terça-feira, 12 de março de 2019

O Grande Incêndio no Porto de Pelotas em 1929


"Grande incendio no porto de Pelotas
Dois predios inteiramente destruidos pelo fogo - As chammas consumiram dois mil saccos de assucar - Os avultados prejuizos - A acção dos bombeiros

Nos primeiros dias deste mez a população de Pelotas foi alarmada por um pavoroso incendio, que se manifestára no porto da cidade.

O fogo tivera inicio no predio n. 60 da rua Conde de Porto Alegre, onde estava estabelecida com moagem de assucar a firma Sparenberg e Irmão.

Tomando o fogo forte incremento alastrou-se, propagando-se ao predio vizinho, occupado pelo almoxarifado da Cervejaria Haertel.

Não parou ahi a acção destruídora das chammas. Como tardassem os soccorros do Corpo de Bombeiros o fogo attingiu o predio 62, onde estava estabelecida a fabrica de telhas de cimento e serraria, da firma Monti e Campos.

A ACÇÃO DOS BOMBEIROS

Infelizmente os bombeiros chegaram demasiado tarde.

As chammas já haviam devorado quasi que inteiramente dois predios.

Auxiliados, entretanto, pelo pessoal dos trapiches do Commercio, São Pedro e São Francisco, dirigidos pelo capataz Natalio Zanine, conseguiram circumscrever a acção do fogo aos predios já attingidos.

Foi heroico o trabalho dos bombeiros; lutaram elles não só com a impetuosidade das chammas mas com a insufficiencia do seu material.

Prestaram ainda inestimaveis auxilios 16 funccionarios da firma Monti e Campos e a de ferragem Vianna e Cia., que forneceu as manguerias necessarias.

OS PREJUIZOS

Os prejuizos foram totaes nos predios 58 e 60 da rua Conde de Porto Alegre.

A firma Sparenberg e Irmão, constituída dos srs. Otto e Waldemar Sparenberg, soffreu a perda de dois mil saccos de assucar que se achavam depositados no armazem e dos quaes apenas trinta e nove foram salvos.

A mercadoria destruida pelo fogo pertencia ás seguintes firmas locaes: Mascarenhas e Filhos Limitada, 139 saccos; Sica, Firmo e Moreira, 808 saccos; Faustini e Passos, 100 saccos; Francisco Delamare, 58; Pires e Irmão, 50; Oliveira e Cia., 33; Siqueira Pinto e Irmão, 75; Cunha Amaral e Cia., 125 e o restante a outras tres firmas.

Felizmente ainda ha dias haviam sido retirados dali 500 saccos de assucar pertencentes á firma Machado e Cia., estabelecida em Jaguarão.

Os predios incendiados, que são de propriedade do sr. Leopoldo Haertel, estavam segurados em 60 contos na Companhia Sul-Americana.

A Cervejaria Haertel, que teve um prejuízo de 40 contos pela perda do seu material, estava no seguro em dois mil contos em varias companhias.

A fabrica de telhas do cimento e serraria, da firma Monti e Campos, tambem attingida pelo fogo, teve um prejuízo calculado em seis contos de réis.

A ORIGEM DO FOGO

Não foi promptamente esclarecida a origem do fogo, entretanto se presume que elle fosse produzido por combustão espontanea, em virtude do calor, ou por algum phosphoro inadvertidamente jogado.

UMA VICTIMA

Infelizmente um dos abnegados funccionarios da firma Monti e Campos, que auxiliava a extincção do incendio recebeu graves queimaduras no braço esquerdo, sendo internado na Santa Casa local."

Fonte: DIARIO NACIONAL (SP), 11 de Dezembro de 1929, pág. 08, col. 05-06

segunda-feira, 11 de março de 2019

Sobrenomes judaicos - Parte 03 - sobrenomes de famílias judaicas tradicionais da Alemanha


Sobrenomes de famílias judaicas tradicionais da Alemanha pré-Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Não nos detivemos a aprofundar a história de cada linhagem. Salientando, porém, que nem todos os sobrenomes são EXCLUSIVAMENTE judaicos.

Fonte adaptada para a língua portuguesa: Jewish Surnames Guide. NY, Pingeon Books, 2002. Também consultada: Jewish Encyclopedia. London, 1906.


Também consultados na web: 
https://en.wikipedia.org/wiki/Main_Page
https://de.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Hauptseite
https://pl.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Strona_g%C5%82%C3%B3wna
https://cs.wikipedia.org/wiki/Hlavn%C3%AD_strana
https://lt.wikipedia.org/wiki/Pagrindinis_puslapis
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal
https://es.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Portada
https://www.lds.org/ensign/1990/12/israelite-names-witnesses-of-deity?lang=eng
http://daten.digitale-sammlungen.de/0008/bsb00085893/images/index.html?seite=731

66. Adler - família judaica com vários rabinos de destaque na Francônia Inferior e Baviera.

67. Auerbach - família judaica com ramificações em Koblenz e no Leste Europeu, porém também com presença na Palestina ainda no século XIX.

68. Auerbacher - família judaica com concentração na região de Freiburg, Baden-Wurttemberg.

69. Averbakh, Awerbach - família judaica com distribuição na porção oriental do antigo Império Alemão, bem como na Rússia Europeia.

70. Bamberg - família judaica de rabinos e comerciantes com concentração relativa na Francônia Oriental e na Baviera.

71. Bamberger - família judaica de distribuição ampla, formada por rabinos, comerciantes e empresários do ramo marítimo, com duas concentrações importantes: uma na Suábia e outra na região de Hamburgo.

72. Barron - família judaica com linhagens distribuídas entre o antigo Império Alemão, Grã-Bretanha e Estados Unidos da América.

73. Bernstein - família judaica de ampla distribuição na Europa Central e Oriental, com linhagens importantes na região de Berlim, Danzig, Áustria, Rússia e diversas partes do antigo Império Alemão.

74. Bloch - nomeia um número significativo de famílias judaicas e não-judaicas. No caso das famílias judaicas, sua distribuição é ampla, incluindo áreas diversas do Império Alemão, Áustria, Suíça, Polônia, Rússia, Lituânia, Letônia, Estônia, Hungria e alhures. 

75. Carlebach - família judaica com duas linhagens importantes: uma na região de Lübeck, Schleswig-Holstein, outra na região de Heidelberg, Baden-Wurttemberg.

76. Dressner ou Dresdner - família judaica com origem na região de Dresden, Saxônia.

77. Epstein, Eppstein, Ebstein, Epsteun ou Epshteyn - conjunto de denominações comuns a famílias judaicas com origem nas regiões orientais da área de influência da língua alemã na Idade Média e Idade Moderna. Concentrações importantes deste nome de familia foram verificadas na Boêmia, bem como na Baviera, no cantão suíço de Zurique e nas regiões meridionais da Alemanha de modo geral. Ainda assim, há linhagens significativas igualmente no Reino Unido, Estados Unidos da América (ainda no período anterior às guerras mundiais do século XX), Rússia, Europa Balcânica, Holanda, Bélgica e mesmo na França.

78. Ettinger - família judaica da região de Varsóvia, quando esta ainda fazia parte da Prússia ou, posteriormente, do Império Alemão.

79. Oettinger - família judaica com origem aparente na região de Baden-Wurttemberg. 

80. Itingen - família judaica com origem no cantão da Basileia, Suíça.

81. Etting - familia judaica com concentração dispersa na Baviera.

82. Evert - família judaica com três linhagens importantes: uma na região de Lauenburg, o condado mais oriental da antiga Prússia, na Pomerânia; outra na região de Aalst, no Flandres Oriental, atualmente Bélgica; a última, em diversos locais do norte da atual Alemanha, principalmente na Baixa Saxônia.

83. Frankel - nome de família judaica com concentrações importantes no sul da Alemanha, Áustria (principalmente Viena), Praga, Breslau e Hungria.

84. Frankfurt, Frankfurter - dois nomes de família judaicos com origem e concentração na região de Frankfurt, no Hesse. Frankfurter também possuía uma linhagem importante em Bratislava, Eslováquia.

85. Furst - familia judaica da região renana e com concentração também muito significativa do ponto de vista histórico no departamento francês do Baixo Reno.

86. Guggenheim - família judaica com origem em Lengnau, no cantão suíço de Aargau.

87. Guggenheimer - família judaica de financistas de Munique, Baviera.

88. Gertsch - família judaica com concentração no cantão de Berna, Suíça.

89. Gertschen - família judaica da região de Königsberg, antiga Prússia.

90. Graff ou Groff - família judaica com grande tradição rabínica, em parte forçada a se converter ao cristianismo durante o século XIV, com base nas cidade suíças de Bäretswil e Zurique e na cidade alemã de Sinzheim, Baden-Württemberg.

91. Günzburg - nome de família judaico com diversas linhagens importantes na Europa, incluindo banqueiros, intelectuais, professores, artistas, comerciantes e clérigos judeus, com concentrações importantes na Suábia (Alemanha), Paris, Amsterdam, Basileia (Suíça), Rússia e Áustria.

92. Ginsburg ou Ginzburg - família judaica atualmente de ampla distribuição mundial, porém aparentemente com origem na região da Saxônia-Anhalt, Alemanha.

93. Ginsberg ou Ginzberg - família judaica com origem na Suábia, Alemanha.

94. Hahn - familia judaica encontrada na região de Kiel, Schleswig-Holstein, e também nas regiões orientais da Prússia, ainda no século XVIII.

95. Halberstadt ou Halberstadter - nome de família judaico com duas linhagens importantes: a primeira, originalmente surgida na cidade de Halberstadt, na Saxônia-Anhalt; a outra concentrada na cidade de Berlim.

96. Heilbron ou Heillbron - família judaica tradicional surgida na cidade de mesmo nome, no atual estado alemão de Baden-Württemberg, com origem temporal por volta do século XIII. Eram tradicionalmente comerciantes de tecidos.

97. Halpern - nome de família judaico muito comum nas regiões do antigo Império Austro-Húngaro, bem como nas regiões do antigo Reino da Prússia.

98. Galperin, Galper - nomes de famílias judaicos com origem na Rússia Europeia Oriental e com ocorrências em comunidades do extremo-oriente do antigo Império Russo.

99. Halperin, Halprin - nomes de famílias judaicos encontrados principalmente nos Estados Unidos da América, mas com origem no sul da Alemanha e Áustria.

100. Hildesheimer - nome da família judaico com duas importantes linhagens e também marcadas por importantes rabinos e estudioso da religião judaica: uma na Saxônia-Anhalt, Alemanha; outra na região de Burgenland, Áustria.

101. Kronenberg ou Cronenberg - família judaica formada por grandes banqueiros, comerciantes e industriais das porções orientais do antigo Império Alemão.

102. Katzenellenbogen ou Katzenelnbogen - família judaica de comerciantes e rabinos com concentrações importantes na região da Renânia-Palatinado e no norte da Itália.

103. Katzenelson ou Katznelson - nomes de família judaicos com distribuição importante nas regiões orientais do antigo Império Alemão e na parte europeia do antigo Império Russo. Família deveras importante no movimento sionista internacional do início do século XX.

104. Kaplan - nome de família judaico com concentrações importantes nas regiões orientais do antigo Império Alemão, bem como no norte deste império, ainda incluindo-se áreas do antigo Império Russo (principalmente Bielorrússia e Ucrânia). Também encontra-se uma vertente deste nome de família judaico na Turquia (que, inúmeras vezes, também não é exclusivamente judaico).

105. Markstein - família judaica com concentração em áreas da Áustria e República Tcheca.

106. Morgenstern - nome de família judaico com ampla distribuição na área do antigo Império Alemão, porém com concentrações mais destacadas na Saxônia-Anhalt e Hesse. Formada principalmente por comerciantes, juristas, intelectuais e políticos.

107. Nauen - família judaica concentrada principalmente nas regiões de Düsseldorf e Hamburgo.

108. Nurick - família judaica da região de Hamburgo.

109. Neidich - família judaica de Baden-Württemberg.

110. Oppenheim - nome de família judaico com linhagens importantes na região de Colônia (principalmente banqueiros), Morávia (principalmente rabinos e estudiosos da religião), bem como em regiões do norte do atual Polônia e na Áustria.

111. Oppenheimer - nome de família judaico com origem e concentração principalmente na região do Reno.

112. Popper - família judaica com duas importantes linhagens do ponto de vista histórico: uma mais ou menos distribuídas em toda a Áustria e outra concentrada na região de Pribam, na Boêmia.

113. Rappaport, Rapaport ou Rapoport - nomes de família judaicos com concentração principalmente na Áustria e Rússia czarista.

114. Rosenberg - nome de família judaico muito comum e sobejamente distribuído na Europa Central e Oriental, incluindo linhagens de rabinos, comerciantes, intelectuais, juristas, políticos, banqueiros, industriais, artesãos e mesmo camponeses. Nem todo Rosenberg entretanto é estritamente judeu.

115. Rosner - família judaica com concentração na Áustria e nas áreas da Rússia de língua alemã ou de colonização alemã.

116. Rothschild - família judaica com origem em Frankfurt, no Hesse. Notabilizaram-se como grandes banqueiros da Europa desde o século XVIII. Os Rothschild também se destacaram ao longo da história na produção vinícola e na construção de castelos-mansões do século XIX.

117. Rozenkwit - família judaica de Colônia.

118. Schmulewitz - nome de família judaico com origem na Europa Oriental.

119. Schwarzschild - família judaico com origem na Renânia-Palatinado.

120. Schwartz - nome de família judaico relativamente comum e que apresenta diversas linhagens importantes em diversos lugares da Alemanha, Suíça, Polônia, República Tcheca e Áustria.

121. Schapiro, Spira, Spiro, Schpira, Shapiro, Shapira, Sapir, Szpira, Szpiro, Spier - nomes de família judaicos que remetem ao nome medieval da cidade de Speyer, na Renânia-Palatinado. No caso, diversas linhagens rabínicas se originaram em Speyer, dado este local ter sido um importante centro de estudos judaicos na Idade Média. As diversas linhagens se distribuirão na região renana, na França e no norte da Alemanha, bem como em comunidades na Polônia, Boêmia, Galícia (região histórica entre as atuais Ucrânia e Polônia) e Lituânia. A forma Speyer era mais comum entre os judeus de Frankfurt e arredores.

122. Sinzheim, Sinzheimer - nome de família judaico com origem na cidade de Sinzheim, Saxônia-Anhalt, mas que se destacou em comunidades israelitas na região renana, França e Luxemburgo.

123. Stapelberg, Stapelburg - nomes de família judaicos com concentrações importantes na Saxônia-Anhalt e Baixa Saxônia.

124. Strauss - família judaica com linhagens importantes na Saxônia, Renânia do Norte-Westfália, Baviera e Áustria.

125. Ullmann, Ulmann - nome de família judaico comumente distribuído no sul da Alemanha e Áustria.

126. Wallach - nome de família judaico concentrado na Silésia, Brandemburgo e Pomerânia.

127. Warburg - família judaica com origem em Anselmo Asher Levi Del Banco (1480-1532) que fugiu da perseguição em Veneza no século XVI, estabelecendo-se em Kassel, no então Principado do Hesse. Notabilizaram-se como banqueiros e comerciantes de grãos.

128. Weigel - nome de família judaico com concentrações importantes no Hesse, Turíngia, Baviera e Áustria.

129. Weil, Weill, Veil, Veill - conjunto de nomes de família judaicos comuns na Alemanha, França e Boêmia até o início do século XX.

130. Walch, Walsch, Wälsch, Welsch - nomes de família judaicos derivados da palavra alemã welsch que significa estrangeiro. Famílias judias foram listadas com esta denominação desde o século XIV na área da atual Alemanha.

131. Wertheimer - nome de família judaico com comunidades importantes em Schleswig-Holstein e Pomerânia.

132. Zunz, Zonser, Zons - nomes de família judaicos com comunidades importantes na Renânia do Norte-Westfália e região de Berlim.




domingo, 10 de março de 2019

Histórico da Cuiabá/MT


"O município está situado na margem esquerda do rio de mesmo nome e forma uma conurbação com o município de Várzea Grande. Segundo a estimativa realizada para 2009 pelo IBGE, a população de Cuiabá é de 550.562 habitantes, enquanto que a população da conurbação ultrapassa os 780 mil habitantes; a sua região metropolitana possui 823.966 habitantes.

Fundada em 1719, ficou praticamente estagnada desde o fim das jazidas de ouro até o início do século XX. Desde então, apresentou um crescimento populacional acima da média nacional, atingindo seu auge nas décadas de 1970 e 1980. Nos últimos 15 anos, o crescimento diminuiu, acompanhando a queda que ocorreu na maior parte do país. Hoje, além das funções político-administrativas, é o pólo industrial, comercial e de serviços do estado. É conhecida como 'cidade verde' por causa da grande arborização.

ETIMOLOGIA

Há várias versões para a origem do nome 'Cuiabá'. Uma delas diz que o nome tem origem na palavra Bororo ikuiapá, que significa 'lugar da ikuia' (ikuia: flecha-arpão, flecha para pescar, feita de uma espécie de cana brava; pá: lugar). O nome designa uma localidade onde os bororos costumavam caçar e pescar com essa flecha, no córrego da Prainha, afluente da esquerda do rio Cuiabá. Outra explicação possível é a de que Cuiabá seria uma aglutinação de kyyaverá (que em guarani significa 'rio da lontra brilhante') em cuyaverá, depois cuiavá e finalmente cuiabá.

 Uma terceira hipótese diz que a origem da palavra está no fato de existirem árvores produtoras de cuia à beira do rio, e que 'Cuiabá' seria 'rio criador de vasilha' (cuia: vasilha e abá: criador). Martius traduz o vocábulo como 'fabricante ou fazedor de cuias'. Teodoro Sampaio interpreta, duvidando da origem tupi, como 'homem da farinha', o farinheiro. De cuy: farinha e abá: homem. Há ainda outras versões menos embasadas historicamente, que mais se aproximam de lenda do que de fatos. O certo é que até hoje não se sabe com certeza a origem do nome.

HISTÓRIA

Os primeiros indícios de bandeirantes paulistas na região onde hoje fica a cidade se situam entre 1673 e 1682, quando da passagem de Manoel Campos Bicudo pela região. Ele fundou o primeiro povoado da região, onde o rio Coxipó deságua no Cuiabá, batizado de São Gonçalo.

Em 1718, chegou ao local, já abandonado, a bandeira do sorocabano Pascoal Moreira Cabral. Em busca de indígenas, Moreira Cabral subiu pelo Coxipó, onde travou uma batalha, perdida, com os índios coxiponés. Com o ocorrido, voltaram e, no caminho, encontraram ouro, deixando, então, a captura de índios para se dedicar ao garimpo.

Em 1719, Pascoal Moreira foi eleito, em uma eleição direta em plena selva, comandante da região de Cuiabá.

Em 8 de abril de 1719, Pascoal assinou a ata da fundação de Cuiabá no local conhecido como Forquilha, às margens do Coxipó, de forma a garantir os direitos pela descoberta à Capitania de São Paulo. A notícia da descoberta se espalhou e a imigração para a região tornou-se intensa.

Em outubro de 1722, índios escravos de Miguel Sutil, também bandeirante sorocabano, descobriram às margens do córrego da Prainha grande quantidade de ouro, maior que a encontrada anteriormente na Forquilha. O afluxo de pessoas tornou-se grande e até a população da Forquilha se mudou para perto desse novo achado. Em 1723, já estava erguida a igreja matriz dedicada ao Senhor Bom Jesus de Cuiabá, onde hoje é a basílica.

Já em 1726, chegou o capitão-general governador da Capitania de São Paulo, Rodrigo César de Menezes, como representante do Reino de Portugal. No 1o. de janeiro de 1727, Cuiabá foi elevada à categoria de vila, com o nome de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá.

Tem-se confundido muito a fundação do arraial da Forquilha por questões ideológicas. Estudos historiográficos há muito já traçaram a diferença entre uma e outra fundação, alegando-se que o 1o. de janeiro seria a data de elevação do arraial da Forquilha à categoria de vila, o que é um contrassenso, pois não se pode fundar um município num lugar que só viria a ser descoberto anos depois.

Porém, a data de 8 de abril se firmou como data do município, desejosa de ser a primeira do oeste brasileiro. Logo, contudo, as lavras se mostraram menores que o esperado, o que acarretou um abandono de parte da população.

Cuiabá foi elevada à condição de cidade em 17 de setembro de 1818, tornando-se a capital da então província de Mato Grosso em 28 de agosto de 1835 (antes a capital era Vila Bela da Santíssima Trindade). Mas, mesmo a mudança da capital para o município não foi suficiente para impulsionar o desenvolvimento. Com a Guerra do Paraguai, Mato Grosso foi invadido. Várias cidades foram atacadas, mas as batalhas não chegaram à capital. A maior baixa se deu com uma epidemia de varíola trazida pelos soldados que retomaram dos paraguaios o município de Corumbá. Metade dos cerca de 12 mil habitantes morreu infectada.

Somente após a Guerra do Paraguai e o retorno da navegação pelas bacias dos rios Paraguai, Cuiabá e Paraná é que o município se desenvolveu economicamente. A economia esteve, nesse período, baseada na produção da cana-de-açúcar e no extrativismo. Esse momento produtivo não duraria muito e o município voltou a ficar estagnado, desta vez até 1930. A partir desta época, o isolamento foi quebrado com as ligações rodoviárias com Goiás e São Paulo e a aviação comercial. A explosão no crescimento deu-se depois da década de 1950, com a transferência da Capital Federal e o programa de povoamento do interior do país.

Nas décadas de 1970 e 1980, o município cresceu muito, mas os serviços e a infraestrutura não se expandiram com a mesma rapidez. O agronegócio expandiu-se pelo estado e o município começou a modernizar-se e a industrializar-se. Depois de 1990, a taxa de crescimento populacional diminuiu e  turismo começou a ser visto como fonte de rendimentos. Com quase 530 mil habitantes, o município convive com o trânsito tumultuado, a violência crescente, a falta de saneamento básico e a miséria."

Fonte: LIRA, Gilson. Conhecendo Mato Grosso: o Estado e a Capital Cuiabá. 2011, pág. 23-27






sábado, 9 de março de 2019

Histórico do Município de Novo Hamburgo/RS


"Devido a proximidade de centros importantes de colonização espanhola, ao terreno pouco acidentado do pampa e a baixa densidade populacional da então província de São Pedro, as fronteiras gaúchas eram as mais vulneráveis do país, no início do século passado. Com a proclamação da Independência, o governo imperial tratou logo de promover a imigração dos europeus para a região. A intenção dos governantes era basicamente aumentar o contingente do exército, paralelamente à criação de centros de abastecimento relativamente próximos dos prováveis campos de batalha.

O velho continente penava sob o peso dos problemas decorrentes da rápida modificação de suas estruturas sociais, econômicas e políticas, ainda no início da Revolução Industrial. Portanto, na Europa não faltavam pessoas dispostas a aventurarem-se em busca de novos horizontes.

O MORRO DOS HAMBURGUES

Os primeiros imigrantes alemães chegaram ao Brasil em 1824 e desembarcaram em São Leopoldo no dia 25 de Julho do mesmo ano. Com o passar do tempo, foram espalhando-se pelo Vale do Rio dos Sinos. Lomba Grande, bem próxima da Feitoria do Linho Cânhamo (onde os primeiros colonos foram instalados) foi a primeira área colonizada do hoje município de Novo Hamburgo. O núcleo que deu origem a cidade, entretanto, surgiu no Bairro de Hamburgo Velho.

Um comerciante, oriundo da cidade de Hamburgo, na Alemanha, estrategicamente estabeleceu-se no alto do morro, na confluência de duas estradas, uma vinda da Serra Geral e a outra no Vale do Caí. O local recebeu o nome de Hamburger Berg, que significa Morro dos Hamburgues.

NO SOPÉ O CAMINHO DO PROGRESSO

Outras casas comerciais surgiram nas proximidades e para o local convergiu também a vida social dos colonos. Já em 1832 eles fundavam sua comunidade religiosa, de culto evangélico.

Por volta de 1850, já estava aberto o espaço para a manufatura do couro. Estavam instalados os primeiros curtumes, as selarias e as oficinas de sapateiros. O Vale do Sinos abastecia toda a província gaúcha com seus produtos artesanais e isto justificou a abertura de uma estrada de ferro, que deveria passar por Hamburgo Velho e chegar até a cidade de Taquara. A construção parou no sopé do Morro do Hamburguês e a companhia inglesa, que executava a obra deu o nome de Novo Hamburg à estação terminal. Consequentemente, acabou atraindo para sua proximidade, o centro comercial do povoado, dando origem ao nome da cidade.

 A INEVITÁVEL EMANCIPAÇÃO

A industrialização dos manufaturados de couro, entrou definitivamente na vida da comunidade, a partir do final do século passado. O pioneirismo de Pedro Adams Filho e Arthur Hass, acabou por determinar o traçado histórico da evolução da economia.

A eletricidade para mover os motores foi produzida e conduzida a cidade pelo esforço dos próprios interessados.

A industrialização foi um novo impulso para Novo Hamburgo que cresceu também cultural, social e politicamente.

O resultado foi sua emancipação de São Leopoldo, em 5 de abril de 1927.

ECONOMIA

Novo Hamburgo é conhecida como a Capital Brasileira do Calçado e principal pólo coureiro calçadista da América Latina. Isto não se deve levar, entretanto, a ideia de que a economia local repouse exclusivamente neste produto. Além de produzir calçados, a cidade tem inúmeras indústrias fornecedoras para o desenvolvimento desta atividade, tais como: máquinas, insumos químicos e componentes. Destaca-se como principal pólo comercial da região do Vale dos Sinos e assiste ainda o desenvolvimento acelerado do setor de serviços, que também atende o mercado regional."

Fonte: ATLÂNTICO (RS), 09 de Novembro de 1998, pág. 06


sexta-feira, 8 de março de 2019

1975 - Ano Internacional da Mulher


"O ano de 1975, por iniciativa da ONU (Organização das Nações Unidas), foi considerado o Ano Internacional da Mulher. No Brasil, algumas mulheres já se encontravam de certa maneira organizadas - com muitas dificuldades, é claro. Com a repressão política nas fábricas e nos sindicatos, os bairros populares de periferia transformaram-se em espaços de resistência, estimulados pelas mulheres, que constituíam a própria vida desses bairros.

São elas que geralmente reclamam da falta de escola, do custo de vida, dos salários baixos, das crianças desnutridas. Assim é que nos clubes de mães, enquanto teciam o tricô, elas falavam 'do governo distante do povo'. As mulheres parentes dos presos políticos, com o apoio de advogados, religiosos e estudantes, começaram a dar seus primeiros passos para reivindicar a anistia.

Graças ao desempenho das mulheres, 1975 tornou-se de fato o marco histórico para o avanço das ideias femininas no Brasil. Sob uma ditadura militar, mas com o apoio da ONU, a mulher brasileira passou, então, a ser protagonista de sua própria história, em que a luta por seus direitos específicos se fundia com as questões gerais. Respondia de maneira forte aos anseios da época: de se expressar, de falar, de enfrentar, de agir.

No começo, poucas e tímidas, mais intuitivas do que conscientes, as primeiras mulheres encontravam outras, muito assustadas, que tentavam resistir-lhe ao apelo, mas acabavam cedendo. Encontrando-se e desencontrando-se, as mulheres criaram condições para um feminismo vinculado aos interesses populares, particularmente dos trabalhadores. Antes de 1975, algumas mulheres, pertencentes a universidades e centros de pesquisa, já começavam a estudar a condição feminina sob um prisma feminista. Em 1969, Heleieth Saffioti escrevera o livro A Mulher na Sociedade de Classes: Mito e Realidade, que muito contribuiu para abrir horizontes. Mas é em 1975 que as ideias feministas, de exigir igualdade de direitos e questionar o papel de submissão da mulher, vão começar a ter ressonância junto à opinião pública.

Enquanto as mulheres dos países europeus e norte-americanos viam com desconfiança a iniciativa da ONU, no Brasil ela cai como uma luva: excelente instrumento legal para fazer algo público, fora dos pequenos círculos das ações clandestinas.

Maria Moraes afirma no seu livro Mulheres em Movimento que o Ano Internacional da Mulher constituiu 'um ponto de referência fundamental para a compreensão do movimento de mulheres. A iniciativa da ONU foi particularmente importante para as mulheres brasileiras por ter propiciado um espaço de discussão e organização numa conjuntura política marcada pelo cerceamento das liberdades democráticas'.

O 1o. Encontro de Mulher do Rio de Janeiro, realizado em junho de 1975, composto de debates, festas e outras atividades culturais, deu origem à formação do Centro da Mulher Brasileira.

Em São Paulo, realizou-se, ainda no mesmo ano, em outubro, o Encontro para o Diagnóstico da Mulher Paulista, patrocinado pelo Centro de Informação da ONU e pela Cúria Metropolitana. Desse encontro, nasceu o Centro de Desenvolvimento da Mulher Brasileira."

Fonte: TELES, Maria Amélia de Almeida. Breve história do feminismo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 2003, pág. 84-86

quinta-feira, 7 de março de 2019

Sobrenomes judaicos - Parte 02 - sobrenomes germanizados ou iídiches


Sobrenomes germanizados ou iídiches. Salientando, porém, que nem todos os sobrenomes são EXCLUSIVAMENTE judaicos.

Fonte adaptada para a língua portuguesa: Jewish Surnames Guide. NY, Pingeon Books, 2002. Também consultada: Jewish Encyclopedia. London, 1906.

Também consultados na web: 
https://en.wikipedia.org/wiki/Main_Page
https://de.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Hauptseite
https://pl.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Strona_g%C5%82%C3%B3wna
https://cs.wikipedia.org/wiki/Hlavn%C3%AD_strana
https://lt.wikipedia.org/wiki/Pagrindinis_puslapis
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal
https://es.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Portada
https://www.lds.org/ensign/1990/12/israelite-names-witnesses-of-deity?lang=eng
http://daten.digitale-sammlungen.de/0008/bsb00085893/images/index.html?seite=731


47. Bieber - castor.

48. Berlowitz, Berman, Bermann - urso.

49. Blieck, Blick, Balick, Balicks - em iídiche significa brilho ou esplendor. 

50. Bruck - ribeiro.

51. Dudewitz, Dudewicz, Dudeych, Dudevich, Dudevic, Dudowitz, Dudovitch, Doodovitch - o homem, ou mais especificamente dentro do contexto histórico da Baixa Idade Média: o homem da cidade, o burguês, o não-camponês, aquele que vive numa urbe.

52. Cook, Koch - embora possa significar cozinheiro (e este é o real significado do nome de família em linhagens não-judias), o significado idiomático remete ao tocador de trombeta judaica.

53. Gobel, Gabel - garfo.

54. Lapel - lapela. Na verdade faz referência a um detalhe do traje cerimonial judaico.

55. Lieb, Liep, Liebman, Liebmann, Libman, Liepman, Liepmann, Lippman, Lippman, Lipmann, Lipman, Liebkind, Liebeskind, Libkind, Lipkind - amor (no sentido do amor divino).

56. Süss, Süssmann, Zisman, Süsskind, Suskind, Susskind, Süssekind, Ziskind - doce, doce criança, jovem dócil, docilidade.

57. Fried, Friedman, Friedman - paz, ou ainda uma corruptela para o patronímico de Shlomoh (Salomão).

58. Freud - o equivalente ao vocábulo simcha que significa alegria, felicidade.

59. Hirsch, Hirsh, Hirschfeld, Herz, Hertz, Jelinek, Jellinek, Szarvas, Zvi, Hershfiled, Hertzfeld, Herzfeld, Heartfield - cervo.

60. Selig, Seligman, Seligmann, Zelig, Zelikow - abençoado.

61. Walden, Waldmann, Walenmeier, Waldenberg, Walde - equivalente ao vocábulo Ya'ar que significa floresta, bosque.

62. Raedar, Räder, Raeder, Rader - roda ou carro.

63. Moscheles, Moischel, Moszkowski - patronímico de Moyshe (Moisés).

64. Loeb, Loew, Leib, Leibowicz, Leibowitz - leão.

65. Gelfand, Elephant - elefante.



quarta-feira, 6 de março de 2019

Sobrenomes judaicos - Parte 01 - sobrenomes derivados de nomes bíblicos


Sobrenomes patronímicos e matronímicos com origem em personagens bíblicos. Salientando, porém, que nem todos os sobrenomes são EXCLUSIVAMENTE judaicos.

Fonte adaptada para a língua portuguesa: Jewish Surnames Guide. NY, Pingeon Books, 2002. Também consultada: Jewish Encyclopedia. London, 1906.

Também consultados na web: 
https://en.wikipedia.org/wiki/Main_Page
https://de.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Hauptseite
https://pl.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Strona_g%C5%82%C3%B3wna
https://cs.wikipedia.org/wiki/Hlavn%C3%AD_strana
https://lt.wikipedia.org/wiki/Pagrindinis_puslapis
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal
https://es.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Portada
https://www.lds.org/ensign/1990/12/israelite-names-witnesses-of-deity?lang=eng
http://daten.digitale-sammlungen.de/0008/bsb00085893/images/index.html?seite=731

1. Aaron - de Aarão, irmão de Moisés, sumo-sacerdote dos hebreus, conforme o Livro do Êxodo. Variantes: Aron, Aarin, Aronbayev, Aronbayoff, Aarons, Ahrens, Aaronson, Aronov, Aronoff, Aronson, Aronovich, Aronowicz, Aronowitz, Arenstein, Arnstein, Baron, Barron, Hornstein, Horenstein, Gorenstein.

2. Abel - o segundo filho do casal primordial, Adão e Eva, morto por seu irmão, Caim. Variantes: Abelman, Abelson.

3. Abraham - de Abraão, o primeiro dos grandes patriarcas bíblicos, importante nas três principais religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo, islamismo). Variantes: Aberke, Aberl, Aberle, Aberlein, Aberlieb, Aberlin, Abers, Aberzuss, Abrahams, Abrahamson, Abram, Abrams, Abramovitch, Abramovich, Abramowicz, Abramoff, Abramov, Abramowitz, Abramovitz, Abreska, Abromovitch, Avramides, Avramidis, Avraam, Afroemche, Afrom, Afromle, Aprahamian, Aprahamyan, Babrahams, Braham, Ebermann, Ebril.

4. Asher - de Aser, um dos filhos de Jacó, resultado de sua união com Zilpa, criada de Lia. Nomeia uma das doze tribos de Israel. Variantes: Anschel, Ansell, Anscher, Ancher, Antscher, Antschel, Ancel, Ancerl, Archer, Ascher, Asher, Asherson, Assur, Maschel.

5. Baruch - de Baruch ben Neriah, escriba do profeta Jeremias. Todavia, o vocábulo quer dizer "abençoado", por isso nem toda a família judaica homônima pode fazer menção a este personagem, mas sim ao seu significado. Variantes: Bendit, Bendict, Benedict, Beniton, Berthold, Borach, Boruch, Barouch, Barron, Brook, Bruck, Barrow, Brach.

6. Ben Yohanan - literalmente "filho de João". Variantes: Eanes, Yanez.

7. Bathsheba - de Betsabé ou Batseba, rainha-consorte de Israel, esposa do rei David, viúva de Urias. Variantes: Bashevis, Basevi, Bassevi.

8. Benjamin - o filho caçula de Jacó com sua mulher Raquel, nomeia uma das doze tribos de Israel. Variantes: Lopes, Lopez (neste caso, é importante salientar que nem todas as linhagens de Lopes ou Lopez são de ascendência judaica; os judeus adotaram como corruptela para aqueles que se consideravam descendentes da tribo de Benjamin ou de algum Benjamin), Seef, Seff, Wolf, Wolff, Wulff.

9. David - segundo rei de Israel, após Saul e pai do sucessor, Salomão. Variantes: Bendavid, David, Davidowitz, Dawydowicz, Davidovich, Davidovitch, Dawidowitsch, Davids, Davidson, Davies, Davis, Davison, Tewel, Tewele, Teweles, Tevye.

10. Eleazar - remete principalmente ao sumo-sacerdote homônimo, filho de Aarão. Variantes: Eleasser, Eleazar, Ellosor, Lasar, Lazan, Lazarus, Lazer.

11. Eliezer - homônimo de três personagens bíblicos, porém dentro da tradição judaica a tendência é que faça referência ao profeta que viveu na época do rei Josafá, rei de Judá. Variantes: Leeser, Leser, Leyser, Leiser, Löser.

12. Elijah - de Elias, o grande profeta hebreu que viveu no reino de Israel durante o reinado de Acab. Variantes: Elias, Eliasaf, Eliassof, Eliason, Elie, Elijah, Ellis, Ellison, Elisson, Elia, Eliyahu, Eli, Ilyas, Ilias.

13. Emanuel - o nome profetizado como o Messias, conforme Isaías 7:14. Variantes: Manuel, Mendel.

14. Ephraim - de Efraim, filho de José, neto de Jacó, nomeia uma das doze tribos de Israel. Variantes: Fischel, Fischl, Fishel, Fishl, Fischlin, Fraime.

15. Ezekiel - de Ezequiel, profeta bíblico durante o exílio da Babilônia. Variantes: Eheskel, Heskel, Haskil, Kaskel, Caskel.

16. Gabriel - nas religiões abraâmicas, o anjo/arcanjo que serve como mensageiro de Deus. Variantes: Gafril, Gefril, Gabrielsohn, Gabrieli.

17. Gedaliah - de Gedalias, governador nomeado para a Judeia por Nabucodonosor II após a destruição de Jerusalém no século VI a.C. Variante: Guedallz.

18. Gershon - de Gérson, nome hebraico que pode fazer tanto referência a um dos filhos de Moisés quanto a um dos filhos de Levi. Variantes: Geronymus, Gerson, Gershonson, Garson, Harris.

19. Gideon - de Gideão, juiz hebreu que libertou o povo dos midianitas. Variante: Gedide.

20. Harim - nome hebraico que significa "montanha". Variante: Harim Alon (montanha dos carvalhos).

21. Helon - de Elom, um juiz hebreu da tribo de Zebulom. Variantes: Chelon, Chêlôn, Elon, Gelin, Gelon, Holim, Khay-Ione, Holit (forma matronímica, pois este nome é o equivalente feminino).

22. Isaac - patriarca hebreu, o filho único do patriarca Abraão com Sara, também pai de Esaú e Jacó. Variantes: Eisech, Eissig, Gitzok, Ickzack, Isaac, Isaacs, Isaacson, Isaacstein, Isaakstein, Itzig, Izaaks, Hickman, Hickmann, Hitchcock, Lachman, Lachmann, Iachen, Sachs, Sack, Sacks, Sace, Sackel, Sakel, Seckel, Sichel, Zeklin, Izaak, Ihler.

23. Israel - o epíteto dado pelo Anjo do Senhor a Jacó, conforme Gênesis 32:24. Variantes: Israels, Israelson, Isril, Isserl, Isserlein, Isserles.

24. Issachar - de Issacar, filho de Jacó e Lia, nomeia uma das doze tribos de Israel. Variantes: Achsel, Axel, Bar, Baer, Barell, Barnard, Barnett, Berush, Berusch, Beer, Berlin, Bernard, Berthold, Schulter, Sachar.

25. Jacob - de Jacó, o filho de Isaac e Rebeca, também cognominado Israel. Variantes: Benjacob, Jackson, Jacob, Jacobi, Jacobs, Jacobson, Jacobus, Jacoby, Jacobí, Jakobi, Jacobeson, Jacof, Jainof, Yokelson, Jochelson, Vladimir.

26. Joel - do profeta hebreu homônimo, que também nomeia um livro do Antigo Testamento cristão. Variantes: Jool, Jolchen, Julius.

27. Jonah - de Jonas, profeta hebreu personagem do livro bíblico homônimo. Variantes: Jonas, Jonassohn, Jones, Taub, Taubmann, Taubman, Tauber, Dauber, Taube, Taubes.

28. Joseph - de José, o filho de Jacó que foi vendido por seus irmãos como escravo e mais tarde tornou-se governador no Egito. Variantes: Jees, Jessel, Jessop, Jocelyn, Josel, Jossel, Joselewicz, Joseph, Josephi, Josephs, Josephson, Joskin, Joslin, Josselson, Yoish, Yosl, Yossi, Yankel.

29. Judah - de Judá, filho de Jacó e Lia, que também nomeia uma das doze tribos de Israel. Variantes: Ben-Ari, Ben-Löb, Judah, Judel, Judelson, Judson, Idelsohn, Idelson, Judith, Leo, Leon, Leoni, Lionni, Leonte, Leontin, Leuw, Lion, Lionel, Löbel, Löblin, Leubusch, Löbusch, Löwe, Löwel, Lyon, Lyons.

30. Levi - filho de Jacó e Lia, que também nomeia a tribo de Israel responsável pelas atividades sacerdotais. Variantes: Aleuy, Elvy, Halevy, Ha-Levi, Lavey, Lavor, Lebel, Leblin, Levay, Levai, Leib, Leopold, Leve, Levene, Levenson, Levi, Levie, Levien, Levin, Levine, Levinsky, Levinsohn, Levison, Levit, Levy, Lewey, Lewi, Lewin, Lewinski, Lewinsky, Lewinson, Lewis, Löb, Löbl, Löbel, Loew, Loewe, Loewi, Louissohn, Lovy, Low, Löwy, Lowy, Levinson, Benlevi.

31. Manasseh - filho de José, neto de Jacó, que também nomeia uma das doze tribos de Israel. Variantes: Manasse, Mannes, Menasci, Mones, Meneses, Menezes, Moltow, Monasch, Menashe.

32. Mordecai - de Mardoqueu ou Mordecai, personagem bíblico com destaque no Livro de Ester. Variantes: Marcus, Marx, Mordchen, Mordkin.

33. Menahem - nome de um dos reis de Israel, no período pós-divisão. Variantes: Man, Mandl, Manin, Mann, Mendel, Mendelson, Mendelssohn, Mendl, Menke, Menken, Mencken, Minkin, Menkin, Menlin, Menzel, Monitz, Monnish, Moniuszko, Minkovsky, Minkowski.

34. Moses - de Moisés, o líder hebreu que conduziu o êxodo dos israelitas do Egito para a Palestina. Variantes: Mausche, Mauss, Marcel, Moise, Moiseev, Moiseiwitsch, Moritz, Mosche, Moslew, Mosessohn, Mosesson, Moskin, Moss, Mosse, Mossel, Movsesian, Movsesyan, Musheyev, Mosheyev, Moisieyev.

35. Naftali - filho de Jacó, nomeia uma das doze tribos de Israel. Variantes: Cerf, Harris, Harrison, Hart, Herschell, Hershkovitz, Hertz, Hertzlein, Hertzen, Hertzl, Herz, Herzl, Hirsch, Hirschel, Hirschkovitsch, Huzka, Huszka, Zewi, Naftalin.

36. Nathan - profeta hebreu, filho de Atai, durante os reinados de Davi e Salomão em Israel. Variantes: Nathanson, Matan.

37. Reuven - de Rubem, o primogênito de Jacó, que também nomeia uma das doze tribos de Israel. Variantes: Rubin, Rubinstein, Ruebens.

38. Samson - de Sansão, o juiz hebreu traído por Dalila. Variante: Sampson.

39. Samuel - grande profeta hebreu que ungiu Saul e David como reis, também nomeia dois livros bíblicos do Antigo Testamento cristão. Variantes: Samuels, Samuelson, Sanders, Saunders, Sender, Sanvel, Sanville, Sanwil, Saville, Schmuel, Zangwill, Shinwell.

40. Simeon - no caso judaico faz referência a Simão Macabeu, que tomou parte na revolta judaica contra o Império Selêucida no século II a.C. Variantes: Shimeon, Simmel, Schimmel, Simon, Schimme, Schima, Schimchen, Simpson, Simonson.

41. Solomon - de Salomão, o terceiro rei de Israel, filho de Davi. Variantes: Salaman, Salman, Salmen, Salmon, Salmuth, Salom, Salome, Salomin, Salomone, Salomons, Schlemel, Schlome, Shlomo, Szlomowicz, Schlomowitz, Schlomowitsch, Shlomovich, Shlomovitch, Sloman, Slowman, Solomons, Suleiman.

42. Yohanan - do nome bíblico homônimo, mas a referência não é a algum personagem bíblico cristão, pois o nome era de uso comum entre os israelitas da Antiguidade. Variantes: Hans, Yochanan, Johns.

43. Zachariah - de Zacarias, profeta hebreu. Variante: Zacharias.

44. Alon - carvalho. Variante: Ilan.

45. Bavli - Babilônia.

46. Frug - do personagem bíblico homônimo, bisavô de Abraão. Variante: Frog.



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