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terça-feira, 5 de julho de 2022

Proprietários de Rio Grande em 1825 - Parte 05

 



Obs.: Lista parcial de proprietários moradores do termo da então vila de Rio Grande em 1825. Inclui portanto desde grandes proprietários rurais até meros proprietários de habitação própria. O termo da vila de Rio Grande, na ocasião, incluía, uma grande porção do sul e sudeste do atual estado do Rio Grande do Sul.

José de Faria Roza

José de Faria Roza Filho

Lourenço Manoel Lopes (padre)

José Dutra de Lemos (padre)

Quintiliano Pereira Madruga

Antonio José de Borba

Manoel Gomes Garcia

Antonio de Faria Roza

José Pereira da Cunha

Thomaz da Roza Pinheiro

Americo Pereira da Silva

Manoel Pereira da Silva

João Antonio de Oliveira

Bernardo de Jesus Maria Lopes (padre)

Manoel Rodrigues Barboza

Francisco Ignacio de Lemos

Feliciano José Pinto de Moura (padre)

José Ignacio de Lemos

Joaquim Ignacio de Lemos

Domingos Silveira

Manoel Francisco de Paiva

Manoel Francisco da Terra

Miguel Antonio de Araujo

João Ignacio Baptista

Theodoro José da Silva Braga

José Marcelino da Silva

Domingos Antonio Fernandes

João da Costa Chaves

Bartholomeu Bento Marques

Hermenegildo Pereira Marques

Alexandre Dias da Costa

João de Souza Pascoal

Fermiano Gonçalves Chaves

José Bernanrdes de Souza Araujo

José de Souza Machado

Manoel José de Souza

José de Souza Lima

José Manoel da Silva Saraiva

Anastacio José da Rocha

Ignacio José de Souza

João Antonio da Silveira

Joaquim José Rodrigues Saraiva

Pio Soares de Paiva

José Joaquim de Faria

Francisco José Saraiva

Antonio Rodrigues Vicente

Manoel Gonçalves da Silva Peixoto

Joaquina Roza Saraiva

José Rodrigues Evangelho

Manoel Ignacio da Silva

Fonte: IMPERIO DO BRAZIL: DIARIO FLUMINENSE (Rio de Janeiro/RJ), 24 de Março de 1825, pág. 266.


domingo, 3 de julho de 2022

Proprietários de Rio Grande em 1825 - Parte 04

 



Obs.: Lista parcial de proprietários moradores do termo da então vila de Rio Grande em 1825. Inclui portanto desde grandes proprietários rurais até meros proprietários de habitação própria. O termo da vila de Rio Grande, na ocasião, incluía, uma grande porção do sul e sudeste do atual estado do Rio Grande do Sul.

José Xisto

José de Andrade

Manoel Joaquim de Carvalho

Antonio Francisco Jardim

Antonio Luiz de Souza Pinto

Luiz dos Santos Ferreira

Domingos Borges

Antonio Pinto Ribeiro

Maurício Dutra

Simplicio Ferreira Porto

Serafim José Rodrigues de Araujo

Antonio de Moraes Figueiredo

Nicoláo Machado Pereira

Ignacia Anna Gomes

José de Freitas Guimarães

Manoel Jeronymo

Manoel Soares da Silva

Thomaz Martins de Freitas

Manoel Jorge da Silva

João Batista Gomes

José Pereira da Silva

Francisco de Oliveira

Antonio Alves Lisboa

Manoel Ignacio das Neves

Francisco Machado 

Luiz Machado

José Antonio Lopes

Francisco José de Miranda

Manoel José Ferreira

José Ignacio Lucas

Pedro de Barros

Hilario Lucas

Manoel Lucas

Manoel Caetano

Simão Roza

Manoel José da Costa

Miguel Machado

José Florindo

José Machado

Hipolito Pinto Ribeiro (vigário)

Candido del Rio Candirar (padre)

Felicissimo José da Silva

Felippe José Xavier

Caetano José Xavier

João Pereira de Medeiros

Manoel de Campos de Almeida

Francisco José Pinto Braga

João Gonçalves Pereira

Domingos da Boa Nova

Joaquim José de Souza

Joaquim José Coimbra

Baltazar Rodrigues Almeida

José Furtado de Souza

Antonio José Barboza

Salvador Bueno Boa Nova

Francisco Soares Louzada

Bernardes Soares Louzada

Antonio dos Santos Froes

José Jacinto da Luz

Fonte: IMPERIO DO BRAZIL: DIARIO FLUMINENSE (Rio de Janeiro/RJ), 14 de Março de 1825, pág. 234.

sábado, 2 de julho de 2022

Proprietários de Rio Grande em 1825 - Parte 03

 



Obs.: Lista parcial de proprietários moradores do termo da então vila de Rio Grande em 1825. Inclui portanto desde grandes proprietários rurais até meros proprietários de habitação própria. O termo da vila de Rio Grande, na ocasião, incluía, uma grande porção do sul e sudeste do atual estado do Rio Grande do Sul.

José Faustino Corrêa

Vicente Garcia

Evaristo da Costa

Florinao José Ribeiro

Manoel Corrêa Mirapalheta

Ignacio José Rodrigues

Joaquim Silveira Borges

Luiz José da Silva

Joaquim Cardoso Brum (vigário)

Thomaz de Souza Sequeira Silva (padre)

Hipolito do Couto Brandão

José Thomaz Farinha

Manoel Rolhano

Antonio Manoel de Souza

Liberato Firmino de Almeida

Matheus Antonio d'Afonseca

João dos Santos Campelo

Ignacio Antonio Vieira

Francisco Rodrigues Almeida

Thomaz Rodrigues Pereira

Antonio Ricardo Maia

Manoel Martins

José Antonio Barboza

José Rodrigues Vianna

Joaquim José Moreira

Maria José

João Gonçalves Braga

Manoel Pinto

Francisco José de Matos

Lucidoro Teixeira

Raimundo Senandes

Joaquim dos Santos Polvora

Francisco Leonardo Falcão

Miguel Machado de Souza

Liborio Teixeira de Gouvea

Antonio José Coelho

Manoel Furtado

Silvestre Teixeira Pinto

Joaquim José Soares

José Antonio da Silva

Antonio dos Santos Paiva

Antonio de Souza Fernandes

Manoel Antonio de Oliveira

Manoel Cardozo Brum

Faustino de Brum

Manoel Antonio Rolim

Ignacio Félix Téjo

Manoel de Brum

Antonio Pereira

Pedro Furtado

Fonte: IMPERIO DO BRAZIL: DIARIO FLUMINENSE (Rio de Janeiro/RJ), 11 de Março de 1825, pág. 226.

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Proprietários de Rio Grande em 1825 - Parte 02



 Obs.: Lista parcial de proprietários moradores do termo da então vila de Rio Grande em 1825. Inclui portanto desde grandes proprietários rurais até meros proprietários de habitação própria. O termo da vila de Rio Grande, na ocasião, incluía, uma grande porção do sul e sudeste do atual estado do Rio Grande do Sul.

Francisco Marques Lisboa

Antonio de Sá Araujo

Jeronymo Teixeira de Almeida

Manoel Antonio Barboza

José Rodrigues Maceira

João Dias de Oliveira

Antonio Garcia de Miranda

Antonio Pinto Nogueira

Ivo André Lacort

João Gonçalves

Manoel Rodrigues Pereira

Francisco Teixeira Cavalleiro

Luiz Francisco Ramalho

Narcisa Maria 

Mathias Pereira

João Pereira da Roza

Antonio Silveira Azevedo

Antonio Pereira Duarte

José Domingues

Silvestre Gonçalves

Laurindo Teixeira

José Miguel

Francisco da Roza Mendonça

Manoel Luiz Lima

Justino Luiz Lima

Bernardo Baptista

Domingos Pereira Canedo Chaves

Manoel Antonio de Medeiros

Manoel Alves Lisboa

Bartholomeu Alves

José Antonio Campos

Thomé José do Monte

Manoel José Ferreira de Magalhães (padre)

João Fernandes Campos

Vicente Ferreira de Lima

Thomaz Francisco Jorge

José Martins do Espirito Santo

Manoel Francisco da Silveira

Polidoro Pereira

José Rodrigues de Oliveira

João Machado Maciel

Manoel Garcia Gomes

José Martins Borges

Manoel Mendes Borges

José Rodrigues Mendes

Ignacio Francisco Rodrigues

Manoel Francisco Botelho

José Martins Filho

Francisco Rodrigues

João Alves Lisboa

Fonte: IMPERIO DO BRAZIL: DIARIO FLUMINENSE (Rio de Janeiro/RJ), 10 de Março de 1825, pág. 222.

terça-feira, 28 de junho de 2022

Proprietários de Rio Grande em 1825 - Parte 01



 Obs.: Lista parcial de proprietários moradores do termo da então vila de Rio Grande em 1825. Inclui portanto desde grandes proprietários rurais até meros proprietários de habitação própria. O termo da vila de Rio Grande, na ocasião, incluía, uma grande porção do sul e sudeste do atual estado do Rio Grande do Sul.

Barbara Lopes de Jesus

Baltazar Gomes Bastos

Cipriano Rodrigues de Barcelos

Clara Barbara de Menezes

Domingos Francisco dos Anjos

Domingos de Castro Antiqueira

Domingos José de Almeida e Silva

Domingos Antonio de Avelar

Domingos Rodrigues Ribas

Estevão Balaqua

Francisco de Paula Ferreira

Francisco Xavier de Faria

Francisco Vieira da Costa

Francisco de Salles Teixeira

Francisco Antonio da Cruz Guimarães

Felix de Sá Souto Maior

Francisco Florencio Rocha (padre)

Francisco Bonia

Francisco dos Santos Candal

Francisco José Ribeiro de Amorim

Francisco Teixeira Guimarães

Francisco de Moraes Pinto

Francisco de Assis Silva

Felisberto José Barboza

Francisco José Macedo (padre)

Gabriel Antonio Lima

Gabriel Rodrigo de Carvalho

Gregorio José da Roza

Jeronymo José Coelho

José Rodrigues Assumpção (padre)

José Gonçalves da Silva

Joaquim Franciso Ilha

José Joaquim Gonçalves

José Ignacio Xavier

Ignacio Soares do Rego

Julião José da Silva

João Alves Pereira

José Pinto Martins

Ignacio José Bernardes

Joaquim José da Assumpção

João Alexandre da Roza

José Rodrigues Ribas

José Antonio Rodrigues Penna

José de Souza Silva Aquino

João Manoel Soares Junior

José Antonio Vieira

José Paulo da Silva

Joaquim Luis de Lima

José da Roza Neves

José Fernandes Lima

José Simeão dos Anjos

José Cazanova (padre)

Thomaz João José de Souza

João Jacinto Pereira da Silva

José Fernandes da Victoria Santos

José Joaquim do Rego Vianna

João Pedro dos Reis

José Francisco Machado

João Alberto

Jacinto José Pinto Moreira (vigário)

José Maria Rodrigo de Carvalho

João da Costa Coelho

João Baptista de Figueredo Mascarenhas (médico)

Luiz Marques de Carvalho

Manoel Gonçalves da Silva

Manoel Pinto de Moraes

Manoel Rodrigues Barcellos

Manoel José Rodrigues Valladares

Manoel Albino Rodrigo de Carvalho

Manoel José de Barros

Manoel José da Rocha

Manoel Antonio Martins

Manoel José Tavares Silva

Maciel Francisco Garcia

Pedro José Gonçalves

Pedro Mosqueira

Reduzindo Teixeira Nunes

Samuel Eduardo Nunes

Vicente Borges do Canto

Ignacio Rodrigues de Barcellos

Manoel da Roza Mascarenhas

Manoel Alves de Moraes

Rita Leocadia de Moraes

Antonio Francisco dos Anjos (capitão-mór)

José de Souza Mursa

Antonio Dias de Castro

Manoel Ignacio

Manoel Monteiro Campos

Bento José de Andrade

Manoel Rodrigues de Sá 

Manoel Antonio da Silveira

Luiz Antonio Gauterio

José Alves de Faria Santos

Antonio Antunes da Perccincula [sic]

Agostinho Francisco do Espirito Santo

João Hipolito da Fonseca

José de Souza Cabral

Maria Magdalena da Silva

José da Costa Torres

José R. Robilar

Francisco da Costa Pinto

João Dias de Oliveira

Joaquim Pinheiro de Oliveira

André Lacurt

Bernardo José de Carvalho

Marcelino José Monteiro

José da Costa Brandão

José da Costa Vianna

José Silveira Villa Lobos

Francisco José Dias

José Pacheco de Mendonça

Cypriano dos Santos Oliveira

Francisco de Azevedo Souza

José Ignacio de Souza

Luiz Antonio da Rocha

Manoel José Lopes

João Vieira da Cunha

Francisco José Velho

Joaquim Francisco Monteiro

Joaquim Dias da Costa

Francisco de Oliveira

Joaquim Pinto

Frederico Castilhos

Thomaz Ignacio da Percincula [sic]

Francisco José Pereira (padre)

Senhorinha da Costa Pereira

Maria Mór

José Joaquim de Castro Amarante

Fonte: IMPERIO DO BRAZIL: DIARIO FLUMINENSE (Rio de Janeiro/RJ), 08 de Março de 1825, pág. 213-214.


sábado, 24 de abril de 2021

Inundações de 1899 no sul do Rio Grande do Sul



"Inundações

Diz uma folha de Pelotas:

Como aqui e outros pontos, fizeram-se sentir bem fortes no sul do Estado os effeitos do pessimo tempo ultimamente reinante.

Interromperam-se por muitos dias serviços, com a crescente das aguas nos arroios e as trovoadas continuas.

A linha telegraphica do Arroio Grande, duas leguas a contar deste passo, teve por terra os postes, quebrados a maior parte.

Outros prejuizos occorreram nesse municipio.

A enchente do mesmo Arroio Grande não permittia a passagem das malas do correio, interrompendo-se por ahi as communicações terrestres com Jaguarão.

Os estrafos materiaes causados na linha telegraphica foram custosa e demoradamente reparados.

Carta escripta das Bretanhas refere que ali ha 15 annos não se observava enchente como a que se produziu a 9 do corrente.

No logar denominado Capão da Perdiz o temporal deixou tambem vestigios da sua passagem, occasionando muitas inundações, lançando o vento por terra innumeros ranchos e caindo do sobrado da successão Arosteguy uma parte consideravel.

- Os arroios que existem no caminho desta cidade a S. Lourenço têm saido fóra dos leitos, estando as estradas intransitavel.

- O máo tempo voltou hontem, chovendo e trovejando desde manhã."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 28 de Agosto de 1899, pág. 01, col. 02

terça-feira, 21 de março de 2017

A ocupação da região do Sangradouro da Mirim no século XVIII


Trecho extraído de: GUTIERREZ, Ester J.B. Negros, charqueadas e olarias: um estudo sobre o espaço pelotense. Pelotas/RS: Ed. Universitária/UFPel, 2001, p. 50-52

"Propostas para o Sangradouro da Mirim
No início do último quartel do século XVIII, o engenheiro militar Francisco João Roscio executou um levantamento físico/espacial do Rio Grande, que resultou em três mapas. Acrescentou às cartas uma descrição do território levantado onde relacionou as questões de segurança com os espanhóis e a economia. Chamou o texto de “Compêndio noticioso do Continente do Rio Grande de S. Pedro até o Distrito do Governo de Santa Catarina, extraído dos meus diários, observações, e notícias, que alcancei nas jornadas que fiz ao dito Continente nos anos de 1774, e 1775”. Quanto aos dos campos neutrais informou:

'Nas cabeceiras desse rio [Negro] se encontram também muita quantidade de vaca brava e errante que se avalia em mais de 50.000 cabeças. Cuido que são as sobras das fazendas de portugueses abandonadas na língua de terra entre a lagoa Mirim e a costa do mar por ocasião da guerra e entrada dos castelhanos em 1763.'

Em seguida, fez considerações sobre as vantagens da região da lagoa Mirim sobre a vila de Rio Grande, quanto à segurança e os recursos materiais.

'Toda esta segunda parte do terreno, de que tenho tratado ou campos dobrados é de boa terra e produtivo. Nele se acham diferentes qualidades de madeiras, barros e pedreiras, como costuma suceder em países de semelhante natureza. Os campos altos pela maior parte são limpos de mato: mas as bordaduras dos rios e regatos e alguns vales ou baixadas são emboscados e cobertos de arvoredo como também as faldas e encostas dos montes mais elevados e toda a serra ou cordilheira Geral como já disse.'

O secretário da junta da Fazenda do Rio Grande do Sul de 1775, Sebastião Francisco Bettamio, fez considerações bastante aproximadas das de Roscio. No texto “Notícia particular do Continente do Rio Grande do Sul, segundo o que vi no mesmo Continente, e notícias, que nele alcancei com as Notas, do que parece necessário para o aumento do mesmo Continente, e utilidade da Real Fazenda” , entregue ao vice-rei Luís de Vasconcelos, em 1780, entre muitas observações, sugeriu a mudança para Pelotas, considerando o freqüente sepultamento dos edifícios de Rio Grande pelos combros de areia.

'Sendo a mudança para o campo chamado das Pelotas, onde o terreno é melhor, e tem pedra, há os descontos de ficar distante da barra mais de dez léguas [66km]; e não poder fortificar ou guardar pela parte do campo sem uma numerosa guarnição. É bem verdade que o continente nada o guardará se não for uma paz sólida e permanente [...].'

Sobre esta proposta, fez 29 observações. Entre elas, informou:

'[...] entrando-se pelo sangradouro da Mirim, três ou quatro léguas [19,8 a 26,4km], há muitas e admiráveis rochas de boa pedra, havendo portos de mar que dão lugar à entrada de embarcações grandes, e chegam quase ao pé dos cerros; que ali se transporte a pedra para a vila, [...] uma companhia de cento e cinqüenta ou duzentos índios trabalhadores, e que estes se empreguem de baixo da direção de pessoa inteligente em quebrar e arrancar pedras de toda a qualidade...........................................................................................................................................................................................
9ª.- No mesmo sítio em que se corta pedra, há barro para telha e tijolo, e como na aldeia há índios que sabem fazer estes dois materiais, ................................................................................................................................................
No continente pode-se fazer cal de marisco, tanto em uma caieira que há no sítio de Mostardas, [...] mas bom será fazer-se exames, ou experiência com a pedra das margens do sangradouro, se será boa para cal, e também averiguar se há saibro, ou areia própria para a fábrica de edifícios.[...]
12ª.- Nas mesmas margens do sangradouro da Mirim em pequena distância,
consta-me haverem excelentes madeiras, em cujo corte se podem empregar
alguns índios, [...].'

Estavam relacionadas todas as condições materiais para o desenvolvimento da área. Sobre os campos chamados de S. Gonçalo, das Pelotas, ou do Serro Pelado, disse que só deveriam ser ocupados depois de estar concluída a linha divisória do Tratado de 1777: “[...] e tendo visto praticar pelo contrário, porque não só tem repartido, mas até se tem vendido de um particular a outro a posse por um título que não é, nem podia ser, e tal e qual foi adquirido ainda antes da invasão que os castelhanos fizeram no Rio Grande, em cujo tempo não pertencia à coroa de Portugal aquele terreno.” Era de parecer favorável à instalação das fazendas de gado, desde que as vivendas de seus donos se localizassem dentro do recinto da vila.

Em 1778, Moniz Barreto, em “Observações relativas à agricultura, comércio e navegação do continente do Rio Grande de São Pedro no Brasil”, propôs:

[...] que as terras sejam repartidas de outro modo, diferente do que se havia praticado para que ‘em lugar de haver muitas fazendas grandes, haja muitas pequenas, segundo a força dos agricultores’; identifica ramos do comércio a serem incentivados, como ‘as carnes salgadas que devem ser exportadas a este reino em lugar das que vem da Irlanda’, e o cultivo do linho cânhamo, que dispensaria as importações da Rússia.

Dois anos depois, em 1780, começou a distribuição formal das propriedades. Em relação ao distrito do Serro Pelado, verificou-se que houve coincidência entre as observações dos autores assinalados e as doações de terras, realizadas pela coroa portuguesa. Quanto à região platina, constatou-se que, tanto no caso da aparente gratuidade das concessões portuguesas, como no da venda espanhola, houve a monopolização das terras, por parte dos comerciantes, militares e abastecedores do exército."



sábado, 24 de setembro de 2016

I Vitrine do Turismo da Costa Doce


O evento acontece nesta terça-feira, no Mercado Público Central de Pelotas, entre as 10 horas da manhã e as 20 horas da noite. Haverá uma mostra dos produtos e empreendimentos turísticos da região da Costa Doce, como o projeto Caminho Pomerano de São Lourenço do Sul e Morro de Amores de Morro Redondo. 



sábado, 17 de setembro de 2016

Em Ranking de Eficiência dos Municípios da Folha de São Paulo, Capão do Leão aparece somente na posição 4023


A Folha de São Paulo em conjunto com o Datafolha lançou no último dia 28 de Agosto, um ranking nacional de eficiência dos municípios, buscando estabelecer índices de educação, saúde e saneamento como norteadores e a eficiência com que esses serviços são entregues à população. Dos 5.569 municípios brasileiros, 5.281 foram tiveram seus dados auferidos.

Numa escala de 0 a 1, o ideal é que cada município obtivesse o indicador de pelo menos 0,500. Capão do Leão atingiu 0,393 e ficou na última faixa de classificação como município "ineficiente". As outras faixas são "eficiente", "alguma eficiência" e "pouca eficiência". Em relação ao total de municípios pesquisados, Capão do Leão ocupa a 4023a. colocação.

Índices analisados em relação ao município de Capão do Leão:
  • No item "Educação", o município obteve o índice de 0,158, bem abaixo da média nacional de 0,509.
  • No item "Saúde", o município obteve o índice de 0,591, acima da média nacional de 0,500.
  • No item "Saneamento", o município obteve o índice de 0,665, acima da média nacional de 0,567.
  • No item "Receita Total", o município obteve o índice de 0,099, abaixo da média nacional de 0,166.
  • A Receita Total do município em 2013 foi de 45,5 milhões, perfazendo uma média per capita de R$ 1.803,00.
  • As transferências públicas de receita em percentuais ficam na casa de 89%, demonstrando que o município repassa os valores às áreas, mas não há aproveitamento dos recursos no processo de gestão.
  • O município tem uma despesa paga de 42% na área da educação, acima da média nacional de 32%.
  • O município tem uma despesa paga de 18% na área da saúde, abaixo da média nacional de 24%.
  • Os gastos legislativos com despesa paga ficam no patamar de 4%, igual à média nacional.
  • Para cada 100 habitantes, o município possui 3,6 servidores por habitante, abaixo da média nacional de 5,1.
  • Total de servidores em 2014 era de 912 funcionários. A variação no período 2004 à 2014 foi de 11% a mais.
  • A população atual é de aproximadamente 25.321 habitantes.
  • O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal é de 0,637 (conforme dados de 2010).
  • O Produto Interno Bruto do município em 2013 foi de R$ 373.553.071,00.
  • Somente 6% das crianças de 0 a 3 anos de idade estão na escola e, na faixa de 4 a 5 anos, o índice sobe para 35%.
  • A cobertura de saúde por equipes de atenção básica (dados de 2013) é de 100%.
  • Existe 1,3 médico por mil habitantes (dados de 2014).
  • Os números referentes ao saneamento são de: 87% de abastecimento de água, 97% de coleta de lixo e 16% de cobertura de rede de esgoto.
A situação dos municípios da região também não é muito animadora. Pelotas aparece com índice de 0,432 no ranking, na posição 3228, Rio Grande apresenta 0,348, na posição 4651, Morro Redondo apresenta 0,285, na posição 5106, Turuçu apresenta 0,326, na posição 4852, Arroio do Padre apresenta 0,296, na posição 5048, Pedro Osório apresenta 0,393, um pouco abaixo de Capão do Leão, na posição subsequente de 4024, Canguçu apresenta 0,234, na posição 5234, Cerrito 0,293, posição 5066, Arroio Grande 0,230, posição 5237, São Lourenço do Sul 0,359, posição 4536, Piratini 0,244, posição 5224, entre outros também com indicadores muito preocupantes.


domingo, 20 de março de 2016

Mapa da região do Forte São Gonçalo no século XVIII

Extraído originalmente do link: http://fortalezas.org/?ct=fortaleza&id_fortaleza=383&muda_idioma=PT 

Mapa histórico datado da 2a. metade do século XVIII, em que é possível identificar a região do Forte de São Gonçalo que ficava às margens do rio Piratini. Interessante e valioso por mostrar a hidrografia da época, bem como alguns pontos do relevo. Este mapa foi coletado para o artigo "Fortificações no Brasil", de Augusto Fausto de Souza que foi publicado no tomo XLVIII, parte II da Revista Trimestral do Instituto Histórico, Geográfico  e Etnográfico do Brasil, ano de 1881.

Sobre o Forte de São Gonçalo:
O Forte de São Gonçalo localizava-se na margem direita do rio Piratini, próximo à foz deste no sangradouro da Lagoa Mirim, hojecanal São Gonçalo, na região sul do estado brasileiro do Rio Grande do Sul.
Fortificação de campanha erguida em 1755, com a função de depósito dos víveres da comissão demarcadora da Coroa portuguesa, cujos trabalhos foram ameaçados pelas hostilidades dos Guaranis-missioneiros no contexto da Guerra Guaranítica (1754-1756) (SOUZA, 1885:132). Este primeiro forte foi abandonado em 1762.
Durante a Revolução Farroupilha (1835-1845), o mesmo local foi ocupado pelos farrapos, para controlar o acesso a Porto Alegre, ocupada de 20 de Setembro de 1835 a 15 de Julho de 1836 pela Lagoa Mirim e a Lagoa dos Patos.
SOARES (1978) reporta que esta posição sofreu bombardeio pelas forças legalistas representadas pela barca a vapor "Liberal", comandada pelo Segundo-Tenente Joaquim Raimundo de Lamare, as canhoneiras "Oceano" e "São Pedro Duarte", tendo o fogo das baterias farroupilhas afundando esta última (1836).
Acredita-se que esta posição tenha sido retomada pelas forças legalistas sob o comando do Capitão de Mar-e-Guerra John Pascoe Grenfell, quando da reconquista de Porto Alegre em Agosto de 1836, tendo sido arrasada na ocasião.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Índios minuanos e charruas na região de Rio Grande no século XVIII


Destaquei o pequeno trecho do artigo por fornecer uma visão geral da presença de grupos indígenas minuanos e charruas em nossa região. Devemos lembrar que a Vila de Rio Grande no século XVIII possuía um território considerável e imenso e os deslocamentos portugueses pela região incluíam territórios que hoje incluem, além do próprio município de Rio Grande, Pelotas, Capão do Leão, Piratini, chegando até à Lagoa Mirim. O próprio Capão do Leão fazia parte do chamado distrito do Cerro Pelado da Comandância Militar de Rio Grande.


Trecho extraído de: MIRCO, Carmen Helena Braz & RODRIGUES JÚNIOR, Gonçalo. Toponímia indígena do município de Rio Grande. In: BIBLOS, Rio Grande, v.2, 1987, p. 63.


"No município do Rio Grande, através de pesquisas arqueológicas até agora realizadas se pode constatar que sua ocupação pelo homem ocorreu por volta de 500 anos antes de nossa era. Eram pequenos grupos de caçadores-coletores que ocupavam sazonalmente aterros, barrancos ou dunas próximos aos cursos d'água.

Este grupo caçador-coletor desconhecia a cerâmica e, seus vestígios (material lítico) são encontrados até aproximadamente o início de nossa era. A partir daí as pesquisas revelam o aparecimento de cerâmica entre o grupo de caçadores-coletores. Sua permanência na área é constatada até o início da colonização portuguesa na primeira metade do século XVIII.

A cerâmica deste grupo de caçadores -coletores é classificada como Tradição Vieira. Estes caçadores-coletores viviam em pequenos grupos que se deslocavam continuamente devido ao seu modo de subsistência. O seu sistema econômico desenvolvia-se em um espaço geográfico determinado, sendo a divisão do trabalho baseada no sexo, e a divisão dos recursos alimentares feita através da partilha entre os componentes do grupo. Certamente havia intercâmbio matrimonial entre os diversos bandos locais pertencentes a uma mesma unidade lingüística.

No contato com os grupos horticultores desenvolvem uma agricultura incipiente, adotando também outros traços culturais inclusive elementos da sua cerâmica.

Na época da chegada do europeu na região habitava o grupo denominado Charrua na zona de campo e Minuano nas margens das lagoas dos Patos, Mirim e Mangueira. No entanto não há dados suficientemente esclarecedores para que possamos afirmar que haja um vínculo entre os elementos arqueológicos e históricos.

Os Charruas e Minuanos eram nômades, ferrenhos adversários dos espanhóis e dos índios aldeados, tendo -se aliado aos portugueses auxiliando -os na defesa dos baluartes erigidos para proteger os núcleos recém fundados. Entre eles Rio Grande. Este auxilio aos portugueses já ocorre antes da fundação do Presídio de São Pedro, como se pode perceber na carta de Cristóvão Pereira a Gomes Freire de Andrada, de 8 de novembro de 1736, onde este comunica que já utilizava os préstimos dos índios Minuanos, porém com alguma desconfiança."

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