sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Histórias Curiosas LVIII

Virada da década de 60 para a década de 70, viviam no Canto Grande (atualmente interior do município de Capão do Leão) o pai, Seu Boaventura, a mãe, Dona Otília, e o filho José Túlio, num rancho à beira da estrada daquela localidade. O Sr. Boaventura era trabalhador rural que vivia de serviços diversos, mas preferencialmente ocupava-se na lida das lavouras de arroz. O filho José Túlio mal cursou até o quarto ano primário, desde cedo acompanhando o pai no trabalho, para complemento de renda da família. A mãe cuidava do rancho e da pequena horta, além da criação doméstica de galinhas.

José Túlio já estava crescido o suficiente para querer ter as próprias escolhas. Uma coisa que lhe fascinava eram os cavalos. Tinha vários amigos que já haviam lhe convidado para trabalhar no trato com os animais. Porém, Seu Boaventura via a aspiração do filho como bobagem e insistia que o mesmo lhe acompanhasse nas lavouras de arroz - ofício que ele considerava mais estável do ponto de vista financeiro. Mas, vai convencer um jovem disso? Mesmo naquela época, o fato gerava tensão entre pai e filho.

José Túlio acabou sendo contratado informalmente por um cabanheiro da região, graças à intervenção de um amigo que também trabalhava lá. Todo empolgado, chegou a avisar a mãe que viria em casa somente a cada quinzena e foi alardear com os amigos o novo emprego. Mas quem disse que o velho Boaventura sabia do trato do filho? E, mais ainda, quem disse que ele concordava?

Boaventura era "bagual" da mais profunda raiz. Filho de pai uruguaio e mãe brasileira, viveu a vida toda na zona rural, mal sabia ler e escrever. Ao mesmo tempo que era leal, dedicado ao trabalho e honesto, era machista, conservador, dono de uma personalidade profundamente rústica. Uma pessoa de seu tempo e contexto, antes de qualquer julgamento. 

Foi na tardinha de sábado, quando Boaventura chegou em casa. Tomou seu chimarrão na cozinha, previamente cevado por Dona Otília. Viu, então, duas trouxas de roupas e apetrechos no canto da minúscula sala interligada à cozinha. Perguntou sobre as trouxas e a coitada da mulher timidamente tentava explicar ao marido a decisão do filho de ir trabalhar numa cabanha:

- Pois é, meu véio. O Tuio pegou serviço lá na cabanha do Guimarães. Ele disse que o dinheiro que dá é bom. Tá indo amanhã para lá.

O Boaventura ficou irritado, nem discutiu com a mulher e aguardou o filho chegar, pronto para lhe dar uma tremenda reprimenda.

O filho chegou e imediatamente é interpelado:

- Ô, Túlio! Que bobagem é essa de trabalhar com o Guimarães? Tem que terminar a safra lá na Granja do Chico. Como é que tu vai largar este serviço para pegar outro? Além disso, quem te disse que eu te autorizei a trabalhar com o Guimarães? Enquanto tu estiveres vivendo debaixo das minhas asas, não quero saber de filho meu trabalhando com cavalo. Esquece essa porcaria!

- Mas, pai, eu tenho o trabalho acertado com o próprio Guimarães. Vai ser melhor. O Ramiro e o Gomes também trabalham lá.

- Não vais e pronto! - retrucou o velho Boaventura.

Entre reprimendas do velho e pedidos de consideração do jovem, a discussão chega a seu auge. Neste instante, o José Túlio comete o pecado de falar uma besteira e lembrar ao pai que ele nunca tinha conseguido nada além do que o rancho em que moravam, ao pretender trabalhar com lavouras de arroz. Imediatamente, um som seco de uma batida muito forte ecoa da salinha para os outros cômodos da casa. Dona Otília, muito apreensiva, corre para ver o que aconteceu. Encontra para sua surpresa e desespero o filho desacordado no chão, após ter recebido um único e decisivo murro do próprio pai.

- Homem ignorante, para quê isso? Matastes nosso filho! Guri, acorda! Acorda, guri!

Boaventura não fala nada e sai da sala em direção à cozinha onde leva a mão em direção à chaleira sobre a chapa do fogão à lenha para seguir o mate que tinha parado por causa da chegada do filho. Indiferente, ele permanece lá, calmo e sereno.

Dona Otília aturdida pede o socorro dos vizinhos. Alguns chegam a considerar que se faça um mutirão para que se leve o José Túlio até um hospital na (até então!) distante cidade de Pelotas. Após o alvoroço, o José Túlio acorda já com um monte de mulheres em volta, algumas já chorosas. O rapaz fica quieto e se recompõe. Naquele noite permanece longe do olhar do pai, escondido no próprio quarto.

No outro dia, José Túlio desfaz as trouxas e confirma com o pai que vai concluir o trabalho na lavoura de arroz. O Boaventura não fala nada. Os dias passam e o José Túlio dá uma desculpa e não vai para o emprego na cabanha.

Pelo menos, naquele momento, o jeito rústico e antigo do pai gerou o efeito. Apesar disto, no próximo verão, finalmente Boaventura permitiu que o filho fosse se instalar na cabanha.

O fato é documento dos costumes de uma época. O curioso é que se pode imaginar que, José Túlio possa em função do murro que tomou do pai, tenha guardado mágoa do velho. Ao contrário. Muitos anos depois, José Túlio, casado e com filhos, velava o corpo do pai e orgulhosamente proclamava a importância das lições que aprendeu com o véio desde a infância.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Nós apoiamos o Plebisul!


No próximo sábado, 07 de Outubro de 2017, nos três estados da região sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, estará acontecendo, entre às 8 e 17 horas, uma consulta informal sobre a possibilidade de separação política dos três estados do restante do Brasil. Em Capão do Leão haverá dois locais de votação: um na Avenida Três de Maio, no bairro Jardim América, no CTG Herança Campeira, e outro na Avenida Narciso Silva 1903, bairro Centro. É necessário levar o título de eleitor.

Queremos expressar que apoiamos plenamente o movimento e sugestionamos a nossos leitores que possam se informar mais a respeito, independente de suas convicções. Importante  também é a participação do maior número possível de eleitores, mesmo daqueles que se posicionam contrários à ideia.

Nossa opinião a favor da formação de um novo país não está relacionada a uma suposta ojeriza a outras regiões do país e seus habitantes. Entendemos, porém, que a ideia de uma nação brasileira falhou em seus propósitos, vivenciamos um centralismo político e econômico asfixiante e uma estrutura pública gigantesca, porém ineficiente. Na verdade, com todo o respeito às opiniões contrárias, acreditamos que também são legítimos outros movimentos de separação da União, como o paulista e o nordestino. Cremos que cada região poderia se auto-gerir e governar melhor em territórios mais compactos, com vocações sócio-econômicas melhor exploradas e com caminhos de desenvolvimento mais particularizados. 

Não consideramos que o sul é o melhor que o restante. Nossos posicionamentos a favor da separação são políticos. Cada região daquilo que chamamos Brasil possui suas riquezas, tanto do ponto de vista econômico quanto cultural. Mas é evidente que o projeto de nação nunca deixou completamente a tendência a uma forte centralização - herança desde os tempos dos colonizadores.

Estaremos lá no sábado votando SIM, mesmo que o movimento seja não-oficial. Esta é nossa opinião sobre o assunto. De qualquer forma, participe!

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Histórias Curiosas LVII


Fonte: NERY, Sebastião. Folclore político, 3. Rio de Janeiro: Record, 1978, p. 49.

"Borges de Medeiros acabava de disputar a presidência do Estado (antes de 1930 não era governador, era presidente) pela quinta vez. Apesar do bico de pena, das atas falsas, da fraude, não dava para ganhar. E o velho oligarca lá no palácio, inabalável como uma coluna romana.

Getúlio Vargas, Flores da Cunha e Osvaldo Aranha sentiram que daquela vez não havia como falsear mais o resultado das urnas, foram em comissão conversar com Borges para convencê-lo a reconhecer a derrota e a aceitar a hora da aposentadoria. Getúlio seria o porta-voz do partido. Chegam lá, cumprimentam-no, sentam-se, Getúlio está inseguro:

- Dr. Borges, estamos aqui numa missão difícil, mas convencidos de que prestando um grande serviço ao Rio Grande e ao país...

- Já sei. Vocês vieram me comunicar que mais uma vez me pesa sobre os ombros a árdua missão de governar o Rio Grande do Sul. Como é um encargo e não apenas um cargo, aceito. Quando é a posse?

Getúlio olhou Osvaldo e Flores, acabou a frase:

- É isso mesmo, Dr. Borges. O Rio Grande se orgulha de ser comandado mais cinco anos pelo seu grande líder. Esta é a vontade do povo.

Borges de Medeiros foi dormir em paz com o Poder e com a vontade do povo. Como um vice-líder da Arena."

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Beerfest - I Festival de Cerveja Artesanal

Ocorre no dia 29 de Outubro, a partir das 10hs da manhã, na Casa Grupelli, no distrito do Quilombo, zona rural de Pelotas, o "Beerfest - I Festival de Cerveja Artesanal". O evento contará com diversas cervejarias da cidade de Pelotas e do Rio Grande do Sul, almoço colonial, atrações musicais e gastronomia variada. Para mais informações acesse a página da promotora do evento no facebook: https://www.facebook.com/yesmulticomunicacao/

domingo, 1 de outubro de 2017

Joaquim Jacintho de Mendonça


Por A. Pôrto Alegre

"Filho de João Jacintho de Mendonça e D. Florinda Luiza da Silva Mendonça. Nasceu nesta cidade (nota nossa: Pelotas) a 20 de maio de 1828. Fêz os estudos preparatórios no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, seguindo para S. Paulo onde bacharelou-se em 1850. Filiou-se ao Partido Conservador, a que pertencia tôda a sua família. 

No ministério presidido pelo Visconde de Rio Branco, foi-lhe oferecida a pasta da Marinha, que não aceitou por insistência da dissidência conservadora, chefiada por Paulino de Souza, Andrade Figueira e outros. Magistrado, administrador, político - de qualquer modo foi êle sempre de uma respeitabilidade enorme. Quando exerceu o lugar de promotor público, a Justiça não teve mais nobre representante; quando governou Sergipe e a sua terra natal, era o bem público a sua única preocupação; na Assembléia Provincial e na Câmara temporária, a sua palavra elegante apadrinhou sempre as causas justas e do interêsse de todos. Sem que excedesse as faculdades potentes de seu saudoso irmão João Jacintho, o Dr, Joaquim Mendonça, entretanto, soube honrar na tribuna política e judiciária o nome do Rio Grande, ilustrando o pôsto em que tantas glórias conquistaram Gaspar Martins, Amaro da Silveira, Félix da Cunha e tantos outros. 

Ao inaugurar-se a situação liberal de 1889, entendeu o Govêrno do país, por iniciativa de Silveira Martins, testemunhar o seu aprêço ao nobre adversário, conferindo-lhe o título de conselheiro. O desgôsto irreparável da perda de sua extremosa espôsa, que era uma digníssima senhora, agravou os antigos padecimentos do rio-grandense ilustre, que no retraimento a que de último se votara, ainda assim passou sempre rodeado de solicitude daqueles que o sabiam prezar pelo muito que apreciavam as jóias de seu caráter e as virtudes de seu coração. Faleceu em Pelotas a 1. de janeiro de 1891."

sábado, 30 de setembro de 2017

Relação dos Trabalhadores da Pedreira do Cerro do Estado, Capão do Leão/RS em 1928

Lista de empregados da Compañia Americana de Construcciones y Pavimentos, S.A.

1. Giorgios A. Deinos, admissão 12-12-1927, nascido em 12-05-1891, Oreus, Província de Enoia, Grécia, filho de Antonio Deinos e Quiriana Deinos, Solteiro, Capataz.

2. Rosa Coralles, admissão 01-02-1928, nascida em 24-06-1910, Pedras Altas/RS, filha de Benjamin Coralles e Anna Avelina Pereira, Solteira, Telephonista.

3. Nahir Coralles, admissão 01-02-1928, nascida em 13-04-1913, Pedras Altas/RS, filha de Benjamin Coralles e Anna Avelina Pereira, Solteira, Telephonista.

4. Luiz Gonçalves Pereira, admissão 15-03-1928, nascido em 20-07-1908, 2o. distrito de Herval/RS, filho de Seraphim Pereira e Corina G. Pereira, Solteiro, Canteiro.

5. Julio Sorteli, admissão 26-12-1927, nascido em 22-04-1899, 4o. districto de Pelotas/RS, filho de Constantino Sorteli e Imilhana dos Santos Sorteli, cazado, Ligador de pedras.

6. Balbino Leivas, admissão N/C, nascido em 30-03-1908, Herval/RS, filho de Zeferino Leivas e Cerafina R. Leivas, Solteiro, Canteiro.

7. Doralicio Bueno, admissão 09-11-1927, nascido em 08-07-1915, Monte Bonito/RS, filho de Manoel Bueno e Maria Preciosa, Solteiro, Rocha do guindaste.

8. Manoel V. Quadrado, admissão 21-12-1927, nascido em 17-08-1913, Capão do Leão/RS, filho de Arielcio Quadrado e Francisca Quadrado, Solteiro, Carregador de ferramentas.

9. Orestes de Lima Silva, admissão 02-01-1928, nascido em 15-03-1905, Capão do Leão/RS, filho de Francisco Pedro da Silva e Amabilia Lima da Silva, Cazado, Canteiro.

10. Algemiro Leivas, admissão 01-07-1926, nascido em 02-12-1902, Herval/RS, filho de Zeferino Leivas e Cerafina B. Leivas, Cazado, Canteiro.

11. Giorgios Psarás, admissão 03-03-1928, nascido em 17-01-1885, Válta Cassándras Hale, Grécia, filho de Atanasios Psarás e Higdalini Psarás, Viúvo, Canteiro.

12. Constantino Asiótis, admissão 03-03-1928, nascido em 19-09-1904, Iráclion Critis, Grécia, filho de Theodoro Asiótis e Alexandra Asiótis, Solteiro, Canteiro.

13. Demetrios Gefos, admissão 17-01-1928, nascido em 23-04-1900, Asarliné, Província Larissa, Grécia, filho de Stergios Gefos e Niratza Gefos, Solteiro, Ferramenteiro.

14. Soterio Vergias, admissão 03-03-1928, nascido em 02-08-1880, Liguidista Província Tripohilia, Grécia, filho de Constantino Vergias e Eugenia Vergias, Cazado, Canteiro.

15. Haralabos Litropoulos, admissão 03-03-1928, nascido em 12-12-1900, Crisavitz Tripoalis, Grécia, filho de Constantino Litropoulos e Thiari Litropoulos, Solteiro, Canteiro.

16. Giorgios Pirgeótis, admissão 03-03-1928, nascido em 18-01-1896, Hautejauz Província Cardístsis, Grécia, filho de Spiros Pirgeótis e Vasilissi Pirgeótis, Cazado, Canteiro.

17. Giorgios Karivalis, admissão 03-03-1928, nascido em 16-01-1881, Tarsan Província Korintha, Grécia, filho de Nicolaos Karivalis e Kalliope Karivalis, Viúvo, Canteiro.

18. (ilegível) Christopoulos, admissão 03-03-1928, nascido em 19-04-1899, Sparta Província Laconia, filho de Apollo Christopoulos e Helena Christopoulos, Cazado, Canteiro.

19. Antonio Lupsiotis, admissão 28-03-1928, nascido em 17-06-1900, Loritza Província Castoria, Macedonia, Grécia, filho de Theodecios Lupsiotis e Jauulla Lupsiostis, Cazado, Canteiro.

20. Basilios Seraparis, admissão 28-03-1928, nascido em 17-05-1898, Loritza Província Castoria, Macedonia, Grécia, filho de Juva Seraparis e Maria Seraparis, Cazado, Canteiro.

21. Constantino Kosquiaris, admissão 28-03-1928, nascido em 09-03-1899, Costriaziou Província Kastoreiza, Grécia, filho de Zisis Kosquiaris e Ecaterini Kosquiaris, Cazado, Solteiro.

22. Themistoclis Siropoulos, admissão 28-03-1928, nascido em 01-03-1904, Basiliká Província Thessalonika, Grécia, filho de Alexandre Siropoulos e Maria Siropoulos, Solteiro, Canteiro.

23. Nicolau Vulos, admissão 28-03-1928, nascido em 01-03-1928, nascido em 01-03-1901, Vratzical Província Castoria, Macedonia, Grécia, filho de Demetrios Vulos e Zuitza Vulos, Cazado, Canteiro.

24. Haralabas Marchileas, admissão 28-03-1928, nascido em 01-01-1893, Petrovizaii Província Laconia, Grécia, filho de Periclis Marchileas e Garifalia Marchileas, Cazado, Canteiro.

25. Panagiotis Marchileas, admissão 27-03-1928, nascido em 01-11-1896, Kardamili Província Laconia, Grécia, filho de Periclis Marchileas e Garifalia Marchileas, Cazado, Canteiro.

26. Demetrios Karpazas, admissão 28-03-1928, nascido em 15-08-1904, Salonica, Grécia, filho de Joan Karpazas e Theodora Karpazas, Solteiro, Ferreiro.

27. Hugo Silva da Cunha, admissão 24-12-1928, nascido em 31-08-1916, Santa Izabel, Arroio Grande/RS, filho de Arcirio G. da Cunha e Manoela S. da Cunha, Solteiro, Escriptorio.

28. Albert Day, Directoria, nascido em 18-08-1878, Brockton, Massachusetts, Estados Unidos da América, Cazado.

29. (ilegível) Habekorn, Engenharia da Expedicção, nascido em 13-08-1874, New Paltz, Nova York, Estados Unidos da América, Cazado.

30. Paul Francis Spencer, Directoria, nascido em 18-08-1881, Providence, Rhode Island, Estados Unidos da América, Cazado.

31. Ioannis Anastassakis, admissão 14-04-1928, N/C, N/C, N/C, Província Macedonia, Grécia, N/C.

32. Apollo Maropiz, admissão 14-04-1928, N/C, N/C, N/C, Província Macedonia, Grécia, Canteiro.

33. Paulo Tavoularis, admissão 14-04-1928, N/C, N/C, N/C, Província Macedonia, Grécia, Canteiro.

34. Stefanos Vecris, admissão 14-04-1928, N/C, N/C, N/C, Província Macedonia, Grécia, Canteiro.

35. Leonides Antolis, admissão 14-04-1928, N/C, N/C, N/C, Província Laconia, Grécia, Foguista.

36. Felipe Karisotis, admissão 14-04-1928, N/C, N/C, N/C, Província Macedonia, Grécia, Canteiro.

37. Antonio Psilatis, admissão 14-04-1928, N/C, N/C, N/C, Província Kalcis, Grécia, Ferreiro.

38. Cassios Xantis, admissão 14-04-1928, N/C, N/C, N/C, Província Macedonia, Grécia, Canteiro.

39. Sokratis Manos, admissão 14-04-1928, N/C, N/C, N/C, Província Macedonia, Grécia, Canteiro.

40. Antonio Maroulis, admissão 14-04-1928, N/C, N/C, N/C, Província Macedonia, Grécia, Canteiro.

41. Juan Jose Fuentes, Estafeta, nascido em 12-11-1902, Buenos Aires, Argentina, Cazado.

42. Mark Smith, Directoria, nascido em 01-08-1880, New Jersey, New Jersey, Estados Unidos da América, Cazado.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Um castigo aos escravos em Pelotas

Trecho extraído de: BENTO, Cláudio Moreira. O negro e descendentes na sociedade do Rio Grande do Sul (1635-1975). Porto Alegre: Grafosul, Instituto Estadual do Livro, 1976, p. 267.

"O autor (Michael G. Mulhall - nota nossa) ao parar numa estalagem distante cerca de 2 léguas de Pelotas, na encruzilhada para Jaguarão e Canguçu, observou o seguinte:

'Pouco depois de deixarmos a estalagem, começamos a sentir o calor do sol e fiquei com pena de alguns negros que, com pequenos cestos na cabeça, dirigem-se penosamente à cidade.

Fiquei sabendo que este era um dos castigos que seus amos davam, por alguma falta cometida, ao invés de surrá-los.

Como eles não se importam com o sol, a única dificuldade era a de terem de caminhar 10 milhas em cada sentido para buscar, digamos, uma libra de açúcar ou um jornal.

Estes escravos não raro escapam pela fronteira com a Banda Oriental (Uruguai) e voltam 2 anos depois, porque, passado esse período, nenhum amo pode reclamá-los."


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