sexta-feira, 3 de abril de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 15

 



141. Huanca, Guanca - do quéchua. Elegia, canção ritual para falecidos. No aimará, pode significar pedra muito grande.

142. Huanco - do quéchua. Uma espécie de roedor do sul-americano do gênero Microcavia, provavelmente a espécie Microcavia australis.

143. Huanuco, Guanuco - de Wánuku, o nome de uma cidade ameríndia na região de Chinchasuyo, no norte do Império incaico. No quéchua, significa pó, poeira. No aimará, significa dessecado.

144. Huarachi, Guarachi - é um tradição quéchua. Era um conjunto de provas rituais que os rapazes com 16 anos eram submetidos como rito de passagem à vida adulta.

145. Huari, Wari, Guari - reino vassalo do Império incaico, localizado no sul do atual Peru.

146. Huarita - no quéchua, designa uma espécie de purê de batatas não muito espesso. No aimará, é o vocábulo que designa a vicunha (Vicugna vicugna).

147. Huaranca - do quéchua waranka que significa mil.

148. Huarina - na tradição quéchua, um canto e dança de caráter religioso celebrada no solstício de inverno.

149. Huaylla - do quéchua. O mesmo que pasto, pradaria, planície coberta de campos.

150. Humacata - do quéchua. Algo como cabeça, cume, pico gelado, frio.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Ciganos no Brasil

 



OS CIGANOS NO BRASIL

O mais antigo documento conhecido, no Brasil, em que figura um cigano é um alvará de D. Sebastião, de 1574, que comuta em degredo a pena de galés de João de Torres.

Acredita-se que os ciganos começaram a vir para o Brasil nos séculos XVI, XVII e XVIII. Os primeiros eram degredados. Bahia e Minas Gerais (Congonhas do Campo) forma os primeiros centros de concentração ao tempo da colônia. Em 1726 e 1760, bandos de ciganos foram assinalados em São Paulo e, por decisão do senado da Câmara, expulsos da cidade.

O viajante inglês Henry Koster se refere a eles ("Travels in Brazil", 1816); Saint Hilaire também encontrou um grupo numeroso, radicado em Mogi-Guaçu, São Paulo ("Viagem às província de São Paulo e Santa Catarina", 1819).

Nos meados do século XIX já estavam incorporados à população e aceitos pela classe alta. Tomaram parte, a convite, nos festejos comemorativos do casamento do príncipe Dom Pedro com Dona Leopoldina, e receberam presentes das mãos de Dom João VI: patentes militares para os homens e jóias para as mulheres.

Alguns ciganos eram ricos, a esse tempo. Muitos eram até proprietários. Outros se tinham tornado oficiais de justiça (meirinhos). Em 1886 estavam reduzidos a 500 indivíduos no Rio de Janeiro, mas são hoje ainda numerosos em todo o País e distribuem-se segundo sua origem: os da Iugoslávia habitam de preferência o Rio Grande do Sul, Bahia, Pará e Pernambuco; os da Romênia, São Paulo; os da Grécia, o Rio de Janeiro.

Fonte: JORNAL DO COMÉRCIO (Manaus/AM), 07 de agosto de 1976, pág. 7

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 14

 



131. Guanactolay, Guanastolay, Guanctolay - do quéchua. Guanaco (Lama guanicoe) dos arbustos; lugar de arbustos e guanacos.

132. Guananja - do quéchua. Tenaz, rebelde, obstinado.

133. Guantay - no quéchua significa rapaz, moço jovem. No yuyo, denomina uma espécie de junco.

134. Guaquipa - comum ao quéchua e ao aimará. Significado metafórico: aquele que participa/pertence ao divino/sagrado.

135. Guaymas, Guaimas - do quéchua. Pretérito, antigo, velho, ancião.

136. Guelpa - do quéchua. Literalmente: lábios. Usado para pessoa que tem lábios pronunciados ou caídos.

137. Guitian - do atacamenho. Duvidoso. Ou ainda, para uma étimo relacionado ao verbo amputar. Por isso, amputador, cirurgião, curandeiro.

138. Hacha - se relacionado ao quéchua tem o sentido de comerciante. Se relacionado ao aimará tem o significado de forte, difícil, duro.

139. Haullpa - do quéchua. Criador, fazedor, inventor.

140. Huampaso, Huampazo - do aimará. Embarcação, barco.

terça-feira, 31 de março de 2026

Disco voador em Foz do Iguaçu



Mágico uruguaio viu disco voador na Fóz

O mágico Zaim Rodrigues de Almeida, de uma emissora de televisão uruguaia, afirmou ter visto um disco voador (OVNI) entre os municípios de Santa Helena e Fóz do Iguaçu, neste Estado.

Disse que estacionou seu automóvel na estrada e adentrou à margem da mesma, indo descançar a sombra de uma árvore. Foi quando avistou o Objeto Voador Não Identificado, pousando silenciosamente. De seu interior saltaram três seres, vestindo roupas de côr cinzenta semelhante ao alumínio. Era de estatura média e cada um dêles trazia na mão um aparelho semelhante a um pequeno rádio portátil com diversas antenas, produzindo sinais intercalados, enquanto o objeto estranho mantinha acêso um pisca-pisca de côr vermelha. Os seres não se afastaram do disco mais do que cinco metros, permanecendo poucos minutos no local. Em seguida o aparelho subiu, sem ruído, em alta velocidade. Afirma o mágico, que se encontra em nosso país fazendo uma turné, que sua visão fora clara e o fato consciente, não admitindo ilusão de ótica ou outra coisa semelhante.

Fonte: DIÁRIO DA TARDE (Curitiba/PR), 06 de março de 1969, pág. 01

segunda-feira, 30 de março de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 13

 



121. Chunpitay - do quéchua. Um arbusto de cor castanha, marrom.

122. Chuquina, Churquina, Yurquina - do quéchua. Carregador de lanças.

123. Chuquisaca - o antigo nome da cidade de Sucre, na Bolívia. Significa serra em forma de lança.

124. Galián, Galean - do diaguita. Instrumento usado para aspergir água.

125. Gareca - do quéchua. O mesmo que desarrumado, esfarrapado, andrajoso.

126. Guaita, Guayta, Huaita - do quéchua. Uma espécie de penacho de plumas de certas aves.

127. Guaytima, Huaytima - do quéchua. O antigo nome da localidade de Tinogasta, Catamarca, Argentina.

128. Guaitina - pode se relacionar com Guaita. Todavia, pode derivar do termo quéchua guaschín que corresponde a quiscataco - uma árvore fábacea (Prosopia elata).

129. Gualampa, Gualampe, Guayampe, Hualampa - do quéchua. Algo como "curandeiro do pasto".

130. Gualchi - do aimará. Rodeado, cercado.

domingo, 29 de março de 2026

Amália Aveiro



Amália Aveiro
(...) - Renomada atriz gaúcha. Nasceu na cidade de Pelotas-RS, em 1896. Casou-se aos 16 anos com o ator Adolfo Aveiro, iniciando carreira artística. Sempre atuou com o marido e criou o tipo de casal matuto
Jeca Tatu e Zefa, tendo ficado conhecida nacionalmente e nas Repúblicas do Prata. Também, sendo artista de estirpe versátil, atuou no drama, na revista e na comédia; foi cantora. Faleceu no dia 18 de janeiro de 1945, em plena atividade artística. (...)

Fonte: ROSA, Ângela Fontes (org.). Logradouros públicos em Porto Alegre: presença feminina na denominação. Porto Alegre: Gráfica da UFRGS, 2007, pág. 12. 

sábado, 28 de março de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 12

 



111. Cholque, Cholqui - do quéchua. De pele ou textura flácida; ou ainda, uma espécie de vestido de dobras largas.

112. Choque - três possibilidades etimológicas. No quéchua significa lança. No aimará o mesmo que ouro, coisa valiosa, coisa estimada. No kunza, uma espécie de farinha tostada.

113. Choquehuanca - comum aos idiomas quéchua e aimará. Significa pedra grande de ouro.

114. Choquevilca - do quéchua. Significa ouro sagrado, ou ainda, coisa estimada e sagrada.

115. Chorolque, Chorolqui - do idioma kunza. Significa pequena ema (Rhea americana).

116. Chosco, Chosgo, Chusgo - do quéchua. Uma forma genérica para designar qualquer tipo de coruja sul-americana. 

117. Chuichuy, Chuychuy - do quéchua. O ato de beber com ruído ou beber grandes tragos (seja de que líquido for). Pode ainda significa tiritar de frio.

118. Chumacero - do quéchua. Aquele que seleciona a palha de fibras vegetais para ser usada em tetos, coberturas. O profissional que se ocupa dessa função.

119. Chumpitaz, Chumbicha - do quéchua. De cor castanho, marrom, castanho escuro.

120. Chungara - do quéchua. Sugado, exaurido, exausto.

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