Mernick é o nome alemão da aldeia de Merészpatak, no distrito de Vranov nad Topl'ou, na região de Presovský, Eslováquia. Portanto, é um sobrenome toponímico.
História, Genealogia, Opinião, Onomástica e Curiosidades.Capão do Leão/RS. Para informações ou colaborações com o blog: joaquimdias.1980@gmail.com
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segunda-feira, 26 de setembro de 2022
Sobrenome Mernick
Mernick é o nome alemão da aldeia de Merészpatak, no distrito de Vranov nad Topl'ou, na região de Presovský, Eslováquia. Portanto, é um sobrenome toponímico.
Prisioneiros de guerra no Brasil
PRISIONEIROS PAARAGUAYOS
Na data do relatorio do Sr. ministro da guerra, existiam no Brasil 2,468 prisioneiros paraguayos.
Destes são: coroneis, 2; tenentes-coroneis, 1; majores, 3; capitães, 7; tenentes, 36; alferes, 84. Os demais são inferiores e soldados.
Daquelles 2,468 estam nas provincias do Pará, Pernambuco, Bahia, Espirito Santo, Santa Catharina e Rio Grande do Sul, 283. O resto 2,183 acha-se distribuido por varios estabelecimentos da côrte, sendo cerca de 1,000 nas fortalezas.
Fonte: A REFORMA: ORGÃO DEMOCRATICO (Rio de Janeiro/RJ), 08 de Junho de 1869, pág. 02, col. 05
domingo, 25 de setembro de 2022
Sobrenome Miers
MIERS é uma forma patronímica e hipocorística eslava de nomes próprios como Wladimir, Salwomir, Ljubomir, Kasimir, Miroslav, etc.
A Rainha N'Zinga
A rainha N'Zinga tinha já 58 anos quando os holandeses conquistaram a cidade de São Paulo de Luanda, em 1641. A sua era uma longa história de diplomacia e guerras. "Uma guerreira astuta e prudente", segundo um oficial holandês com quem conviveu, "tão obcecada por lutas que raramente se exercita de outra forma; tão valente quanto generosa: jamais machucaria um português após suas rendição e trata escravos e soldados da mesma forma".
N'Zinga era uma mulher em cargo masculino que como homem se portava. Vestia-se de homem e fazia com que seus 50 ou 60 concubinos se vestissem de mulher. Não permitia que a chamassem de rainha; era rei. Certa vez, quando bastante jovem e ainda era seu irmão que estava no comando de N'Dongo, N'Zinga foi em missão diplomática negociar uma trégua com o governador português em Luanda. Não lhe ofereceram cadeira; N'Zinga não teve dúvidas: mandou que um escravo ficasse de quatro no chão e, durante todo o encontro, enquanto o governador esteve sentado, também ela sentou-se.
Os povos que os portugueses encontraram na África não tinha do primitivismo tupi. Os bantos dividiam-se numa variedade de reinos, a maioria fiéis ao imperador do Congo. Se não tinham a escrita, dominavam quase todas as outras tecnologias de trabalho de metal, cerâmica e tecelagem e organizavam-se numa política complexa. Quando os europeus passaram a agir no continente, entre os séculos XV e XVI, a África estava em guerra, a caminho de organizar-se em grandes nações. O Império do Congo era uma delas, e seu imperador converteu-se ao catolicismo luso.
Próximo a Luanda ficava o N'Dongo, que seguiu independente. Os portugueses trataram de dobrá-lo, mas N'Zinga reuniu seus exércitos e conquistou o reino vizinho de Matamba. Embora já não tivesse domínio do N'Dongo, ainda era vista por boa parte dos seus como a monarca legítima.
Mais de um governador português tentou providenciar sua morte - no entanto, vencidas umas batalhas, perdidas outras, N'Zinga terminava sempre viva, sempre forte, sempre no comando em algum lugar. Em vida, ela apresentou-se a diplomatas e generais os mais diversos como a católica batizada Ana de Souza, ou a rainha em busca de tréguas, ou a canibal em fúria - e era tudo isso. Não à toa, quando os escravos bantos da Bahia apresentaram aos brasileiros seu jogo de capoeira, o princípio da luta era a ginga: a manemolência de estar sempre no mesmo lugar e sempre movimento, sempre sorrindo e sempre na ofensiva, um contínuo em pé estando fluido. "Ginga", a palavra, vem de N'Zinga, a rainha.
Do ponto de vista europeu, a história conta que Angola era dos portugueses. Então os holandeses dominaram o terreno, e aí seguiu a reconquista. E, contado assim, parece que brancos diversos lutaram enquanto os negros escravos futuros observaram. Mas não foi. A habilidade holandesa foi a de aceitar o acordo que N'Zinga havia proposto antes aos portugueses: que não cassassem escravos em seu reino, que não interferissem na política local, que fornecessem armas. Em troca, ela cuidaria do fornecimento continuado de escravos vindos de suas outras guerras. Assim, conquistada a pequena Luanda, com o apoio de N'Zinga os holandeses conseguiram sufocar até quase eliminar a presença portuguesa na terra dos bantos.
A rainha N'Zinga já tinha chegado aos 65 anos, há 41 no poder, e ainda comandava, seus exércitos à frente, embrulhada em suas peles de leopardo - tinha talvez até fome de carne humana - quando seu novo adversário português chegou ao costão africano. A essas alturas, quase todos os reinos já eram fiéis ou a N'Zinga ou aos holandeses. Até o Congo, que a um tempo pareceu irremovível na coluna portuguesa, tinha já se bandeado. Apenas dois reino muito pequenos continuavam aliados de Lisboa. Só que o novo governador de Angola não era como os anteriores. Este novo poderia ser descrito da mesma forma que N'Zinga: um guerreiro astuto e invicto.
✤✤✤✤✤
Salvador Corrêa de Sá e Benevides vinha do Brasil. Quando deixou Lisboa nomeado para o cargo africano, carregava duas ordens distintas. Oficialmente, deveria obedecer o cessar-fogo com os holandeses e teria a sua disposição uns 600 homens, angariados entre Portugal e Madeira. Mas d. João IV não nomeou alguém com suas aptidões militares com nenhum outro objetivo que não o da reconquista de Angola.
Era um período crítico: as informações recebidas da Holanda faziam crer que se preparava uma grande expedição, 53 navios, 6.000 homens, que viriam apoiar a colônia no Brasil. Quando Salvador chegou ao Rio, não faltou quem lhe recomendasse prudência. Depois de terem dominado Pernambuco, de terem quase controlado a Bahia, os holandeses talvez quisessem o Rio. O próprio Salvador hesitou - mas o padre João d'Almeida teve uma visão e disse que deveria seguir para a África.
De Lisboa, Salvador tinha partido com cinco navios, umas centenas de homens angariados nas cadeias - "dos piores", segundo Benevides - e pouco dinheiro. Na Bahia, o governador-geral havia dado ordens para que um imposto sobre o açúcar fosse instaurado para financiar sua expedição. Mas Salvador achou melhor pedir o empréstimo voluntariamente. O dinheiro veio. Um dos homens ricos do Rio chegou a levar sua contribuição acompanhado de uma banda. A generosidade carioca e paulista permitiu que Salvador deixasse a Guanabara rumo à África, em 12 de maio de 1648, com 15 navios e 1.400 homens.
E os holandeses deram dois passos em falso. Em Pernambuco, o governo do Brasil holandês ofereceu-se para interceptar a esquadra de Salvador. A chefia europeia julgou que não havia necessidade. Consideravam que a missão, composta de mais índios do que brancos, não tinha qualquer chance. A notícia de que estavam a caminho, no entanto, não chegou a tempo em Luanda, Salvador teve sorte. Quando deu na costa angolana, em agosto, capturou dois pescadores de quem soube que o governador Symon Pieterszoon estava no interior, acompanhado de pelo menos metade de seus homens e mais N'Zinga, numa marcha para eliminar de vez o bastião português. As duas centenas de homens que restaram, ao ver a frota chegando, deixaram Luanda e abrigaram-se nos pequenos fortes em dois morros próximos à cidade.
No dia 15, Salvador Corrêa de Sá e Benevides simplesmente marchou sobre a capital da Angola acompanhado de 800 soldados e 200 marinheiros. Nos navios, deixou uma série de manequins à proa que foram confundidos com mais gente por quem estivesse assistindo de longe. No dia 16, avançou contra o forte de um dos morros. Não conseguiu muito. Então planejou um segundo ataque, organizado em três colunas. Duas avançariam sobre o forte mais protegido por dois lados diferentes, a terceira contra o segundo forte. Mas, na madrugada do dia 17, contando apenas com ampulhetas para marcar o tempo, os ataques seguiram dessincronizados, um após o outro, facilitando aos holandeses a resistência. O fiasco terminou com 150 homens mortos do lado carioca, três do holandês.
E aí os holandeses levantaram a bandeira branca.
Talvez tivessem os canhões avariados, talvez tenham acreditado que os cariocas eram inúmeros, dados os manequins. Talvez simplesmente não estivessem dispostos a lutar até a morte. Após negociações, assinaram a rendição no dia 21. Marcharam em retirada no dia 24, mesmo dia em que, esbaforido, o governador Pieterszoon voltava do interior sem mais qualquer chance de nada que não aceitar o fato consumado. Repentinamente sem aliados, a rainha N'Zinga retirou-se para o interior. Mais de dez anos depois, finalmente assinou um tratado de paz com os portugueses. Morreu ainda no trono, sucedida por uma irmã. Tinha 80 anos.
Fonte: DORIA, Pedro. 1565 - Enquanto o Brasil nascia: a aventura de portugueses, franceses, índios e negros na fundação do país. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012, pág. 174-176.
sábado, 24 de setembro de 2022
Sobrenome Fischmutter
Fischmutter é literalmente "mãe do peixe". O que encontrei a respeito é que era uma espécie de rede abalonada usada por pescadores no litoral do Mar do Norte até o século XIX. Então, é uma espécie de técnica de pescaria. Foi somente o que achei.
Colônias no Rio Grande do Sul em 1877
(...)
Quatro são as colonias do Estado no Rio Grande. Tres sobre a serra geral e segregadas aos centros consumidores por falta absoluta de estradas - Caxias a mais importante com uma população de perto de 5 mil almas, italianos e tyroleses que se occupam da lavoura dos cereaes especialmente trigo e centeio, que muito bem produz ali, fica ao norte do porto de S. João do Cahy, é colonia nova e está em via de organisação - Deu-se nessa colonia ultimamente um desagradavel incidente devido a imprudencia de algumas praças que querendo apasiguar um conflito foram compellidas a travar luta de que resultaram duas mortes e alguns ferimentos; a presidencia foi em pessoa syndicar de ocurrencia, mas, não publicaram as folhas da provincia as causas verdadeiras de tal desastre.
Conde d'Eu, sobre a margem sul estrada de S. João a Vacaria, tem 3500 habitantes de origem italiana, está em organisação por ser colonia nova bem como D. Isabel que a ella se liga pela mesma estrada; esta é habitada por mais de 2500 habitantes, necessitão essas colonias de estradas que as liguem a S. Sebastião, Monte Negro e Taquary, necessidade tanto mais urgente quanto mais se precisa de dar trabalho a grande numero de chefes de familias alli recem-chegados e que desse auxilio carecem para manter-se. Com o systema de dar subsidios aos emigrantes nessa provincia por seis e mais mezes tem-se olvidado de dotar suas colonias de um systema de viação senão bom ao menos regular. Todas essas colonias dotadas de clima ameno, e terras ferteis para cultura de generos Europeus terem diante de si futuro semelhante á de S. Angelo (Provincial), sobre o rio Jacuhy, com sua população 2048 emigrantes laboriosos e felizes por sua prosperidade.
Sua exportação foi avaliada em mais de 85 contos, sendo a importação superior a 53 contos!
Nova Petropolis, florescente colonia provincial, tem 1,469 habitantes allemães em sua quasi totalidade; está fundada sobre as serras que bordam o "Cahy" e fronteira ao nucleo Caxias. Exportou generos no valor de 117 contos e importou no de 57:000$.
Mont'Alverne (provincial) tem 644 colonos e floresce. Produzem todas fumo e cereaes em quantidade avultada.
S. Lourenço é a mais importante colonia particular que existe na provincia. Tem 5130 habitantes em 737 fogos são allemães e acatholicos: produz todos os cereaes com especialidade centeio, cevada e trigo. O valor da exportação se bem que não tivesse sido abundante elevou-se (1876) a 350 contos.
Alem dessas existem mais diversas colonias particulares sobre o rio Taquary, de propriedade de C. Bastos, e outras que florescem regularmente.
No municipio de Santa Maria da Bocca do Monte em excellente local, fixou-se um nucleo onde se estabeleceram os russos-allemães, catholicos e protestantes, mas induzidos áquelles por agentes argentinos, que desacorçoados de conseguil-os da Europa, envidaram todos os esforços para com promessas inexequiveis, obtel-os, deliberam-se a abandonar seus lotes e seguir para Porto Alegre, d'onde pretendiam ir para o Prata. A presidencia, pro previdente, fez abortar esse plano prohibindo a sahida aos que devessem ao Estado.
Fonte: O CRUZEIRO (Rio de Janeiro/RJ), 02 de Janeiro de 1878, pág. 02, col. 05
sexta-feira, 23 de setembro de 2022
Sobrenome Pinsky
PENSKI, PENSKE, PINSKY, PINSKE - todas são formas toponímicas relacionadas à cidade de Pinsky, na Polônia.
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