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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Os ratos atacam o Rio Grande do Sul

 



RATOS

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DAMNINHA PRAGA

Pessoa digna de fé infórma ao Dever, de Bagé, que certa zona do Estado, na qual se incluem as colonias de S. Lourenço, S. João do Camaquam, Dores de Camaquam, Taquara e outras localidades, vê se actualmente assolada por uma praga terrível, talvez peor que a dos gafanhotos.

Trata-se de uma praga de ratos que tem apparecido nesses logares destruindo por completo inteiras roças e invadindo as casas, dentro das quaes damnificam tudo quando encontram.

A pessoa que deu estas notas mostrou uma capa e um chapéo, que, apezar de pendurados a regular altura do sólo, haviam sido de noite em grande parte roídos pelos damninhos animaes.

Antigos moradores dos logares infestados por essa praga dizem que este phenomeno se reproduz periodicamente, de trinta em trinta annos, por occasião da florescencia das taquaras, abundantes naquella zona.

Felizmente, segundo essas mesmas pessoas, a praga não costuma ser muito duradoura.

Fonte: A OPINIÃO PÚBLICA (Porto Alegre/RS), 26 de junho de 1908

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Onças em exposição em Porto Alegre

 



Os tigres

Honram a sua afamada raça as duas féras expostas á rua do general Victorino.

Bellissimas ambas, sem distincção de sexos.

A femea não cede em gravidade e correcção de postura á elegancia de contornos e vivacidade do representante masculino.

Dignos um do outro.

Pudéra! Mãi e filho...

Valem bem os 600$000 que custaram ao expositor.

E vale a pena visitar os bravos animaes.

As jaulas que os prendem, tranquillisam o espirito do visitante.

Sabemos que o respeitavel chefe d'essa familia que já foi seguro na Taquara.

E tambem virá para a exposição.

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 19 de julho de 1884

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Tristão José Monteiro


"Registro mortuario

(...)

Na Taquara do Mundo Novo, de que foi o primeiro habitante, falleceu a 9 do corrente, contando 76 annos de idade, o cidadão Tristão José Monteiro, pai do almoxarife do arsenal de guerra sr. José Tristão Monteiro.

O finado tomou parte na memoravel revolução de 1835, formando nas imperteritas fileiras dos legendarios farrapos.

Enviamso as expressões do nosso sentimo de pesar á sua exma. familia."


Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 12 de Julho de 1892, pág. 02, col. 03

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Antonio Luiz da Costa Esteves


"Fallecimento

Deu-se, hoje, ás 2 horas da madrugada, fallecimento do sr. Antonio Luiz da Costa Esteves, um homem honrado, que em uma longa existencia soube cercar só da consideração dos seus contemporaneos.

Contava setenta e cinco annos de idade, e era pai dos nossos co-religionarios Antonio Luiz da Costa Esteves Junior e José Esteves; o primeiro, negociante estabelecido na Taquara, o segundo, empregado d'esta folha.

Ao saímento do finado, que se effectuou hoje, ás 4 horas da tarde, compareceu grande numero de cidadãos.

Dirigimos os nossos pezames á desolada familia do morto."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 15 de Outubro de 1889, pág. 02, col. 03

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A caverna de Mundo Novo


"S. PEDRO DO RIO-GRANDE

Refere-se o Rio-Grandense de 9 do corrente:

<< Na margem esquerda do Rio da Ilha, quasi defronte do Mundo-Novo, existe nas immediações da fazenda do Dr. Brito uma grande e curiosa caverna, encravada n'um immenso paredão de rochedos.

<< Esta caverna, de difficil accesso, continha, quando foi descoberta, uma grande quantidade de esqueletos de homens, mulheres e crianças nas mais variadas posições, cujos ossos ainda hoje ahi existem.

<< É fôra de duvida que a caverna servia outr'ora de lugar de sepultura aos bugres que ha trinta annos ainda povoavam aquellas regiões.

<< Descoberta a caverna, entrou em scena a superstição. Os ossos ahi existentes a desafiaram e os camponezes da visinhança começaram a frequentar a caverna com religioso respeito.

<< Hoje existem nella um altar de pedra, diversas imagens de santos, e os ossos têem sido verdadeiramente adorados. A caverna é tida e havida por milagrosa, nella se rezam terços e o povo da visinhança já sabe contar milagres operados pelos milagrosos ossos... de bugres.

<< Porque cumpre-nos accrescentar que visitantes menos supersticiosos tiraram ha pouco tempo parte dos ossos e subjeitaram-nos aqui a um exame que poz em evidencia a sua procedencia."

Fonte: ILLUSTRAÇÃO BRASILEIRA (Rio de Janeiro/RJ), número 08, 15 de Outubro de 1876, pág. 122

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Histórico do Município de Taquara/RS


"O território de Taquara fazia parte da sesmaria concedida, em 1814, a Antônio Borges de Almeida Leães, que em 20 de junho de 1845 foi adquirida por Tristão José Monteiro e Jorge Eggers. Mais tarde, em 4 de setembro de 1846, o território passou a propriedade exclusiva de Tristão Monteiro, quando iniciou-se o processo de colonização. A 7 de setembro do mesmo ano, chegaram os primeiros imigrantes alemães: as famílias Ritter, Lahm, Schirmer e Krummenauer e uma família italiana, Raymundo, que fundaram a colônia do Mundo Novo.

Em 24 de setembro de 1880, foi instalada a primeira Comarca de Taquara, sendo distrito criado pela Lei Provincial no. 1382, de 27 de maio de 1882. O Município surgiu com a lei provincial no. 1568, de 17 de abril de 1886, sendo instalado a 7 de janeiro de 1888. Através do Decreto Estadual no. 1404 de 18 de setembro de 1908, a vila passou a ser 'cidade de Taquara'.

SITUAÇÃO GEOGRÁFICA

A cerrada vegetação de bambus silvestres (taquaral), que cobria as margens do Rio dos Sinos, pelo qual é banhada, e espalhados em grandes malhas por todo o território, deram a origem a seu nome.

Geograficamente privilegiada, localizada na Encosta Inferior do Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, na Microrregião Colonial da Encosta da Serra Geral, Taquara fica distante 72 km da Capital, Porto Alegre; a 42 km de Gramado; a 48 km de Canela; a 40 km de São Francisco de Paula; a 47 km de Novo Hamburgo e a 98 km de Tramandaí. O acesso a Taquara e desta para municípios mencionados é por estradas asfaltadas.

A altitude do Município oscila entre 29 metros na sede e 600 metros em sua regiao serrana. A temperatura média é de 22oC e seu clima é temperado. A área urbana tem 37 km2 e a área rural 353 km2, perfazendo um total de 390 km2.

Os municípios limítrofes são: Parobé, Igrejinha, Sapiranga, Rolante e Santo Antônio da Patrulha.

Os rios Paranhana e dos Sinos fazem parte da bacia hidrográfica de Taquara, além do Rio da Ilha, Rio Padilha e Rio Rolante.

ECONOMIA

Os setores industrial e comercial detém um elevado percentual da economia de Taquara, destacando-se as áreas de calçados, embalagens, beneficiamento de madeira, plástico, construção civil e prestação de serviços.

A agropecuária, que já foi a base da economia do Município, aos poucos retoma seu crescimento através do turismo rural, piscicultura, apicultura, citricultura e do reaquecimento do setor leiteiro.

DADOS GERAIS

Taquara possui 390 km2, sendo 37 km2 na área urbana e 353 km2 na área rural.

Data da Emancipação: 17 de abril de 1886

População: 51.000 habitantes

Área Urbana: 42.000 habitantes

Área Rural: 9.000 habitantes

Homens: 24.344

Mulheres: 26.656

Vias Públicas Estaduais: RS 115, RS 239 e RS 020

Predominância da população: Nas últimas décadas, Taquara recebeu habitantes das mais diversos localidades, sendo que hoje há uma miscigenação de origens (pessoas de todos os países)."

Fonte: ATLÂNTICO (RS), 04 de Fevereiro de 1999, pág. 04

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

A caçada a Berto Cuxarra e Paulo Burro


"Captura de criminoso e morte

O delegado de policia da Taquara do Mundo Novo expediu diversas escoltas em perseguição dos criminosos Felisberto Leite Ribeiro, vulgo Berto Cuxarra, e Paulo Burro, pai d'aquelle, para a captura dos quaes havia recebido requisição, por terem, com outros na linha Palmyra, municipio de São Sebastião do Cahy, assassinado o negociante italiano Deboni e sua familia e saqueado a casa, a que em seguida deitaram fogo.

Uma das escoltas conseguiu alcançal-os, ás 3 horas da tarde de 8 d'este mez, em casa de um individuo conhecido pela alcunha de Roça Velha, no termo de Vaccaria.

Intimada a prisão aos criminosos, recusaram obedecer, travando-se então renhida lucta, da qual saíu morto Cuxarra e feridos gravemente Paulo Burro e Manoel de Oliveira Pinto, que fazia parte da escolta.

O subdelegado do districto em que se deu a resistencia tomou conhecimento do facto.

Foi aprehendida n'essa ocasião grande quantidade de artigos roubados da casa de Deboni, encontrados em dous saccos de couro, que em um cargueiro conduziam os criminosos."

Fonte: A FEDERAÇÃO (RS), 27 de Janeiro de 1890, pág. 02, col. 02
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