Tudela de Duero, em Valladolid, Oviedo, nas Astúrias, Elciego, Laguardia e Oyón, os três na província de Álava e, finalmente, Granada e Huelva, na quente Andaluzia.

Fonte: BLASÓNS DE ESPAÑA.

sábado, 7 de março de 2026

Lenda da origem do homem branco

 



As tribo Timbira (Jê), que habitam o sul do Maranhão, explicam a origem dos homens brancos com a seguinte lenda. Uma índia ficou grávida. Toda vez que ela ia tomar banho no rio, seu filho, que ainda não havia nascido, saía do seu ventre e brincava de se transformar em animais. Quando nasceu, o menino Aukê tornou-se temido pelos habitantes da aldeia, pois ainda novinho era capaz de se transformar em rapaz, em homem adulto e em velho. Com medo dos poderes sobrenaturais de Aukê, os indígenas resolveram matá-lo. Tentaram várias vezes, sem conseguir. Até que, um dia, fizeram uma grande fogueira e jogaram o menino dentro. Dias depois, quando voltaram ao local para recolher suas cinzas, encontraram uma casa grande de fazenda, com bois e outros animais domésticos. Aukê não havia morrido; tinha se transformado no primeiro homem civilizado.

Nas suas lendas e relatos, os indígenas revelam uma história de medo e de dominação, em relação aos europeus. Ao verem e ouviram, os homens brancos dispararem suas armas de fogo, muitos índios pensaram que eles fossem deuses enraivecidos.

Fonte: O LIBERAL (Belém/PA), 02 de abril de 1989, terceiro caderno, pág. 04

sexta-feira, 6 de março de 2026

Sobrenome Huyarramendi

 



Linhagem com origem na província de Guipúscoa, mais especificamente na cidade de Tolosa. É uma variação dialetal.

Fonte: BLASÓNS DE ESPAÑA.

quinta-feira, 5 de março de 2026

A Cobra Careta da Lagoa do Abaeté



E a Lagoa do Abaeté tem sua cobra

SALVADOR, (M-JC) - Uma cobra enorme, que muitos, disseram ser a maior de tôdas as sucurís que até hoje apareceu na Bahia, é "dona" das profundezas da Lagoa do Abaeté

As lendas que já vão surgindo são muitas e variadas. Contadas e recontadas pelas lavadeiras, figuras tradicionais que passam dias inteiros na beira da lagoa.

Para a maioria a cobra imensa aparece sempre lá no meio da Abaeté. Geme muito alto. Como se quizesse dizer alguma coisa. Depois volta para "seu reino".

Outras, porém, dizem que algumas vezes a cobra parece chorar...

PRETA E LISTRADA

D. Luiza Portela Costa Lóia, de 54 anos, e 41 de vida ali na Abaeté, já viu o "monstro" algumas vezes. Foi também a primeira a ver. E garante:

Ela é preta e tem listras brancas. Quando a põe a cabeça enorme de fora solta gemidos. Gemidos muito altos. Parece uma sucurí. É uma sucurí...

Olha para a lagoa, com reverência, e diz, sentenciosa, que "a cobra é a protetora das lavadeiras".

- Por que?

- Embora assuste um pouco a gente, ela serve para afugentar os hippies, que vinham para a Abaeté, sem respeitar nada, nem a Mãe D'Água nem as famílias.

"CARETA"

O "monstro" de Abaeté já até nome. Os Bombeiros deram. É "Carêta".

O Corpo de Bombeiros, por ordem da Prefeitura de Salvador, montou um serviço especial de salvamento na lagoa. Em um mês morreram quase vinte pessoas afogadas. E lenda ou não - porque diziam que eram os eleitos da Mãe D'Água - as providências foram tomadas. Ninguém pode mais brincar livremente como até agora nas águas escuras do Abaeté.

- E a cobra?

Os Bombeiros esclareceram que estão de vigília permanente. Alguns já viram. É enorme mesmo. Se sair da lagoa êles matam. Mas ir lá no meio, caçar... não!

As lavadeiras ajudam os Bombeiros, que vivem de espingarda sempre armada. Mas o soldado Magno Pereira, que já viu a cobra várias vezes, disse que só mesmo se ela sair abatida. Ela aparece rápidamente, olha para todos os lados, solta gemidos... e some nas águas escuras, misteriosas, cheias de lendas, da Abaeté.

Fonte: JORNAL DO COMÉRCIO (Manaus/AM), 21 de abril de 1971, pág. 06 

quarta-feira, 4 de março de 2026

Sobrenome Guzmán

 



Sobrenome muito antigo, remontando seguramente aos séculos IX e X, cuja origem ancestral nunca foi suficiente apontada pela comunidade acadêmica internacional, provavelmente porque trate-se de um nome que gerou um patronímico que veio ainda com os visigodos na Península Ibérica.

Prudencio de Sandoval acredita que o solar ancestral ficava no castelo de Abiados, nos arredores de León. Querendo ou não, o primeiro registro nobiliárquico dos Guzmán remete ao ano de 990, no reinado de Bermudo II de Léon, que outorgou a membros dessa família um senhorio na localidade de Toral de la Vega.

Outra vertente importante, e também muito antiga, surgiu no castelo de Guzmán, nas vizinhanças de Aranda de Duero e Roa, na província de Burgos.

Outros genealogistas vinculam à origem dos Guzmán a uma primitiva vila denominada Gundemari, ainda no tempo do reinado asturiano. Ainda há estudos que apontam que os Guzmán das Astúrias seriam na verdade originários da Bretanha.

Seja como for as linhagens de Guzmán são múltiplas em toda a Península Ibérica, havendo casas solares e troncos nobiliárquicos com esta alcunha em praticamente todas as regiões, desde a Catalunha até Portugal. Há ao menos 23 famílias nobres diferentes com este sobrenome em toda a história

Fonte: BLASÓNS DE ESPAÑA.

terça-feira, 3 de março de 2026

Bastidores do filme "Negrinho do Pastoreio" na Estância da Gruta, Pavão, Capão do Leão

Os atores Breno Melo e Carla Goulart

Elenco de apoio da produção



O ator Carlos Castilho


Detalhe de uma das cenas


O ator Grande Otelo (acima e abaixo)





Rejane Vieira, que tinha sido recentemente Miss Brasil 1972

As gravações do filme "Negrinho do Pastoreio" (1973) aconteceram em diferentes locais do Rio Grande do Sul, mas principalmente no recinto da sede da Estância da Gruta, Pavão, Capão do Leão (que naquela época ainda era distrito de Pelotas). As filmagens na estância aconteceram principalmente entre os fins de outubro e o durante o mês de novembro de 1972.

 

segunda-feira, 2 de março de 2026

O PRN - Partido da Reconstrução Nacional

 



O Partido da Reconstrução Nacional (PRN) foi a legenda que serviu de plataforma à vitoriosa candidatura presidencial do ex-governador de Alagoas, Fernando Collor de Mello. Constituído originalmente em 1985 sob a denominação de Partido da Juventude (PJ), a sigla adotou a sua denominação definitiva em 1989, exatamente quando da filiação do futuro presidente. Na eleição presidencial em que concorreu, Fernando Collor obteve 30,5% dos votos em primeiro turno e, posteriormente, 53,0% das preferências eleitorais no segundo. Após a interrupção do seu mandato presidencial por impeachment em 1992, Collor foi substituído pelo vice-presidente Itamar Franco, que não tinha filiação partidária. O PRN, por sua vez, desapareceria quase tão depressa quanto surgiu: em 1994 ainda lançaria um obscuro candidato à presidência, que não passou de 0,6% dos votos, e teve o seu registro cancelado pelo TSE em 1999.

Fonte: SCHMITT, Rogério. Partidos Políticos no Brasil (1945-2000). Rio de Janeiro: Zahar, 2000, pág. 44.

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