domingo, 21 de julho de 2019

Sobrenome Yuste


"Yuste ou Iuste é um sobrenome espanhol de origem basca. O historiador Jaime de Querexeta aponta que é originário do Reino de Navarra enquanto que Julio de Atienza opina que possivelmente seja da zona norte de Rioja, quando esta era bascófona, ou ainda de Guipúzcoa. Segundo Roberto Faure o sobrenome provém de Juste, que por sua vez seria uma variante do nome masculino Justo.

Existe na Extremadura um povoado chamado Cuacos de Yuste, onde existe o famoso Monastério de Yuste. O povoado tomou recentemente esta denominação por causa da fama do mosteiro. O mosteiro teria tomado este nome por causa de um rio próximo chamado Vercelejo, curiosamente também chamado Yuste. Não se sabe se o nome do rio guarda relação com o sobrenome.

O sobrenome pode ter surgido em Navarra ou La Rioja, para logo extender-se pelo restante da Península Ibérica. Francisco Zazo de Ulloa assinala que a primitiva casa solar de Yuste radicou-se em Guipúzcoa. O sobrenome primeiramente se expandiu por toda a Castela e com o avanço da Reconquista ao sul, estabelecendo-se também na Andaluzia. Julio de Atienza indica que alguns cavaleiros com sobrenome Yuste tomaram parte da conquista de Jerez de la Frontera, onde construíram ali um solar. Na localidade vizinha de Arcos de la Frontera, também se estabeleceu um solar de uma família Yuste.

Outra linhagem radicou-se no Reino de Aragão, principalmente em Arbesa ou Artesa, desde 1626. Segundo Endika de Mogrobiejo, outro Yuste procedente de Aruej foi cavaleiro nas Cortes Gerais do Reino de Aragão no mesmo ano. Também nas Ilhas Canárias se verifica a existência deste sobrenome. 

Já no século XVI há membros da família nas Américas."




Sobrenome Barahona


"Barahona, Baraona ou Varona (em basco, Baraona ou Barona) é um sobrenome toponímico de origem basca.

Originalmente provém da cidade de Barahona em Castela, na província de Soria, de onde se espalhou pelo restante da Espanha e consequentemente para as Américas.

O significado de Barahona seria a aglutinação das palavras bascas bara, que corresponde a árvore ou monte, e ona, que corresponde a bom ou bem.

Entretanto, segundo Pedro Javier Fernández-Pradel, Barahona, Baraona ou Barona significa 'boa lança' em basco, utilizando outra interpretação para a primeira parte da palavra."


Sobrenome Zumalabe


"É um sobrenome toponímico basco originalmente de Balmaseda (Vizcaya, País Basco, Espanha).

Família de ferreiros, caldeireiros e comerciantes de cobre de Balmaseda no século XV e séculos seguintes. No século XVI, um ramo passou a Vitória, ocupando cargos importantes em Aduana del Mar, inclusive no conselho da cidade.

Zumalabe é composto de zume (vime em basco) e Olabe (moinho ou siderurgia em basco). Existia uma siderurgia situado junto à ilha de La Mimbrera, no rio Cadagua, que forjava caldeiras de cobre, que deu origem à família."


Fonte adaptada: https://es.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Portada


Sobrenome Aguirre


"É um sobrenome muito antigo de origem basca e um dos muitos da nobreza basca. 

Acredita-se que etimologicamente vem da palavra basca ageri que significa manifesto, notório, patente ou descoberto. É um sobrenome relativamente abundante e cuja origem não pode ser atribuída a um local específico, já que há evidências de linhagens familiares chamadas Aguirre em dezenas de cidades diferentes no País Basco. Isso sugere que era um termo comum usado para se referir a casa que ocupavam uma parte dominante da terra, que eram especialmente visíveis e expostas; o que fez com que muitas cidades do País Basco tivessem (e ainda tenham) uma casa chamada Aguirre.

No País Basco e Navarra, há o sobrenome Agirre, que é uma variante moderna escrita de acordo com a ortografia basca.

Em Guipúzcoa, a linhagem mais antiga está localizada. Já em 850, os cavaleiros desta família acompanharam o rei Ramiro I na Batalha de Clavijo. Há também notícias de outros Aguirre em Tolosa (1346) e Isasondo (1399).

De Guipúzcoa há casas deste sobrenome em Gaviria, Azpeitia, Escoriaza, Anoeta, Villarreal de Urrechu, Legorreta, Asteasu, Zarauz, Regil, Oyarzun, Vergara, Ichaso, Alcibar, Zumarraga, Goyaz, Legazpi, Larimuz, San Sebastian, Placencia, Gainza, Isasondo, Motrico, Beasain, Usurbil, Alquiza, Olavarrieta, Aduna, Albistur, Andoain, Mondragón, Elgueta, Astigarreta, Deva e Ataun.

Em Viscaya há casas de Aguirre em Abadiano, Arrigorriaga, Berango, Bermeo, Berriz, Durango, Garayeta, Guernica, Ispáster e Lequeitio.

Em Álava existem casas em Amurrio, Izoria, Lierna, Murga, Salvatierra, Vitória e Zalduondo.

Casas de Aguirre em Navarra existem em Arizkun, Ibargoiti, Oco e Bera.

Os Aguirre espalharam-se por toda a Península Ibérica, participando ativamente da Reconquista."

sábado, 20 de julho de 2019

Histórico do Município de Três Coroas/RS


"Três Coroas situa-se no Vale do Paranhana e seus primeiros colonizadores foram de origem alemã, que vieram de São Leopoldo e depois já neste século vieram colonos de origem italiana que vindos de Caxias do Sul, fixando residência no vale, principalmente Quilombo e Linha Vinte e Oito, bairros de Três Coroas. A população lusa somente começou a fixar residência aqui, em maior número, provinda da Serra, Cambará do Sul e São Francisco de Paula. E deveras admirável a harmonia reinante no Município entre esses vários elementos raciais.

Desde sua fundação lugar já teve várias denominações: Linha dos Último Alemães, Vale ou Colônia de Santa Maria, Santa Maria de Cima, Santa Maria do Mundo Novo, e quando criou o distrito simplesmente: Mundo Novo, e por último Três Coroas. Deu origem ao nome atual um pinheiro com três troncos e copas (coroas) que existia no vale do Arroio Kampf. Em 31/03/1938 Mundo Novo foi elevada a categoria de Vila, pela Lei Federal no. 7199, entretanto em 1903 foi iniciada campanha de criação do Distrito de Mundo Novo, com o batalhador Germano Volkart que viu seus anseios coroados de êxito em 10/11/1904 pela Lei Municipal no. 86A. Foi criado o Distrito de Mundo Novo, sendo o 4o. Distrito de Taquara.

O Município de Três Coroas foi instituído oficialmente em 12/05/1959 pela Lei Estadual no. 3741. A transferência de administração do ex-distrito de Três Coroas para a Comissão Emancipadora ocorreu no Gabinete do Prefeito de Taquara no dia 15/06/1959. A primeira eleição no Município foi em 08/11/1959 e o primeiro prefeito de Três Coroas foi o Sr. Affonso Saul.

Três Coroas está distante de Porto Alegre, capital do Estado, em 92 km, tem sua área total de 166 km2 e pelo Censo de 1997 tem 18.000 habitantes e é administrada pelo Prefeito Alcindo de Azevedo.

Sua principal fonte de renda é a indústria de calçados, comércio, agricultura de subsistência, onde é cultivado milho, feijão, batata, etc.

O Município destaca-se na região do Vale do Paranhana e dos Sinos pelo incentivo à cultura e ao esporte, como a canoagem."

Fonte: ATLÂNTICO (RS), 26 de Abril de 1999, pág. 04

sexta-feira, 19 de julho de 2019

A colônia de São Lourenço do Sul em 1866


"Colonia de S. Lourenço.

FUNDADA EM PELOTAS, (RIO GRANDE DO SUL) EM 1865.

Pelo Sr. Jacob Rheingantz.

Tem 298 prazos cultivados por familias; e 138 por homens solteiros. Possue actualmente 1,482 colonos, dos quaes 85 são filhos do paiz, de raça germanica, e 1397 allemães emmigrados, conta 358 catholicos e 1,124 protestantes.

Em 1865 nascerão na colonia 22 crianças, morrerão 7 e contrahirão se 7 cazamentos.

A colonia produzio no mesmo anno (1866) 1,200 alqueires de trigo, 900 de centeio, 1,600 de cevada, 12,000 de milho, 3,200 de feijão, 14,400 de batatas, 240,000 achas de lenha, 5,000 gallinhas, 25,000 duzias de ovos, 30 arrobas de toucinho e 2,200 libras de manteiga.

Todos os moradores da colonia são agricultores."

Fonte: O AUXILIADOR DA INDUSTRIA NACIONAL: OU COLLECÇÃO DE MEMORIAS E NOTICIAS INTERESSANTES (Rio de Janeiro/RJ), edição 001, 1866, pág. 242

O transporte de carretas no Rio Grande do Sul no século XIX


"(...)

Não se pense que o transito de carretas por essas paragens é em grande escala, como o communicante quer inculcar em apoio de seus devaneios de exagerado apologista. Os transportes de rotação, que se extrahe dos districtos de Alegrete e de Entre-Rios (unico genero que d'ali se exporta), preferem a estrada que vai dar á villa de Cachoeira, ou á cidade do Rio-pardo, onde passão a carga para as embarcações que navegão o Jacuhy, afim de ser posta no mercado de Porto-alegre; e esta preferencia é por economia de tempo e despezas accessorias, porque ha um quarto mais na distancia da estrada de Alegrete para a cidade de Pelotas, principal porto de embarque d'aquella parte da provincia, do que na d'aquelle ponto para a Cachoeira. As carretas que passão por Bagé, e que se destinão para Pelotas, são unicamente as procedentes do territorio comprehendido pelas bacias dos affluentes orientaes do rio Santa Maria."

Fonte: A REFORMA: JORNAL POLITICO (Rio de Janeiro/RJ), 15 de Janeiro de 1852, pág. 04, col. 02
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