domingo, 29 de setembro de 2019

Três colônias da Serra Gaúcha em 1890


"COLONIAS DO ESTADO

Do importante relatorio da commissão de terras e colonisação de Alfredo Chaves, Dona Isabel e Conde d'Eu, confiada á direcção do illustrado engenheiro dr. José Montaury Aguiar Leitão, colhemos os seguintes dados estatisticos, que salientam o esforço e a dedicação de tão habil director pelo desenvolvimento d'aquelles futurosos nucleos, situados ao norte d'este Estado.

Em 1888 tinham essas tres colonias uma população de 27,626 almas, ou 2,055 mais que a população reunida dos territorios das commissões de Caxias e Silveira Martins.

No anno proximo findo muito maior foi este excesso, devido ser a commissão de Alfredo Chaves a que recebeu maior numero de immigrantes e que, relativamente, teve reproducção mais elevada.

Actualmente conta esta commissão:

Na ex-colonia D. Isabel 14.973 almas
Na ex-colonia Conde d'Eu 9.318 almas
Na colonia Alfredo Chaves 7.961 almas
Ao todo..... 32.252 almas

Comparando-se esta população com a encontrada em 1888, verifica-se ter havido, em 1888, no territorio d'esta commissão, um augmento de 4.626 habitantes, que se dividem pela fórma seguinte:

Immigrantes recebidos..... 3.758
Reproducção existente..... 868
Total..... 4.626

E comparando-se ainda esta população de 32.252 almas, existentes em 1889, com a de 21.135, encontrada em 1886, verifica-se ter havido um augmento de 11.118 habitantes, que é equivalente á mais de 50% nos tres annos decorridos.

Por aqui já se vê, bem claramente, quam grave é o erro em que laboram os srs. que affirmam haver pouco lucrado o nosso Estado com a colonisação.

Dê-se ás colonias boas vivas de communicação, em substituiçao aos pessimos caminhos de que ellas dispõem e procure-se estudar a navegação do Taquary até a povoação de Santa Barbara, que o futuro do nosso Rio Grande não será mais um problema a resolver-se, ante os dados que acabamos de exhibir.

Descrimina-se a população actual pela seguinte forma:

Alfredo Chaves: 7.006 italianos; 792 brazileiros; 67 austriacos; 33 allemães; 63 de nacionalidades diversas; Total 7.971

Conde d'Eu: 4.658 italianos; 3.507 brazileiros; 612 austriacos; 367 allemães; 174 de nacionalidades diversas; Total 9.318

Dona Isabel: 9.078 italianos; 5.619 brazileiros; 40 austriacos; 147 allemães; 50 hespanhoes; 39 de nacionalidades diversas; Total 14.973

Alfredo Chaves: 4.956 solteiros; 2.714 casados; 291 viuvos; Total 7.961 [sic]

Conde d'Eu: 5.807 solteiros; 3.286 casados; 215 viuvos; Total 9.318

Dona Isabel: 8.325 solteiros; 6.256 casados; 396 viuvos; Total 14.973

Alfredo Chaves: 4.117 masculinos; 3.844 femininos; Total 7.961

Conde d'Eu: 4.840 masculinos; 4.478 femininos; Total 9.318

Dona Isabel: 7.557 masculinos; 7.416 femininos; Total 14.973

Alfredo Chaves: 7.916 catholicos; 45 acatholicos; Total 7.964

Conde d'Eu: 9.094 catholicos; 224 acatholicos; Total 9.318

Dona Isabel: 14.818 catholicos; 155 acatholicos; Total 14.973

Alfredo Chaves: 2.614 sabem ler; 5.347 não sabem ler; Total 7.961

Conde d'Eu: 2.123 sabem ler; 7.195 não sabem ler; Total 9.318

Dona Isabel: 3.887 sabem ler; 11.086 não sabem ler; Total 14.973

Alfredo Chaves: 264 nascimentos; 81 obitos; differença á favor 183

Conde d'Eu: 534 nascimentos; 218 obitos; differença á favor 316

Dona Isabel: 587 nascimentos; 218 obitos; differença á favor 369 

Alfredo Chaves: 38 casamentos

Conde d'Eu: 85 casamentos

Dona Isabel: 87 casamentos

Tanto pela população como pelo saldo dos nascimentos sobre obitos, salienta-se o territorio d'esta commissão á maior parte das comarcas do Estado.

Cabe aqui dizer que não ha mais razão de ser para se subordinar a esta commissão as antigas ex-colonias D. Isabel e Conde d'Eu, ha muito emmancipadas, onde os ultimos immigrantes contam residencia já maior de anno e onde não ha mais lotes á se distribuir.

Outrosim, achando-se ellas sob o dominio civil, parece um contrasenso que ainda se lhes dê medico, botica, etc. etc., sem se estender estes beneficios á localidades muito mais necessitadas.

Ha muito que fazer na futurosa Alfredo Chaves. Só a ella, que é colonia e bem recente, é que deve o Governo conceder auxilios d'esta ordem, visando a economia que, por este meio, ha de auferir o thesouro publico.

Em tudo accordamos com a maneira porque pensa e se manifesta, no dito relatorio, o illustre chefe d'esta commissão.

Emquanto a escolas existem: tres particulares na Alfredo Chaves, com uma frequencia de 165 alumnos, sem nenhuma publica; oito particulares na D. Isabel, com uma frequencia de 250 alumnos, e duas publicas, que se acham vagas, e oito particulares na de Conde d'Eu, com uma frequencia de 200 alumnos e duas publicas, sendo uma vaga e outra com a frequencia de 50 alumnos.

É este um dos ramos da administração que requer maior desenvolvimento, tendo-se muito em vista o quanto, minuciosamente, vae exposto no mencionado relatorio.

Viação - A colonia Alfredo Chaves conta 44 kilometros de estradas, com 464 kilometros de caminhos vicinaes. A ex-colonia D. Isabel conta 37 kilometros de estradas, com 419 kilometros de caminhos vicinaes. E a ex-colonia Conde d'Eu conta 21 kilometros de estradas, com 126 kilometros de caminhos vicinaes.

Para completo d'esta viação precisa-se: da compostura e conservação da estrada de S. João do Monte Negro até D. Isabel, que póde-se fazer pelo cofre municipal; construcção de um trecho da D. Isabel até o alto do Gaspar, comprehendendo uma extensão de 11 kilometros; construcção de uma estrada, em seguimento a esta, desde o passo do rio das Antas até a séde da colonia Alfredo Chaves; alargamento da estrada d'esta séde á povoação de Santa Barbara, que tem apenas tres metros de largura; construcção da estrada que d'esta séde vae ter á Lagoa Vermelha, sendo actualmente pessimo o caminho por onde se opera toda a communicação d'este municipio com o de S. João de Monte Negro. Esta construcção póde ser realisada com dinheiro do thesouro d'este Estado. E, finalmente, construcção de uma estrada, com 5 leguas de extensão, desde Alfredo Chaves até a séde da colonia Antonio Prado que, tendo os mesmo cinco annos de existencia que esta conta, de tudo precisa para chegar ao desenvolvimento admiravel que se nota na Alfredo Chaves.

Talvez não orce em mais de 400 contos a execução de todo este plano, que é a vida e futuro da grande e fertil zona de Cima da Serra, onde, adjacente á colonia Alfredo Chaves, existem devolutos mais de 120.000 hectares, n'um raio de 25 kilometros.

Só esta grande area devoluta, correspondendo a 4.000 lotes, dá para collocar se mais de 30.000 colonos, ou uma população aproximada á das tres colonias pertencentes a esta commissão.

Construcção publica - A colonia Alfredo Chaves tem: 1 igreja, 14 capellas, 1 escola e 11 barracões. A ex-colonia D. Isabel tem: 1 escola, 1 igreja, 23 capellas, 1 casa de administração e 2 barracões. E a ex-colonia Conde d'Eu tem: 1 igreja, 27 capellas, 1 casa da administração e 2 barracões.

Construcção particular - A colonia Alfredo Chaves tem, rusticos: 18 sobrados e 1.103 casas terreas; e urbanos: 21 sobrados e 128 casas terreas.

A ex-colonia D. Isabel tem, rusticos: 23 sobrados e 1.984 casas terreas; e urbanos: 40 sobrados e 178 casas terreas; E a ex-colonia Conde d'Eu tem, rusticos: 60 sobrados e 2.895 casas terreas; e urbanos: 16 sobrados e 105 casas terreas; d'onde se conclue que a nova Alfredo Chaves já está maior que a velha Conde d'Eu.

Profissões - A colonia Alfredo Chaves conta: 74 negociantes, 33 officinas e 29 industrialistas. A ex-colonia D. Isabel conta: 118 negociantes, 109 officinas e 72 industrialistas. E a ex-colonia Conde d'Eu conta: 95 negociantes, 44 officinas e 41 industrialistas.

Lotes medidos - Na colonia Alfredo Chaves existem 1.670 lotes rusticos, sendo 448 devolutos e 366 urbanos, dos quaes 169 devolutos e 366 urbanos, dos quaes 169 devolutos; na ex-colonia D. Isabel existem 1.998 lotes rusticos e 350 urbanos, todos occupados; e na ex-colonia Conde d'Eu existem 1.311 lotes rusticos e 250 urbanos, todos occupados; tendo a colonia Alfredo Chaves, adjacente ao seu territorio, a já mencionada area devoluta de 120.000 hectares, com um raio de 25 kilometros.

Cultura - A colonia Alfredo Chaves tem: em cereaes, 18.330 hectares; canaviaes, 255 hectares; pomares, 32 hectares; hortas, 69 hectares; pastagens, 350 hectares; terras incultas 16.950 hectares; vinhedos, 960 hectares. A ex-colonia D. Isabel tem: em cereaes, 29.970 hectares; canaviaes, 475 hectares; pomares, 65 hectares; hortas, 120 hectares; pastagens, 220 hectares; terras incultas 18.900 hectares; vinhedos, 1.365 hectares. E a ex-colonia Conde d'Eu tem: em cereaes, 19.665 hectares; pomares, 55 hectares; hortas, 80 hectares; pastagens, 1.750 hectares; terras incultas, 11.330 hectares; vinhedos, 6.450 hectares.

Criação - A colonia Alfredo Chaves tem: em gado cavallar, 839 cabeças; gado muar, 315 cabeças; gado suino, 5.216 cabeças; gado vaccum, 456 cabeças. A ex-colonia D. Isabel tem: em gado cavallar, 2.415 cabeças; gado muar, 723 cabeças; gado suino, 22.120 cabeças; gado ovelhum, 75 cabeças; gado vaccum, 2.012 cabeças; aves, 92.415 cabeças. E a ex-colonia Conde d'Eu tem: em gado cavallar, 1.228 cabeças; gado muar, 518 cabeças; gado suino, 16.425 cabeças; gado ovelhum, 50 cabeças; gado vaccum, 1.813 cabeças; aves, 45.473 cabeças.

Producção - A colonia Alfredo Chaves exportou apenas banha, salame e feijão no valor de 15:000$000, podendo ter sido muito mais elevada a sua exportação si dispuzesse ella de boas communicações para a Lagôa Vermelha e capital. No entretanto, a sua producção para consumo foi de: 3.584.000 litros de milho; 2.320.000 ditos de trigo; 153.000 litros de feijão; 332 litros de linhaça; 18.240 litros de vinho; 675 kilos de manteiga; 5.000 duzias de ovos; 6.684 kilos de banha; 56.323 kilos de salame; 3.215 chapeus de palha; e 29.428 kilos de diversos generos. A ex-colonia D. Isabel teve a exportacção provavel de 4.600 saccos de milho, no valor de 6:440$000; 1.220 saccos de trigo, no valor de 5:978$000; 3.200 saccos de feijão, no valor de 12:800$000; 2.400 saccos de varios cereaes, no valor de 9:160$; 45.500 litros de vinho, no valor de 4:550$000; 300 kilos de manteiga no valor de 180$000; 32.000 kilos de banha, no valor de 19:200$000; 10.000 kilos de salame, no valor 6:000$000; 2.000 chapeus de palha, no valor de 2:500$000; e mais diversos generos, no valor de 2:000$000; ao todo 68:808$. E a colonia Conde d'Eu teve a exportacção provavel de: 10.200 saccos de milho, no valor de 15:300$000; 1.500 saccos de trigo, no valor de 7:500$000; 7.400 saccos de feijão, no valor de 29:600$000; 4.651 saccos de varios cereaes, no valor de 13:953$000; 50.000 litros de vinho, no valor de 5:000$000; 200 kilos de manteiga, no valor de 120$; 3.000 cabeças de aves, no valor de 1:500$000; 10.000 duzias de ovos, no valor de 1:200$000; 56.000 kilos de banha no valor de 22:400$000; 1.000 kilos de salame, no valor de 600$000; 3.000 chapeus de palha, no valor de 3:500$000; e diversos generos, no valor de 2:000$; ao todo 102:673$000.

Concluindo lembramos, de accôrdo com o referido e bem elaborado relatorio, a construcção de uma linha telegraphica da capital ao já importante centro commercial de D. Izabel, passando por S. João de Monte Negro, e uma linha telegraphica da D. Izabel á séde da prospera e futurosa colonia Alfredo Chaves.

É este um dos melhoramentos que urge ser promptamente executado, sem descurar da navegação do Taquary, desde o Encantado até a povoação de Santa Barbara."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 15 de Março de 1890, pág. 01, col. 06, pág. 02, col. 01-02


sábado, 28 de setembro de 2019

A operação do Doutor Carlos Barbosa


"O dr. Carlos Barbosa

A Ordem, folha liberal de Jaguarão dá a seguinte noticia:

<<O sr. dr. Carlos Barbosa Gonçalves obteve hontem mais um triumpho com o importante apparelho do systema electrolise.

<<São bastante avultadas as operações realisadas por esse ilustre facultativo, obtendo em todas ellas o mais brilhante exito.

<<O operado hontem foi o sr. Estanisláo Feliciano de Lion, de 48 annos de idade, casado, morador em Piratiny. Soffria ha longos annos de um estreitamento organico da urethra, que já lhe havia determinado grande numero de fistulas urinarias, vivendo uma vida de martyrios, como facilmente se póde imaginar.

<<Em tal estado de desespero continuo recorreu ao sr. dr. Barbosa, afim de vêr se s.s. lhe devolvia aquillo que ha muitos annos não gozava - a saúde, e com esta a tranquilidade do espirito e do corpo.

<<Felizmente não foi em vão o sacrificio que fez de abalar-se do lugar de sua residencia para vir procurar em Jaguarão allivio aos seus sofrimentos.

<<Examinado pelo sr. dr. Barbosa resolveu-se este a realisar hontem a operação, que, como todas as outras que tem feito por tal systema, effectuou-se em alguns segundos, sem que o paciente soffresse dôr alguma e á hora em que escrevemos estas linhas sabemos que o operado segue perfeitamente bem.

<<Mais uma vez felicitamos ao illustre operador, assim como ao operado."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 12 de Dezembro de 1884, pág. 02, col. 04-05

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Sobrenome Broto


"Antiga linhagem de infanções aragoneses, sendo que alguns ramais da família alcançaram a fidalguia. Ao contrário do que possa parecer, o sobrenome Broto não é um toponímico associado ao vale e povoado de Broto, no distrito judicial de Boltaña, província de Huesca. Na verdade, a primitiva linhagem familiar é que deu nome ao lugar, ainda na época da expansão sarracena na península. Em suma, o lugar é que recebeu o nome da família, justamente por ter sido erigido ali o castelo primordial da linhagem e, posteriormente, ser lhe concedido o senhorio sobre a área.

Em 1339, Pedro Sancho de Broto atingiu o privilégio de Infanção por serviços prestados na época do rei Pedro IV de Aragão. Houve outro senhorio dos Broto na região do distrito de Boltaña, mais especificamente na localidade de Guaso, entre a Idade Média e o ano de 1553. Posteriormente, se registram novos solares de diversas ramas dos Broto nos seguintes locais: Pina (1625), Guaso (1666), Labata (1677), Ainsa (1728), Boltaña (1729 e Arbaniés (1803).

No Arquivo Geral Militar de Segóvia constam os seguintes expedientes militares: Fermín Broto, Infantaria, 1808, nobre; Fermín Broto Dusol, Infantaria, 1808, pessoa honrada.

Etimologicamente, broto vem do gótico 'brút' que significava primitivamente 'enxerto', 'ramo que sai de um tronco de árvore'."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Cucalón


"Singular, raro, muito antigo e pouco difundido sobrenome de origem aragonesa, encontrado atualmente com alguma frequência na província de Zaragoza.

Segundo Bizén d'O Río Martínez, os Cucalón aragoneses procedem da França e teriam se radicado na região do Alto Aragão no século XIII, mais precisamente durante o reinado de Jaime I. Posteriormente, um ramal deste primitivo núcleo familiar recebeu o privilégio de fidalguia do rei aragonês Afonso V e passaram a ser reconhecidos pelo sobrenome composto 'Cucalón de Montull' - em referência ao lugar onde estavam assentados e possuíam senhorio.

Outros Cucalón tomaram este sobrenome como um toponímico associado à Serra de Cucalón, na comarca dos Campos Romanos, na província de Teruel.

Outros Cucalón, talvez emigrados para Catalunha, tomaram a alcunha de Cucaló, seguramente por influência da língua local. Também se encontra na Espanha a forma variante Cucalá.

Destaca-se na história do sobrenome, o frei Jerónimo Cucalón, de Valência, dominicano do Convento de Predicadores de sua cidade natal, catedrático de Teologia, fundador do convento de sua ordem em Segorbe, no ano de 1611.

Fabián de Cucalón foi senhor da baronia de Cárcer, após casar-se com Dona Juana Jerónima Benita Eslava y de Carroz, no ano de 1537. O próprio Fabián incorporou o sobrenome de sua esposa ao seu, passando a se chamar Fabián de Cucalón Eslava, inaugurando uma linhagem distinta do sobrenome.

Etimologicamente, cucalón provém de 'cucal', um tipo de passarinho mediterrâneo (gênero Centropus)."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia. 

Sobrenome Díez


"Díez e Díaz são sobrenomes com a mesma raiz etimológica, sendo formas ibéricas do patronímico do nome próprio Diego.

Na época do rei Jaime I de Aragão, consta o cavaleiro Fernando Díez, conforme as crônicas de Febrer. Fernando Díez participou ativamente das campanhas aragonesas contra Blasco de Alagón e nas conquistas de Burriana, El Puig e Valência, recebendo como prêmio por serviços prestados o vale e povoado de Almonacir.

Díez e Díaz são sobrenomes muito abundantes em todo o espaço íbero-americano."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia. 

Sobrenome Cajal


"Linhagem muito antiga de ricos-homens mesnaderos (Vide artigo da Wikipedia em espanhol), procedentes de Aragão. 

Pedro de Vitales afirma que os Cajal foram senhores de Cajalo, na diocese de Barbastro, província de Huesca. Já Mosén Jaime Febrer argumenta sobre Lope Caixal, descendente da Casa Real de Aragão desde Pedro de Atarés, com parentela tanto com Ramiro II e Afonso I, ambos reis aragoneses. Diante dos destacados serviços que Lope Caixal prestou ao rei aragonês Jaime I, principalmente no sítio e conquista de Valência, recebera três feudos para seu proveito.

Antonio Cajal (ou Caxal), que viveu durante o século XIV, foi nomeado pelo rei Martín de Aragão como embaixador do País na Corte de Juan II de Castela. Posteriormente, Fernando I de Aragão (o que se casou com Isabel de Castela), colocaria Antonio Cajal, por suas habilidades diplomáticas, como embaixador perante ao rei de Fez, no Marrocos.

Houve casas solares deste sobrenome nas seguintes localidades: Biesca, Barbastro, Caspe e Cabas de Huesca. Bernardo Cajal, do solar de Barbastro, obteve do Conselho Real de Aragão, o brasão de armas próprio, em 1592, inaugurando distinta e aristocrática linhagem dos Cajal de Barbastro. 

Etimologicamente, Cajal procede de 'caja', que significa 'caixa', do latim 'capsa'. Com o tempo o termo passou a designar cada um dos dentes de uma roda de engrenagem, mais especificamente as rodas de engrenagem de moinhos. Por isso, existe na Catalunha o sobrenome Caixal com mesma origem etimológica e sentido.

Cajales e Caxales são formas plurais derivadas."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia. 

Sobrenome Espiau


"Segundo o tratadista Luis Vilar y Pascual, o sobrenome Espiau teria vindo da França e radicado-se primeiramente em Aragão.

Os García Carraffa citam um cavaleiro que serviu os Reis Católicos na conquista de Nova Granada, em 1538, de nome Sancho de Espiau. 

Os Espiau aragoneses passaram à Valência e depois às demais regiões da Espanha."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia. 
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