quinta-feira, 28 de julho de 2022

O entrudo em Alegrete em 1843

 



CORRESPONDENCIA

Sr. Redactor.

Hum dos costumes barbaros, que nossos pais herdaraó de seus maiores que por desgraça ainda está em voga, hé o jogo do entrudo; essa festividade bachanal, essa loucura, essa alegria de poucos dias, á que commumente se segue longas penitencias, e quiçá dores do espaço de toda a quaresma. Como tão largo tempo de penas pode compensar hum prazer de tão curta duração? Certamente os quarenta dias de quaresma naó saó sufficientes para curar as catarrahaes, as constipaçoens, e as phthysicas, que, segundo opiniaó dos Medicos, costumaó derivar-se muitas vezes das imprudentes molhadelas do intrudo; assim como, não bastaó igualmente os jejuns mais austéros, e a mais severa economia para reparar o vasio, que deixa na bolsa essa ruinosa prodigalidade, esse disperdicio causado pelo dispendioso entrudo dos limoens de cheiro. E que direi do uso, da seringa, e da agua pura? Elle hé sem duvida mais commodo, e barato; quatro barris de agua fazem a festa; o effeito hé o mesmo, e poupa-se o dinheiro, que improductivamente se gasta com tal brincadeira, porem nada hé mais grosseiro, nem mais indigno de pessoas bem educadas, que despejar gamellas, e gamellas de agua sobre os infelizes, que andaó na rua. A hygiene reprova o entrudo, como pernicioso á saude; os medicos dizem, que ceifaó, em todos os annos milhares, de vidas, e a experiencia demonstra, que durante a perturbaçaó desses dias, costumaó os ladroens e malfeitores perpetrar impunemente os mais horrorosos atentados. Alem disto semelhante divertimento hé algumas vezes tambem immoral; porque muitos insolentes aproveitaó-se da confusão geral, e da desordem, que há nos entrudos, para tomar certas licenças e liberdades offensivas da moral publica, e dos bons costumes, e commumente as senhoras, que saó victimas de taes insultos, tem por decencia obrigaçaó de calar-se. De tudo quanto fica dito, snr. Redactor, se conclue, que o jogo do entrudo hé nocivo á saude, e á bolsa; algumas vezes grosseiro, e immoral; e por consequencia deve ser proscripto, e banido da sociedade como indigno de huma Naçaó civilisada. Snr. Redactor, se julgar dignas de publicidade as presentes reflexóes queira admitti-las em huma das suas Folhas; pelo que lhe será grato.

Hum que naó gosta do entrudo.

Fonte: ESTRELLA DO SUL (Alegrete/RS), 04 de Março de 1843, pág. 01-02

quarta-feira, 27 de julho de 2022

O batalhão feminino de Siracusa

 



Em Siracusa, Estados Unidos, organisou-se um batalhão composto unicamente por mulheres solteiras, cuja edade varia de dezesseis a trinta annos. O vestuario destes militares femininos é, na verdade, pittoresco; consiste, numa saia curta, côr de azul carregado, um corpete guarnecido de botões de coiro, um kepi, um cinturão e polainas.

O batalhão faz marchas nas avenidas e principaes ruas da cidade e é seguido por canhões e por uma banda de musica.

O commandante do batalhão não quer sinão mulheres solteiras. Os maridos causar-lhe-iam sem duvida grandes transtornos, como, por exemplo, pedirem ás mulheres para serem commandantes do batalhão, ou não as deixarem ficar fóra de casa até altas horas da noite, como as circumstancias o exigiriam muitas vezes.

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 06 de Setembro de 1902, pág. 01, col. 05

terça-feira, 26 de julho de 2022

Brasileiros caçados no Uruguay

 



Recebemos hontem a seguinte carta do Sr. Marianno Porto, ex-redactor do Brasil, de Montevidéo:

"Coincidindo com a narrativa que ha alguns dias fizeram-nos em carta dois importantes estancieiros brasileiros dos departamentos de Paysandú e Tacuarembó, do Estado Oriental do Uruguay, sobre os barbaros castigos pelo celeberrimo coronel Klinger, do exercito d'aquella republica, inflingidos na pessoa do cidadão Bernardino Costa, filho do Estado do Rio Grande do Sul; coincidindo com essa narração, deparamos no periodico O Brasil, de Montevidéo, com algumas linhas de gazetilha que em sua manifesta simplicidade confirmam, sem discrepar uma só circumstancia, tudo quanto em carta nos contaram aquelles nossos compatriotas. La Razon, de Montevidéu, folha oriental, a mesma que no tempo de Maximo Santos constituiu-se acerrima defensora dos cidadãoes brasileiros, crucificados no Paso-Hondo, tambem se incumbiu de estigmatisar o procedimento criminoso do coronel Klinger.

Jamais nos guiaremos, porém, pelos ataques, porém, pelos ataques das folhas de Montevidéo, porque sabemos que ellas, quando se envolvem em questões d'essa natureza, são sempre inspiradas no espirito de opposição aos adversarios politicos.

É phenomeno que não falha, não em um, mas em todos os partidos em que se divide o povo oriental. Não é isso, no entanto, motivo para que não sejamos gratos ao illustrado jornalismo uruguayo. Sempre o fomos, e a prova existe no agradecimento que escrevemos em março de 1888, dirigido á imprensa uruguaya, que, com excepção de duas ou tres folhas, subvencionadas pelo governo, pediu, mesmo implorou, que nos fizesse justiça, quando, incendiado pelo amor patrio, tomámos a defeza do misero pernambucano Leopoldo Marques; e, quanto mais tarde, respondemos a tres julgamentos no departamento do Salto. E, caso singular, e do qual nunca os governos da monarchia fizeram cabedal; eramos absolvido pelos cidadãos jurados e incontenenti condemnado pelos tribunaes do governo!

N'essa época, repetimos, deixámos evidenciada nossa sympathia e gratidão para com a imprensa de Montevidéo.

Nosso intento, hoje, publicando na conceituada e popular Gazeta de Noticias este ligeiro artigo é - chamar a attenção do benemerito jornalismo fluminense para as folhas platinas, cujas columnas, é rarissimo passar-se um mez, que não constatem factos como o que nos foi narrado por dous compatriotas, O Brasil e La Razon.

A diplomacia nem sempre póde agir em taes casos: e, não obstante ser alli nosso ministro o Dr. Ramiro Barcellos, filho do Rio Grande, ainda assim nos aventuramos a consignar que serão totalmente infructiferos os esforços de S. Ex., desde que não seja apoiado sem reservas pelo glorioso governo provisorio. E a este, por sua vez, é indispensavel a palavra do jornalismo da capital federal.

Nós imploramos, em nome da briosa e patriotica communhão brasileira, residente no Estado Oriental do Uruguay, á illustrada imprensa fluminense o seu valioso auxilio, para a divulgação dos repetidos crimes de que são victimas alguns de nossos compatriotas que têm a infelicidade de cahir nas unhas dos Klingers d'aquelle bello paiz.

Si o honrado gabinete do immortal cidadão Deodoro da Fonseca deseja saber quem é o coronel Klinger, quaes os seus actos, passem os Srs. ministros, embora ligeiramente, os olhos por um exemplar do nosso livro - Leopoldo Marques ou o Volpi Patroni Brasileiro. SS. Exas. o encontram em poder do Dr. João Severiano da F. Hermes, a quem tivemos a honra de offerecer o unico volume que possuiamos.

O qualificativo - torturador - com que o mimoseou (ao coronel) La Razon, não ha muito, é propriedade nossa. Ha dous annos, em artigo firmado, o empregámos tratando das correrias de Klinger contra cidadãos brasileiros do departamento de Tacuarembó.

Concluiremos com o novo attentado:

Bernardino Costa, brasileiro, vai todos os annos a Corrales, na qualidade de capataz, levar tropas de gado. N'uma d'essas viagens, ha um mez mais ou menos, Klinger, por meio da força, fal-o sentar praça. Costa pensa em desertar e escreveu uma carta a Klinger, dizendo-lhe francamente que a servir á força ou de qualquer outro modo no exercito oriental preferia fazer o serviço das armas no Brasil, que era a sua patria. Chegada que foi essa carta ao conhecimento de Klinger, este, depois de a ler, mandou chamar Bernardino e perguntou-lhe se era elle o auctor da carta. Bernardino respondeu affirmativamente. Klinger ordenou que por occasião da parada fossem apllicados em Costa TRES MIL AÇOITES!! A ordem foi cumprida á risca. A victima não soubre o numero de açoites, porque perdeu os sentidos! No outro dia tinha o corpo em chaga viva! Klinger foi á enfermaria, dias depois, e perguntou ao praticante:

- Como vá el brasilero? - Responderem-lhe: está bastante machucado. O coronel, com desprezo, disse:

"Déjelo que se jorobe! Si muere hagan un agujero en el monte y métanto adentro y sinó, larquen'o...ya tiene bastante para quejarse en su tierra!"

Não ha commentario digno.

Tenho comprido com estas linhas o pedido dos dous estrangeiros, e o dever de brasileiro patriota. - Marianno Porto.

Sobre esta occurrencia informaram-nos que o governo oriental já tomou providencias, suspendendo de suas funcções o coronel Klinger e mandando abrir inquerito.

Fonte: GAZETA DE NOTICIAS (Rio de Janeiro/RJ), 10 de Julho de 1890, pág. 01, col. 02-03

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Taranatiriça

 



Desde que os gaúchos passaram a ganhar maior credibilidade no cenário do rock nacional, há cerca do rock nacional, há cerca de três anos, dezenas de grupos como Garotos da Rua, Engenheiros do Hawaii, Os Eles, TNT, Replicantes e De Falla tornaram-se famosos da noite para o dia e representantes máximos da invasão gaúcha. Porém, nenhum deles é o responsável pelo corte (agora impregnado pelos gaúchos) de mais uma fatia no mercado do rock nacional. O trunfo fica para a banda Taranatiriça, a mais antiga e a primeira a lançar um LP de rock no Rio Grande do Sul.

Formada por Marcelo Truta na guitarra, Cau Hafner na bateria - os fundadores -, Marcelo Perna no vocal e Paulo Mello no baixo, foi ela quem, praticamente, abriu as portas para o surgimento de novos grupos gaúchos, após quebrar os preconceitos existentes contra os grupos de rock em Porto Alegre.

Considerada pela crítica gaúcha como a melhor banda de rock de 84/85 (criado para incentivar e destacar os profissionais que mais se salientaram nos diversos segmentos musicais de Porto Alegre), o TARA, como é conhecido pelo público gaúcho, antes mesmo de lançar seu primeiro LP, Totalmente Rock - que só no Estado do Rio Grande do Sul vendeu mais de 20 mil cópias - já despertava a atenção de muita gente na produção de seus shows.

Dois anos depois de sua primeira experiência em disco, que também serviu como trampolim para esta invasão, o TARA chega com um novo LP, TARANATIRIÇA II, nas lojas em selo Copacabana. Apesar de abandonar o esquema independente (Totalmente Rock foi lançado pela gravadora independente ACIT, de Porto Alegre) e de se transferir para uma gravadora de grande porte (e que está em busca de novos horizontes), o TARA mostra neste segundo trabalho, que não mudou a estrutura pesada e dançante que o consagrou como uma das melhores bandas de rock do Rio Grande do Sul.

Taranatiriça II foi gravado em São Paulo, nos estúdios da gravadora Copacabana, com produção de Jorge Gambier e co-produção de Charlie Nogueira, relações-públicas da banda. No repertório deste novo disco, composições próprias do baixista Paulo Mello Dama do Crime, Clarabóia, Furacão e Xerox, do guitarrista Marcelo Truta Atucanação, Se Você Pensa, Baralho Voador e Vida Marginal - as duas últimas em parceria com o vocalista - além de Otávio Fumagali Fuga e de Fugete Luz Circuito Emocional. Este último, autor do hit Rockinho, que tanto fez o público gaúcho dançar em 85/86.

Fonte: O PIONEIRO (Caxias do Sul/RS), Caderno Sete Dias, 30 de Maio de 1987, pág. 03

domingo, 24 de julho de 2022

Barão de Tautphoeus

 



Falleceu hontem ás 11 horas da manhã o venerando barão de Tautphoeus.

Natural da Baviera, de família ennobrecida desde o seculo XVI, lá educou-se, frequentou as universidades, teve o numero de duellos regulamentares. Tomou parte na guerra da independencia da Grecia, e uma vez escapou de ser fuzilado. Entrou depois para a vida diplomatica, e residiu algum tempo em Londres e Pariz. N'esta ultima cidade teve entrada nas melhores rodas litterarias, e ligou-se intimamente com Alexandre Dumas, e com Armand Bertin, o illustre redactor do Journal des Debats, tão precocemente fallecido.

Em principio da era de quarenta, veiu para o Brasil, de onde nunca mais sahiu. Motivos serios deviam tel-o movido a dar este passo, porque, logo que chegou, sujeitou-se ao então muito demorado e dispendioso processo de naturalisação, como para mostrar que nada mais o prendia ao velho mundo.

Desde então até o dia de sua morte póde resumir-se a sua existencia em duas palavras: estudou e ensinou.

Foi professor particular, foi director de um collegio que por longos annos gozou do melhor conceito, ha uns 15 annos fixara-se no externato de Pedro II, como professor de allemão. Ultimamente, por não haver quem leccionasse grego, era o professor d'esta lingua, que conhecia profundamente.

De todos os seus esforços, o resultado positivo foi sahir mais pobre que começara. E, cousa interessante, aqui, onde tudo é possivel para os felizes, para elle nada souberam fazer. Teve de sujeitar-se a concurso, como qualquer estreante, passada a idade de sessenta annos. Os nossos governos, que tantas honras distribuiram a tanta gente, nunca o fizeram sequer commendador. E não havia sequer o pretexto de qualquer desvio em sua conducta: era o typo da honestidade, e só produzia um sentimento a quem o conversava: o da veneração.

Nem elle mesmo poderia dizer quantos discipulos contou nos dez lustros que sacrificou ao ensino. N'este largo prazo, póde dizer-se, ninguem estudou no Rio de Janeiro, que directa ou indirectamente não fosse seu discipulo.

O tempo que roubava ao ensino, dedicava inteiro ao estudo.

Os seus conhecimentos eram verdadeiramente extraordinarios. Historia, ainda não houve aqui quem soubesse tanto como elle. E sabia-se nos processos preparatorios da sciencia, na multiplicidade das minucias, e na largueza das grandes generalisações. Ainda era moço quando appareceram os primeiros volumes da obra genial de C. Ritter, e desde então entregou-se a geographia com verdadeiro enthusiasmo. Dominava completamente uma porção de litteraturas. Mas o que sobretudo conhecia, e que considerava como sua especialidade, era a economia politica.

Era preciso conhecer-se o barão de Tautphoeus, para ter idéa de quanto um cerebro humano póde conter.

E os factos achavam-se digeridos, separados, classificados de tal modo, que a sua critica ainda mais admiravel era que sua illustração.

Não deixou livro. A quem lhe fazia d'isto reparo, respondia: - Não pude combinar o auctor com o professor. Considerem os annos que ensinei como os livros que compuz.

Embora nada devesse a D. Pedro II, era muito amigo do Imperador. Os ultimos acontecimentos causaram-lhe dolorosa impressão. Se bem estamos lembrados, foi depois d'elles que teve a primeira doença. A segunda levou-o em muito poucos dias, como para conservar-lhe até o fim a feição de rijo e indefesso trabalhador que sempre foi.

O enterro sahe da rua D. Bibiana n. 22 A, para o cemiterio de S. Francisco Xavier.

Fonte: GAZETA DE NOTICIAS (Rio de Janeiro/RJ), 28 de Fevereiro de 1890, pág. 01, col. 02

sábado, 23 de julho de 2022

Grupo Saudade Instantânea

 



Neste sábado, no Clube Juvenil, será apresentada a ópera pop rock Eugeny, História de um Sonho, pelo grupo musical portoalegrense Saudade Instantânea. A respeito do espetáculo, fala o empresário e divulgador do grupo, Paulo Índio: "O grupo musical Saudade Instantânea é composto por universitários portoalegrenses, com opinião muito própria sobre música. Este conjunto apresenta um espetáculo de alto nível, tanto cultural quanto profissional, que vale a pena ser assistido pela sua qualidade. Todo o cansativo trabalho de montagem, ensaios, arranjos durou mais de oito meses, mas foi plenamente recompensado pela grande aceitação que este show teve entre o público e a crítica da capital. Um dos objetivos do grupo é mostrar que gente jovem faz música, música séria, de primeira qualidade e que realmente acrescenta muita coisa nova ao conceito que se tem de som. Mesclando trechos de influência clássica com o mais puro rock, o conjunto consegue fazer algo totalmente diferente de tudo o que se viu no campo da música. Saudade Instantânea conta a história de Eugeny. Eugeny foi um ser total, reuniu em si o bem e o mal. Eugeny teve um sonho, um lindo sonho dourado. A história que será apresentada em Caxias é esta: a história de um sonho. Durante o desenrolar do espetáculo serão projetados cerca de 300 slides que ilustram os textos e as letras. Juntamente com os slides, são mostrados filmes, efeitos de som e luzes estroboscópicas que compõem a parte audiovisual da ópera."

Os que lá comparecerem poderão confirmar as palavras de Paulo Índio. Para tanto, deverão adquirir seus ingressos na Secretaria do Clube, nas Lojas Alfred ou no Serviço Municipal de Turismo. Depois, todos poderão desfrutar da boate do Juvenil. Custo do ingresso para o espetáculo, sete cruzeiros.

Fonte: JORNAL DE CAXIAS (Caxias do Sul/RS), 02 de Junho de 1973, pág. 08

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Preservação do mangue

 



CÓRTE DO MANGUE

Foi attendida a utilissima medida a tornar effectiva a prohibição do córte do mangue, que constituia outr'ora a grande floresta maritima da bella bahia do Rio de Janeiro.

A intendencia municipal resolveu adquirir todo o material preciso no emprehendimento dos trabalhos a executar n'esse sentido, além de uma lancha a vapor, sob a inspecção do nosso collega do Jornal do Commercio o Sr. Pedro Caldeira, a quem compete restaurar a referida matta, conserval-a e fazer respeitar as leis que regulam a importante industria da pesca, até hoje tão desprezada.

Estamos certos que dentro em bem poucos annos grande será o beneficio resultante do serviço que com pequeno sacrificio da intendencia vai agora começar.

Os vastos parceis lodosos ficarão ensombrados pela utilissima arvore denominada mangue e a pescaria terá como consequencia o maximo desenvolvimento.

Fonte: GAZETA DE NOTICIAS (Rio de Janeiro/RJ), 02 de Fevereiro de 1890, pág. 01, col. 02

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