quarta-feira, 10 de julho de 2019

Histórico do Município de Rolante/RS


"A origem do nome Rolante está ligada ao rio que serve de divisa entre os municípios de Rolante e Santo Antônio, por ser este muito impetuoso e violento no período das cheias que levava tudo de roldão.

Os primeiros habitantes, antes da chegada dos portugueses, foram os tupi-guaranis, sendo também possível a existência dos caáguas ou mesmo dos carijós.

Por volta de 1737, foi aberta uma estrada, por Cristóvão Pereira, que partindo de Viamão chegaria a São Paulo. Tal estrada subiria pelo rio Rolante até o rio dos Touros. Deve-se a esta estrada o povoamento primitivo de Rolante.

Em 1860, o governo da província doa, na área de Rolante, sesmarias às famílias Nunes, Gomes e Torquato, dando-se, pode-se assim dizer o passo inicial na formação da vila.

A partir de 1880, começaram a chegar a Rolante grandes grupos de elementos teutos, vindos de São Leopoldo, Taquara e Caí, aventureiros estes que vinham a procura de terras.

Em 1885, foi construída a primeira capela católica da comunidade.

Em 1880 era criada oficialmente pelo governo a Colônia de Rolante, que se destinava a elementos de origem germânica, os quais se estabeleceram e formaram um pequeno povoado.

A 19 de abril de 1909, era criado o distrito de Rolante, sendo o sexto de Santo Antônio da Patrulha.

Em 1930, o padre Jorge Aneken, primeiro superior provincial da zona sul do país, com a ajuda de agricultores construiu um edifício para escola, sendo o prédio doado posteriormente às irmãs de Notre Dame.

Data desta época o movimento emancipacionista, que teve como dirigente principal e batalhador o Cel. João Augusto Linck, que teve como resultado final a Lei no. 2.527 de 15 de dezembro de 1954 que criava o Município de Rolante. Decreto este assinado pelo então Governador Ernesto Dorneles; Theobaldo Neuman, Secretário do Interior e Justiça, e Leonel Brizola, Secretário da Fazenda.

Rolante teve como seu 1o. prefeito o Sr. Hugo Zimmer, que tomou posse no dia 28 de fevereiro de 1995.

POVOAMENTO

O povoamento do hoje município de Rolante iniciou-se a partir da chegada dos imigrantes alemães em 1882.

Também os italianos, estes chegados em 1909, vieram para Boa Esperança para ajudar a construir Rolante.

Ao chegarem estes primeiros imigrantes italianos, encontraram algumas famílias de caboclos, conhecidos como Rodrigues e Souza.

Assim, Rolante, desde os primórdios de sua colonização contou com uma população muito heterogênea, apesar da predominância da origem alemã.

HISTÓRIA

As primeiras referência sobre Rolante são de um caminho aberto por ordem do governador Valdeira, que ligava Rio Grande aos Campos Gerais da Vila de Curitiba e que passava pelas terras de Rolante, oferecendo mais segurança aos tropeiros e encurtando o caminho. Este trajeto foi aberto pelo tropeiro paulista Cristóvão Pereira, visando a interesses comerciais.

Nesta época, Rolante servia apenas como local de pouso.

DADOS GERAIS

Localização: Na Microrregião Colonial da Encosta Inferior do Nordeste.

Área: 304,13 (Urbana 24 - Rural 280,13).

População aproximada: 16.979 habitantes.

Limites: São Francisco de Paula (Norte), Santo Antônio da Patrulha (Sul); Riozinho (leste); Taquara (Oeste).

Distância da Capital: 98 km.

Clima: Como em todo o sul do Brasil, o clima do município é subtropical. Há ocorrência de geadas no inverno. No verão, é comum nos dias de maior calor, chuvas acompanhadas de trovoadas que podem durar poucas horas, podem ser muitas vezes acompanhadas de granizo, que prejudicam as plantações.

PRINCIPAIS PRODUTOS

Industriais: Calçados, esquadrias de madeira, vinho.

Agrícolas: Fumo e hortifrutigranjeiros.

Pecuários: Gado leiteiro."

Fonte: ATLÂNTICO (RS), 01 de Fevereiro de 1999, pág. 06

terça-feira, 9 de julho de 2019

Sociedade León Tolstoi


"SOCIEDADES

Recebemos os seguintes officios:

'Illm. Sr. Redactor d'A Opinião Pública'.

Temos a honra de levar ao conhecimento de V.S., que, em sessão realizada a 24 de Maio p.p., foi fundada, nesta cidade, a 'Sociedade Leon Tolstoi', cujo fim será de proteger, elevar e dar a desejada segurança ao operariado pelotense.

Aproveitamos o ensejo para participar que a 7 do corrente foi eleita e empossada a Directoria que deve reger os destinos sociaes de 1908 a 1909.

Na espectativa de vossa honrosa protecção nos firmamos com apreço de V.S.

Crdos., Amos. e Obros.

Emilio Palombo,
Presidente.

José Avendano Sobrinho,
1o. secretario.

Pelotas, 9 de Junho de 1908.

********

A directoria da 'Leon Tolstoi' e a seguinte:

Presidente - Emilio Palombo.

Vice-presidente - Aro Fantuzzi.

1o. Secretario - José Avendano Sobrinho.

2o. Secretario - Camillo da Costa Ramos.

Thezoureiro - Armando dos Santos Antunes.

Orador - Florindo Alves de Oliveira.

2o. dito - Anastacio G. Filho.

Directores - João de Almeida Pereira, Eugenio Huguet, José Héo, Luiz Viola, Oscar Lima, José Filipini.

Commissão de contas - Alberto Palombo e José Seantabarás."

Fonte: A OPINIÃO PÚBLICA (RS), 12 de Junho de 1908, pág. 01, col. 03

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Sobrenome Fanlo


"Antigo sobrenome aragonês, originário da cidade de Fanlo, no Valle de Vío, província de Huesca, de que os progenitores das famílias assim denominadas levaram a alcunha, segundo o costume frequente na Idade Média. Para García Carraffa, entretanto, o sobrenome era originalmente catalão. Tese também sustentada por Gregorio Garcia Ciprés.

Fanlo é documentado na aldeia de Piedrafita de Jaca, Huesca, pelo menos desde o século XVI. Um dos ramos passou aproximou em 1585 à aldeia de Torla, onde mais tarde ficariam conhecidos como Senhores de Ballarin. Houve levas também, em seguida, a Candasnos, Zaragoza e Pina de Ebro, já no final do século XVII, estendendo depois ao resto de Aragão.

A Casa Fanlo de Pina era descendente de Pedro Fanlo e Pedro de Fanlo y Ferrer, reconhecidos infantes da Tribuna Real de Aragão; o primeiro em 1778 e o segundo em 1799.

Por volta de 1550 nasceu na aldeia de Molinos, Huesca, Francisco Gregório de Fanlo, que morreu em 1620. Gregório de Fanlo destacou-se como poeta e literato.

Rudesindo Fanlo y Laguna, nascido por volta de 1740, em Sandines del Valle de Tena, dedicou-se ao comércio na cidade de Zaragoza, tendo também iniciado uma linhagem ilustre naquele local."

Fonte adaptada: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Egea


"O nome Egea ou Ejea, sendo ambas as formas encontradas na escrita espanhola, é originário de Aragão, cujo solar encontrava-se na aldeia de Ejea de los Caballeros, província de Zaragoza. Por isso, um topônimo. 

Estende-se inicialmente pelas províncias de Teruel, Navarra e País Basco, de onde posteriormente linhagens descendentes migraram para Múrcia, Castela, Extremadura e Andaluzia.

Uma das primeiras menções a este sobrenome aparece no século XIII, com os cavaleiros aragoneses Juan Egea e Pedro Lopez de Egea, que acompanharam o rei Afonso X de Castela, o Sábio na conquista do reino de Múrcia. Ambos passaram a residir em Lorca, onde criaram novas casas fidalgais e tiveram descendentes, alguns dos quais, posteriormente, envolvidos na conquista e no repovoamento da Andaluzia.

Juan Crisostomo de Egea foi membro da Corte Real de Aragão em 1646. Em Navarra, houve uma antiga casa fidalgal da família na aldeia de Sada, o Merindad de Sangüesa, e outras nas aldeias de Ablitas, Monteagudo e Milagro, o Merindad de Tudela, bem como na cidade de Cervera de Aguilar, pertencente à La Rioja.

Da Casa de Egea, na aldeia de Sada, Ginés Egea, migrou em 1605 para a cidade de Vélez-Rubio, em Almería, tendo sido um dos fundadores naquela urbe da Irmandade do Carmo. Seu filho Gabriel foi várias vezes prefeito e capitão do Exército.

A etimologia do nome, conforme Endika de Mogrobejo, significa "lugar onde crescem as samambaias" (helecho em espanhol)."

Fonte adaptada: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Dalmau


"Dalmau é um sobrenome muito antigo da Catalunha, que tinha, entre outros, solares primitivos nas cidades de Barcelona e Tortosa. Em tempos remotos passou a Aragão, Valência e Mallorca - regiões onde construíram novas casas solares.

Bernat Dalmau, natural de Tortosa, acompanhou o rei Jaime I de Aragão em sua conquista do do reino de Valência no século XIII, herdando terras ali - fato atestado no Livro de Distribuição de Valência. Na Catalunha, nos anos 1300 são registrados o cavaleiro Pere Dalmau, que tomou parte nas campanhas militares de 1343 e 1344 no Roussillon, comandadas por Dom Pedro III, o Cerimonioso.

Etimologicamente, conforme estudos do filólogo Don Francesc de Borja Moll, o nome Dalmau vem do latim 'Dalmatius', este um nome de diversos santos nos século III e V."

Fonte adaptada: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Caballero


"Os famosos genealogistas García Caraffa afirmam que havia muitas casas diferentes na Espanha com esse sobrenome, sem qualquer relação entre elas de origem ou parentesco.

Assim, uma família de Caballero, muito antiga e principal, é a que teve sua origem na cidade de Alcañiz, Teruel. Miguel de Salazar e outros autores dizem que ele veio da família Caballieri, da Itália, que migrou para Aragão, estabelecendo-se em Alcañiz e espanholizando seu sobrenome.

Ramos daquela casa foram estendidas às comunidades de Teruel e Albarracín, estabelecendo na localidade de  El Campillo, do distrito judicial de Teruel, e no de Bezas, no distrito de Albarracín.

Da casa de Aragão, Pedro Joaquín Campillo Vicente Caballero, nativo de El Campillo, foi para Valência, como diretor das fábricas reais da cidade. Jerome Caballero e Asensio, natural de Savinan (Zaragoza), formou-se como tenente da cavalaria e cavaleiro da Ordem de Santiago - ingressou em 22 de junho de 1765.

Em relação à origem etimológica e significado do sobrenome Caballero provém do substantivo homônimo espanhol. Contudo, os significados são diferentes, conforme a época histórica: na Idade Média era uma pessoa de nobreza que vinha a pertencer a uma ordem de cavalaria; nos séculos XV e XVI, o nome foi aplicado como sinônimo de fidalgo, sem necessariamente pertencer a uma ordem ou companhia de cavalaria."

Fonte adaptada: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Bailén


"No 'Dicionário de sobrenomes espanhóis', Bailén é um nome raro e registrado principalmente nas províncias de Barcelona, Alicante e Jaen, do topônimo Bailen - povoado famoso pela batalha de mesmo nome acontecida em 1808. Segundo Menéndez Pidal, sua etimologia indica uma derivação do antropônimo latino Valianum.

No Arquivo Militar Geral de Segovia, guardam-se os arquivos pessoais dos seguintes portadores militares com o sobrenome Bailén: Juan Bailén, Cavalaria, 1809, nobre; Juan Bailén, tenente, 1865; José Bailén Baquerizas, Infantaria, 1861; Juan Bailén Martínez, Infantaria, 1839; Pedro Bailén Tolosana, Infantaria, 1794."

Fonte adaptada: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.
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