domingo, 11 de junho de 2023

A Quadrilha de Gualeguaychú

 



PERVERSIDADE!

El Nacional, folha de Gualeguaychú, publica a seguinte noticia sobre uma quadrilha de bandidos que recreava-se a assassinar creanças:

"A policia descobrio, finalmente, os malvados que traziam assustada a população, dando tiros a deshoras, e se disfarçando em almas do outro mundo, para assustarem e assim exercer mais livremente a sua hedionda e perversa industria.

Era uma companhia de malvados que se apoderavam das creanças que encontravam pelas ruas a deshoras, as quaes, depois de as matarem cortando em póstas, faziam de sua carne uma especie de paté-de-foie-gras, que era saboreado nos restaurants de Buenos-Aires e Montevidéo, com um apetite verdadeiramente sardanapalico, pelo mundo elegante das duas grandes capitaes.

A policia deu caça a cinco d'estes monstros humanos, logrando escaparem-se alguns que, não escramentados com a sorte de seus companheiros, seguiram, segundo consta, para o Alto-Uruguay, onde irão exercer talvez a sua horrivel, mas ao que parece lucrativa industria".

Foram expedidos telegrammas para diversos pontos, prevenindo as autoridades do succedido.

Sabe-se que as almas do outro mundo, ou por outra, os ladrões de creanças, antes de darem cabo de suas presas, procediam a um rigoroso exame, regeitando as creanças que não eram sadias e gorduchas.

A mercadoria regeitada era outra vez largada nas ruas, sem ter-lhes succedido mal algum.

N'isto ao menos eram de conciencia!

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 10 de Setembro de 1884, pág. 02, col. 01


sábado, 10 de junho de 2023

V Festival Nacional de Teatro de Estudantes

 



Data: 27 de Janeiro a 6 de Fevereiro de 1968

Local: Rio de Janeiro, Guanabara

Espaços: Sala Cecília Meireles, Auditório da MABE (Moderna Associação Brasileira de Ensino), Teatro Nacional de Comédia, Teatro da República, Teatro João Caetano, Teatro Gil Vicente

Promotores: Departamento Nacional de Educação, Serviço Nacional de Teatro, Secretaria de Turismo de Guanabara, Secretaria de Educação da Guanabara, Museu de Imagem e do Som, Fundação João Pinheiro Filho (ALDEIA), Departamento Estadual de Cultura da Guanabara

Eventos concomitantes: Ato de abertura oficial, Apresentação especial no Jardim do Itamarati, Exposição de cartazes, programas, cenários e fotografias dos grupos participantes na Escola Nacional de Belas Artes, Desfile dos estudantes dos grupos de teatro participantes pelas ruas da cidade em carros abertos na Avenida Rio Branco, Apresentação especial nos Jardins do Palácio Guanabara, apresentações de peças de teatro em escolas públicas das regiões administrativas de Campo Grande e Ilha do Governador, Curso do Conservatório Nacional de Teatro

Júri:

Conjuntos participantes: Teatro da Universidade do Pará, Teatro da Universidade do Ceará, Teatro do Estudante de Teresina, Grupo Estudantil dos Amadores Unidos do Rio Grande do Norte, Teatro do Estudante de Mossoró, Teatro de Arena do Estudante da Paraíba, Escola de Arte Dramática do Teatro Santa Rosa (João Pessoa/PB), Teatro da Universidade Católica de Pernambuco, Teatro da Universidade de Pernambuco, Grupo Construção (Recife/PE), Teatro Universitário de Minas Gerais, Teatro do Colégio Estadual de Pernambuco, Teatro da Criança de Pernambuco, Curso de Teatro da Universidade da Escola de Belas Artes de Pernambuco, Os Dionísios (Alagoas), Teatro da Cultura Artística de Sergipe, Escola de Teatro da Universidade da Bahia, Teatro Experimental da Universidade da Guanabara, Escola de Teatro do Ginásio Português (Rio de Janeiro, Guanabara), Grupo “A Verdade” (Guanabara), Teatro Vicente de Carvalho (Santos/SP), Teatro Experimental de Mogi das Cruzes, Teatro do Estudante de Campinas, Teatro da Sede Sapientiae (São Paulo/SP), Curso de Arte Dramática da Universidade do Rio Grande do Sul, Teatro da Universidade Católica de São Paulo, Teatro dos Gatos Pelados (Pelotas/RS), Teatro da Faculdade de Filosofia (São Leopoldo/RS), Clube de Cultura de Porto Alegre, Teatro do Estudante de Brasília, Teatro do Estudante de Petrópolis, Teatro do Estudante Português (Rio de Janeiro, Guanabara, Teatro Universitário do Amazonas, Teatro da Universidade do Maranhão, Teatro Estudantil Banoite, Teatro do Grêmio Santa Ângela de Médicis (Salvador/BA), Teatro do Estudante do Paraná, Grupo Presença (Santa Maria/RS), Teatro do MABE (Guanabara), Escola de Arte Dramática de São Paulo

Premiações:

Melhor espetáculo – Teatro do Estudante de Brasília por Cristo versus Bomba (texto de Silvia Orthof)

Melhor Ator – Teatro do Estudante de Brasília

Melhor Atriz – Teatro do Estudante de Brasília

Melhor peça musical – Teatro dos Gatos Pelados

sexta-feira, 9 de junho de 2023

IV Festival Nacional de Teatro de Estudantes

 



Data: 13 a 20 de Janeiro de 1962

Local: Porto Alegre, Rio Grande do Sul

Espaços: Teatro São Pedro, Auditório do Instituto de Belas Artes, Auditório do Sindicato dos Metalúrgicos

Promotores: Ministério da Educação e Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Serviço Nacional de Teatro, Campanha de Assistência ao Estudante, Divisão de Educação Extra-Escolar do Ministério da Educação e Cultura, conferências diversas sobre teatro

Eventos concomitantes: Ato oficial de abertura no Palácio Piratini (sede do governo estadual), Exposição da Faculdade de Arquitetura da Universidade do RGS com o tema Maquettes para um teatro para arrabalde, Exposição de cartazes e fotografias dos conjuntos participantes, Congresso de Teatros e Estudantes

Júri: Joracy Camargo (Associação Brasileira de Autores Teatrais), Josué Montelo (Academia Brasileira de Letras), Álvaro Moreira (Academia Brasileira de Letras), Hermilo Borba Filho (Teatro Popular do Nordeste), Luiz Peixoto (Escola Dramática Martins Pena), Valdemar de Oliveira (Teatro de Amadores de Pernambuco), Eneida Dinah Silveira de Queiroz, Lúcia Benedetti, Orlanda Carlos Magno, José Maria Monteiro, Geraldo Queiroz, Aldo Obino, Glauce Rocha, Lucy Bloch, Valmir Ayala, José Maria Monteiro, Sálvio de Oliveira, Almir Azevedo, Ziembinsky, Patrícia Galvão, Manoel Silveira e Sábato Magaldi

Conjuntos participantes: Grupo de Teatro da Biblioteca Israelita Scholem Aleichem, Teatro do Estudante do Amazonas, Norte Teatro Escola do Pará, Teatro Escola do Ceará, Teatro Universitário do Ceará, Teatro do Estudante de Mossoró, Teatro do Estudante da Paraíba, Teatro Universitário de Sergipe, Teatro do Estudante da Bahia, Teatro Universitário de Pernambuco, Curso de Arte Dramática da Universidade de Pernambuco, Teatro Adolescente de Recife, Teatro Universitário do Espírito Santo, Teatro Universitário Fluminense, Teatro da Faculdade de Direito de Sorocaba, Teatro Experimental de Comédia da Faculdade de Filosofia de Araraquara, Teatro do Estudante de Campinas, Teatro Estudantil de Vanguarda de Santos, Teatro do Centro Acadêmico Alexandre de Gusmão (Santos/SP), Teatro do Grêmio Horácio Lane (Universidade Mackenzie, São Paulo), Teatro do Grêmio Politécnico de São Paulo, Teatro do Estudante do Paraná, Teatro Universitário de Santa Catarina, Agremiação Goiana de Teatro, Curso de Arte Dramática da Universidade do Rio Grande do Sul, Teatro Universitário de Porto Alegre, Teatro do Estudante de Santa Maria/RS, Teatro Experimental Israelita de Pernambuco

Premiações:

Melhor espetáculo – Teatro Universitário de Pernambuco por Uma girafa para Inocêncio

Melhor direção – Teatro Universitário de Pernambuco por Uma girafa para Inocêncio

Grupo que mais trabalhou – Teatro Universitário de Pernambuco por Uma girafa para Inocêncio

Melhor atriz – Maria José Melo (Teatro do Estudante de Mossoró)

quinta-feira, 8 de junho de 2023

Sobrenome Rauen



 O mais provável é que RAUEN (que no alemão moderno significo "áspero, aspereza") corresponda ao antigo ofício medieval de cardadeiro. O que vem a ser essa profissão? Um artesão têxtil que amaciava os tecidos mediante um processo de "arranhamento" (estou sendo bem simplificado, para melhor entendimento). Era um processo usado em tecidos de lã e algodão. Neste link há uma ilustração com dois "RAUEN" medievais: https://de.wikipedia.org/wiki/Datei:Mendel_II_080_r.jpg


Agora, RAUEN pode tanto se referir a este tipo de artesão, como um artesão que trabalha com camurça (material).

Segue a bibliografia que encontrei estes dados: SAUER, Ludwig. Mittelalterliches und Onomastisches Handwerk der deutschen Sprache. Berlim, 2001.

Por último: RAUEN pode também ser apenas um sobrenome toponímico relacionado à aldeia de Rauen, município de Spreenhagen, distrito de Oder-Spree, Brandemburgo, Alemanha. Segue o link: https://de.wikipedia.org/wiki/Rauen

quarta-feira, 7 de junho de 2023

III Festival Nacional de Teatro de Estudantes



 Data: 12 a 19 de Julho de 1960; 27 e 28 de Julho de 1960 (Fase Final)

Local: Brasília, Distrito Federal; Niterói, Rio de Janeiro (Fase Final)

Espaços: Teatro de Brasília, Auditório da Rádio Nacional, Escola Parque, Galpão da Escola Média, Praça dos Três Poderes

Promotores: Gabinete Civil da Presidência da República, Departamento Nacional de Educação de Adultos, Campanha de Assistência ao Estudante do Ministério da Educação, Divisão de Educação Extra-Escolar do Ministério da Educação

Eventos concomitantes: Houve etapas regionais antes da etapa final em sete estados brasileiros, Espetáculo Um Ballo in Maschera no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Ato Inaugural do festival no Palácio do Planalto com o presidente Juscelino Kubitschek, Cerimônia de Entrega da Medalha Arthur Azevedo, Apresentação da Banda Sinfônica Ítalo-Brasileira (no Rio de Janeiro)

Júri: Gianni Ratto, Ziembinski, Geraldo Queiroz, Paschoal Carlos Magno, Carlos Diegues, Rubens Rocha, Romão Lima e José Salvador Julianelli

Conjuntos participantes: Grupo de Estudantes da Guanabara, Centro de Estudantes de Santos, Teatro Universitário de Pernambuco, Teatro Universitário da Bahia, Teatro Universitário de Belo Horizonte, Teatro Universitário da UEE de Porto Alegre, Teatro Universitário do Ceará, Escola de Arte Dramática de São Paulo, Teatro Universitário de Mato Grosso, Teatro Estudantil de Vanguarda, Teatro Universitário de Portugal (convidado, fora de competição), Grupo Teatral de Estudantes de Juiz de Fora, Casa dos Artistas (Rio de Janeiro), União Metropolitana dos Estudantes (Rio de Janeiro), Agremiação Goiana de Teatro, Grupo Horácio Lane (Universidade Mackenzie, São Paulo), Teatro Universitário de Campinas, Teatro Universitário de Santa Catarina, Curso de Arte Dramática de Minas Gerais, Norte Teatro Escola do Pará, Teatro do Estudante do Maranhão, Teatro dos Estudantes Israelistas de Pernambuco, Teatro Infantil de Recife, Teatro do Adolescente de Recife, Teatro do Estudante da Paraíba, Teatro Universitário de Alagoas, Escola de Arte Dramática da Bahia, Grupo Teatral Universitário de Sergipe, Curso de Arte Dramática da Universidade do Rio Grande do Sul, Teatro do Estudante do Paraná, Grêmio Politécnico da Universidade da Universidade de São Paulo, Teatro Experimental de Comédia de Araraquara, Teatro do Estudante da Guanabara, Os Dionísios (Alagoas), Teatro Experimental do Instituto Tecnológico da Aeronáutica

Premiações:

·        A comissão organizadora decidiu não promover prêmios individuais.

terça-feira, 6 de junho de 2023

II Festival Nacional de Teatro de Estudantes

 



Data: 12 a 24 de Julho de 1959

Local: Santos, São Paulo

Espaços: Teatro Bela Vista

Promotores: Gabinete Civil da Presidência da República, Prefeitura de Santos, Ministério da Cultura; Apoios culturais: Governo da França, Governo da Alemanha, Governo do Estado de São Paulo

Eventos concomitantes: apresentação da peça Bimba de Maria Della Costa, Missa de abertura na Catedral de Santos, Apresentação da Orquestra Sinfônica e do Coral Universitário de Santos

Júri: Henriette Morineau, Patricia Galvão, Orlanda Magno, Álvaro Moreira, Ângelo de Agostini, Reinaldo de Oliveira, Roger Bernardet, Orlando Miranda e Pascoal Carlos Magno

Conjuntos participantes: Norte Teatro Escola do Pará, Centro XI de Agosto (São Paulo), Escola de Arte Dramática de São Paulo, Hebraica de São Paulo, Teatro Israelita de Pernambuco, Teatro Universitário de Porto Alegre, Agremiação Goiana de Teatro, Teatro Experimental de Comédia de Araraquara, Teatro do Estudante da Paraíba, Teatro da Universidade de Minas, Teatro Universitário de Pernambuco, Hebraica do Rio do Janeiro, Teatro Universitário de Alagoas, Teatro da União das Operárias de Jesus (Mourisco)

Premiações:

Melhor peça em um ato – Aria da Capo – Hebraica do Rio de Janeiro

Melhor ator – Carlos Miranda – Norte Teatro Escola do Pará

Melhor atriz – Etty Frazer – Centro XI de Agosto (São Paulo)

Melhor diretor não profissional – Maria Silvia – Norte Teatro Escola do Pará

Melhor diretor profissional – Graça Mello

Melhor autor nacional – José C. M. Corrêa por A Incubadeira

Menção honrosa – Aldomar Conrado por A Grade Solene

Prêmio “O Globo” – Hamil Haddad por A Incubadeira

Melhor cenógrafo – Luiz Porto Carreiro por A Guerra do Alecrim e da Manjerona

Melhor figurino – Escola de Arte Dramática de São Paulo

Melhor conjunto – Roquete Pinto por Aria de Capo (Hebraica Rio de Janeiro)

Melhores atores (menção honrosa) – Germano Haiut – Teatro do Estudante Israelita de Pernambuco; Wolney de Assis - Teatro Universitário de Porto Alegre; Dalmo Teixeira – Agremiação Goiana de Teatro; Mário Barra – Teatro Experimental de Comédia de Araraquara; Valdez Jural – Teatro do Estudante da Paraíba; Odilavias Patti – Escola de Arte Dramática de São Paulo

Melhores atrizes (menção honrosa) – Assunta Perez – Escola de Arte Dramática de São Paulo; Maria Luiza Coutinho – Teatro da Universidade de Minas; Violeta Cláudio – Teatro Universitário de Pernambuco; Risoleta Cordula – Teatro do Estudante da Paraíba

Melhor espetáculo – Ratos e Homens – Teatro do Estudante Israelita de Pernambuco

Melhor peça em um ato (menção honrosa) – Apolo de Bellac – Teatro Universitário de Minas; Marido Enganada & Espancado e Satisfeito – Teatro Experimental do Estudante de Araraquara

Diploma especial – Samuel Hulak – Teatro do Estudante Israelita de Pernambuco; Lauro Faria – Teatro Universitário de Alagoas; Armando Palmeiro – Escola de Arte Dramática de São Paulo; José Luiz Nunes – Agremiação Goiana de Teatro

segunda-feira, 5 de junho de 2023

Sobrenome Balmer



 BALMER - Na Suíça, é um sobrenome relativamente comum, mas com ocorrência verificada também nas regiões alemãs de Baden-Württemberg, Schleswig-Holstein e Mecklemburgo-Pomerânia. Quanto ao significado, encontrei o seguinte, nos falares regionais da Suíça e sul da Alemanha, existe o termo "balm" (derivado do termo céltico-romano balma) que denomina genericamente uma "saliência de rocha", "caverna rochosa", "abrigo rochoso". Entretanto, o termo, além de propriamente indicar esse tipo de formação natural, "balm" genericamente serve para descrever uma "casa sobre a rocha", "uma casa que foi construída se aproveitando de um gruta ou caverna". E descobri mais. Esse tipo de habitação é comum na Europa Central e Ocidental. Veja aqui uma imagem de uma casa deste tipo na Saxônia-Anhalt, Alemanha: https://de.wikipedia.org/wiki/Datei:H%C3%B6hlenwohnung_Langenstein,_Saxony-Anhalt.jpg


Em outras palavras, Balmer é um morador de "balm", isto é, de uma casa construída numa gruta, caverna ou formação rochosa qualquer.

Como segundo opção, Balmer pode também ser um toponímico (nome de lugar) de BALM - quatro locais na Suíça e cinco locais na Alemanha.

Por último, BALMER também pode ser uma variação do sobrenome francês BAUME, mas cujo significado é exatamente o mesmo daquele que citei acima.

É um sobrenome encontrado majoritariamente na Suíça, mas com boa distribuição na Alemanha (regiões supra-citadas), Países Baixos, Bélgica e na Alsácia, França.
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