quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Sobrenome Rosenwinkel



ROSENWINKEL na origem é um sobrenome toponímico relacionado ao distrito/localidade de Rosenwinkel, no município de Heilingengrabe, no distrito administrativo de Ostprignitz-Ruppin, Brandemburgo, Alemanha.


Eis a distribuição do sobrenome na Alemanha atual: http://wiki-de.genealogy.net/Rosenwinkel_(Familienname)

A princípio eu não encontrei esse sobrenome relacionado a famílias judias. Tem este artigo aqui do Welt: https://www.welt.de/debatte/kolumnen/Was_sagt_der_Name/article6059304/Zumwinkel-ist-ein-Winkelmann.html 

A Invasão espanhola de Rio Grande em 1763

 



Enquanto os espanhóis ocupavam Santa Tereza, os fugitivos atravessavam os campos arenosos do Albardão, a cavalo ou a pé, e se aproximavam de Rio Grande. A chegada dos primeiros deles, com as notícias de que o inimigo aproximava, causou pânico entre os moradores da capital.

Só então, no dia seguinte - 20 de abril de 1763 -, o governo Elói Madureira tomou providências. Ele reuniu, na Casa do Governo, o provedor, o tesoureiro e os chamados homens bons da vila de Rio Grande para lhes fazer uma confissão. Desde 16 de janeiro, contou, ele tinha ordens da Junta Governativa de fazer a retirada organizada da população tão logo os espanhóis dessem sinais de que invadiriam a vila. Perguntaram-lhe por que não havia cumprido a ordem. "Eu não queria provocar pânico", explicou um constrangido governador.

Surpresa, xingações, confusão. Pânico. As pessoas se deram conta de que não tinham embarcações suficientes para a fuga. Dias antes, quatro navios haviam sido enviados a Santo Amaro, para trazer madeira para a vila. No porto, restavam duas canoas e duas faluas. A fuga para o pequeno povoado de São José do Norte, no outro lado do canal, seria necessariamente caótica. A debandada passaria para a história como "A Corrida do Rio Grande".

O primeiro a chegar à outra margem foi o próprio Elói Madureira. Segundo o historiador Jônathas Monteiro, "civis e soldados, ao verem o governador abandoná-los, aos brados o insultavam, chamando-o de traidor e covarde. O cabo de dragões José Marques chegou a alvejá-lo com uma pistola, gritando que era preciso matar os que haviam traído. Só a intervenção do provedor Barbarica não permitiu que a ameaça fosse efetivada".

No outro lado da margem, sentado dentro de uma liteira, Madureira ficou à espera da carruagem que mandara pedir em Mostardas, para a fuga rumo a Santa Catarina. Estava desmoralizado. Só os mais servis cumpriam suas ordens. A condução chegou no dia 24, e o governador partiu com pequena escolta rumo a Tramandaí. Só não seguiu imediatamente para Laguna porque o capitão que administrava Gravataí, Antônio Pinto Carneiro, mandou-lhe uma carta pedindo que fosse para Viamão e resistisse.

Nos dias anteriores à chegada dos espanhóis, a barbárie imperou em Rio Grande. Pelos testemunhos que constam dos autos da Devassa, é possível montar o quadro. Bêbados, os soldados fugitivos de Santa Tereza saíram a saquear e quebrar, com o argumento de que não poderia deixar nada inteiro para o invasor. A eles se juntou o populacho. Alguns comerciantes fizeram eles mesmos a distribuição de alimentos e roupas. Mas quem não fazia isso era assaltado. Mulheres foram violadas.

Os armazéns reais foram assaltados. "Soldados armados obrigaram o almoxarife a abrir-lhes as portas", como relata a Devasssa, e muitas fazendas e roupas foram roubadas por aqueles que queriam se vestir, "por se acharem rotos e nus". Os armazéns de farinha "foram abertos por populares, a maioria casais das ilhas, que levaram toda a farinha". Completamente bêbados, soldados invadiram a matriz de São Pedro a cavalo e saíram de lá vestidos com as roupas da Confraria do Santíssimo e carregando objetos sagrados.

Nas ruas, muitas brigas, mas no porto a confusão era ainda maior, agravada pelos gritos das mulheres e o choro das crianças. Não havia embarcações suficientes. A prioridade para levar armamentos não era respeitada: as pessoas atiravam as armas na água e ocupavam os barcos. Os soldados tentaram atravessar os três mil cavalos trazidos de Santa Tereza por um baixio. Mas um vento forte bateu, levantando as águas, e a maioria dos animais morreu afogada.

No dia 24 de abril, o capitão Molina entrou na vila com seus soldados, dando início a uma ocupação de 13 anos. Encontrou apenas 156 dos 714 casais que viviam ali. Havia bandeiras brancas na frente das casas. Em 13 de maio, Molina ocupou também o outro lado do canal. Além de conquistada a capital da capitania, estava bloqueada a entrada da Lagoa dos Patos. 

Fonte: COSTA, Elmar Bones da (editor). História ilustrada do Rio Grande do Sul. Porto Alegre/RS: Zero Hora/CEEE/Governo do Estado do Rio Grande do Sul, 1998, págs. 69-70.

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Sobrenome Kullmann



KULLMANN, KUHLMANN, KUHLMAN, CUHLMANN, KUHLEMANN, KULEMANN são sobrenomes originários das regiões a noroeste da atual Alemanha, em especial Osnabrück, Hanover e Ostwestfalen-Lippe.


Em todos os casos, os sobrenomes surgem da aglutinação dos termos do baixo alemão medieval "kûle" (=poço, lago, depressão, área baixa e alagada, área baixa em que surge uma vertente, pântano) e "mann" (=homem). Portanto, alguém que habita uma área geográfica com essa característica.

Entretanto, os sobrenomes são comuns em toda a Alemanha e área adjacentes. CUHLMANN é um pouco mais raro. 

Conjunto Novo Ar

 



A nova onda de rock está possibilitando o surgimento de vários grupos musicais, todos do tipo fundo de garagem, também em Caxias do Sul. Um deles - e talvez o mais expressivo - é o Novo Ar, formado por André Locatelli (vocal e guitarra), Freddy Corrales (baixo), Ricardo Souza (guitarra), Fernando Sperotto (ovation) e Francisco Kury (bateria).

Com exceção deste último acadêmico de Direito, todos os jovens integrantes do Novo Ar são estudantes de Medicina. Hoje à noite, à partir das 21 horas, o Novo Ar faz sua primeira apresentação individual na Casa da Cultura, tendo como convidados especiais André Coelho (sax) e Marcel (percussão).

Serão 15 músicas, entre inéditas e outras já conhecidas do público do Caxias Música Agora e da abertura do show de Totonho Villeroy. Embora a sustentação musical do grupo seja o rock - afinal, foi a admiração pelo Led Zeppelin e Rush que reuniu os cinco - o Novo Ar vai tocar de tudo um pouco: rock, blues, heavy metal "e até Roberto Carlos", confessa, rindo, André Locatelli, autor das letras. "A gente não tem compromisso nenhum, apenas com o que a gente faz. A nossa música é resultado de tudo o que a gente ouve e chegou o momento de mostrar isso", completa André.

A apresentação estará dividida equilibradamente entre a parte instrumental e as canções compostas pelo grupo. "Tem letra de amor e de protesto, este contra o sistema, contra o imperialismo americano", diz Freddy, aparentemente sem levar muito a sério essas colocações.

A letra de Vocês Querem Brasil com Z o seguinte: "desde Colombo/ os saqueadores estão aqui/ levantando o país deles/ e afundando este aqui". Já esta outra, sem título, fala de separação. "Vou te deixar com saudades/ num segundo depois de partir/ com os olhinhos sedentos/ e a boca vermelha ainda/ com gosto daquela maçã".

Sem que isso signifique uma crítica, Ricardo Souza explica que, "baseado no contexto musical caxiense, temos plenas condições de apresentar nosso trabalho. Ele está num nível bom e sem qualquer modismo. Nós já tocávamos rock muito antes dessa onda de agora".

Assim como os demais integrantes do Novo Ar, Ricardo freqüentou o curso de música de Merônio Sachet. Mas, também como os outros, resolveu largar a teoria e aprender a tocar guitarra sozinho. Os cinco integrantes do grupo reúnem-se invariavelmente nos fins de semana, na casa de um deles, Francisco Kury, em Ana Rech.

De qualquer forma, André gostaria que as pessoas assistissem à apresentação como uma coisa aberta. "Nós não temos um estilo, somos a soma de vários. Fazemos um som universal". Os ingressos para a exibição do Novo Ar, estão à venda na bilheteria da Casa da Cultura, ao preço único de Cr$ 2.000. O show conta com o patrocínio do Dedão Surf Shop, onde também podem ser adquiridos os ingressos.

Fonte: O PIONEIRO (Caxias do Sul/RS), 09 de Novembro de 1984, pág. 19

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Sobrenome Pisching



PISCHING tem uma etimologia germânica, sendo um toponímico relacionado a três lugares na Áustria:


1. Uma aldeia no município de Euratsfeld, Baixa Áustria.

2. Uma aldeia no distrito de Yspertal, Baixa Áustria.

3. Uma localidade nas proximidades da aldeia de Kalwang, no distrito de Leoben, Estíria.

PISCHING deriva do termo do alto alemão medieval "pischl" que significa algo como tufos de grama ou vegetação em tufos, feixes de grama, feixes de feno, vegetação emaranhada. Designa portanto um aspecto geográfico - um local de vegetação com essas características.

Em sentido metanímico, PISCHING pode designar "pessoa que tem cabelo emaranhado, espesso". 

Sobrenome Knust



KNUST é crosta, canto, borda, canto do pão, casca de pão, casca grossa, coisa que cresce a partir de uma nódoa, verruga, calcanhar. Por vezes, usa-se a palavra para descrever tumor de pele ou tumor de algum órgão.


De acordo com o Forebears, KNUST tem dois sentidos na forma que é adotado como sobrenome:

1. "Casca grossa", no aspecto de alguém que é muito introvertido, ou mesmo temperamental, que pouco expressa as emoções. Também serve para pessoa teimosa, pessoa de personalidade forte ou dura.

2. Pode se referir igualmente a quem tem um tumor aparente que é distintivo de sua fisionomia.

Eis a distribuição do sobrenome na Alemanha atual: http://wiki-de.genealogy.net/Knust_(Familienname) 

domingo, 9 de outubro de 2022

Sobrenome Appel



APPEL - na maior parte das fontes que encontrei, APPEL e APEL seriam contrações do nome masculino Albrecht. Porém, existem outras possibilidades e vertentes deste sobrenome:


1. Pode ser uma variante dialetal do norte da Alemanha para "apfel" (=maçã). Entretanto, é mais provável que não se refira diretamente ao fruto, mas um nome de casa. Na Idade Média germânica, as casas nas cidades, nos burgos, não eram identificadas com números mas com denominações de animais ou plantas.

2. Também pode ser uma forma metafórica para "catador de maçãs de cavalo". "Maçã de cavalo" é uma expressão germânica para estrume. Portanto, um catador ou comerciante de estrume para fins de fertilização agrícola.

3. Por fim, pode ser um toponímico diretamente relacionado à aldeia de Appel, no município de Hollenstedt, no distrito administrativo de Harburg, Baixa Saxônia, Alemanha.

Distribuição do sobrenome na Alemanha atual: http://wiki-de.genealogy.net/Appel_(Familienname) 

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