domingo, 24 de dezembro de 2017

Feliz Natal!





Os nossos sinceros desejos de paz, alegria e bons momentos em família
a todos que prestigiam o blog.

A Lenda da Sálvia


Lenda popular da região da Provença, França, contada durante o período natalino

Quando o rei Herodes ordenou aos seus soldados que executassem todas as crianças pequenas menores de dois anos de idade na região de Belém, temeroso com a notícia de que ali tinha nascido o Messias, Nossa Senhora e São José fugiram com o Menino Jesus pelas montanhas da Judeia. São José à frente dos outros dois, ciente dos perigos que podiam aparecer, chegou a uma aldeia e pediu a hospitalidade dos seus moradores, suplicando por água, alimento e abrigo. Infelizmente, ninguém quis lhe dar coisa alguma, nem mesmo uma palavra de consolo.

Tendo permanecido na estrada, enquanto São José foi levar o burrinho para beber num poço perto dali, Nossa Senhora sentou-se para cuidar de seu bebê na beira do caminho.A curta distância, porém, era possível ouvir os gritos e o tremor da marcha dos soldados de Herodes. Alarmada, Nossa Senhora não sabia o que fazer, pois nem mesmo por perto havia uma caverna ou uma palmeira em que pudesse se esconder.

Entretanto, Maria avistou uma roseira, onde uma rosa recentemente começava a desabrochar. Aflita, Nossa Senhora implorou a flor: "Rosa, linda rosa, floresce bem e esconda debaixo de suas pétalas essa pequena criança que os soldados querem matar e esta pobre mãe já desfalecida de tanto penar". A rosa, franzindo a expressão, respondeu: "Vá rapidamente daqui, minha jovem, pois os verdugos que vierem aqui procurar, podem me despetalar. Perto daqui há o goivo, que tem mais flores do que eu para esconder você".

Nossa Senhora com o Menino Jesus nos braços, foi até o grande goivo e suplicou socorro: "Estou exausta de tanto fugir, preciso que me abrigues aqui, e a esta criança querem condenar à morte!". O goivo, ao agitar a coroa de suas flores, recusou e sem sequer explicar foi dizendo: "Vá longe daqui, pobre mulher. Não tenho tempo para te ouvir. Estou muito ocupado em poder florescer. Vá até a sálvia, pois ela mesmo não tem nada a fazer e talvez te auxilie."

Ao chegar a sálvia, sua última esperança, Nossa Senhora já chorosa rogou: "Sálvia, boa sálvia, floresce para esconder este pobre menino e sua mãe já meio morta de fome, fadiga e medo". A sálvia floresceu tão bem que cobriu todo o solo e suas folhas de veludo fizeram um dossel, onde Jesus e Maria se refugiaram. Ao passarem os soldados de Herodes pela planta, não viram nenhum sinal dos dois. Ao som dos passos dos carrascos, Maria estremeceu de terror, mas o pequeno, acariciado pelas folhas, sorriu. Os soldados foram embora, acreditando que aquela mãe e seu filho recém-nascido tivessem tomado outro rumo.

"Sálvia, boa sálvia, muito obrigado! Abençoo-te por seu amável gesto que todos vão se lembrar desde agora."

Quando José os encontrou, já apavorado por não tê-los encontrado à beira da estrada, colocou a mulher e o menino sobre o burro, que além de ter bebido água, já estava melhor animado por ter comido uma boa porção de cevada que um bom homem desconhecido havia lhe dado. E São Miguel Arcanjo, desceu dos céus para mantê-los firmes e apontou-lhes o caminho mais curto até o Egito.

Desde então, por isso a rosa tem espinhos, o goivo flores mal cheias e a sálvia tantas virtudes curativas. Como se diz na Provença: "Aquele que não usa a sálvia, não se lembra da Virgem".

sábado, 23 de dezembro de 2017

Lenda do Bolo-Rei


"O Bolo-Rei é o bolo tradicional natalício português por excelência. A sua origem tem várias raízes. A ideia de um bolo misturado com fruta cristalizada terá surgido na corte do rei luís XIV, em França, que com os tempos foi-se espalhando pelo resto da Europa. Chegada a Portugal a receita foi adaptada, adquiriu a forma com que é vendido atualmente e passou a ser associado à época natalícia. A introdução da fava vem no tempo dos Romanos, em que era costume durante as festividades eleger-se o 'rei da festa' colocando-se uma fava num bolo. Já a introdução do brinde como recompensa (ficando o perdedor com a fava) é uma criação portuguesa, embora este costume tenha sido, à uns anos, passado a ser proibido por apresentar risco de sufoco, sobretudo para as crianças.

Apesar do nome 'Bolo-Rei' não vir, como erroneamente se pensa, do dia de Reis - a nomenclatura 'Rei' é apenas uma indicação da riqueza dos ingredientes com que é feito, tornando-o no bolo 'maior' das festividades - isso não impediu a tradição oral de o associar aos Reis Magos, havendo inclusive uma lenda portuguesa que lhes atribui a origem do bolo e lhe dá simbologia. Segue-se a história:

Conta a lenda que num país distante viviam três homens sábios que analisavam e estudavam as estrelas e o céu. Estes homens sábios chamavam-se Gaspar, Melchior e Baltazar, a que a tradição deu a nomeação de 'três Reis Magos'.

Numa noite, ao analisarem o céu, viram uma nova estrela, muito mais brilhante que as restantes, que se movia pelo céu, e interpretaram-na como um aviso de que o filho de Deus nascera. Resolvidos a segui-la, levaram consigo três presentes: incenso, ouro e mirra, para poder presentear o Messias recém-nascido.

Chegados à cidade de Belém, já perto da gruta onde estava o menino Jesus, os Reis Magos depararam-se com um dilema: Qual deles teria o privilégio de oferecer primeiro o seu presente? Esta pergunta gerou a discussão entre os três.

Um artesão que por ali passava ouviu a conversa e propôs uma solução para o problema de maneira a ficarem todos satisfeitos. Pediu à sua mulher que fizessem um bolo e que na massa colocasse uma fava.

Mas a mulher não se limitou a fazer um simples bolos e arranjou forma de ali representar os presentes que os três homens levavam. Desta forma fez um bolo cuja côdea dourada simbolizava o ouro, as frutas cristalizadas simbolizavam a mirra e o açúcar de polvilhar simbolizava o incenso.

Depois de cozido o bolo foi repartido em três partes e aquele a quem saiu a fava foi efetivamente o primeiro a oferecer os presentes ao menino Jesus."

Fonte: VÁRIOS AUTORES. Contos de Natal Portugueses. Coletânea de Histórias, Textos, Lendas e Poemas. Lisboa: Luso Livros, 2015, p. 26-28.

Receita de Bolo-rei

Ingredientes
130 gramas de açúcar
130 gramas de manteiga
15 gramas de fermento biológico
2 colheres de sopa de aguardente velha (espécie de aguardente de uva armazenada em barris de carvalho)
2 colheres de sopa do vinho do Porto
200 mililitros de leite
3 ovos
500 gramas de farinha
Amêndoas o quanto bastar
Frutas cristalizadas o quanto bastar
Nozes o quanto bastar
Pinhões o quanto bastar
Açúcar em pó (opcional)

Preparo:
Dissolva o fermento num pouco de leite e acrescente a farinha. Junte todos os ingredientes, exceto as frutas cristalizadas e os frutos secos, e amasse bem. Quando a massa começar a fazer bolhas, junte as frutas cristalizadas e os frutos secos.

Estenda a massa em forma de rosca, colocando-a num recipiente redondo, vazado no meio, previamente untado. Deixe repousar durante três horas.

No momento de ir ao forno, pincele por cima com gema de ovo e acrescente algumas frutas cristalizadas. Asse em forno médio até dourar.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Imigrantes portugueses em Pelotas no período 1828-1844



Nota: A procedência é dada pelo porto em que o imigrante passou antes de chegar a Pelotas. Para que se entenda: os navios de grande envergadura que vinham da Europa com migrantes aportavam necessariamente num porto de maior calado, como o caso dos portos do Rio de Janeiro, Montevidéu e Buenos Aires. Tanto o porto lacustre de Pelotas, quanto o porto marítimo de Rio Grande, nesta época (meados do século XIX), não possuíam calado suficiente para receber grandes embarcações. Por isso, quase sempre, um viajante ou migrante que tomasse um navio na Europa com destino (provável ou improvável) a Pelotas, fazia uma espécie de "baldeação" numa destas escalas, embarcando numa nave menor para poder adentrar a Barra da Laguna dos Patos.

1. Francisco Dias Pestana, 29 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 03 de janeiro de 1830, procedente da Bahia via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1827, alfabetizado.

2. José Toscano Soares Barboza, 20 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 27 de janeiro de 1843, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em 08 de julho de 1836, alfabetizado.

3. Manoel José da Costa Porto, 20 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 14 de outubro de 1843, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, mas esteve anteriormente na Bahia, chegou ao Brasil em 1840, alfabetizado.

4. Antônio J. de Souza Guimarães, 21 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 12 de março de 1844, procedente de Porto Alegre via Rio Grande, chegou ao Brasil em 21 de fevereiro de 1837, alfabetizado.

5. José Mendes Lobo, 36 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em fevereiro de 1844, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1844, alfabetizado.

6. Bernardino Monteiro, 36 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 12 de março de 1844, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de março de 1844, alfabetizado.

7. Félix Trocato, 23 anos, solteiro, alfaiate, chegou em Pelotas em 10 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 08 de Julho de 1844, analfabeto.

8. Luís Antônio de Souza, 20 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 23 de junho de 1844, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em 19 de dezembro de 1843, alfabetizado.

9. Antônio Marcolino Gomes, 33 anos, solteiro, pedreiro, chegou em Pelotas em julho de 1844, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, porém embarcou em Lisboa, chegou ao Brasil em 18 de outubro de 1837, analfabeto.

10. José Antônio... , 24 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em junho de 1843, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, porém embarcou em Lisboa, chegou ao Brasil em 1837, analfabeto.

11. Ricardo José Veríssimo (sem esposa), 35 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em 20 de julho de 1842, procedente de Pernambuco via Bahia, chegou ao Brasil em 1830, analfabeto.

12. Rodrigo de Souza Machado, 12 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 28 de abril de 1844, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em 16 de março de 1841, alfabetizado.

13. Jozé Gonçalves Costa, 21 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 28 de abril de 1844, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em 16 de dezembro de 1843, alfabetizado.

14. Bernardo Taveira, 49 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 16 de abril de 1844, procedente de Portugal via Rio Grande, natural de Pozo da Regoa, chegou ao Brasil em 19 de abril de 1829, alfabetizado.

15. Antônio Casemiro da Costa Vilasboas, 18 anos, caixeiro, chegou em Pelotas em 09 de janeiro de 1844, procedente de Rio de Janeiro via Rio Grande, chegou ao Brasil em 06 de novembro de 1841, alfabetizado.

16. Antônio Francisco Godinho, 17 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 20 de dezembro de 1841, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em 17 de dezembro de 1841, alfabetizado.

17. Manoel Joaquim Dourado, 25 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 02 de fevereiro de 1843, procedente da Bahia via Rio Grande, chegou ao Brasil em novembro de 1837, alfabetizado.

18. Francisco da Silva Figueira, 28 anos, casado, alfaiate, chegou em Pelotas em 10 de março de 1844, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em 17 de dezembro de 1843, alfabetizado.

19. Joze Marques de Carvalho (esposa e 12 escravos), 41 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em 01 de março de 1844, procedente do Porto, Portugal, via São José do Norte, chegou em 13 de dezembro de 1834, alfabetizado.

20. Custódio Dias Fernandez, 26 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 08 de julho de 1844, procedente da Bahia via Rio Grande, porém embarcou no Porto, Portugal, chegou ao Brasil em 31 de dezembro de 1831, alfabetizado.

21. Manoel Joaquim da Costa, 23 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 01 de maio de 1843, procedente do Porto, Portugal, via Rio Grande, chegou ao Brasil em 05 de dezembro de 1842, alfabetizado.

22. João Carvalho de Araújo, 21 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 28 de outubro de 1842, procedente do Porto, Portugal, via Rio Grande, chegou ao Brasil em 13 de maio de 1841, alfabetizado.

23. Manoel Joaquim de Rezende, 21 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 04 de março de 1842, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em 13 de abril de 1840, alfabetizado.

24. Luiz José Vieira da Silva, 22 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 20 de janeiro de 1844, procedente de Santa Catarina via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1842, alfabetizado.

25. Pedro José de Campos, 19 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 23 de dezembro de 1842, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em 04 de dezembro de 1842, alfabetizado.

26. João Manoel da Silva, 23 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 10 de dezembro de 1842, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em 13 de dezembro de 1840, alfabetizado.

27. Manoel José de Oliveira, 19 anos, solteiro, chapeleiro, chegou em Pelotas em 02 de fevereiro de 1843, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao brasil em 22 de dezembro de 1842, alfabetizado.

28. Bernardo J. Vieira Guimarães, 30 anos, solteiro, boticário, chegou em Pelotas em junho de 1843, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, chegou ao Brasil em 20 de agosto de 1833, alfabetizado.

29. Manoel Pedro... , 22 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 10 de agosto de 1840, procedente de Pernambuco via Rio Grande, chegou ao Brasil em fevereiro de 1839, analfabeto.

30. Domingos Jozé Barboza, 29 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 14 de agosto de 1844, procedente de Pernambuco via Rio Grande, chegou ao Brasil em 18 de agosto de 1841, alfabetizado.

31. Francisco Gonçalves Marrúcho (esposa e três filhos), 35 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em 15 de junho de 1843, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1829, alfabetizado.

32. José da Cruz, 23 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 10 de janeiro de 1844, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em 04 de setembro de 1837, alfabetizado.

33. Silverio José Ferreira Ribeiro Guimarães, 17 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 10 de junho de 1844, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, chegou ao Brasil em janeiro de 1840, alfabetizado.

34. José Pereira de Azevedo Castro (e esposa), 32 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em novembro de 1828, procedente da Bahia via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1826, alfabetizado.

35. José Antonio Vieira Sampaio, 20 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 09 de agosto de 1844, procedente do Porto, Portugal, via Rio Grande, chegou ao Brasil em 20 de março de 1842, alfabetizado.

36. Antônio da Costa Almeida e Silva, 21 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 10 de agosto de 1843, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1832, alfabetizado.

37. Bernardo José Ramos, 23 anos, solteiro, açougueiro, chegou em Pelotas em março de 1842, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1839, alfabetizado.

38. José Lopes Guimarães, 22 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 25 de julho de 1842, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1837, alfabetizado.

39. José Maria Rebello (quatro pessoas de sua família), 34 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em junho de 1841, procedente da Bahia via Rio Grande, chegou ao Brasil em 17 de setembro de 1826, alfabetizado.

40. Rodrigo Dantas D'Abreu Brandão, 23 anos, solteiro, pintor, chegou em Pelotas em 10 de março de 1844, procedente do Rio de Janeiro, chegou ao Brasil em 1841, alfabetizado.

41. João Vaz do Amaral, 22 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em março de 1844, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, mas esteve anteriormente em Montevidéu, chegou ao Brasil em 1841, alfabetizado.

42. José Vicente Vieira da Cunha, 24 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 08 de maio de 1844, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, chegou ao Brasil em dezembro de 1836, alfabetizado.

43. Manoel da Rocha de Oliveira, 31 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 04 de dezembro de 1843, procedente do Rio de Janeiro via São José do Norte, chegou ao Brasil em 1837, analfabeto.

44. Antônio Duarte Galvão, 22 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 01 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu, por terra, estado anteriormente em Santana do Livramento, chegou ao Brasil em 1837, alfabetizado.

45. José Soares Mesquita, 31 anos, solteiro, chapeleiro, chegou em Pelotas em 04 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 03 de setembro de 1844, alfabetizado.

46. Francisco Maria do Amaral Cardoso, 22 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em fevereiro de 1842, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1839, alfabetizado.

47. Bento da Silva, 21 anos, solteiro, alfaiate, chegou em Pelotas em 14 de setembro de 1844, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, chegou ao Brasil em maio de 1839, analfabeto.

48. José Francisco de Oliveira, 34 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em novembro de 1842, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1825, alfabetizado.

49. Albino J.C. da Silva, 19 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 06 de janeiro de 1844, procedente da Bahia via Rio Grande, chegou ao Brasil em 19 de novembro de 1837, alfabetizado.

50. Joaquim Gomes dos Santos, 26 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 11 de dezembro de 1843, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, chegou ao Brasil em 04 de maio de 1840, alfabetizado.

51. Antônio Manoel Fernandes, 19 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 03 de julho de 1844, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em 15 de novembro de 1841, alfabetizado.

52. Manoel José da Costa, 28 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em setembro de 1843, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em janeiro de 1830, alfabetizado.

53. João Corrêa Pinto, 29 anos, solteiro, farmacêutico, chegou em Pelotas em 01 de abril de 1844, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em 05 de agosto de 1835, alfabetizado.

54. Domingos Augusto da Costa Guimarães, 26 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 13 de julho de 1844, procedente de Pernambuco via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1830, alfabetizado.

55. Francisco da Paula Carvalho, 52 anos, viúvo, alfaiate, chegou em Pelotas em 15 de março de 1844, procedente de Porto Alegre, mas esteve anteriormente em Rio Grande, chegou ao Brasil em 1822, alfabetizado.

56. Manoel Joaquim da Rocha, 45 anos, viúvo, comerciante, chegou em Pelotas em setembro de 1843, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1828, alfabetizado.

57. Antônio José Guimarães, 42 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em 29 de janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, natural da Vila de Guimarães, Portugal, chegou ao Brasil em 02 de janeiro de 1844, alfabetizado.

58. João Joaquim dos Reis, 42 anos, solteiro, alfaiate, chegou em Pelotas em 17 de junho de 1844, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em agosto de 1837, alfabetizado.

59. Antônio Joaquim... , 22 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em 15 de abril de 1844, procedente de Pernambuco via Rio Grande, chegou em março de 1844, analfabeto.

60. Antônio Pereira Jacomo, 30 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 15 de janeiro de 1844, procedente da Bahia via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1837, alfabetizado.

61. Dionizio Jozé Vieira (esposa e um filho), 37 anos, casado, negociante, chegou em Pelotas em 20 de setembro de 1844, procedente da Bahia via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1825, alfabetizado.

62. Antônio Ferreira, 17 anos, solteiro, ourives, chegou em Pelotas em 28 de agosto de 1844, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em 24 de agosto de 1843, analfabeto.

63. Jozé Lopes (e esposa), 25 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em fevereiro de 1843, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1837, alfabetizado.

64. Domingos Ferreira de Paiva, 18 anos, solteiro, carpinteiro, chegou em Pelotas em 22 de setembro de 1844, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em 17 de dezembro de 1843, alfabetizado.

65. Antônio Joaquim da Fonseca (esposa e quatro filhos), 25 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em abril de 1844, procedente de Paranaguá via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1827, alfabetizado.

66. Manoel Martins de Oliveira Júnior, 19 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em dezembro de 1843, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em dezembro de 1843, alfabetizado.

67. Jozé de Carvalho, 21 anos, solteiro, alfaiate, chegou em Pelotas em 29 de setembro de 1844, procedente de Portugal via Rio Grande, chegou ao Brasil em novembro de 1843, analfabeto.

Fonte: Adaptação nossa a partir de: BECKER, Klaus. A imigração no Sul do Estado de 1844-1852. In: BECKER, Klaus (org.). Imigração. Canoas/RS: Editora Regional, 1958, p. 324-351. (Enciclopédia Rio-Grandense)








terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Imigrantes espanhóis em Pelotas no período 1842-1844


Nota: A procedência é dada pelo porto em que o imigrante passou antes de chegar a Pelotas. Para que se entenda: os navios de grande envergadura que vinham da Europa com migrantes aportavam necessariamente num porto de maior calado, como o caso dos portos do Rio de Janeiro, Montevidéu e Buenos Aires. Tanto o porto lacustre de Pelotas, quanto o porto marítimo de Rio Grande, nesta época (meados do século XIX), não possuíam calado suficiente para receber grandes embarcações. Por isso, quase sempre, um viajante ou migrante que tomasse um navio na Europa com destino (provável ou improvável) a Pelotas, fazia uma espécie de "baldeação" numa destas escalas, embarcando numa nave menor para poder adentrar a Barra da Laguna dos Patos.

01. Jose Carmona, 67 anos, viúvo, comerciante, chegou em Pelotas em agosto de 1843, procedente do Povo Novo, mas viveu anteriormente em Rio Grande e Santa Catarina, chegou ao Brasil em 1824, alfabetizado.

02. Bernardo Prat (mulher e 3 filhos), 37 anos, casado, ourives, chegou em Pelotas em 05 de dezembro de 1843, procedente de Rio Grande, mas viveu anteriormente em Santa Catarina e Montevidéu, porém natural da Catalunha, chegou ao Brasil em 20 de abril de 1843, alfabetizado.

03. Manuel Pedrozo, 30 anos, casado, charruteiro, chegou em Pelotas em 01 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em julho de 1844, alfabetizado.

04. Jose Prat, 28 anos, solteiro, ourives, chegou em Pelotas em 06 de dezembro de 1843, procedente de Rio Grande, mas viveu anteriormente em Santa Catarina e Montevidéu, porém natural da Catalunha, chegou ao Brasil em 20 de abril de 1843, alfabetizado.

05. Rafael Rodriguez, 30 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em 03 de abril de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de abril de 1844, alfabetizado.

06. Jaime Casanobas, 54 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em 03 de abril de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, mas esteve em Santa Catarina, chegou ao Brasil em 01 de abril de 1844, alfabetizado.

07. Santiago Montaña, 18 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em 21 de junho de 1844, procedente do Uruguay, chegou ao Brasil em 1844, analfabeto.

08. Jose Otaño, 28 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 15 de outubro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 13 de outubro de 1844, alfabetizado.

09. Jose Soler y Arenas, 21 anos, solteiro, confeiteiro, chegou em Pelotas em 10 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, mas esteve anteriormente no Rio de Janeiro, chegou ao Brasil em 07 de setembro de 1843, alfabetizado.

10. Jose Cochant, 26 anos, solteiro, sapateiro, chegou em Pelotas em 15 de abril de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de abril de 1844, analfabeto.

11. Manuel Fernandez, 22 anos, solteiro, charruteiro, chegou em Pelotas em 08 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de junho de 1844, alfabetizado.

12. Jose Boos, 22 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 02 de agosto de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 28 de julho de 1843, alfabetizado.

13. Mogin Prates, 28 anos, solteiro, alfaiate, chegou em Pelotas em 15 de março de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de março de 1844, alfabetizado.

14. Pablo España, 25 anos, solteiro, chapeleiro, chegou em Pelotas em 02 de fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 25 de janeiro de 1844, alfabetizado.

15. Nicolau Rodriguez, 23 anos, casado, carpinteiro, chegou em Pelotas em 23 de fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 28 de janeiro de 1844, alfabetizado.

16. Juan Torres, 28 anos, solteiro, carpinteiro, chegou em Pelotas em 04 de junho de 1844, procedente do Rio de Janeiro por terra até Porto Alegre, mas esteve em Montevidéu, chegou ao Brasil em 07 de abril de 1843, alfabetizado.

17. Fernando Roldan, 22 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em 26 de outubro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 20 de outubro de 1843, alfabetizado.

18. Isidro Rojas, 19 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em 08 de março de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 07 de março de 1844, alfabetizado.

19. Ambrosio Gabino Crespo (mulher e três filhos), 36 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em agosto de 1822, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1822, alfabetizado.

20. Ramon Badia, 31 anos, viúvo, ferreiro, chegou em Pelotas em 03 de janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, mas esteve anteriormente no Rio de Janeiro, chegou ao Brasil em 08 de agosto de 1843, alfabetizado.

21. Isidro Corcurello, 38 anos, casado, tanoeiro, chegou em Pelotas em 06 de janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de janeiro de 1844, analfabeto.

22. Antonio Camacho, 40 anos, casado, lavrador, chegou em Pelotas em 18 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 19 de maio de 1844, analfabeto.

23. Jose Figueras, 23 anos, solteiro, oleiro, chegou em Pelotas em 09 de novembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de julho de 1843, alfabetizado.

24. Juan Rubira, 24 anos, solteiro, açougueiro, chegou em Pelotas em 10 de abril de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 05 de abril de 1844, alfabetizado.

25. Pedro Rubira, 23 anos, solteiro, açougueiro, chegou em Pelotas em 10 de abril de 1844, procedente de Montevidéu via São José do Norte, chegou ao Brasil em 05 de abril de 1844, analfabeto.

26. Marcelino Perez, 23 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em 20 de agosto de 1842, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de agosto de 1842, analfabeto.

27. Baltasar Perez, 27 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em 20 de agosto de 1842, procedente de Montevidéu via Rio Grande, porém natural das Ilhas Canárias, chegou ao Brasil em 01 de agosto de 1842, analfabeto.

28. Jose de By, 21 anos, solteiro, padeiro, chegou em Pelotas em 20 de maio de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de maio de 1844, analfabeto.

29. Miguel Vazques, 24 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 10 de abril de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em março de 1843, alfabetizado.

30. Juan Rosell, 20 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 24 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de agosto de 1844, alfabetizado.

31. Jose Roman, 26 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em 09 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 02 de julho de 1844, alfabetizado.

32. Placido Requisson, 24 anos, solteiro, padeiro, chegou em Pelotas em 04 de novembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em agosto de 1843, analfabeto.

33. Jose Choam, 25 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em dezembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em dezembro de 1843, analfabeto.

34. Manuel Collazo, 24 anos, solteiro, alfaiate, chegou em Pelotas em 04 de maio de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 26 de abril de 1844, alfabetizado.

35. Antonio Maria Lautan, 22 anos, solteiro, peão, chegou em Pelotas em 10 de janeiro de 1844, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, mas esteve anteriormente em Montevidéu, chegou ao Brasil em outubro de 1843, analfabeto.

36. Thomaz Eberon, 34 anos, solteiro, funileiro, chegou em Pelotas em 20 de março de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 20 de março de 1843, analfabeto.

37. Fortunato Amortegui, 42 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em 04 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em setembro de 1844, alfabetizado.

38. Jozé Cipriano España, 25 anos, solteiro, padeiro, chegou em Pelotas em 18 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de maio de 1844, alfabetizado.

39. Juan Torres, 23 anos, solteiro, ferreiro, chegou em Pelotas em 10 de junho de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 05 de junho de 1843, alfabetizado.

40. Pablo Granada (e esposa), 28 anos, casado, marceneiro, chegou em Pelotas em 18 de março de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, porém natural da Catalunha, chegou ao Brasil em 10 de março de 1843, alfabetizado.

41. Pedro Maresma (e esposa), 25 anos, casado, padeiro, chegou em Pelotas em 18 de março de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de março de 1844, analfabeto.

42. João Gonzalves (esposa brasileira e um filho), 26 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em dezembro de 1842, procedente do Uruguay por terra, mas esteve anteriormente em Rio Grande, chegou ao Brasil em 1839, alfabetizado.

43. Manuel Chiles, 30 anos, solteiro, carreteiro, chegou em Pelotas em abril de 1842, procedente de Montevidéu via Rio Grande, mas esteve em Santa Catarina, chegou ao Brasil em abril de 1842, analfabeto.

44. José Nabiola, 29 anos, solteiro, fabricante, chegou em Pelotas em 16 de janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 05 de janeiro de 1844, alfabetizado.

45. Manuel Lacao [ou Lacau (esposa e quatro filhos)], 40 anos, casado, funileiro, chegou em Pelotas em maio de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em maio de 1843, analfabeto.

46. Antonio Marques, 62 anos, casado, carpinteiro, chegou em Pelotas em 20 de junho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 18 de junho de 1844, alfabetizado.

47. Bernabé Ansoategui (esposa e um filho), 51 anos, casado, carpinteiro, chegou em Pelotas em 17 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 11 de agosto de 1844, alfabetizado.

48. Juan Vidal, 23 anos, solteiro, padeiro, chegou em Pelotas no final de junho de 1844, procedente de Porto Alegre, mas viveu anteriormente em Santa Catarina e Montevidéu, chegou ao Brasil em 01 de fevereiro de 1843, analfabeto.

49. Ramon Sardá, 14 anos, solteiro, padeiro, chegou em Pelotas no final de março de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de março de 1844, alfabetizado.

50. Juan de Soto, 25 anos, solteiro, padeiro, padeiro, chegou em Pelotas no final de junho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, mas esteve no Rio de Janeiro, chegou ao Brasil em 08 de setembro de 1843, analfabeto.

51. Antonio Castelles, 22 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em fevereiro de 1844, alfabetizado.

52. Fernando Rodrigues San Roman, 20 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 20 de janeiro de 1844, alfabetizado.

53. Francisco Bañolas, 22 anos, solteiro, penteiro, chegou em Pelotas em 01 de setembro de 1844, procedente de Rio Grande, mas esteve em Montevidéu e Rio de Janeiro, chegou ao Brasil em 06 de setembro de 1843, alfabetizado.

54. Francisco Calbet, 21 anos, solteiro, padeiro, chegou em Pelotas em dezembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, mas esteve em Santa Catarina, chegou ao Brasil em outubro de 1843, alfabetizado.

55. José Trabe, 30 anos, solteiro, sapateiro, chegou em Pelotas em 20 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu, por terra, chegou ao Brasil em julho de 1844, alfabetizado.

56. Vicente Comis, 18 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 20 de março de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de março de 1844, alfabetizado.

57. Salbador Baceda (esposa e três filhos), 20 anos, casado, pedreiro, chegou em Pelotas em 15 de agosto de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 12 de agosto de 1843, alfabetizado.

58. Juan Floixench (esposa e três filhos), 25 anos, casado, tanoeiro, chegou em Pelotas em maio de 1842, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1842, alfabetizado.

59. Candido Silvero Baldes, 16 anos,solteiro, negociante, chegou em Pelotas em 21 de dezembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 15 de novembro de 1843, alfabetizado.

60. Antonio Moreno, 30 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em 21 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 07 de setembro de 1844, alfabetizado.

61. Juan Sainz de la Peña (esposa e um filho), 32 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em 14 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de setembro de 1844, alfabetizado.

62. Miguel Francisco Costa (e esposa), 40 anos, casado, trabalhador, chegou em Pelotas em 27 de novembro de 1843, procedente de Santa Catarina via São José do Norte, mas esteve em Montevidéu, chegou ao Brasil em 29 de agosto de 1843, analfabeto.

63. Manuel Lavalle, 24 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em junho de 1844, procedente de Santa Catarina, mas esteve em Montevidéu, chegou ao Brasil em junho de 1844, alfabetizado.

64. José Masramon, 18 anos, solteiro, alfaiate, chegou em Pelotas em 20 de fevereiro de 1844, procedente do Uruguay por terra, mas esteve anteriormente em Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de fevereiro de 1844, alfabetizado.

65. Jose Canua, 19 anos, solteiro, alfaiate, chegou em Pelotas em 15 de maio de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 20 de janeiro de 1844, alfabetizado.

66. Agustin Pu (esposa e um filho, Juan Etchebarne, que assinou pelo pai), 38 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em junho de 1844, procedente do Uruguay por terra, chegou ao Brasil em junho de 1844, analfabeto.

67. Jose Manuel de Gonza (esposa e um filho), 30 anos, casado, lavrador, chegou em Pelotas em fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em janeiro de 1844, alfabetizado.

68. Jose Antonio Barrida (esposa e um filho), 30 anos, casado, veleiro, chegou em Pelotas em 27 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em julho de 1844, alfabetizado.

69. Francisco Font (e esposa), 34 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em 10 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 09 de julho de 1844, alfabetizado.

70. Jose Rodriguez Arigon, 18 anos, solteiro, carpinteiro, chegou em Pelotas em fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em fevereiro em de 1844, alfabetizado.

71. Ramon Suarez (e esposa), 46 anos, casado, lavrador, chegou em Pelotas em 06 de janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de janeiro de 1844, analfabeto.

72. Miguel Ruiz, 23 anos, solteiro, alfaiate, chegou em Pelotas em janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 26 de novembro de 1843, alfabetizado.

Fonte: Adaptação nossa a partir de: BECKER, Klaus. A imigração no Sul do Estado de 1844-1852. In: BECKER, Klaus (org.). Imigração. Canoas/RS: Editora Regional, 1958, p. 324-351. (Enciclopédia Rio-Grandense)











domingo, 17 de dezembro de 2017

Ismael Simões Lopes


Por Fernando Osório

"Arrebatou-o a morte, aos 34 anos (19 de maio de 1896). Curta foi a duração dessa existência em relação aos anos que passou na terra; mas, suficientemente longa em relação à atividade proveitosa que despendeu em favor da Pátria, servindo-a no jornalismo, com denôdo e galhardia em defesa do ideal republicano. Ismael Simões Lopes, filho do Visconde da Graça, foi um dos mais dignos, queridos e simpáticos pelotenses. 

Mercê de uma rara harmonia de sentimentos e de sinergia cerebral, êle foi tudo quanto quis ser - escritor jornalista na 'A Pátria', político e orador, sempre ardoroso, sabendo emocionar as massas populares, com as quais conviveu durante o tempo rápido de sua vida política. Talento? Tinha-o em larga cópia, vigoroso e robusto, numa intuição admirável da verdade e importância dos acontecimentos, num grande dom de assimilação. Coração, caráter, completavam a formosa síntese de sua personalidade.

Das tendências liberais do espírito procedeu o devotamento com que abraçou a causa abolicionista, fundando com um pugilo brilhante de conterrâneos, na Capital do ex-Império, a patriótica Sociedade Libertadora Sul-Rio-Grandense, que tão larga soma de triunfos havia de colhêr na faina gloriosa de sua missão humanitária. Caracterizou-o, na vida, a despreocupação valorosa, a alma leal, generosa e magnânima. 

Eram cativantes as fulgurações do seu gênio comunicativo, empolgando à primeira vista, sempre inclinado à comiseração pelas desventuras estranhas, sempre espontâneo na invectiva contra todos os despotismos. Desceu, ao lado de Julio de Castilhos, as escadarias do palácio, quando o Patriarca do Rio Grande entregou o Govêrno à anarquia. Abraçava as causas justas, as aspirações da liberdade e da fraternidade humana, os ideais do progresso, com a sinceridade de um crente."

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