sábado, 10 de agosto de 2019

Histórico do Município de Santa Tereza/RS


"Situa-se na Encosta Superior do Nordeste, a 30 km de Bento Gonçalves, emancipando-se politicamente em 1992.

Seu clima é agradável principalmente durante o outono, inverno e primavera, quando as temperaturas apresentam-se mais amenas que as áreas altas das montanhas, devido a sua proximidade ao Rio Taquari e ao vale que a envolve. No verão o calor é intenso, sendo propício aos esportes e ao lazer junto ao rio. A sede também é envolta pelos Rios Barra Mansa e Vinte e Dois, este de águas cristalinas e límpidas.

Possui uma área de 75 km2, sendo que a sede do município está a uma altitude de 75 metros às margens do Rio Taquari.

Rodeado por montanhas com enorme variedade de espécies vegetais nativas da Serra, circundadas por belos vales, parreirais e hortifrutigranjeiros.

Economicamente destaca-se também a produção de suínos (Frangosul) e de móveis (Pontevecchio), assim como uma rica produção artesanal. O município possui áreas limítrofes com Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul, Garibaldi, Roca Sales, Muçum, São Valentim do Sul e Cotiporã.

O município possui um dos mais importantes núcleos da imigração italiana no Brasil.

É considerado o 2o. em importância por estudiosos em patrimônio histórico. Com uma arquitetura eclética e predominante colonial italiana, as casas de alvenaria e pedra possuem porão típico e elementos que lembram as aldeias do norte da Itália. Denotam a imponência de Santa Tereza que foi importante entreposto comercial da região.

Até meados do século o porto às margens do rio, recebia embarcações de Porto Alegre, Bom Retiro do Sul e Estrela. São casas comerciais, hotéis, residências, moinhos e construções religiosas e a casa de madeira que abrigou a primeira fábrica de gaitas do Brasil, pertencente a Cesare Appianni e Maria Savoia. Destacam-se também, na Linha José Júlio, a casa de madeira dos poloneses.

Anteriormente à fundação da colônia Dona Isabel (1870) e a ocupação dos lotes pelos imigrantes italianos em 1877 a região era selvagem: ocupada por uma fauna exótica e índios kaigángs. Em 1885, somaram-se os poloneses ocupando principalmente as margens do Rio Taquari. Atualmente, com o desenvolvimento do município chegam famílias de alemães para trabalhar na agroindústria, enriquecendo étnica e culturalmente a população. Caminhando pelo interior, pelas linhas e ruas de Santa Tereza é possível ter agradáveis surpresas - a produção de artesanato em vime (cestas), palha de trigo e ferramentas, a produção de vinhos artesanais, vinho doce, graspa, assim como a cachaça, pratos típicos como a polenta, frango, capeletti, salames, massas e queijos - são o convite permanente para conhecer a originalidade e tranquilidade da Serra Gaúcha. Imperdíveis são as festas religiosas nas linhas, onde as comunidades organizam verdadeiras festas gastronômicas."

Fonte: ATLÂNTICO (RS), 14 de Dezembro de 1998, pág. 06


sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Terror nos céus de Goiás


"Grande bolido

No Goyaz, de 10 do passado, lê-se o seguinte:

<<Do nosso correspondente de Bomfim recebemos o escripto que abaixo se segue, dando noticia da queda de um asteroide, que ali se annunciou e em outros pontos, produzindo estampidos semelhantes a tiros de peça de artilharia.

Em outros logares sentiu-se até um abalo na terra, com certeza no momento da queda do corpo meteorico.

Nesta capital notaram no mesmo dia e ás mesmas horas a marcha de um corpo luminoso, em fórma de um balão, que partindo do occidente desappareceu no oriente, sem os outros phenomenos de que o nosso correspondente nos falla.

<<Acabamos de presenciar a passagem de um enorme bolido que encheu o povo de verdadeiro terror.

O facto deu-se a 30 de outubro, ás 4 horas e 45 minutos da tarde; cinco minutos depois da passagem ouviu-se uma grande detonação semelhante a dois tiros de peças de artilharia e uma repercussão que durou 15 minutos mais ou menos, parecendo abalar a superficie da terra. Como é natural, o povo possui-se de inquietações e mostrava-se avido de saber o que produzira o enorme estampido.

Muitas pessoas presenciaram a passagem desse asteroide e dentre essas, uma narrou-nos fielmente as dimensões, côr e velocidade do alludido asteroide, circumdado de uma materia phosphorescente, deixando após sua passagem centelhas que brilhavam no espaço.

Pareceu passar a pequena distancia da terra.

Tinha uma especie de cauda de côr prateada, muito luzente.

Suppomos que o estampido seja devido á quéda desse enorme bolido.

A época é a marcada pelos astronomos que tem observado a quéda desses pequenos corpos nos mezes de outubro e novembro.

P.S.

Sabe-se por noticias que as detonações foram ouvidas em um raio de 10 leguas e mais.

Continuam a chegar noticias sobre o phenomeno."

Fonte: A FEDERAÇÃO (RS), 03 de Janeiro de 1901, pág. 01, col. 06

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Sobrenome Luna


"Tanto os genealogistas e heraldistas García Carraffa quanto o tratadista Bizén d'O Río Martínez, atribuem muita antiguidade a este sobrenome. Todos eles também são convergentes em afirmar que sua origem é aragonesa. A própria presença da linhagem em Aragão remonta ao século XI. Martínez também aponta que os Luna de Aragão são originalmente da vizinha Navarra, tendo fundado vários solares naquele antigo reino.

Em Aragão, houve os Condes de Luna. Segundo os García Carraffa, a linhagem aragonesa procede do famoso cavaleiro Dom Bocalla, que prestou fidelidade ao rei Dom Sancho Ramírez de Aragão, e sob as ordens deste monarca, conquistou dos mouros a vila de Luna, no distrito judicial de Egea de los Caballeros, na província de Zaragoza. Bocalla tornou-se governador da citada vila e incorporou o topônimo como alcunha passando a ser Dom Bocalla de Luna.

Os Luna foram uma das famílias pioneiras a se estabeleceram na Argentina, durante o período colonial."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Hinojosa


"Antigo sobrenome de origem toponímica, nascido a partir do nome de algumas distintas localidades que existem na Espanha como: Hinojosa del Duque, na província de Córdoba; Hinojosa do Douro, na província de Salamanca; Hinojosa de San Vicente, na província de Toledo; Hinojosa del Campo, na província de Soria; Hinojosa del Valle, na província de Badajoz; e outras localidades denominadas simplesmente 'Hinojosa' nas província de Teruel, Cuenca, Guadalajara e Soria.

Juan de Hinojosa foi um rico-homem, e Lope de Hinojosa comendador da Ordem de Santiago, que tão importante papel desempenhou nas lutas de Reconquista.

Álvaro de Hinojosa, senhor de Tozuelo, casou com Dona Beatriz Paredes Carvajal, sendo filha do casal, Francisca de Hinojosa y Paredes, chamada também de Francisca de Orellana, que obteve matrimônio com Diego Pizarro Carvajal, senhor de Alcollarín, vila do distrito judicial de Logrosán (Cáceres), e regidor de Trujillo, na mesma província. Deste tronco familiar procede a linhagem dos Hinojosa da Extremadura. Vários de seus membros provaram sua condição de fidalgos perante a Real Chancelaria de Granada.

Também conseguiram o status de fidalguia: Pedro de Hinojosa, de Écija, província de Sevilha, no ano de 1567; Pedro Hinojosa e seus irmãos, de Jerez de la Frontera, província de Cádiz, entre os anos de 1560 e 1565; Mateo Antonio de Hinojosa Bocanegra y Villalba, de Olvera, província de Granada, no ano de 1732; entre outros.

Em Granada, no ano de 1852, nasceu o eminente catedrático de História Antiga e Medieval Dom Eduardo Hinojosa y Naveros, falecido em Madrid em 1919. Membro do Partido Conservador, foi Governador Civil de Valencia e de Barcelona, e Diretor-Geral de Instrução Pública. Deixou numerosas obras escritas, dentre elas 'Los nuevos bronces de Osuna', de 1878.

Etimologicamente, Hinojosa procede de de 'hinojosa', sinônimo de 'hinojal', com o significado de 'lugar com muitos hinojos'. Hinojo é sinônimo de funcho (Foeniculum vulgare), em português."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Ibor


"Sobrenome singular e pouco difundido. Parece originário da província de Valencia, passando à província de Huesca, e desta à província de Barcelona e à comunidade de Madrid.

Segundo o Dicionário Catalão, Valenciano e Balear, obra do filólogo catalão Antoni Maria Alcover. Conforme os estudos de Alcover, o sobrenome Ibor ou Ivor, encontrado de ambas as formas, tem casas solares desde os fins do século XIX e início do século XX, nas localidades de Valencia, Sollana, Albal, Alfafar, Albatat de la Ribera, etc.

Pela sua parte, o também filólogo Gutierre Tibón, em seus estudos etimológicos, afirma que o sobrenome Ibor é uma redução do topônimo antigo Iborra ou Ivorra. Iborra ou Ivorra corresponde a um primitivo lugar na província de Lérida."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Mainar


"É um sobrenome muito antigo de origem aragonesa, originário do município de Mainar, no distrito judicial de Daroca, província de Zaragoza.

O historiador Enric Guinot, em sua obra 'Os Fundadores do Reino de Valência', em que elenca todos aqueles indivíduos que, procedentes principalmente de Aragão e Catalunha, participaram da conquista e repovoamento do antigo Reino de Valência, entre os séculos XIII e XV. Entre estes primitivos povoadores, encontra-se Bartomeu de Mainar, oriundo da província de Zaragoza, que ergueu uma morada na localidade de Gandía, em Valência. O dito fidalgo é arrolado nos censos oficiais de 1244 e 1249 como um dos pares do reino. Domingo Mainar, Jacme Mainar e Pero Mainar, também procedentes da província de Zaragoza e residentes no povoado de Orihuela, são citados também entre 1300 e 1314 no mesmo reino.

Posteriormente, no século XVIII, se documentou um casa de Infanção do sobrenome Mainar na vila de Mediana, na província de Zaragoza. A esta casa pertenceu Francisco Miguel Mainar, residente de Mediana, reconhecido como Infanção pela Real Audiência de Aragão no ano de 1786.

Ainda no século XVIII, uma linhagem dos Mainar de Mediana passou à Zaragoza, dando origem a uma ramal distinta.

Segundo Gutierre Tibón, Mainar é originário da palavra germânica magan ou main que significa 'força'; Mainar, Maynar ou Mainer significam 'exército forte', segundo o mesmo autor."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia. 

Sobrenome Juan


"Sobrenome patronímico simples do nome próprio Juan, que equivale a João em português.

As casas mais antigas deste sobrenome se achavam radicadas em Aragão, Valência e Alicante. Seus ramais se estenderão para outras regiões da Espanha. Também é muita antiga a família Juan estabelecida em Palma de Mallorca, pois vários cavaleiros desta linhagem participaram da conquista da ilha, no século XIII.

Entre os cavaleiros da medieval Coroa Catalã-Aragonesa, conta-se o valenciano Perot Juan, que no ano de 1337, participou do apoderamento do estado de Atenas, na Grécia, a mando do rei Pedro IV de Aragão.

Também se conta Fernando Juan, do vecindário de Almunia de Doña Godina, que interviu junto a Real Audiência de Aragão por seus pleitos civis entre os anos de 1799 e 1801."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...