quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Sobrenome Fontana


"Sobrenome antiquíssimo, com muitas linhagens e ramais em toda a Península Ibérica, encontrado historicamente no Principado da Catalunha, Andorra, Vizcaya, Astúrias, Leão, Castela, Múrcia e Portugal. Em Aragão, sabe-se da existência primitiva de um solar originário de Fontellas, cujo um dos ramais passaram posteriormente a habitar na localidade de Ayerbe.

Os Fontana de Castela, Múrcia e Portugal procedem da família homônima que existiu na Idade Média na antiga República de Gênova, segundo o trabalho de diversos autores.

No que diz respeito às linhagens da família na Catalunha, há indícios documentais de sua presença naquela região desde o século XV. Por essa época, floresceu o miniaturista e calígrafo Guillem Fontana, tendo prestado serviços a diversos nobres e reis ibéricos.

Etimologicamente, conforme Francesc de B. Moll, a palavra 'fontana' é homônima em latim e designa tão somente 'fonte', 'nascente d'água'.

Todavia, há um detalhe muito importante acerca deste sobrenome: Fontana continua a existir na Itália desde a Idade Média, assim como os Fontana ibéricos são bem antigos. No caso, o sobrenome pode ser tanto italiano, quanto espanhol ou português. Espanhol ou português, no sentido que está a rama genovesa na Península Ibérica desde pelo menos há seis ou sete séculos."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia. 

Sobrenome Galera


"O sobrenome Galera é um toponímico com diversas origens, diretamente associado a vários lugares na Espanha com o mesmo nome, encontrado nas províncias de Granada, Tarragona, Almería, Múrcia, etc.

Etimologicamente, o termo 'galera', embora indique um tipo de embarcação sobejamente conhecida desde a época da expansão marítima espanhola,  é de difícil interpretação, pois o vocábulo é anterior ao século XVI na Península Ibérica e não necessariamente tem haver de modo primordial com aquele tipo de embarcação. Alguns autores sugerem que o termo derive de uma palavra ibérica para 'côncavo', o que indicaria um aspecto do relevo. Todavia, outros estudiosos afirmam que a palavra provém dos tempos pré-romanos, aproximadamente da raiz ibérica 'kal' que significa 'cume', 'cimieira'. Por fim, outros autores relacionam a palavra ao termo árabe qarâra 'que significa quietude, calmaria.

São linhagens nobres do sobrenome Galera, algumas antigas famílias da Andaluzia e Catalunha. Houve também linhagens fidalgas desta alcunha em Albacete e Almería."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia. 

Sobrenome Fuertes


"Um dos mais antigos sobrenomes ibéricos com registros históricos sustentáveis. Tem origem nas Astúrias, quando, no ano de 976, Suero Fuertes, rico-homem, age como confirmador da doação do Conde Froila Velas e de sua mulher a Condessa Gislabara fizeram à Igreja de Oviedo de diferentes benfeitorias entre as localidades de Navia e Porcia. Ainda no século X, o rei asturiano Bermudo II, confirma ao mesmo cavaleiro outras doações vassálicas, no ano de 982. Em 996, outro personagem da família, um certo Fuertes Diáz faz o papel de testemunha de doações reais recebidas pela Igreja de Oviedo e pelo Mosteiro de São Pelágio. Portanto, a linhagem asturiana dos Fuertes é anterior mesmo às grandes expansões cristãs da Reconquista dos séculos XI, XII e XIII.

Em Aragão, segundo os García Carraffa, houve um solar da família na vila de Borja, documentado desde o século XV. Desta casa fizeram parte Marcos de Fuertes e Juan de Fuertes (filho do primeiro), ambos Infanções do Reino de Aragão no século XVI.

Outra casa importante com este sobrenome houve na localidade de Val de Espeot, no ajuntamento de Murillo de Gállego, no distrito judicial de Egea de los Caballeros, província de Zaragoza, do qual fez parte Pedro de Fuertes que alcançou o título de Infanção perante a Real Audiência de Zaragoza em 1588.

Outra casa importante da família existiu em Uncastillo, de onde se destacou o religioso Antonio de Fuertes y Biota, especialista em Direito no século XVII.

Fuertes significa 'fortes' e é um patronímico simples.

Outras concentrações importantes do sobrenome do ponto de vista histórico: Erla, Luna, Agüero, Santa Eulalia de Gállego, Ayerbe, Belmonte de Miranda, Cisneros, Albalat de la Ribera, Alfambra, Palma de Mallorca, Cangas de Narcea e Ávila."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia. 

Sobrenome Escanilla


"Escanilla é uma antiga linhagem de infanções aragoneses, toponímico associado à localidade de mesmo nome, no município de Abizanda, no distrito judicial de Boltaña, província de Huesca.

Um dos mais antigos registros deste sobrenome faz referência ao Licenciado Dom José Escanilla, que viveu no século XVII e se destacou como cirurgião e catedrático da Universidade de Zaragoza.

Diversas ramas de Escanilla se espalharam por outras regiões da Espanha e Hispano-América, com destaque para os Escanilla do Chile.

No Arquivo Geral Militar de Segóvia constam os seguintes expedientes militares: José Escanilla, Infantaria, 1878; Venancio Escanilla Vergara, Cavalaria, 1807.

Etimologicamente, segundo Roberto Faure, Escanilla provém do termo latino 'scanella', que significa 'pequeno banco', 'banquinho', indicando que o nome é utilizado de forma toponímica. São assemelhados os sobrenomes Escala, Escalera e Escaño."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia. 

Sobrenome Guajardo


"Sobrenome com origem na província de Zaragoza, aliás, onde atualmente vive a maior concentração de pessoas com este sobrenome. Sua origem, contudo, aponta, conforme estudos especializados, uma origem na província de Córdoba, na Andaluzia.

Os Guajardo de Córdoba destacaram-se como religiosos na História da Espanha e também como militares ativos na colonização das Américas e na conquista das regiões da Itália que outrora foram de domínio dos reis espanhóis."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia. 

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Sobrenome Vigil


"Antigo e nobre sobrenome com origem no Principado das Astúrias, sendo um toponímico relacionado à vila homônima que existe naquela região.

Deste sobrenome contam-se casas fidalgas nas localidades de Viérnoles, Villada, Sotodosos, San Cosme de Tornón, Blocona, Oviedo, Sigüenza, Suaca, Brihuega, Seseña e Gudia. De muitas dessas linhagens descenderam vários cavaleiros que alcançaram títulos aristocráticos junto a Real Chancelaria de Valladolid durante os séculos XVI a XVIII.

Também se encontra com frequência pessoas com este sobrenome nas principais ordens militares ibéricas, como nas de Calatrava, Alcântara, de Carlos III, a de São João de Jerusalém e também na Audiência Militar de Oviedo.

Vale lembrar que o sobrenome Vigil também pode ser um metanimico, indicando a função de sentinela. Etimologicamente, enquanto topônimo o termo vigil pode indicar 'posto de vigilância', todavia também pode ter relação com um vocábulo dialetal do norte da Espanha para 'vigoroso'."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Vidal


"A propagação deste sobrenome na Península Ibérica é muito antiga, cujas apresentações principais se notam historicamente na Catalunha, nas terras de Valência e Mallorca. Também não se pode ignorar uma concentração histórica e importante do sobrenome na região do condado de Rousillon, na França.

José de Arévalo assinala duas importantes casas solares, uma nas montanhas de Burgos, na Cantábria, e outra no antigo Reino da Galícia.

Em Aragão, se documenta a presença dos Vidal desde o século XIV. Tiveram um grande e influente solar na vila de Magallón, na província de Zaragoza, sendo que possuíam sepultura propria na Igreja de Nossa Senhora da Horta, na mesma localidade. Desta família saiu um ramal que erigiu uma nova casa na localidade de Tauste, no fim do século XVII.

Outra antiga e casa de Infanções houve em Ribagorza, sendo que, deste solar, descendem os ramais de Castarlenas, Grustán, Graus, Huesca e Zaragoza. De Zaragoza saíram mais dois ramais: um assentado em Fuentes de Ebro e outro radicado em Tarazona.

Vidal é um patronímico do nome latino Vitalis, sendo que as formas Vitale, Vidale, Vidal e Vital são encontradas em todo o Medievo Ibérico e Occitânico, por isso o sobrenome é deveras comum nestas regiões.

Outros importantes solares são percebidos em Salou, no século XIII, e Menorca, no século XVI."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.
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