Viajante assustado diz que viu "disco voador" perto de Tubarão
Tubarão (Sucursal) - Casimiro vinha de Itajaí em seu Opala, acompanhado de seus filhos: Sandra, de 14 anos e Sérgio, de 18 anos, quando repentinamente viu um clarão no céu parecendo um relâmpago. Em princípio pensou se tratar de um temporal, já que naquela oportunidade chovia bastante e dava indícios de que a situação pioraria de acordo com a aproximação da cidade de Tubarão, já que estavam a apenas 10 quilômetros.
Assim começa a contar assombrado e confuso. Agenor Casimiro, tubaronense, de 43 anos de idade, sobre um objeto não identificado que estava quase pousando no asfalto próximo à igreja da localidade de Estiva.
"O clarão foi persistente e até em dado momento chegou a ofuscar, então chamei meu filho que dormia no banco dianteiro. Pedi que ele observasse o que estava acontecendo. Ainda sonolento ele olhou para o céu e também viu o clarão, mas disse que devia ser certamente de fogos de artifício de alguma festa junina".
Bastante amedrontados prosseguiram a viagem, segundo explicou Casimiro dizendo que "sem saber se fui forçado ou não, parei repentinamente o veículo no acostamento e vi um espetáculo deslumbrante, quando um facho de luz surgiu e uma bola branca no formato de um coração começou a se movimentar indo em direção ao asfalto como se quisesse nos cercar, ficando na altura de um metro e meio balançando como uma borboleta gigante. Não consegui definir a cor da luz, mas era muito forte e até ofuscava um pouco a vista. Apavorado acionei o carro e abandonamos a nave estranha".
Mas Casimiro resolveu voltar ao local no outro dia, pela madrugada. "Já por volta das 5 horas nós três voltamos ao local e encontramos um homem de mais de dois metros de altura que apontava um foco de luz contra outro, que sob a mira da arma ficava estático. Sem sair do carro, procurei chamar a atenção dos dois, fazendo sinais com as mãos para chamá-los. Imediatamente, a pessoa que estava paralisada veio ao meu encontro e se identificou como Rui Souza".
"O espantoso é que ao trocar idéias, ele (Rui Souza), me disse que apenas via no local um carro preto sem placas e marca indefinida, com uma moça no volante, que estava lá parado há algum tempo. Eu e minha filha olhamos para trás e vimos o mesmo carro, mas estranhamos o fato de Rui dizer que a moça estava dentro do carro, pois a enxergávamos do lado de fora como se estivesse a nos escutar. Quando fomos tentar comprovar se ela estava ou não dentro do carro, fomos surpreendidos com o seu desaparecimento e do carro. Apavorados, também fomos embora".
Para confirmar a história de Casimiro, Antonio Pinheiro, residente na localidade da Guarda em Tubarão, chegou no mesmo dia contando para sua mãe que havia visto uma bola vermelha no céu parecendo um disco voador e que acendia e apagava como um relâmpago. Mas Antonio dize que não quis contar antes, porque ficou com medo de pensarem que "estava meio maluco ou era inventor de estórias para me promover". Ao relator, o que tinha visto os detalhes coincidiram com o que Casimiro conta hoje para todo mundo.
Fonte: O ESTADO DE FLORIANÓPOLIS (Florianópolis/SC), 19 de agosto de 1978, pág. 06






