quinta-feira, 8 de junho de 2023

Sobrenome Rauen



 O mais provável é que RAUEN (que no alemão moderno significo "áspero, aspereza") corresponda ao antigo ofício medieval de cardadeiro. O que vem a ser essa profissão? Um artesão têxtil que amaciava os tecidos mediante um processo de "arranhamento" (estou sendo bem simplificado, para melhor entendimento). Era um processo usado em tecidos de lã e algodão. Neste link há uma ilustração com dois "RAUEN" medievais: https://de.wikipedia.org/wiki/Datei:Mendel_II_080_r.jpg


Agora, RAUEN pode tanto se referir a este tipo de artesão, como um artesão que trabalha com camurça (material).

Segue a bibliografia que encontrei estes dados: SAUER, Ludwig. Mittelalterliches und Onomastisches Handwerk der deutschen Sprache. Berlim, 2001.

Por último: RAUEN pode também ser apenas um sobrenome toponímico relacionado à aldeia de Rauen, município de Spreenhagen, distrito de Oder-Spree, Brandemburgo, Alemanha. Segue o link: https://de.wikipedia.org/wiki/Rauen

quarta-feira, 7 de junho de 2023

III Festival Nacional de Teatro de Estudantes



 Data: 12 a 19 de Julho de 1960; 27 e 28 de Julho de 1960 (Fase Final)

Local: Brasília, Distrito Federal; Niterói, Rio de Janeiro (Fase Final)

Espaços: Teatro de Brasília, Auditório da Rádio Nacional, Escola Parque, Galpão da Escola Média, Praça dos Três Poderes

Promotores: Gabinete Civil da Presidência da República, Departamento Nacional de Educação de Adultos, Campanha de Assistência ao Estudante do Ministério da Educação, Divisão de Educação Extra-Escolar do Ministério da Educação

Eventos concomitantes: Houve etapas regionais antes da etapa final em sete estados brasileiros, Espetáculo Um Ballo in Maschera no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Ato Inaugural do festival no Palácio do Planalto com o presidente Juscelino Kubitschek, Cerimônia de Entrega da Medalha Arthur Azevedo, Apresentação da Banda Sinfônica Ítalo-Brasileira (no Rio de Janeiro)

Júri: Gianni Ratto, Ziembinski, Geraldo Queiroz, Paschoal Carlos Magno, Carlos Diegues, Rubens Rocha, Romão Lima e José Salvador Julianelli

Conjuntos participantes: Grupo de Estudantes da Guanabara, Centro de Estudantes de Santos, Teatro Universitário de Pernambuco, Teatro Universitário da Bahia, Teatro Universitário de Belo Horizonte, Teatro Universitário da UEE de Porto Alegre, Teatro Universitário do Ceará, Escola de Arte Dramática de São Paulo, Teatro Universitário de Mato Grosso, Teatro Estudantil de Vanguarda, Teatro Universitário de Portugal (convidado, fora de competição), Grupo Teatral de Estudantes de Juiz de Fora, Casa dos Artistas (Rio de Janeiro), União Metropolitana dos Estudantes (Rio de Janeiro), Agremiação Goiana de Teatro, Grupo Horácio Lane (Universidade Mackenzie, São Paulo), Teatro Universitário de Campinas, Teatro Universitário de Santa Catarina, Curso de Arte Dramática de Minas Gerais, Norte Teatro Escola do Pará, Teatro do Estudante do Maranhão, Teatro dos Estudantes Israelistas de Pernambuco, Teatro Infantil de Recife, Teatro do Adolescente de Recife, Teatro do Estudante da Paraíba, Teatro Universitário de Alagoas, Escola de Arte Dramática da Bahia, Grupo Teatral Universitário de Sergipe, Curso de Arte Dramática da Universidade do Rio Grande do Sul, Teatro do Estudante do Paraná, Grêmio Politécnico da Universidade da Universidade de São Paulo, Teatro Experimental de Comédia de Araraquara, Teatro do Estudante da Guanabara, Os Dionísios (Alagoas), Teatro Experimental do Instituto Tecnológico da Aeronáutica

Premiações:

·        A comissão organizadora decidiu não promover prêmios individuais.

terça-feira, 6 de junho de 2023

II Festival Nacional de Teatro de Estudantes

 



Data: 12 a 24 de Julho de 1959

Local: Santos, São Paulo

Espaços: Teatro Bela Vista

Promotores: Gabinete Civil da Presidência da República, Prefeitura de Santos, Ministério da Cultura; Apoios culturais: Governo da França, Governo da Alemanha, Governo do Estado de São Paulo

Eventos concomitantes: apresentação da peça Bimba de Maria Della Costa, Missa de abertura na Catedral de Santos, Apresentação da Orquestra Sinfônica e do Coral Universitário de Santos

Júri: Henriette Morineau, Patricia Galvão, Orlanda Magno, Álvaro Moreira, Ângelo de Agostini, Reinaldo de Oliveira, Roger Bernardet, Orlando Miranda e Pascoal Carlos Magno

Conjuntos participantes: Norte Teatro Escola do Pará, Centro XI de Agosto (São Paulo), Escola de Arte Dramática de São Paulo, Hebraica de São Paulo, Teatro Israelita de Pernambuco, Teatro Universitário de Porto Alegre, Agremiação Goiana de Teatro, Teatro Experimental de Comédia de Araraquara, Teatro do Estudante da Paraíba, Teatro da Universidade de Minas, Teatro Universitário de Pernambuco, Hebraica do Rio do Janeiro, Teatro Universitário de Alagoas, Teatro da União das Operárias de Jesus (Mourisco)

Premiações:

Melhor peça em um ato – Aria da Capo – Hebraica do Rio de Janeiro

Melhor ator – Carlos Miranda – Norte Teatro Escola do Pará

Melhor atriz – Etty Frazer – Centro XI de Agosto (São Paulo)

Melhor diretor não profissional – Maria Silvia – Norte Teatro Escola do Pará

Melhor diretor profissional – Graça Mello

Melhor autor nacional – José C. M. Corrêa por A Incubadeira

Menção honrosa – Aldomar Conrado por A Grade Solene

Prêmio “O Globo” – Hamil Haddad por A Incubadeira

Melhor cenógrafo – Luiz Porto Carreiro por A Guerra do Alecrim e da Manjerona

Melhor figurino – Escola de Arte Dramática de São Paulo

Melhor conjunto – Roquete Pinto por Aria de Capo (Hebraica Rio de Janeiro)

Melhores atores (menção honrosa) – Germano Haiut – Teatro do Estudante Israelita de Pernambuco; Wolney de Assis - Teatro Universitário de Porto Alegre; Dalmo Teixeira – Agremiação Goiana de Teatro; Mário Barra – Teatro Experimental de Comédia de Araraquara; Valdez Jural – Teatro do Estudante da Paraíba; Odilavias Patti – Escola de Arte Dramática de São Paulo

Melhores atrizes (menção honrosa) – Assunta Perez – Escola de Arte Dramática de São Paulo; Maria Luiza Coutinho – Teatro da Universidade de Minas; Violeta Cláudio – Teatro Universitário de Pernambuco; Risoleta Cordula – Teatro do Estudante da Paraíba

Melhor espetáculo – Ratos e Homens – Teatro do Estudante Israelita de Pernambuco

Melhor peça em um ato (menção honrosa) – Apolo de Bellac – Teatro Universitário de Minas; Marido Enganada & Espancado e Satisfeito – Teatro Experimental do Estudante de Araraquara

Diploma especial – Samuel Hulak – Teatro do Estudante Israelita de Pernambuco; Lauro Faria – Teatro Universitário de Alagoas; Armando Palmeiro – Escola de Arte Dramática de São Paulo; José Luiz Nunes – Agremiação Goiana de Teatro

segunda-feira, 5 de junho de 2023

Sobrenome Balmer



 BALMER - Na Suíça, é um sobrenome relativamente comum, mas com ocorrência verificada também nas regiões alemãs de Baden-Württemberg, Schleswig-Holstein e Mecklemburgo-Pomerânia. Quanto ao significado, encontrei o seguinte, nos falares regionais da Suíça e sul da Alemanha, existe o termo "balm" (derivado do termo céltico-romano balma) que denomina genericamente uma "saliência de rocha", "caverna rochosa", "abrigo rochoso". Entretanto, o termo, além de propriamente indicar esse tipo de formação natural, "balm" genericamente serve para descrever uma "casa sobre a rocha", "uma casa que foi construída se aproveitando de um gruta ou caverna". E descobri mais. Esse tipo de habitação é comum na Europa Central e Ocidental. Veja aqui uma imagem de uma casa deste tipo na Saxônia-Anhalt, Alemanha: https://de.wikipedia.org/wiki/Datei:H%C3%B6hlenwohnung_Langenstein,_Saxony-Anhalt.jpg


Em outras palavras, Balmer é um morador de "balm", isto é, de uma casa construída numa gruta, caverna ou formação rochosa qualquer.

Como segundo opção, Balmer pode também ser um toponímico (nome de lugar) de BALM - quatro locais na Suíça e cinco locais na Alemanha.

Por último, BALMER também pode ser uma variação do sobrenome francês BAUME, mas cujo significado é exatamente o mesmo daquele que citei acima.

É um sobrenome encontrado majoritariamente na Suíça, mas com boa distribuição na Alemanha (regiões supra-citadas), Países Baixos, Bélgica e na Alsácia, França.

domingo, 4 de junho de 2023

I Festival Nacional de Teatro de Estudantes

 



Data: 19 a 29 de Julho de 1958

Local: Recife, Pernambuco

Espaços: Teatro Santa Isabel, Igreja São Pedro dos Clérigos, Salão Nobre da Escola de Belas Artes, Teatro do Derby, Clube Português, Igreja Matriz de São José, Boîte Flutuante, Teatro Marrocos

Promotores: Gabinete Civil da Presidência da República, Ministério da Educação, Universidade de Recife

Eventos concomitantes: IV Congresso Brasileiro de Teatro, Festival de Ballet, Curso de História do Teatro Brasileiro (UFPE), Exposição do Serviço Nacional de Teatro, Exposição de Teatro Universitário dos Estados Unidos, Exposição do Museu do Teatro do Rio de Janeiro, Exposição de cartazes de peças do festival, Show com Roberto Luna, Orquestras & Frevo, Julgamento simbólico de Hamlet

Júri: Sérgio Cardoso, Henriette Morineaux, Paulo Autran e Miriam Carmen

Conjuntos participantes: Teatro da USP, Teatro do Estudante do Paraná, Teatro do Estudante de Porto Alegre, Escola de Arte Dramática de São Paulo, Escola de Arte Dramática Martins Pena do Rio de Janeiro, Conservatório Nacional de Teatro, Jogralesca do Estado da Bahia, Teatro Experimental do Estado do Maranhão, Teatro Universitário do Ceará, Teatro do Estudante do Piauí, Teatro do Estudante da Paraíba, Escola de Teatro Duse (Teatro do Estudante do Brasil), Teatro Experimental de Comédias de Araraquara, Teatro Rural do Estudante (Rio de Janeiro), Teatro do Estudante de Sergipe, Teatro da Hebraica do Rio de Janeiro, Norte Teatro Escola do Pará, Teatro Experimental do Instituto Técnico da Aeronáutica (São José dos Campos), Teatro Universitário de Pernambuco, Teatro do Adolescente de Recife e T.A.P. (Teatro de Amadores de Pernambuco), Teatro da Universidade de Minas Gerais, Agremiação Goiana de Teatro, Grupo 57 (Rio de Janeiro), Teatro Universitário do Rio Grande do Sul, Teatro Universitário do Brasil

Premiações:

 1º. Melhor direção – José Bezerra de Paiva [B. de Paiva] por Zé do Pato (texto de Elza Pinho Osborne) – Teatro Rural do Estudante (Rio de Janeiro)

2º. Melhor direção – Antonio Abujamra por A Cantora Careca (texto de Eugène Ionesco) – Teatro Universitário do Rio Grande do Sul

Melhor espetáculo – Zé do Pato (direção de B. de Paiva e texto de Elza Pinho Osborne) – Teatro Rural do Estudante (Rio de Janeiro)

1º. Melhor Ator – Carlos Miranda – Norte Teatro Escola do Pará

2º. Melhor Ator – Rogério Fróis – Teatro Rural do Estudante (Rio de Janeiro)

3º. Melhor Ator – Avelino Couto – Agremiação Goiana de Teatro

4º. Melhor Ator – Messias Pettit – Escola de Arte Dramática de São Paulo

1ª. Melhor Atriz – Agnes Xavier – Grupo 57 (Rio de Janeiro capital)

2ª. Melhor Atriz – Amelia Bittencourt – Teatro Universitário do Rio Grande do Sul

3ª. Melhor Atriz – Margarida Cardoso – Teatro Universitário de Pernambuco

4ª. Melhor Atriz – Elza Gonçalves – Teatro Rural do Estudante (Rio de Janeiro)

Melhor “ponta” (masculina ou feminina) – Wilson Dray – Teatro Rural do Estudante (Rio de Janeiro)

1º. Melhor Ator Coadjuvante – Rogério Fróis – Teatro Rural do Estudante (Rio de Janeiro)

2º. Melhor Ator Coadjuvante – Marcelo Bittencourt – Teatro Universitário do Rio Grande do Sul

3º. Melhor Ator Coadjuvante – Joel Pontes – Teatro Adolescente do Recife

4º. Melhor Ator Coadjuvante – Escola de Arte Dramática de São Paulo

1ª. Melhor Atriz Coadjuvante – Lucia C. Melo – Escola de Arte Dramática de São Paulo

2ª. Melhor Atriz Coadjuvante – Zelia Maria dos Santos – Teatro Rural do Estudante (Rio de Janeiro)

3ª. Melhor Atriz Coadjuvante – Ieda Moreira – Teatro Universitário do Rio Grande do Sul

4ª. Melhor Atriz Coadjuvante – Elza Gonçalves – Teatro Rural do Estudante (Rio de Janeiro)

Melhor cenógrafo – Wilson Chebar – Teatro Universitário do Brasil (Rio de Janeiro capital)

Melhor figurino – Escola de Arte Dramática de São Paulo

1º. Melhor programa – Teatro Universitário do Rio Grande do Sul

2º. Melhor programa – Teatro da USP

Melhor autor brasileiro – João Cabral de Melo Neto por Vida e Morte Severina

1º. Melhor espetáculo geral – Zé do Pato (direção de B. de Paiva e texto de Elza Pinho Osborne) – Teatro Rural de Estudante (Rio de Janeiro)

2º. Melhor espetáculo geral – Teatro Cômico (direção de Carlo Goldoni e texto de Olga Navarro) – Escola de Arte Dramática de São Paulo

Melhor espetáculo do Norte – Vida e Morte Severina (texto de João Cabral de Melo Norte) – Norte Teatro Escola do Pará

Melhor espetáculo do Centro – Zé do Pato (direção de B. de Paiva e texto de Elza Pinho Osborne) – Teatro Rural de Estudante (Rio de Janeiro)

Melhor espetáculo do Sul - A Cantora Careca (texto de Eugène Ionesco) – Teatro Universitário do Rio Grande do Sul

sábado, 3 de junho de 2023

sexta-feira, 2 de junho de 2023

Sobrenome Mildemberg

 



MILDEMBERGER - aquele que é originário de Miltenberg (nome francônio Mildemberg; nome latino Mildenburgum), cidade na Baixa Francônia, Baviera, Alemanha). O significado de Miltenberg é "montanha benevolente" ou "montanha da bondade".

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