sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Moradores de Pelotas em 1892

 



Distante de ser um recenseamento completo dos moradores de Pelotas no período, nosso esforço foi o de, através de consulta aos jornais da época disponíveis na web, listar o quanto fosse possível de nomes relacionados à cidade, bem como inserindo as informações adjuntas que encontramos. Todavia, na maior parte dos casos, encontramos somente os nomes. De forma geral, quando usamos a denominação "morador" queremos dizer literalmente isso: apenas constatamos que o indivíduo citado viveu em Pelotas, mas não encontramos mais dados sobre sua ocupação, nacionalidade ou outros. A propósito, quando listamos "Fulano de Tal & Fulana de Tal", justamente com o uso do "&" queremos dizer que os indivíduos são casados. Esperamos contribuir de alguma forma para pesquisas genealógicas e historiográficas, mesmo que de modo muito modesto. Obs.: respeitamos a grafia encontrada na época.


Periódicos consultados para este período: A Federação (Porto Alegre/RS); Almanak Litterario e Estatistico do Rio Grande do Sul (Porto Alegre/RS); Correio Mercantil (Pelotas/RS); O Rio Grande (Rio Grande/RS); Diario de Jaguarão: Folha da Tarde (Jaguarão/RS); A Encruzilhada (Encruzilhada do Sul);

1892

Abrilino Antunes do Canto, 49 anos, casado, residente nas Pedras Brancas.

Abrilino Moncorvo, noticiarista do jornal Gazeta da Tarde.

Adelina Maia, Carmem Maia, irmãs, filhas de Antonio Joaquim da Silva Maia, industrialista.

Adolpho Ebling, morador.

Adolpho Maia, presidente da Associação Comercial.

Adriano Fagundes, morador.

Affonso Dias, morador na Boa Vista.

Affonso Emilio Massot, 4o. suplente do delegado de polícia, a partir de Julho de 1892; capitão de companhia da Brigada Militar.

Albano Noronha, morador à Rua General Argollo.

Alberto Rodrigues Rosa, comerciante.

Albino (ou Arbino) Isaacssen, alemão, lavrador na colônia Santo Antônio.

Albino P. Bandeira & Maria Bandeira, moradores.

Albino Pereira de Mello, morador.

Alcides de Mendonça Lima, bacharel.

Alexandre Carvalho & Alice Reis, ambos oriundos de Porto Alegre, ela ex-asilada do Collegio Santa Thereza do Padre Cacique.

Alexandre Gastaud, telegrafista oficial-adjunto.

Alexandre Rabassa Cassal, 22 anos, morador.

Alfredo de Oliveira Guimarães, secretário do Asylo de Mendigos.

Alfredo Mello, morador.

Alfredo Werner, operário da fábrica de chapéus Cordeiro & Wiener Succesores.

Altino Dias Ribeiro, tenente.

Alberto Coelho da Cunha, procurador da Intendência Municipal, & Clotilde Antunes, filha de Antonio Antunes, comerciante.

Alvaro Leonel, 14 anos, aprendiz de chapeleiro da ábrica de chapéus Cordeiro & Wiener Succesores; filho de João Leonel da Silva.

Amado Ceres, alferes da Brigada Militar.

Ambrosio Perret, agricultor na Serra dos Tapes.

Anacleto da Costa Barcellos, 3o. suplente do delegado de polícia, a partir de Julho de 1892.

André Rodrigues Moutinho, aluno do Lyceu de Agronomia e Veterinaria.

Angelo dos Santos, alferes-secretário da Brigada Militar.

Angelo Rossi, italiano, morador no Monte Bonito.

Anna de Freitas Fernandes, 76 anos, moradora.

Annibal Antunes Maciel, 21 anos, filho da Baronesa dos Três Serros.

Annibal Xavier Porto, 18 anos, morador no 2o. distrito.

Anselmo José Pereira, contador do Banco da Republica.

Antenor Amorim, negociante de tabaco; mordomo do Asylo de Mendigos.

Antenor Rodrigues da Silva, morador.

Antero Leivas, médico, proprietário.

Antonieta Esteves, moradora.

Antonio Alves dos Santos, peão na Boa Vista.

Antonio Alves Vicente Larangeira, 31 anos, português, morador.

Antonio Andrade Santiago, português, 23 anos, solteiro, empregado no curtume de José Fernandes Duval, na Lomba.

Antonio Arsini (ou Arsinti), italiano, agricultor na Boa Vista.

Antonio Assumpção, proprietário.

Antonio Bento da Costa Real Junior, capitão.

Antonio Carlos de Aguiar, escrevente de cartório.

Antonio Carolino de Freitas, capitão.

Antonio da Silveira da Luz, morador no Monte Bonito; pai de Francisco da Silveira da Luz, membro do Partido Republicano.

Antonio de Sá Araujo, aluno do Lyceu de Agronomia e Veterinaria.

Antonio dos Santos Fagundes, conferente da Mesa de Rendas de Pelotas, a partir de Agsoto de 1892.

Antonio Ferreira Louzada, dono de um curtume na Luz.

Antonio Ferreira Pinto, português, morador.

Antonio Galdino de Almeida, soldado de Artilharia.

Antonio Jesuino dos Santos, morador.

Antonio Joaquim Dias, proprietário do Correio Mercantil, pai de Antonieta Dias e Cezar Dias, estudante da Faculdade de Direito de São Paulo.

Antonio Jorge, diretor da sociedade Filhos do Trabalho.

Antonio José de Azevedo Machado Filho, 3o. suplente do juiz municipal e de órfãos do 3o. distrito.

Antonio Lobo, alferes da Brigada Militar.

Antonio Lopes Brandão, barbeiro.

Antonio Lucas Franqueira, sócio de Eduardo da Silva Maia Joaquim Assumpção da Silva, na firma Maia, Lucas & Cia. (comércio de secos e molhados, comissões e consignações).

Antonio Maria Cardoso da Silva, morador.

Antonio Nunes Bueno do Prado, capitão médico de 1o. classe, diretor do Hospital Militar de Pelotas.

Antonio Pinto Bandeira, 20 anos, solteiro, morador.

Antonio Pinto Rego Magalhães, português, dono de um comércio de secos e molhados.

Antonio Ramiro, espanhol, sapateiro, primo de Francisco Aragón, espanhol, procedente da colônia dos Potreiros.

Antonio Ribeiro Tacques, médico, membro do Partido Federalista.

Antonio Rodrigues de Souza, redator do jornal Diário Popular.

Antonio Simões Lopes, membro do Partido Republicano.

Antonio Soares Ferreira & Margarida Rodrigues Soares Ferreira, pais de cinco filhos menores, moradores.

Antonio Villanueva, uruguaio, graxeiro da Companhia Pastoril-Industrial (charqueada), à margem esquerda do Arroio Pelotas.

Arthur Hameister, secretário do Lyceu Rio-Grandense de Agronomia e Veterinaria, até Março de 1892.

Arthur João Firme, membro do Partido Republicano.

Arthur Rodrigues de Abreu, professor do Atheneu Pelotense.

Arthur Toscano Soares Barboza, redator do jornal Correio Mercantil.

Augusto Amoretty, fotógrafo.

Augusto Ayres, morador.

Augusto Berger, alemão, marceneiro, morador na Picada Ademá, na colônia Santo Antônio.

Augusto H. Nogueira,  diretor da Companhia de Seguros Maritimos e Terrestres Auxiliadora.

Augusto Hormain, francês, dono de uma casa de ferragens e miudezas.

Augusto Jansen, norueguês, lavrador na colônia Santo Antônio.

Augusto Natorf, dono de uma relojoaria.

Augusto Silveira, morador.

Barão Alves da Conceição, diretor da Companhia de Seguros Maritimos e Terrestres Auxiliadora.

Barão de Arroio Grande, proprietário.

Barão de São Luís, proprietário.

Barão dos Santos Abreu, proprietário.

Baronesa dos Três Serros, proprietária.

Basilio Delourens & Maria Delourens, ambos franceses, uma filha menor, a esposa 39 anos.

Bento Cardoso de Gusmão, morador.

Bento José Taveira, professor; era procedente de Rio Grande.

Bernardina Soares Maia, dono de uma chácara no Capão do Leão; mãe de Christovam Maia.

Bernardina Pinto, 40 anos, moradora; cunhada de José Pereira de Souza Pinto, co-proprietário da Livraria Americana.

Bernardino Cardoso de Miranda, morador.

Bernardino da Costa Lisboa, 60 anos, português, morador.

Bernardino Maia, proprietário.

Bernardino Moreira da Silva, morador.

Bernardo Cardoso, português, 21 anos, morador.

Bernardo José de Souza, diretor da Companhia de Seguros Marítimos e Terrestres Pelotense.

Braz Mascarenhas & Maria Luiza Nunes, negros, moradores à Rua da Constituição número 34; pais de Narciso Candido Mascarenhas, 30 anos.

Brigida Butley Geiger, irlandesa, 73 anos, moradora.

Caetano Pereira, menor, 9 anos de idade.

Caetano Zeferino Coelho, vulgo Biguá, solteiro, 38 anos, natural de Santa Catarina, estivador.

Camillo de Azevedo Souza, promotor público e curador geral de órfãos.

Candido Gonçalves da Silva, morador.

Cantidio Barcellos, diretor da sociedade Filhos do Trabalho.

Canuto Baptista de Oliveira, tenente da Brigada Militar.

Carlos André Laquintinie, professor do Atheneu Pelotense.

Carlos Echenique, membro do Partido Republicano; co-proprietário da Livraria Americana.

Carlos Leprecht Prank, alemão, 80 anos, casado.

Carlos Kunde, alemão, lavrador na colônia Santo Antônio.

Carlos P. Villar, morador.

Carmelita Auguet, Carmen Auguet, irmãs, moradoras.

Carolina Corrêa Lopes, 68 anos, viúva de Jacintho Antonio Lopes e mãe de Jacintho A. Lopes Junior.

Cesar Gomes Vieira, morador.

Christovam da Silva Maia, membro do Partido Republicano.

Christovam Santos, subdelegado do terceiro distrito.

Cícero Nunes, tenente-farmacêutico, natural do Rio de Janeiro, 33 anos, casado.

Clara Ferreira Sandym, moradora; filha de Manoel P. Barrozo.

Clarinda Ferreira da Silva, 26 anos, solteira, filha de Salvador Ferreira da Silva.

Cornelio da Costa Silveira, branco, 41 anos, vendedor de bilhetes de loteria.

Custodio da Silva Branco, dono de uma padaria; empregado: José Ferreira Braga.

Cypriana Gomes Frazão, moradora; sogra de Adolpho Luiz Osorio.

Cypriano da França Mascarenhas, médico, proprietário.

Cypriano José Ribeiro, alferes, carcereiro da cadeia civil, a partir de Janeiro de 1892.

David Ferreira Pereira, aluno do Lyceu de Agronomia e Veterinaria.

David Francisco Pereira, aluno do Lyceu de Agronomia e Veterinaria.

Demetrio Bandeira, professor do Atheneu Pelotense.

Deolinda Leocadia da Silva, 50 anos, solteira, moradora.

Domingos Alves Requião, médico-adjunto do Exército; chefe da enfermaria civil do lazareto dos variolosos.

Domingos da Silva Pinto, farmacêutico, fabricante do Peitoral de Angico.

Domingos Jacintho Dias, 3o. suplente do juiz municipal, até Outubro de 1892.

Domingos José de Oliveira, dono de uma fábrica de sabonetes e perfumarias.

Domingos Leite Marinho, morador.

Domingos Lopes Machado, praça do corpo de cavalaria.

Domingos Mascarenhas, proprietário.

Domingos Portella, dono de uma venda à Praça da Constituição.

Edegar Vianna, aluno do Atheneu Pelotense, filho de João Dias Vianna, major.

Edmundo Alano da Silva, capataz da olaria de José Thomaz de Campos.

Edmundo Berchon Des Essarts, proprietário.

Eduardo da Silva Carvalho, proprietário de uma casa de chapéus.

Eduardo Maurell, membro do Partido Republicano; dono de uma propriedade na Serra dos Tapes.

Eduardo Rodrigues, ator.

Eduardo C. Sequeira, farmacêutico.

Eduardo Wilhelmy & Deolinda Fernandes Wilhelmy, moradores; ela uruguaia, 40 anos.

Emil Berndt, alemão, lavrador na colônia Santo Antônio.

Emilio Leão, major-fiscal da Brigada Militar.

Epaminondas Piratinino de Almeida, membro do Partido Republicano.

Ephigenia Alves da Costa, moradora; mãe de Antonio Justo da Costa, administrador das oficinas do jornal Diário Popular.

Ermelindo Pereira Barbosa, morador na Boa Vista.

Ernesto da Silva & Balbina da Silva, ela 24 anos.

Ernesto dos Passos Figuerôa, alferes da Brigada Militar.

Ernesto Fagundes, morador.

Ernesto Gentilini, negociante de tabaco; negociante de cargas e transportes marítimos.

Ernesto Torres, morador.

Estevam de Souza Lima, capitão; diretor do hospital militar de Pelotas.

Etelvina Bernardina da Silveira, solteira; irmã de Bernardino da Silveira, Annibal da Silveira e João Bernardo da Silveira, todos membros do Partido Republicano.

Euclydes Moura, membro do Partido Republicano.

Eugenio Cunha, 2o. suplente do delegado de polícia, a partir de Julho de 1892.

Eulalia Fernandes da Silveira, 50 anos, viúva, mãe de cinco filhos, moradora no Capão do Leão.

Eusébio Velloso, alferes.

Ezequiel João Baptista, morador na Várzea.

Faustino Silveira, alferes da Brigada Militar.

Felinto Alves de Moura, tesoureiro-adjunto da sociedade Filhos do Trabalho.

Felippe Antonio da Fonseca Galvão, alferes.

Felisberto Galdino do Amaral, 31 anos, morador.

Felisberto Rodrigues, diretor do Atheneu Pelotense.

Felix da Silva, pardo, morador na Costa do Pelotas.

Felix Rossano, italiano, natural de Nápoles, agricultor.

Fernando Brochestedt, dono de um curtume no Fragata.

Fernando Luiz Osorio, membro do Partido Republicano.

Fernando Negreira, comerciante próximo à Igreja Matriz.

Fernando Rohnelt, membro do Partido Republicano.

Firmiano Nascimento da Luz, morador.

Fortunato Brunbino & Maria Bresciana Brunbino, italianos, pais de três filhos menores, tendo ele vindo como imigrante antes que a esposa, via Rio de Janeiro. Moradores à Rua Félix da Cunha número 187.

Fortunato José de Souza, antigo oficial de justiça; pai de Francisca de Souza, 22 anos, solteira.

Francisca Marques, moradora, filha de Bernardo Marques, comerciante.

Francisco Alsina, comerciante; vice-cônsul interino da Espanha.

Francisco Alves Ribas, comendador, proprietário.

Francisco Antonio da Costa, proprietário de um café no Mercado Público e arrendentário do quartel Paraízo Terrestre da Praça da Regeneração.

Francisco Antonio Pinto de Campos, proprietário da fábrica Café das Familias (torrefação de café).

Francisco Antunes Maciel, conselheiro.

Francisco Araujo, médico.

Francisco de Moraes Ferreira & Francisca Bernardes de Moraes, moradores.

Francisco de Paula Avellar, membro do Partido Republicano.

Francisco de Paula da Cunha Louzada, chefe do centro telefônico, a partir de Outubro de 1892.

Francisco de Paula Fernandes, escrivão do registro de nascimentos, casamentos e óbitos.

Francisco de Paula Gonçalves Baptista, casado, rio-grandense, 36 anos, morador.

Francisco de Paula Rodrigues da Silva, morador.

Francisco de Salles Lopes, morador.

Francisco do Nascimento Fernandes, conferente da Mesa de Rendas Estaduais, a partir de Setembro de 1892.

Francisco Duarte, português, 58 anos, morador na Boa Vista.

Francisco Fagundes de Oliveira, morador; pai de Antonio S. Fagundes, residente em Porto Alegre.

Francisco Guimarães, morador.

Francisco Holvorsen, diretor da sociedade Filhos do Trabalho.

Francisco Leite, proprietário.

Francisco Lopes, peão da estância do major Arruda.

Francisco Moreira, proprietário.

Francisco Nunes de Souza, comerciante.

Francisco Oliveras, 77 anos, espanhol, um dos mais antigos moradores d'aquella cidade. Pai de Josephina, Eulalia, Rosa e Francisca.

Francisco R. da Costa, 2o. bibliotecário da sociedade Filhos do Trabalho.

Francisco Rodrigues Noronha, dono de uma oficina de impressão a cores em monogramas.

Francisco Salles da Costa, diretor da sociedade Filhos do Trabalho.

Franklin Dias de Castro, alferes quartel-mestre da Brigada Militar.

Franklin Ribeiro, pardo, morador na Boa Vista.

Frederico Bastos, membro do Partido Republicano.

Frederico Jener, negociante de tabaco.

Frederico Kaastrup, comerciante no Fragata.

Frederico Romano, médico.

Fructuoso  Luiz da Motta, aluno do Lyceu de Agronomia e Veterinaria.

Galdino Felix de Azevedo, soldado da 3a. Companhia da Artilharia.

Genoveva Nympha de Miranda, professora aposentada, ex-regente da 2a. cadeira do sexo feminino da cidade de Pelotas por 35 anos anteriores.

Gervásio Alves Pereira, membro do Partido Republicano; proprietário.

Guilherme A. pereira Junior, vice-presidente da sociedade Filhos do Trabalho.

Guilherme Cardozo Saraiva, 15 anos, filho de Bernardino Cardozo Saraiva.

Guilherme Echenique, membro do Partido Republicano; co-proprietário da Livraria Americana.

Guilherme Moller, artista, 30 anos.

Guilherme Suher, capitão de companhia da Brigada Militar.

Guilherme Wiener, agricultor com residência próxima ao corredor do Matadouro Velho; sobrinho de Guilhermina Bamann.

Gustavo Campos, dono de um armazém na Serra dos Tapes.

Gustavo Konow, representante da cerveja Marca-Porco.

Heleodoro de Azevedo Souza, industrialista.

Henrique Ahrons, alemão, gerente da casa comercial Fernando Rech & Cia.

Henrique Castro, uruguaio, 26 anos, morador no Capão do Leão.

Henrique Kosenham, alemão, morador.

Henrique Martins Chaves, vice-intendente nomeado do município de Pelotas, a partir de Setembro de 1892.

Henrique Maurell, solicitador.

Heraclito João de Camargo, professor da 1a. cadeira do sexo masculino da cidade de Pelotas, até Fevereiro de 1892. (Nota: em outros momentos, o nome referenciado é João Heraclito de Camargo).

Herculano Fernandes de Carvalho, alferes.

Hermes de Andrade, cadete de Artilharia.

Hermeto Gomes Tourinho, major-comandante.

Ignacio Henrique de Gouvêa, tenente-coronel, comandante do 18o. Batalhão.

Ildefonso Badia, leiloeiro; corretor de imóveis.

Ildefonso Menandro Corrêa, membro do Partido Republicano.

Ismael Simões Lopes, membro do Partido Republicano.

Isoltino Luiz de Avila, guarda da cadeia civil.

Israel de Sá Araujo, major da cavalaria.

Israel Sá, membro do Partido Federalista.

Izabel Albertina da Silva, professora da 5a. cadeira do sexo feminino da cidade de Pelotas, até Março de 1892.

Jacintho da Cunha Ribeiro & Anna Peixoto Ribeiro, moradores.

Jacintho da Silva Soares, 23 anos, morador.

Jayme Otto Ruy de Moraes, morador.

João Affonso Corrêa de almeida, professor do Atheneu Pelotense.

João Affonso de Oliveira, comandante da polícia particular.

João Alberto Kessler, professor do Atheneu Pelotense.

João Antonio da Silva, escriturário da Mesa de Rendas Estaduais, a partir de Setembro de 1892.

João Antonio Pinheiro, diretor da Companhia de Seguros Marítimos e Terrestres Pelotense.

João Baptista da França Mascarenhas, tenente-coronel, proprietário.

João Baptista Pereira & Maria Baptista Pereira, moradores.

João Cancio Teixeira, morador.

João Cassani, agricultor na Serra dos Tapes, casado com uma filha de João Marques Bandeira, pai de Antonio Bandeira, ambos agricultores-criadores na Serra dos Tapes.

João Chaves Campello, proprietário.

João Crescencio de Barros, ex-comandante da polícia particular do Areal.

João dos Santos Lopes, morador.

João dos Santos Silva, negociante de tabaco.

João Duarte da Silveira, fazendeiro.

João Duprat Pinto bandeira, professor do Atheneu Pelotense.

João Espíndola, telegrafista.

João Eston, comerciante.

João Evangelista da Silva Nery, alferes-secretário.

João Ferrari, italiano, morador.

João Francisco Bossian, alferes da Brigada Militar.

João Francisco Machado da Silveira, membro do Partido Republicano.

João Ignacio de Souza, tenente da Brigada Militar.

João Ignacio dos Santos & Mathilde Pinheiro, moradores; ela 38 anos.

João Jacintho de Mendonça, promotor publico e curador geral de órfãos, a partir de Maio de 1892.

João José d'Ávila Brum, morador; procedente de Piratini.

João José da Costa Figueiredo, delegado da capitania do porto de Pelotas, a partir de Setembro de 1892.

João Leão Sattamini, dono de uma fábrica de biscoitos.

João Lima, morador.

João Maria Braga, carcereiro da cadeia civil, até Janeiro de 1892.

João Nunes de Souza, tesoureiro da sociedade Filhos do Trabalho.

João Pereira, proprietário do Theatro Chinez.

João Py Crespo, membro do Partido Republicano.

João Rezende Filho, morador.

João Ribeiro, agricultor na colônia São Manoel.

João Rossler, diretor da sociedade Filhos do Trabalho.

João Thomaz Mignone, presidente da sociedade Filhos do Trabalho.

João Vaz Pinto, aluno do Lyceu de Agronomia e Veterinaria.

Joaquim Augusto de Assumpção, 1o. suplente do juiz municipal, até Outubro de 1892.

Joaquim Felippe Ramos, 33 anos, artista, membro do Partido Republicano.

Joaquim Ferreira Louzada, diretor da sociedade Filhos do Trabalho.

Joaquim José de Oliveira, português, morador.

Joaquim Machado da Silva, 21 anos, solteiro, morador.

Joaquim Teixeira da Costa Leite, proprietário.

Jory Konrad, alemão, lavrador na colônia Santo Antônio.

José Alvares de Souza Soares, farmacêutico, fabricante do Peitoral de Cambará.

José Antonio Ferreira, português, solteiro, 60 anos.

José Augusto de Macedo, morador.

José Caetano Pinto, vulgo José Regedor.

José Caneva, italiano, morador.

José Carvalho, negociante de tabaco.

José Chaves, proprietário.

José Chaves de Ramalho, alferes da Brigada Militar.

José da Silva Pacheco do Amaral, português, 64 anos, viúvo.

José da Silveira Rosa, morador, filho de João da Silveira Rosa (já falecido).

José de Azevedo Souza, 83 anos, & Clara Rodrigues de Azevedo, 77 anos, casados há 61 anos, ascentrais de 131 pessoas, entre filhos, netos e bisnetos.

José de Castro Antiqueira, coronel, proprietário.

José de Fontoura Grillo, professor da cadeira do sexo masculino da colônia Macial, a partir de Setembro de 1892; anteriormente, lotada na cadeira do sexo masculino da colônia Municipal.

José de Miranda Ferreira Campello, gerente e editor do jornal O Nacional - vinculado ao Partido Federalista.

José Duarte da Conceição, 1o. bibliotecário da sociedade Filhos do Trabalho.

José Fernandes Lima, morador.

José Fernandes Pereira da Silva, dono de uma fábrica de calçados.

José Francisco Artia, 72 anos, espanhol.

José Francisco da Silva, dono de uma padaria à Praça da Regeneração número 96. Funcionários da padaria: Setembrino Bernardo e Antonio José Carneiro.

José Francisco da Silveira Moraes, sócio de Bernardino de Souza Gonçalves, na firma Moraes & Gonçalves (comércio de secos e molhados).

José Ignacio Coelho, dono de uma casa comercial à Praça 20 de Setembro número 50.

José Joaquim da Cunha Pojo, sócio de Avelino Ramalho Cardoso, na firma Pojo & Avelino (comércio de madeiras).

José Joaquim S. Dias, diretor da sociedade Filhos do Trabalho.

José Joaquim Soares, 74 anos, dono de uma casa funerária.

José Landell, professor da 1a. cadeira do sexo masculino da cidade de Pelotas, a partir de Fevereiro de 1892; tendo sido transferido da Ilha da Pintada.

José Lopes dos Santos, ourives, pai de Alberto Lopes dos Santos, residente no Rio de Janeiro.

José Luiz Antunes, secretário do G.D. Filhos do Trabalho.

José Manoel Lopes & Cecilia Nunes Lopes, moradores.

José Marchiaro, professor do Atheneu Pelotense.

José Maria da Silveira, 20 anos, morador.

José Maria de Carvalho e Silva, auxiliar de redação do jornal Correio Mercantil.

José Maria de Oliveira Guimarães, alferes.

José Maria dos Santos, diretor da sociedade Filhos do Trabalho.

José Maria Duarte, sócio da firma Coelho & Duarte (curtume), com José I. Coelho.

José Maria Machado d'Abreu, tesoureiro do Asylo de Mendigos.

José Marques Barbosa, morador.

José Maximo Corrêa de Sá, subdelegado de polícia.

José Mendes de Almeida, caixeiro do comerciante Joaquim Marques Coelho.

José Monteiro, aluno do Lyceu de Agronomia e Veterinaria.

José Morena, uruguaio, morador.

José Motta, morador.

José Nunes, 34 anos, casado, morador.

José Pereira Gomes, morador à Rua São Miguel, nas proximidades da Luz; tio de Pedro Ferreira Cardoso.

José Pereira Parafita, capitão de companhia da Brigada Militar.

José Ribeiro da Costa, casado, 55 anos, natural de Santa Catarina.

José Ricardo de Abreu Salgado, alferes do 2o. Regimento.

José Rodrigues Cancela, dono de um hotel à Rua Andrade Neves número 84.

José Rodrigues da Silva Adrego, comerciante.

José Rodrigues de Castro, tenente.

José Silca, italiano, casado, 48 anos.

José Silveira Villalobos, membro do Partido Republicano.

José Simões Lopes, capitão-ajudante da Brigada Militar.

José Theodoro Pereira de Mello, capitão-fiscal.

José Thomaz de Campos, proprietário, dono de uma olaria.

José Torres Crehuet, morador.

José Vaz Bento, aluno do Lyceu de Agronomia e Veterinaria.

José Virgilino Lopes, morador.

Josino Ferreira Lagôas, alferes, guarda-livros da casa comercial Rios, Filho & Rocha. Era filho do finado tabelião Ferreira Lagôas.

Juan B. Garagory, dono de uma casa de câmbio à Rua Andrade Neves número 937 esquina General Netto.

Julio Cardamone, morador.

Julio Evaristo Roxo, morador; filho de Manoel Roxo.

Julio José da Silva, sócio de Francisco José Antunes Barbosa e Jacintho Antonio Lopes Junior, na sociedade Manufactora do Calçado Pelotense.

Julio Leonel da Silva, diretor da sociedade Filhos do Trabalho.

Junius Brutus Cassio de Almeida, industrialista.

Justo de Azambuja Rangel, comerciante; presidente da Praça de Comércio; agente do Banco da Republica.

Ladisláo de Campos Vergara, 3o. suplente do subdelegado de polícia do 5o. distrito.

Laureano Pinto, uruguaio, empregado da charqueada Barcellos & Tamborindeguy Filho.

Leonel Simplicio da Rosa, 67 anos, morador na Barbuda.

Leonidas Martins, morador.

Leopoldino Barcellos, pecuarista na Boa Vista.

Leopoldino dos Santos, português, 30 anos, solteiro, morador.

Leopoldo Gonçalves, sportman hípico.

Leopoldo Joucla, francês, agente consular da França, representante comercial do Cognac de P. Frappin & C.

Leopoldo Maciel, membro do Partido Federalista.

Leopoldo Teixeira, morador.

Lino S. de Oliveira, 2o. secretário da sociedade Filhos do Trabalho.

Lourenço Hislop (ou Lawrence Hislop), gerente da Companhia Pastoril-Industrial (charqueada), à margem esquerda do Arroio Pelotas.

Lourenço Vinholes, presidente do Asylo de Mendigos.

Lucas Manoel Thomé, sócio da firma Thomé & Salcedo(comércio de secos e molhados a varejo), com Leonel Salcedo Garcia,  estabelecidos à Rua Gonçalves Chaves n.40 esquina Rua de Sao Joaquim.

Lucia Cardoso de Carvalho, portuguesa, casada, 25 anos, moradora.

Lucio Cincinato Soveral, dono de uma chácara no Fragata; negociante de tabaco.

Lucio Lopes dos Santos & Joaquina Coelho Brasil, ele, tenente-coronel, ela, 64 anos; pais de Thomaz Brasil, membro do Partido Republicano.

Luiz Alberto Rosenthal, dono de um hotel, casado; morador à Rua São Domingos número 20.

Luiz Alves Pereira, membro do Partido Republicano.

Luiz Anastacio Soveral, produtor de vinho de laranja.

Luiz C. Chevallier, presidente da Liga Operaria de Pelotas.

Luiz Carlos Massot, membro do Partido Republicano.

Luiz Carlos Moraes Patacão, médico formado pela Faculdade do Rio de Janeiro.

Luiz dos Santos Xavier & Marinha dos Santos, moradores.

Luiz Galbini, cônsul interino da Itália. Nota: em outros registros, consta a grafia Luigi Galbini.

Luiz José de Oliveira, português, 80 anos, morador.

Luiz José Tessa, marceneiro.

Luiz Juvencio da Silva Leal, vitivinicultor.

Luiz Paraguassú de Albuquerque, capitão-ajudante.

Luiz Maria de Jesus, sócia de uma oficina de trabalho com escamas de peixe, com Eulalia da Cunha Vasconcellos.

Manoel Alves Baptista, português, casado, 52 anos, morador.

Manoel B. Ilha, morador à Rua Santa Cruz, casado, pai de Apparicio Francisco Ilha, 12 anos.

Manoel Bento de Fontoura Casado, comandante do destacamento da guarda cívica.

Manoel Dario Rodrigues, empregado na padaria de Custodio da Silva Branco.

Manoel da Costa Campos, alferes quartel-mestre.

Manoel da Encarnação Vieira, vulgo Branquinho, português, catraieiro.

Manoel de Faria Guimarães & Maria Pereira Guimarães, portugueses, pais de Francisco de Farias Guimarães, membro da firma Warneck & Dörken Successores.

Manoel Etchegaray, dono de uma fábrica de carros e seges à Rua Santa Bárbara.

Manoel Fernando Vianna, proprietário, morador nas proximidades do porto.

Manoel Francisco Moreira, 80 anos, morador no Capão do Leão; pai de Julio Mendonça Moreira, candidato a deputado estadual.

Manoel Joaquim da Silva Novaes, português, 50 anos, empregado de charqueada.

Manoel Jorge Rodrigues, carpinteiro.

Manoel Lourenço do Nascimento, coronel, membro do Partido Republicano.

Manoel Lourenço Vaz, morador.

Manoel Marques das Neves Lobo, morador; tinha familiares na Serra.

Manoel Martins, tropeiro da linha regular de gado entre Cacimbinhas e Pelotas.

Manoel Montano Lopes dos Santos, 30 anos, escriturário da Mesa de Rendas.

Manoel Pedroso, tenente-coronel, membro do Partido Republicano.

Manoel Prieto, comerciante.

Manoel Rosa, vulgo Botinha, dono de uma bodega.

Manoel Soares de Almeida & Claudina Maria Gomes de Almeida, moradores, ela 28 anos.

Manoel Teixeira de Carvalho Bastos, morador na Serra dos Tapes.

Manuel Gonçalves Carneiro, morador.

Maria Agostinho da Silva, portuguesa, 32 anos, moradora.

Maria Isidora Xaveir de Mello, moradora; viúva de Sebastião Gomes de Mello.

Matheus Ribeiro da Costa, negociante de tabaco.

Mathilde Moutinhos dos Santos, moradora.

Mauricio de Paula Borráz, diretor da sociedade Filhos do Trabalho.

Maximiano Pinto da Silva, diretor da sociedade Filhos do Trabalho.

Miguel dos Santos Barcellos, tenente da Brigada Militar.

Migue Irigoyen, uruguaio, capataz da Companhia Pastoril-Industrial (charqueada), à margem esquerda do Arroio Pelotas.

Miguel Malandrin, italiano, casado, pai de quatro filhos menores, serviços gerais.

Miguel Rodrigues Barcellos Sobrinho, alferes da Brigada Militar.

Miguel Verdaguera, morador.

Napoleão Reverbell, proprietário.

Narcizo Marques, dono de um armazém à Rua Andrade Neves esquian Rua 16 de Julho.

Nicola Capano, secretário da Società Italiane Riunite Unione Filantropia e Circolo Garibaldi.

Nicolau Cardoso, morador no 3o. distrito.

Noel Lefebvre, proprietário.

Nuno Valladares de Abreu, diretor da sociedade Filhos do Trabalho.

Octacílio Aristides Camará, médico, homeopata.

Octacílio Rodrigues, inspetor interno do Atheneu Pelotense.

Octavio Aguiar, morador.

Octavio Picardo, italiano, sócio com Bonora, italiano, da Fábrica de Papel Itálico-Brazileira, na colônia Santo Antônio.

Olavo Affonso Alves, membro do Partido Republicano.

Ovidio Baptista, capitão federalista.

Paimor Pereira Carapeços, aluno do Lyceu de Agronomia e Veterinaria.

Pedro Alvarez, português, dono de um armazém.

Pedro Baptista Filho, administrador da Estância da Graça, de propriedade do Visconde da Graça.

Pedro de Albuquerque Gama, professor da 3a. cadeira do sexo masculino da cidade de Pelotas.

Pedro Espíndola, alferes da Brigada Militar.

Pedro Ignacio Fernandes, escrivão civil.

Pedro Kraft, caixa da agência local do Banco Inglez.

Pedro Scilha, morador na Várzea.

Pedro Uhalt, membro do Partido Republicano.

Pietro Marchese, italiano, presidente da Società Italian Unione e Filantropia.

Plinio Gomes Leal, alferes da Brigada Militar.

Possidonio Mancio da Cunha, membro do Partido Republicano.

Quincas Ruivo, agricultor na colônia Santo Amor.

Raymundo Pinto da Silva, 1o. secretário da sociedade Filhos do Trabalho.

Ricardo Cardoso de Miranda, morador.

Rodolpho Gomes, proprietário.

Rosauro Zambrano, comerciante; representante da Granja Vidiella, de Montevidéu (enxertos de árvores frutíferas e videiras).

Santos Martyr de Oliveira, tenente da Brigada Militar.

Satyro Silva, praticante da estrada de ferro da Southern Brazilian Railway.

Severo Vizzilo (ou Vizzulo), italiano, 31 anos, morador.

Sylvia Freitas, moradora.

Thadeu Schultz, ator.

Theodora de Oliveira, alienada; remetida para Porto Alegre.

Theophilo Torres, alferes da Brigada Militar.

Thomaz Vicente Tavares Borges, gerente e editor do jornal Correio Mercantil.

Tiburcio Motta, soldado do 3o. Batalhão de Artilharia.

Umbelina Lucas de Souza, 29 anos, moradora.

Urbano Martins Garcia, corretor da Companhia de Seguros Maritimos e Terrestres Auxiliadora.

Utaliz Lupi, proprietário; 1o. suplente do delegado de polícia, a partir de Julho de 1892; membro do Partido Republicano; tenente-coronel; comandante do 1o. Batalhão de Infantaria da reserva da Brigada Militar.

Valentin Piñeyrua, uruguaio, administrador da Companhia Pastoril-Industrial (charqueada), à margem esquerda do Arroio Pelotas.

Vasco Amaro, vendedor de bilhetes de loteria.

Vicente Ravaza, alferes da Brigada Militar.

Victor Joaquim de Almeida, 33 anos, casado, empregado na Mesa de Rendas Gerais.

Victor Leivas, alferes da Brigada Militar.

Victor Mauricio Duc, francês, dono de um curtume no prolongamento da rua Marquez de Caxias; era procedente do Rio de Janeiro.

Victoriano José Pereira, morador.

Virginia Gonçalves da Silva, 50 anos, moradora nos Pontos de Santa Bárbara.

Virginio Lucio de Mattos, diretor da Companhia de Seguros Marítimos e Terrestres Pelotense.



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Moradores de Pelotas em 1891



 Distante de ser um recenseamento completo dos moradores de Pelotas no período, nosso esforço foi o de, através de consulta aos jornais da época disponíveis na web, listar o quanto fosse possível de nomes relacionados à cidade, bem como inserindo as informações adjuntas que encontramos. Todavia, na maior parte dos casos, encontramos somente os nomes. De forma geral, quando usamos a denominação "morador" queremos dizer literalmente isso: apenas constatamos que o indivíduo citado viveu em Pelotas, mas não encontramos mais dados sobre sua ocupação, nacionalidade ou outros. A propósito, quando listamos "Fulano de Tal & Fulana de Tal", justamente com o uso do "&" queremos dizer que os indivíduos são casados. Esperamos contribuir de alguma forma para pesquisas genealógicas e historiográficas, mesmo que de modo muito modesto. Obs.: respeitamos a grafia encontrada na época.


Periódicos consultados para este período: A Federação (Porto Alegre/RS); Almanak Litterario e Estatistico do Rio Grande do Sul (Porto Alegre/RS); Annuario Militar: Para uso das forças de Guarnição no Estado do RGS (Porto Alegre/RS); Congresso Rio-Grandense (Porto Alegre/RS); A Epoca: orgão do Partido Catholico do Rio Grande do Sul (Porto Alegre/RS);

1891

Adão Gonçalves, alienado; remetido para tratamento em Porto Alegre.

Adelina Isabel Vieira, moradora, filha de João Bonifacio Vieira (já falecido).

Adolpho Garrido, morador.

Adolpho Pless, francês, 17 anos, pedreiro.

Affonso Pinheiro Teixeira, professor da cadeira do sexo masculino da colônia Santo Antônio, a partir de Junho de 1891.

Alberto Gonçalves Ferrugem, morador.

Alberto Rodrigues Rosa, vice-presidente da Câmara Municipal.

Albina Zaida Ribeiro Tubino, moradora.

Alexandre Cassiano do Nascimento, membro do Partido Republicano.

Alexandre P. Wilson, morador.

Alfredo Barreto Esteves, morador.

Alfredo Bittencourt, membro do Partido Republicano.

Alvaro Drummond de Macedo, alfaiate.

Amadeo Roque, italiano, dono de uma oficina de sapataria à Rua 24 de Outubro entre as ruas Andrade Neves e General Osório.

Amado João, preso.

America Soares de Abreu, professora da cadeira do sexo feminino da Boa Vista.

Americo Octaviano Gomes, 1o. sargento do 29o. Batalhão de Infantaria.

Anacleto Barcellos, comerciante, membro do Partido Republicano.

André de Mello, morador à Rua Gonçalves Chaves, empregado da ferraria de José d'Oliveira.

Anna Barcellos de Moura, moradora.

Anna Lopes Palhares, moradora.

Anselmo Wenceslau do Espírito Santo, oficial de justiça.

Antenor Barcellos Amorim, capitão, comandante da Guarda Nacional em Pelotas.

Antero Victoriano Leivas, delegado da Inspetoria de Higiene, até Agosto de 1891.

Antonio Argilo, morador.

Antonio Candido da Silva Job, maior de 60 anos, capitão da Guarda Nacional, natural de Triunfo, veterano da Guerra do Paraguay; comendador da Ordem da Rosa; maçom; ex-dono do Jornal do Commercio de Porto Alegre.

Antonio Ferreira Cardoso Junior, morador, irmão de Anna Ferreira Cardoso.

Antonio Joaquim da Silva Maia, morador.

Antonio Jorge, 28 anos, árabe, natural do Império Turco-Otomano, mascate.

Antonio José Ferreira de Campos, poeta.

Antonio Lopes Rios, morador.

Antonio Manoel Centeno, morador.

Antonio Marques, dono de casas de aluguel.

Antonio Martins Pinheiro, Domingos Martins Pinheiro, irmãos, sócios na firma Pinheiro & Irmão (curtume).

Antonio Moreira da Costa, sócio da firma A.M. Costa & Cia. (comércio de louças, cristais e artigos de bazar), em comandita com José Fernandes Duval e Felix Antonio Gonçalves.

Antonio Pereira Rodrigues, português, morador.

Antonio Rodrigues de Souza, redator-chefe do jornal Diario Popular.

Antonio Vianna da Silva, vendedor de bilhetes de loteria.

Augusto Cezar de Castro Bandeira, telegrafista da estação de Pelotas, a partir de Março de 1891.

Augusto Delphim Corrêa, servente do agente do Correio.

Augusto José Duarte, sapateiro, casado, com filhos.

Aureliano Bento Vianna, vulgo Eduardo Garrido, natural de São Paulo, desertor do 13o. Batalhão de Infantaria de São Paulo, criminoso.

Barão de Acton, vice-cônsul da Itália em Pelotas e cônsul interino da Itália no Rio Grande do Sul.

Barão de Itapitocay, proprietário e médico.

Belmiro Rodrigues, preso.

Benito Maurell Filho & Ophelia Montier Maurell, moradores.

Benito Maurell Y Lamas, cônsul do Uruguay.

Benjamin Leitão, membro do Partido Republicano.

Bernardino Alves Bastos, professor da cadeira do sexo masculino da colônia Santa Silvana, até Agosto de 1891.

Bernardino Braulio de Almeida, morador.

Bernardino Centeno & Henriqueta da Costa, ambos negros, amasiados, moradores à Rua Barroso número 6.

Bernardino de Oliveira Castro, preso.

Bernardo de Oliveira Pinto, 62 anos, morador.

Bernardo Garcia Pires, tenente-coronel, veterano da Revolução Farroupilha.

Bernardo Taveira Junior, escritor e poeta.

Bilitarda Herculana de Leivas, 91 anos, moradora.

Boaventura Setembrino Barcellos, 2o. suplente do juiz de paz do 2o. distrito.

Candida Abreu, poetisa.

Candida Rosa Dias, moradora.

Candido Ferreira de Abreu, engenheiro da comissão de terras em Pelotas.

Carlos Alberto Rodrigues da Silva, morador.

Carlos Antonio Palma, almoxarife de 3a. classe do hospital de Pelotas.

Carlos Bandeira Renault, morador.

Carlos Echenique, proprietário da Livraria Universal.

Carlos Ritter, dono da cervejaria C. Ritter & Irmão, à Rua São Jerônimo número 78, em sociedade com Henrique Ritter e Henrique Ritter Filho.

Casemiro Beltrão, espanhol, 31 anos, caixeiro da Alfaiateria Joven España, de Raphael Bassols.

Christovam Maia, proprietário.

Cincinato Ignacio Duarte, preso.

Clarimundo Adalberto Nepomuceno da Silva, tenente do 29o. Batalhão de Infantaria.

Claudino Henri Blarc, professor da cadeira do sexo masculino da colônia Santo Antônio, até Junho de 1891.

Clementino Rodrigues Vieira & Severina Teixeira Vieira, agricultores na Buena.

Cypriano Corrêa Barcellos, jornalista do Diario Popular.

Desiderio Celestino de Castro, proprietário de terras.

Dionysio de Oliveira Silveiro, juiz de direito da comarca de Pelotas, a partir de 06 de Fevereiro de 1891.

Domingos da Silva Pinto, farmacêutico, fabricante do Peitoral de Angico.

Domingos Pereira Monteiro, alienado; remetido para tratamento em Porto Alegre.

Domingos Pinho de Oliveira, morador.

Dorothéa Maria de Pinho, moradora.

Edmundo Berchon des Essarts, membro do serviço de Inspeção de Saúde.

Eduardo Laranja, chefe da estação telegráfica de Pelotas.

Eduardo Wilhelmy, morador.

Emilia Cardoso Fernandes, moradora.

Emilio Francisco Pereira, pardo, morador.

Epaminondas Piratinino de Almeida, agente da imigração na cidade de Pelotas.

Ernesto Augusto Gernsgross, procurador fundiário.

Ernesto Ribeiro Tobino, professor da cadeira do sexo masculino sediada na Picada do Umbú, Arroio das Antas e Arroio do Ouro. Trasnferido para cadeira do sexo masculino do Morro Redondo, em Outubro de 1891.

Estevão Casanova, morador.

Felicidade Mascarenhas, maior de 60 anos, moradora.

Felicissimo Manoel Amarante, vereador.

Fernando Luiz Osorio, proprietário.

Francisca Assumpção, moradora.

Francisco Antunes Maciel, conselheiro.

Francisco Antunes Maciel, empregado da Companhia Hydraulica Pelotense.

Francisco da Silva Azevedo Junior, professor da cadeira do sexo masculino da localidade denominada Assumpção.

Francisco de Paula Guedes, dono de minas de caulim no Guabiroba.

Francisco de Paula Moreira, proprietário.

Francisco de Paula Orion, negro, morador.

Francisco José de Souza Bravo, professor da cadeira do sexo masculino da colônia Santa Silvana, até Setembro de 1891 e, a partir daí, professor da cadeira do sexo masculino da colônia Arroio do Padre.

Francisco Nogueira, cocheiro.

Francisco Soares Paneira, dono de uma venda à Rua Santa Bárbara esquina Rua Bento Gonçalves.

Gervasio Alves Pereira, presidente da Câmara Municipal.

Graciano Lopes de Vasconcellos, proprietário na Serra dos Tapes.

Guilhermina Buscks, alemã, 18 anos, moradora.

Guilhermina Carvalho, moradora; tia de Carlos Echenique e Guilherme Echenique.

Gustavo Konow, agente da cerveja Marca-Porco.

Helena Marques de Faria, 80 anos, morador.

Heleodoro de Azevedo e Souza, proprietário de terrenos.

Hemeterio Pereira de Campos, dono de um curtume além do Santa Bárbara.

Henrique Chaves, vereador.

Herval Bernardino Alves Bastos, professor da cadeira do sexo masculino da Picada do Umbú, Arroio das Antas e Arroio do Ouro, a partir de Outubro de 1891.

Honorato Alves da Costa, 3o. suplente do subdelegado do 6o. distrito, até Abril de 1891.

Honorina Tubino, moradora.

Honorio Rôxo, membro da guarda cívica.

Ildefonso Corrêa, presidente da União Republicana.

Isaías Rodrigues Mendes, morador.

Ismael Simões Lopes, membro do Partido Republicano.

J.J. da Cunha Pôjo, dono de uma companhia de transporte de cargas para Porto Alegre e Rio Grande.

Jacob Aiúb, árabe, natural do Império Turco-Otomano, mascate.

James Davies, inglês, 62 anos, capitão de um lúgar que faz transporte de cargas a Rio Grande.

João A. Pinheiro, proprietário.

João Antonio Primeiro, oficial de justiça.

João César Sampaio, tenente-coronel, comandante do 29o. Batalhão de Infantaria, a partir de Abril de 1891.

João Chaves Campello, médico.

João da Silveira Rosa, 62 anos, casado, conferente da Mesa de Rendas.

João dos Santos Souza, português, negociante; irmão de José dos Santos Souza, residente em Portugal.

João Francisco da Silva Ferro, marceneiro.

João Francisco Machado da Silveira, juiz municipal e de órfãos.

João Francisco Menna Barreto, capitão, & Rosa Zuberan Menna Barreto, 35 anos, pais de cinco filhos. Chegaram em Pelotas em Fevereiro de 1891, sendo procedentes de Rio Pardo.

João Gonçalves, 25 anos, sargento contra-mestre da banda de música do 29o. Batalhão de Infantaria.

João Jacintho de Mendonça, promotor público da comarca de Pelotas.

João José da Silva Braga, 3o. suplente do subdelegado do 2o. distrito,  a partir de Fevereiro de 1891.

João José Maysonave & Joanna Maysonave, moradores.

João Martins Guimarães, morador no Cascalho.

João Ouriques, morador.

João Pereira da Conceição & Eufrasia Barbosa da Conceição, moradores.

João Py Crespo, membro do Partido Republicano.

João Rezende Filho, proprietário.

João Rodrigues Esteves, morador, ancião, vulgo João Fanha.

João Sattamini, capitão quartel-mestre da Guarda Nacional.

Joaquim Abreu Freire, morador.

Joaquim Augusto de Assumpção, vereador.

Joaquim Carneiro, português, charuteiro.

Joaquim dos Martellos, dono de uma venda no Retiro - ponto de parada para carreteiros.

Joaquim José da Silva, tabelião de notas e escrivão do júri e execuções criminais do termo de Pelotas, até Setembro de 1891.

Joaquim Luiz Crizel, proprietário de terras na Serra dos Tapes.

Joaquim Mourão, africano, 110 anos, morador.

Joaquim Pedro Beruy, 3o. suplente do 6o. distrito, a partir de Abril de 1891.

Joaquim Pereira de Miranda, português, antigo morador da cidade.

Joaquim Rasgado, membro do serviço de Inspeção de Saúde; médico.

Joaquim Rodrigues da Silva, morador; cunhado de Antonio Lopes Rios.

José Acacio de Magalhães, vulgo José Valente, vendedor de carne verde e miúdos de rês em carroça; cunhado de Valeriano da Costa.

José Alvares de Souza Soares, farmacêutico, fabricante do Peitoral de Cambará.

José Alves Coelho da Silva, 1o. tenente reformado, delegado da capitania do porto de Pelotas, a partir de Setembro de 1891.

José Bonifácio da Costa, morador.

José Brusque, médico, adepto do cumberlandismo.

José Cabrera, 24 anos, espanhol, morador.

José Candido Alves, dono da casa comercial Bon Marché.

José Carlos Pereira, administrador da Mesa de Rendas Gerais, & Conceição Maia Pereira; ela filha de Antonio José da Silva Maia, capitalista (já falecido).

José Cypriano Nunes Vieira, membro do serviço de Inspeção de Saúde.

José da Libania, 35 anos, solteiro, marítimo, natural de Pernambuco.

José da S. Villalobos, proprietário.

José de Azevedo Souza Junior, tradutor público juramentado.

José de Castro Antiqueira, coronel, proprietário.

José de Laura Rezende, 58 anos, casado, morador.

José de Souza Machado, morador.

José Diogo Brochado, proprietário.

José d'Oliveira, dono de uma ferraria.

José dos Santos Oliveira Madail, morador.

José Ferreira Alves Guimarães, tenente da Guarda Nacional.

José Ferreira Bonfim, alienado; remetido ao Hospício São Pedro em Porto Alegre.

José Fonseca, dono de uma venda na Rua Voluntários da Pátria esquina Rua Marquês de Caxias.

José Gonçalves Chaves, 67 anos, português, vulgo Zé da Negra.

José Lassala, médico.

José Maria Barcellos, professor da cadeira do sexo masculino da colônia Arroio do Padre, até Setembro de 1891.

José Maria Moreira, proprietário.

José Maria Reis, negociante.

José Pereira Machado, agente da linha fluvial-lacustre de passageiros que vai até Santa Isabel, Jaguarão e Santa Vitória do Palmar.

José Rodrigues de Araujo, inspetor escolar do distrito da cidade de Pelotas, até Fevereiro de 1891.

José Simões Lopes, 3o. suplente do delegado de polícia, a partir do Maio de 1891.

José Simões Tavares, empregado no comércio.

José Thomaz de Campos, 2o. suplente do subdelegado do 2o. distrito, até Fevereiro de 1891.

Josepha Pereira de Barcellos, professora da cadeira mista da colônia Santa Silvana, a partir de Setembro de 1891.

Julio José da Silva, agente do Cognac Bisquit, Dubouché & Cia. em Pelotas.

Julio Soeiro, morador.

Leopoldo Haertel, proprietário de uma cervejaria.

Licerio Ferreira Guimarães, negociante.

Lino Chagas, morador.

Lino dos Santos Ferreira Coelho, co-proprietário da firma Ferreira Coelho & Cia. (Loja da India, Rua de São Jerônimo numero 4C, comércio de chá, cêra, sementes e miudezas), em sociedade com José Coelho Caldas.

Luiz Carlos Massot, 1o. suplente do juiz de paz do 2o. distrito.

Luiz de Azevedo e Souza, morador.

Luiz Gomes de Carvalho, proprietário.

Luiz Juvencio da Silva Leivas, empreiteiro.

Luiz Kraemer Walter, comerciante.

Manoel Barboza de Menezes, subdelegado do 6o. distrito, até Abril de 1891.

Manoel Duarte, morador.

Manoel Ignacio Martins, subdelegado do 6o. distrito, a partir de Abril de 1891.

Manoel Marques Ferreira Coelho, morador.

Manoel Martins, espanhol, morador.

Manoel Monteiro Sampaio, morador.

Manoel Passos, morador na costa do São Gonçalo.

Manoel Tavares Ribeiro, 2o. suplente do subdelegado do 2o. distrito, a partir de Fevereiro de 1891.

Marcellino F. Ribeiro, agente da linha de diligência até Canguçu, estabelecido à Rua General Victorino número 69.

Marcolino da Maia Firmo, pároco de Pelotas.

Marcolino José de Souza Sobrinho, 2o. escriturário do Hospital Militar de Pelotas.

Maria do Carmo Molina, moradora.

Maria Emilia da Cunha Garrido, moradora.

Maria Joaquina da Rosa, proprietária de terras.

Maria Peres Morotó, moradora.

Mathias José de Freitas Guimarães, secretário do Lyceu Rio-Grandense de Agronomia e Veterinaria, & Luiza Cavalcanti Guimarães, poetisa e prosadora.

Mathilde de Souza Silveira, 85 anos, viúva, residente no Monte Bonito; mãe de Antonio Olegario da Silveira.

Miguel Antonio dos Santos, morador.

Miguel Barcellos Filho, membro do Partido Republicano.

Miguel Gonçalves da Silva, oficial-alfaiate da Alfaiateria Cidadão.

Miguel Rodrigues Barcellos Filho, tabelião.

Octacílio A. Camará, médico.

Olavo Alves, membro do Partido Republicano.

Olavo Ferreira, morador.

Ovidio José Cypriano, 19 anos, morador.

Paulino Teixeira da Costa Leite, proprietário.

Pedro Luiz da Rocha Osorio, vereador, & Maria Cecilia Alves Pereira, ela filha de Gervasio Alves Pereira.

Pedro Manetes, morador.

Pedro Uhalt, 3o. suplente do delegado de polícia, até Maio de 1891.

Possidonio Mancio da Cunha, proprietário; membro do Partido Republicano.

Rafael Zamorano, comerciante.

Raphael Bassols, espanhol, dono da Alfaiateria Joven España.

Raphael Geraldo Silva, morador.

Regulo Vizeu, negro, morador.

Ricardo de Souza Marques, português, 39 anos, morador.

Rodolpho Duarte de Lemos, agente da linha de diligências até Bagé.

Romão Prieu, armeiro, estabelecido à Rua Andrade Neves.

Romualdo de Abreu e Silva, engenheiro da Câmara Municipal, & Laurinda de Campos Abreu e Silva, ela 41 anos, o casal, 10 filhos.

Romulo Carpena, morador.

Salvador Aniuto & Amalia Carolina de Campos Aniuto, moradores.

Saturnino Gomes de Oliveira, casado, 51 anos, conferente da Mesa de Rendas, natural de Rio Grande; filho de Desiderio Antonio de Oliveira (já falecido).

Sebastião Figueiredo, morador.

Severino José Teixeira, alienado; remetido ao Hospício São Pedro em Porto Alegre.

Sudario Pedro dos Reis, alferes.

Theodora Rodrigues Soares, alienada; remetida para o Hospício São Pedro em Porto Alegre.

Theodosio de Menezes, proprietário do jornal Diário Popular.

Thomaz Fitzgerald, irlandês, morador.

Thomaz Pereira da Silva, morador.

Tito Chaves, morador, septuagenário.

Tito da Silva Paranhos, fiscal da estrada de ferro Pelotas-São Lourenço.

Tito Villalobos, alferes-aluno do 29o. Batalhão de Infantaria.

Urbano de Carvalho, tenente-coronel, delegado da área central.

Urbano Garcia, coronel, membro do Partido Republicano.

Utaliz Lupi, membro do Partido Republicano.

Vasco Diniz, morador.

Vicente Cypriano da Maia, médico.

William Lange, alemão, 28 anos, casado, pai (número de filhos não-especificado), natural de Planen, Alemanha.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Morro das Cruzes



"Morro das Cruzes

Lendo hontem no Jornal do Commercio, em artigo assignado pelo cidadão Mucio Teixeira, uma breve noticia sobre o Morro das Cruzes e o monge fundador d'ellas, tomei logo a resolução de dar noticia mais completa sobre o tal morro, e seus mysterios, que não deixam de ter opportunidade, hoje, quando todo o mundo procura nos banhos frios remedio para todas as molestias.

Em janeiro de 1848 appareceu n'esta cidade um italiano com uma longa barba que se extendia até o peito, já um pouco nevada por uns cincoenta annos de idade, vestido com uma sotaina de saragoça, e os pés nús sob uns sapatões rusticos.

Era o monge.

Logo de chegada apresentou-se em palacio, pedindo uma audiencia cia [sic] ao general Andréa, que então presidia a provincia.

Apresentando-se a s. ex. inclinou-se humildemente.

O general Andréa, mirando-o de alto a baixo com aquelle ar de soberbia, que infundia não só respeito, como medo ás partes que procuravam fallar-lhe, perguntou ao extranho personagem:

- Quem é você? o que quer? de onde veio? Como se chama?

- Sou italiano; natural de Roma; ando em peregrinação cumprindo uma promessa feita á santa mãi de Deos; chamo-me João Maria Agostim.

- Que mais quer?

- Venho pedir a v. ex. um santo.

- Os santos procuram-se no céo, onde, segundo a nossa crença, ha muitos. Explique-se melhor.

- Em uma igreja dos Sete Povos de Missões, que está em ruinas, existe uma bella imagem de S. Antão; eu venho pedir a v. ex. essa imagem para construir-lhe uma capella.

- Vá ter com o padre Thomé que é quem governa a igreja: eu nada tenho que ver com essas cousas.

O italiano inclinou-se como para beijar a mão do general, que retirando-se, assim o despediu.

Sumiu-se.

E lá se foi o monge em procura do padre Thomé.

O que se passou com o padre nada transpirou.

O monge desappareceu d'aqui, indo sentar o seu acampamento no campestre de Santa Maria, onde formou do morro - um templo.

A sua longa barba e o habito attraiam os simples que o tomavam por um novo Messias. Fazia predicas ao povo todos os dias. Dizendo-se inspirado de Deus, attraia ao lugar uma multidão de crentes, que o adoravam.

Copiou as acções do primeito Christo.

Descobrindo uma vertente abundante dentro do matto, na fralda do monte, fez d'ella a base de seu poder mysterioso, de seus milagres.

Fez abrir uma picada do lado opposto ao em que estava a vertente, pelo morro acima, fazendo d'esta via dolorosa o seu calvario; collocando em pequenas distancias grandes cruzes de madeira toscamente trabalhadas, em numero de 17.

No alto do morro, em um plan'alto, construiu a chamada capella de S. Antão, onde em altar bem preparado jazia a bonita imagem do santo.

Por espaço de trinta e cinco dias permaneci ali, (de setembro a outubro de 1848) a estudar aquelles mysterios.

Junto á primeira cruz, ao entrar-se na picada, depois do sol posto, quando desciam as primeiras sombras da noute, era o povo, que já contava cerca de duzentas pessoas, chamado á oração com o signal de um tiro de pistola.

Ajoelhados todos em frente áquelle symbolo da religião christã rezavam o terço, depois do qual, quando se achava presente o monge, havia a pratica do mesmo aconselhando ao povo a pratica de todas as virtudes christãs; que com fé pedissem a Deus e á mãe santissima o termo de seus males com a applicação d'aquella agua milagrosa de que estavam fazendo uso.

O paciente ao transpor a entrada da picada tirava o calçado e com os pés nús e a cabeça descoberta encetava a marcha por aquella ingremidade só comparaval com a serra das Antas, havendo prezas ás arvores cordas de lonca para ajudar a subida ás pessoas velhas ou fracas.

Ao pé de cada cruz parava o doente, devendo ajoelhar-se para fazer oração.

Para se vencer as 17 cruzes e ainda as orações resadas em cada uma, gastava-se mais ou menos uma hora; chegando-se ao alto, onde se achava o santo em sua capellinha construida de madeira tosca, era estylo tomar assento em um tosco banco, onde se descançava: d'ahi descia-se precipitadamente para o lugar onde apparecia a vertente que saia da rocha a um metro de altura.

Junto á bica havia um cepo onde o doente se ajoelhava para receber a agua que era despejada por qualquer pessoa com uma caneca de metal ali existente, presa por uma corrente. 

Por sobre a cabeça do paciente, ajoelhado, despejava-se a agua com vagar, na porção que cada um queria, mas sempre em numeros impares.

Acabada a operação subia-se ás pressas afim de agitar novamente o corpo.

A roupa só era mudada depois de enxuta naturalmente.

Fico aqui hoje: amanhã porei diante do leitor os diversos doentes que ali foram em busca da saude e o resultado que alcançaram.

Porto Alegre, 14 de março de 1895.

FELICISSIMO M. AZEVEDO."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 15 de Março de 1895, pág. 01, col. 03-04

"Morro das Cruzes II

Já viu o leitor por que fórma se apresentou na provincia o monge João Maria Agostini; como foram plantadas as cruzes, que deram nome ao morro, e modo por que se banhavam os doentes que recorriam ao campestre junto ao morro.

Visitemos agora o singular acampamento.

Cada visitante, á laia dos que frequentam as praias do mar na época dos banhos, armava sua barraca onde e como queria, formando como um labyrinto, onde era difficil encontrar-se uma pessoa que se procurasse.

Uns tinham barracas de algodão como as dos soldados em campanha, outros iam ao matto onde cortavam madeiras de que construíam choupanas cobertas de sapé, e ainda outros, que tinham carretas, se abrigavam dentro ou por baixo d'ellas.

Reinava ali perfeita fraternidade; a maior decencia e respeito ás familias.

Era bonito de ver-se ao clarear do dia a romaria penitenciaria a subir o morro, ajoelhando-se diante das cruzes a fazer oração. As senhoras, em desalinho, descalças, trilhando um caminho agreste e pedregoso com seus pés delicados; os cabellos soltos, fluctuantes.

A capella regorgitava de devotos, que todos, mais ou menos, depositavam em um cofre forrado collocado no lado do altar o seu obulo. Este cofre era fechado com tres chaves, das quaes uma era guardada pelo monge e as outras duas por dois clavicularios de nomeação e confiança do monge. De tempos a tempos era aberto o cofre, em presença do monge, que depois de recolher o que era precisa para ás despezas do culto, o resto distribuía pelos pobres.

Examinemos os doentes. Ahi vinham em grande quantidade os asthmaticos, que se restabeleciam em poucos dias para serem novamente atacados depois que de lá se retiravam attribuindo á santidade da agua o milagre da cura.

A alguns d'estes que encontrei depois em Porto Alegre, atacados do mesmo mal, perguntava eu, porque não faziam aqui o mesmo remedio. A agua não é a mesma e nem tem as virtudes da do monge.

Os rheumaticos em grande numero apresentaram melhoras sensiveis ou mesmo se restabeleciam. Ainda outros com grandes inflammações nos olhos curavam-se em poucos dias.

Sobre estes doentes da vista preciso aqui abrir um parentheses.

Em 1832 hospedava-se em casa de José Borges da Costa, á rua da Candellaria, um commerciante de Santa Catharina só lhe applicavam remedios em pura perda. Em occasião em que o doente se lastimava, desanimado, apparece á porta de loja de José Borges um pobre velho a pedir esmola, o qual ouvindo o que o catharinense dizia: disse-lhe: não desespere, porque eu ensino-lhe um remedio com o qual o senhor fica bom em oito dias.

- Vejamos, redarguiu o doente.

- Levante-se bem cedo, antes de sair o sol, vá ao chafariz do Paço, colloque a cabeça debaixo da bica do chafariz, deixando jorrar agua sobre a nuca por espaço de cinco a dez minutos, e eu lhe affianço que com oito applicações o senhor estará curado.

E se foi o pobre, depois de ter recebido dois vintens de esmola.

No dia seguinte lá estava o catharineta no chafariz aparando a agua na cabeça, e tal como predissera o pobre, com oito applicações estava radicalmente curado.

Vamos aos outros: ahi vinha um pobre diabo todo syphilitico, com a maior fé, invocando a S. Antão, pedindo ainda o auxilio da Virgem e só lograra a graça de voltar a seus penates com a molestia augmentada; assim os tuberculosos, os de lesões do coração, e outras molestias intestinaes.

Havia tambem uma classe de doentes que restabelecia-se immediatamente; era o dos scismaticos.

Estes, confortados pela fé, rodeados dos mysterios infundidos por aquelle templo augusto que tinha por tecto a abobada celeste, apoderados daquelle respeito religioso consideravam-se curados das molestias imaginarias que tinham na mente.

Havia ainda o barro santo: este barro consistia na lama que se juntava em torno do cepo, onde se ajoelhavam os doentes para receber a agua na cabeça.

Este barro fazia milagres na cura de feridos de todas as especies.

Quem entende um pouco de medicina sabe que basta barrear uma pustula para fazel-a recolher.

Vi ali doentes dissolverem um pouco daquelle barro em um cópo de agoa e beberem; d'esse mesmo barro onde os pustulentos estavam encataplasmando as pernas.

Horror!

Depois de estabelecida esta mixordia no campestre de S. Maria, veiu o monge para a serra de Botucarahy, onde estava estabelecendo novo acampamento.

Na minha volta, quando embarcava no vapor que devia trazer-me a Porto Alegre, appareceu o monge, com duas ordenanças, que vinha a chamado do presidente Andréa.

Chegado aqui foi recolhido ao quartel da polícia, onde permaneceu até a partida do paquete, para o Rio; aqui embarcou recommendado por Andréa ao ministro da justiça, que o mandou ao chefe da policia com recommendação especial.

Li após isto a resposta do chefe de policia ao ministro, dizendo que o monge João Maria Agostini se asylara na rua do Cattete n. 13, com prohibição de curar e fazer predicas. Sic transit gloria mundi.

Porto Alegre, 15 de Março de 1895.

Felicissimo M. Azevedo."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 18 de Março de 1895, pág. 01, col. 03-04


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