sexta-feira, 13 de março de 2026

Os macacos de Gibraltar



Provocam debates na Camara dos Comuns os macacos de Gibraltar

Se deixarem os rochedos, a Inglaterra perderá a fortaleza...

LONDRES, 22 (UP) - Até Winston Churchill interveio nos debates sobre os macacos que vivem há dois séculos no rochedo de Gibraltar. Durante os debates na Camara dos Comuns o secretario das colonias foi interpelado pelo deputado conservador Caman sobre se aqueles 30 macacos estavam bem alimentados, pois em sua ultima visita os achara um tanto abatidos. O secretario Griffiths respondeu que 30 pences por dia bastavam para alimentar cada macaco. Neste momento Churchill interveio para perguntar se havia um numero excessivo de machos, mas a isso o secretario não respondeu.

Segundo a lenda, no dia em que os macacos abandonarem Gibraltar, a Inglaterra perderá a importante fortaleza. Daí a preocupação dos céticos ingleses.

Fonte: PACOTILHA: O GLOBO (São Luís/MA), 22 de fevereiro de 1951, pág. 01

quinta-feira, 12 de março de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 03

 



21. Anagua - do quéchua añawaya que corresponde a uma planta lenhosa, espinhosa e forrageira, do gênero Adesmia, da família das Fabáceas.

22. Anaquin - do quéchua. Duro, difícil, consistente.

23. Ancasi, Ancase - do quéchua. Sal de cobalto encontrado na região dos Andes, usado para tingimento na cor azul.

24. Antacle - do quéchua. A liga metálica formada de prata e cobre.

25. Anze - do quéchua. Glutão, esfomeado.

26. Añasgo, Anasgo - do quéchua. O mesmo que jaritataca (Conepatus semistriatus).

27. Apaza - do quéchua. Espécie de aranha grande. Tem sentido totêmico.

28. Apumaita - de origem aimará. Escultura de um chefe tribal eminente, nobre, ancestral.

29. Aramayo - do quéchua. Uma espécie de batata silvestre.

30. Areco - de origem mapuche. Significa água quente, portanto, água termal, manancial de águas termais.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 02

 



11. Aizama, Aisama, Aiza - do quéchua aysaná que significa escala panorâmica, ou por extensão, pessoa equilibrada. Pode ainda ter relação com a língua kunza e corresponder a bom guanaco (Lama guanicoe).

12. Ajalla, Ajaña - proveniente do quéchua áhlla ou ajlla que significa escolhida, seleta.

13. Ajhuacho - da aglutinação dos vocábulos quéchuas áka (=excremento) e wáchu (=fila, fileira). Designa uma espécie de bebida fermentada a base de milho e pimenta.

14. Alabar, Alavar - pode ter tanto etimologia quéchua quanto etimologia aimará. Quer dizer friorento, aquele que padece de frio. Todavia, tem correspondência no idioma kunza e teria o significado aproximado de "lugar escavado e escorregadio".

15. Alancay, Alancai - do quéchua para friorento, pasmado de frio, ou ainda, "aquele que vive num lugar muito frio". No idioma kunza, tende a significar desagradável.

16. Alanoca - do quéchua para "nó que saca, iça (algo)", "pegar algo", "colher". No aimará, pode ter o sentido de comprar, negociar, mercadejar.

17. Alemán - apesar de ser um homônimo espanhol para um substantivo de nacionalidade, no norte da Argentina, pode ter uma etimologia diferente proveniente do aimará e significa tranquilo, quieto. 

18. Allayme - do quéchua. Significa "meu dono", "meu senhor".

19. Amaya - do aimará. Homem fraco, débil, preguiçoso.

20. Anachuri - do quéchua. Corresponde a "filho varão", no sentido de elogio de sua primogenitura ou masculinidade.

terça-feira, 10 de março de 2026

Disco voador em Passo Fundo


PASSO FUNDO

Disco voador sôbre a cidade

PASSO FUNDO (J.D.) - Ultimamente, através do mundo, vem sendo noticiado, com certa freqüência, o aparecimento de discos voadores, que passam nos ares, a grande alturas, inacessíveis aos meios técnicos de que os homens dispõem.

 Até agora, o fenômeno dos discos voadores ainda não teve explicações exatas, apesar das muitas explicações que sempre aparecem.

Depois desta rápida digressão necessária, temos uma notícia sensacional para os nossos leitores: um disco voador evolucionou, ontem, às 11 horas da manhã, sôbre esta cidade!

O estranho acontecimento foi testemunhado por diversos cidadãos de evidência social que empregam suas atividades como funcionários ou advogados no Fóro local, onde se achavam àquela hora, e de onde do disco voador, que era visto a grande altura e era de forma circular, evolucionando ora para a esquerda ora para a direita, para tráz e para a frente, além de subir ou descer centenas de metros, durante muitos minutos, desaparecendo, depois, para o lado nordeste. É possível que muitas outras pessoas tenham observado também, ontem, o disco voador, além das que vieram nos trazer esta notícia.

Entre as pessoas que observaram o fenômeno, podemos citar os srs. João Azevedo Lopes, escrivão do fóro local; Dr. Frederico Daudt, advogado aqui residente, e os ajudantes de Cartório, srta. Yara Lopes, srta. Agnés Bastos e Paulo Grassi, e outros.

Fonte: JORNAL DO DIA (Porto Alegre/RS), 20 de outubro de 1954, pág. 9

segunda-feira, 9 de março de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 01

 



1. Aballay - da aglutinação dos termos da língua cacán ach (=grande) e huall (=círculo). Significado: coisa que rodeia, círculo grande, grande círculo (pode se referir a pessoas ou coletividade). Pode ainda relacionar a um termo quéchua para tecelão.

2. Abán - do quéchua awána que significa tecer, portanto, tecelão. Pode ainda se relacionar ao aimará apan que significa levar.

3. Abracaite - do atacamenho (ou língua kunza) que significa casa de pedra ou rocha da morada. Variantes: Abracayte, Abracaiti.

4. Acho, Achu, Acha - de origem aimará. Significa fruto.

5. Achura, Acchura - do quéchua. Significa ração, dose de comida diária. Também é um termo utilizado para se referir às vísceras de animais de rebanho como bovinos, ovinos e caprinos.

6. Ackacayo - do aimará. Da aglutinação dos termos akha (=aqui) e kayu (=pé, perna, pisada, rastro). Tem significado próximo na língua kunza ou atacamenha e quer dizer bem calçado, de bons pés.

7. Aguaisol - do quéchua. Significa tecelão de uma espécie de junco sul-americano. 

8. Aguayo - do quéchua. Espécie de manta tecida.

9. Ailán - do kunza; moça, mulher núbil.

10. Aima, Aimo, Aimi - do aimará. Pode significar tanto procissão, caravana, ou ainda servo, aquele que serve.

domingo, 8 de março de 2026

Sobrenome Izquierdo

 



Há uma versão lendária que remete a origem deste sobrenome ao antiquíssimo reino de Roma, na figura de um jovem chamado Mucius, no período do rei Sexto Tarquínio. Daí a linhagem, séculos mais tarde, teria passado à Península Ibérica, estabelecendo-se em regiões onde hoje é Aragão e a Cantábria.

O fato é que sua etimologia é basca e significa diretamente o que quer dizer: canhoto, pessoa canhota.

As principais casas solares com este sobrenome de origem mais antiga são registradas durante o século XII, a seguir: em Portugal (uma das ramais se estabeleceu posteriormente em Valdajos, nas cercanias de Sedano); em Alcolea de Cinca e Cariñena, ambas localidades em Aragão; em Rozas, no vale de Soba, Cantábria; em La Rioja. As ramais se multiplicaram até o século XVI e destas inúmeras surgiram linhagens hispano-americanas importantes no Chile e México.

Solares posteriores foram estabelecidos em Riopar, em Albacete. Treviño, em Burgos, Castromocho e Frechilla, ambos em Palência, Cobrejas del Pinar e Verguizas, ambos em Soria, Añover del Tajo, em Toledo, Tamariz de Campos e Tudela de Duero, em Valladolid, Oviedo, nas Astúrias, Elciego, Laguardia e Oyón, os três na província de Álava e, finalmente, Granada e Huelva, na quente Andaluzia.

Fonte: BLASÓNS DE ESPAÑA.

sábado, 7 de março de 2026

Lenda da origem do homem branco

 



As tribo Timbira (Jê), que habitam o sul do Maranhão, explicam a origem dos homens brancos com a seguinte lenda. Uma índia ficou grávida. Toda vez que ela ia tomar banho no rio, seu filho, que ainda não havia nascido, saía do seu ventre e brincava de se transformar em animais. Quando nasceu, o menino Aukê tornou-se temido pelos habitantes da aldeia, pois ainda novinho era capaz de se transformar em rapaz, em homem adulto e em velho. Com medo dos poderes sobrenaturais de Aukê, os indígenas resolveram matá-lo. Tentaram várias vezes, sem conseguir. Até que, um dia, fizeram uma grande fogueira e jogaram o menino dentro. Dias depois, quando voltaram ao local para recolher suas cinzas, encontraram uma casa grande de fazenda, com bois e outros animais domésticos. Aukê não havia morrido; tinha se transformado no primeiro homem civilizado.

Nas suas lendas e relatos, os indígenas revelam uma história de medo e de dominação, em relação aos europeus. Ao verem e ouviram, os homens brancos dispararem suas armas de fogo, muitos índios pensaram que eles fossem deuses enraivecidos.

Fonte: O LIBERAL (Belém/PA), 02 de abril de 1989, terceiro caderno, pág. 04

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...