segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Linchamentos na América do fim do século XIX



"O LYNCHAMENTO

Uma pequena estatistica sobre o lynchamento nos Estados-Unidos, de 1885:

N'esse anno foram lynchados, 148 individuos, em 1886 foram despachados 196. Em 1892 o balanço sóbe a 235, em 1893 a 240 e no anno seguinte os carrascos voluntarios fizeram 166 execuções.

Nove decimos dos assassinados são homens de côr.

O anno passado um pardo foi lynchado por ter escripto um bilhete amoroso a uma senhora branca.

Uma mulher foi morta a pedradas por não ter querido comparecer como testemunha perante um juiz.

O que é mais curioso é que os lynchadores nunca são processados.

Em Clarendon, no mez de abril do anno passado, um pastor negro foi accusado de ter empurrado a mulher de um lavrador.

O pobre ministro foi enforcado a uma arvore e crivado de balas pelos lynchadores.

O pardo pastor morreu do mesmo modo.

O 'São Francisco Chronicle' noticiando esses crimes atrozes, termina assim:

'Pois que?!... Quando os proprios indios selvagens já não dançam em torno de um holocausto humano, ha cidadãos americanos que commettam crueldades horriveis em criminosos e em innocentes!'

A mesma folha dá tambem a noticia de que quatro indios haviam sido amarrados a um moirão, e que depois de untarem-lhes os corpos com petroleo, deitaram-lhes fogo.

O grupo de lynchadores que fazia roda áquella fogueira, dava gritos de alegria.

Uma hora depois do crime ficou verificado que os pobres selvagens eram innocentes do attentado que lhes imputavam os seus algozes."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 22 de Setembro de 1899, pág. 01, col. 02

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Entrudo em Pelotas em 1860



"Entrudo. - Consta-nos que para os dias de entrudo se está organisando um bando de mascaras que executará uma graciosa dança em casas particulares.

Approvamos essa idéa que arrancará a nossa cidade durante os dias de carnaval á sua habitual monotonia."

Fonte: O BRADO DO SUL (Pelotas/RS), 15 de Fevereiro de 1860, pág. 01, col. 01

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

A Lenda da Igreja da Aldeia dos Anjos



"Pelos anos de 1848 a 1850, a igreja de 'Aldeia dos Anjos', hoje Gravataí e então modesto arranchamento de guaranis encontrava-se em constante perigo de ruir, em consequência do afastamento dos Jesuítas e da revolução farroupilha. Em vista disso, o povo resolveu retirar todos os santos e alfaias, cabendo a guarda dos mesmos a diversas pessoas gradas enquanto durasse a reconstrução do templo. Esta foi feita, embora com delongas e a Igreja, reconstruída, é a mesma ainda existente em Gravataí.

Foi a recondução das velhas imagens. Ao findar a cerimônia, alguém deu por falta de uma imagem, a de São Jerônimo, talhada em cedro. Ninguém sabendo explicar a ocorrência, foi aventada e unanimemente aceita a ideia de roubo.

Passados alguns anos, certa noite de um inverno rigoroso, desabou sôbre a povoação uma tempestade violenta, de grandes descargas elétricas. Um raio caiu na igreja, pela cruz, fendeu a fachada até uma das janelas, produzindo sérios estragos no telhado. Uma índia velha, impressionada com o fato, saiu pelas ruas gritando 'Castigo do céu! Castigo do céu! Roubaram o nosso São Jerônimo e enquanto não nos trouxerem de volta o santo roubado a nossa vila sofrerá o castigo do céu!'

Esses gritos da bugra calaram no espírito público e fixaram a lenda de que enquanto a imagem de São Jerônimo não voltasse à igreja da 'Aldeia dos Anjos', Deus não olharia para ela.

A verdade, porém, é que a imagem fora levada para a recém criada Capela de São Jerônimo entre a demolição e a restauração da igreja, com prévia aquiescência do Vigário de Viamão, a cuja jurisdição pertencia, na época, a 'Aldeia dos Anjos'."

Fonte: O PIONEIRO (Caxias do Sul/RS), 05 de Outubro de 1957, 1o. Caderno, pág. 07

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Índio Condá



"Vitorino Condá nasceu nos campos de Guarapava, em 1805, e morreu em sua aldeia nas margens do Rio Chapecó, nos campos de Palmas, em 1870, com 65 anos de idade. Foi cacique da tribo Kaingang, um importante líder indígena, que se notabilizou durante o processo de ocupação das terras indígenas do Oeste catarinense por fazendeiros e autoridades imperiais, principalmente a partir de meados do Século XIX.

A ocupação do território Kaingang causou muita tensão e conflito na região. A frente pastoril de ocupação, apoiada pelas autoridades imperiais, praticava uma verdadeira política de extermínio contra os indígenas, mas ao mesmo tempo procurava aliciar os que eram dóceis e estavam dispostos a colaborar com o processo de ocupação. Assim, a referida ocupação dividiu o povo indígena entre os favoráveis e os contrários a uma aliança com os brancos, que manipulavam as divisões internas dos indígenas para consolidarem a tomada do território. Condá tinha uma grande ascendência sobre os demais caciques e os diversos grupos Kaingang e, como tal, se transformou numa peça-chave do processo de conquista do Oeste, nos Campos de Palmas.

Na realidade, os povos indígenas não tinham muitas alternativas. Podiam fugir de suas terras, abandonando tudo o que era seu, resistir, serem escravizados ou simplesmente eliminados, ou ainda aceitar a ocupação e integrar-se na nova situação, aldeando-se em vilas como queriam os invasores. Na luta de resistência, eram comuns os sequestros tanto de índios como de fazendeiros. Conta-se que, em 1843, Condá foi instado pelo comandante da Polícia em Palmas a ajudar no resgate do tropeiro capitão José de Sá Soutto-Maior das mãos de indígenas que habitavam as proximidades.

Foi nesse contexto de invasão, conflito e extermínio que se destacou o papel do cacique Condá. Como superar o dilema do seu povo de resistir e ser eliminado ou fazer acordo com os invasores e tentar sobreviver? Condá operou nesta trama bastante complexa. Ele atuava mais como peça de uma grande engrenagem, movida por interesses muito poderosos. As múltiplas facetas do papel de Vitorino Condá só são compreensíveis se for levada em conta a correlação de forças entre governantes, povoadores locais e os próprios indígenas. As relações de poder eram muito desiguais e os interesses recíprocos bastante diversos. Os povos indígenas eram o elo mais fraco numa guerra para manter suas terras e salvar suas vidas. Ao governo interessava fortalecer a ocupação de um território de fronteira em disputa com a Argentina e Condá era uma peça chave de permanência brasileira nos Campos de Palmas. Já aos brancos invasores interessava a apropriação das terras indígenas, valendo-se ao mesmo tempo do conhecimento do território e da experiência dos caciques para 'pacificar' índios e fazê-los aceitar a ocupação e a convivência com os invasores.

É nesse contexto que se pode compreender a posição ambígua, controversa e até contraditória de Condá, que oscilava entre a colaboração e a hostilidade, dependendo da situação, muitas vezes até lutando contra seus próprios companheiros indígenas, conforme o jogo de interesses que permeavam as posições de cada parte. O próprio Condá às vezes era tratado pelas autoridades policiais da região como assassino e assaltante e outras vezes como pacificador e colaborador. Segundo algumas versões, Condá teria aceitado a ocupação, colaborando no aldeamento dos indígenas durante o processo de ocupação de suas terras. Para Santos, não resta dúvida que Condá havia aceitado a convivência pacífica com os fazendeiros em Guarapuava. Seu papel colaboracionista ficará marcado no apoio à penetração brasileira nos Campos de Palmas e, em seguida, de Nonoai, no Rio Grande do Sul. No entanto, segundo outras versões, a colaboração de Condá teria sido apenas uma estratégia de sobrevivência, face ao poderio do invasor. Como afirma Mota, a colaboração com os brancos não significava que os índios fossem totalmente submissos e confiáveis.

Enfim, para avaliar o papel do cacique Condá, é preciso levar em conta esse contexto complicado em que estava inserido e a trama de interesses em que fora envolvido pelas autoridades e pelos colonizadores. As atitudes de Condá em geral eram bem-vistas por parte do governo."

Fonte: RADIN, José Carlos. Dicionário histórico-social do Oeste catarinense [livro eletrônico]. Chapecó: Ed. Universidade Federal Fronteira Sul, 2018.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Moradores de Pelotas em 1890


 Distante de ser um recenseamento completo dos moradores de Pelotas no período, nosso esforço foi o de, através de consulta aos jornais da época disponíveis na web, listar o quanto fosse possível de nomes relacionados à cidade, bem como inserindo as informações adjuntas que encontramos. Todavia, na maior parte dos casos, encontramos somente os nomes. De forma geral, quando usamos a denominação "morador" queremos dizer literalmente isso: apenas constatamos que o indivíduo citado viveu em Pelotas, mas não encontramos mais dados sobre sua ocupação, nacionalidade ou outros. A propósito, quando listamos "Fulano de Tal & Fulana de Tal", justamente com o uso do "&" queremos dizer que os indivíduos são casados. Esperamos contribuir de alguma forma para pesquisas genealógicas e historiográficas, mesmo que de modo muito modesto. Obs.: respeitamos a grafia encontrada na época.


Periódicos consultados para este período: A Federação (Porto Alegre/RS); Almanak Litterario e Estatistico do Rio Grande do Sul (Porto Alegre/RS); Gazeta de Noticias (Rio de Janeiro/RJ);

1890

Agostinho Perarchy, morador.

Albano de Oliveira Vieira e Cunha, conferente da Mesa de Rendas do Estado em Pelotas, até Fevereiro de 1890.

Alberto Ferreira Rodrigues, 1o. secretário da União Republicana de Pelotas.

Alberto Roberto Rosa, dono de um comércio de exportação.

Albino Gonçalves Borges Filho, diretor da União Republicana de Pelotas.

Alcides de Mendonça Lima, juiz de órfãos.

Alexandre Cassiano do Nascimento, orador da União Republicana de Pelotas.

Alfredo Gastal, 2o. suplente do subdelegado do 4o. distrito do termo de Pelotas, a partir de Abril de 1890.

Alvaro José Gonçalves Chaves, membro do Partido Republicano; advogado.

Annibal José dos Santos, conferente da Mesa de Rendas do Estado em Pelotas, até Fevereiro de 1890.

Antero Brochado Rodrigues Soares, secretário da Commissão Republicana das vilas de Boqueirão e São Lourenço.

Antonia Cardoso Duarte, moradora.

Antonio Affonso Monteiro, português, comerciante.

Antonio Baptista Pereira, conferente da Mesa de Rendas do Estado em Pelotas, a partir de Fevereiro de 1890.

Antonio Chaves Barcellos, morador.

Antonio de Paula Couto e Cunha, conferente da Mesa de Rendas do Estado em Pelotas, até Fevereiro de 1890.

Antonio Ferreira Ramos, co-proprietário da firma Antonio Ferreira Gomes & Cia. (comércio de fazendas).

Antonio Francisco Ribeiro, 1o. suplente do subdelegado do 4o. distrito do termo de Pelotas, até Abril de 1890.

Antonio Illieu, morador.

Antonio J. Ferreira de Campos, morador.

Antonio Joaquim Dias, jornalista.

Antonio Joaquim R. Maia, morador.

Antonio Manoel de Azevedo Caminha, corretor e vendedor de tropas na Tablada; presidente da União Republicana de Pelotas.

Arthur Toscano, redator do jornal Correio Mercantil.

Augusto Cezar Bandeira, telegrafista.

Barão de Itapitocay, proprietário.

Barão de Santa Thecla, proprietário.

Barão de Santos Abreu, proprietário.

Barão de São Luiz, proprietário.

Benito Maurell, vice-cônsul da Espanha.

Benito Maurell Y Lamas, vice-cônsul do Uruguay.

Benito Porto, morador.

Bento Albino da Costa, vice-cônsul da Bolívia.

Bento Mathias Nunes, 20 anos, negro, preso.

Bernardino de Souza Gonçalves, morador.

Bernardo Taveira Junior, escritor e poeta.

Boaventura da Costa Torres, agente da Associação de Seguro Mútuo contra fogo, do Rio de Janeiro.

Candida Abreu, moradora.

Carlos Alberto de Azevedo, 3o. suplente do subdelegado do 4o. distrito do termo de Pelotas, a partir de Abril de 1890.

Carlos Bandeira Renault, co-proprietário do jornal O Radical; conferente da Mesa de Rendas do Estado em Pelotas, a partir de Fevereiro de 1890.

Carlos Echenique, diretor de contas da União Republicana de Pelotas.

Carlos Ritter, presidente da Commissão Republicana das vilas de Boqueirão e São Lourenço.

Christovão da Silva Maia, tesoureiro da União Republicana de Pelotas.

Damaso Pinto de Araujo Corrêa, morador; pai de Alfredo Pinto Araujo Corrêa, Antonio Pinto Araujo Corrêa e Alberto Pinto Araujo Corrêa, todos residentes em Porto Alegre.

Diogo Simões Gaspar Filho, diretor de contas da União Republicana de Pelotas.

Dionysio Martins, morador.

Domingos Alves Requião, médico, lotado no lazareto da cidade.

Domingos da Silva Pinto, farmacêutico, estabelecido à Rua Sete de Setembro número 42, fabricante do Peitoral de Angico.

E. Acton, vice-cônsul da Itália.

Edmundo Berchon des Essarts, diretor da União Republicana de Pelotas.

Edmundo Gastal, diretor da União Republicana de Pelotas.

Eduardo Pieren & Anna Pretz Pieren, alemães, colonos no Monte Bonito.

Eduwiges Xavier, 20 anos, moradora.

Eleutherio Sebastião de Medeiros, morador.

Fernando Villaça, noticiarista do jornal Nacional.

Francisco de Paula Baptista, conferente da Mesa de Rendas do Estado em Pelotas, a partir de Fevereiro de 1890.

Francisco de Paula Faria, escriturário da Mesa de Rendas do Estado em Pelotas, a partir de Fevereiro de 1890.

Francisco de Paula Gonçalves Moreira, vice-presidente da União Republicana de Pelotas.

Francisco de Paula Pires, co-proprietário do jornal O Radical.

Francisco de Salles Lopes, morador.

Francisco Esteves Pinto, carcereiro da cadeia pública, até Abril de 1890.

Francisco Luiz do Couto, preso.

Francisco Miranda, encarregado da parte comercial do jornal Nacional.

Francisco Nunes de Sousa, presidente da Associação Comercial.

Francisco Rodrigues Pessoa de Mello, juiz de direito da comarca de Pelotas.

Francisco Sattamini, comerciante.

Francisco Vieira Braga, proprietário de prédios no centro da cidade.

Gustavo Brenner, 3o. suplente do subdelegado do 4o. distrito do termo de Pelotas, até Abril de 1890.

Gustavo Konow, sub-agente da cerveja Marca-Porco em Pelotas.

Hermenegilda Francisca dos Santos, 112 anos, proprietária na Serra dos Tapes, no lugar denominado Cascata da Hermenegilda.

Horacio Pereira da Silva, preso.

Ignacio Teixeira Machado, morador.

Israel Xavier, morador.

João Antonio Morales, 4o. suplente do subdelegado do 4o. distrito do termo de Pelotas, até Abril de 1890.

João Augusto de Freitas, conferente da Mesa de Rendas do Estado em Pelotas, até Fevereiro de 1890.

João Aveiro, morador.

João Bernardo Pereira, guarda-livros.

João Cândido da Fontoura, conferente-mór da Mesa de Rendas de Pelotas.

João Chaves Campello, médico.

João Ferreira Netto, morador.

João Gattwald, co-proprietário da firma Rech & Cia. (comércio de ferragens e tintas).

João Jacintho de Mendonça, promotor público da comarca de Pelotas, a apartir de Abril de 1890.

João Pedro Caminha, secretário da Associação Comercial.

João Pinto Bandeira, músico.

João Ramos das Neves, ourives.

João Rodrigues Ribas, capitão da Guarda Nacional.

Joaquim de Sá Araujo Sobrinho, 2o. suplente do subdelegado do 4o. distrito do termo de Pelotas, até Abril de 1890.

Joaquim Evangelista de Negreiros Sayão Lobato, conferente da Mesa de Rendas do Estado em Pelotas, a partir de Fevereiro de 1890.

Joaquim Ferreira Ramos, co-proprietário da firma Antonio Ferreira Gomes & Cia. (comércio de fazendas).

Joaquim Gomes de Almeida, ex-comandante da Guarda da Mesa Geral.

Joaquim Teixeira da Costa Leite, morador.

José Alvares de Souza Soares, farmacêutico, fabricante do Peitoral de Cambará.

José Barbosa de Vasconcellos, 78 anos, tenente-coronel da Guarda Nacional, veterano da Revolução Farroupilha e da Guerra do Paraguay, pai de 15 filhos.

José Barbosa Gonçalves, diretor da União Republicana de Pelotas.

José Benicio de Souza Bastos, preso.

José Cypriano Nunes Vieira, delegado de higiene.

José Fernandes dos Santos, dono de um comércio de molhados por atacado, em sociedade com Manoel da Silva Monteiro na firma Fernandes dos Santos & Cia.

José Fernandes Granja, dono da firma José Fernandes Granja & Cia. (comércio de comissões).

José Francisco Agrifoglio, diretor de contas da União Republicana de Pelotas.

José Gonçalves Chaves, membro do Partido Republicano.

José Hyppolito Oliveira Martins, morador.

José Joaquim Faria, morador.

José Kirchoff, alemão, 35 anos, pai de quatro filhos, três do sexo masculino e um inato, morador na Barbuda, peão de fazenda, casado com Ernesta, 26 anos, alemã.

José Padró, espanhol, dono de uma casa de pasto.

José Pedro da Silva & Alzira America de Abreu, moradores; ela filha de Jacintho José de Abreu.

José Pinto de Madureira, agente da linha lacustre Pelotas-Porto Alegre.

José Raphael Machado & Hortencia Augé Machado, ele, empreiteiro de obras.

José Soares da Silva, vice-presidente da Commissão Republicana das vilas de Boqueirão e São Lourenço.

José Thomaz de Oliveira, soldado reformado da polícia.

Julia Cezar Bezerra Cavalcanti, 18 anos, poetisa; filha de João Nepomuceno Bezerra Cavalcanti.

Julio Soeiro, co-proprietário do jornal O Radical.

Leon Broquá, relojoeiro.

Leonel Salcedo Garcia, 21 anos, morador.

Leopoldo Jouclá, vice-cônsul da França.

Lourenço Henrique Crespo, proprietário de terras nas proximidades do Arroio da Tapera, na Serra dos Tapes.

Lourenço Lahorgue, presidente do Congresso Operario de Pelotas.

Lucio Cincinato Soveral, juiz municipal interino.

Luiz Carlos Bernhardt, diretor da União Republicana de Pelotas.

Luiz da Fontoura Barcellos, escriturário da Mesa de Rendas do Estado em Pelotas, até Fevereiro de 1890.

Luiza Cavalcanti Guimarães, moradora.

M. Bromberg, co-proprietário da firma Rech & Cia. (comércio de ferragens e tintas).

Manoel da Silva Monteiro, dono de um comércio de molhados por atacado, em sociedade com José Fernandes dos Santos na firma Fernandes dos Santos & Cia.

Manoel Gonçalves dos Santos, tesoureiro da Commissão Republicana das vilas de Boqueirão e São Lourenço.

Manoel Henrique Corrêa, 47 anos, & Maria Angelica Corrêa, 37 anos, pais de cinco crianças.

Manoel Marques Ferreira Coelho, morador.

Manoel Raphael Vieira da Cunha, dono de iates.

Marcello Moréau, co-proprietário da firma P. Gamio & Cia. Successores (comércio de couros curtidos e fabrico de selins).

Marcollino José de Souza Sobrinho, conferente da Mesa de Rendas do Estado em Pelotas, até Fevereiro de 1890.

Maria da Luz, moradora.

Maria José Rodrigues Barcellos, moradora.

Mathias Guimarães, noticiarista do jornal Gazeta da Manhã.

Miguel da Silva Mello, preso.

Nicanor dos Santos Abreu, membro da Commissão Republicana das vilas de Boqueirão e São Lourenço.

Nicoláo V. Chaves Barcellos, morador.

Nilo A. Pereira, morador.

Pedro Antonio de Toledo, 1o. suplente do subdelegado do 4o. distrito do termo de Pelotas, a partir de Abril de 1890.

Pedro de Albuquerque Gama, professor da 3a. cadeira do sexo masculino de Pelotas.

Pedro Luiz da Rocha Osorio, morador.

Pedro Soares, telegrafista.

Pedro Urdaniz, co-proprietário da firma P. Gamio & Cia. Successores (comércio de couros curtidos e fabrico de selins).

Randolpho Klaes, conferente da Mesa de Rendas do Estado em Pelotas, a partir de Fevereiro de 1890.

Rocha Junior, médico oftalmologista e o otorrinolaringologista estabelecido com consultório à Rua Félix da Cunha número 129.

Sebastião Planella, 2o. secretário da União Republicana de Pelotas.

Thomaz Teixeira Brasil, diretor da União Republicana de Pelotas.

Tito Chaves Barcellos, morador.

Urbano Wenceslau Gomes de Carvalho, major, delegado de polícia.

Ursula Gonçalves Ferreira, professora pública.

Vicente Teixeira de Souza, morador.

Victor Varella, agente da estação telegráfica.

Visconde da Graça, proprietário.


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