THEIM, TEIM (creio que seja uma aliteração) é uma forma curta do sul da Alemanha para o nome próprio Dietmar, Thietmar, Thiedmar ou mesmo do nome Thimoteus. Segue um mapa da distribuição do sobrenome na Alemanha atual: http://wiki-de.genealogy.net/Theim_(Familienname)
História, Genealogia, Opinião, Onomástica e Curiosidades.Capão do Leão/RS. Para informações ou colaborações com o blog: joaquimdias.1980@gmail.com
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sábado, 1 de outubro de 2022
Sobrenome Theim
THEIM, TEIM (creio que seja uma aliteração) é uma forma curta do sul da Alemanha para o nome próprio Dietmar, Thietmar, Thiedmar ou mesmo do nome Thimoteus. Segue um mapa da distribuição do sobrenome na Alemanha atual: http://wiki-de.genealogy.net/Theim_(Familienname)
sexta-feira, 30 de setembro de 2022
Sobrenome Hanauer
HANAUER é um sobrenome toponímico diretamente relacionado à cidade de Hanau, no estado alemão do Hesse. Não é um sobrenome vinculado ao grupo de sobrenomes judeus. Hanauer pode se referir tanto a quem é proveniente desta cidade quanto ao condado homônimo que existiu até 1870 e posteriormente foi incorporado ao Eleitorado do Hesse.
Quando Pelotas foi capital do Rio Grande do Sul
Noticias do Rio Grande. -
(...)
O Exm. Presidente resolvéra transferir de Porto Alegre para a cidade de Pelotas a séde presidencial, emquanto durarem as circunstancias extraordinarias do Brazil com a Republica Oriental, devendo acompanhal-o parte da respectiva secretaria.
A nosso ver é uma medida muito acertada, que S. Ex. adopta. Essa localidade é o ponto mais proximo da cidade do Rio Grande e da fronteira do Jaguarão, onde com muita brevidade póde receber communicações tanto do exercito, como da côrte do Imperio.
São menos cerca de 80 legoas de transito, ida e volta. Do Rio Grande á Porto Alegre ha de haver pouco mais de 100 legoas de distancia, e á Pelotas apenas 10 legoas; é uma differença extraordinaria. Talvez que lá para o futuro a assembléa ache conveniente mudar definitivamente a séde da provincia para a elegante e vasta cidade de Pelotas.
Fonte: O DESPERTADOR (Desterro[Florianópolis]/SC), 09 de Dezembro de 1864, pág. 01, col. 01
quinta-feira, 29 de setembro de 2022
Sobrenome Justen
JUSTEN é uma forma comum e variante de Justin (Justino em português). É comum às línguas germânicas, neerlandesa, francesa e também pode aparecer no inglês. No caso, se tua ascendência for alemã, é mais provável que seja originário da região do Sarre ou do Palatinado.
O deus Tupã
Muito mais vago que o Olorum dos negros nagôs, era o Tupã dos ameríndios brasileiros.
Era como o Sita dos árias, o Ma dos egípcios, o Tau dos chineses, o Morai dos gregos, entidade acima das contingências humanas, inacessível às súplicas, indiferente aos destinos terrenos. Não tinha a manifestação inicial dos cultos primitivos, que é a lenda explicativa, o conto etiológico. Não fazia milagres nem tinha forma.
Era Tupã o que os folcloristas ingleses chamam Nature God, personificação abstrata de forças cósmicas, com atuação meteórica, sem interferência na vida sublunar. Pertencia à fase inicial das religiões. Era um elemento que Durkheim dizia préanimiste. Lévy-Bruhl escreve que, nas sociedades primitivas, todas as funções de presença de seres sobrenaturais. E como toda participação tende a ser representada nos fenômenos meteorológicos, que deviam impressionar maiormente aos indígenas, era natural que certos seres fossem apontados como dirigindo o trovão, o raio, o relâmpago e a chuva. Antes, esses fenômenos seriam deificados intrinsecamente. Na fase atual é que a diversificação se completa.
O trovão podia ser um simples fenômeno, o trovão mesmo, deixar de representar outra entidade, possivelmente o espírito diretor do fenômeno. É a aplicação da lei da participação que Lévy-Bruhl enunciou.
Quando o padre Manuel da Nóbrega, o grande catequista, chegou ao Brasil em 1549 e o estudou, sua impressão, lealmente expressa numa carta ("Informação das Terras do Brasil, nas Cartas do Brasil, Rio, 1931, p. 99), revela a perfeita ausência de culto e de personalidade das trovoadas:
Essa gentilidade nenhuma cousa adora, nem conhecem a Deus; somente aos trovões chamam Tupane, que é como quem diz cousa divina. E assim nós não temos outro vocábulo mais conveniente para os trazer ao conhecimento de Deus que chamar-lhe Pai Tupane.
O huguenote francês Jean de Léry tivera a mesma observação e praticara processo idêntico:
Quando o trovão ribombava, a que chamavam Tupã, assustavam-se e nós aproveitávamos o lance para dizer-lhes que era Deus que assim fazia tremer o céu e a terra, a fim de mostrar sua grandeza e poder.
Gandavo notara o mesmo:
Nam adoram a cousa alguma, nem têm para si que há depois da morte gloria par bons, e pena para maus.
O padre Fernão Cardim alude que:
... não têm nome próprio com que expliquem a Deus, mas dizem que Tupã é o que faz os trovões e relâmpagos, e que este é o que lhes deu as enxadas e mantimentos, e por não terem outro nome mais próprio e natural, chamam Deus Tupã.
O padre Cláudio de Abbeville rezava pela mesma cartilha:
... os tupinambás não tinham espécie alguma de religião, pois não adoravam um Deus, celeste ou terrestre, nem o ouro e a prata, nem a madeira e pedras preciosas ou outra qualquer cousa.
O franciscano André Thevet endossa o depoimento:
Elle a esté habitée et est habitée pour le iourd'huy, outre les Chrestiens, qui depuis America Vespuce l'habitent, de gens merueilleusement estranges et sauvages, sans foy, sans loy, sans religion, sans civilité aucune, mais vivans comme bestes irraisonnables, ainsi que nature les a produit.
Ivo d"Evreux escreve:
Estes selvagens sempre chamaram Deus - Tupã, nome que dão ao trovão (Viagem ao Norte do Brasil, Rio de Janeiro, 1929, p. 291).
O padre José de Anchieta (Cartas, informações, etc. Rio, 1933, p. 331) na Informação do Brasil e de suas Capitanias, datada de 1584, registra a crença inalterável quase. Mas, 34 anos são passados em ensinança religiosa intensa e já surge um indício de adaptação. Os trovões significam alguma coisa:
Nenhuma criatura adoram por Deus, somente os trovões cuidam que são Deus, mas nem por isso lhes fazem hora alguma, nem comumente têm ídolos nem sortes, nem comunicação com o demônio, posto que têm medo dele, porque às vezes os mata nos matos a pancada, ou nos rios e, porque lhes não faça mal, em alguns lugares medonhos e infamados disso, quando passam por eles, lhe deixam alguma flecha ou penas ou outra coisa como por oferta.
Essa identificação dos trovões com Tupã e este com um deus vai se destacando, vagarosamente. Já em 10 de agosto de 1549, no mesmo ano de sua chegada, o padre Nóbrega escreve ter encontrado um Pajé que se dizia amigo pessoal de Deus
e que aquele Deus dos céus era seu amigo e lhe aparecia frequentes vezes nas nuvens, nos trovões e raios (Cartas do Brasil, p. 59).
Quando o mito de Tupã conseguiu infiltrar-se no espírito do selvagem, não pôde ficar imune de influências estranhas. O próprio Thevet dá várias interpretações ao Tupã naquele começo do século XVI. Nas Les Singularitez de la France Antarctique (ed. Gaffarel, Paris, 1878, p. 134) nega a presença da religião. À p. 138 fala em Tupã:
Noz Sauuages font mention d'un grand Seigneur, et le nommét en leur langue, Toupan, lequel, dissent-ils, estant là haut fait plouuoir et tonner: mais ils n'ont aucune maniere de prier ne honnorer ne une fois, ne autre, ne lieu à ce propre.
São as palavras de Anchieta. Mas o franciscano, nos inéditos de que Alfred Métraux revelou alguns trechos (La Religion des Tupinamba, Lib., Ernest Leroux, Paris, 1928, p. 52), confidencia deduções novas:
Ils appellent Toupan, et ne croyent point qu'il aye puissance de faire pleuvoir, tonner, ou donner beau temps, ny mesmes leur faire venir aucun fruit.
É, evidentemente, um Nature God...
O Tupã, mesmo batizado pela mão venerável do Jesuíta, ficou com sangue bárbaro, cheirando às crendices locais e nem sempre conservando hábitos católicos. Com o passar dos tempos, mesmo para tribos que souberam do trovão deificado ou de Tupã consciente, o mito tomou forma de crença, mas o culto nunca chegou a ser praticado.
Fonte: CÂMARA CASCUDO, Luís da. Geografia dos Mitos Brasileiros. São Paulo: Global, 2012, pág. 59-61. (edição digital)
quarta-feira, 28 de setembro de 2022
Sobrenome Santana
SANTANA - é um sobrenome de inspiração religiosa, mas que é poligenético, isto é, tem várias origens diferentes e apresenta diferentes vertentes. Eu elenquei as seguintes:
1 - O sobrenome atribuído a um enjeitado, órfão, sem pai ou família conhecida. Isto foi comum tanto em Portugal quanto na Espanha.
2 - Um sobrenome português madeirense toponímico relacionado à cidade de Santana, na Ilha da Madeira.
3 - Um sobrenome espanhol medieval surgido numa ramal da linhagem dos marqueses de Camarasa, originário do antigo Reino da Galícia.
4 - Um sobrenome espanhol iniciado no século XVI por José María de Moro y Pantoja, cavaleiro real de Granada, Espanha.
Proibição do entrudo em Rio Grande
A Camara Municipal da Villa do Rio Grande resolveu a seguinte Postura:
Fica prohibido o jogo do entrudo: Todos os que molharem, ou enxuvalharem á qualquer pessoa, seráo multados de quatro a dose mil reis. Não tendo o infractor com que pagar, ou sendo escravo que seu Senhor o não mande castigar na prisão com cincoenta açoutes, será comdemnado em quatro dias de prizão. Os escravos seráo presos em flagrante pelas patrulhas, e encarregados da Policia, os quaes ficão authorisados a inutilizar os limões de cheiro, e qualquer especie, ou instrumento destinado ao jogo de entrudo. Salla da Camara Municipal da Villa do Rio Grande em Sessão extraordinaria 29 de Outubro de 1833.=Anacleto José de Medeiros=Francisco Xavier Ferreira=João da Costa Goularte=Ignacio José de Oliveira Guimarães=Antonio Francisco dos Santos Abreu=Manoel Nunes Pires.
(Está conforme)
Francisco José das Neves,
Secretario interino.
Fonte: O NOTICIADOR (Rio Grande/RS), 04 de Novembro de 1833, pág. 03, col. 02
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