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sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Banquete no Cassino Jaguarense



 JAGUARÃO

(...)

- Realizou-se no Cassino Jaguarense um lauto banquete, offerecido pelo sr. Manoel de Deus Dias ao ministro inglez lord Gilford Polgrave, residente em Montevidéo.

A Ordem diz sobre a festa o seguinte:

"Estiveram presentes a esse acto os mais grados membros da sociedade jaguarense. O banquete durou por espaço de 2 horas, trocando-se diversos brindes. Tomou a palavra o sr. dr. José Francisco Diana, dirigindo uma extensa saudação em francez ao illustre ministro de s.m. britannica, que por sua vez agradeceu no mesmo idioma.

Foi igualmente saudada a republica oriental representada pelo ajudante de ordens do general Santos, o distincto major Ricardo Esteves, que acompanha a lord Polgrave na viagem de recreio que faz pela republica visinha.

Ao terminar o banquete foi s. ex. acompanhado até a villa de Artigas, de onde seguirá para outros pontos da republica".

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 09 de Fevereiro de 1885, pág. 02, col. 03

domingo, 10 de setembro de 2023

Os Alemães e o Rio Grande do Sul em 1892

 



Os allemães e o Rio Grande

Do Jornal do Rio:

"Tudo nos leva a crer que os allemães não desistiram da idéa de se apoderarem do Estado do Rio Grande do Sul. Pelo menos é isso o que indica um artigo que appareceu simultaneamente nos jornaes Post e Germania.

D'esse artigo damos aqui um extracto:

Quando ha alguns mezes, dizem esses jornaes allemães, caiu por terra o poder dictatorial e o marechal Fonseca, muitas pessoas, julgando as cousas sob o ponto de vista europeu, acreditavam que o Rio Grande do Sul, Boulevard principal dos allemães no Brasil e talvez o Estado de Santa Catharina, se destacariam cedo ou tarde da federação brasileira para se constituirem em republica independente. Ter a sido isso para o povo allemão um acontecimento de extraordinaria importancia.

Esses territorios são actualmente o centro mais forte e seguro do germanismo na America do Sul, e essa circumstancia teria permittido que os nossos irmãos mostrassem si eram capazes de dirigir a nova Republica. Si houvesse triumphado, a onde da emigração allemã dirigir-se-ia para aquelle ponto.

No Brasil do sul, os allemães têm fornecido desde muito a prova de que o clima e a situação do paiz prestam-se maravilhosamente para o desenvolvimento do germanismo. Á proporção que os inglezes vão occupando territorios em todos os pontos do globo, mais urgente se vai tornando a necessidade para os allemães da creação de uma nova patria, onde possam conservar a sua nacionalidade. A Providencia parece ter fadado o Rio Grande do Sul para ser uma nova Allemanha.

O Rio Grande do Sul conta 100.000 allemães, e o Estado de Santa Catharina 70.000. Podemos, pois, dizer que existem 170.000 allemães sobre 550.000 brancos de origem portugueza, 100.000 italianos e 75.000 negros. O commercio e a agricultura são exclusivamente allemães, e para propagação do idioma têm elles 14 jornaes.

Isto prova que as sociedades coloniaes e geographicas da Allemanha nunca deveriam perder de vista o Brasil do sul, para onde conviria que dirigissem a onda dos nossos emigrantes."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 27 de Abril de 1892, pág. 02, col. 01

terça-feira, 26 de julho de 2022

Brasileiros caçados no Uruguay

 



Recebemos hontem a seguinte carta do Sr. Marianno Porto, ex-redactor do Brasil, de Montevidéo:

"Coincidindo com a narrativa que ha alguns dias fizeram-nos em carta dois importantes estancieiros brasileiros dos departamentos de Paysandú e Tacuarembó, do Estado Oriental do Uruguay, sobre os barbaros castigos pelo celeberrimo coronel Klinger, do exercito d'aquella republica, inflingidos na pessoa do cidadão Bernardino Costa, filho do Estado do Rio Grande do Sul; coincidindo com essa narração, deparamos no periodico O Brasil, de Montevidéo, com algumas linhas de gazetilha que em sua manifesta simplicidade confirmam, sem discrepar uma só circumstancia, tudo quanto em carta nos contaram aquelles nossos compatriotas. La Razon, de Montevidéu, folha oriental, a mesma que no tempo de Maximo Santos constituiu-se acerrima defensora dos cidadãoes brasileiros, crucificados no Paso-Hondo, tambem se incumbiu de estigmatisar o procedimento criminoso do coronel Klinger.

Jamais nos guiaremos, porém, pelos ataques, porém, pelos ataques das folhas de Montevidéo, porque sabemos que ellas, quando se envolvem em questões d'essa natureza, são sempre inspiradas no espirito de opposição aos adversarios politicos.

É phenomeno que não falha, não em um, mas em todos os partidos em que se divide o povo oriental. Não é isso, no entanto, motivo para que não sejamos gratos ao illustrado jornalismo uruguayo. Sempre o fomos, e a prova existe no agradecimento que escrevemos em março de 1888, dirigido á imprensa uruguaya, que, com excepção de duas ou tres folhas, subvencionadas pelo governo, pediu, mesmo implorou, que nos fizesse justiça, quando, incendiado pelo amor patrio, tomámos a defeza do misero pernambucano Leopoldo Marques; e, quanto mais tarde, respondemos a tres julgamentos no departamento do Salto. E, caso singular, e do qual nunca os governos da monarchia fizeram cabedal; eramos absolvido pelos cidadãos jurados e incontenenti condemnado pelos tribunaes do governo!

N'essa época, repetimos, deixámos evidenciada nossa sympathia e gratidão para com a imprensa de Montevidéo.

Nosso intento, hoje, publicando na conceituada e popular Gazeta de Noticias este ligeiro artigo é - chamar a attenção do benemerito jornalismo fluminense para as folhas platinas, cujas columnas, é rarissimo passar-se um mez, que não constatem factos como o que nos foi narrado por dous compatriotas, O Brasil e La Razon.

A diplomacia nem sempre póde agir em taes casos: e, não obstante ser alli nosso ministro o Dr. Ramiro Barcellos, filho do Rio Grande, ainda assim nos aventuramos a consignar que serão totalmente infructiferos os esforços de S. Ex., desde que não seja apoiado sem reservas pelo glorioso governo provisorio. E a este, por sua vez, é indispensavel a palavra do jornalismo da capital federal.

Nós imploramos, em nome da briosa e patriotica communhão brasileira, residente no Estado Oriental do Uruguay, á illustrada imprensa fluminense o seu valioso auxilio, para a divulgação dos repetidos crimes de que são victimas alguns de nossos compatriotas que têm a infelicidade de cahir nas unhas dos Klingers d'aquelle bello paiz.

Si o honrado gabinete do immortal cidadão Deodoro da Fonseca deseja saber quem é o coronel Klinger, quaes os seus actos, passem os Srs. ministros, embora ligeiramente, os olhos por um exemplar do nosso livro - Leopoldo Marques ou o Volpi Patroni Brasileiro. SS. Exas. o encontram em poder do Dr. João Severiano da F. Hermes, a quem tivemos a honra de offerecer o unico volume que possuiamos.

O qualificativo - torturador - com que o mimoseou (ao coronel) La Razon, não ha muito, é propriedade nossa. Ha dous annos, em artigo firmado, o empregámos tratando das correrias de Klinger contra cidadãos brasileiros do departamento de Tacuarembó.

Concluiremos com o novo attentado:

Bernardino Costa, brasileiro, vai todos os annos a Corrales, na qualidade de capataz, levar tropas de gado. N'uma d'essas viagens, ha um mez mais ou menos, Klinger, por meio da força, fal-o sentar praça. Costa pensa em desertar e escreveu uma carta a Klinger, dizendo-lhe francamente que a servir á força ou de qualquer outro modo no exercito oriental preferia fazer o serviço das armas no Brasil, que era a sua patria. Chegada que foi essa carta ao conhecimento de Klinger, este, depois de a ler, mandou chamar Bernardino e perguntou-lhe se era elle o auctor da carta. Bernardino respondeu affirmativamente. Klinger ordenou que por occasião da parada fossem apllicados em Costa TRES MIL AÇOITES!! A ordem foi cumprida á risca. A victima não soubre o numero de açoites, porque perdeu os sentidos! No outro dia tinha o corpo em chaga viva! Klinger foi á enfermaria, dias depois, e perguntou ao praticante:

- Como vá el brasilero? - Responderem-lhe: está bastante machucado. O coronel, com desprezo, disse:

"Déjelo que se jorobe! Si muere hagan un agujero en el monte y métanto adentro y sinó, larquen'o...ya tiene bastante para quejarse en su tierra!"

Não ha commentario digno.

Tenho comprido com estas linhas o pedido dos dous estrangeiros, e o dever de brasileiro patriota. - Marianno Porto.

Sobre esta occurrencia informaram-nos que o governo oriental já tomou providencias, suspendendo de suas funcções o coronel Klinger e mandando abrir inquerito.

Fonte: GAZETA DE NOTICIAS (Rio de Janeiro/RJ), 10 de Julho de 1890, pág. 01, col. 02-03

domingo, 12 de junho de 2022

O Brasil Independente e a visão nacional sobre os países vizinhos

 



Corria por certo no Rio de Janeiro a sahida do ultimo Correio, que a Republica de Buenos-Ayres tinha declarado guerra ao Imperio do Brasil pela occupação da Provincia Cisplatina, e pertendida Invasão da Provincia de Chiquitos. Custa a crer, que essa insignificante Republica, sempre desolada pelos Indios, e que não consta mais de cento e cincoenta mil almas ouse desafiar o vasto, rico, e poderoso Imperio do Brasil: pagará bem caro sua ousadia!!

He agora tempo de fazer o que há muito se devera ter feito Santa Fé, e Corrientes na Provincia de Entre Rios são pontos militares da maior importancia para a defeza do Imperio do Brasil; mas não basta a occupação destes pontos he preciso mais. Neembuco a margem do Paraguay ao Norte de sua junção com o Paraná he o estaleiro, em que se constroem os Corsarios de Buenos-Ayres: he preciso queimar-se tal espelunca, e na minha opinião toda á banda oriental do Rio Paraguay deve ficar pertencendo ao Imperio, e para esta conquista se devem dirigir as forças do Imperio. Devemo-nos convencer de huma verdade, e he que o Brasil será sempre incommodado por tão máos visinhos, em quanto não tomar estes pontos, e não castigar os Selvagens visinhos a ponto de os fazer perder todas as suas esperanças.

Fonte: O UNIVERSAL (Ouro Preto/MG), 28 de Dezembro de 1825, pág. 288, col. 01-02

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Consulados estrangeiros no Rio Grande do Sul em 1886


"Corpo Consular residente na Provincia

Allemanha: Em Porto Alegre Antonio Hellwig (consul); no Rio Grande Luiz Fraeb (consul).

Argentina (confederação): Em Porto Alegre Frederico Duval (consul); no Rio Grande Francisco Antonio Susini (consul); em Pelotas D. José Segarra (consul); em Itaqui Pedro A. Barros (consul); em Jaguarão Julian Sarachaga (consul).

Austria-Hungria: Em Porto Alegre Edmond Tellscher (consul); no Rio Grande L. F. Tollens (vice-consul).

Belgica: Em Porto Alegre Henrique Lüderitz (consul); no Rio Grande Leon Bergmann (gerente do consulado).

Chile: Em Porto Alegre Alfredo Schütt (consul).

Dinamarca: Em Porto Alegre Francisco Müller (vice-consul); na ausencia do vice-consul está encarregado do vice-consulado Hermann Müller.

Estados Unidos da América: no Rio Grande Beckford Mackey (consul, ausente), W. A. Preller (vice-consul).

França: Em Porto Alegre Affonso Norat (agente consular); em Pelotas Leopoldo Joucla (agente consular).

Grã-Bretanha: Em Porto Alegre Ambrosio Archer Junior (vice-consul, ausente), estando encarregado do vice-consulado Arthur New; no Rio Grande Mansell Nicholas Lefebvre (vice-consul); em Pelotas Benjamin R. Cordeiro (vice-consul).

Grecia: no Rio Grande Urbano Martins Garcia (vice-consul interino).

Hespanha: em Porto Alegre (vago, vice-consul); no Rio Grande Luiz Antônio de Otero (vice-consul); em Pelotas Benito Maurell (vice-consul); na Uruguayana D. José Carballido (vice-consul).

Italia: em Porto Alegre Pasquale Corte (consul); em Pelotas J. B. P. Malan (agente consular); no Rio Grande Angelo Cademartori (agente consular); em Bagé Giuseppe Bina (agente consular).

Paraguay: em Porto Alegre Manoel Balthazar de Almeida e Silva (consul); no Rio Grande João Dias Vianna (vice-consul).

Payses-Baixos: em Porto Alegre M. F. C. Mundt (vice-consul); no Rio Grande J. M. Garcia (consul).

Perú: em Porto Alegre Fidelis Alves Ferraz (consul).

Portugal: em Porto Alegre João Pinto Ribeiro (vice-consul); no Rio Grande Luiz Augusto de Moura Pinto de Azevedo Taveira (consul), Antonio da Silva Ferreira Tigre (vice-consul); em Pelotas Theodosio Fernandes da Rocha (vice-consul); em Jaguarão José da Costa Carneiro (agente consular); em Santa Victoria Emygdio Pinto de Oliveira (agente consular); em Bagé Manoel José Gonsalves Guimarães (agente consular); na Uruguayana Abel Coelho (vice-consul).

Russia: no Rio Grande Hermann Bojunga (vice-consul).

Suecia e Noruega: em Porto Alegre Johan Panzer (vice-consul); no Rio Grande Wilhelm Heydtmann (vice-consul).

Suissa: no Rio Grande João Rodolpho Dieticker (consul), Fritz Luchsinger (vice-consul).

Uruguay (Estado Oriental do): em Porto Alegre (vago, vice-consul); em Pelotas Benito Maurell y Lamas (vice-consul); no Rio Grande Theodoro C. Barbosa (consul); em Bagé Casildo Carrion (vice-consul); em Uruguayana Luiz Ballesteros (vice-consul); em Alegrete D. Justino Torres Filho (vice-consul); em Itaquy Manoel Marenco (vice-consul); em Jaguarão Esteban Silva (consul); em Santa Victoria Aurelio Susini y Nuñes (vice-consul); em Dom Pedrito Manoel Fernandes (vice-consul)."

Fonte: ANNUARIO DA PROVINCIA DO RIO GRANDE DO SUL PARA O ANNO DE 1886. Porto Alegre, Gundlach & Cia., 1885, pág. 95-98.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Incidente com o cônsul norte-americano


"Na cidade do Rio Grande

CONFLICTOS E FERIMENTOS NO POLYTHEAMA - O JORNAL MARUI - PRISÃO DO CONSUL AMERICANO

Em a noite de 12 do corrente, na cidade do Rio Grande, antes de começar o espectaculo da companhia Furtado Coelho, que trabalha no Polytheama (representação do Mestre de forjas), o consul dos Estados Unidos ali residente, sr. Bekford Mackey, desfechou o revólver contra Tadio Amorim, proprietario do semanario caricato Marui.

O facto tem despertado vivo interesse entre a população rio-grandense, e admira-nos que o telegrapho não o tivesse communicado a esta capital.

✤✤✤✤✤✤✤✤

Os jornaes que temos á vista narram differentemente o occorrido, mas todos mostram-se sympathicos á causa do sr. Mackey, que é considerado e goza de todo o conceito entre a sociedade em que vive.

O Marui insultava constantemente áquelle representante de uma grande nação amiga, levando a injuria e a calumnia ao ponto de envolver até a familia, ausente, de quem vive em terra hospitaleira.

No dia da lamentavel occorrencia, o sr. Mackey vio-se tôrpemente atacado.

Á noite, foi ao Polytheama.

Estava sentado no salão quando entrou Thadio Amorim, que, segundo um collega do Rio Grande, dirigio provocações ao sr. Mackey.

Acto continuo, este aggredio-o, fazendo uso de uma fraca bengala.

Thadio repellio, tambem armado de bengala.

Então, o consul americano tirou do revólver e aturdidamente desfechou-o a queima-roupa sobre o homem que tanto o provocava.

Duas balas empregaram-se, e uma outra foi ferir em uma mão o sr. Porphyrio Alves da Silva.

Thadio tentou igualmente desfechar o seu revólver, mas foi contido por grande numero de pessoas.

Imagine-se quantas desgraças poderiam ter occorrido, na sala de um theatro litteralmente cheio.

Felizmente, além do desastre de que foi victima o cidadão Porphyrio, as muitas pessoas presentes não soffreram senão um grande susto.

✤✤✤✤✤✤✤✤

A policia que estava no Polytheama deu voz de prisão ao sr. Mackey, mas o sr. Luiz Fraeb, consul do imperio germanico, conduzio-o de braço.

Mackey compareceu immediatamente á presença da autoridade policial e entregou-se á prisão, sendo recolhido ao quartel do 17o. batalhão de infantaria.

Thadio, apezar de ferido, perseguio-o na rua, tentando assassinal-o.

Consta que o dr. juiz municipal do termo requereu a prisão d'esse individuo.

✤✤✤✤✤✤✤✤

O corpo consular, os representantes da imprensa, funccionarios publicos e grande numero de pessoas respeitaveis da localidade têm visitado o representante dos Estados-Unidos.

O dr. João de Miranda Sobrinho offereceu-lhe espontaneamente os seus serviços de advogado.

✤✤✤✤✤✤✤✤

Narramos os factos, rapidamente, conforme nol-os transmittem os dignos collegas da imprensa do Rio Grande.

Não os presenciámos, não conhecemos a folha de Thadio nem os seus habitos."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 18 de Abril de 1885, pág. 01, col. 03

"RIO GRANDE

9 de Junho:

- Pelo tribunal do jury foi unanimente absolvido o cidadão Beckford Mackay, consul dos Estados-Unidos, ali residente, submettido a processo por haver tomado publicamente um desforço pessoal contra Thadio Amorim, pelas tôrpes aggressões que este lhe dirigio em um pasquim impresso.

Foi seu defensor o dr. Miranda Ribeiro.

Toda a imprensa dirige felicitações ao honrado funccionario estrangeiro - um moço de 23 annos - e toda a população exultou com o resultado do julgamento.

O cidadão Mackay recebeu as mais honrosas demonstrações de subito apreço e á noite foi alvo de uma enthusiastica manifestação.

Poucos dias demorou-se o sr. Mackay no Rio Grande depois do julgamento do jury, pois seguio para seu paiz natal no gozo de uma licença.

(...)"

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 11 de Junho de 1885, pág. 01, col. 05


segunda-feira, 4 de novembro de 2019

A polêmica expedição argentina de 1885


"ARGENTINOS EM CHAPECÓ

Do Jornal do Rio:

<<Vimos hontem duas cartas, vindas de Palmas (Paraná), uma com a data de 29 do passado e a outra com a de 1 do corrente, escriptas ambas por pessoas muito conceituadas d'ali, as quaes noticiam que chegára á barra do Chapecó uma commissão argentina, que vai explorar esse rio até ás suas cabeceiras, tendo passado dois dos commissarios por Nonohay (freguezia do municipio de Passo Fundo) e subido os outros o Uruguay.

<<Accrescenta um dos informantes que os animos estão exaltados ali por causa d'essa exploração.

<<Não tendo ella caracter hostil, como parece que não ter, não ha, crêmos, motivo para tal exacerbação de animos.

<<Desejam naturalmente os argentinos conhecer melhor aquella vasta região, parte da qual anda em litigio, e por isso mandam exploral-a. Façamos nós o mesmo; exploremol-a tambem, e assim mais facilmente se chegará talvez ao resultado desejado.>>"

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 07 de Fevereiro de 1885, pág. 02, col. 01
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