quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Chico do Ranchinho

 



Diligencia importante

O delegado de policia do termo de S. Francisco de Paula de Cima da Serra, alferes Antonio Carlos Pereira, tendo noticia de que no lugar denominado - Ilhéos - , 3o. districto do mesmo termo, se achava a quadrilha cognominada - Chico do Ranchinho - , para alli se dirigio, no dia 31 do mez proximo findo, acompanhado de praças de linha e da guarda civica, afim de batel-a, o que com effeito fez, prendendo os réos Oliverio Antonio Velho e Francisco Euzebio de Brito, vulgo Chico do Ranchinho, pronunciados no art. 192 do codigo criminal; o desertor do 12o. batalhão de infantaria, Manoel Cyrillo, e os vagabundos e desordeiros Antonio Sapo, Juvencio Sapo e João Cabeçada.

Á mesma auctoridade apresentou-se e foi recolhido á respectiva cadêa o réo Manoel Jardim da Gloria, tambem pronunciado no art. 192 do codigo criminal.

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 28 de Abril de 1890, pág. 02, col. 04

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

O Primeiro Natal Brasileiro

 



O PRIMEIRO NATAL BRASILEIRO

A primeira referência a uma festa de Natal no Brasil deve-se ao Pe. Fernão Cardim, e diz respeito como foi recordada a grande data de 1584. O Jesuíta assim descreveu sôbre a comemoração natalina: "Tivemos pelo Natal um devoto presépio na povoação, aonde algumas vêzes nos ajuntávamos com boa e devota música, e o irmão Barnabé nos alegrava com seu berimbau. Dia de Jesus, precedendo confissões gerais que quase todos fizeram com o padre visitador, se renovaram votos: pregou em nossa igreja o Sr. Bispo; tinha o Pe. visitador, já nêste tempo, avisado de sua parte o Pe. Antonio Gomes de todos os papéis, cartas e avisos necessários para tratar em Roma, em Portugal; pelo que determinou visitar a segunda vez as aldeias dos índios mais devagar".

Fonte: JORNAL DO DIA (Porto Alegre/RS), 25 de Dezembro de 1959, pág. 18

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

O "Mateus" do Natal nordestino

 



O Natal do Nordeste

O interior do nordeste brasileiro anda cheio de tradições de Natal.

Começam, quase sempre, um mês antes os ensaios da Pastoril ou da Chegança, conforme os lugares, para a noite do nascimento do Menino Jesus. Tanto as sertanejas pobres como a gente rica, vão à "missa do galo" com vestidos novos, feitos para esse fim.

E, no regresso, junto ao presépio, há o folguedo denominado Reisado que uma espécie de bôbo a que chamam Mateus, com a cara cheia de tinta preta, vestes esfarrapadas, résteas de cebôlas, sem os bôlbos, e chocalhos de boi amarrados à cintura, andou anunciando, de tarde, como "função" que vai realizar-se e para a qual solicitou logo a sala e a cachaça... Há dansas e cantigas, versos e episódios ora trágicos ora cômicos e louvores à cavalaria antiga por homens de capas de ganga e corôas de lata dourada.

O pátio da Matriz é o lugar obrigado para os folguedos da Chegança que canta o amor e as saudades dentro de um navio armado a fingir e com cênas mitológicas à mistura.

Estas festas do Natal estendem-se ao dia de Reis que reservam para as visitas às fazendas dos que largamente podem contribuir para as folganças desejadas.

Fonte: JORNAL DO DIA (Porto Alegre/RS), 25 de Dezembro de 1957, pág. 29

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Sobrenomes Brasileiros - Parte 17

 



Sobrenomes brasileiros da região amazônica coletados pelo periódico Amasonas [sic] em julho de 1869.

CANUMÃ

JURUPARY

JUTAY

AJUDANTE

TUMBIRA

MANDUQUINHA

BACURY

SUCURIJÚ

TIRINGA

FILHO DA ESPADA

TOCANTINS

CAMETÁ

TROCARÁ

APEHYACÁ

JANGRA

OBIGHI

ZEZINA

TAPAJÓS

ARARY

MARACAJÚ

TRECARY

HARMONIA DA FLORESTA

TABOTINGA [sic]

ASSAHY


domingo, 10 de dezembro de 2023

Sobrenome Kempa

 



KEMPA - sobrenome com origem no baixo-alemão e significa lutador, guerreiro, e em sentido amplo, local que houve uma luta, uma justa, local de justas, local em que ocorreu uma batalha. Também está vinculado a um termo para javali domesticado. Portanto, tem origem nas zonas do baixo-alemão (norte da Alemanha, Sorábia, Silésia, Pomerânia histórica).

Kempa também pode se referir como toponímico polaco para um aglomerado de árvores ou arbustos baixos, mormente numa área pantanosa ou numa pradaria. Kempa ainda pode se referir a aldeia homônima no município de Lugnian, voivodia de Opole, Polônia.

Rio Grande 1967


 Foto aérea da cidade de Rio Grande, Rio Grande do Sul, em 1967, com destaque à orla da Barra

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