sexta-feira, 27 de julho de 2018

Significado e origem de sobrenomes alemães - Parte 66 - Topônimos alemães na Polônia


Muitos sobrenomes de origem alemã são toponímicos (isto é, indicam a procedência de um lugar) que estão vinculados à área do antigo Império Alemão (1871-1919). Pois bem, o Império Alemão ou II Reich (de acordo com a historiografia germânica) abarcava territórios que hoje correspondem a vários países da Europa Central e Oriental (além da própria República Federal da Alemanha, hodiernamente), dentre eles a Polônia. Este fato é  importante, pois tanto a Pomerânia, quanto a Prússia Oriental (também um bom pedaço da Prússia Ocidental) - duas importantes províncias do Reich - estavam majoritariamente, em termos territoriais, na terra polonesa da atualidade. Segue uma lista de antigos nomes alemães para lugares na época do Império Alemão e seus correspondentes atuais na Polônia.

1151. Bankwitz, am Zobten, condado de Namslau, Silésia - Bakowice, aldeia no município de Swierczów, voivodia de Opole.
1152. Bankwitz (Burghübel), condado de Breslau, Silésia - Bedkowice, aldeia no município de Sobótka, voivodia da Baixa Silésia.
1153. Banow, condado de Schlawe, Pomerânia - Baniewo, cidade na Pomerânia Ocidental.
1154. Barannen (entre 1938 e 1945 Keipern), condado de Lyck, Prússia Oriental - Barany, aldeia no município de Elk, Vármia-Masúria.
1155. Barannen (entre 1938 e 1945 Barnen), condado de Oletzko/Treuburg, Prússia Oriental - Barany, vila no município de Swietajno, Vármia-Masúria.
1156. Barckow - Barkowo, assentamento no município de Gryfice, Pomerânia Ocidental.
1157. Barenbuch ou Barenbruch, condado de Naugard, Pomerânia - Niedzwiedz, aldeia no município de Kobylanka, Pomerânia Ocidental.
1158. Barenwinkel - Chometówko, assentamento no município de Brzezno, Pomerânia Ocidental.
1159. Bärenwinkel, condado de Johannisburg, Prússia Oriental - Niedzwiedzi Róg, vila no município de Ruciane-Nida, Vármia-Masúria.
1160. Bärfelde, condado de Königsberg (Neumark), Brandemburgo - Smolnica, aldeia no município de Debno, Pomerânia Ocidental.
1161. Barfussdorf, condado de Naugard, Pomerânia - Zólwia Bloc, aldeia no município de Goleniów, Pomerânia Ocidental.
1162. Barkehmen (entre 1938 e 1945 Barkau), condado de Goldap, Prússia Oriental - Barkowo, aldeia no município de Goldap, Vármia-Masúria.
1163. Barm - Bartoszewo, aldeia no município de Police, Pomerânia Ocidental.
1164. Bärndorf, condado de Hirschberg, Baixa Silésia - Gruszków, aldeia no município de Myslakowice, Baixa Silésia.
1165. Barnimskunow, condado de Pyritz, Pomerânia - Barnim, aldeia no município de Warnice, Pomerânia Ocidental.
1166. Barnimslow, condado de Ueckermünde-Randow, Pomerânia - Barnislaw, aldeia no município de Kolbaskowo, Pomerânia Ocidental.
1167. Barranowen (entre 1938 e 1945 Hoverbeck), condado de Sensburg, Prússia Oriental - Baranowo, aldeia no município de Mikolajki, Vármia-Masúria.
1168. Barskewitz, condado de Saatzig, Pomerânia - Barzkowice, aldeia no município de Stargard, Pomerânia Ocidental.
1169. Barten, condado de Rastenburg, Prússia Oriental - Barciany, localidade no município de Ketrzyn, Vármia-Masúria.
1170. Bartenstein, Prússia Oriental - Bartoszyce, cidade na Vármia-Masúria.
1171. Bartikow, condado de Greifenhagen, Pomerânia - Bartkowo, aldeia no município de Gryfino, Pomerânia Ocidental.
1172. Bartin, condado de Kolberg, Pomerânia - Bardy, vila no município de Dygowo, Pomerânia Ocidental.
1173. Bartin, condado de Rummelsburg, Pomerânia - Barcino, vila no município de Kepice, Pomerânia.
1174. Bartkamm, condado de Elbing, Prússia Oriental - Pasieki (local incerto).
1175. Bartken, condado de Oletzko/Treuburg, Prússia Oriental - Bartki, localidade no município de Wieliczki, Vármia-Masúria.
1176. Bartkenhof, condado de Oletzko/Treuburg, Prússia Oriental - Bartkowski Dwór, localidade no município de Wieliczki, Vármia-Masúria.
1177. Bartlin, condado de Schlawe, Pomerânia - Bartolino, vila no município de Malechowo, Pomerânia Ocidental.
1178. Bartlowo (entre 1938 e 1945 Barteln), condado de Sensburg, Prússia Oriental - Bartlewo, aldeia no município de Ruciane-Nida, Vármia-Masúria.
1179. Bartossen (entre 1938 e 1945 Bartendorf), condado de Lyck, Prússia Oriental - Bartosze, aldeia no município de Elk, Vármia-Masúria.
1180. Bartsch-Kulm, condado de Wohlau, Silésia - Chelm, cidade e condado na voivodia de Lublin.
1181. Bärwalde, condado de Königsberg (Neumark), Brandemburgo - Mieszkowice, cidade na Pomerânia Ocidental.
1182. Bärwalde, condado de Neustettin, Pomerânia - Barwice, cidade na Pomerânia Ocidental.
1183. Barzwitz, condado de Schlawe, Pomerânia - Barzowice, aldeia no município de Darlowo, Pomerânia Ocidental.
1184. Basan (entre 1936 e 1945 Wacholdertal), condado de Rosenberg, Alta Silésia - Bazany, aldeia no município de Kluczbork, voivodia de Opole.
1185. Basenthin - Bodzecin, vila no município de Osina, Pomerânia Ocidental.
1186. Bast, condado de Köslin, Pomerânia - Lekno, aldeia no município de Bedzino, Pomerânia Ocidental.
1187. Batow, condado de Soldin, Brandemburgo - Batowo, aldeia no município de Lipiany, Pomerânia Ocidental.
1188. Battin, condado de Belgard, Pomerânia - Batyn, vila no município de Rabino, Pomerânia Ocidental.
1189. Batzlaff, condado de Cammin, Pomerânia - Baczyslaw, aldeia no município de Golczewo, Pomerânia Ocidental.
1190. Batzwitz, condado de Greifenberg, Pomerânia - Baszewice, aldeia no município de Gryfice, Pomerânia Ocidental.
1191. Bauerhufen, condado de Köslin, Pomerânia - Chlopy, vila no município de Mielno, Pomerânia Ocidental.
1192. Bauerwitz, condado de Leobschütz, Silésia - Baborów, cidade na voivodia de Opole.
1193. Baumgarten, condado de Frankenstein, Silésia - Braszowice, vila no município de Zabkowice Slaskie, Baixa Silésia.
1194. Baumgarten, condado de Strehlen, Baixa Silésia - Kojecin, aldeia no município de  Bory, Baixa Silésia.
1195. Baumgarten, condado de Rastenburg, Prússia Oriental - Ogródki, aldeia no município de Barciany, Vármia-Masúria.
1196. Baumgarten, condado de Arnswalde, Brandemburgo - Prokolno, colônia no município de Krzecin, Pomerânia Ocidental.
1197. Baumgarten, condado de Posen - Sady (local incerto, há cerca de 18 topônimos na Polônia).
1198. Baumgarten, condado de Cammin, Pomerânia - Wlodzislaw (local indeterminado).
1199. Bayershöhe, condado de Greifenhagen, Pomerânia - Steklinko, aldeia no município de Gryfino, Pomerânia Ocidental.
1200. Bedlin, condado de Stolp, Pomerânia - Bydlino, aldeia no município de Slupsk, Pomerânia.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Brás Cubas


"Fidalgo português do século XVI, principal fundador da cidade de Santos. Em 1536 recebeu de D. Ana Pimentel, mulher de Martim Afonso de Sousa, uma porção de terra entre a Serra do Cubatão e o mar. Ali construiu um engenho, fez grandes plantações e construiu um porto, que foi a origem da cidade de Santos. No porto edificou sua própria casa, uma capela e um hospital, que inaugurou em 1543, dando-lhe o nome de Santos, à imitação de outro existente em Lisboa (esse hospital viria a ser a primeira Casa de Misericórdia do Brasil e da América do Sul). Com o tempo, o nome do hospital passou à povoação, elevada a vila em 1546. Brás Cubas morreu quase centenário, em 1592."

Fonte: Dicionário Cívico-Histórico Brasileiro, 1980.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Feliz Dia do Colono e do Motorista


Parabéns a estes dois importantes profissionais de nossa sociedade!
Abaixo segue um vídeo com a música "O Colono", do inesquecível Teixeirinha e, após, um vídeo da música "Viajante Solitário" da dupla Cézar & Paulinho.





terça-feira, 24 de julho de 2018

Kahukura & as patupaiarehe


"Antigamente os pescadores usavam linha e anzol, demorando muito tempo para pegar poucos peixes, que às vezes não bastavam para matar a fome de suas famílias.

Um dia um rapaz muito inteligente, chamado Kahukura, deparou-se com uma infinidade de peixes estendidos na praia. 'Foi preciso muita gente para pescar tudo isso...', pensou. No entanto, olhando ao redor, avistou apenas algumas pegadas e, depois de muito refletir, concluiu que só as patupaiarehe, quer dizer, as fadas, podiam realizar tal proeza. 'Mesmo para elas, não deve ter sido fácil...', resmungou, coçando a cabeça.

Disposto a desvendar o mistério, escondeu-se atrás de um tronco seco e esperou. Quando anoiteceu, ouviu uma estranha cantiga:

Puxem a rede! Trabalhem para valer!
Os filhos do mar se debatem
Lutando para não se render!

Kahukura ficou mais perplexo ainda. 'Rede! Filhos do mar? O que significa isso?', perguntou-se, erguendo-se um pouco para ver melhor.

O luar iluminava agora os corpos pálidos das patupaiarehe. Elas puxavam cordas que ondulavam junto a suas canoas e cantavam sem parar, pois eram alegres e naquela noite estavam simplesmente exultantes.

Kahukura, que também tinha a pele clara, esperou as fadas se aproximarem da praia e foi ajudá-las a puxar as primeiras redes, logo seguidas por muitas outras. Passou a noite trabalhando com as pescadoras sem que notassem sua presença.

Faltando pouco tempo para o dia clarear, as patupaiarehe começaram a dividir a pesca. 'Depressa', insistia a líder do grupo. 'Vocês sabem muito bem que precisamos acabar com isso antes de o sol nascer'. Tinha toda a razão, pois pertencem a uma raça de criaturas que simplesmente morrem quanto tocadas pela luz solar.

Kahukura demorou tanto para enfiar sua cota numa fina corda de linho que acabou retardando a partida até o amanhecer. E, pior, na claridade do dia não teve como esconder sua natureza humana.

Apavoradas com sua presença e com a luz natural, as fadas correram para o mar, embarcaram em suas frágeis canoas, que na verdade não passavam de feixes de linho, e desapareceram.

Toda a pesca daquela noite ficou na praia, junto com as preciosas redes. Foi assim que os homens aprenderam a pescar com redes, apanhando muitos peixes numa só jornada, e nunca mais passaram fome."

Fonte: PHILIP, Neil. Volta ao mundo em 52 histórias. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2005, p. 100-101.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Crime na colônia de Pelotas


"Barbaridade

O Diario Popular, de Pelotas, em sua edição de 18, conta que na colonia municipal deu-se sabbado um crime raro pela sua hediondez e perversidade descommunal do criminoso.

<<O colono Fernando Kikel vivia com Elvira Oswald, mãi de duas crianças, uma das quaes contava tres annos de idade.

Há muito que esse individuo dava máus tratos á criança, chegando a inflingir-lhe castigos barbaros.

No sabbado á tarde, Elvira surprehendeu o seu amasio maltratando de uma maneira brutal a infeliz criancinha.

Correu para elle e, com a dor de ver o filhinho já sem sentido, procurou arrebatal-o das mãos possantes do malvado.

Este, num impeto de colera, accendida pela perversidade de sua alma negra, atirou á distancia a pobre criaturinha, e correndo em seguida para ella, que havia cahido sem dar signal de vida comprime-a com as pernas, e, abarcando-lhe o pescoço, num movimento de força tal que a infeliz expirou no meio daquella dolorosissima agonia!!!

Diante daquella dolorosa scena, Elvira Oswald foge para casa de um visinho, a quem cita o hediondo facto do assassinato de seu filhinho.

Correram para casa de Fernando diversas pessoas, mas lá encontraram o cadaver inanimado da criança, estendido no terreno, e o scelerado contemplando aquelle quadro de brutal atrocidade, de inaudita selvageria!

A noticia correu em toda a colonia com a rapidez do raio, e pouco depois enchia-se a casa de Fernando de colonos da visinhança, os quaes, indignados diante do horrivel acto de covardia, tentaram assassinal-o.

O inspector de quarteirão, Frederico Einhardt, impediu o lynchamento de Fernando, conduzindo-o preso para Pelotas.

O criminoso está na cadeia, e ahi aguarda o julgamento da justiça.>>"

Fonte: MINAS GERAIS (MG), 09 de março de 1893, pág. 03, col. 01

domingo, 22 de julho de 2018

Marcílio Dias


"Marinheiro brasileiro (1838-1865). Ingressou em 1855 no Corpo de Imperiais Marinheiros, passando depois a integrar a fragata Constituição; desta foi transferido para o vapor Recife e, deste, para o Paraense, em que percorreu toda a costa brasileira. Marinheiro de 2a. classe em 1862, matriculou-se na Escola Prática de Artilharia, que funcionava a bordo da fragata Constituição. Marinheiro-artilheiro no ano seguinte e marinheiro de 1a. classe em 1864, integrando a tripulação da corveta Parnaíba participou da Campanha do Uruguai (1864-1865), distinguindo-se no Assalto a Paisandu. Já iniciada a Guerra do Paraguai, sob o comando de Barroso participou do Combate do Riachuelo (11 de Junho de 1865), durante o qual foi gravemente ferido: morreu no dia seguinte, aos 27 anos de idade."

Fonte: Dicionário Cívico-Histórico Brasileiro, 1980.

sábado, 21 de julho de 2018

A Quadrilha de Cornelio Amarillo


"Oxalá, não se junte outra quadrilha com o resto que foi dispersado, como é de presumir, pois os bandidos crescem e se juntam em pouco tempo. São como a solitaria, que, ficando a cabeça, em breve tempo teem o mesmo tamanho ou mais do corpo, que foi separado".
(Diario de Pelotas, 25 de julho de 1874)


Reconstituição feita com base nos jornais Diario do Rio de Janeiro (RJ), Diario de Pelotas (RS), O Constitucional (RS) e Correio da Bahia (BA).

Dentro os vários grupos criminosos, associados ao abigeato ou ao saque em propriedade rurais, que abundaram na Campanha Gaúcha no século XIX, uma característica presente é uma espécie de fraternidade internacional na zona de fronteira, com o aparecimento de bandos formados tanto por brasileiros quanto por uruguaios - orientais na acepção da época. Podia-se encontrar maltas deste tipo tanto atacando no Brasil quanto no Uruguay. Algumas tinham origem aqui e agregavam elementos do país vizinho com o passar do tempo, e o contrário também acontecendo, isto é, bandos que se formavam em terras estrangeiras. É crível afirmar que a fronteira uruguaio-sul-rio-grandense era extremamente fluida naquele tempo, aliás, o que não difere muito hodiernamente.

No biênio 1873-1874, uma quadrilha com origem em Taquarembó, Uruguay, assolou a região da fronteira binacional, causando verdadeiro pânico tanto nas cidades orientais quanto nos grandes municípios em extensão territorial de Bagé e Santana do Livramento. Esta quadrilha ficou conhecida como Quadrilha de Cornelio Amarillo. 

O tal Cornelio Amarillo era um mercenário uruguaio, desde cedo conhecido por suas bandidagens, que tinha a seu dispor um grande grupo de criminosos compatriotas, brasileiros, argentinos e até mesmo imigrantes (documenta-se a existência de um espanhol canário no seu bando). Tinham por preferência o ataque a fazendas e estâncias para saque e roubo, e usavam de muita brutalidade nos seus crimes. Não importava se se tratava de mulheres, crianças ou meros escravos domésticos. Eram também desafiadores às autoridades de ambos os países, pois não raro chegavam a cometer atentados contra forças policiais. O próprio Amarillo tentou matar com uma punhalada o comissário de polícia de Taquarembó, Bonifácio Tapudo, em janeiro de 1874. Outro crime de grande repercussão e ousadia foi o latrocínio de Mariano Alavés, rico comerciante estabelecido nas proximidades de Rivera, em maio de 1874. 

Ziguezagueando de um lado e de outro da fronteira, há um detalhe ímpar que explica possivelmente o revés da quadrilha em julho de 1874. Ao atacarem uma propriedade rural em Livramento, o bando foi surpreendido, perdendo tempo suficiente de se escapar da perseguição da polícia, por causa de um cerco de arame.  O fato é que a cerca de arame não era algo comum no Pampa. Nesta época, ela ainda era cara e estava sendo muito gradualmente introduzida. As fazendas e estâncias no Rio Grande do Sul tinham limites marcados desde o século XVIII por meio de valos, monteiros de terra, ou se valendo de barreiras naturais, como córregos, capões de mato ou aglomerações rochosas. Possivelmente, acostumados a andarem e cavalgarem livremente de uma propriedade à outra devido a essas condições, teriam ficados presos com os novos aramados que começavam a principiar nos campos.

Na dita "Coxilha dos Medeiros", onde aconteceu o fato narrado, a circunstância absolutamente nova aos bandoleiros foi o atestado de óbito de muitos deles. Acuados, ficaram confinados entre a polícia e o aramado e, tentando energicamente resistir, foram massacrados. Três sobreviventes, dentre eles o próprio Amarillo conseguiram escapar. Os demais pereceram do grupo de aproximadamente doze indivíduos.

Desde então não se ouviu falar mais de Amarillo em terras brasileiras, porém há registros que ele foi morto numa pendenga particular no próprio Uruguay. Embora solidária na ação de muitos crimes, a bandidagem da época (tal como hoje) era mais leal aos próprios interesses do que a vaga ideia de uma irmandade meliante.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...