História, Genealogia, Opinião, Onomástica e Curiosidades.Capão do Leão/RS. Para informações ou colaborações com o blog: joaquimdias.1980@gmail.com
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terça-feira, 1 de setembro de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Eucalipto "Assombrado" no Cerro da Buena, Morro Redondo

Interior do enorme eucalipto encontrado tombado na propriedade do Sr. Felipe Klufa, Cerro da Buena, Morro Redondo. Segundo contam ali aparecia à noite uma "Noiva de Branco" que assustava os passantes, outros asseguram que era o "Mboi-Tatá". Ainda há a história que o enorme buraco na base do eucalipto serviu como local de esconderijo de ouro e, à noite, seria possível observar a luminiscência provaocada pelo metal. Data da visita: 27-08-2009
Inscrições em Pedra do Cerro da Buena, Morro Redondo
Coração ou figura campaniforme
Seta triangular na pedra
No dia 27 de Agosto, eu, o Sr. Gilmar Maciel e nosso condutor, o Sr. José Pereira Maciel, visitamos na localidade de Cerro da Buena, no vizinho município de Morro Redondo, a propriedade do Sr. Arlindo Neves - local cujos relatos nos indicavam a existência de inscrições em pedra de origem desconhecida. Além de fotografármos o local, não conseguimos muitas informações a respeito das inscrições. O que deveras nos chamou a atenção é a seta triangular encontrada num dos lados da rocha. Nota importante é que: o local onde se localiza a Pedra com as inscrições não está situada a beira de nenhum caminho, sendo isolado no meio de um campo próximo ao vale de uma sanga que separa as localidades de Cerro da Buena (Morro Redondo) e Passo do Vieira (Cerrito). O proprietário nos indagou o porquê de nossa visita, pois comenta que já houveram outras pessoas lá, sem sua autorização, só quem sem interesse "cientifíco" propriament dito. Muitos acreditam que existam um tesouro em ouro no lugar. A seta, portanto, poderia indicar o local onde estaria enterrado o tal "tesouro". Entretanto, saliento que isto é suposição popular baseada em folclore do lugar.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Novas informações vem por aí...
Uma das maiores dificuldades da pesquisa é encontrarmos informações isoladas. Duas coisas se colocam diante de nossos olhos: a necessidade de comprovar a informação e dar-lhe fundamento; o desejo de encaixá-la numa narrativa coerente e plausível. Pois digo que nestes quase sete anos de pesquisa sobre a História do Capão do Leão, isto não tem sido fácil. É bem provável que muita coisa que tenha afirmado ou postado neste blog esteja seguramente distorcida ou insuficiente. Porém, seguimos pesquisando, tentando aprimorar o trabalho. O caso é que, tanto eu, quanto o Arthur Victória (http://capaodoleao.blogspot.com )ou o Bruno Faria (estudante de jornalismo de SC), que somos "curiosos" pelo Capão do Leão, nos defrontamos muito com isto. Afinal, estamos cavando num terreno praticamente virgem, onde abunda uma tradição oral complexa e diversificada, porém rareia uma bibliografia específica (fora o livro de Sylvio Dall'Agnol, não conheço mais nada... quem sabe a Magda Costa...), embora exista lugares e fontes de pesquisa, o pesquisador tem que tirar "leite de pedra". Achar informações onde, comumente, não se espera achar. Por isso, o conhecimento sobre a História do Capão do Leão está sendo construído, não pronto e sistematizado como o da cidade-mãe Pelotas, onde atualmente o que ocorre é o aprofundamento dos temas que já são conhecidos.
O que digo neste momento é que, em alguns aspectos, estou adquirindo novas informações e pretendo, muito em breve, socializar estas informações no blog. Aguardem!
Agradeço a todos que colaboram com informações, sugestões e críticas.
sábado, 27 de junho de 2009
João Alfredo Cazaubon
Terei prazer em fornecer as informações que possuo. Não tenho documentos ...vou tentar conseguir com primos e lhe enviar cópias. Tenho algumas fotos que ,oportunamente, lhe enviarei...não são muitas.
A chácara ocupava a área do atual loteamento e serviu para descanso,de meus avós, enquanto ele ainda trabalhava,depois moraram alguns anos ...até se transferirem,novamente para Rio Grande.
Quando Ele comprou a chácara quem ocupou (mais ou menos de 1944 a1954) forem meus pais com seus três filhos. Fui moradora por 10 anos. Sou Cazaubon por parte de mãe, e Arrieche por parte de pai.
Creio que o senhor deve ser bem jóvem, mas o pessoal antigo deve lembrar do Velho Gazaubon que era chefe do Trem que carregava pedra do Cerro para os Molhes da Barra e em Rio Grande, duas vezes por semana.
Vou viajar, após-o almoço e volto na próxima semana.
Não quis deixá-lo sem resposta, mas hoje estou com pouco tempo.
Até a próxima
Marisa
Mensagem da Sra. Marisa Arrieche, neta de João Francisco Cazaubon
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Breve Histórico do Capão do Leão
A localidade remonta a meados do século XVIII e surgiu, muito provavelmente, após o Tratado de Santo Ildefonso (1777), quando foram redefinidas as fronteiras do sul do Brasil e a Vila de Rio Grande retornou à posse lusa. A partir de então, se iniciou o processo de concessão de terras (sesmarias) na região. Nesta época, antes do fim do século, a área atual de Capão do Leão era conhecida como Serranías del Pabón ou Serranias do Pavão, fazendo parte do distrito de Cerro Pelado, ligado à Comandância Militar de Rio Grande, e compreendia cinco principais sesmarias: Pavão (que pertenceu ao Brigadeiro Rafael Pinto Bandeira), São Thomé, Sant’Anna, das Pedras e do Padre Doutor. Nesta última foi erigido o Oratório de N.S. da Conceição – 1o. templo religioso da região, datado aproximadamente de 1790. Foi também na sesmaria do Padre Doutor (cujo nome era Pedro Pereira Fernandes de Mesquita) que viveu seu mais famoso sobrinho nos anos de sua infância e adolescência: o Jorn. Hipólito José da Costa – Patrono da Imprensa Brasileira. Outros sobrinhos do Pe. Doutor que viveram na estância e tiveram o tio como preceptor de estudos foram: Pe. Felício da Costa Pereira, um dos fundadores de Pelotas; e Saturnino da Costa Pereira, político influente durante o Império e que chegou à presidência da Província do Mato Grosso.
A primeira menção ao nome atual – Capão do Leão – aparece em 1809 e durante a maior parte do século XIX a localidade vai ser uma espécie de ponto de parada e descanso no caminho percorrido pelos tropeiros que traziam gado da Campanha Gaúcha até o núcleo charqueador de Pelotas. O oficial alemão Carl Seidler, em sua obra Dez Anos no Brasil , descreve sua estada em Capão do Leão em 1829, relatando alguns pormenores. Outros relatos aparecem em cartas da época farroupilha, inclusive, um registro de batalha campal no outono de 1836.
Em 1851, houve o princípio da colonização européia não-portuguesa na região e, na área de Capão do Leão, foi criada a Colônia Dom Pedro II – que recebera 300 colonos irlandeses. Apesar de não ter logrado êxito (não durou trinta anos), algumas das famílias permaneceram na localidade, o que pode ser verificado pelos sobrenomes de descendentes.
Após 188, com a instalação da ferrovia Rio Grande-Bagé, que justamente passa por Capão do Leão, a localidade vai tomar certo impulso rumo a uma crescente urbanização. A construção da Estação Ferroviária (1884) vai favorecer que o comércio de serviços e consumo desenvolva-se em torno da mesma. Além disso, a facilidade da ferrovia permitirá que Capão do Leão transforme-se em estação de veraneio para a elite de Pelotas. Excursões de trem, bailes e concertos ao ar livre e piqueniques ao redor de elegantes vivendas e solares de inspiração européia passaram a ser constantes. Os maiores símbolos da suntuosidade desta época romântica são as visitas: da Princesa Isabel e do Conde D’Eu em fevereiro de 1885; do poeta Olavo Bilac em 1916. Em 1893, a importância política e econômica do Capão do Leão já evidente, o converteu à condição de distrito de Pelotas.
No início do século XX, a fruticultura de clima temperado será outra atividade econômica de destaque e fator de progresso e crescimento à vila. Processo que tomou mais intensidade ainda com a instalação da Compagnie Française du Port du R.G.S., em 1909. Esta empresa explorou o granito existente nas pedreiras leonenses até 1914, com a finalidade da construção dos Molhes da Barra do Porto de Rio Grande. Logo após a saída da companhia francesa, as pedreiras do Cerro do Estado passaram a ser exploradas por uma companhia norte-americana, até serem emcampadas definitivamente pelo Estado do R.G.S. Não por acaso, o bloco de granito existente em Capão do Leão, com cerca de 4km de extensão é considerado o 2o. maior do planeta.
O tripé veraneio/fruticultura/pedras sustentou o desenvolvimento da Vila do Capão do Leão até aproximadamente a década de 1950. Desde então, a proximidade com o pólo regional de Pelotas converteu o lugar em foco de atração de migrantes. Novas áreas urbanas (Jardim América, Parque Fragata, etc.) foram sendo criadas e houve significativo acréscimo populacional. No campo econômico, o arroz, a soja, a pecuária leiteira e os frigoríficos despontaram como protagonistas, embora a atividade mineradora ainda permanecera importante. Em 1963, ocorreu a 1a. tentativa de emancipação do Capão do Leão, que fora fracassada. Somente em 1982, em novo processo emancipatório, surgia o município de Capão do Leão, separando-se de Pelotas.
Prefeitos:
· Elberto Madruga (1983-1985) – obs.: faleceu antes de completar o mandato.
· Getúlio Teixeira Victória (1985-1988) – obs.: vice-prefeito que assumiu após a morte de Madruga.
· Manoel Nei Neves (1989-1992)
· Getúlio Teixeira Victória (1993-1996)
· Manoel Nei Neves (1997-2000)
· Vilmar Motta Schmitt (2001-2004; 2005-2008)
· João Serafim Quevedo (atual)
Artigo originalmente publicado na edição 144 do Jornal Tradição, em maio de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
Igreja do Salvador em Rio Grande
O terreno onde hoje está localizada a Igreja do Salvador, foi negociado em 28 de março de 1899, ao preço de 1 conto, seiscentos e setenta mil réis, medindo 29,40 metros pela rua General Vitorino e 42,24 metros, pela General Neto. Então, neste solo arenoso foram colocadas pedras sobre pedras até a total edificação do templo, que durou dois anos, sendo esse material trazido do Capão do Leão. As janelas de ferro galvanizado, foram confeccionadas na Inglaterra; os caibros e madeiramentos de louro, assim como o vigamento em angico e grapiapunha, vieram de Santa Maria. A iluminação, que na época era a gás, estava distribuída em 22 arandelas. Os vitrais que embelezam de maneira especial as aberturas do templo, foram doados por tradicionais famílias dessa igreja e confeccionados na Alemanha. Além disso, um grande painel encenando "Cristo sobre as águas" é de azulejo português.A inauguração da Igreja do Salvador ocorreu em 8 de agosto de 1901, tendo ela estilo gótico lembrando uma cruz latina. Um patrimônio histórico, cultural e religioso que em 2007 comemorou duas datas significativas: 116 anos da chegada dos primeiros missionários americanos a cidade do Rio Grande e 106 de fundação de seu templo.O atual pároco da Igreja do Salvador é o reverendo Edson Mattos da Rosa, um engenheiro agrônomo que abriu mão de sua profissão, em favor do trabalho evangélico junto a Igreja Episcopal Anglicana. Ele descende de uma tradicional família dessa confissão religiosa, a contar de seu bisavô. Um teólogo comprometido com a fé cristã e amor ao próximo.
Fonte de Pesquisa - A Igreja Militante - reverendo Nataniel Duval da Silva.
Fonte de Pesquisa - A Igreja Militante - reverendo Nataniel Duval da Silva.
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