domingo, 19 de março de 2023

A Lenda do Arroio Chuí



 Diz uma lenda que o arroio foi encantado pelo grande chefe índio uruguaio Charrua, antes de morrer. Esse pajé tinha sido flechado, por questão de terras, por um cacique índio brasileiro, que sempre fora seu amigo. Não acreditou que tinha sido ele que o atingira e, moribundo, pendendo a cabeça para a esquerda e para a direita, ficou chamando pelo amigo. O rio ficou, pelos séculos afora, imitando o seu gesto, para lembrar sempre que a amizade de brasileiros e uruguaios nunca será quebrada, por causa do solo.

Fonte: MANCHETE (Rio de Janeiro/RJ), edição 694, 07 de Agosto de 1965, pág. 41

sexta-feira, 17 de março de 2023

Sobrenome Saar

 



SAAR - bem, são duas explicações possíveis:


1. Alguém que é procedente do Sarre - um estado no sudoeste da Alemanha, cujo nome alemão é Saarland.

2. Na língua estoniana, quer dizer "ilha", por isso, Saar refere-se a ilhéu, habitante de uma ilha.

quinta-feira, 16 de março de 2023

A famigerada quadrilha de Joaquim Nogueira da Silva



 QUADRILHA DE BANDIDOS - ASSALTOS E MORTES

PORTO ALEGRE, 21 (A) - Telegrammas procedentes de varios pontos do interior do Estado referem que no municipio de São Borja uma quadrilha de bandidos da peor especie tem commettido as maiores selvagerias.

Foi alli assaltada a casa de Pedro Avila, roubando os salteadores tudo quanto encontraram.

No dia seguinte, os bandoleiros degollaram os menores Amarilio Marçal e João Manuel que tinham ido caçar passarinhos no quintal da casa de seu pae Theodoro Gomes de Oliveira, em Itaquy.

Duas irmãs de Marilio e de João, extranhando a demora destes, foram procural-os, sendo em caminho presas pelos bandidos.

Mais tarde, o pae dos menores, Theodor Gomes, foi por sua vez procural-as, sendo recebido a tiros e morto instantaneamente.

Além desses factos a quadrilha tem commettido muitas outras mortes e muitos saques.

A policia, que lhes anda na pista, conseguiu averiguar que o principal autor dos crimes e talvez o chefe da quadrilha, é um tal Joaquim Nogueira da Silva, individuo de pessimos procedentes.

Como complemento de todos esses horrores: a esposa de Theodoro, que estava gravida, sabendo do exterminio de sua familia, teve um parto duplo e enlouqueceu.

Fonte: CORREIO PAULISTANO (São Paulo/SP), 22 de Agosto de 1911, pág. 02, col. 06

quarta-feira, 15 de março de 2023

A Polícia Rural Montada do Rio Grande do Sul

 



Há sete anos, a Polícia Rural Montada não existia. Os ladrões de gado e os contrabandistas reinavam livremente nas imensas pradarias do Rio Grande. Mas, o Coronel Max Hanke, da Brigada Gaúcha, teve a ideia: por que não criar uma polícia que se encarregasse de varrer dos campos os maus elementos? Seis meses depois, um batalhão de setecentos homens, vestindo uniforme semelhante ao da Real Polícia Montada do Canadá, realizava o desfile inaugural da corporação em Santa Maria, sua sede. Havia sido criado o 1o. Regimento de Polícia Rural Montada, que hoje também possui quartéis em Livramento, na fronteira com o Uruguai, e no Porto de Rio Grande.

Mas, o Coronel Max Hanke não quis que a sua Polícia Montada se limitasse apenas aos contrabandistas e ladrões de gado. Os seus homens, fortes e decididos, cursam antes da incorporação uma pequena universidade. Geralmente, apresentam-se entre 25 e 30 anos de idade e vão logo aprender Geografia, para conhecer o Rio Grande como a palma de sua mão. Um polícia montada sabe de cor todos os bons esconderijos do Estado e em suas buscas vai direto aos lugares preferidos pelos bandidos.

Sua pequena universidade inclui os aprendizados mais estranhos, como a técnica de dar mamadeira a uma criança e extrair dentes sem dor. Sim, os "abas largas" - como são chamados os policiais montados - têm a obrigação de fazer as vezes de "babá", se isso se tornar necessário. Do preparo da mamadeira ao cultivo da horta eles levam mais ou menos uma semana. Estudam os ciclos de plantação e as áreas favoráveis ou desfavoráveis ao plantio das espécies agrícolas. Aprendem a recomendar pastagens artificiais para os gados finos e são capazes de reconhecer, com facilidade, o capim que faz mal aos bois.

No capítulo dos socorros de emergência, aprende a dar injeções com perfeição, a curar uma gripe e até a ajudar no parto. É um médico de arrumação, com plena consciência dos limites de suas possibilidades.

- Um integrante da Polícia Montada - diz o sorridente Coronel Prado, atual comandante da corporação - nunca vai além do chinelo. Se for necessário, ele chamará um médico, mas não matará por irresponsabilidade.

Outro aprendizado curioso para esses policiais dos campos é o das histórias infantis. Um deles explicou-nos:

- Às vezes, acontece-nos encontrar criança sozinhas em ranchos distantes. Os pais, entregues às lides da pecuária e da agricultura, não podem levá-las consigo. Então, enquanto eles não chegam, nós temos que entreter os garotos, se possível ensinando-lhes qualquer coisa. Eis por que sabemos de cor "Joãozinho e Mariazinha", "Jeca Tatu" e até a "Branca de Neve".

Mas é, evidentemente, no terreno da repressão ao crime que os "abas largas" se revelam eficientíssimos. Ótimos ginetes, atiradores quase infalíveis, eles vivem uma constante aventura de "farwest", perseguindo bandidos e contrabandistas, prendendo criminosos e descobrindo roubos no fundo dos campos, no emaranhado das povoações e dos matagais. Aliás, há um projeto, atualmente, de prolongar-se a ação da Polícia Montada até as cidades do interior gaúcho. Pois a verdade é que os gaúchos ainda não perderam o hábito de apertar facilmente os gatilhos.

- Gaúcho quando puxa o revólver - disse-nos um deles - é fogo! Prender gaúcho armado é mais perigoso do que melar no camoatim.

Camoatim, se o leitor não sabe, é aquela casa cinzenta de marimbondo.

Fonte: MANCHETE (Rio de Janeiro/RJ), edição 537, 04 de Agosto de 1962, pág. 50.

terça-feira, 14 de março de 2023

Sobrenome Röder

 



Röder (1a. vertente): sobrenome toponímico que se refere ao rio Grande Röder na Saxônia. Também como afluentes deste rio existem os rios Pequeno Röder, Preto Röder e Branco Röder, todos na região da Saxônia e Brandemburgo. Por isso, o sobrenome se refere a um habitante das margens destes rios.

Röder (2a. vertente): sobrenome patronímico que significa filho de Roder. Roder é um primeiro nome alemão comum na Idade Média derivado da aglutinação dos termos do alto alemão medieval hrod (glória) e hari (tropa de guerra).
As duas vertentes do sobrenome, sem verificar-se sua origem específica, encontram-se em mais profusão no sul da Baixa Saxônia, na metade leste da Saxônia-Anhalt, Hesse e nordeste da Baviera.
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