domingo, 7 de julho de 2019

Sobrenome Agramonte


"Agramonte é um sobrenome que provavelmente deriva de Agramont ou Agramunt - mais antigos. Agramont é um nome toponímico da área de Navarra e é relacionado a palavra Agramontes. Agramont significa 'montanha esculpida'. Essa linhagem tem origem em Navarra no século XII.

Na Catalunha, o nome de lugar Agramunt, no município de Lleida, é conservado ainda nos dias de hoje.

Os Agramonteses eram defensores da antiga nobreza de Agramont. Esta linhagem aparece pela primeira vez no início do século XII com Sancho VII, o Forte de Navarra.

Dom Carlos II concedeu pela primeira vez o título de Conde de Agramonte de Valdecabriel (província de Teruel), em 12 de agosto dde 1690."

Fonte: Juizo del Nobiliario en España. Madrid, 1962.

Sobrenome Siqueira


"Siqueira, Sequeira, Sequerra - é um sobrenome da região de La Coruña, Espanha. Há registros de um Brás Siqueira no Espírito Santo em 1694. 

As variáveis do nome são; Sequeira e Sequeros. Em português, de acordo com Ferreira et al., 1994, o nome significa o local sem (ou falta de) água, seco. Existe outro significado para o nome 'siqueira' como 'sekher' que significa 'açude' em português (reservatório de água). A origem de 'sekher' é hebraica. Acredita-se que o nome Sequeros venha da região de Salamanca, ou Esquerra, situada na província de La Coruña, ambas na Espanha. Em 1279 eles já estavam usando a alcunha como família Esquerra. 

No século XIV, Ben Esquerra era conhecido e no século XVII foram utilizadas as variantes de Sequeira, Sequerra e Sequeyra. No sul de Portugal - na localidade de Faro, os cemitérios judaicos têm nomes da família Sequeira. Havia numerosas famílias judias em Portugal, no entanto, quando a inquisição foi introduzida, aqueles que conseguiram escapar ou imigrar para países europeus mais tolerantes ou para as Américas. 

Siqueira foi um dos nomes mais importantes mencionados entre os judeus migrantes na América. Um deles era um físico chamado Isaac Henriquez Sequeira (1738-1816), o outro era de medicina - o Dr. John de Sequeyra (1712-1795), que viveu na colônia de Williamsburg, na Virgínia, Estados Unidos. O Dr. John praticou medicina durante 50 anos e foi responsável pela introdução e uso do tomate como alimento, visto que era considerado uma flor e não um vegetal. 

A família Sequeira foi também uma das primeiras famílias a instalar-se em São Jorge - Ilha dos Açores. "

Fonte: Familypedia

Sobrenome Villanueva


"O sobrenome VILLANUEVA teve origem na Catalunha, no nordeste da Espanha, e está registrado lá no início do século XI. O nome se espalhou para o oeste (Aragão e outras partes da Espanha) durante o final da Idade Média. Hoje o sobrenome Villanueva é encontrado em todo o mundo de língua espanhola e partes do mundo de língua inglesa, particularmente Estados Unidos, Inglaterra e Austrália."

Fonte: Familypedia

Sobrenome Zambrano


"Zambrano é um sobrenome de origem basca. Os membros desta família desempenharam um papel proeminente através da história da Espanha e das Américas.

Zambrana ou Zambrano vem da palavra soberano.

A família Zambrano originou-se nas montanhas de Biscaia. Piferrer registra que o primeiro a ter este nome foi Fortun Sanchez.

Francisco Zazo y Rosillo, o Cronista dos Braços de Felipe V da Espanha, narrou a linhagem da família Zambrano desde as suas origens na aldeia de Zambrana na província de Guizpúzcoa no que era na época o Reino de Castela. Esta origem castelhana é refletida no brasão da família Zambrano, que apresenta o sigilo do castelo de Castela, juntamente com o sigilo da rosa de Reus. O progenitor desta linha foi Ochoa de Zambraos, que serviu como cavaleiro para os Reis Católicos. Zazo prossegue para traçar a linhagem através de cinco gerações (e a eventual evolução do nome de Zambraos para Zambrano), observando a propagação da família para Flandres, Úbeda, Málaga, Antequera e La Rioja, e o serviço da família para Felipe I de Castela, Carlos V de Flandres e Felipe II da Espanha.

A vila de Zambrana foi batizada em homenagem à família Zambrano, que recebeu uma concessão de terras naquela região por Dom Sancho em 1058.

O Estado Militar de España era um registro anual do status de assuntos militares da Espanha, incluindo a listagem de ordens especiais de honra militar, incluindo a Ordem de Santigo, a Ordem de Calatrava, a Ordem de Alcântara e a Ordem de Montesa. O nome Zambrano pode ser encontrado frequentemente entre esses registros."

Fonte: Familypedia

sábado, 6 de julho de 2019

Sobrenomes judaicos - Parte 23 - sobrenomes magrebinos e do Norte da África


Sobrenomes judeus magrebinos e do norte da África. Salientando, porém, que nem todos os sobrenomes são EXCLUSIVAMENTE judaicos. Neste caso específico, observa-se a grande influência da língua árabe.


Fonte adaptada para a língua portuguesa: http://www.terrepromise.fr/

351. Houta - do termo árabe huta que significa peixe. Entre os judeus, o peixe é um sinal de felicidade.

352. Hoze - uma forma regional para o nome de origem hebraico Oséias - profeta do Antigo Testamento.

353. Iacchia, Jacchia, Jahia, Yahia, Yakhia - patronímico do nome árabe Yahiya que corresponde ao nome hebraico Yochanan (João em português).

354. Iaïch, Jaïs, Yaïch, Yaïche - do termo árabe ya'ish que significa "ele viverá". É um nome votivo dado a um recém-nascido doente com a intenção que o mesmo sobreviva e cresça saudável.

355. Iflah - do termo árabe falaha que significa sucesso.

356. Ichai, Ychaï - do termo hebraico ishay que significa o vivo, o forte.

357. Ifrah - do termo árabe ifrah que significa feliz.

358. Illouz - nome de uma importante família judia de Marrakesh desde o século XVI. Provém do termo hebraico 'illûz que significa alegria.

359. Jerusalmi - toponímico que significa procedente de Jerusalém.

360. Jouili, Zuili, Zvili - toponímico referente a Zawila, um subúrbio localizado na cidade de Mahdia, na costa da Tunísia.

361. Junes, Younes, Yunes - patronímico do nome árabe Yûnus ou do nome hebraico Yônah (ambos correspondem a Jonas em português).

362. Kabla - do termo árabe qâbla que significa parteira.

363. Kadoch, Kadoche, Kadosh, Kadouch, Qadoche, Quadosh - deriva da palavra árabe qadosh que significa saudável, puro ou santificado.

364. Karroubi - do termo árabe kharrub que significa alfarrobeira (Ceratonia siliqua).

365. Kesraoui, Kisraui - toponímico referente à aldeia de Al Kesra, na província de Siliana, Tunísia.

366. Khallaf - do nome árabe khalaf que significa descida, declive.

367. Labi, Labe, Loeb - do termo hebraico labi que significa leão.

368. Lalloum, Laloum - dos termos árabes lâ e lûm que são formas de indicar reprovação. Significa pessoa irrepreensível.

369. Lancar, Lankar - do termo árabe al naqqâr que significa gravador, fabricante de gravuras.

370. Laredo - toponímico referente à cidade homônima na costa norte da Espanha.

371. Lari - do termo árabe lâri que significa contemporâneo.

372. Lasry - três interpretações possíveis. A primeira vem do termo árabe El Asri que é uma forma de denominar os judeus descendentes da tribo de Aser. A segunda aponta o nome como um toponímico da localidade de Al 'Asriyya, ao sul de Fez, no Marrocos. A terceira e última, o vincula à palavra árabe asri que significa canhoto.

373. Layani - três possibilidades possíveis. Pode vir do vocábulo árabe el ayani e significa olhos, em referência a alguma característica ligada aos olhos. Também pode ser uma derivação da palavra árabe hayyan que significa vivo, vivaz. Por último, pode ser um toponímico relacionado à tribo berbere de El Hayyani, na região de Taza, Marrocos.

374. Lazare, Lazzaro - pode ter origem italiana, grega ou judaica. É um patronímico do nome Lázaro.

375. Lehman - vassalo, aquele que recebeu um benefício. Encontrado entre judeus do leste da França que emigraram para à África do Norte.

376. Librati - de origem italiana, significa liberto, livre, de sua anterior condição servil ou escrava.

377. Lougassy, Lugassy - toponímico referente à localidade de Lugas, província de Oviedo, Espanha.

378. Louisada, Luisada - toponímico de origem portuguesa relacionado à localidade de Lousada, no Minho. Há um Isaac Levi Ouisada em Livorno, que migrou para Tunis em 1672.

379. Louzon, Louzoun - do termo árabe al-wazzan que significa pesador, aquele que faz medidas de pesos ou usa uma balança (mormente um ofício requisitado nos mercados de cereais).

380. Lambrazo, Lambrozo, Lombrozo, Lumbroso - do nome espanhol lumbroso que significa luminoso, iluminado. Encontrado entre judeus de Livorno que emigraram para o norte da África.

381. Lussato, Luzzato - é uma forma italiana para os judeus originários da região da Lusácia (Lausitz) na Alemanha. Posteriormente, entre os séculos XVI e XVII, estes mesmos judeus que saíram da Alemanha para a Itália, saíram da Itália para o norte da África.

382. Maarek, Marek - relacionado ao termo árabe 'araka que significa lutar. Pode significar guerreiro ou pessoa de espírito combativo ou briguento.

383. Maatouk, Matouk - do termo berbere matok que significa ressuscitar.

384. Maazouz, Mazouz - do termo árabe ma'azûz que significa amado, querido.

385. Macias - de origem judaico-espanhola. É uma forma para o original hebraico mashiah (Messias).

386. Maimaran, Maimran - toponímico referente a Mazagan (atualmente El-Jadida), na costa atlântica do Marrocos.

387. Malka - do termo árabe malika que significa rainha ou anjo.

388. Malki, Melki - do termo árabe maliki que significa real.

389. Maradji, Marrache, Marratche - do termo árabe marash que significa pântano.

390. Marciano, Murciano - toponímico referente à região de Murcia, no sul da Espanha.

391. Marcus - não é um patronímico do homônimo latino. Trata-se de uma medida de peso espanhola usada largamente em séculos passados em transações comerciais.

392. Marounai - pode ser um toponímico relacionado a Marouan, no Atlas marroquino. Bem como indicar uma procedência da tribo berbere de Beni Marouan, na região de Collo, Argélia.

393. Marzoug, Marzouk, Merzoug, Merzouki - deriva do termo árabe marzûk que significa afortunado, sortudo.

394. Mechach, Mechache, Messas - do termo árabe massâs que significa barbeiro.

395. Mechoulam - do termo hebraico meshlamam que significa aquilo que foi quitado, pago ou simplesmente completo.

396. Medina - toponímico referente a várias localidades homônimas na Península Ibérica. Exemplos: Medina de Las Torres, Medina Del Campo, etc.

397. Memmi - do termo berbere mammû que significa bebê, criança.

398. Menahem - patronímico hebraico do homônimo que remete ao 16o. rei de Judá (2Reis 15:17-22).

399. Mesgueni, Mezghani, Mezgheni, Mezghini - toponímico referente à tribo de Beni Mezghanna, na região de Argel, Argélia.

400. Mesguich - toponímico referente a Sidi Mezghiche, localidade na região de Constantine, Argélia.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Histórico do Município de Protásio Alves/RS


"O Município já recebeu diversas denominações: inicialmente, Chimarrão; a partir de 1904, Turvo, depois Independência e, finalmente, em 1917, Protásio Alves.

Protásio Alves foi o responsável pelo traçado da estrada que liga nosso município a Nova Prata.

A grande maioria da população de Protásio Alves é descendente de imigrantes italianos e ainda preserva muito da cultura trazida do além-mar. Esta influência se faz sentir principalmente no uso do dialeto vêneto e na gastronomia.

A economia do município baseia-se principalmente na agricultura. A horticultura e a fruticultura estão em considerável crescimento.

Destaca-se também a suinocultura, pecuária, avicultura e indústria extrativa de madeira e basalto.

O setor educacional conta como uma rede de 3 escolas estaduais e 13 municipais.

As principais festividades são a Festa do Colono e do Motorista e o Tradicional Festival da Canção Popular Italiana, realizado anualmente no mês de julho.

Dados do Município

Emancipação: 29 de abril de 1988

Área: 172,4 km2

População: 2.340 habitantes (censo 1991)

Localização: Encosta Superior do Nordeste RS

Limites: Leste: Ipê e Antônio Prado; Oeste: Nova Prata; Sul: Vila Flores; Norte: André da Rocha.

Altitude: 725 m acima do nível do mar

Clima: temperado

Distância da Capital: 202 km"

Fonte: ATLÂNTICO (RS), 30 de Novembro de 1998, pág. 06

quinta-feira, 4 de julho de 2019

O Santo de Bom Jesus de Pirapora


"Um santo não canonisado. - De Itú nos escrevem em data de 8 do corrente:

<<Não sei se o facto que vou narrar-lhe já é conhecido, entretanto, em todo o caso, elle reclama energicas providencias policiaes.

<< Entre Araçariguama e o Bom Jesus de Pirapora, existe um sr. Saturnino, que ha cinco annos é reputado Santo, e a custa de sua industria, vae mansa e pacificamente, passando para a sua, o dinheiro da algibeira dos outros.

<< O sr. Saturnino tem em sua casa uma Nossa Senhora Apparecida, cuja historia, é a seguinte:

<< Fazia elle uma casa á margem do rio, e por diversas vezes via passar por sobre as madeiras do fôrro um anjo. A principio elle não acreditava que um habitante da côrte celeste lhe fizesse visitas, mas estas se reproduziram de tal sorte, que afinal convenceu-se de que não podia enganar-se tantas vezes.

<< Poucos dias depois da ultima apparição, indo elle com seu filho pescar, casualmente olhou para um ponto em que o rio despeja-se por um estreito, e vio um objecto que passava na correnteza, que nesse lugar é impetuosa. Perguntando ao filho que seria aquillo, e como este lhe respondesse que parecia um santo, o sr. Saturnino dirige-se á aquelle ponto e encontra uma imagem de Nossa Senhora! Voltando com ella, perguntou admirado ao filho: - Como eu pude ir até lá?! - Vme., respondeu o filho, caminhou pela flôr d'agua. O sr. Saturnino, nem ao menos tinha os pés molhados, e note-se, chovia nessa occasião.

<< Com este sacro achado, o nosso homem dirige-se a sua casa, quando uma sua preta céga, vem-lhe ao encontro e pergunta: O que traz meu senhor ahi? - Pois tu vês, quando és céga?! - Neste momento, respondeu-lhe: voltou-me a vista.

<< O sr. Saturnino levou a imagem para dentro, collocou-a em um altar; desde então as esmollas chovem, elle arranja, e os tolos o chamam santo.

<< Ha pouco tempo, um pobre quidum ia a Pirapora e levava 100$ rs. de esmola. Apeou-se em casa de S. Saturnino, que leva seu espirito caridoso a pontos de não cobrar a pousada, porque sabe que o passageiro ha de por força comprar alguma cousa em um armazem contiguo. Dizem que ahi elle paga-se de tudo.

<< Contando-lhe o pobre homem o motivo de sua romaria, S. Saturnino, disse-lhe que depozesse o dinheiro sobre o altar de Nossa Senhora, que o Senhor Bom Jesus, vinha todas as noites, as 7 horas tomar-lhe a benção, como poderia verificar.

<< O crente ficou. A hora marcada a cêra do altar estava acesa, esperava-se a visita, notando que os 100$ tambem estavam sobre elle. S. Saturnino teve o cuidado de fechar o crente em um quarto, recommendado-lhe que espreitasse pela fechadura quando ouvisse um pequeno rumor.

<< O nosso heróe despe-se, cinge-se com uma toalha, e com passos graves dirige-se ao altar, e toma a benção a sua mãe.

<< O pobre sugeito não queria ver o Senhor Bom Jesus sem joelhar-se, não alcançava a fechadura, e assim joelhava-se e levanta-se, até que o senhor Bom Jesus desappareceu, levando os 100$ rs. A pouca distancia da casa ha uma encrusilhada, e nesta uma Cruz, em cujos braços acha-se a historia do apparecimento da virgem.

<< A sala tambem acha-se forrada de pinturas representando milagres, além da celebre historia que em horroroso portuguez se acha escripta, e pregada á parede.

<< A pessoa que nos contou este facto e outros muitos, é fidedigna, por isso lhe communicamos, afim de que por meio de seu jornal reclame providencias a respeito."

Fonte: CORREIO PAULISTANO (SP), 15 de Agosto de 1865, pág. 02, col. 01
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