quinta-feira, 16 de junho de 2022

Imigrantes no Brasil no período 1884-1939



Albaneses..... 13 

Alemães..... 170.645 (nota nossa: 5o. grupo com mais ocorrência no total) (maior intensidade: década de 1880)

Argentinos..... 20.191 

Argelinos..... 01

Armênios..... 826 

Australianos..... 13

Austríacos..... 85.790 (nota nossa: 7o. grupo com mais ocorrência no total) (maior intensidade: década de 1890)

Belgas..... 6.009

Boêmios..... 01

Bolivianos..... 649

Búlgaros..... 291

Canadenses..... 111

Chilenos..... 1.884

Chineses..... 1.689

Colombianos..... 171

Costarriquenhos..... 34

Cubanos..... 194

Dantzig (com passaporte da cidade polonesa quando protetorado da Liga das Nações)..... 170

Dinamarqueses..... 3.087

Dominicanos..... 14

Egípcios..... 645

Espanhóis..... 581.718 (nota nossa: 3o. grupo com mais ocorrência no total) (maior intensidade: década de 1900)

Equatorianos..... 86

Estonianos..... 2.704

Finlandeses..... 370

Franceses..... 32.373

Gregos..... 4.120

Guatemaltecos..... 21

Haitianos..... 06

Holandeses..... 8.200

Hondurenhos..... 01

Húngaros..... 8.555

Indianos..... 301

Ingleses..... 23.745

Iranianos..... 129

Iraquianos..... 10

Italianos..... 1.412.263 (nota nossa: 1o. grupo com mais ocorrência no total) (maior intensidade: década de 1890)

Iugoslavos..... 22.838

Japoneses..... 185.799 (nota nossa: 4o. grupo com mais ocorrência no total) (maior intensidade: década de 1930)

Letões..... 2.209

Libaneses..... 5.174

Liechtensteinenses..... 02

Lituanos..... 28.665

Luxemburgueses..... 245

Marroquinos..... 325

Mexicanos..... 548

Montenegrinos..... 02

Nicaraguenses..... 08

Norte-americanos (estadunidenses)..... 12.661

Noruegueses..... 631

Palestinos..... 677

Panamenses..... 21

Paraguaios..... 971

Peruanos..... 1.325

Poloneses..... 47.765 (nota nossa: 9o. grupo com mais ocorrência no total) (maior intensidade: década de 1930)

Portugueses..... 1.204.394 (nota nossa: 2o. grupo com mais ocorrência no total) (maior intensidade: década de 1900)

Romenos..... 39.113 (nota nossa: 10o. grupo com mais ocorrência no total) (maior intensidade: década de 1920)

Russos..... 108.121 (nota nossa: 6o. grupo com mais ocorrência no total) (maior intensidade: década de 1900)

Salvadorenhos..... 18

Sérvios..... 287

Sírios..... 20.507

Suecos..... 4.947

Tcheco-eslovacos..... 5.071

Transvalianos..... 06

Turcos (turco-otomanos)..... 78.455 (nota nossa: 8o. grupo com mais ocorrência no total) (maior intensidade: década de 1910)

Ucranianos..... 1.381

Uruguaios..... 8.747

Venezuelanos..... 438

Apátridas..... 63







Fonte adaptada: Estrangeiros entrados no Brasil. In: Revista de Imigração & Colonização, Conselho Nacional de Imigração e Colonização, Rio de Janeiro, Ano I, número 4, 1940, pág. 617-644

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Brasileiros versus Nazistas em Uberlândia

 



Graves acontecimentos agitaram, ontem, a cidade mineira de Uberlândia

ELEMENTOS NAZISTAS PROMOVERAM UMA MANIFESTAÇÃO PUBLICA, REGISTRANDO SE UM CONFLITO COM UM GRUPO DE BRASILEIROS - ARRANCADAS DOS MANIFESTANTES AS INSIGNIAS NACIONAL-SOCIALISTAS E RASGADA UMA BANDEIRA "SWASTICA"

S. PAULO, 29 (Meridional) - Informações de Uberlandia, no Estado de Minas Gerais, dizem que aquela cidade viveu, hoje, horas de intensa agitação, em consequencia de uma manifestação nazista, ali realizada por elementos da colonia alemã.

Numerosos alemães, ostentando insignias do nacional-socialismo e uma bandeira "swastica", iniciaram um desfile pelas ruas principais da cidade, muito deles dirigindo motocicletas. Quanto a manifestação germanica passado pelo centro, um grupo de brasileiros entrou a protestar, tendo os manifestantes adotado uma atitude agressiva. Em consequencia disso, os brasileiros uniram-se dando vivas ao Brasil e investiram contra os alemães, tomando lhe a bandeira "swastica", arrancando-lhe os distintivos e outras insignias e dispersando os manifestantes.

Quando a policia interveiu, já não havia mais no local nenhum dos promotores da manifestação nazista e bandeira "swastica" fôra rasgada pelos populares, que haviam dispersado, depois de entoarem o Hino Nacional.

Fonte: O MOMENTO (Caxias do Sul/RS), 04 de Abril de 1938, pág. 02

terça-feira, 14 de junho de 2022

Encontro de quilombos



 - Domingo 10 de Fevereiro, os negros que formão o quilombo, que existe nas montanhas das larangeiras, derão muitos tiros d'espingarda: hum negro que se prendeu nessa noite, e na occasião em que levava huma vacca, que acabava de furtar, o qual tambem era socio do quilombo, disse que os tiros erão em honra da reunião do seu quilombo com outro. Corre que o Sr. Intendente Geral da Policia exigira do Senado da Camara huma lista dos Capitães do Matto, afim de combinar com elles hum ataque geral contra os quilombos, que inspirão bem fundados receios a todos os proprietarios circumvisinhos.

Fonte: O UNIVERSAL (Ouro Preto/MG), 10 de Março de 1828, pág. 04, col. 01-02

domingo, 12 de junho de 2022

O Brasil Independente e a visão nacional sobre os países vizinhos

 



Corria por certo no Rio de Janeiro a sahida do ultimo Correio, que a Republica de Buenos-Ayres tinha declarado guerra ao Imperio do Brasil pela occupação da Provincia Cisplatina, e pertendida Invasão da Provincia de Chiquitos. Custa a crer, que essa insignificante Republica, sempre desolada pelos Indios, e que não consta mais de cento e cincoenta mil almas ouse desafiar o vasto, rico, e poderoso Imperio do Brasil: pagará bem caro sua ousadia!!

He agora tempo de fazer o que há muito se devera ter feito Santa Fé, e Corrientes na Provincia de Entre Rios são pontos militares da maior importancia para a defeza do Imperio do Brasil; mas não basta a occupação destes pontos he preciso mais. Neembuco a margem do Paraguay ao Norte de sua junção com o Paraná he o estaleiro, em que se constroem os Corsarios de Buenos-Ayres: he preciso queimar-se tal espelunca, e na minha opinião toda á banda oriental do Rio Paraguay deve ficar pertencendo ao Imperio, e para esta conquista se devem dirigir as forças do Imperio. Devemo-nos convencer de huma verdade, e he que o Brasil será sempre incommodado por tão máos visinhos, em quanto não tomar estes pontos, e não castigar os Selvagens visinhos a ponto de os fazer perder todas as suas esperanças.

Fonte: O UNIVERSAL (Ouro Preto/MG), 28 de Dezembro de 1825, pág. 288, col. 01-02

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