quarta-feira, 18 de março de 2026

Disco voador em Tubarão



Viajante assustado diz que viu "disco voador" perto de Tubarão

Tubarão (Sucursal) - Casimiro vinha de Itajaí em seu Opala, acompanhado de seus filhos: Sandra, de 14 anos e Sérgio, de 18 anos, quando repentinamente viu um clarão no céu parecendo um relâmpago. Em princípio pensou se tratar de um temporal, já que naquela oportunidade chovia bastante e dava indícios de que a situação pioraria de acordo com a aproximação da cidade de Tubarão, já que estavam a apenas 10 quilômetros.

Assim começa a contar assombrado e confuso. Agenor Casimiro, tubaronense, de 43 anos de idade, sobre um objeto não identificado que estava quase pousando no asfalto próximo à igreja da localidade de Estiva.

"O clarão foi persistente e até em dado momento chegou a ofuscar, então chamei meu filho que dormia no banco dianteiro. Pedi que ele observasse o que estava acontecendo. Ainda sonolento ele olhou para o céu e também viu o clarão, mas disse que devia ser certamente de fogos de artifício de alguma festa junina".

Bastante amedrontados prosseguiram a viagem, segundo explicou Casimiro dizendo que "sem saber se fui forçado ou não, parei repentinamente o veículo no acostamento e vi um espetáculo deslumbrante, quando um facho de luz surgiu e uma bola branca no formato de um coração começou a se movimentar indo em direção ao asfalto como se quisesse nos cercar, ficando na altura de um metro e meio balançando como uma borboleta gigante. Não consegui definir a cor da luz, mas era muito forte e até ofuscava um pouco a vista. Apavorado acionei o carro e abandonamos a nave estranha".

Mas Casimiro resolveu voltar ao local no outro dia, pela madrugada. "Já por volta das 5 horas nós três voltamos ao local e encontramos um homem de mais de dois metros de altura que apontava um foco de luz contra outro, que sob a mira da arma ficava estático. Sem sair do carro, procurei chamar a atenção dos dois, fazendo sinais com as mãos para chamá-los. Imediatamente, a pessoa que estava paralisada veio ao meu encontro e se identificou como Rui Souza".

"O espantoso é que ao trocar idéias, ele (Rui Souza), me disse que apenas via no local um carro preto sem placas e marca indefinida, com uma moça no volante, que estava lá parado há algum tempo. Eu e minha filha olhamos para trás e vimos o mesmo carro, mas estranhamos o fato de Rui dizer que a moça estava dentro do carro, pois a enxergávamos do lado de fora como se estivesse a nos escutar. Quando fomos tentar comprovar se ela estava ou não dentro do carro, fomos surpreendidos com o seu desaparecimento e do carro. Apavorados, também fomos embora".

Para confirmar a história de Casimiro, Antonio Pinheiro, residente na localidade da Guarda em Tubarão, chegou no mesmo dia contando para sua mãe que havia visto uma bola vermelha no céu parecendo um disco voador e que acendia e apagava como um relâmpago. Mas Antonio dize que não quis contar antes, porque ficou com medo de pensarem que "estava meio maluco ou era inventor de estórias para me promover". Ao relator, o que tinha visto os detalhes coincidiram com o que Casimiro conta hoje para todo mundo.

Fonte: O ESTADO DE FLORIANÓPOLIS (Florianópolis/SC), 19 de agosto de 1978, pág. 06

terça-feira, 17 de março de 2026

Histórias Curiosas LXXVIII

 


O MELHOR POETA

Em certa época, Mario Quintana e Athos Damasceno Ferreira moravam na Rua do Rosário - a atual Vigário José Inácio. E um provocava o outro, se dizendo "o melhor poeta da rua". Até o dia em que Quintana chegou para Athos e concedeu: - Olha, cheguei à conclusão de que tu és o melhor poeta da Rua do Rosário.

Athos ficou sério, e em seguida elogiou a honestidade e a humildade do poeta rival.

- Não é nada disso - debochou Quintana - é que acabo de me mudar para a Riachuelo...

Fonte: FONSECA, Juarez. Ora bolas: o humor de Mario Quintana: 130 historinhas; compiladas e adaptadas por Juarez Fonseca. Porto Alegre, L & PM, 2011, pág. 13.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 05

 



41. Cabuy - da língua kunza. Significa cerro, colina, no sentido de lugar elevado num relevo.

42. Cachagua - do quéchua. Aba entre montanhas, o mesmo que desfiladeiro, lugar de passagem num relevo íngreme.

43. Cachambe, Cachambi - tem origem etimológica quéchua e designa uma dança típica incaica ainda encontrada em populações indígenas remanescentes.

44. Cachi - da língua kunza. Significa penhasco, penedo.

45. Cachillán - do quéchua. Lugar muito salgado, mina de sal, salar. 

46. Cachullán, Cachullani - pode ser uma variante do termo anterior. Porém, pode ainda derivar do aimará kachurara e corresponder a "homem de má sorte".

47. Cachizumba - do kunza, mas de difícil interpretação. Pode se referir à "dança boa", "dança agradável", ou ainda ponte segura, ponte resistente. Ainda pode ter raízes com o idioma aimará.

48. Caiguara, Caihuara - espécie de tanga masculina usada por certas populações ameríndias. Tem raiz quéchua.

49. Cala - tem origem tanto quéchua, quanto aimará, quanto kunza. Significa perdiz.

50. Calamar - origem diversa como a palavra anterior. Significa lugar de perdizes.

domingo, 15 de março de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 04

 



31. Arequipa - designa uma cidade no Peru. Vem do quéchua arkkhépa e significa lugar de convulsões. A região é afetada pela existência de vulcões nas circunzinhanças.

32. Astete, Asteti - do aimará. Tijolo de barro secado ao sol.

33. Aucapiña - do quéchua. Significa cativeiro do inimigo.

34. Ayavire - do quéchua. Significa mortalha.

35. Baca - tem etimologia basca, por isso é um homônimo. O vocábulo com raízes ameríndias provém do kunza back-cka e significa litoral, planície costeira.

36. Bamba - do quéchua pánpa  e denomina a planície sem árvores.

37. Barconte - de origem kunza. Significa pessoa ou gente escorregadia, por extensão, que mora num lugar úmido, pântano, alagadiço.

38. Biltara - tanto quéchua quanto atacamenho. Significa ninho da águia, morada da águia, lugar da águia.

39. Cabana, Cavana - do quéchua kkhawána e significa vista, mirante, lugar em que se avista de forma ampla um relevo. Tem sentido metafórico para pessoa importante, digna, nobre, de posição elevada.

40. Cabi - pode ter duas origens: atacamenha ou quéchua. No atacamenho, significa surdo. No quéchua, designa a seringueira (Hevea brasiliensis).


sábado, 14 de março de 2026

Disco voador em Igreja Nova


ALAGOAS

DISCO VOADOR EM IGREJA NOVA

MACEIÓ (Meridional) - Um "disco-voador" esteve durante cinco minutos sobre Igreja Nova, no interior dêste Estado. Entre os que viram o estranho objeto centenas de populares destacamos o comerciante Manoel Francisco, que garante ter visto o "disco-voador" com grande nitidez, invocando testemunho de autoridades e personalidades.

O "disco" foi observado também em Alagoinhas, e seu aparecimento é o assunto dominante.

Fonte: CORREIO BRAZILIENSE (Brasília/DF), 08 de dezembro de 1960, pág. 03 

sexta-feira, 13 de março de 2026

Os macacos de Gibraltar



Provocam debates na Camara dos Comuns os macacos de Gibraltar

Se deixarem os rochedos, a Inglaterra perderá a fortaleza...

LONDRES, 22 (UP) - Até Winston Churchill interveio nos debates sobre os macacos que vivem há dois séculos no rochedo de Gibraltar. Durante os debates na Camara dos Comuns o secretario das colonias foi interpelado pelo deputado conservador Caman sobre se aqueles 30 macacos estavam bem alimentados, pois em sua ultima visita os achara um tanto abatidos. O secretario Griffiths respondeu que 30 pences por dia bastavam para alimentar cada macaco. Neste momento Churchill interveio para perguntar se havia um numero excessivo de machos, mas a isso o secretario não respondeu.

Segundo a lenda, no dia em que os macacos abandonarem Gibraltar, a Inglaterra perderá a importante fortaleza. Daí a preocupação dos céticos ingleses.

Fonte: PACOTILHA: O GLOBO (São Luís/MA), 22 de fevereiro de 1951, pág. 01

quinta-feira, 12 de março de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 03

 



21. Anagua - do quéchua añawaya que corresponde a uma planta lenhosa, espinhosa e forrageira, do gênero Adesmia, da família das Fabáceas.

22. Anaquin - do quéchua. Duro, difícil, consistente.

23. Ancasi, Ancase - do quéchua. Sal de cobalto encontrado na região dos Andes, usado para tingimento na cor azul.

24. Antacle - do quéchua. A liga metálica formada de prata e cobre.

25. Anze - do quéchua. Glutão, esfomeado.

26. Añasgo, Anasgo - do quéchua. O mesmo que jaritataca (Conepatus semistriatus).

27. Apaza - do quéchua. Espécie de aranha grande. Tem sentido totêmico.

28. Apumaita - de origem aimará. Escultura de um chefe tribal eminente, nobre, ancestral.

29. Aramayo - do quéchua. Uma espécie de batata silvestre.

30. Areco - de origem mapuche. Significa água quente, portanto, água termal, manancial de águas termais.

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