sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Sobrenome Cajal


"Linhagem muito antiga de ricos-homens mesnaderos (Vide artigo da Wikipedia em espanhol), procedentes de Aragão. 

Pedro de Vitales afirma que os Cajal foram senhores de Cajalo, na diocese de Barbastro, província de Huesca. Já Mosén Jaime Febrer argumenta sobre Lope Caixal, descendente da Casa Real de Aragão desde Pedro de Atarés, com parentela tanto com Ramiro II e Afonso I, ambos reis aragoneses. Diante dos destacados serviços que Lope Caixal prestou ao rei aragonês Jaime I, principalmente no sítio e conquista de Valência, recebera três feudos para seu proveito.

Antonio Cajal (ou Caxal), que viveu durante o século XIV, foi nomeado pelo rei Martín de Aragão como embaixador do País na Corte de Juan II de Castela. Posteriormente, Fernando I de Aragão (o que se casou com Isabel de Castela), colocaria Antonio Cajal, por suas habilidades diplomáticas, como embaixador perante ao rei de Fez, no Marrocos.

Houve casas solares deste sobrenome nas seguintes localidades: Biesca, Barbastro, Caspe e Cabas de Huesca. Bernardo Cajal, do solar de Barbastro, obteve do Conselho Real de Aragão, o brasão de armas próprio, em 1592, inaugurando distinta e aristocrática linhagem dos Cajal de Barbastro. 

Etimologicamente, Cajal procede de 'caja', que significa 'caixa', do latim 'capsa'. Com o tempo o termo passou a designar cada um dos dentes de uma roda de engrenagem, mais especificamente as rodas de engrenagem de moinhos. Por isso, existe na Catalunha o sobrenome Caixal com mesma origem etimológica e sentido.

Cajales e Caxales são formas plurais derivadas."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia. 

Sobrenome Espiau


"Segundo o tratadista Luis Vilar y Pascual, o sobrenome Espiau teria vindo da França e radicado-se primeiramente em Aragão.

Os García Carraffa citam um cavaleiro que serviu os Reis Católicos na conquista de Nova Granada, em 1538, de nome Sancho de Espiau. 

Os Espiau aragoneses passaram à Valência e depois às demais regiões da Espanha."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Primitivos colonos de Novo Hamburgo - Parte 01


Observação: relação incompleta de colonos alemães estabelecidos antes de 1850 nas picadas Costa da Serra e Estância Velha (denominada genericamente em crônicas setecentistas de "Campo Ocidental"), na região de Lomba Grande (parte das terras da Feitoria Velha, chamada anteriormente Sendente).

Segue a lista com o nome do colono e família (quando houver) e o ano da chegada no Rio dos Sinos (São Leopoldo). 

É uma adaptação para melhor visualização dos leitores do blog.

1. Jacob Altmayer, com esposa, chegou em 1826.

2. Pedro Auler, com esposa e 03 filhos, chegou em 1826.

3. João Alles, chegou em 1829.

4. João Miguel Adams, chegou em 1829.

5. Jacob Adams, chegou em 1829.

6. Nicolau Allgayer, esposa e 06 filhos, chegou em 1829.

7. João Allgayer, esposa e 03 filhos, chegou em 1829.

8. João Miguel Adamy, esposa e 05 filhos, chegou em 1829.

9. Jacob Adamy, chegou em 1829.

10. Jacob Albrecht, chegou após 1829.

11. ? Auslinger, chegou após 1829.

12. ? Arnt, chegou após 1829.

13. Franz Bohn, chegou em 1824.

14. João Beck, esposa e 04 filhos, chegou em 1825.

15. Ludovico Barth, chegou em 1825.

16. Frederico Bohrer, esposa e 3 filhos, chegou em 1826.

17. João Blos, chegou em 1826.

18. Stefan Backes, esposa e 03 filhos, chegou em 1826.

19. Conrado Bühler, esposa e 03 filhos, chegou em 1827.

20. Nicolau Blauth, esposa e 05 filhos, chegou em 1827.

21. Jacob Berlitz, viúvo, 05 filhos, chegou em 1827.

22. Martin Bruxel, esposa e 02 filhos, chegou em 1827.

23. Mathias Bach, esposa e 01 filho, chegou em 1827.

24. Miguel Barth, viúvo, 05 filhos, chegou em 1827.

25. João Pedro Berwanger, esposa e 04 filhos, chegou em 1828.

26. João Bender, chegou em 1829.

27. Henrique Pedro Bender, chegou em 1829.

28. Felipe Bender, esposa e 06 filhos, chegou em 1829.

29. Jacob Barth, esposa e 05 filhos, chegou em 1829.

30. Pedro Bauer, chegou em 1829.

31. Felipe Berlitz, chegou em 1829.

32. João Birk, chegou em 1829.

33. Mathias Breidenbach, chegou em 1829.

34. Frederico Carlos Baum, chegou em 1829.

35. ? Brenner, chegou em 1829.

36. Jacob Blauth, chegou em 1829.

37. Carlos Bier, chegou em 1829.

38. ? Bernd, chegou em 1829.

39. Pedro Baum, chegou em 1829.

40. ? Blankenheim, chegou em 1829.

41. ? Brandenburger, chegou em 1829.

42. João Antônio Cunha, colono português, chegou em 1824.

43. Abraham Cassel, esposa e 05 filhos, chegou em 1825.

44. Jacob Closs, esposa e 05 filhos, chegou em 1828.

45. Henrique Dahmer, chegou em 1825.

46. João Henrique Dahmer, chegou em 1825.

47. ? Diefenbach, esposa e 01 filho, chegou em 1825.

48. Catarina Döring, 02 filhos, chegou em 1825.

49. Pedro Deyer, chegou em 1825.

50. Paulo Diehl, esposa e 06 filhos, chegou em 1826.

Fonte adaptada: PETRY, Leopoldo. Nôvo Hamburgo: florescente município do Vale do Rio dos Sinos. São Leopoldo: Editora Rotermund & Cia., 4a. edição, 1963, pág. 29-30.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Histórico do Município de Nova Pádua/RS


"O município de Nova Pádua guarda em seu contexto uma população que descende de imigrantes italianos provindos da região do Vêneto, nos meados de 1885 a 1895. Desprovidos de recursos, lançaram neste solo a semente de seus anseios, onde colheram, no tempo, os frutos de seu trabalho. A fé em Deus e a religiosidade foram motivos fortes que levaram a vencer obstáculos e aos poucos foram conquistando seus intentos. No ano de 1904, Nova Pádua passa a ser o 4o. Distrito de Caxias do Sul. Com a emancipação de Flores da Cunha, Nova Pádua passa a pertencer a este município como 2o. Distrito até a data de sua própria emancipação política, ocorrida em 20 de março de 1992.

Sua localização se destaca pelas belezas naturais de que é cercada. O percurso do Rio das Antas vai deixando em seu fluxo um magnífico espetáculo de pedra que contrasta com o verde de suas encostas, deixando a Nova Pádua excelentes pontos turísticos, entre eles, o Belvedere Sonda.

Nova Pádua desfruta de um elevado poder aquisitivo, resultado de um trabalho altamente compensador, realizado através do esforço e dedicação de seus filhos, que se dedicam a agricultura. Cerca de 550 famílias constituem Nova Pádua, onde buscam na plenitude do trabalho, o resguardo de um futuro promissor."

Fonte: ATLÂNTICO (RS), 11 de Janeiro de 1999, pág. 04

terça-feira, 24 de setembro de 2019

A origem de alguns palavrões da língua portuguesa


Entrevista concedida pelo jornalista Luiz Costa Pereira Junior, no Programa do Jô, da Rede Globo, em 2002. Muito interessante e curiosa! Disponível no canal de Luiz Carlos Pereira no YouTube.

Clube Republicano de Camaquã


"Club Republicano

Em S. João Baptista de Camaquam, no 5o. districto eleitoral, onde os candidatos republicanos obtiveram numerosa votação, fundou-se no dia 3 do corrente um novo nucleo de combatente da causa democratica.

Por escrutinio secreto foi eleita a seguinte directoria:

Presidente, Severino da Silva Boeira; secretario, Manoel Rodrigues Pavão Filho; Patricio Vieira Rodrigues, Candido da Silva Nunes, Manuel Crescencio de Souza e João Damasceno Longaray.

Estes cidadãos, que acabam de prestar os melhores serviços ao partido republicano, hão de certamente imprimir ao novo club, cuja organisação é mais uma prova evidente de que a idéa republicana ganha terreno, captando adhesões impulsionaddas pelos seus convictos defensores.

Assignaram a acta do Club Republicano de S. João Baptista de Camaquam os seguintes cidadãos:

Severino da Silva Boeira, Patricio Vieira Rodrigues, Candido da Silva Nunes, João Damasceno Longaray, Manoel Crescencio de Souza, João Antonio Pereira, José Antonio Fagundes, Adolpho José Castro, João Gomes Flores de Farias, Francisco Eduardo Dias, Francisco Manoel Joaquim, Manoel Duvaes de Faria, Albino Antonio de Medeiros, Jorge Schumacher, Gustavo Arthur Pinto, Germano José Ribeiro, Joaquim Ribeiro de Barros, Antonio Evangelista Tavares, Manoel Rodrigues Pavão Filho, João Pedro Longaray e Florencio Evangelista Tavares.

A esses dignos companheiros a Federação envia as suas saudações."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 12 de Dezembro de 1884, pág. 02, col. 04

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Sobrenome Balaguer


"Apesar deste sobrenome catalão ser um toponímico associado diretamente à cidade homônima na província de Lérida, o primitivo solar da família existiu na vila de Agramunt, tendo daí surgido os diversos ramais do sobrenome por toda a Espanha. Logo, se estenderão por todo o antigo Principado da Catalunha, passando as terras valencianas, Alicante, Aragão e Castela-Nova. Linhagens dos Balaguer foram decisivas no primeiro século da colonização espanhola em várias partes da América.

Um dos registros mais antigos que temos de um membro desta família remete ao cavaleiro Pedro de Balaguer, citado nas Trovas do rei Jaime I de Aragão, no século XIII. O distinto cavaleiro participou das três expedições aragonesas a Mallorca.

No Arquivo Geral Militar de Segóvia constam os seguintes militares com este sobrenome: Antonio Balaguer, Artilharia, 1767; José Balaguer, Infantaria, 1777.

Etimologicamente, Balaguer vem do vocábulo catalão 'bàlec' que significa 'aliaga' - um tipo de planta europeia (Ulex parviflorus)."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.
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