segunda-feira, 17 de junho de 2019

A Política Gaúcha no Segundo Reinado


"Assinalei que, entre o fim da Revolução Farroupilha (1845) e o final da Guerra do Paraguai (1870), a história do Rio Grande do Sul manteve o seu caráter predominantemente militar, só que coincidindo, dessa vez, com a história militar do Brasil. Ou seja: foi sobretudo a história da participação rio-grandense, vinculada à participação do Império brasileiro, nos conflitos platinos.

Em boa medida, porém, já a partir de 1860 o militarismo dividiu espaço com o jogo político; e durante esse jogo sobressaíram, novamente, as peculiaridades regionais.

Nos quinze anos imediatos à Revolução, houve uma espécie de prostação política, em parte porque as hostilidades ainda estavam muito vivas, na memória de todos os rio-grandenses; em parte porque a discussão pública podia trazer de volta, à memória dos brasileiros, a identificação da Província com republicanismo e separatismo, o que era prudente evitar; em parte porque a Guerra de Oribe e Rosas impusera ao Rio Grande do Sul novos sacrifícios humanos e novas dificuldades de ordem econômica - e, diante da necessidade de recuperação, o confronto político só poderia resultar, de fato, em graves prejuízos. (Inclusive no âmbito, digamos, intelectual, há um exemplo dessa restrição: Domingos José de Almeida, considerado 'o cérebro' da Revolução Farroupilha, nesse período chegou a anunciar, na imprensa, que publicaria uma história da Revolução, mas logo desistiu do empreendimento, atendendo a sugestões de amigos).

Predominou, por tudo isso, até findar a década de 1850, o espírito de conciliação, de acomodação, de concórdia. Para unir liberais e conservadores (em substituição ao Partido Conservador e ao Partido Liberal) surgiu a chamada Liga, em 1852, logo após o conflito no Prata; em seguida - e no mesmo ano - a Contra-Liga, origem do Partido Liberal Progressista, mas que de fato apenas uniu os dissidentes da Liga, sem a marca de uma definição ideológica, conservadora ou liberal.

Em 1860, organizou-se o Partido Liberal Histórico, graças à iniciativa de Félix da Cunha e ao apoio de personalidades como o general Osório e o conselheiro Gaspar Martins (que seriam os dois chefes do partido após a morte de Félix da Cunha, em 1865). A essa agremiação se filiaram alguns membros do Partido Liberal Progressista, enquanto outros, que nele permaneceram, depois passaram à militância do Partido Conservador, reorganizado em 1868. Foi em 1863 que o Partido Liberal Histórico apresentou o seu programa, verdadeiramente reformista, já que incluía, entre outros princípios, a abolição da vitaliciedade do Senado, a eleição direta, o serviço militar obrigatório e a defesa do federalismo - o mais legítimo anseio da epopeia dos Farrapos.

Reorganizado o Partido Conservador, em 1868, e depois de finda a Guerra do Paraguai, em 1870, passou a ser incontestável, no Rio Grande do Sul, a supremacia do Partido Liberal Histórico - agora simplesmente Partido Liberal. Seu grande reduto eleitoral, desde a fundação, era o 2o. distrito, composto por quase todos os municípios da região sul da Província, além de Cruz Alta e Passo Fundo. No 1o. distrito, quase todo composto por municípios da região norte, a maioria dos deputados que se elegiam (provinciais e gerais) eram 'progressistas' e, agora, conservadores. (Gaspar Martins, num discurso de 1866, acusava os progressistas de caluniarem 'vergonhosamente aos representantes do 2o. distrito: a uns dizem que temos a pretensão de mudar a capital da Província para Pelotas, a outros declaram que vamos empregar todos os rendimentos da Província no 2o. distrito; ao governo finalmente dizem que neste tempo de guerra nacional, vamos suscitar questões odiosas e incitar à rebelião').

Passaram a vigorar, então, as peculiaridades regionais: enquanto que nas outras províncias revezavam-se, nas assembleias, maiorias conservadoras e liberais - a exemplo da Câmara dos Deputados, a exemplo de todos os gabinetes do Segundo Reinado -, no Rio Grande do Sul as maiorias eram sempre liberais; e se acaso o presidente da Província fosse do Partido Conservador (uma vez que era nomeado pelo governo geral), teria que enfrentar a forte oposição da bancada liberal na Assembleia rio-grandense.

Mas, embora se mantivesse majoritário, no legislativo, até o final do Império, o Partido Liberal enfrentou uma cisão, que é importante mencionar, a partir de fevereiro de 1879. Nesse momento os seus dois líderes, Manuel Luís Osório e Gaspar Silveira Martins, eram ministros do Império, no gabinete Sinimbu (de 5 de janeiro), ocupando respectivamente as pastas da Guerra e da Fazenda. Discutia-se, na Câmara, a reforma eleitoral, quando Gaspar Martins manifestou-se publicamente pela extensão dos direitos políticos aos estrangeiros e acatólicos - com a intenção (parcial, é claro) de ampliar, no Rio Grande do Sul, a aceitação dos liberais no 1o. distrito, que, como vimos, era composto pelos municípios da região norte da Província, por sua vez habitada por um grande número de acatólicos (os protestantes alemães) e de estrangeiros (os recém-chegados imigrantes italianos), até então sem direito de voto.

Osório, acompanhando a maioria dos ministérios, declarou-se contrário a essa medida, mas apenas temporariamente, considerando que o governo recém enfrentara a chamada Questão Religiosa e não era oportuno inaugurar, agora, uma nova frente de combate coma Igreja Católica.

Silveira Martins renunciou ao ministério e passou a insultar, publicamente, o general Osório. O herói da Guerra do Paraguai em nenhum momento se defendeu, confidenciando aos amigos que, para isso, 'seria obrigado a condenar o Martins, a quem sempre considerei como filho e a quem dei posição'; ou então argumentando: ' - Eu, que levei toda a vida a dizer que o Martins era um semideus, como irei agora dizer que ele é um diabo?'.

Osório, desgostoso com o rumo dos acontecimentos, morreu em 4 de outubro de 1879, aos 71 anos de idade. Foi defendido brilhantemente, oito meses depois, pelo filho primogênito, deputado geral Fernando Luís Osório, na sessão de 11 de junho de 1880 da Câmara dos Deputados.

Nessa ocasião já havia surgido a chamada Dissidência Liberal, liderada por Fernando Osório e pelo médico Luiz da Silva Flores Filho. No âmbito nacional, essa facção teve um êxito imediato, conseguindo a substituição do presidente da Província, Felisberto Pereira da Silva, gasparista, por Carlos Thompson Flores, osorista.

Mas a reforma eleitoral, incorporando a ideia de Gaspar Martins, seria aprovada, através da lei Saraiva, em 1881 - num momento em que já estavam superados os conflitos com a Igreja. Igualmente superados, então, os motivos que haviam gerado a dissidência liberal, ela acabou perdendo força, restabelecendo-se, em quase toda a sua plenitude, no Rio Grande do Sul, a liderança de Gaspar Martins.

Só mais adiante, no decorrer da República, esse episódio de 1879, como bomba de efeito retardado, vai produzir a sua grande consequência: o alinhamento político permanente de importantes municípios da metade sul - como Pelotas e Jaguarão - com o Partido Republicano Rio-Grandense, de Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros, e não com o Partido Federalista, de Gaspar Martins, ou a Aliança Libertadora, de Joaquim Francisco de Assis Brasil. Não com os maragatos ou os libertadores, como se poderia esperar de quase todas as cidades do 2o. distrito: com os pica-paus e, depois, com os chimangos.

(...)

Em julho de 1889, Gaspar foi nomeado presidente da Província; quatro meses depois, dirigia-se à Corte quando foi surpreendido, na cidade de Desterro (atual Florianópolis), com a notícia da proclamação da República. Em seguida, com a notícia, ainda mais surpreendente, do seu próprio desterro, do seu próprio desterro: era o único brasileiro que o governo republicano mandava para o exílio, à exceção óbvia da Família Imperial e do Visconde de Ouro Preto, primeiro-ministro do último gabinete.

Por quê? Simplesmente porque era inimigo pessoal - fidagal, como se dizia - do marechal Deodoro da Fonseca, que no dia 15 de novembro de 1889 resolvera se erguer do seu leito de enfermo; tropeçando nas orientações de monarquistas e republicanos, havia derrubado o Império."

Fonte: MAGALHÃES, Mario Osorio. História do Rio Grande do Sul (1626-1930). Pelotas/RS: Armazém Literário, 2002, pág. 68-73.


domingo, 16 de junho de 2019

Projeto História Viva "1a. Roda de Conversa" sobre os movimentos de emancipação do Capão do Leão


Neste sábado, 15 de Junho, durante a tarde, o Instituto Histórico e Geográfico de Capão do Leão promoveu em sua sede social, à Avenida Narciso Silva, no centro do município, o evento "História Viva - 1a. Roda de Conversa" que teve como temática principal os movimentos de emancipação de 1963 e 1981-1982. Contando com a presença de cerca de 40 pessoas, o evento reuniu diversas personalidades que participaram da Emancipação de 1982 e relembrou os fatos relacionados à malograda tentativa de emancipação de 1963. A roda de conversa contou com a coordenação do jornalista e também emancipacionista Gérson Baldassari e o evento foi aberto pelo presidente do IHGCL, Jairo Costa, que cumprimentou a todos e destacou a importância do projeto. Estavam também presentes a vice-prefeita Gilciane Baldassari, o vereador Glei Rodales, o ex-vereador Francisco Adilson Reus Henrique, o ex-secretário de Agricultura Gilnei Vasconcelos, a ex-primeira dama Neythes Madruga, viúva do primeiro prefeito leonense Elberto Madruga, professores, políticos, membros da comunidades, entre outros. Muito produtivo e interessante! O evento foi gravado em áudio e vídeo e deverá estar disponível nos próximos dias no YouTube.
















Sobrenomes Japoneses - Parte 07 - Sobrenomes Ainus


Os ainus ou ainos são um grupo indígena étnico do Japão. Estão distribuídos nas regiões setentrionais de Hokkaido e Tohoku, no Japão, e nas Ilhas Curilas, Sacalina e Península de Kamchatka, na Federação Russa.

1. Anchikar - noite.

2. Kamui - deus.

3. Morueran, Muroran - pequeno declive.

4. Naiporo - ponte sobre o rio.

5. Nitai - floresta.

6. Nupurpet - rio lamacento.

7. Nupuri - montanha.

8. Petkotan - vila do rio.

9. Ponkotan - cidade pequena.

10. Rusut - final da estrada.

11. Satporopet, Sapporo - rio grande e seco.

12. Shikot - grande vale.

13. Toya - costa da lagoa.

14. Upash - neve.

Sobrenomes Japoneses - Parte 06 - sobrenomes de Okinawa


Okinawa é a prefeitura mais meridional do Japão, englobando 169 ilhas, desde Kyushu até Taiwan. Um detalhe especial é que, em boa parte destas ilhas, o japonês não é o idioma predominante, porém as línguas okinawana e kunigami - aliás, embora aparentadas, com muitas diferenças para o japonês.

1. Agaribaru - campo oriental.

2. Agarie - baía oriental.

3. Agarihama - praia oriental.

4. Agarijo, Agarijou - portão oriental.

5. Agarikawa - rio oriental.

6. Agarinaka - relacionamento com o Oriente.

7. Ahane - início das ondas.

8. Aiba - parte do jardim.

9. Amano - campo celestial.

10. Amase - corredeiras chuvosas.

11. Ameku - céu eterno.

12. Amuro - sala da paz.

13. Aragushiku - castelo da paz e da bondade.

14. Aragusuku - castelo verdadeiro.

15. Arakachi - cerca nova.

16. Azuma - leste.

17. Erabu - seleção.

18. Fija - alegria igual.

19. Fukubaru - campo da boa fortuna.

20. Gahara - campo pessoal.

21. Ganiku - aquele que é como o ancião, o antigo, o antepassado.

22. Geruma - a celebração permanece.

23. Gibu - força cerimonial.

24. Guiku - proteção receptora.

25. Gushi - ferramentas para conseguir o que deseja.

26. Gushiki - fabricante de ferramentas.

27. Gushikuma, Gusukuma - entre os castelos.

28. Hae - vento do sul.

29. Haebaru - campo ventoso do sul.

30. Hanagushiku - castelo das ondas.

31. Hanagusuku - castelo da flor.

32. Higaonna - distribuidor de favores que vem do Leste.

33. Hisagai - eterno marisco.

34. Ikegushiku, Ikegusuku - castelo do lado de fora.

35. Kanagushiku, Kanagusuku - castelo dourado.

36. Munan - próxima centena.

37. Naagushiku, Naagusuku - castelo imperial.

38. Shimabuku - ilha bolsa, atol (?).

39. Tamagushiku, Tamagusuku - joiás (?), castelo.

40. Teera - agradável planície.

41. Ufugushiku, Ufugusuku - grande castelo.

42. Wiibaru - acima das planícies.

sábado, 15 de junho de 2019

Exposição dos vestidos das rainhas da Fenadoce no Shopping Pelotas




Está ocorrendo no Shopping Pelotas, em alusão à realização da edição 2019 da Fenadoce, uma exposição com vários vestidos das rainhas da festa de anos anteriores. A entrada é gratuita para esta exposição.

Histórico do Município de Tramandaí/RS


"A primeira estrada que levava ao extremo Sul do Brasil passava pelo nosso rio: Rio Tramandaí.

Não havia ponte, nem balsa. As pessoas passavam em canoas. O gado passava a nado. Os viajantes se abrigavam nos ranchinhos de palha às margens do rio, quando a violência das águas não permitiam a travessia.

Pelo rio Tramandaí passavam:
- padres jesuítas para catequizar índios;
- tropeiros que buscavam gado na região do Prata;
- militares para defender nossas terras;
- aventureiros interessados no contrabando de prata;
- povoadores.

Cama de Vento

Em 1920, data em que os pais de Milton chegaram em Tramandaí, a vila contava com cinco casas cobertas por telhas e diversas com palha de tiririca.

Mas já existiam pequenas pensões e hoteizinhos, dirigidos por famílias que se encarregavam, pessoalmente de receber e de servir os veranistas. O Hotel da Saúde, depois Parque Balneário foi o primeiro a hospedar banhistas na vila.

Os poucos chalés de veraneio significavam 'status' para os proprietários porque a maioria dos banhistas se acomodavam em hotéis. Os chalés de madeira, alguns avarandados, tinham mobiliários simples: cozinha, sala de jantar e quartos com cama de vento. Milton diz que havia muito barco e algumas cadeiras de madeira.

Lavadeiras da faxina

As mulheres dos pescadores, durante o veraneio, tornavam-se lavadeiras de roupas ou arrumadeiras de hotéis. Metidas em longos vestidos e chapelões de palha de abas dobradas. Arregaçavam as mangas até o cotovelo e rumavam cedo para a lagoa da Faxina, localizada aos fundos do Imbé, retornando ao final da tarde.

Meio truculentas, rosto queimado de sol, elas levavam um balaio cheio de roupas na cintura e os filhos pela mão. Traziam tachos, mesas de madeira e batedores de roupas para a Lagoa da Faxina (aterrada anos depois), além de um farnel com posta de peixe seco e farinha para o almoço.

Depois de levar as roupas de tecido de algodão na margem da lagoa, esfregavam-na bem nos estrados de madeira e ferviam alguns em tachos de cobre. As roupas dos veranistas secavam nas cercas de taquara das casas próximas e eram passadas com ferro de brasas. A noite entregavam a roupa perfeitamente engomada.

Fantasias do Mar

A vida social dos veranistas desenvolvia-se nos próprios hotéis, que contratavam orquestras para tocar polcas e valsas às refeições. À noite, após o jantar, os hóspedes 'brincavam e dançavam' até às 22 horas, quando era dado o toque de recolher.

Os hoteleiros e os hóspedes formavam 'grandes famílias' de até 50 pessoas nas temporadas, organizando a programação social com bailes e jogos de cartas. Obedecendo aos costumes da época, os donos de hotéis exigiam que os homens trajassem casacos nos salões, acompanhados de mulheres com saias de renda e babados.

No carnaval, promoviam bailes de fantasia, mais animados mas sem exageros. Alguns grupos de veranistas, coloriam os trajes de banho com papel crepon e entravam no mar, espalhando a fantasia nas águas. O banho da fantasia ocorreu pelos anos 40.

Região Açoriana

Por que o Litoral Norte denomina-se região Açoriana?

Em 1752 vieram casais das Ilhas dos Açores (Portugal) para estancieiros, estes não se preocupavam com agricultura. Os açorianos eram por natureza agricultores, por isso a sua vinda para o sul do país, foi muito importante.

Cultivavam feijão, milho, cevada, alpiste, aveia, ervilha e outros grãos.

Os Pescadores

Pescadores empobrecidos foram chegando de Santa Catarina, e ergueram seus ranchos, às margens do rio Tramandaí. 

Viviam de pesca artesanal, somente pescavam na lagoa e no rio com canoas. Não saíam na barra para pescar no mar. Faziam lances de bagres. Esse peixe era salgado e colocado em varais de taquara para secar. Depois de seco, seguia em fardos, de carreta até Palmares. Dali seguia de vapor até Porto Alegre. Era também vendido nas colônias na costa da serra (Osório, Santo Antônio da Patrulha, Maquiné...).

Os pescadores, inicialmente, fixaram residência na Barra. Este é o bairro mais antigo da Tramandaí.

O Rio Tramandaí

O Rio Tramandaí é importante para o município e para a região pelas seguintes razões:
1 - Foi caminho primeiro para o povoamento do Rio Grande do Sul.
2 - Pela barra do Rio Tramandaí saiu Giuseppe Garibaldi com os lanchões Farroupilha e Seival, em 1939, na Revolução Farroupilha.
3 - Às suas margens formam-se o povoado de pescadores, raízes do nosso município.

A Primeira Capela de Tramandaí

A primeira Capela, em Tramandaí, foi constituída em 1908, no local onde temos, atualmente, o Monumento do Pescador, no cruzamento das Avenidas Emancipação e da Igeja. Deve-se esta construção ao Sr. Comendador Militão Borges de Almeida, homem abastado, muito religioso e que veraneava aqui...

Quano a capelinha foi demolida, em 1954, a cruz de pedra foi levada para o atual cemitério da cidade, colocada sobre um túmulo onde se encontram os restos mortais exumados de uma antigo cemitério que ficava em área próxima ao atual.

Até a década de 40, era o único local religioso do Município. Os veranistas ocorriam à Capelinha que, por ser muito pequena, rapidamente ficava lotada e, então por suas portas, estendia-se para fora, verdadeira multidão que assistia a missa na rua.

Os Alemães

Em 1824, inicia-se a colonização alemã no Rio Grande do Sul. E por volta desta época que eles vêm até o Litoral. No entanto, levou algum tempo para que eles se radicassem em Tramandaí. Com seus costumes, estabeleceram-se com atividades, principalmente, de Hotelaria e Comércio de Material de Construção.

Algumas famílias de origem alemã influenciariam na formação do Município como o Sr. Otto Müller procedente de São Leopoldo com o ramo de Material de Construção e o Sr. Arno Konrath procedente de Sapiranga com o ramo de hotelaria.

Tramandaí desperta como Balneário

No final do século passado (1880-1900) Tramandaí passa a ser procurado por veranistas. Os banhos de mar eram considerados tratamento de saúde. Nessa época surgiram ddois hotéis: Hotel da Saúde e Hotel Sperb.

O Hotel da Saúde situava-se onde hoje está o prédio da Câmara de Vereadores de Tramandaí, Sala Açoriana.

O Hotel Sperb está até hoje na Avenida Emancipação esquina Jorge Sperb.

Primeiramente os veranistas viajavam de carreta para Tramandaí, puxada a bois e levavam de 7 a 8 dias de viagem com pernoites pelo caminho. Mais tarde viajavam em diligências puxadas por cavalos e levaram quase dois dias.

Em 1920 apareceram os primeiros automóveis ônibus.

Economia

Por volta de 1890-1900, quando o número de habitantes era de 40-50 famílias, a economia de Tramandaí baseava-se na pesca artesanal.

A partir da pesca vai-se desenvolver o comércio. A princípio, um comércio, exclusivamente, de compra e venda do peixe e seus derivados.

No início do século, quando o povoado começa a ser procurado como balneário, a economia passa a girar, também, em torno do turismo.

O trabalho artesanal feito, muitas vezes, por mulheres suprindo suas necessidades cotidianas, através do turismo, vai influir na economia da região.

A partir da 2a. metade do século, um novo impulso é dado na economia da Região, através da construção civil."

Fonte: ATLÂNTICO (RS), 12 de Outubro de 1998, pág. 06


sexta-feira, 14 de junho de 2019

Sobrenomes Japoneses - Parte 05


201. Shiraishi - pedra branca.

202. Shiratori - corvo branco.

203. Soeda - anexado (junto) ao campo de arroz.

204. Sudo, Sudou - obrigatório.

205. Suenaga - prole eterna.

206. Sugai - grama grossa.

207. Sugawara - prado de grama grossa.

208. Sugaya - vale de grama grossa.

209. Sugimoto - tronco de cedro.

210. Sugita - campo de arroz do cedro.

211. Sugiura - cedro da margem do rio.

212. Sugiyama - montanha do cedro.

213. Sumi - borda, canto.

214. Suzuki - árvore de suzu - sino de madeira colocado na porta de um templo xintoísta.

215. Tachi - árvore cítrica.

216. Tachibana - flor ascendente.

217. Takada - alto campo de arroz.

218. Takahashi - ponte alta.

219. Takaki - árvore alta.

220. Takakura - alto celeiro.

221. Takamoto - início, origem alta.

222. Takano - campo alto.

223. Takayama - montanha alta.

224. Takeda - campo de arroz de bambu.

225. Takeuchi - dentro do bambu.

226. Tamura - aldeia do campo de arroz.

227. Taniguchi - boca do vale.

228. Terachi - chão do templo.

229. Teramoto - começo, início, origem do templo.

230. Toda - porta para o campo de arroz.

231. Tojima - porta para a ilha.

232. Tsuchihashi - ponte sobre o solo.

233. Tsugunaga - herança eterna.

234. Tsuji - encruzilhada.

235. Uchida - entre os campos de arroz.

236. Uchiyama - entre as montanhas.

237. Ueda - acima do campo de arroz.

238. Uemura - acima da aldeia.

239. Ueno - acima do campo.

240. Uesugi - acima dos cedros.

241. Umeda - campo de arroz da ameixeira.

242. Umeno - campo da ameixeira.

243. Umehara - prado da flor de ameixa.

244. Urano - campo ribeirinho.

245. Usami - na vista da casa do ajudante.

246. Utsumi - entre os mares; mar interior.

247. Wada - campo pacífico de arroz.

248. Wakatsuki - lua jovem; lua crescente.

249. Watanabe - área de travessia, lugar de passagem.

250. Yabu - pântano.

251. Yagi - oito árvores.

252. Yaguchi - boca de seta.

253. Yagura - celeiro de seta.

254. Yajima - ilha de seta.

255. Yamada - campo de arroz da montanha.

256. Yamaguchi - entrada da montanha.

257. Yamamoto - início, começo, origem da montanha.

258. Yamane - sopé da montanha.

259. Yamashita - debaixo da montanha.

260. Yamazaki - montanha peninsular.

261. Yanagihara - prado da árvore de salgueiro.

262. Yanagisawa - córrego da montanha do salgueiro.

263. Yanase - corredeiras do salgueiro.

264. Yasuda - campo de arroz que se mantém.

265. Yokoyama - ao lado da montanha.

266. Yonetani - vale do arroz.

267. Yoshida - campo de arroz da sorte.

268. Yoshino - campo da sorte.
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