sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Sobrenome Heres



HERES - encontrei duas possíveis explicações:


1. Pode ser uma forma checa curta para o nome alemão Hermann, por isso, HERES é um nome masculino típico da área dos Sudetos e na fronteira tcheco-alemã. (Fonte: Deutsch Nachnamen. Bayern, Gmbh Franz Bauer, 1965).

2. Na língua tcheca, HERES significa "herdeiro, proprietário, dono de uma área agrícola recebida por laço de parentela". (Fonte: https://cs.wikisource.org/wiki/Ott%C5%AFv_slovn%C3%ADk_nau%C4%8Dn%C3%BD/Heres)

Quanto à distribuição, o sobrenome ocorre principalmente nas áreas germanófonas da República Tcheca, no sul da Silésia (Polônia) e nos estados alemães da Baviera e da Saxônia.

 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Instalação da Assembleia Geral do Teatro Sete de Abril em 1833

 



VILLA DE S. FRANCISCO DE PAULA

CORRESPONDENCIAS

Sr. Redactor

No faustissimo Dia 3 de Maio do corrente anno, Dia da Installação da Assembléa Geral a Sociedade do Theatro = Sete de Abril = desta Villa offereceu hum espetactulo.

Começou o divertimento pela cantoria do Hymno Nacional, recitando-se immediatamente depois o Elogio, que junto remetto a vm. para se dignar inseri-lo no seu apreciavel jornal: concluido este o Juiz de Paz deo os Vivas, que forão respondidos com entusiasmo pelos espectadores.

Deo-se então principio á representação da interessante peça intitulada = Sofia e Wilcister = que foi habilmente desempenhada, e em extremo applaudida pelo brilhante Audictorio. Dois Jovens recitarão algumas obras poeticas, que ao publico summamente satisfez, por ver o fogo patriotico, que anima a nossa juventude.

Terminou o festejo com a representação da jocoza farça intitulada = Manoel Mendes = onde os curiosos representantes continuarão a mostrar a sua pericia, e bom gosto.

Com a inserção destas linhas muito agradecido lhe ficará, Sr. Redactor, o Seu Patricio e Assignante

Hum joven Continentino

S. Francisco de Paula 7 de Maio de 1833

Fonte: O NOTICIADOR (Rio Grande/RS), 20 de Maio de 1833, pág. 02, col. 01

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Empresa de Fiação da Seda em Bento Gonçalves



Porto Alegre - (Em 30 de maio) - Está em via de organização uma empresa sericicola e de fiação de seda no prospero municipio de Bento Gonçalves.

Para esse fim, está nesta cidade o dr. Sylvio Pottinelli, espirito emprehendedor, que aqui veiu tratar da incorporação da referida empresa sob os auspicios do Banco da Provincia.

Nas conferencias realizadas entre o organizador e os directores daquelle estabelecimento de credito, ficou resolvido, definitivamente, a creação dessa empresa, cujo capital será de 1.000:000$000 dividido em acções de 200$000 réis.

A futurosa empresa trabalhará com a materia prima produzida nas colonias italianas, onde as condições do clima vantajosamente se adapta á referida cultura.

Naquella importante zona colonial que, como dissemos, será o centro de producção, grande é o interesse pelo incremento dessa industria, sendo de esperar que neste anno ainda se inicie a plantação em larga escala da "moras alba", (droose do bicho da seda).

Fonte:  CORREIO PAULISTANO (São Paulo/SP), 27 de Junho de 1910, pág. 05, col. 02

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Sobrenome Görisch



GÖRISCH, GOERISCH, GORISCH, GORSCH, GORSCHE, GURISCH, GURSCH - são todas formas patronímicas na língua sorábia para o nome Georg (Jorge em português).

Gorisch ocorre com mais frequência na Saxônia-Anhalt e Brandemburgo, na Alemanha. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Relato de um negro gaúcho em 1924

 



Relato de Sebastião, de profissão "trançador", residente em Cerrito, em agosto de 1923, em entrevista ao Major João Fernandes Braga. Nota: o entrevistador transcreveu o relato tal qual a fonética de Sebastião lhe parecia.

Primêra - eu sô filhu da Fachina, lá mi criei sabi Deus cumu, purqui u meu pai veiu invalidu du Paraguay i nois tivemu qui sustental-o u resto da vida.

Dispois qui meu pai morreu, vim pra sua cumpanhia, mi casei, mi meti nesti rancho, criandu us filhu a custa du meu suór.

Nus dia bunitu, entru nu matu com u meu machadu i façu us meus quatru metrus di lenha; compônho carretas quebrada, sei cambotiá uma róda cumu qualquéra otro, disimpêno uma raiação, façu xêdas, recavens, cabeçalhus, fuêros i jugus sem invejá ninguem.

Quandu istô cançadu ô aborricidu, mi sentu o mi deitu, i têje sentado ô deitadu, ninguem mi manda.

Nus dias feiu, di chuva o di giadas, mi sentu pértu du fogu i façu butão in maneias, custuro peitoraes i rabichus, façu cabrestus i maniadores, pespontu ô tranço, buçais, cabeçadas e rédias, torço tamuêros i torçais, faço sógas di quilina de cavallu qui durum mais, interus, i chicótes di variá parilhéros, rebenques camperos di todus us feitio, trança di relho di inxiquirá, inparelhu cunjuntas i rigêras, tramu barrigueras di sincha, faço travessões di lumbilhu i latigus i istribêras e tudu qui si podi fazê di guascas.

Façu cestas, juêras, jacás i tudu que é perciso, di cipó, cresciume i tala di palmito.

Na primavéra plantu o meu cercadinhu, criêmu us nossus pintus, ingordemu u nossu leitão. Quandu quêro cumê caça, levantu a minha reiúna i vem jacú, vem pumbão du matu, vem perdigão da macéga, vem marrecão du banhadu.

Quandu quero cumé pêxe, atiru um dinamiti nu lagoão i é só imbarcá nu cahiqui e juntá, o intão, atiro a linha n'agua, i mi sentu na barranca, fazendu u meu cigarru di nacu criolo, i inparelhandu i sovandu as minhas palhas di milhu catéti, i é trahira na certa.

Anno mundéo pras pacas, dispois qui istão cevadas cum as ispiguinhas de milho que botu todus us dia na porta da furna..

Cavo us tatú i as mulita nas tóca, matu grachaim, raposa, mão pelada, oriços i otros bichu a tiru, pra livrá u campu dessas praga i vendê us côro na venda i surti a dispensa.

Nu tempu di fruta é fartura qui Deus manda - é araçazinho du campu, é gaviróra a rôdo, cereja qui não se acaba, pitanga, cambuim, araçá, veludinho, butiá, coquinho, laranja, banana di ispinho, mil coisa, qui a providencia divina, manda pra u natal dus pobris.

I u amor a este ranchu, a estas curunilhas velhas, a este umbú qui não tem éra, a este arvorêdo todu qui chóra quandu a genti chora, i canta quando a genti ri.

I us baralhu das cachoêra, i u cantu dus sabiás e da passarinhada fazenu ninho.

I tanta coisa qui a genti vê i aprendi aqui, qui pódi, tudu issu, ser piquenas coisas prá genti da cidade, mas são grandis pa nóis.

Fonte: ILLUSTRAÇÃO PELOTENSE (Pelotas/RS), Ano VI, números 1 e 2, 16 de janeiro de 1924, pág. 06-08.


domingo, 1 de janeiro de 2023

Água de Bananeira

  



A AGUA DE BANANEIRA NA CURA DO VENENO OPHIDICO

PORTO ALEGRE, 23 (A) - Um telegramma aqui recebido, informa que no municipio de Lageado, no local denominado Brusque, Antonio Stanotti, havendo sido mordido por uma cobra jararáca e não tendo á mão remedio algum, applicou sobre a ferida agua de bananeira, ficando, com geral surpreza, immediatamente curado.

No dia seguinte Stanotti poude entregar-se aos seus trabalhos habituaes.

Fonte: CORREIO PAULISTANO (São Paulo/SP), 24 de Março de 1911, pág. 02, col. 02

sábado, 31 de dezembro de 2022

Feliz Ano Novo 2023!

 


Desejamos um 2023 repleto de paz, saúde, amor, prosperidade, sucesso e muitas realizações!
Obrigado por nos visitar, colaborar e seguir!

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