sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Lembranças Leonenses III


– Nos idos de muito antigamente, costumava-se dizer que as pessoas da zona rural, sobretudo aquelas que habitavam os lugares mais recônditos, não sabiam o valor real do dinheiro. A pouca instrução e certo isolamento favoreciam esta situação, embora devamos compreender que a época histórica era outra e os ditos “grossos” eram pessoas que regulavam o valor das coisas por sua utilidade prática no quotidiano. Isto explica um acontecimento inusitado que se passou em 1952, lá para os lados da Coxilha Florida. O cidadão acertou o prêmio da remota e extinta Loteria Estadual. Eufórico saiu a contar a vizinhos e conhecidos que tinha o bilhete premiado. Veio então à Vila do Capão do Leão para tomar o trem em direção à Pelotas. No caminho contou sua bem-aventurança a um comerciante, que ficou bastante interessado na história e propôs-lhe o seguinte negócio: dava um cavalo e uma camionete Ford usada pelo bilhete. O incauto nem tomou o trem e retornou ao interior, felicíssimo. O comerciante foi e retirou o prêmio, cujo montante daria para comprar pelo menos duas camionetes novinhas e mais quatro ou cinco cavalos.

Lembranças Leonenses II


– Quem ia para o Cerro do Estado nas décadas de 1940 e 1950, ao observar o monte ao partir do vale, impressionava-se com vários pontos brancos, claros, escuros e cinzentos que se moviam em inúmeros locais ao longo da encosta. Não era nenhuma fantasmagoria, entretanto. Eram cabritos e cabras que abundavam na região, a ponto de serem considerados verdadeiras pragas. Normalmente, um morador iniciava uma criação de caprinos sem objetivo maior que o consumo doméstico. Como estes animais se reproduzem com facilidade e possuem uma rusticidade admirável, em poucos anos os rebanhos multiplicavam-se. Uns fugiam e se juntavam a outros dispersos e daí surgiam mais e mais animais. O mais curioso é que nem ladrões se interessavam pelos bichos e era um tipo de criação praticamente imune à ação dos abigeatários. Numa outra localidade do município – o Passo do Descanso – próximo à Fazenda da Amizade existe um morro repleto de pedras basálticas que é denominado Cerro dos Cabritos. Outro lugar em que os caprinos foram abundantes.

Lembranças Leonenses I


– Há pelo menos meio século atrás, como havia muito menos urbanização, as distâncias na Vila do Capão do Leão eram muito mais longas. Isto é, sem a facilidade de transporte e dos meios de telecomunicações atuais e com a ocorrência de extensos espaços desabitados, ir da Praça João Gomes ao Teodósio, por exemplo, era encarado como uma caminhada “puxada”. Ressalve-se que não existiam muitas ruas que hoje conhecemos e chegava-se a alguns lugares somente trilhando picadas muito estreitas. A Vila Casaubon até a década de 1970 era campo de vegetação rasteira. Uma outra curiosidade é que a atual Rua João Rouget Peres chamava-se Corredor do Teodósio, isto é, via a qual se chegava até lá. Não tínhamos ainda o prolongamento da atual Rua Idílio Victória (até a região da Escola Castelo Branco), muito menos a configuração moderna das ruas da Vila Real. Mais curioso ainda é que, para as pessoas da época, a atual Rua Rouget Peres era uma espécie de “última fronteira” da vila. Além dali começava o Teodósio. De certa forma: “um outro lugar diferente do Capão do Leão”.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Baile no Salão "Fogo de Chão" em 1987


Evento Beneficente realizado pela Administração do Bairro Jardim América
no extinto salão da SER Fogo de Chão.
Data: 29 de Julho de 1987
Cortesia: Cláudio Stallman

Ampliação da Escola Elberto Madruga em 1988



Nas fotos várias autoridades municipais e equipe de trabalho do Jardim América
Data das fotos: 06 de Maio de 1988
Cortesia: Cláudio Stallman

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

I Rally Internacional Montevidéu/Porto Alegre/Montevidéu (1969)

Trajeto do Rally
A melhor dupla argentina está na terceira posição até o controle de Capão do Leão- RS, é formada por Guillermo Vaccars/Miguel Yasky - Chevrolet N° 373 - Classe “C”

O Alfa Romeo Giulietta Berlina N° 329- Classe “C” da dupla uruguaia Luis J. Etchegoyhen/Mauricio Crosa segunda colocada até o Controle de Capão do Leão - RS


A dupla uruguaia Carlos M. Pérez Marexiano/Jacques Bourgedis - BMW 2002 N° 333 - Classe “C”líder da prova até o Controle de Capão do Leão - RS
Uma prova que despertou o interesse, tanto na capital uruguaia (em estado de sitio devido ao terrorismo tupamaro) como junto às autoridades diplomáticas no Brasil (na época da ditadura militar).O motivo desse interesse ficava claro nas palavras do Diretor do Rallye Miguel V. Martínez Mieres:“Esta prova é de grande importância não só esportiva, mas também para acelerar a integração do Uruguai e do Brasil nas questões da Lagoa Mirim.”Havia à época uma discussão sobre os marcos para registro dos limites de fronteira Uruguai - Brasil na Lagoa Mirim.A prova automobilística era chamada popularmente no Uruguai de “Cuenca de La Laguna Merin” (Bacia da Lagoa Mirim).Foi disputada no período de 23 a 26 de Setembro de 1969 em uma distância de 1.800 quilômetros.A prova foi organizada pelo Club Uruguayo de Rallye e pela Asociación Uruguaya de Volantes com o patrocínio do Ministério dos Transportes e Comunicações e Turismo do Uruguai, Montecarlo TV Canal 4,CX 18 Radio Sport e os jornais La Mañana e El Diário.No lado brasileiro a supervisão foi da Federação Gaúcha de Automobilismo- F.G.A, com o apoio da Secretaria de Turismo do Estado do RS - Setur.O Diretor da Setur Valter Seabra e o Presidente da F.G.A José Carlos Steiner mantiveram contatos com a Alfândega, coordenando os detalhes relativos à documentação dos carros participantes do Rallye, para a passagem na fronteira.O presidente da F.G.A esteve também no Estado da Guanabara solicitando ao Automóvel Clube do Brasil - A.C.B, autorização para a participação de “volantes” brasileiros no Rallye.




(...)




O percurso de “ida”: Montevideo, Pando, Minas, Treinta y Três, Melo, Rio Branco, Jaguarão, Pelotas, Camaquã, Guaíba, Porto Alegre. O percurso de “volta”: Porto Alegre, Guaíba, Camaquã, Pelotas, Taim, Santa Vitória do Palmar, Chuy, Velazquez, Rocha, San Carlos, Pando, Montevideo.




(...)




A primeira etapa do Rallye que havia começado as 07:00 horas em Montevideo, terminou aproximadamente as 23:00 em Guaíba tendo a grande maioria dos competidores chegado a Porto Alegre no “palanque oficial” em frente ao Colégio Militar no Parque Farroupilha. Até o Controle de Capão do Leão (faltando ainda computar os Controles de Camaquã e Guaíba) a classificação geral extra-oficial era:
1) Carlos M. Pérez Marexiano/Jaques Bourgeois - BMW 2002 N° 333 – Uruguai - Penalização: 00’02”2) Luis J. Etchegoyhen/Mauricio Crosa - Alfa Romeo Giulietta Berlina N° 329 - Uruguai – Pena: 00’09” 3) Guillermo Vacars/Miguel Yasky - Chevrolet N° 373 –Argentina – Penalização: 02’24”8) Alejandro Better/Juan Meller – SAAB 96 N° 217 – Uruguai - Penalização: 03’36” ( 1° Categoria “B”)11) Ronaldo Froes Monteiro/Roberto Jacobi – Ford Corcel N° 293 –Brasil - Penalização: 05’10”13) Julio César Dreyer Pacheco / João A. Schilling - Volkswagen Sedan N° 280 – Brasil – Penalização: 05’22”23) Adolfo Erwin Gerhard Goldberg/Francisco R. Roemmler – Simca N° 399 - Brasil - Penalização: 07’42”24) Alexandrino de Sales/Olmes Marques – Volkswagen Sedan N° 282- Brasil - Penalização: 08’44”27) Túlio Pinaud/Ana Cristina de Sales – Volkswagen Sedan N° 283 - Brasil - Penalização: 10’40”29) Manuel P. da Costa Cerveira/Antonio Wiliam Cidrão Guedes - Ford N° 381- Brasil - Penalização: 11’05”30) Walter Bercht/Ernesto Bercht – Volkswagen Sedan N° 383 – Brasil – Penalização: 11’58”32) Luis C. Duarte/Luiz Fernando Paradeda – DKW Vemag N° 288 – Brasil - Penalização: 12’42”37) Virgilio Vescobi/Adalberto Valentini – Volkswagen Sedan N° 287 –Brasil - Penalização: 15’14”42) Jaime Henrique Raymondi/Ricardo Troim –DKW Vemag N° 290 – Brasil – Penalização: 19’47”








quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Sanatório Passo das Pedras

No Passo das Pedras existia o sanatório Passo das Pedras que também possibilitava a
hospedagem para o veraneio, bem como, várias atividades de lazer, como banhos,
passeios e jogos, possibilitando, assim, períodos de sociação e entretenimento.
Ao SANATORIO Passo das Pedras Domingo 25 do corrente Inauguração
deste grande e esplêndido estabelecimento, situado na estação da estrada de
ferro a 1 hora de Pelotas, com grande casaria, commodos para famílias
veranear, restaurante sob a direcção do arrendatário Innocencio Mendes,
bellos jardins, vasta quinta, banhos de rio, água vertente, potreiro para
animaes, prado e cancha para corridas, caça e pesca. AVISO O Restaurante
completamente fornecido dos attrativos do estômago serve pelo módico
preço de Almoço 1$500 – Jantar 1$500 e estraordinarios pagos em separado
pelo preço da cidade. Cavallos e jardineiras para passeio de matto e campo.
(C.M., 23.11.1900, p. 4).

Fonte e link: http://www.ucs.br/ucs/tplVSeminTur%20/tplPOSTurismo/posgraduacao/strictosensu/turismo/seminarios/semin_tur/trabalhos/arquivos/gt11-04.pdf
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