sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Nomes Guarani-Chiripá

 



Avá Mainó (masculino) - homem colibri; homem beija-flor.

Avá Mamangá (masculino) - homem abelha.

Avá Yvyra'í Poty (masculino) - homem flor do cajado (emblema de poder masculino).

Jiguaká Poñy (masculino) - coroa de plumas que se expande.

Jiguaká Rayví (masculino) - chuvisco da coroa de plumas.

Karaí Ju (masculino) - senhor divino; mago, feiticeiro.

Kunumí Suréi Mirï (masculino) - uma espécie de pássaro pequeno.

Kuñá Jeasajú (feminino) - mulher com adorno divino.

Kuñá Rokáry Ju (feminino) - mulher dos arredores da casa divina (a casa que existe no paraíso de Ñande Ru Vusú, o criador divino).

Kuñá Ryapú (feminino) - mulher do trovão.

Mbaraká Poñy (masculino) - chocalho ritual que ecoa.

Ñe'ë Poñy (masculino) - palavra que ecoa, que se expande.

Ojo-Kuarasy Ju (masculino) - Sol divino.

Okë Poty (masculino) - flor da porta, flor que está na porta.

Okey Ju (masculino) - porta divina.

Oñoendy (masculino) - chamas de um e de outro.

Oyvypeí (masculino) - aquele que varre a terra.

Takuá Yvy Verá (feminino) - bambu da terra reluzente.

Takuá Ryapú (feminino) - bambu trovejante.

Tapé Ju (masculino) - caminho divino.

Tupä Kávy Ju (masculino) - vespa reencarnada de Tupã.

Tupä Yvoty (masculino) - flor de Tupã.

Tupä Mirï (masculino) - pequeno Tupã; pequeno trovão.

Tendyvy Jú (masculino) - chama divina ou reencarnada.

Verá Yvoty (masculino) - flor do relâmpago.

Fonte: CADOGAN, León. Mil apellidos guaranies. Assunção/Paraguay: Editorial Toledo, 1960.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Nomes Guarani-Mbyá

 



Nomes masculinos:

Atachï, Tatachï, Tatatï - fumaça, fumo, aquilo que fumega, que se consome em fogo.

Karaí Atachï - fumaça de Karaí (o dono do ruído do crepitar das chamas); Tataendy Ryapú Já.

Karaí Ñe'engijá - dono das palavras (almas) de Karaí.

Karaí Ñe'ery - o fluir da palavra (alma) de Karaí.

Karaí Rataá - aquele que possui o fogo de Karaí.

Karaí Tataendy - as chamas de Karaí.

Kuaray Endy Jú - as chamas divinas do Sol.

Kuaray Mimby - flauta do Sol.

Kuaray Mirï - Sol pequeno.

Kuaray Rataá - aquele que possui o Sol.

Tupä Guyrá - pássaro de Tupã.

Tupä Kuchuví Vevé - tocha voadora ou chá voador de Tupã.

Verá - relâmpago.

Verá Chunuá - que faz o som dos trovões de Verá.


Nomes femininos:

Ara'í - espaço celeste, firmamento.

Ara Jerá - céu, firmamento que surge, que irrompe, que brota.

Ara Mirï - céu pequeno.

Ara Poty - flor do céu.

Kerechú - coisa distinta, algo diferente.

Kerechú Poty - flor de Kerechú.

Kerechú Rataá - aquele que tem o fogo de Kerechú.

Pará Jachuká - ritual sagrado do Mar.

Pará Mirï - mar pequeno.

Pará Reté - corpo do mar.

Tatachï - fumaça, ar.

Yvá - paraíso, céu.

Fonte: CADOGAN, León. Mil apellidos guaranies. Assunção/Paraguay: Editorial Toledo, 1960.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Nomes Guarani-Apapokuva

 



Masculinos:

Avá Poty - homem forte; flor de homem.

Avá Jupiá - aquele que utiliza para ascender, subir.

Jiguaká Poñy Ju - coroa divina que se arrasta.

Mbaraká Mbeí - espécie de chocalho ritual.

Nimuendajú - o divino reencarnado.

Tupã Ju - alma divina; habitante do Paraíso que reencarnou.

Femininos:

Ñapyka, Kuña Apyká - assento de mulher; reencarnação feminina.

Takuá - bambu, taquara.

Takua Pu - som ou música do bambu.

Takuá Verá - bambu reluzente.

Takuá Yvá - bambu do paraíso.

Fonte: CADOGAN, León. Mil apellidos guaranies. Assunção/Paraguay: Editorial Toledo, 1960.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Luiz Baptista Gonçalves



"No dia 2 falleceu, no Rio Grande, o joven Alonso de Souza Gomes, empregado do commercio d'aquella praça.

✤✤✤✤✤

Em Piratiny, no 2o. districto, deu-se o passamento do tenente-coronel Luiz Baptista Gonçalves.

✤✤✤✤✤

Em consequencia de febre amarella morreu na capital federal o joven Octaviano de Abreu Santos, alumno da Escola Militar do Ceará e filho do sr. Virgolino José dos Santos.

(...)

Em Pelotas finou-se o prestante e estimado cidadão Francisco Eurico da Silva, socio da firma Scholberg, Jouclá & Silva, estabelecida com casa de armas n'aquella praça.

Contava 42 annos de idade, era casado e deixa numerosa prole.

- Na mesma cidade deixou de viver, aos 44 anos, o cidadão Francisco de Paula Santos, proprietario da pharmacia existente na Costa de Pelotas (Areal)."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 10 de Maio de 1894, pág. 02, col. 03

Coronel Maneca Pedroso



"Coronel Pedroso

(Do Diario Popular de Pelotas)

Na medonha hecatombe do Rio Negro, cilada covarde armada á lealdade do inclyto Izidoro, desappareceu o intemerato coronel Manoel Pedroso de Oliveira, homem generoso e de uma nobreza extraordinaria de caracter.

Como guerreiro, era temido pelos adversarios, que lhe recordavam o nome assombrados e tremulos, e era o idolo de seus soldados, que o acompanhavam confiantes nas mais temerarias emprezas.

Esta phrase que irrompia do peito de seus concidadãos era o seu mais brilhante padrão de gloria:

'Maneca Pedroso é a alma da campanha do Sul...'

E realmente era: um gesto seu reunia massas compactas de soldados destemidos; um grito de guerra que seus labios proferissem era o signal certo da derrota do inimigo.

Tal era o poder d'aquella voz electrisadora, que dava animo aos soldados e os conduzia á victoria.

Os inimigos traidores viam de longe o prestigio enorme que aureolava a figura altiva do gigante da nossa campanha e encolhiam-se assustados, tremendo, nos seus ninhos de abutres, sem coragem de atacal-o siquer.

Até Gomercindo Saraiva, o torvo assassino de Curral de Arroios, o ousado chefe da malta de degolladores que infestou este Estado, quando ouvia fallar no grande gaúcho de Piratiny, mudava de conversa, dizendo que seu desejo era nunca se encontrar com esse republicano.

O chacal tinha mêdo do leão."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 13 de Março de 1894, pág. 01, col. 02

domingo, 2 de janeiro de 2022

O Sete-Saco

 



Por Cláudia Regina Kawka (professora em Curitiba/PR)

Uma das maiores dificuldades para os imigrantes eslavos que vieram para a Gleba Orle, no Norte do Paraná, era o problema da comunicação. Como fazer para que os brasileiros conseguissem compreender o que eles queriam? Realmente não era fácil. Mas o mesmo problema ocorria com os brasileiros que queriam falar com os poloneses e ucranianos. Era difícil conseguir pronunciar os nomes e sobrenomes dos estrangeiros! Cada nome complicado!

Certa vez apareceu no sítio de um imigrante polonês um senhor brasileiro procurando um tal de Sete-Saco.

- Quem mesmo o senhor está procurando? - perguntou o imigrante.

- Estou procurando o Sete-Saco.

- Que saco? O senhor deixou algum saco aqui?

- Não. Eu quero falar com o Sete-Saco.

- É homem ou mulher?

- É homem.

- E como é o nome dele?

- É Sete-Saco, ué! E ele mora num desses sítios.

Depois de muito pensar, o imigrante percebeu que a pessoa com quem ele queria falar era o Szewczak!

Outra história engraçada aconteceu quando um polonês foi comprar alho na venda. Ele chegou lá e só viu cebolas penduradas, e nada de alho. O vendeiro, vendo que o estrangeiro estava procurando alguma coisa, logo perguntou:

- O senhor está querendo comprar o quê?

- Acho que aqui não tem o que eu quero.

- Mas o que é? É cebola?

- Não sabendo como dizer "alho" em português, ele tentou explicar à sua maneira:

- Eu quero é o "irmão da cebola"...

O vendeiro entendeu e trouxe para o alho procurado!

Fonte: CORREIO RIOGRANDENSE (Caxias do Sul/RS), 21 de Junho de 1995, pág. 15

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...