terça-feira, 20 de setembro de 2022

Sobrenome Urbanski



URBAINSKI ou URBANSKI é um patronímico polonês do nome Urban (Urbano em português). Ele ocorre de modo frequente em toda a Europa Oriental e também na Alemanha. Urbanski é o trigésimo sobrenome mais comum da Polônia. 

Figueirinhas, Capão do Leão/RS


 Figueirinhas, interior do município de Capão do Leão, Rio Grande do Sul.

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Sobrenome Brehm



BREHM, BREM, BREHMM, BREMM, BREHME- o mesmo que freio em alemão. Forma metafórica para pessoa irrequieta, insistente ou mal-humorada.

Também pode ser um toponímico para o alto alemão medieval brǎme que significa arbusto espinhoso, arbusto de amora, arbusto usado para fazer vassouras. Designando assim uma pessoa que habita um local com essas características. 

Ainda, pode ser um toponímico relacionado aos seguintes locais na Alemanha:

* Brehm, uma aldeia no município de Magdeburg, Saxônia-Anhalt;

* Brehm, uma aldeia no município de Heinsberg, Renânia do Norte-Vestfália;

* Brehme, aldeia no distrito de Eichsfeld, Turíngia.

Pode ainda ser um patronímico do nome arcaico Bramo, que se tornou em completo desuso na Europa de língua alemã.

Por fim, na antiga língua saxônica, pode ter relação com o vocábulo brem ou braem que significa borda, fronteira, designando assim uma pessoa que vive na fronteira de um feudo ou domínio medieval.

Não é um sobrenome predominante judeu na maioria das linhagens. Depende de uma pesquisa genealógica.

Sobrenome Montowski



MONTOWSKI é um sobrenome toponímico relacionado à aldeia de Montowo, no município de Grodziczno, distrito de Nowe Miasto, voivodia da Vármia-Masúria, Polônia. 

O Pirata da Barra do Sul

 



O Sr. Manoel Moreira da Silva chamou á responsabilidade uma pequena folha com o titulo de Livro Negro; e isto porque juncto ao nome d'esse senhor estavam as palavras - ex-pirata da barra do Sul.

Diz o adagio que - quem não quizer ser lobo não lhe vista a pele - : e pois se o Sr. Moreira não queria contrahir na opinião publica este conceito e esta fama, que é geral aqui e em toda a provincia do Rio Grande, era não dar occasião a isso.

Ha por aqui milhares de pessoas que conheceram ao Sr. Moreira remando em uma pequena canôa; e ao cabo de alguns annos viram-o voltar com uma soffrivel fortuna, hoje aliás muito abalada, porque é muito certo o adagio, que diz - o que o diabo traz o diabo leva.

A origem d'essa fortuna, como o proprio Sr. Moreira tem explicado sem misterio, provem do illicito e criminoso contrabando de negros buçaes, que esse senhor passava, recebendo uma onça e mais por cada um e isto quando era pratico da barra do Rio Grande do Sul.

A tal ponto levou o Sr. Moreira a sua industria que o corpo do commercio representou contra elle; e é tal a fama que deixou n'aquella provincia, que querendo voltar para lá, e obter de novo a praticagem, como premio dos serviços feitos á eleição do Sr. Lamego, os deputados e senadores d'aquella provincia se levantaram em massa contra esta pretenção, que o respectivo ministro repelliu cathegoricamente.

Esta inculpação de pirataria feita na imprensa ao Sr. Moreira é materia velha e passada em julgado; e ninguem melhor do que esse senhor tem consciencia d'isto; mas na conjunctura actual era precizo um instrumento para certa trica eleitoral; e a policia brusca disignou ao Sr. Moreira para bode votivo.

O Sr. Moreira fez mal em prestar-se a esse maneo, por que não surtirá o desejado effeito; e a inculpação de pirata não se lavará nem com toda a agoa da Lagoa dos Patos no Rio Grande do Sul.

O responsaval do artigo está disposto a provar em juizo a qualidade de pirata atribuida ao Sr. Moreira, quanto pratico da barra do Rio Grande. Parece-nos que a prova não será difficil, pois quem cabras não tem e cabritos vende de algures lhe vem; e a fortuna, hoje em physica de primeiro gráo, que trouxe o Sr. Moreira, de certo não foi o resultado do seu modesto salario. O seu fausto, a sua fidalguia nunca deixaram de exalar catinga de negro novo.

Fonte: O MERCANTIL (Desterro/SC), 09 de Novembro de 1861, pág. 01, col. 01-02

domingo, 18 de setembro de 2022

Sobrenome Twardowski



TWARDOSKI ou TWARDOWSKI é um sobrenome toponímico relacionado a dois locais na Polônia: a aldeia de Twardowo, na voivodia de Poznan; a aldeia de Twardów, na voivodia de Kalisz. Ainda, pode ser um sobrenome metonímico que significa "duro". Twardy em polaco tem esse significado. 

As cores do Sport Club Internacional

 



A escolha das cores vermelha e branca é outro capítulo interessante da história do Inter. Qualquer clube, ainda mais um clube esportivo, no fundo é uma simulação de um exército, e o confronto de clubes rivais simula uma guerra - isso é evidente. Basta lembrar as guerras antigas, em que as facções em disputa se identificavam com cores e emblemas característicos. É que as cores, o uniforme, os cantos de torcida, tudo isso tem um papel de enorme importância simbólica. No nosso caso, a escolha teve um componente de rivalidade que nada tinha a ver diretamente com o futebol. Na época, havia em Porto Alegre duas associações carnavalescas de grande torcida - a Sociedade Esmeralda Porto-Alegrense, que tinha como cores predominantes o verde e o branco, e a Sociedade Venezianos Carnavalescos, que usava as cores vermelha e branca. Havia também outras, algumas de nomes brincalhões, como Club Saca-Rolhas, Clube Jocotó, Sociedade Floresta Aurora, Sociedade Germânia e muitas outras, que duravam pelo menos alguns anos (Grupo dos Congos, Vagalumes, Roxa Saudade, Cotubas, Boêmios, Satélites de Momo, Bilontras, Caraduras, etc.); mas aquelas duas tinham mais força. Uma e outra dividiam as preferências, e as duas estavam representadas entre os que se reuniram para fundar o Inter. Quando chegou a hora da escolha das cores - vamos lembrar que isso se passou em abril, meses depois do Carnaval, que em 1909, segundo consta, tinha causado até brigas físicas entre integrantes das duas sociedades -, e após a definição do nome, houve uma divisão entre os presentes, que correspondia à divisão entre os adeptos das duas sociedades: uma ala quis verde e branco, outra quis vermelho e branco; acabou vencendo a segunda opinião, em favor do encarnado sanguíneo e do branco vitorioso. O resultado desagradou tanto os esmeraldinos que alguns chegaram a se retirar do recinto, deixando de assinar a ata - pelo menos é o que relata um dos presentes do dia, Napoleão Gonçalves. (A história dessas duas associações não é totalmente conhecida, mas é certo que elas eram bem antigas, fundadas que foram em 1873. Com algumas interrupções, elas e outras agremiações carnavalescas promoveram desfiles de rua em Porto Alegre, com carros alegóricos decorados, fantasias e charangas, pelo menos até 1912).

Fonte: FICHER, Luís Augusto. Dicionário Colorado. Caxias do Sul/RS: Belas-Letras, 2011, pág. 61-62.

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