sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Placa em homenagem a Enedino Silva

 





Placa em homenagem ao emancipacionista e vereador leonense Enedino Silva,
 na praça João Gomes, em Capão do Leão/RS

Utensílios de cozinha do século XVI


Pelo fato de as técnicas culinárias no século XVI não se mostrarem excessivamente complexas (assar, cozer, fritar, estufar ou afogar eram as principais técnicas empregadas), poucas variedades de utensílios se tornavam necessárias: para levar os ingredientes ao fogo usavam-se tigelas, panelas, tachos, púcaras ou púcaros; o peixe era frito em frigideiras e sertãs; bacias e bacios serviam para lavar os alimentos, misturá-los e os levar ao lume; as panelas eram cobertas com tapadeiras, testos, telhadores ou sapadeiras; colheres, garfos e facas, geralmente de ferro, assim como escumadeiras, jueiras, graais, rolos, furadores, machadinhas, carretilhas auxiliavam os cozinheiros. À mesa, levava-se alimentos em pratos, escudelas, tachos, etc. Desde a Idade Média que se usavam nas mesas toalhas e guardanapos. Nesse período, a faca era instrumento por excelência, desconhecendo-se garfos e utilizando-se com pouca frequência a colher. Para beber usavam-se copos um pouco maiores dos que os atuais. Embora se recorresse às escudelas para sopas e outros alimentos líquidos, comia-se inicialmente carne e peixe em cima de grandes rodelas de pão, substituídas mais tarde pelo talhador de madeira e, depois, por escudelas que serviam para duas pessoas. 

Fonte: ABBADE, Celina Márcia de Souza. Utensílios de cozinha: Portugal séc. XVI/Brasil séc. XX. Revista de Filologia, número 16. Disponível em: http://www.filologia.org.br/revista/16/index.html. Acesso em: 08 set. 2020.


José Manoel Salcedo


"No Rio Grande morreu, repentinamente, o sr. José Manoel Salcedo, hespanhol, contando 70 annos de idade, e antigo morador d'aquella cidade."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 11 de Fevereiro de 1892, pág. 02, col. 03

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Monumento comemorativo do fim da Segunda Guerra Mundial




 Obelisco comemorativo ao final da Segunda Guerra Mundial, inaugurado em 15 de Maio de 1945, existente na Praça João Gomes, em Capão do Leão/RS

Giamarê


 Ligiamar Brochado Jesus (Giamarê), começou com a música na infância. Sua Mãe (Lícia) e seu Pai (Celestino) cantavam estilo mpb, ela acompanhava o cantarolar da mãe, enquanto esta fazia os afazeres da casa. Aos 11 anos de idade, fez sua primeira apresentação, Estádio Bento Freitas (Natal). No ano de 1991 profissionalizou-se e a partir de então trilhou caminhos em busca de reconhecimento. No ano de 2004, após alguns anos afastada dos palcos, conquistou 1º. lugar no festival Sesi Descobrindo Talentos na fase municipal (Pelotas) e na fase regional (Santana do Livramento) melhor intérprete. 

No ano de 2006, seu primeiro CD foi lançado – ‘Um canto pá’ocê’, o qual foi um sucesso. Com o álbum obteve aprovação e patrocínio da Caixa Econômica Federal (Caixa Cultural), através do projeto ‘Giamarê, Odara, Tambores do Sul’. Em maio de 2008 Giamarê realizou show no espaço cultural da Caixa Econômica Federal na Bahia, e integrou o elenco do espetáculo Pólen-Amenina e as Pérolas de Berenice Fuhro Souto e Celso Sisto. 

A cantora e compositora, foi e ainda é uma das principais figuras da música pelotense, pelas características peculiares de seu trabalho, como a ousadia e o talento para levar pelo Brasil um instrumento que é o símbolo da cultura negra de Pelotas: o tambor de sopapo. 

A artista, que falecera em 12 de dezembro de 2011, aos 50 anos, lutava contra a neuromielite óptica, e morreu na casa geriátrica onde residia, em decorrência de uma insuficiência renal. 

Guerreira e talentosa, Giamarê está e estará presente nos corações de quem teve o prazer de lhe conhecer.

Fonte: Ícones Inesquecíveis. Pelotas/RS: Conselho da Comunidade Negra/Prefeitura de Pelotas, 2019. (folder de divulgação cultural)


José dos Santos Carneiro


"Registro mortuario

Na enfermaria da Caridade de S. Gabriel falleceu, a 24 do passado, ás dez horas da noite, o cidadão José dos Santos Carneiro, viuvo, ha muitos annos residente n'aquella cidade.

Fez a campanha do Paraguay como praça do 1o. regimento de artilharia."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 03 de Setembro de 1892, pág. 02, col. 04

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

João do Prado Fagundes


"Registro mortuario

(...)

No dia 7 do corrente falleceu em S. Gabriel o tenente-coronel João do Prado Fagundes, conselheiro municipal.

O finado foi um cidadão que prestou relevantes serviços á patria na campanha que, como official do exercito e depois da guarda nacional, fez contra o Rosas e o governo do Paraguay, desempenhando importantes commissões no 2o. corpo do exercito ao mando do general Osorio.

Diz a Patria Nova que, ao regressar ao Brasil o tenente-coronel Fagundes alliou-se ao partido liberal e d'elle afastou-se quando deu-se a scisão entre Gaspar Martins e Osorio, conservando-se, porém, sempre fiel aos raros companheiros politicos do general.

Com a morte d'este retirou-se completamente da politica.

Quando deu-se o advento da Republica voltou novamente á vida publica, alistando-se nas fileiras do partido republicano, trabalhando activamente para a consolidação da Patria livre.

Ha um mez e tanto viera de sua fazenda para a cidade, por motivo de molestia em pessoa de sua familia e infelizmente ali aggravaram-se-lhe antigos padecimentos, dos quaes veiu a fallecer.

- Á familia do finado apresentamos os nossos pezames."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 18 de Janeiro de 1893, pág. 02, col. 03


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