domingo, 10 de janeiro de 2021

Festa do Divino Espírito Santo em Porto Alegre em 1894



"Festas do Divino

As bandeiras do Divino Espírito Santo foram hoje á cadêa civil, acompanhadas da respectiva irmandade e da banda de musica do 1o. batalhão da guarda nacional.

Em uma das dependencias do edificio celebrou-se missa, após a qual foram distribuidos symbolos religiosos e esmolas pelos sentenciados, sendo varios d'estes postos em liberdade, pelo pagamento de multas de que os desobrigou o Divino.

- Ás 11 horas da manhã houve distribuição de generos alimenticios aos pobres que compareceram ao templo do Espírito Santo.

- Começam, hoje á noite, as tradicionaes festas externas.

A praça General Deodoro será profusamente illuminada a luz electrica.

Bandas de muscia tocarão nos coretos ali armados, e em um tablado haverá a antiga dança das jardineiras.

- No citado templo celebra-se missa amanhã, ás 8 horas, procedendo-se em seguida ao sorteio dos novos festeiros e alferes da bandeira.

Ás 10 horas, na Cathedral, começará a missa pontifical, com sermão pelo conego dr. José Gonçalves Vianna.

A capella, que se conservará aberta durante o dia, fechar-se-á ás 7 horas da noite.

Os festejos externos constam de leilão de offertas, musicas nos coretes, illuminação á luz electrica e fogos de artificio na praça General Deodoro.

- Em a noite de segunda-feira continuarão as diversões populares, substituindo-se o fogo de artificio por dança de jardineiras, que começará ás 9 horas."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 12 de Maio de 1894, pág. 01, col. 05

Florindo Joaquim da Silva



"Sobre o fallecimento do conhecido actor Florindo, encontrámos as seguintes linhas em um diario fluminense:

'Após longos soffrimentos falleceu ante-hontem, com 78 annos de idade, o muito lembrado actor Florindo Joaquim da Silva, que, nos tempos de João Caetano e Ludovina, no S. Pedro e no S. Januario, adquiriu immensa popularidade e justa estima pelo seu real merecimento.

O velho Florindo estreou a 19 de março de 1837 no drama em 1 acto Santo Antonio livrando o pai da forca, fazendo o papel de Eugenio; representou entre outras peças celebres, a tragedia Oscar, filho de Ossian fazendo o papel de Dermidio, e João Caetano o de Oscar; os dramas Catharina Howard, fazendo o papel de Henrique VIII; Pedro Sem e Os sete infantes de Lara, fazendo o de Mudarra, etc.

Com 69 annos de idade fez elle um beneficio, com O homem da mascara negra, com desembaraço e brilhantismo admiraveis na sua idade.

Prohibido pelos medicos de continuar a vida theatral, empregou-se na camara municipal em 1868 como apontador; depois passou a ser vigilante da bibliotheca, em 1874; foi promovido a 25 de março do anno passado a 2o. official da mesma bibliotheca, por suas habilitações e pela muita estima de que gosava.

Em 7 de dezembro de 1890 perdeu elle um filho com 22 annos de idade, recrudescendo d'ahi os seus sofrimentos moraes, e aggravando-se a molestia consideravelmente.

Depois do fallecimento de sua esposa, a 21 de agosto do anno passado, ficou o estimado artista, por assim dizer, moralmente morto.

Durante o tempo em que esteve no Rio Grande, Campos e outros lugares recebeu muitas corôas de louro, sempre considerado, como aqui, um artista distinguido nos papeis de largo sopro dramatico.

Morreu pobre, cercado de sua irmã, filhos, netos e sobrinhos, e assim desappareceu o velho Florindo, um dos ultimos representantes da gloriosa e inolvidavel phase do nosso theatro.

O obito verificou-se na casa n.11 da rua de S. João, estação do Rocha, residencia de sua unica irmã d. Joaquina Thereza de Jesus, para onde fôra o tradicional artista sabbado ultimo a passar alguns dias.

Na manhã de domingo foi encontrado sem sentidos, no leito; o medico chamado considerou-o desde logo perdido, e de facto Florindo só viveu até terça-feira ás 9 1/2 da noite."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 28 de Janeiro de 1893, pág. 01, col. 06

sábado, 9 de janeiro de 2021

Vidraria Pelotense



"Effectuou-se ha dias em Pelotas a inauguração da fabrica da sociedade anonyma
Vidraria Pelotense.

O acto foi precedido de uma sessão de assembléa geral dos accionistas, na qual se elegeu o conselho fiscal.

Grande foi a concorrencia ao acto inaugural, achando-se representados o alto commercio, artes e industria, imprensa e funccionarios civis e militares.

Funccionavam no grande estabelecimento tres fornos, um grande e dois pequenos, contendo aquelle o vidro fundido e prompto a ser manufacturado, e os outros destinados a facilitar os retoques.

São empregados na fabrica, além de grande numero de meninos, 15 operarios francezes, peritos na especialidade e contractados em Buenos-Aires.

O vidro é derretido e preparado em cadinhos collocados dentro de um grande forno, ao centro da fabrica.

D'ali é elle tirado em compridos ferros com um orificio interior, por onde o operario assopra afim de dar feitio á peça em fabrico, sendo essa funcção secundada por outros operarios com o auxilio de ferramentas apropriadas. 

Prompta a peça, é ella aperfeiçoada em pequenos fornos, passando, emfim, d'ahi para o grande esfriador, no interior do qual o calor é graduado de uma extremidade á outra, em escala descendente.

Fica, então, a peça completamente prompta, sendo depois recolhida ao deposito.

Á vista dos convidados foram executados diversos trabalhos, taes como fructeiras, abat-jours, copos, calices, garrafas, tubos para lampeões, etc.

Cada um dos convidados recebeu dos srs. Ildefonso Corrêa e Lopes Netto um delicado mimo, producto da fabrica.

Os directores da fabrica, srs. Ildefonso Corrêa e Simões Netto obsequiaram aos seus convidados com uma mesa repleta de doces e champagne trocando-se por essa occasião diversos brindes.

- O conselho-fiscal da Vidraria Pelotense ficou assim composto:

Conselho-fiscal - Augusto H. Nogueira, Felix Antonio Gonçalves e João Simões Lopes Netto.

Supplentes - Alberto Roberto Rosa, Francisco Nunes de Souza e Francisco de P.R. da Silva."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 22 de Abril de 1893, pág. 01, col. 04

Manoel Francisco de Menezes Doria



"Por communicação telegraphica do commandante da guarnição de Sant'Anna do Livramento, sabe-se ter hontem fallecido ali o tenente do 12o. regimento de cavallaria Manoel Francisco de Menezes Doria.

✤✤✤✤✤

Falleceu em Pelotas o sr. Manoel Felippe da Silva, casado, outr'ora proprietario da loja Paraizo das Damas n'aquella cidade.

✤✤✤✤✤

Contando a avançada idade de 85 anos, morreu em Bagé d. Domingas Arreteche, viuva, natural da França e sogra do sr. Julio Muller.

✤✤✤✤✤

Falleceu em Itaquy o sr. Turibio José Gomes, pai do sr. José Gomes de Camargo, redactor da Gazeta."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 25 de Janeiro de 1893, pág. 03, col. 06

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Famílias nobres da Espanha - Parte 29



Livre adaptação das obra:  PIFERRER, Francisco. Nobiliario de los Reynos y Señorios de España, Tomo II. Madrid: La Redaccion, 1858.

Fontes consultadas para adições: https://es.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Portada
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal

561. Luna

Esta outra linhagem dos Luna começa com Raimundo de Luna, também da corte de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276), que participou da campanha de conquista de Valência.

562. Luquin

A linhagem inicia-se com Juan (ou Jean) Luquin, descendente da família dos Condes de Malta, e procedente do Ducado de Anjou, na França. Passou à Península Ibérica em função de uma perseguição que sua família sofria no reino vizinho. Foi condecorado por Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276) com um título fidalgal e terras por ter contribuído na conquista de Valência.

563. Madroño

A linhagem tem origem em Antonio Madroño, militar do exército de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276), que participou da campanha de conquista de Orihuela.

564. Malet ou Mallet

A linhagem ibérica começa com Guillermo (ou Guillaume) de Malet, comandante de uma tropa de soldados do Languedoc, enviada em auxílio a Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276), por ordem de Luís IX da França (reinado de 1226 a 1270). No exército de Aragão, Guillermo de Malet adquiriu alta patente militar e terminou por se assentar no sul da península.

565. Malferit

A linhagem tem origem em Pedro Malferit, fidalgo do Principado da Catalunha no século XI. Nas proximidades de Urgel, na Catalunha, há a localidade e o solar de Malferit. Em 1239, uma importante ramal desta primeva linha estabeleceu-se nas Ilhas Baleares.

566. Marc

A linhagem tem origem em Jaime Marc, guerreiro do exército de Jaime I de Aragão (de 1213 a 1276), que participou das campanhas de Reconquista no sul da península.

567. Marcilla

A linhagem tem origem em Fermín Marcilla, infanção navarro descendente de Garcés de Marcilla, que se destacou nas campanhas de Reconquista de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276).

568. Sojo

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra.

569. Arrieta

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra.

570. Astuni

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra.

571. Ezperun

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra.

572. Berri

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra.

573. Navaz

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra.

574. Undiano

A linhagem tem origem no antigo Reino de Navarra.

575. Fenestrosa

A linhagem procede da merindade de Castrojeriz, na província de Burgos, em Castela, onde foi também seu primitivo solar.

576. Carcamo

A linhagem tem origem no antigo senhorio de Quincoces de Yuso, em Castela onde foi estabelecida sua casa solarenga.

577. Urbina

A linhagem tem origem na Andaluzia.

578. Corcuera

A linhagem tem origem na Andaluzia.

579. Meneses

A linhagem tem início com Tello Pero de Meneses, fidalgo da corte de Dom Dinis de Portugal (reinado de 1279 a 1325), que participou das campanhas de Reconquista dos reinos de Castela e Aragão no sul da península.

580. Barroso

A linhagem tem início em Pedro Gomez Barroso, cavaleiro galego que participou da conquista de Sevilha e estabeleceu-se na Andaluzia na época de Fernando III de Castela (reinado de 1217 a 1252).

Carolina Ahrends Golland



"Falleceu hoje, repentinamente, a exma. sra. d. Carolina Ahrends Golland, esposa do sr. Augusto Golland e sogra do negociante d'esta praça sr. Cunha Trindade.

A finada gozou sempre em nossa sociedade do respeito e consideração que merecia pelas suas relevantes virtudes.

Pesames á familia da morta.

- A encommendação effectúa-se amanhã, ás 8 horas, na igreja do Rosario, saindo o feretro, ás 7 1/2, da rua dos Andradas n. 211."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 21 de Janeiro de 1893, pág. 02, col. 04

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Famílias nobres da Espanha - Parte 28



Livre adaptação das obras: PIFERRER, Francisco. Nobiliario de los Reynos y Señorios de España. Madrid: La Redaccion, 1857. PIFERRER, Francisco. Nobiliario de los Reynos y Señorios de España, Tomo II. Madrid: La Redaccion, 1858.

Fontes consultadas para adições: https://es.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Portada
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal

541. Roldan

A linhagem tem origem no século XIII com o casamento do príncipe mouro de Mallorca, cristianizado e educado na corte de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276), casado com Eva Roldan, filha de Martín Roldan. Esta linhagem foi estabelecida primitivamente na Múrcia.

542. Salar ou Salad

A linhagem murciana começa com Juan Salad, regedor da cidade de Murcia entre os anos de 1407 e 1418. Uma ramal passou à Castela durante o século XVI. Os Salar da Múrcia são entroncados com as casas de Blasco, Cascales, Bienvegud e Sandoval, dentre outras.

543. Serra

A linhagem tem origem numa família homônima de Gênova, Itália, que se estabeleceu na Múrcia no século XIV.

544. Tizon

A linhagem tem origem em Pedro Tizon de Quadrey, rico-homem da corte de Ramiro II de Aragão (reinado de 1134 a 1157), que exerceu também o cargo de procurador-geral.

545. Tocon ou Tacon

A linhagem tem origem em Sancho Ibañez, apelidado de Tocon ou Tacon, fidalgo de Ávila, em Castela, no final do século XI.

546. Tenza

A linhagem tem origem em Aragão e é resultado de uma contração do nome de família Entenza. Os Tenza constituem a ramal que se estabeleceu na Múrcia.

547. Mergelina

A linhagem origina-se de Tudela de Navarra, onde foi construído seu primitivo solar. Ramais deste tronco familiar estenderam-se ao sul da Península nas campanhas militares do século XIII, dentre elas, as conquistas de Valência, Villena e Múrcia.

548. Perea

A linhagem começa com Lope Sanchez de Perea, filho de Ortún Sanz de Salcedo, 6o. senhor de Ayala.

549. Tomás

Linhagem da nobreza de Aragão, com ramais destacadas em Múrcia, Lorca, Cartagena e Orihuela.

550. Tudela

Nome de família muito arraigado em toda a Península Ibérica, sendo um toponímico da cidade homônima, que foi muito importante no Reino de Navarra na Idade Média. Existem ramais em todas as regiões meridionais, dado vários fidalgos desta alcunha terem participado ativamente das campanhas de Reconquista nos séculos XII e XIII.

551. Rosique

A linhagem tem origem na cidade de Cartagena, na Múrcia.

552. Valibrera

A linhagem tem origem em Guillén de Valibrera, cuja família procedia da França e havia migrado à península nas campanhas de Reconquista do século XIII. Por serviços prestados ao rei Afonso X de Castela (reinado de 1252 a 1284), recebeu um feudo na região da Múrcia.

553. Valdés

A primitiva casa solarenga desta alcunha é originária das Astúrias, sendo muito antiga. A linhagem murciana começa com Hernando de Valdés, no século XIV.

554. Lobera

A linhagem tem origem em Guillermo Lobera, combatente nas conquistas de Valência e Mallorca, a serviço de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276).

555. Lopez

No caso desta linhagem de Lopez, ela procede de Diego Lopez, perito militar e fidalgo da corte de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276). Seu primitivo solar foi em Consuegra, em Castela-La Mancha.

556. Loris, Loriz ou Lloris

A linhagem procede de Bernardo Loris, rico-homem da corte de Aragão, que participou da conquista de Valência no reinado de Jaime I (de 1213 a 1276).

557. Loro

A linhagem tem origem em Pedro de Loro, fidalgo inglês que passou à Península Ibérica nas campanhas de Reconquista de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276), tendo participado das tomadas de Puix e Valência. Por seus préstimos, recebeu várias glebas senhoriais em Albalat.

558. Lucerga

A linhagem tem origem em Enrique de Lucerga, natural de Balmaseda, no Senhorio de Biscaia, que participou das campanhas de conquista de Valência, no reinado de Jaime I de Aragão (de 1213 a 1276). Foi agraciado com terras em Orihuela.

559. Lucian ou Llucia

A linhagem tem origem em Gimeno Lucian, nobre aragonês, da corte de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276), tendo se destacado na tomada da fortaleza de Puix.

560. Luna

Esta linhagem dos Luna procede de Artal de Luna, capitão do exército da corte de Jaime I de Aragão (reinado de 1213 a 1276).


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