segunda-feira, 15 de julho de 2019

Histórico do Município de Antônio Prado/RS


"Antônio Prado foi a sexta e última colônia da imigração italiana, fundada em 1886. Sua população é composta quase que exclusivamente de imigrantes italianos, que ocuparam o sertão bravio da nossa terra, situada entre vales, rios e montanhas. Numa aventura gigantesca, os imigrantes enfrentaram o mistério da selva e, como intrépidos desbravadores, aceitaram o desafio de fundar a nova colônia.

Os imigrantes passaram por muitas dificuldades até que as primícias da nova terra, que o milho exuberante com suas espigas verdes sapecadas na brasa, viessem saciar a fome. A velha mãe logo o linho, a fim de, sem demora, poder tecer uma roupa para os filhos e para os lençóis, forros de cama e sacarias. Foi uma longa caminhada e até verem fumegar na velha panela a saborosa polenta, um banquete inesquecível.

Os imigrantes italianos e seus descendentes: trabalhadores ordeiros, souberam fazer progredir a colônia, até que o Governo do Estado, pelo Decreto no. 230 de 11 de fevereiro de 1899, separou a colônia de Antônio Prado de Vacaria, constituindo um município autônomo, instalado em 25 de março do mesmo ano, tendo como primeiro intendente o Sr. Inocêncio de Matos Miller.

O nome Antônio Prado, atribuído à nova colônia foi uma homenagem a Antônio da Silva Prado, fazendeiro paulista, que como Ministro da Agricultura da época pugnou no parlamento a favor da imigração e instalação de núcleos coloniais no Rio Grande do Sul.

Antônio Prado prosperou e em pouco mais de uma década conquistou sua independência política e econômica, transformando o pequeno núcleo de imigrantes num município rico e progressista."

Fonte: ATLÂNTICO (RS), 07 de Dezembro de 1998, pág. 04

domingo, 14 de julho de 2019

A História dos Judeus em Portugal


Excelente e muito interessante documentário encontrado no canal Augustoaac no YouTube. O título original da produção é "Caminhos da Memória - A Trajetória dos Judeus em Portugal" e tem a direção de Elaine Eiger e Luize Valente, sendo uma produção da Fototema, ano 2002. Aproveite!

sábado, 13 de julho de 2019

Sobrenome Laborda


"A palavra pirenaica borda, 'quinta', 'cabana da montanha', 'curral para cavalos', é um termo pré-romano em aragonês, basco e catalão, que gerou na Espanha outros sobrenomes como Borda, Borde, Laborda e Labordeta. O termo borda também existe do outro lado dos Pirineus, e também está presente na formação de sobrenomes como Laborda, Laborde, Borde, etc.

Os genealogistas e heraldistas García Carraffa sustentam que os sobrenomes Laborda e Laborde são modalidades de "los de borda' e 'la borda', e que, em sua vertente francesa, confirmam assim quase todos os tratadistas que escrevem sobre as variantes Laborda e Laborde.

Já o tratadista aragonês Don Bizén d'O Rio Martínez, em seu 'Dicionário de Heráldica Aragonesa', confirma a existência de duas casas distintas do sobrenome Laborda em Aragão.

Uma delas teve seu solar em Pouzac de Bigorra, nos Alpes Marítimos, França, passando a estabelecer-se em Viacamp de Ribagorza, Huesca, Monzón e Zaragoza. A outra originária de Navarra, se estabeleceu em Zaragoza e Trasobares, sendo suas armas distintas daquelas que usarão os Laborda do solar francês de Pouzac de Bigorra."

Fonte adaptada: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Jardiel


"Um sobrenome singular e muito pouco encontrado, que hoje acha-se localizado principalmente na província de Zaragoza, na qual vive a maioria das famílias com esta alcunha. Assentos menores são encontrados nas províncias ou comunidades de Barcelona, Madrid, Álava, Navarra, Huesca, Alicante, Sevilha e Salamanca, entre outras.

O filólogo Gutierre Tibón recolheu em seus trabalhos que o sobrenome Jardiel pode vir de um lugar atualmente despovoado na província de Soria, perto da cidade de Caracena. A origem etimológica de Jardiel seria, segundo Tibón, relacionada à palavra francesa jardin, derivado do antigo termo frâncico 'jart' (pomar ou cercado). Entretanto, há uma possibilidade que se vincule ao termo basco 'garde' que significa 'local onde crescem as azinheiras (Quercus ilex)'.

Christopher Jardiel era residente em Zaragoza em 1800, de acordo com o censo daquele ano. Algumas décadas mais tarde, nasceu em Hijar, Teruel, Florencio Jardiel, doutor em Teologia e Cânone pela Universidade de Zaragoza. Ele foi também jornalista, tendo contribuído para o chamado Iluminismo espanhol e em jornais como El Pilar de Zaragoza e Jornal de Aragão."'

Fonte adaptada: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.


Sobrenome Ibáñez


"Antigo sobrenome patronímico com importantes ramos no norte da península, Castela, Aragão, Andaluzia e Valência. Nesta última região, uma importante linhagem da família se envolveu em numerosos eventos das guerras de Reconquista. 

Em Aragão, a presença do sobrenome Ibáñez também é muito antiga. O tratadista Rio Martínez afirma que na província de Teruel, havia casas muito antigas nas cidades de Lidón e Fuentes Claras, cujos ramos se espalharam por outras localidades de Teruel. Rio também menciona outras duas casas Ibáñez, também na província de Teruel, uma na Lidón primitiva e outra na cidade de Báguena. Um deles se chamava Ibáñez de Bernabé e outro Ibáñez Valero de Bernabé.

A etimologia do nome, conforme o filólogo Gutierre Tibón, vem de Ibán - nome masculino derivada de Juan (João). Todavia, este autor aponta que alguns linguistas bascos defendem que Ibáñez deriva de 'bañez', uma palavra basca que significa 'pasto'."

Fonte adaptada: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Herrera


"Nome de família originalmente castelhano, antigo e nobre, conforme a obra 'Nobleza Andaluza' do historiador Argote de Molina, publicada em Sevilha no ano de 1588. Os mais antigos documentos a esta casa fidalgal encontram-se nos arquivos de Santa María de Aguilar de Campoó, na província de Palencia. Trata-se de um escritura de 1163 de Dona Elvira de Villamar, do qual foi testemunha Gonzalo Peláez de Herrera. O outro documento trata de certa venda de terras em Valdeguña, no ano de 1229, em que são arrolados os nomes de Ruiz Dias de La Vega, Gomez Malric e Garci González de Herrera. Este Garci González de Herrera foi nomeado meirinho do Prefeito de Castela pelo rei Fernando III. Em 1230, ele foi transferido a cidade de Santillana, em Santander.

Em Aragão, várias casa deste sobrenome foram documentadas em várias cidades, a maioria originalmente na região de Zaragoza. Principalmente nas cidades de Ariza, Pozuelo e Zuera, desde o século XVII.

No 'Dicionário de sobrenomes espanhóis', lemos que o nome Herrera, encontrado em diversas regiões espanholas, vem de herrería, portanto, ferraria, por extensão, o ofício de ferreiro."

Fonte adaptada: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Galán


"Vários autores consideram este sobrenome originário de Aragão, entre eles Arturo García Carraffa e Alberto García Carraffa. Na Idade Média, havia muitos feudos associados a Galán, porém outros ramos também muito antigos se desenvolveram em Castela, Asturias, Extremadura e Andaluzia.

Uma casa fidalgal estava originalmente em Tarazona, Zaragoza, da qual ali está associado Andrés Galán, um teólogo aragonês do século XVIII. Membro da Companhia de Jesus desde 1750, ensinou Retórica e Filosofia na Universidade de Barcelona, sendo muito versado em Estudos Bíblicos.

Também da região aragonesa, conta-se o militar Fermín Galán, nascido em 1899 em Huesca. Ele tomou parte na conspiração da Noite de São João (1926) contra a ditadura de Primo de Rivera - fato que o fez ficar preso durante três anos na prisão de Montjuic, em Barcelona."

Fonte adaptada: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.


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