sábado, 24 de agosto de 2019

Colônia Dona Isabel em 1883


"D. Isabel

Esta colonia fundada pelo governo provincial em 1870 e transferida ao dominio do Estado em 1876, demora á margem da estrada que se dirige de S. João do Monte Negro para os preconisados campos da Vaccaria. É dividida em dous territorios com a área total de 43.663 hectares. O sólo é em geral montanhoso, sendo variavel de 700 a 900 metros a altitude acima do nivel do mar, e muito fertil. O clima é excellente e excepcionaos as condições de salubridade. É banhada por numerosos cursos d'agua e tem por principaes centros de permuta S. João de Monte Negro e S. Sebastião do Cahy.

Sua população era em 1883 composta de

Italianos..... 6.495
Brazileiros..... 1.040
Austriacos..... 800
Francezes..... 2
Portuguez..... 1
Hungaro..... 1

Total 8.339

A producção foi em 1883 a seguinte:

Trigo..... 1.444.800 litros
Centeio..... 1.384.000 litros
Feijão..... 1.736.400 litros
Milho..... 3.017.000 litros
Arroz..... 44.000 litros
Cevada..... 374.800 litros
Vinho..... 4.936.000 litros

além de muitos outros productos que não poderam ser classificados, como tabaco, amendoim, favas, aveia, linho, cana de assucar, batatas, e seda cuja industria se está desenvolvendo de uma maneira lisongeira.

Existem na séde da colonia e em varias linhas fabricas de farinha de trigo, de cerveja, licôres e vinhos, de fiação e tecelagem de linho e seda, ferrarias, carpintarias, marcenerias, alfaiatarias, sapatarias, pharmacias, hoteis, etc.

Na séde existem duas casas de pedra e duas de madeira, pertencentes ao Estado, igreja construida de pedra, cemiterio, escolas, 53 casas particulares, das quaes 36 de madeira, 12 de pedra e cinco de tijolo. Nas diversas linhas existem varias igrejas, escolas e 1.693 casas, das quaes 1.426 de madeira, 150 de pedra, e 27 de tijolo, achando-se outras em construcção.

Ha boas estradas, que ligam a colonia com as povoações de S. João de Montenegro e S. Sebastião do Cahy e com a colonia Conde d'Eu."

Fonte: A IMMIGRAÇÃO: ORGÃO DA SOCIEDADE CENTRAL DE IMIGRAÇÃO (Rio de Janeiro/RJ), boletim 006, out. 1884, pág. 05, col. 01



sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Pioneirismo no sistema de frigorificação?


"Lê-se no expediente do ministerio da agricultura:

<< Conceição & C., José Maria Monteiro Filho e João Luiz Gomes de Mello, negociantes estabelecidos na cidade de Pelotas, pedindo privilegio para introduzir no imperio o systema frigorifico, afim de conservar a carne verde em perfeito estado; e igualmente autorisação para a encorporação de uma companhia destinada ao mesmo fim. - Indeferido quanto no privilegio requerido; quanto á organisação da companhia, se esta tem por objecto o commercio de carnes verdes, os supplicantes apresentem os estatutos á approvação do governo imperial, nos termos da lei em vigor >>."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 07 de Agosto de 1884, pág. 02, col. 02

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Sobrenome Tricas


"Singular e pouco difundido sobrenome de origem aragonesa que encontra-se distribuído principalmente nas províncias de Huesca, Barcelona e Zaragoza, mas também com ocorrências nas províncias de Madrid, Castellón, Lleida e Álava.

O sobrenome está diretamente associado à aldeia de Tricas, no município de Albella y Jánovas, no distrito de Boltaña, na província de Huesca. Portanto, um toponímico.

Segundo Bizén d'O Río Martínez, o primitivo núcleo familiar de Tricas teve uma casa solar muito antiga na vila de Nueno, na província de Huesca. Mais tarde seus ramais passaram a Huesca, Zaragoza e outras localidades aragonesas.

Também é encontrado na Espanha atual a forma Tricás."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Artigas


"Antigo sobrenome que teve ramais importantes, ora grafado como Artigas, ora como Artiga, em duas zonas geográficas distintas: uma no eixo Catalunha-Valência, outra no eixo País Basco-Navarra. Apesar disso, atualmente os sobrenomes Artigas e Artiga são verificados sobretudo em Aragão e Catalunha.

Os sobrenomes Artigas e Artiga são percebidos primeiramente no Principado da Catalunha em meados do século XVI, segundo dados documentais do Censo de 1553.

Os Artiga bascos, por seu turno, tiveram ramais principais nas províncias de Guipúzcoa e Navarra, com um solar conhecido na vila de Cestona ou Zestona. Houve também solares importantes nos municípios de Ernani e Irún, na mesma região.

Em Aragão, exatamente na cidade de Huesca se documenta Dom Francisco Artiga, citado como pintor por Dom Francisco Zapater y Gómez em sua obra 'Apontamentos Histórico-Biográficos sobre a Escola Aragonesa de Pintura', publicada em 1863. Francisco Artiga viveu no século XVII, tendo participado dos trabalhos de gravação da fachada da Universidade de Huesca.

A origem etimológica de Artigas remete ao período prérromano, sendo um vocábulo encontrado nas línguas aragonesa, catalã e occitana, e significa "terra artigada', isto é, arada, semeada. Existem vários topônimos na zona dos Pirineus com Artigas ou Artiga.

Uma importante família Artigas existiu em Zaragoza, tendo participado ativamente da colonização espanhola na América do Sul e em Cuba."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Villarroya


"Sobrenome de origem aragonesa, que tem origem em vários lugares que existiram com esse nome na época do antigo Reino de Aragão.

Em meados do século XVIII, houve o historiador e jurisconsulto José Villarroya, que estudou na Universidade de Valência, distinguindo-se no exercício da advocacia. Foi alcaide honorário da casa e corte da Academia de San Carlos. Publicou várias obras na área do Direito.

Também valenciano foi o escritor Tomás Villaroya. Colaborador do 'El Liceo Valenciano' entre os anos de 1841 e 1843, se notabilizou por sua poesias na língua valenciana, tendo como destaque seu poema 'Cançó'.

No Arquivo Geral Militar de Segóvia contam inúmeros expedientes militares com portadores deste sobrenome, dentre eles podem realçar os seguintes: Joaquín Villaroya, Comissário de Guerra, 1795; José Villaroya, Cavalaria, 1816, nobre; Joaquín Villaroya Matesta, Cavalaria, 1816, nobre."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Ureta


"Conforme os estudos dos genealogistas García Carraffa, o primitivo solar desta linhagem de origem navarra, foi o Palácio de Ureta, também conhecido como Casa de Uratorana ou Uraterena, que existiu na vila de Eneriz, no distrito judicial de Pamplona, com ramais em Obanos a partir de 1711.

Um ramal desta casa-palácio se estabeleceu na localidade de Zariquiagui, no ajuntamento de Zizur e distrito judicial de Pamplona. Outro ramal residiu na localidade de Llanteno, no distrito de Amurrio, província de Alava.

Existiu ainda uma casa na vila de Irún, na província de Guipúzcoa, bem como outra se assentou na vila de Gordejuela, no distrito judicial de Valmaseda, província de Guipúzcoa. Também em Burgos houve uma linhagem importante dos Ureta, linhagem esta que desempenhou papel importante na colonização do Peru, México e Chile.

Na Espanha, diferentes cavaleiros deste sobrenome obtiveram a condição de nobreza junto à Ordem de Calatrava (1785), à Real Chancelaria de Valladolid (1571, 1606, 1754, 1759, 1817, 1818 e 1828) e à Real Companhia de Guardas-Marinhas (1770, 1775).

Etimologicamente, Ureta é de origem basca e significa 'água do mar', 'enseada marítima'. Em Bilbao, há o monte Ureta (Uretamendi)."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Arruga


"Sobrenome singular e pouco difundido de origem aragonesa, encontrado principalmente nas províncias de Zaragoza e Barcelona, mas também encontrado nas províncias de Gerona, Lérida, La Rioja, Huesca, Tarragona, Toledo e na Comunidade de Madrid.

Segundo o linguista catalão Francesc de Borja Moll, Arruga é derivado etimologicamente do adjetivo 'arrugada', que serve para descrever uma pessoa raquítica, débil fisicamente. Para o mesmo autor o vocábulo 'arruga' é derivado do termo latino 'ruga', com o mesmo significado.

Entretanto, de acordo com a obra 'Brasões e Linhagens do País Basco', Arruga seria uma contração do antigo sobrenome basco Arrugaeta. Este sobrenome é vinculado a um antigo solar que houve no vale de Orozko, no Senhorio de Viscaya.

Victor Ramón defende, contudo, que Arruga é uma aliteração do sobrenome encontrado nos séculos XV e XVI 'Arrua', na Cantábria."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.
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