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sábado, 8 de agosto de 2026

Avião da FAB perseguido por disco voador

 



AVIÃO DA FAB SEGUIDO POR DISCO VOADOR

SÃO PAULO, 25 (M) - Segundo informações chegadas ao nosso conhecimento, ontem, cêrca das 20 horas, um avião da FAB, com 13 passageiros, foi perseguido por um disco-voador.

O avião voava do Rio para São Paulo, quando, na altura da Ilha Grande, sua tripulação verificou estar sendo o aparelho vigiado por um disco voador. Várias vêzes, o comandante da aeronave tentou manobrar de forma a poder melhor identificar o objeto que o perseguia. Inútil, porém, pois, a cada movimento do avião, o disco-voador mudava de posição, a uma velocidade incrível.

Entre os passageiros que acompanharam estupefatos os acontecimentos, uma senhora teria sido vítima de uma crise nervosa.

Faltam mais pormenores sôbre a ocorrência, embora se saiba que o avião aterrou em São Paulo e o disco-voador sumiu na direção de Minas Gerais.

Fonte: CORREIO BRAZILIENSE (Brasília/DF), 26 de julho de 1961, 1o. caderno, pág. 04

terça-feira, 28 de julho de 2026

Disco voador em Caçador



DISCO VOADOR

CAÇADOR - A senhora Nelsi Alves da Silva, ao se levantar as quatro horas da manhã, avistou próximo de sua casa um disco-voador, do qual desceram homenzinhos de 60 centímetros - aproximadamente - de altura, com uniforme e capacete verdes. Foi chamar os filhos, mas ao retornar a estranha máquina e seus tripulantes haviam desaparecido D. Nelsi - conhecida como senhora de alta e senso crítico - é esposa do viajante comercial Ary da Silva, e tem 32 anos.

Fonte: A NAÇÃO (Blumenau/SC), 02 de abril de 1969, pág. 01

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Faleceu em São Paulo, apareceu no Ceará

 



Grande revelação espírita

RIO, 26 - O "Correio da Manhã" publica a apparição de um phenomeno psychico que occorreu em Fortaleza, capital do Ceará, o qual se passou da fórma seguinte: A senhorita Aracy Caminha, de 16 annos de edade, voltando da casa de uns parentes, na quarta-feira de trévas, encontrou-se com um moço desconhecido que lhe pediu por favor para ir á missa e rezar um padre nosso e fazer préces em sua intenção, á nossa Senhor das Candeias. A senhorita Aracy respondeu ao desconhecido que não sabia dizer na occasião se poderia satisfazer ao seu pedido pois não era do Ceará e sim de S. Paulo, tendo aquelle neste momento desapparecido subitamente.

Aquella senhorita chegou em sua casa bastante impressionada, com as mãos frias, relatando ás pessôas de sua família o extranho acontecimento.

Quinta-feira santa, Aracy foi á egreja onde satisfez o pedido do desconhecido, rezando e fazendo préces em sua intenção.

Ao regressar, encontrou novamente o desconhecido, que agradeceu o favor, dizendo chamar-se Olavo Castro e ter morrido de grippe, em S. Paulo, á rua Guaianazes n. 236, onde morava.

Fonte: A PROVÍNCIA DO PARÁ (Belém/PA), 29 de abril de 1923, pág. 01

terça-feira, 21 de julho de 2026

Disco voador em Lagoa Vermelha

 


DISCO VOADOR

Todos os passageiros da linha LEOPARDO, de propriedade do Sr. Quiruba, na semana passada quando viajavam para Pôrto Alegre, nas proximidades do Rio Turvo, a uns 25 quilômetros desta Cidade avisados pelo Sr. Argeu Hoffmann, genro do Cel. Otaviano Teles, viram um estranho objeto brilhante em forma de guarda-chuva aberto. Parecia parado, durante uns 15 minutos e em seguida começou a movimentar-se. Todos os passageiros julgaram tratar-se de um Disco Voador, pois não ouvia ruído alguns e nem possuía forma de avião.

Fonte: JORNAL DO DIA (Porto Alegre/RS), 09 de setembro de 1957, pág. 02

sábado, 11 de julho de 2026

Disco voador em Ibirama



 Um disco passou por Ibirama

Ibirama, município catarinense do Alto Vale do Itajaí, recebeu no último dia 14 uma visita inesperada: um disco voador. O fato foi presenciado por diversos moradores daquela cidade nos chegou ao conhecimento através da carta que nos foi enviada pelo nosso leitor Abelardo Souza, transcrita abaixo:

Na noite chuvosa do dia 14 do corrente mês, depois de uma descarga elétrica, que atingiu um pé de eucalipto, assistimos, eu e diversas pessoas, um fenômeno da natureza, raríssimo. O caso foi o seguinte:

Eram 21 horas. Estávamos sentado em um banco, debaixo da marquize, na frente do Cinema "BOEHM", aguardando que a luz voltasse. Havia sido desligada devido a trovoada. Queríamos assistir ao "Os 7 cavaleiros do Diabo". Toda a cidade estava às escuras. Observamos a forte chuva e os relâmpagos, quando num momento vimos um risco característico da faísca elétrica descer em direção à terra. Com o clarão do relâmpago vimos que tinha sido atingido um pé de eucalipto. Ouviu-se no momento um grande estouro.

O eucalipto que ficava num morro distante uns 800 metros logo, apareceu flamejante. Aparecia fogo nele de vez em quando apesar da água que caía. Minutos depois vimos com espanto surgir um objeto luminoso a pouca altura, talvez 50 metros, passando em nossa frente, talvez menos de 100 metros de onde nos encontrávamos.

No princípio parecia um vagalume. Depois se viu que não era, devido ao tamanho daquela luz que não se apagava. Aquela coisa luminosa, de um azul brilhante, seguiu em linha reta acompanhando a rua e desapareceu atrás do morro onde se acha a igreja protestante, distante do cinema uns 900 metros. Um vagalume não se enxergaria de uma distância daquelas. O que era aquilo então? Si o céu estivesse límpido poderíamos confundir com um satélite, mas com aquela chuva...

São testemunhas do fato as seguintes pessoas, além de mim: Otto Boehm, proprietário do cinema local; Otavio Tomasi, cunhado do sr. Prefeito Manoel Marchetti; Edgar Wloch, ex-proprietário do Hotel Polar; Osni Amorim, e outros que não seu os seus nomes.

Fonte: O ESTADO DE FLORIANÓPOLIS (Florianópolis/SC), 28 de dezembro de 1965, pág. 01

domingo, 28 de junho de 2026

Disco voador em Salto Pilão



Objeto voador foi visto nos céus de Salto Pilão

Na noite do dia 10 do corrente mês, várias pessoas, dignas de todo crédito, presenciaram a evolução de um objeto voador, de estranha luminosidade, nos céus da cidadezinha de Salto Pilão, localizada entre as cidades de Rio do Sul e Ibirama.

O relógio marcava 22 horas quando alguém foi surpreendido com estranhas evoluções do objeto, de forma indefinida, com uma luminosidade semelhante a de uma lâmpada elétrica, que aparecia e desaparecia, correndo ora num sentido, ora noutro.

Pelo menos 15 pessoas presenciaram o fato. A noite era clara e os céus sem nuvens. O objeto, identificado pela sua luminosidade, corria em movimento circular, desaparecendo para em seguida reaparecer.

A estranha luz seguia a linha de fios telegráficos que existem na localidade e, segundo opinião da maioria das pessoas que presenciaram o fato, só podia ser um dos fenômenos conhecidos como "disco voador".

Fonte: A NAÇÃO (Blumenau/SC),  20 de novembro de 1968, pág. 06

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Chuva de prata em Campinas

 


Disco-voador provoca chuva de prata em Campinas

CAMPINAS, 29 (Asp.) - Continua a intriga a população campineira o caso da "chuva de prata" que teria caído recentemente de um disco voador. O sr. Orlando Elesbão Rodrigues, residente à rua Lopes Trovão, 207, no Taquaral, informou à imprensa que encontrou no quintal de sua casa material semelhante àquele que foi lançado no prédio da rua Major Solon e que se verificou ser estanho dos mais puros. A placa de metal achada foi entregue ao "Correio Popular", que a fará chegar às mãos das autoridades da Aeronáutica para análise.

Fonte: JORNAL DO DIA (Porto Alegre/RS), 31 de dezembro de 1954

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Disco voador em Cachoeira do Sul


"Disco-voador" visto no Rio G. do Sul

CACHOEIRA DO SUL, R.G.S., 16 (V.A.) - Funcionários do Aeroporto Federal foram surpreendidos na noite do dia 13, cêrca das 22,30 horas com o aparecimento de um estranho objeto luminoso sôbre a pista 11-29.

O aparecimento do objeto que presume-se tratar-se de um "disco voador" foi constatado pelo plantão de serviço, sr. Deoclides Siqueira Carvalho.

O "disco voador" esteve paralisado sôbre a pista 11-29 por mais de uma hora segundo se presume, fazendo observações. Nas declarações prestadas à reportagem, o sr. Deoclides Siqueira, casado, 25 anos, funcionário, há 7 anos da Varig o primeiro a ver o estranho aparelho disse que o mesmo tinha um diâmetro aproximado de 4 a 5 metros, forma ovalada, dotado de uma luz avermelhada na cabine ou parte superior e possuía um farol que dirigia jatos de luz intensa sôbre o terreno que observava o terreno que observava num círculo de mais de 300 metros. A luz sôbre a pista. O aparelho [ilegível] quando o farol de observação projetava o facho de luz sôbre a pista. O aparelho parava, aproximadamente a 50 metros do solo. Deoclides Siqueira estava em visita a um parente distante 1.500 metros do Aeroporto quando viu o aparelho.

Fonte: O ESTADO DE FLORIANÓPOLIS (Florianópolis/SC),  19 de novembro de 1957, pág. 07

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Caso de mutilação de animais em Santa Vitória do Palmar



MUTILAÇÃO DE ANIMAIS NO BRASIL E EXTERIOR

"ESTRANHA APARIÇÃO NUMA FAZENDA"

No dia 20 de outubro de 1975, às 08h30min aproximadamente, numa manhã de sol, o fazendeiro, Dr. Osman Rodrigues, 45 anos, acompanhado de seu cunhado, o Sr. Oplínio Acosta, 54 anos, encontravam-se a uma distância de uns 120 metros da residência principal da fazenda, observando uns animais, quando viram um estranho homem que caminhando a passos firmes, dirigia-se a referida casa.

De imediato o Sr. Oplínio, a pedido do Sr. Osman, foi averiguar de quem se tratava, isto por que não havia ninguém em casa para receber o visitante. Mas, ao chegar lá, constatou com surpresa que o desconhecido desaparecera como por encanto! Não foi encontrado nem fora, nem no interior da residência. Ninguém viu para onde foi. Simplesmente evaporou-se!

O Dr. Osman conta, ainda, que naquele rápido momento em que vislumbraram aquele homem encaminhando-se para a casa, puderam notar o seguinte: foi visto de perfil, seu tipo era de uma pessoa comum, de estatura elevada, caminhava a passos firmes e decididos com um movimento de braços bem flexionados e sua roupa aparentava ser de cor cinza clara, bem ajustada ao corpo. Cumpre ainda aqui acrescentar que nessa fazenda de propriedade do Dr. Osman Rodrigues, e que se situa no município de Santa Vitória do Palmar, Rio Grande do Sul, muitos fatos estranhos têm acontecido.

Em 1973, o caso das ovelhas que apareciam mortas, com "furos no pescoço"... Em 1975, já uma série de fatos foram registrados. O "caso do cordeirinho", o da "vaca que extraíram somente o úbere", aparições de OVNIs durante a noite.

Nesta manhã em que foi visto o "estranho personagem", por onde ele deve ter transitado, achou-se deitada sobre a grama uma vaca da raça Polled-Angus, doente e impossibilitada de levantar-se. Ao clarear do dia, três homens haviam tentado levantá-la, mas o animal aparentava estar completamente sem forças, não conseguia manter-se de pé. Entretanto, logo depois daquele homem ter sido visto, a vaca foi encontrada pastando e caminhando normalmente, como se estivesse na mais perfeita saúde, chegando a andar por cerca de dois quilômetros, durante todo o dia. A noite, porém, ela deitou-se novamente e assim continuou por mais dois dias, até morrer.

Teria havido alguma interferência do "homem estranho", que proporcionasse aquele subito e temporário restabelecimento animal?

Outro detalha importante: os dois cachorros que guardam a propriedade, um deles por sinal muito feroz, da raça Boxer (preso em um vai-e-vêm), não deram o mínimo sinal acusando a presença do "estranho". Normalmente eles costumam fazer grande alarido, com a aproximação de qualquer desconhecido. E isso não aconteceu nesta ocasião. Por que?

Fonte: DIÁRIO DA TARDE (Curitiba/PR), 12 de agosto de 1982, pág. 03

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Disco voador em Santa Maria


Disco voador em Santa Maria!

Presenciado o aparecimento por pessoas categorizadas

(...)

EM SANTA MARIA

SANTA MARIA, 6 (Asp.) - Numerosas pessoas, inclusive vários redatores dos jornais "A Razão" e "Diário do Estado" viram um disco voador sôbre os céus desta cidade. Contam os jornalistas Robinson Flores, Felipe Monair, Antonio Abelin e Gilberto Dorneles, que estavam reunidos na redação quando o telefone chamou e alguém do outro lado do fio assegurava: "estamos vendo aqui um disco voador". Aí partiram para o local onde se encontrava numeroso grupo na esquina do necrotério do Hospital de Caridade. A visão era tão perfeita que um dos redatores exclamou: "Mas isso é a sinaleira da tôrre de rádio". Impossível, porém, pois as torres das rádios ficavam exatamente do lado oposto. Um dos populares presentes, Rui Dias, declarou: "Esta é a segunda vez que vejo êsse objeto. A primeira foi há uma semana. Parece que o local ideal para avistá-lo é a coxilha do Caramelo". Presenciaram também a aparição Dalton Couto, Manoel Machado, Darci Penna e Davi Maccioni.

Fonte: JORNAL DO DIA (Porto Alegre/RS), 07 de novembro de 1954, pág. 09

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Disco voador em Maringá



Disco voador desce em Maringá

Seis pessoas de uma família em Maringá, afirmaram para a Polícia Militar, que durante a madrugada de ontem, um grande disco voador ficou sobrevoando a rua Roberto Simonsen no Jardim Alvorada, e três deles ao se aproximarem terminaram recebendo uma descarga elétrica e desmaiaram, só recobrando os sentidos horas depois, quando eram socorridos por seus familiares e militares.

Segundo informações prestadas aos componentes de uma Rádiopatrulha. Álvaro Romeiro juntamente com seus cunhados Jucelino de Mattos, 20 anos, e Roberto Carlos de Mattos, 15 anos, regressavam na madrugada de ontem para suas residências, quando ao passarem nas proximidades do Colégio Ariovaldo Moreno, no Jardim Alvorada, avistaram um grande objeto luminoso em forma de estrela, que voava rapidamente em todas as direções, aumentando e diminuindo a sua luminosidade. Os três como se sofressem um transe hipnótico, seguiram até uma grande árvore, onde o aparelho desceu ficando a poucos metros de solo.

DESMAIARAM

Uma espécie de diálogo teve início por parte de alguém que se encontrava no interior da nave, mas eles nada entenderam, e quando o aparelho aumentou sua velocidade para zarpar, receberam uma espécie de descarga elétrica e perderam os sentidos. Dona Maria Rosa de Mattos e suas irmãs Ana Cleusa e Neuza, que estavam na varanda da casa também avistaram o estranho objeto, e por medidas de precauções comunicaram a Polícia Militar, eu enviou para o local uma viatura. E seus componentes terminaram encontrando os três rapazes ainda desmaiados na beira da rua.

Somente horas depois, voltaram a si, descreveram em detalhes o objeto, bem como a tentativa de diálogo que alguém do aparelho tentou manter com eles. Quanto ao desmaio contaram que isto aconteceu, quando a nave aumentou a sua luminosidade para partir, os patrulheiros também constataram sinais de queimaduras na vegetação, onde os rapazes afirmaram que a nave quase pousou.

Fonte: DIÁRIO DA TARDE (Curitiba/PR), 16 de abril de 1979, pág. 04

sábado, 16 de maio de 2026

Disco voador em Joinville



Avistado pela população de Joinville um "disco voador"

Deixou no espaço uma cortina de fumaça

JOINVILLE, 8 - Dezenas de pessoas viram um extraordinário objeto pairando a grande altura sobre Joinville. Tal objeto teria a forma de um "disco voador", e a certa hora baixou para 300 metros de altura do solo. Sua cor era chumbo escuro e brilhava intensamente quando batido pelos raios do sol.

Depois de várias evoluções, o "disco voador" ao disparar para desaparecer no horizonte deixou uma cortina de fumaça, formando figuras geométricas perfeitas. A população intrigada formula indagações e hipóteses sobre o significado de tais figuras, que consideram - em sua maioria os populares - como mensagem dos tripulantes do misterioso aparelho.

Vale acrescentar que o "disco voador" foi observado por todos os moradores das Estradas da Ilha, de Schroeder e do Braço, do Bairro de Itaum e por dezenas de populares no final das ruas do Norte e Getúlio Vargas.

Fonte: A NAÇÃO (Blumenau/SC), 10 de outubro de 1958, pág. 01

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Disco voador em Chapecó



Disco voador é visto fazendo evoluções na cidade de Chapecó

Chapecó (Sucursal) - Um objeto voador não identificado foi avistado por uma dezena de pessoas ontem de madrugada, sobrevoando a cidade e emitindo luzes claras e alaranjadas.

O funcionário da Cooperalfa, Domingos Scussiatto, havia se levantado da cama às 4h30min para ir ao banheiro e ao olhar para fora, enxergou uma bola luminosa sobrevoando o Estádio Regional Índio Condá, na zona Leste da cidade. Scussiatto, que mora na Rua Fernando Machado, no lado oposto da cidade, de imediato chamou sua esposa e vizinhos Ernidio Migliorini (assessor da Amosc) e Welcy Canals (funcionário da Prefeitura). À essa altura, o objeto sobrevoava o centro da cidade e ziguezagueava do centro para o Estádio.

De acordo com depoimentos das testemunhas, o objeto emitia luzes fortes e, de vez em quando, permitindo ver sua forma esférica. Enquanto alguns permaneciam observando as evoluções do "OVNI", Welcy Canals e outras testemunhas se dirigiram de automóvel até o Estádio Índio Condá mas, nesse intermédio o "OVNI" desapareceu e o romper da aurora dificultou sua localização. 

Segundo Domingos Scussiato, o disco teria vindo da direção Leste e estacionado sobre o Estádio. Seu tamanho, apesar da distância, foi avaliado em meio metro de diâmetro, mas Domingos ressalvou que "a medida que ele se aproximava, parecia ser maior. As manobras aéreas do objeto eram feitas a 400 metros de distância do solo e a velocidade não permitia melhor exame de suas formas aerodinâmicas.

OUTROS CASOS

O arquiteto Osny de Souza Filho, residente na Zona central, garantiu ter visto um "OVNI" semelhante na semana passada, no mesmo horário e local de ontem. Osny estava em seu apartamento com a janela aberta e não conseguiu dormir porque estava com o pé quebrado e engessado doendo. Olhando pela janela ele assistiu a aparição do disco. As evoluções, a trajetória e as características indicadas pelas demais testemunhas coincidem com as declaração de Souza Filho.

Esse incidente foi observado também por um operário do Bairro Aeroporto e por um viajante. O fato, embora ocorrido duas vezes em idêntico horário e local, não preocupa as autoridades de segurança.

Fonte: O ESTADO DE FLORIANÓPOLIS (Florianópolis/SC), 23 de janeiro de 1979, pág. 06

terça-feira, 21 de abril de 2026

Alienígenas nas ruas de Porto Alegre em 1953

 



SEGUNDO AS SENSACIONAIS DECLARAÇÕES DO SR. CENON FERNANDES AO JORNAL DO DIA:

TRIPULANTES DOS "DISCOS-VOADORES" NAS RUAS CENTRAIS DE PÔRTO ALEGRE!

Dois homens e uma mulher, os marcianos vistos nas ruas da metrópole gaúcha - Características e movimentos dessas estranhas pessoas - Mistério dentro da noite - Palpitantes indicações colhidas por nossa reportagem sôbre o controvertido assunto dos "Discos-Voadores" - Descrição completa e detalhada colhidas com fidelidade

(Texto: FLORIANO CORRÊA - Fotos: SOARES FILHO - Ilustrações: GERALDO SPERB)

Muito tem se lido a respeito de "Discos-Voadores", objetos estranhos que, segundo dizem os entendidos já eram vistos em tempos bíblicos, mais que de uns anos a esta parte estão frequentando mais assiduamente os céus de tôdo mundo.

Pois esta reportagem realizada pelo JORNAL DO DIA em colaboração com a Rádio Gaúcha focaliza justamente este controvertido assunto, não para dar-lhe um cunho de veracidade e muito menos para desmenti-lo. É inegavelmente um bom assunto jornalístico e está interessando realmente a todos. Sem sensacionalismo, sómente com a intenção de registrar uma narração de uma pessôa que não conhecíamos até bem pouco, mas que tendo sido apresentada pelo colega e grande amigo que é o radialista Darcy Reis Nunes durante uma visita resolvem tocar neste assunto, tendo contado com uma riqueza tal de detalhes um facto estranho mas com todas as características de verdadeiro que não podemos fugir à tentação de transformar uma simples visita em uma entrevista jornalística e radiofônica. Os nossos leitores e os ouvintes da Rádio Gaúcha depois de lerem e ouvirem esta detalhada narrativa, tirem suas conclusões, como tiramos as nossas.

O que podemos adiantar é que o personagem central desta entrevista que, devido aos aspectos que apresenta é sua característica excepcional, deixa de ser um entrevista para tornar-se numa verdadeira reportagem vívida, chama-se Cenon Fernandes, está com 45 anos de idade, não é nenhuma criança, portanto, é um cidadão casado com Dna. Maria Ester Fernandes e, muito embora na época em que o fato se passou fôsse motorista profissional, possuindo um carro na Praça Ely... está atualmente estabelecido com um pequena indústria de roupas feitas, negociando com varejo de roupas também.

Quanto à sua personalidade, sempre deu-nos a impressão de ser um cidadão sem mania de exibicionismo, moderado, calmo e incapaz de fazer uma narrativa como a que se segue por simples brincadeira, mesmo, porque, como todos notarão as minúcias da narração sómente podem correspondem a algo realmente vivido ou intensamente estudado... Nesta segunda hipótese não acreditamos usar de todos os artifícios para comprovar a sinceridade do nosso interlocutor, devendo confessar que saímos satisfeitos a este respeito.

Feitas estas ressalvas vamos procurar reproduzir o que ouvimos do Sr. Cenon Fernandes em presença de várias testemunhas numa palestra que ficou gravada e que foi realizada na própria residência do atual negociante e industrialista à Av. Bento Gonçalves no Partenon.

Vamos reproduzir algumas perguntas que fizemos e que correspondem à curiosidade que qualquer pessoa sentiria em vista de tal narrativa e as respostas que recebemos. Portanto aqui está a história...

"Meus patrícios... Neste momento eu tenho a satisfação de fazer estas declarações aos representantes do JORNAL DO DIA e da Rádio Gaúcha dentro da minha casa, sôbre algo que me aconteceu há três anos, onze mêses e dezenove dias exatamente (quarta-feira, dia 11 de setembro de 1957). Relacionam-se com os 'Discos-Voadores'.

Eu guardei sêgredo absoluto durante todo êste tempo do que aconteceu comigo, porque naquele tempo, ainda êstes aparelhos eram considerados para nós como verdadeiros fantasmas. Hoje, porém, já estamos muito mais familiarizados e me tomando por base o depoimento daqueles pilotos da Varig e ao mesmo tempo e que sucedeu com aquêle professor de São Paulo (prof. João de Freitas Guimarães), criei coragem para revelar este segrêdo que há muito guardava só para mim. Tomando por base a atitude dêsses três homens e que me atrevo a contar o que comigo aconteceu e que não tomei como coisa sobrenatural, pois que sendo bastante viajado e vi muita coisa em minha vida. Aliás, eu já tinha muita vontade de vêr um 'Disco Voador', desde aquêle caso com o astrônomo de nacionalidade polonesa naturalizado americano e que muita gente por certo também leu ou ouviu falar."

O INÍCIO DE TUDO

Assim começou própriamente a narrativa do caso: "Em 1953, eu trabalhava na praça, como motorista profissional, com um carro de minha propriedade na Praça Ely no Caminho Novo esquina Conceição.

No dia 25 de dezembro de 1953, às 17 horas, quando voltava de um serviço lá para o lado da Azenha, fui atacado por três pessoas que estavam paradas na esquina da Faculdade de Medicina. Parei o carro, encostei no cordão da calçada, tendo o homem mais velho do trio se dirigido a mim, em espanhol, falando muito mal, muito embora eu não fale bem aquêle idioma e o compreenda pouco também, mas notei que falava com bastante dificuldade. Ele falava o trivial, assim como eu compreendo o trivial.

O trio era composto de dois homens e uma mulher. Um dos homens apresentando 50 anos, o outro com uns 25 ou 26 anos e a moça também jovem, não consegui fazer uma idéia de sua idade. Aliás, a moça era bastante bonita mas não tinha nada de mais nem de menos das moças comuns, Bem desenvolvida, com aparência saudável e muito cordial. A roupa que usavam era igual. Uma espécie de macacão de carpinteiro, com bolsos e tudo o mais, porém de uma matéria que não era fazenda, parecia assim como um bexiga de boi, exatamente, dando a impressão de ser bem macia.

O mais velho dos três, como disse, foi o que falou, pedindo que os conduzisse a uma bôa livraria. Depois de se acomodarem no banco de trás, eu os conduzi até a esquina da Borges com a rua da Praia, depois ter ido até a Prefeitura e subido novamente a Borges, tendo estacionado na calçada fronteira à Varig. Dali apontei para a Livraria do Globo, dizendo que lá encontrariam o que precisassem."

PRIMEIRAS OBSERVAÇÕES

"Desceram, então, o homem mais velho, vamos tratá-lo assim para facilitar, e a moça, dirigindo-se à livraria, tendo atravessado a Borges normalmente, atendendo inclusive ao sinal. Eu fiquei no carro com o passageiro mais moço. Fiquei calado, mas o passageiro puxou conversa, tendo se mostrado interessado nas côres das vestes dos passantes. Posteriormente se interessou pelo bonde, achando-o muito pesado assim como os edifícios. Logo a seguir êle observou que os pedestres fôssem separados do trânsito de veículos. Disse que os veículos deveriam passar pelo alto e os pedestres por baixo. Tive a impressão de que êle vivia em um país onde aquelas inovações já existiam.

A seguir, o casal que foi em direção à Livraria do Globo voltou. Eu até não os tinha visto, só notei sua volta quando chegaram à porta do carro. Êle trazia uns pacotes quadrados que tive a impressão exata de serem livros e ela conduzia quatro volumes cilíndricos que tenho a convicção de que eram mapas, trazendo também um vidro de perfume.

Ele mostrou-se muito alegre, tendo entrado com seus companheiros na porta de trás, mas em seguida, saiu e entrou pela porta dianteira, tendo sentado ao meu lado. Depois, por brincadeira, colocou perfume em si a nós dois companheiros tendo colocado perfume também em mim.


QUAL A DIREÇÃO

Respondendo a uma pergunta sôbre qual direção que queriam, aquelas pessoas que me pareciam traquejadas e desembaraçadas me pareceram estar desorientadas dentro da cidade. O mais velho explicou que queria ir por uma estrada estreita, que seguia em direção ao mar. Liguei logo o seu pedido à estrada de Tramandaí tendo para lá me dirigindo. A moça então pediu que fôsse numa marcha bastante moderada, pois queria observar tudo, tendo eu atendido.

Quando passei pelo Passo da Mangueira, logo adiante, quando as casas começaram a rarear, êles conheceram perfeitamente a estrada, tendo ficado bastante contentes.

IDIOMA DESCONHECIDO

Foi neste momento que êles começaram a conversar entre si num idioma que francamente eu nunca ouvi. Palavras curtas, como se todas fôssem dissílabas. Além disso, eu nada mais de anormal notei naquelas pessoas, tendo-me familiarizado de imediato com êles, porque eram na verdade pessoas simpáticas e muito agradáveis, apesar de pouco falarmos. Mas o modo de me tratarem dava a impressão de que nos conhecíamos há muito tempo. Nas poucas vêzes em que nesta viagem me dirigiram a palavra, foi para perguntarem banalidades que eu não guardei. De minha parte, muito embora a impressão que eu tivesse era de que fôssem forasteiros, eu não procurei puxar assunto com êles, estava cuidando a estrada, que é estreita e movimentada.

PRIMEIROS FATOS ESTRANHOS

Assim, fomos, passamos por Gravataí e logo adiante, num lugar chamado Passo dos Ferreiros, num ponto totalmente deserto, foi onde o homem mais velho pediu que eu parasse o carro. Eram exatamente oito horas da noite. Encostei o carro para a direita e parei. Eles se prepararam para descer e ali, vendo a estrada deserta sem qualquer condução para os meus passageiros, estranhei mas continuei sem fazer perguntas, pois tinha a convicção de que estava tratando com gente boa.

O mais velho dos homens dirigiu-se a mim novamente, dêsta vez para saber se eu não tinha qualquer outro compromisso e eu disse que não, pois não costumava trabalhar à noite. Ficamos, então, estacionados com êles conversando no idioma estranho e de vez em quando me dirigiam uma palavra qualquer e, assim, ficamos até às 22 horas. Antes, porém, descarregaram os oito pacotes de livros e mapas, colocando-os ao lado da estrada. O mais velho perguntou-me quanto me devia. Fiz meus cálculos e apresentei uma conta de 600 cruzeiros, tendo o passageiro metido a mão na altura do peito e tirou o dinheiro, tendo feito o pagamento com 50 pesos uruguaios. Sabedor do valor do pêso, quis fazer o troco, porém êle não aceitou. Eu insisti, pois não costumava aceitar gorgetas, mas não adiantou e tive que guardar os 50 pesos.

MISTÉRIO DENTRO DA NOITE

Depois de ter recebido, fiquei estacionado esperando que êles saíssem primeiro, pois não tinha idéia de para onde iriam. Pensava que estavam esperando alguma condução, mas não perguntei nada. Fazia questão que saíssem antes de mim, pois como forasteiros eu tinha a impressão que o caso era o mesmo de uma visita na casa da gente.

Neste momento, a moça voltou até a porta do carro e me perguntou se eu não tinha compromisso para o dia seguinte com o carro. Eu respondi que não. Ela voltou para perto dos dois companheiros e palestrou um pouco no idioma deles e posteriormente pediu que no dia seguinte eu estivesse à mesma hora e no mesmo lugar onde êles haviam embarcado no carro.

Possivelmente para me agradar, a moça naquele momento presenteou-me com uma pedra, uma pedra comum, como estas que vêm no cascalho, mas que tem a forma de um coração. Disse que aquela pedra era para que trouxesse felicidade, informando que era das cordilheiras. Não explicou que cordilheira. De minha parte nunca mandei examinar essa pedra e mesmo não queria provocar perguntas a respeito, etc.

A seguir se despediram de mim, tendo o homem mais velho dito que no dia seguinte a viagem seria mais longa. Imediatamente enquanto eu começava a manobrar, até meteu a mão novamente na altura do peito e retirou algo de lá.

Notei que era algo como uma lata de graxa de sapato. Espalmando o objeto o homem ergueu o braço, virou a palma da mão para cima e fêz sair do aparelho um facho de luz fortíssimo. Luz esta que não iluminava para os lados e sim produzia uma luz forte para cima, como se fôsse uma lanterna com proteção dos lados.

VÉSPERA DE NATAL DE 1953

Às 17 horas e treze minutos estava estacionando o carro em frente a Faculdade de Medicina, a fim de atender ao meu compromisso com os forasteiros, após tê-los preparado para uma viagem mais longa, conforme é comum acontecer.

Sabia que eram 17,13 horas - disse o Sr. Cenon, atendendo a uma das inúmeras perguntas que vínhamos fazendo durante esta narrativa, e desta vez com o sentido de esclarecer a precisão com que êle sabia todos os horários - por uma questão de hábito. Todo o motorista de praça em geral cuida muito do relógio, pois o tempo tem grande valor. Procurando ser pontual, eu já arrancara da praça calculando chegar na hora marcada, mas cheguei um tanto cedo, ou seja, dois minutos antes da hora.

Em seguida, porém tive o prazer de ver os meus passageiros que vinham, vindo e já me acenavam de longe. Procediam do Parque Farroupilha, ao que me pareceu. Fiquei contente, pois não é raro passageiros marcarem hora e não aparecerem. Chegaram e me cumprimentaram cordialmente. Reparei, então, que traziam umas sacolas feitas do mesmo material das roupas e que estavam cheias do que me pareceu ser terra ou pedregulho, sendo que o mais velho continuava como no dia anterior, com uma máquina fotográfica a tira-colo, um aparelho que eu, apesar de não conhecer máquinas penso que era de alta precisão, em vista do estojo fino em que estava.

RUMO AO OCEANO

Acomodaram-se no carro, a moça na frente, ao meu lado, ficando os dois homens atrás. Perguntei, então, qual direção que queriam tomar. Quem respondeu, como sempre, foi o mais velho, que disse que queriam ir pela mesma estrada, porém até o oceano.

Novamente a moça pediu que eu fôsse o mais devagar possível, pois que ela queria observar, como no dia anterior. Dei partida e fui rodando estrada a fora, em direção a Tramandaí. Em Santo Antônio estacionei para colocar gasolina e encher o radiador. Quando abri o capô, aconteceu algo interessante. O homem mais moço veio espiar o motor e ficou muito interessado pelas velas do carro, perguntando detalhes a respeito, que eu ia respondendo como podia. Ele ficou satisfeito.

Continuamos a viagem, então, até Tramandaí. Em lá chegando, perguntei qual o rumo a seguir. Foi então que o mais velho dos passageiros pediu que eu descesse até a praia. Tomei por uma rua ao lado de uma bomba de gasolina e fui até uns 50 metros da praia, onde a areia começava a ficar mais fina. Ali estacionei.

Nesta altura, como é lógico, eu comecei a desconfiar de que iria deparar com algo esquisito. Comecei a observar para todos os lados a procura de alguma condução. Nada se via. Manobrei o carro dando o lado direito para o mar, por causa do vento, assim permanecendo.

A moça desceu em seguida e foi direito à praia, tendo se sumido na escuridão. Demorou um pouco e voltou em seguida. Entrou no carro e assim ficamos. O carro estava por conta dos meus passageiros e eu tinha que me sujeitar. Confesso, entretanto, que nesta altura eu já estava, como se diz, com a pulga na orelha, mas me mantinha em guarda, esperando os acontecimentos. Não estava nervoso, não receando nada, pois a minha convicção era a de que tratava com gente bôa.

MENSAGEM ÀS AUTORIDADES


Ficamos ali parados por algum tempo, quando o homem mais velho se dirigiu a mim, com estas palavras: "Nós somos de paz. Estamos procurando uma aproximação com vocês aqui da Terra, porque habitamos muito longe. A nossa maior dificuldade, em virtude da língua, tornando-se difícil as comunicações. Mas estamos nos preparando e, muito breve, voltaremos em comissões. A terra está ameaçada de um grande mal e, nesta ocasião, nós queremos ser úteis. Queremos fazer alguma coisa, para depois pedirmos um favor".

Foi neste ponto é que eu perguntei a primeira e única coisa aos meus passageiros. Perguntei: Que favor? O homem mais velho não me disse que favor seria, porém disse que o lugar em que habitavam era muito pequeno e êles tinham uma grande população. Deduzi, daí, que êles querem, para o futuro, estabelecer uma imigração para a Terra, com certeza. Sõbre o motivo que fez com que o homem rompesse o silêncio, suponho, está explicado pelo que êle a seguir me disse. Naturalmente êle não me falou onde habitavam, sómente tendo dito que moravam longe, muito longe, mesmo porque eu não perguntei. O motivo de suas palavras talvez esteja contido nas palavras que a seguir êle pronunciou: "Tudo o que observou e que ainda vai ver, assim que retornar à cidade, procure contar às suas autoridades".

PRESENTES FORÇADOS 

Posteriormente, o passageiro mais môço que em Santo Antônio havia ficado interessado nas velas do carro, voltou a tocar no assunto, pedindo que eu lhe presenteasse com uma vela daquelas. Casualmente eu tinha três velas novas no guarda-luva do carro, marca Champion, tendo dado uma para o passageiro.

O mais velho não ficou atrás. Vendo uma bússola que eu tinha no painel do carro, aliás uma bússola de grande estimação e que muito tinha me servido quando viajava no interior de Santa Catarina, êle se mostrou interessado. Eu fiquei meio triste com aquilo, porque já estava adivinhando o que iria acontecer. Primeiro me pediu algumas explicações sôbre a bússola e depois pediu a própria bússola. Relutei em atender e êle desistiu, porém eu resolvei e dei a bússola de presente. Peguei uma chave de fenda, desaparafusei a bússola e a entreguei ao homem, tendo êle se interessado pela chave e pelo próprio parafuso, terminando por levar tudo consigo, enrolados numa estopa que êle também me pediu.

A moça que estivera folheando uma revista "Cruzeiro" daqueles dias pediu que lhe desse. Atendi e atendi também aos seu pedido para escrever meu nome na capa da revista.

Nesta altura - prossegue o senhor Cenon Fernandes - eu já estava preparando o meu espírito para o que o mais velho havia dito que ainda haveria de ver, muito embora estivesse calmo, quieto e pensando.

Já se aproximavam as 24 horas, foi quando, me foi pedida a conta. Fiz minhas contas, calculei preço, horário e mais aquela viagem morosa e aquela espera, tendo cobrado mil e quinhentos cruzeiros. Êle, para surpresa minha, me deu três notas de mil cruzeiros. Dinheiro nosso, portanto. Eu não quis receber. Ele insistiu. Então, levando em consideração o fato de que êles me levaram uma vela e a minha bússola de estimação, resolvi guardar os três mil cruzeiros.

À meia-noite em ponto, sei bem porque nesta altura estava com tôda a atenção no tempo, o mais velho desceu do carro e pegou o mesmo objeto que havia usado no dia anterior, lá no Passo dos Ferreiros. Fêz o mesmo movimento, na mesma posição, e fêz o mesmo sinal de luz que já descrevi. Um facho de luz de forma cônica, sem iluminar os lados.

GIGANTE ALADO

Pouco depois, senti uma falta de ar dentro do carro, com um enorme deslocamento de ar em redor. Meti a cabeça para fora do carro para ver o que se passara. Foi aí, então, que deparei com a grande surpresa da minha vida. Vi aquilo que eu tinha mais vontade de ver. Notei que por cima do carro havia um grande aparelho, que me representou ser um chapéu de abas largas com a copa virada para baixo.

Imediatamente abri a porta do carro e saltei para fora e, automáticamente, pulei no guarda-lama do carro, para ver se encostava a mão naquela máquina, para ver se não era nenhuma miragem o que estava vendo. Mas quando eu fiz o movimento de subir no para-lama, o passageiro mais moço me puxou por uma perna e disse: "Não toque, está em alta rotação". A moça imediatamente me fêz a mesma advertência de que havia ali alta rotação. Caminhei, então, para mais longe, de forma a que eu pudesse ver o aparelho por cima. Verifiquei que o que me representava uma copa do chapéu virada para baixo, tinha continuidade na parte de cima, sendo uma esfera, um globo, portanto, tendo a forma do Planeta Saturno, mais ou menos.

Notei, também, que o globo estava parado, mas que as abas tinham uma rotação exagerada, pois eu sentia a rotação exagerada, pois eu sentia a rotação com o deslocamento do ar e pelo silvo agudo que dali provinha. Também notei que a aba expelia uma luz esverdeada e fosca, de aparência fosforescente, que eu acredito que fôsse o atrito da aba em alta rotação com o ar. Era, portanto, o falado "Disco Voador". Encontrava-se ali, a poucos metros de mim, suspenso no ar, já que não se apoiava em nada, permanecendo flutuando e com grande equilíbrio, por certo em virtude de incrível rotação daquele disco representado pela aba.

Notei, também, que por fóra do globo havia um anel preso ao corpo esférico por uns braços. Por fora deste aro é que girava a aba, estando o globo completamente parada. A aba também não me pareceu inteiriça, mas sim com grande quantidade de pás, como uma veneziana.

NOVAS SURPRESAS

Repentinamente, no globo, na parte inferior à aba, abriu-se uma porta atenciosamente e desceu uma pequena escada. Em virtude da proximidade com o carro, a escada bateu no capô, provocando um amassado. Até quando eu vendi aquêle carro, o amassado ainda existia. O homem mais velho subiu no capô do meu carro e subiu pela escada até o interior do globo, de onde regressou pouco depois com um homem muito mais velho do que êle, com longas barbas e cabelo louro, comprido. Apesar da idade que aparentava, notava-se que era um homem muito saudável e forte.

O quarteto começou a palestrar no idioma que eu não sei qual seja. Em seguida, o homem que havia descido do "disco" veio me examinar. Escutou meu coração, tomou a pulsação, escutou minhas costas e colou seu ouvido no meu. Notei, sua respiração, o seu calor e todas as outras particularidades que revelavam ser um homem como qualquer outro embora também vestisse daqueles macacões.

Logo após o quarteto conversou mais um pouco, tendo o mais velho dos meus passageiros dito que eu me encontrava em perfeita saúde, calmo: enfim, êle sómente faltou dizer que eu não estava com medo. E, de fato, não sentia qualquer receio.

O ADEUS

Nesta altura, conquanto eu estivesses maravilhado com tudo e que estava assistindo, notei que eram passados da meia-noite, 24 minutos. Êles então começaram a se despedir de mim, com muita cordialidade me agradeceram, tendo os três, de um a um, seguido pela escada para o interior do globo, para onde o cidadão bem velho e de barbas longas já havia ido logo após examinar. Subiam ao capô do meu carro e pulavam para a escada e de lá mergulhavam no interior do "disco".

A escada foi recolhida, então, silenciosamente. A porta também fechou sem ruído algum. Imediatamente o aparêlho aumentou a rotação e começou a produzir uma luminosidade esverdeada e fosca cada vez maior, à proporção que aumentava a rotação, tendo subido numa velocidade indescritível.

Notei, então, que o aparêlho subiu verticalmente, deixando uma estêira luminosa atrás de si, tendo ao chegar a uma determinada altura tomado o rumo de Pôrto Alegre, sempre em grande velocidade e deixando aquela estêira luminosa para trás.

Foi tudo o que presenciei naquela oportunidade, podendo acrescentar que o tamanho total do "Disco Voador" era enorme, pois, fazendo uma comparação com o meu carro que estava em baixo da aba um Ford 1946, eu tive a impressão que a largura da aba era equivalente ao comprimento de uns quatro carros iguais, postos atrás do outro. "Um gigante do ar".

E aqui encerramos esta reprodução das palavras do senhor Cenon Fernandes. Nada temos a acrescentar e pensamos que nem isto é necessário.

Fonte: JORNAL DO DIA (Porto Alegre/RS), 15 de setembro de 1957, pág. 02 e 20







sábado, 18 de abril de 2026

Disco voador em Lages

 


Outro disco voador

LAGES, 3 (V.A.) - dia 21, às 20 horas, nas proximidades desta cidade, foi visto pelo sr. Liborio Shamedech, de profissão madeireiro, pessoa de absoluta idoneidade, um "disco voador" que permaneceu por alguns segundos, deslocando-se depois em alta velocidade em direção ao Sul. Toda a família do informante teve também ocasião de ver o estranho objeto e a base aérea de Florianópolis foi imediatamente avisado do acontecimento pelo próprio sr. Liborio.

Fonte: O ESTADO DE FLORIANÓPOLIS (Florianópolis/SC), 04 de novembro de 1954

sábado, 11 de abril de 2026

Disco voador em Apucarana



VISTO NO PARANÁ UM DISCO VOADOR

APUCARANA - CURITIBA - (AJB-GP) - Um objeto voador não identificado durante vinte horas sobrevoou e pousou no sítio de Água do Juruba, município de Apucarana, norte do Estado, semana passada segundo informações divulgadas ontem. O objeto foi visto por moradores do sítio e despertou a atenção do 3o. Batalhão de Infantaria Motorizada cujos militares fizeram observações no local, medindo as marcas deixadas depois que lavradores perplexos contaram o fato.

AS MARCAS

As marcas são seis pequenos círculos, dispostos de tal maneira que formam um círculo maior com quatro metros e 30 centímetros de diâmetro, perto de algumas moitas ao lado de uma casa.

O lavrador José Gogermin de 41 anos, morador do sítio, ouviu um barulho às 19 horas da última quarta-feira quando se preparava para dormir. O sítio fica a três quilômetros da Rodovia do Café. Sua esposa comentou que devia ser um galho de pinheiro. No dia seguinte, às 13,50 seu filho Sérgio Luís, de 12 anos chegou correndo chamando a atenção para um objeto que pairava a certa altura sôbre um pinheiro.

O menino disse que viu o aparelho levantar por trás das canas e bananeiras no quintal em meio a um turbilhão de pó, folhas e capim. Vacas e cavalos assustaram-se saindo em disparada.

DESCRIÇÃO

Segundo José Gogermin, que ainda teve tempo de ver o aparelho a uma altura que calculou em mil metros era arredondado, "mas parecia uma bexiga dessas grandes meio compridas".

Fonte: DIÁRIO DA TARDE (Curitiba/PR), 29 de junho de 1972, pág. 01 

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Disco voador em Porto Alegre e Gravataí

 


Disco voador nos céus de Pôrto Alegre

Anteontem à tarde foi avistado o objeto na Base de Gravataí - "Globe Meteors" teriam perseguido o bólido misterioso

(...)

Há dias noticiava-se o surgimento de um destes discos em Torres, que apesar do nome que levam, têm também a forma ovalada, de charuto e várias outras. A notícia caiu como uma bomba em nossa capital e esperava-se a todo o momento o aparecimento de um destes instrumentos celestes nos céus de Porto Alegre.

O público de nossa metrópole não precisou esperar muito, pois um desses discos foi avistado até mais depressa do que se podia imaginar.

O local, onde surgiu o primeiro disco voador a visitar nossa capital, foi o da Base Aérea de Gravataí, talvez numa homenagem às festividades da Semana da Asa e aos valorosos membros que compõem nossa Força Aérea.

Anteontem à tarde, segundo informações particulares recebidas por nós, vários praças e oficiais da Base Aérea de Gravataí avistaram o disco que, em dados momentos parecia parar em pleno ar para, em seguida, dirigir-se a alta velocidade para uma determinada direção. Segundo as mesmas informações os aviões a jato, recentemente incorporados ao Grupo 14 de Aviação, alçaram vôo em perseguição ao bólido misterioso.

Fonte: JORNAL DO DIA (Porto Alegre/RS), 26 de outubro de 1954, pág. 09

terça-feira, 7 de abril de 2026

A Anaconda Gigante das Selvas Brasileiras

 

Representação do encontro de exploradores na Amazônia
na década de 1940 encontrando uma anaconda gigante



Anaconda gigante

Exploradores amazônicos e indígenas locais têm reportado encontros com serpentes gigantescas há mais de cem anos. Um relato clássico nos é dado de forma bem pitoresca por Percy H. Fawcett. Em 1906, vinte anos antes de seu desaparecimento, o major Fawcett informou a Royal Geographic Society sobre uma exploração sua ao longo dos rios Abunã e Acre. Com 39 anos de idade nessa época, apesar de suas contradições e ideias visionárias (buscava uma cidade perdida fantástica no meio da selva), por meio de suas memórias relatou muitas aventuras estranhas - incluindo um encontro com a uma anaconda gigante.

Isso aconteceu em 1907, ao percorrer o Rio Negro com sua tripulação composta de brasileiros e nativos, quando constatou o aparecimento de uma grande serpente de cabeça triangular próxima à proa do barco em que navegava. Fawcett ordenou que abrissem fogo à criatura, atingindo-a ao longo da coluna. Debatendo-se, a serpente agitou-se violentamente pela dor, agitando a água em torno do barco, quase o levando a um naufrágio.

De acordo com o Fawcett, a cobra media aproximadamente 45 pés [nota nossa: aproximadamente 13 metros e 70 centímetros]. O diâmetro era relativamente pequeno, algo em torno de doze polegadas [nota nossa: 30 centímetros]. Entretanto, Fawcett não fez questão de carregar o espécime abatido à sua embarcação, ficando seu registro como uma história de viagem exploratória conservada por zoólogos.

O herpetologista Raymond Ditmars, cético assumido, rejeitou o relato de Fawcett, afirmando que a ciência desconhecia a existência de anacondas com comprimento maior que 19 pés [nota nossa: cinco metros e oitenta centímetros]. Outros experts em serpentes não acreditam existir serpentes maiores que 30 pés [nota nossa: nove metros]. Já Bernard Heuvelmans, num dos capítulos do seu livro que discorre sobre anacondas gigantes - On the Track of Unknown Animals - comenta que "o herpetologista Thomas Barbour, o grande expert brasileiro Dr. Afrânio do Amaral do Instituto do Butantã e o Dr. José Cândido de Melo todos concordam que uma serpente dessas em condições especiais pode chegar aos 45 pés".

Num artigo do periódico informativo da Sociedade Internacional de Criptozoologia, J. Richard Greenwell menciona que "o mais longo comprimento aceito para uma anaconda foi constatado por um engenheiro de petróleo colombiano, durante a década de 1940, cuja medida foi 'apenas" de 37 pés [nota nossa: paroximadamente 11 metros e 27 centímetros], e seis polegadas de diâmetro [nota nossa: 15 centímetros], e além disso tudo o mais pode ser questionado".

Fonte traduzida e adaptada: COLEMAN, Loren; CLARK, Jerome. Cryptozoology A to Z: the encyclopedia of loch monsters, Saquatch, Chupacabras, and other authentic mysteries of nature. Nova York, EUA: Fireside, 1999, pág. 86-87.



terça-feira, 31 de março de 2026

Disco voador em Foz do Iguaçu



Mágico uruguaio viu disco voador na Fóz

O mágico Zaim Rodrigues de Almeida, de uma emissora de televisão uruguaia, afirmou ter visto um disco voador (OVNI) entre os municípios de Santa Helena e Fóz do Iguaçu, neste Estado.

Disse que estacionou seu automóvel na estrada e adentrou à margem da mesma, indo descançar a sombra de uma árvore. Foi quando avistou o Objeto Voador Não Identificado, pousando silenciosamente. De seu interior saltaram três seres, vestindo roupas de côr cinzenta semelhante ao alumínio. Era de estatura média e cada um dêles trazia na mão um aparelho semelhante a um pequeno rádio portátil com diversas antenas, produzindo sinais intercalados, enquanto o objeto estranho mantinha acêso um pisca-pisca de côr vermelha. Os seres não se afastaram do disco mais do que cinco metros, permanecendo poucos minutos no local. Em seguida o aparelho subiu, sem ruído, em alta velocidade. Afirma o mágico, que se encontra em nosso país fazendo uma turné, que sua visão fora clara e o fato consciente, não admitindo ilusão de ótica ou outra coisa semelhante.

Fonte: DIÁRIO DA TARDE (Curitiba/PR), 06 de março de 1969, pág. 01

terça-feira, 24 de março de 2026

Disco voador em Cruz Alta


Avistado Um Disco Voador

CRUZ ALTA, 16 (V.A.) - Centenas de pessoas tiveram a oportunidade de ver desenhado no céu límpido desta cidade um disco prateado, girando na direção sudeste, para oeste, onde desapareceu. O acontecimento verificou-se precisamente às 13,55 horas, e 10 minutos depois desaparecia inteiramente.

A reportagem do vespertino "Diário Serrano" ouviu, a respeito, numerosas pessoas de reconhecida idoneidade, todas depondo afirmativamente, tais como a sra. Reni Caporal, esposa do sr. Antônio Caporal, funcionário público, Mario Sergio, músico residente nesta cidade, senhorinha Julinha Nunes, filha do deputado Alcibio Borges Nunes, a menina Maria Sandra, senhorinhas Nancy Press, Bruninda Geschwind e outras pessoas.

Todas as testemunhas viram um disco prateado calculando alguns que o mesmo estivesse a uma altura de 6 mil metros. Quanto à direção parece ponto pacífico que vinha de sudeste para oeste, o que é corroborado pelas diversas testemunhas que localizaram com precisão a rota do estranho aparelho e sua trajetória pelos céus de Cruz Alta. O acontecimento está sendo vivamente comentado em todas as rodas da cidade, existindo pessoas que descrêem da realidade dos discos voadores, malgrado tivesse sido divisado nos céus desta cidade um aparelho de forma circular, ficando velozmente, de côr prateada, que se tornou visível durante 10 minutos.

Fonte: O ESTADO DE FLORIANÓPOLIS (Florianópolis/SC),  17 de dezembro de 1952, pág. 01

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