terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Imigrantes espanhóis em Pelotas no período 1842-1844


Nota: A procedência é dada pelo porto em que o imigrante passou antes de chegar a Pelotas. Para que se entenda: os navios de grande envergadura que vinham da Europa com migrantes aportavam necessariamente num porto de maior calado, como o caso dos portos do Rio de Janeiro, Montevidéu e Buenos Aires. Tanto o porto lacustre de Pelotas, quanto o porto marítimo de Rio Grande, nesta época (meados do século XIX), não possuíam calado suficiente para receber grandes embarcações. Por isso, quase sempre, um viajante ou migrante que tomasse um navio na Europa com destino (provável ou improvável) a Pelotas, fazia uma espécie de "baldeação" numa destas escalas, embarcando numa nave menor para poder adentrar a Barra da Laguna dos Patos.

01. Jose Carmona, 67 anos, viúvo, comerciante, chegou em Pelotas em agosto de 1843, procedente do Povo Novo, mas viveu anteriormente em Rio Grande e Santa Catarina, chegou ao Brasil em 1824, alfabetizado.

02. Bernardo Prat (mulher e 3 filhos), 37 anos, casado, ourives, chegou em Pelotas em 05 de dezembro de 1843, procedente de Rio Grande, mas viveu anteriormente em Santa Catarina e Montevidéu, porém natural da Catalunha, chegou ao Brasil em 20 de abril de 1843, alfabetizado.

03. Manuel Pedrozo, 30 anos, casado, charruteiro, chegou em Pelotas em 01 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em julho de 1844, alfabetizado.

04. Jose Prat, 28 anos, solteiro, ourives, chegou em Pelotas em 06 de dezembro de 1843, procedente de Rio Grande, mas viveu anteriormente em Santa Catarina e Montevidéu, porém natural da Catalunha, chegou ao Brasil em 20 de abril de 1843, alfabetizado.

05. Rafael Rodriguez, 30 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em 03 de abril de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de abril de 1844, alfabetizado.

06. Jaime Casanobas, 54 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em 03 de abril de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, mas esteve em Santa Catarina, chegou ao Brasil em 01 de abril de 1844, alfabetizado.

07. Santiago Montaña, 18 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em 21 de junho de 1844, procedente do Uruguay, chegou ao Brasil em 1844, analfabeto.

08. Jose Otaño, 28 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 15 de outubro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 13 de outubro de 1844, alfabetizado.

09. Jose Soler y Arenas, 21 anos, solteiro, confeiteiro, chegou em Pelotas em 10 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, mas esteve anteriormente no Rio de Janeiro, chegou ao Brasil em 07 de setembro de 1843, alfabetizado.

10. Jose Cochant, 26 anos, solteiro, sapateiro, chegou em Pelotas em 15 de abril de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de abril de 1844, analfabeto.

11. Manuel Fernandez, 22 anos, solteiro, charruteiro, chegou em Pelotas em 08 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de junho de 1844, alfabetizado.

12. Jose Boos, 22 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 02 de agosto de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 28 de julho de 1843, alfabetizado.

13. Mogin Prates, 28 anos, solteiro, alfaiate, chegou em Pelotas em 15 de março de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de março de 1844, alfabetizado.

14. Pablo España, 25 anos, solteiro, chapeleiro, chegou em Pelotas em 02 de fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 25 de janeiro de 1844, alfabetizado.

15. Nicolau Rodriguez, 23 anos, casado, carpinteiro, chegou em Pelotas em 23 de fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 28 de janeiro de 1844, alfabetizado.

16. Juan Torres, 28 anos, solteiro, carpinteiro, chegou em Pelotas em 04 de junho de 1844, procedente do Rio de Janeiro por terra até Porto Alegre, mas esteve em Montevidéu, chegou ao Brasil em 07 de abril de 1843, alfabetizado.

17. Fernando Roldan, 22 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em 26 de outubro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 20 de outubro de 1843, alfabetizado.

18. Isidro Rojas, 19 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em 08 de março de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 07 de março de 1844, alfabetizado.

19. Ambrosio Gabino Crespo (mulher e três filhos), 36 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em agosto de 1822, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1822, alfabetizado.

20. Ramon Badia, 31 anos, viúvo, ferreiro, chegou em Pelotas em 03 de janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, mas esteve anteriormente no Rio de Janeiro, chegou ao Brasil em 08 de agosto de 1843, alfabetizado.

21. Isidro Corcurello, 38 anos, casado, tanoeiro, chegou em Pelotas em 06 de janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de janeiro de 1844, analfabeto.

22. Antonio Camacho, 40 anos, casado, lavrador, chegou em Pelotas em 18 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 19 de maio de 1844, analfabeto.

23. Jose Figueras, 23 anos, solteiro, oleiro, chegou em Pelotas em 09 de novembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de julho de 1843, alfabetizado.

24. Juan Rubira, 24 anos, solteiro, açougueiro, chegou em Pelotas em 10 de abril de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 05 de abril de 1844, alfabetizado.

25. Pedro Rubira, 23 anos, solteiro, açougueiro, chegou em Pelotas em 10 de abril de 1844, procedente de Montevidéu via São José do Norte, chegou ao Brasil em 05 de abril de 1844, analfabeto.

26. Marcelino Perez, 23 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em 20 de agosto de 1842, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de agosto de 1842, analfabeto.

27. Baltasar Perez, 27 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em 20 de agosto de 1842, procedente de Montevidéu via Rio Grande, porém natural das Ilhas Canárias, chegou ao Brasil em 01 de agosto de 1842, analfabeto.

28. Jose de By, 21 anos, solteiro, padeiro, chegou em Pelotas em 20 de maio de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de maio de 1844, analfabeto.

29. Miguel Vazques, 24 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 10 de abril de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em março de 1843, alfabetizado.

30. Juan Rosell, 20 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 24 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de agosto de 1844, alfabetizado.

31. Jose Roman, 26 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em 09 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 02 de julho de 1844, alfabetizado.

32. Placido Requisson, 24 anos, solteiro, padeiro, chegou em Pelotas em 04 de novembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em agosto de 1843, analfabeto.

33. Jose Choam, 25 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em dezembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em dezembro de 1843, analfabeto.

34. Manuel Collazo, 24 anos, solteiro, alfaiate, chegou em Pelotas em 04 de maio de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 26 de abril de 1844, alfabetizado.

35. Antonio Maria Lautan, 22 anos, solteiro, peão, chegou em Pelotas em 10 de janeiro de 1844, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, mas esteve anteriormente em Montevidéu, chegou ao Brasil em outubro de 1843, analfabeto.

36. Thomaz Eberon, 34 anos, solteiro, funileiro, chegou em Pelotas em 20 de março de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 20 de março de 1843, analfabeto.

37. Fortunato Amortegui, 42 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em 04 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em setembro de 1844, alfabetizado.

38. Jozé Cipriano España, 25 anos, solteiro, padeiro, chegou em Pelotas em 18 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de maio de 1844, alfabetizado.

39. Juan Torres, 23 anos, solteiro, ferreiro, chegou em Pelotas em 10 de junho de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 05 de junho de 1843, alfabetizado.

40. Pablo Granada (e esposa), 28 anos, casado, marceneiro, chegou em Pelotas em 18 de março de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, porém natural da Catalunha, chegou ao Brasil em 10 de março de 1843, alfabetizado.

41. Pedro Maresma (e esposa), 25 anos, casado, padeiro, chegou em Pelotas em 18 de março de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de março de 1844, analfabeto.

42. João Gonzalves (esposa brasileira e um filho), 26 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em dezembro de 1842, procedente do Uruguay por terra, mas esteve anteriormente em Rio Grande, chegou ao Brasil em 1839, alfabetizado.

43. Manuel Chiles, 30 anos, solteiro, carreteiro, chegou em Pelotas em abril de 1842, procedente de Montevidéu via Rio Grande, mas esteve em Santa Catarina, chegou ao Brasil em abril de 1842, analfabeto.

44. José Nabiola, 29 anos, solteiro, fabricante, chegou em Pelotas em 16 de janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 05 de janeiro de 1844, alfabetizado.

45. Manuel Lacao [ou Lacau (esposa e quatro filhos)], 40 anos, casado, funileiro, chegou em Pelotas em maio de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em maio de 1843, analfabeto.

46. Antonio Marques, 62 anos, casado, carpinteiro, chegou em Pelotas em 20 de junho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 18 de junho de 1844, alfabetizado.

47. Bernabé Ansoategui (esposa e um filho), 51 anos, casado, carpinteiro, chegou em Pelotas em 17 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 11 de agosto de 1844, alfabetizado.

48. Juan Vidal, 23 anos, solteiro, padeiro, chegou em Pelotas no final de junho de 1844, procedente de Porto Alegre, mas viveu anteriormente em Santa Catarina e Montevidéu, chegou ao Brasil em 01 de fevereiro de 1843, analfabeto.

49. Ramon Sardá, 14 anos, solteiro, padeiro, chegou em Pelotas no final de março de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de março de 1844, alfabetizado.

50. Juan de Soto, 25 anos, solteiro, padeiro, padeiro, chegou em Pelotas no final de junho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, mas esteve no Rio de Janeiro, chegou ao Brasil em 08 de setembro de 1843, analfabeto.

51. Antonio Castelles, 22 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em fevereiro de 1844, alfabetizado.

52. Fernando Rodrigues San Roman, 20 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 20 de janeiro de 1844, alfabetizado.

53. Francisco Bañolas, 22 anos, solteiro, penteiro, chegou em Pelotas em 01 de setembro de 1844, procedente de Rio Grande, mas esteve em Montevidéu e Rio de Janeiro, chegou ao Brasil em 06 de setembro de 1843, alfabetizado.

54. Francisco Calbet, 21 anos, solteiro, padeiro, chegou em Pelotas em dezembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, mas esteve em Santa Catarina, chegou ao Brasil em outubro de 1843, alfabetizado.

55. José Trabe, 30 anos, solteiro, sapateiro, chegou em Pelotas em 20 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu, por terra, chegou ao Brasil em julho de 1844, alfabetizado.

56. Vicente Comis, 18 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 20 de março de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de março de 1844, alfabetizado.

57. Salbador Baceda (esposa e três filhos), 20 anos, casado, pedreiro, chegou em Pelotas em 15 de agosto de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 12 de agosto de 1843, alfabetizado.

58. Juan Floixench (esposa e três filhos), 25 anos, casado, tanoeiro, chegou em Pelotas em maio de 1842, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 1842, alfabetizado.

59. Candido Silvero Baldes, 16 anos,solteiro, negociante, chegou em Pelotas em 21 de dezembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 15 de novembro de 1843, alfabetizado.

60. Antonio Moreno, 30 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em 21 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 07 de setembro de 1844, alfabetizado.

61. Juan Sainz de la Peña (esposa e um filho), 32 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em 14 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de setembro de 1844, alfabetizado.

62. Miguel Francisco Costa (e esposa), 40 anos, casado, trabalhador, chegou em Pelotas em 27 de novembro de 1843, procedente de Santa Catarina via São José do Norte, mas esteve em Montevidéu, chegou ao Brasil em 29 de agosto de 1843, analfabeto.

63. Manuel Lavalle, 24 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em junho de 1844, procedente de Santa Catarina, mas esteve em Montevidéu, chegou ao Brasil em junho de 1844, alfabetizado.

64. José Masramon, 18 anos, solteiro, alfaiate, chegou em Pelotas em 20 de fevereiro de 1844, procedente do Uruguay por terra, mas esteve anteriormente em Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de fevereiro de 1844, alfabetizado.

65. Jose Canua, 19 anos, solteiro, alfaiate, chegou em Pelotas em 15 de maio de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 20 de janeiro de 1844, alfabetizado.

66. Agustin Pu (esposa e um filho, Juan Etchebarne, que assinou pelo pai), 38 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em junho de 1844, procedente do Uruguay por terra, chegou ao Brasil em junho de 1844, analfabeto.

67. Jose Manuel de Gonza (esposa e um filho), 30 anos, casado, lavrador, chegou em Pelotas em fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em janeiro de 1844, alfabetizado.

68. Jose Antonio Barrida (esposa e um filho), 30 anos, casado, veleiro, chegou em Pelotas em 27 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em julho de 1844, alfabetizado.

69. Francisco Font (e esposa), 34 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em 10 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 09 de julho de 1844, alfabetizado.

70. Jose Rodriguez Arigon, 18 anos, solteiro, carpinteiro, chegou em Pelotas em fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em fevereiro em de 1844, alfabetizado.

71. Ramon Suarez (e esposa), 46 anos, casado, lavrador, chegou em Pelotas em 06 de janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de janeiro de 1844, analfabeto.

72. Miguel Ruiz, 23 anos, solteiro, alfaiate, chegou em Pelotas em janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 26 de novembro de 1843, alfabetizado.

Fonte: Adaptação nossa a partir de: BECKER, Klaus. A imigração no Sul do Estado de 1844-1852. In: BECKER, Klaus (org.). Imigração. Canoas/RS: Editora Regional, 1958, p. 324-351. (Enciclopédia Rio-Grandense)











domingo, 17 de dezembro de 2017

Ismael Simões Lopes


Por Fernando Osório

"Arrebatou-o a morte, aos 34 anos (19 de maio de 1896). Curta foi a duração dessa existência em relação aos anos que passou na terra; mas, suficientemente longa em relação à atividade proveitosa que despendeu em favor da Pátria, servindo-a no jornalismo, com denôdo e galhardia em defesa do ideal republicano. Ismael Simões Lopes, filho do Visconde da Graça, foi um dos mais dignos, queridos e simpáticos pelotenses. 

Mercê de uma rara harmonia de sentimentos e de sinergia cerebral, êle foi tudo quanto quis ser - escritor jornalista na 'A Pátria', político e orador, sempre ardoroso, sabendo emocionar as massas populares, com as quais conviveu durante o tempo rápido de sua vida política. Talento? Tinha-o em larga cópia, vigoroso e robusto, numa intuição admirável da verdade e importância dos acontecimentos, num grande dom de assimilação. Coração, caráter, completavam a formosa síntese de sua personalidade.

Das tendências liberais do espírito procedeu o devotamento com que abraçou a causa abolicionista, fundando com um pugilo brilhante de conterrâneos, na Capital do ex-Império, a patriótica Sociedade Libertadora Sul-Rio-Grandense, que tão larga soma de triunfos havia de colhêr na faina gloriosa de sua missão humanitária. Caracterizou-o, na vida, a despreocupação valorosa, a alma leal, generosa e magnânima. 

Eram cativantes as fulgurações do seu gênio comunicativo, empolgando à primeira vista, sempre inclinado à comiseração pelas desventuras estranhas, sempre espontâneo na invectiva contra todos os despotismos. Desceu, ao lado de Julio de Castilhos, as escadarias do palácio, quando o Patriarca do Rio Grande entregou o Govêrno à anarquia. Abraçava as causas justas, as aspirações da liberdade e da fraternidade humana, os ideais do progresso, com a sinceridade de um crente."

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Imigrantes franceses em Pelotas no período 1842-1844



Nota: A procedência é dada pelo porto em que o imigrante passou antes de chegar a Pelotas. Para que se entenda: os navios de grande envergadura que vinham da Europa com migrantes aportavam necessariamente num porto de maior calado, como o caso do portos do Rio de Janeiro, Montevidéu e Buenos Aires. Tanto o porto lacustre de Pelotas, quanto o porto marítimo de Rio Grande, nesta época (meados do século XIX), não possuíam calado suficiente para receber grandes embarcações. Por isso, quase sempre, um viajante ou migrante que tomasse um navio na Europa com destino (provável ou improvável) a Pelotas, fazia uma espécie de "baldeação" numa destas escalas, embarcando numa nave menor para poder adentrar a Barra da Laguna dos Patos.

1. Jean Harjet, 23 anos, solteiro, chapeleiro, chegou em Pelotas em novembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 01 de novembro de 1843, alfabetizado.

2. Léon Lagisquet, 22 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em 24 de fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 24 de fevereiro de 1844, alfabetizado.

3. Joze Barthe, 40 anos, solteiro, pedreiro, chegou em Pelotas em março de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em janeiro de 1844, analfabeto.

4. Henry Burband, 29 anos, solteiro, carpinteiro, chegou em Pelotas em fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 29 de janeiro de 1844, alfabetizado.

5. Joze Haurie, 39 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em 11 de julho de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 06 de julho de 1843, alfabetizado.

6. Joze Uthurrale, 23 anos, solteiro, casa de pasto, chegou em Pelotas em 04 de abril de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 28 de março de 1844, alfabetizado.

7. Jean Etchepare (mulher e um filho), 30 anos, casado, sapateiro, chegou em Pelotas em 15 de outubro de 1843, procedente de Cerro Largo, Uruguay, por terra, chegou no Brasil em 10 de outubro de 1843, alfabetizado.

8. Salvador Etchepare (mulher e três filhos), 38 anos, casado, sapateiro, chegou em Pelotas em 15 de outubro de 1843, procedente de Cerro Largo, Uruguay, por terra, chegou no Brasil em 10 de outubro de 1843, alfabetizado.

9. Jean Juyão (sic), 28 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 18 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 10 de agosto de 1844, alfabetizado.

10. Jean Etchebeste, 26 anos, solteiro, oleiro, chegou em Pelotas em 27 de outubro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 13 de outubro de 1843, analfabeto.

11. Pierre Duhagon, 24 anos, solteiro, sapateiro, chegou em Pelotas em 23 de fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 18 de fevereiro de 1844, analfabeto.

12. Juan Baptiste Amorena, 20 anos, sapateiro, chegou em Pelotas em 10 de janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 05 de janeiro de 1844, alfabetizado.

13. Jean Lamdrebesqui, 19 anos, oleiro, chegou em Pelotas em 19 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 09 de agosto de 1844, analfabeto.

14. Pierre Amorena, 58 anos, casado, lavrador, chegou em Pelotas em 07 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 02 de julho de 1844, analfabeto.

15. José Soura, 30 anos, solteiro, serralheiro, chegou em Pelotas em 10 de junho de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 05 de junho de 1843, alfabetizado.

16. Thomaz Pedron, 18 anos, solteiro, lavrador, chegou em Pelotas em 07 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 02 de julho de 1844, analfabeto.

17. Bartholomeo Semblatz, 40 anos, solteiro, carpinteiro, chegou em Pelotas em 15 de maio de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 10 de maio de 1844, alfabetizado.

18. João Olivere, 60 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em 10 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 27 de julho de 1844, analfabeto.

19. Francisco Amestor, 32 anos, solteiro, lavrador, chegou em Pelotas em 10 de abril de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 01 de abril de 1844, analfabeto.

20. Martin Arquès, 28 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 02 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 06 de janeiro de 1844, alfabetizado.

21. Bernard Saran, 29 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em 19 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande mas viveu anteriormente na província de Santa Catarina, chegou no Brasil em 1840, alfabetizado.

22. Ignace Bareil, 38 anos, solteiro, carpinteiro, chegou em Pelotas em 10 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 08 de julho de 1844, alfabetizado.

23. Juan Pedro Chapade, 23 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em 30 de janeiro de 1844, procedente de Maldonado via Rio Grande, chegou no Brasil em 02 de janeiro de 1844, alfabetizado.

24. Jean Etcheverry, 22 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em 27 de fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 21 de janeiro de 1844, alfabetizado.

25. Marcos Marvyan, 30 anos, solteiro, marítimo, chegou em Pelotas em 01 de maio de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 28 de abril de 1844, analfabeto.

26. Baptista Risso, 47 anos, solteiro, peão, chegou em Pelotas em 15 de dezembro de 1843, procedente do Uruguay por terra, chegou no Brasil em novembro de 1843, analfabeto.

27. João Baptista Courel, 24 anos, solteiro, lavrador, chegou em Pelotas em 08 de janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 05 de janeiro de 1844, analfabeto.

28. Pedro Etchegaray, 42 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 20 dezembro de 1843, procedente de Montevidéu por terra, chegou no Brasil em 1839, alfabetizado.

29. Pedro Arretche, 35 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em junho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 30 de dezembro de 1843, alfabetizado.

30. Pedro Echemengaray, 22 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em 28 de janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 20 de janeiro de 1844, analfabeto.

31. Jean Baptiste Caray, 25 anos, solteiro, quinteiro, chegou em Pelotas em 07 de dezembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 04 de dezembro de 1843, alfabetizado.

32. Aranol Hoste, 26 anos, solteiro, oleiro, chegou em Pelotas em novembro de 1843, procedente do Uruguay por terra, chegou no Brasil em setembro de 1843, analfabeto.

33. Jean Arcasberro, 21 anos, solteiro, pedreiro, chegou em Pelotas em 28 de janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 20 de janeiro de 1844, alfabetizado.

34. Miguel Capendeis, 33 anos, solteiro, pedreiro, chegou em Pelotas em 08 de janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 05 de janeiro de 1844, alfabetizado.

35. Pedro Lacaldo (ou Lacalde), 20 anos, solteiro, peão, chegou em Pelotas em 23 de maio de 1844, procedente de Buenos Aires via Rio Grande, chegou no Brasil em 20 de maio de 1844, analfabeto.

36. João Saldonvida, 21 anos, solteiro, lavrador, chegou em Pelotas em agosto de 1843, procedente de Taquarembó, Uruguay, por terra, chegou no Brasil em junho de 1843, analfabeto.

37. João Echepare Borde, 25 anos, solteiro, lavrador, chegou em Pelotas em maio de 1844, procedente de Maldonado, Uruguay, chegou no Brasil em maio de 1844, analfabeto.

38. Bernardo Cerdreque, 29 anos, solteiro, lavrador, chegou em Pelotas em dezembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em dezembro de 1843, analfabeto.

39. José Marti, 24 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 23 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 01 de agosto de 1844, alfabetizado.

40. Miguel Cabonia, 25 anos, casado, lavrador, chegou em Pelotas em janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 01 de agosto de 1844, analfabeto.

41. Jean Lamon, 25 anos, solteiro, carpinteiro, chegou em Pelotas em 15 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 14 de agosto de 1844, alfabetizado.

42. Miguel Legarde, 21 anos, solteiro, carreteiro, chegou em Pelotas em junho de 1844, procedente do Uruguay por terra, chegou no Brasil em 15 de maio de 1844, alfabetizado.

43. Martin Oyasbehene, 25 anos, casado, carpinteiro, chegou em Pelotas em junho de 1844, procedente do Uruguay por terra, chegou no Brasil em 15 de maio de 1844, alfabetizado.

44. Felix Carreere, 29 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 05 de maio de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 01 de maio de 1844, alfabetizado.

45. Michel Argilas, 30 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em maio de 1844, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, chegou no Brasil em 1838, alfabetizado.

46. João Cardinal, 20 anos, solteiro, sapateiro, chegou em Pelotas em 20 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu por terra, chegou no Brasil em 12 de setembro de 1844, analfabeto.

47. Pedro Etcherry, 28 anos, casado, ferreiro, chegou em Pelotas em fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em fevereiro de 1844, analfabeto.

48. João Estevão Martenena, 30 anos, solteiro, carpinteiro, chegou em Pelotas em 10 de maio de 1844, procedente de Montevidéu por terra, chegou no Brasil em 01 de maio de 1844, analfabeto.

49. Pascual Jean Fagalde, 29 anos, solteiro, carpinteiro, chegou em Pelotas em 01 de maio de 1844, procedente de Montevidéu por terra, chegou no Brasil em 01 de maio de 1844, alfabetizado.

50. Francisco Yribarne, 18 anos, solteiro, sapateiro, chegou em Pelotas em 02 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 01 de agosto de 1844, alfabetizado.

51. João Lacal, 27 anos, solteiro, sapateiro, chegou em Pelotas em 02 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 01 de agosto de 1844, analfabeto.

52. Santiago Yhanburuy (mulher e... filhos), 31 anos, casado, barbeiro, chegou em Pelotas em 20 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, mas viveu anteriormente no Rio de Janeiro, chegou no Brasil em maio de 1844, alfabetizado.

53. Madeiro Jesús (mulher e um filho), 30 anos, casado, marceneiro, chegou em Pelotas em 02 de maio de 1844 (sic!), procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 23 de julho de 1844 (sic!), alfabetizado.

54. Afonso Sire, 24 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 21 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 25 de abril de 1844, alfabetizado.

55. Pedro Garret, 22 anos, alfaiate, chegou em Pelotas em 21 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 28 de julho de 1844, analfabeto.

56. Pedro Abraão Salingre, 26 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 01 de março de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 28 de abril de 1843, alfabetizado.

57. Antonio Bert (e esposa), 50 anos, casado, carneceiro, chegou em 21 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 07 de janeiro de 1844, analfabeto.

58. Claudio Arnaud, 24 anos, solteiro, torneiro, chegou em Pelotas em 24 de julho de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em julho de 1843, alfabetizado.

59. Domingo Ualdi, 44 anos, casado, negociante, chegou em Pelotas em 02 de maio de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 02 de maio de 1844, analfabeto.

60. Pedro Urruty, 30 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em abril de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 04 de abril de 1844, alfabetizado.

61. Joze Adolphe Demazure, 26 anos, casado, barbeiro, chegou em Pelotas em 14 de julho de 1843, procedente da França via Rio Grande, mas viveu anteriormente em Laguna/SC, chegou no Brasil em 1838, alfabetizado.

62. João Baptista Oiazabal (e esposa), 25 anos, casado, peão, chegou em Pelotas em 23 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu por terra, mas viveu anteriormente em Rio Grande, chegou no Brasil em 18 de julho de 1844, analfabeto.

63. Jean Goichenehy (e esposa), 28 anos, casado, negociante, chegou em Pelotas em 19 de dezembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em novembro de 1843, alfabetizado.

64. Marcos Peremath, 25 anos, solteiro, cozinheiro, chegou em Pelotas em 22 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 20 de setembro de 1844, analfabeto.

65. Bernardo Garicoy (mulher e um filho), 40 anos, casado, lavrador, chegou em Pelotas em 23 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 20 de julho de 1843, alfabetizado.

66. Juan Estevot, 28 anos, solteiro, ferreiro, chegou em Pelotas em 20 de setembro de 1844, procedente do Uruguay por terra, chegou no Brasil em fevereiro de 1844, alfabetizado.

67. Bernardo Artaberro, 33 anos, casado, pedreiro, chegou em Pelotas em 26 de setembro de 1844, procedente de Porto Alegre, mas viveu anteriormente em Santa Catarina e Montevidéu, chegou no Brasil em setembro de 1843, analfabeto.

68. Salvador Arzuby, 41 anos, casado, pedreiro, chegou em Pelotas em 26 de setembro de 1844, procedente de Porto Alegre, mas viveu anteriormente em Santa Catarina e Montevidéu, chegou no Brasil em setembro de 1843, analfabeto.

69. João Portal (e esposa), 30 anos, casado, ferreiro, chegou em Pelotas em agosto de 1844, procedente do Uruguay por mar, chegou no Brasil em setembro de 1843, alfabetizado.

70. Antonio Geuradga, 22 anos, solteiro, barbeiro, chegou em Pelotas em 09 de setembro de 1844, procedente de Buenos Aires via Rio Grande, chegou no Brasil em 25 de julho de 1844, alfabetizado.

71. Felippe Errecondo, 40 anos, solteiro, serrador, chegou em Pelotas em 24 de setembro de 1844, procedente de Porto Alegre, mas viveu anteriormente em Rio Grande e Montevidéu, chegou no Brasil em 06 de janeiro de 1844, alfabetizado.

72. Bernardo Nougaro, 34 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 24 de julho de 1844, alfabetizado.

73. Jean Baptiste Laffitte, 23 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 15 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em julho de 1844, alfabetizado.

74. João Etchebarne, 30 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em julho de 1844, procedente de Montevidéu por terra, viveu anteriormente em Santana do Livramento, chegou no Brasil em maio de 1844, alfabetizado.

75. Pedro Soulé, 28 anos, solteiro, pedreiro, chegou em Pelotas em 28 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 20 de outubro de 1843, alfabetizado.

76. Francisco Nauth (mulher e um filho), 43 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em janeiro de 1844, procedente de Montevidéu por terra, mas viveu anteriormente em São Gabriel, chegou no Brasil em 1838, alfabetizado.

77. Jean Lahitte, 28 anos, solteiro, padeiro, chegou em Pelotas em julho de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em julho de 1843, alfabetizado.

78. Bernardo Perina, 34 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em abril de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em abril de 1844, alfabetizado.

79. João Burcosheis, 21 anos, solteiro, lavrador, chegou em Pelotas em maio de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em maio de 1844, analfabeto.

80. Domingo Perrade, 30 anos, solteiro, lavrador, chegou em Pelotas em 24 de setembro de 1844, procedente de Maldonado, Uruguay, por terra, chegou no Brasil em 02 de setembro de 1844, alfabetizado.

81. Jean Bonneral, 24 anos, solteiro, relojeiro, chegou em Pelotas em 04 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em julho de 1844, alfabetizado.

82. Pedro Requebia, 22 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em 17 de fevereiro de 1844, procedente de Maldonado, Uruguay, via Rio Grande, chegou no brasil em 13 de fevereiro de 1844, analfabeto.

83. José Blas de Oteyzà, 51 anos, casado, velereiro, chegou em Pelotas em 16 de março de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 26 de fevereiro de 1844, alfabetizado.

84. Affonso Gassier, 35 anos, solteiro, médico, chegou em Pelotas em 16 de setembro de 1844, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, chegou no Brasil em junho de 1842, alfabetizado.

85. Jean Tonnes (e esposa), 30 anos, casado, ferreiro, chegou em Pelotas em 05 de junho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em fevereiro de 1844, alfabetizado.

86. Joze Echaverri (e esposa), 24 anos, casado, carpinteiro, chegou em Pelotas em 18 de março de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 10 de março de 1844, alfabetizado.

87. Charles Mondran, 29 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em 17 de fevereiro de 1844, procedente de Maldonado, Uruguay, via Rio Grande, chegou no Brasil em 13 de fevereiro de 1844, alfabetizado.

88. Charles Laquintinie (mulher e um filho), 31 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em 05 de outubro de 1842, procedente de Montevidéu por terra, mas viveu anteriormente em Rio Grande, chegou no Brasil em 07 de abril de 1837, alfabetizado.

89. Jean Dulor, 30 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 01 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 18 de julho de 1844, alfabetizado.

90. Jean Echegaray (e esposa), 34 anos, casado, carpinteiro, chegou em Pelotas em 24 de setembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 20 de setembro de 1843, alfabetizado.

91. Jean Joseph Maisonnave, 24 anos, solteiro, padeiro, chegou em Pelotas em 09 de janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 04 de janeiro de 1844, alfabetizado.

92. Jean Crocezaille, 24 anos, solteiro, pedreiro, chegou em Pelotas em 01 de junho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 25 de maio de 1844, alfabetizado.

93. Salvador Hitta, 23 anos, solteiro, ferreiro, chegou em Pelotas em 20 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em fevereiro de 1844, alfabetizado.

94. Fernando Rute, 27 anos, casado, pedreiro, chegou em Pelotas em 02 de julho de 1844, procedente de Montevidéu, chegou no Brasil em 02 de julho de 1844, analfabeto.

95. Guilherme Iramithe, 33 anos, solteiro, pedreiro, chegou em Pelotas em 30 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu, mas viveu anteriormente no Rio de Janeiro, chegou no Brasil em janeiro de 1844, analfabeto.

96. Juan Garat, 28 anos, solteiro, seleiro, chegou em Pelotas em 25 de maio de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 23 de maio de 1844, alfabetizado.

97. Bernardo Crouzeilles, 30 anos, solteiro, pedreiro, chegou em Pelotas em 27 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 24 de agosto de 1844, alfabetizado.

98. Pedro Aphalo, 21 anos, solteiro, negociante, chegou em Pelotas em janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em janeiro de 1844, alfabetizado.

99. João Francisco Lame, 42 anos, casado, comerciante, chegou em Pelotas em 25 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em setembro de 1844, alfabetizado.

100. João Hospetal (mulher e um filho), 28 anos, casado, lavrador, chegou em Pelotas em 15 de fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em janeiro de 1844, analfabeto.

101. Estevão Laforcade, 40 anos, casado, curtidor, chegou em Pelotas em 28 de março de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em janeiro de 1844, alfabetizado.

102. Pedro Camto, 32 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em 28 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em março de 1844, alfabetizado.

103. Jean Bazutz, 23 anos, solteiro, lavrador, chegou em Pelotas em 26 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 18 de agosto de 1844, alfabetizado.

104. Lucien Loth, 23 anos, solteiro, lavrador, chegou em Pelotas em 28 de fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em fevereiro de 1844, alfabetizado.

105. Pedro da Bam, 32 anos, solteiro, lavrador, chegou em Pelotas em 29 de fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 27 de fevereiro de 1844, analfabeto.

106. Pedro Causcuté, 23 anos, solteiro, padeiro, chegou em Pelotas em novembro de 1844, procedente do Rio de Janeiro via Rio Grande, chegou no Brasil em 05 de setembro de 1843, alfabetizado.

107. Jean Gironflet, 26 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em fevereiro de 1844, alfabetizado.

108. João Dulagon (ou Dulagão), 20 anos, solteiro, curtidor, chegou em Pelotas em fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em fevereiro de 1844, analfabeto.

109. João Ualdi, 38 anos, solteiro, curtidor, chegou em Pelotas em fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em fevereiro de 1844, analfabeto.

110. Eduardo Montreil, 28 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 02 de outubro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, mas viveu anteriormente em Porto Alegre, por terra, chegou no Brasil em outubro de 1843, alfabetizado.

111. Martin Caruchegues, 28 anos, solteiro, oleiro, chegou em Pelotas em 01 de setembro de 1844, procedente de Cerro Largo, Uruguay, por terra, chegou no Brasil em 15 de outubro de 1842, analfabeto.

112. Miguel Bernasugor, 24 anos, solteiro, oleiro, chegou em Pelotas em janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em janeiro de 1844, analfabeto.

113. Pierre Lingurue, 33 anos, solteiro, pedreiro, chegou em Pelotas em 04 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em 01 de agosto de 1844, alfabetizado.

114. Martin De Labari, 27 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 20 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu, mas viveu anteriormente em Santa Catarina, chegou no Brasil em 26 de junho de 1844, alfabetizado.

115. Pierre Ducos, 22 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 16 de abril de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em abril de 1843, alfabetizado.

116. Arnaldo Echeverry, 22 anos, solteiro, oleiro, chegou em Pelotas em outubro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou no Brasil em outubro de 1843, analfabeto.

Fonte: Adaptação nossa a partir de: BECKER, Klaus. A imigração no Sul do Estado de 1844-1852. In: BECKER, Klaus (org.). Imigração. Canoas/RS: Editora Regional, 1958, p. 324-351. (Enciclopédia Rio-Grandense)







terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Antônio José Gonçalves Chaves


Por Fernando Osório

"Português de origem, aportou ao Rio Grande do Sul em 1805, estabelecendo-se nessa então vila; pouco depois domiciliou-se no incipiente - povinho - de S. Francisco de Paula (nota nossa: Pelotas). Espírito culto, acima da média, empreendedor atilado, tornou-se charqueador, como sendo então, este, o ramo de trabalho de mais promissor resultado.

Em 1810-12 foi um dos mais conspícuos assessores dos 'maiorais da terra' que se interessavam pela fundação da freguesia; e no seguimento um dos maiores propugnadores do seu engrandecimento. Em 1820 hospedou o sábio francês Auguste de Saint-Hilaire, a quem forneceu preciosos apontamentos referentes ao período de 1805-19. O sábio Saint-Hilaire diz em sua obra que tinha-se admirado de encontrar o Sr. Chaves, em sua charqueada na Costa de Pelotas, falando bem o francês, e possuindo uma excelente biblioteca.

Em 1822 publicou as Memórias economo-políticas sobre a administração pública do Brazil - por um português - trabalho notável para a época; aí pregava ele sobre a abolição da escravatura, alvitrando meios de efetivá-la.

Em 1832, instalada a Vila de Pelotas (criada em 1830) foi eleito vereador, não tomando posse por ter sido também eleito deputado provincial. A primeira Câmara Municipal em que serviu como vereador era a da Vila do Rio Grande, indo ele de Pelotas, por via fluvial. Nas atas das sessões dessa Câmara encontram-se muitas propostas suas para melhoramentos locais, sendo alguns desses realizados, como a abertura do Canalete (hoje aterrado), a dragagem do porto, etc. 'Foi ele o primeiro que organizou uma estatística do comércio de importação e exportação da província, para mostrar aos poderes públicos o quanto ela era mal aquinhoada na distribuição de graças e favores liberalmente concedidos a outras que não tinham os mesmos elementos de vida'.

Foi o segundo votado (136 sufrágios) na lista de deputados à primeira assembleia provincial, que instalou-se em 20 de abril de 1835. Apesar de arredado da luta, mais inclinado para a feição liberal do movimento revolucionário, em 1836 sofreu perseguições dos 'legalistas' e receoso de novas violências retirou-se para Montevidéu, onde estabeleceu charqueada no 'Cerro', e pereceu afogado numa travessia da baía, em 1838, sendo seu corpo recolhido por pessoal de bordo da corveta brasileira - Dois de Julho - comandada por Tamandaré, e mais tarde transportados seus restos para Pelotas, onde repousam.

Da referida perseguição dos legalistas, que foi a ponto de assassinarem em sua própria charqueada o mestre de suas filhas, resultou talvez um sucesso de maiores consequências. Era Chaves muito amigo e companheiro de Bento Gonçalves. Contava o Cap. Manoel dos Santos Campello (que em 1836 casou-se com a filha Maria Izabel), que 'estando as forças dos farrapos comandados pelo Cel. Camillo no passo de Piratinim, uma manhã ali apareceu, saindo do mato, o Sr. Chaves que avisou estarem os legalistas em Pelotas, para onde marcharam elas logo, dando-se o célebre ataque do 'Passo dos Negros'. 

Dentre os empreendimentos de maior alcance em que se envolveu, destaca-se o trabalho que, com Domingos José de Almeida, iniciou para preparar a abertura da Barra do S. Gonçalo, contratando com o engenheiro norte-americano Kreschmer os estudos preliminares, que foram cuidadosamente feitos; trabalhos de previsão, esse, de tão fecundo resultado, e que só quarenta e quatro anos mais tarde devia ser executado."

domingo, 10 de dezembro de 2017

Significado e origem de sobrenomes alemães - Parte 60 - O uso do predicado nobre "von" nos sobrenomes alemães

O uso do predicado "von" é atestado desde Idade Média na área do antigo Sacro-Império Romano Germânico, principalmente na área do alto alemão medieval (centro e sul da Alemanha, Suíça, Áustria e regiões periféricas como a Boêmia, Alsácia-Lorena e norte da atual Itália, entre outras). Todavia, longe de ser uma preposição exclusiva para indicar uma procedência nobre, correspondia tão somente para denotar residência, domínio ou jurisdição. Isto é, até poderia, em determinados casos apontar uma pessoa da nobreza, mas poderia ser usado igualmente por um simples camponês, um artesão ou por um indivíduo de posição social intermediária empregado a um serviço administrativo ou judiciário. 

Somente a partir de 1630, o uso do preposição "von" começou a ser usado com mais frequência por casas aristocráticas como forma de indicar uma ascendência nobre. Porém, isto não foi um costume universal na área comum das línguas germânicas. No norte da Alemanha, imperou a tendência de acrescentar o sufixo "-mann" ao sobrenome como maneira de identificação fidalgal. 

O uso do "von" foi bastante generalizado, na verdade, na época da ascensão da Prússia, a partir do século XVIII. Com a expansão prussiana e a formação de uma influente nobreza terratenente a partir do leste, uma grande parcela das famílias nobres adotaram o "von" como um predicado para indicar sua origem aristocrática.

Mesmo com o apogeu prussiano durante o século XVIII e a primeira metade do século XIX, que culminou com a formação do Império Alemão em 1871, o uso de "von" em várias regiões setentrionais da Alemanha continuou apenas para indicar procedência geográfica. 

Por isso, somente uma pesquisa genealógica profunda pode dizer se alguém que possui um sobrenome de origem germânica com o preposição "von" é realmente de origem aristocrática. É consenso entre os principais estudiosos de Genealogia e Onomástica alemãs que o uso do "von", antes de ser considerado um título ou predicado nobre, era empregado para indicar origem.

Na verdade, o costume de associar uma preposição a uma procedência aristocrática foi mais comum na França do que na Alemanha. Lá sim, na maior parte dos casos, as preposições "de", "d'" ou "du" foram empregados por integrantes da alta, média e baixa nobrezas.

Significado e origem de sobrenomes alemães - Parte 59


885. Joachim: sobrenome patronímico que significa filho de Joachim (Joaquim em português). Pelo fato de ser um nome de origem hebraica e associado ao cristianismo, seu uso na Europa é muito antigo, remontando à Alta Idade Média. O mais antigo uso do patronímico na Alemanha data de 1359. O sobrenome ocorre em toda a Europa de língua alemã, com uma maior concentração no norte e leste da Alemanha.
Variantes:
Jaquim - variante arcaica na língua alemã, mas encontrada em outras línguas e dialetos na forma moderna.
Jochem, Jochen - variantes na área do baixo-alemão.
Achim, Jochin, Jochim, Kim, Jachi, Jojo, Jo, Joe, Joey, Jochi, Joschi, Joschy, Jockel, Jogi - variantes que ocorrem em diferentes regiões alemãs, conforme os dialetos e falares de determinados locais.
Achim, Akim, Jacim, Jacin, Joacim, Joakim, Jochum, Jock, Jocke, Jockum, Jokum, Kim, Kimm, Kimmy, Kimo - variantes encontradas na Dinamarca, norte da Alemanha, Países Baixos, Suécia e Bélgica.
Jochem, Jochum, Joggen, Jogen, Joggun, Jogun - variantes mais comuns nos Países Baixos e noroeste da Alemanha.
Jachym, Jochym, Achym - variantes mais comuns na língua polonesa.
Giuachin - variante no dialeto romanche.

886. Nienow: sobrenome toponímico que significa procedente de Nienowice (nome alemão Ninoff ou Ninhof). Nienowice é uma aldeia no município de Radymno, distrito de Jaroslaw, província da Subcarpácia, Polônia. O significado de Nienowice aproximadamente é campo plano, lugar de relevo plano, planície. A forma antiga Niniow é mais frequente na Europa. Data do século XVIII.
Variantes:
Ninow, Niniow, Ninof, Ninhof, Ninoff, Nieniow - variantes comuns.

887. Lietzow: sobrenome toponímico que significa procedente de Lietzow. Lietzow é um nome de lugar que ocorre quatro vezes:
1. Uma área no bairro de Charlottenburg, Berlim, Alemanha.
2. Um distrito rural na cidade de Havelland, Brandemburgo, Alemanha.
3. Um município no distrito de Vorpommern-Rügen, Mecklemburgo-Pomerânia, Alemanha.
4. Pode corresponder também à cidade de Ploty (nome alemão Lietzow), distrito de Gryfice, Pomerânia Ocidental, Polônia.
O sobrenome é comum no norte e nordeste da Alemanha.
Variantes:
Litzow, Letzow, Lietzof, Lietzoff, Litzof, Letzof - variantes comuns.

888. Hackbarth: sobrenome toponímico que significa machado picador ou martelo picador. Para que se compreenda, o hackbarth seria uma espécie de instrumento encontrado na Idade Média, em que um dos lados tem a lâmina típica de uma machado e, o outro lado, apresenta uma ponta alongada como o de uma picareta. Pode estar associado ao contexto militar, designando portanto um soldado que usa um hackbarth. Todavia, o instrumento também aparece vinculado ao ofício de açougueiro, pois era usado para moer ou retalhar carne, por isso, pode tão somente designar o açougueiro que produz carne moída ou bolo de carne. Na Alemanha, nas regiões setentrionais, a carne podia ser armazenada moída e salgada no inverno. Não por acaso, a maior ocorrência deste sobrenome se dá em Mecklemburgo-Pomerânia, Schleswig-Holstein e nordeste da Baixa Saxônia. A maior concentração desta família (e a Genealogia atribui isto com certa segurança) seria a região do distrito de Greifenberg, Mecklemburgo-Pomerânia.
As primeiras ocorrências do sobrenome são do século XVIII.
Variantes:
Hackbart, Hackbardt - variantes comuns.

889. Spillner: sobrenome metanímico que significa aproximadamente cabestrante ou fuso. O cabestrante é um instrumento usado em embarcações para içar âncoras e outros corpos náuticos. Todavia, o vocábulo spillner em alemão também pode designar o fuso usado na confecção têxtil. Por isso, o sobrenome pode tanto designar genericamente:
1. Um marinheiro responsável pelo cabestrante de um navio.
2. Um fabricante de cabestrantes ou guinchos. 
3. Um fabricante de fusos têxteis (hipótese mais provável no sul da Alemanha).
O sobrenome é registrado pela primeira vez em 1294, em Estrasburgo. Está irregularmente distribuído entre o norte (pequena concentração no sudeste da Baixa Saxônia) e centro da Alemanha.
Variantes:
Spilner - variante simples.
Spiller - variante com origem na Silésia, mas que se distribui com certa uniformidade em toda a Europa de língua alemã, com concentrações significativas em Brandemburgo, Saxônia, Baden-Württemberg, Turíngia, Baviera e Suíça.
Spilnermann, Spillnermann, Spillermann, Spilerman - variantes derivadas encontradas mais ou menos uniformemente na Alemanha e Suíça.
Spinnler - variante mais comum no sul da Alemanha, Suíça e Áustria.
Spindler, Spinndler - variantes mais comuns na região renana.
Spintler - variante encontrada com mais frequência na região renana, Westfália e Baixa Saxônia.
Spielner, Spieler, Spiellner, Spieller - variantes do centro e centro-norte da Alemanha.








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