quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Nossa visita a Canguçu/RS - Imagens da cidade

















Alguns prédios da área central de Canguçu 
que nos chamaram à atenção por sua arquitetura

Visita em realizada em 04 de Dezembro de 2018

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Nossa visita a Canguçu/RS - A Princesa dos Tapes


Tivemos a oportunidade de, nesta terça-feira, 04 de Dezembro de 2018, visitarmos a acolhedora e simpática cidade de Canguçu - a "Princesa dos Tapes". Cidade esta que temos até vínculos familiares e genealógicos. Podemos percorrer um pouco da área urbana do município, visitando lugares interessantes, desfrutando da gastronomia local e aproveitando para adquirir algumas frutas produzidas no município - o de maior número de minifúndios do país. Seguem algumas fotos que tomamos do bonito lugar.





Monumento ao Colono



Monumento em homenagem à 21a. Região Tradicionalista


ACANDHIS - Academia Canguçuense de História


Cine-teatro Professor Antônio Joaquim Bento


Igreja Nossa Senhora da Conceição


Prédio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Agrário


Em Canguçu é realizado o tradicional evento "Natal Serra do Sul" 
durante o mês de dezembro






Obelisco existente no centro da Praça Dr. Francisco Carlos dos Santos


Placa em homenagem ao líder farroupilha Joaquim Teixeira Nunes, natural de Canguçu, existente na praça



Busto existente na praça em homenagem a Getúlio Vargas


Placa comemorativa ao Sesquicentenário da Revolução Farroupilha (praça)



Altar da Pátria



Interessante e original ponto do projeto "Leitura na Praça" em que as pessoas podem deixar livros já lidos e pegar livros novos















Caso de albinismo na época da escravidão


"Um negro branco. - Noticia o <<Correio Mercantil>> de Pelotas.

<<Está nesta cidade um negro branco, chegado ha pouco de Bagé para sêr vendido aqui.

Representa têr vinte annos, e é de estatura regular e cor preta bem pronunciada.

Apparentemente é um negro vulgar; notando-se apenas o couro cabelludo das sobrancelhas e do craneo, de um branco egual ao americano. Vendo-se-lhe, porem, as costas e todo o corpo, apresenta uma perspectiva interessante, assim aproximada (perdoe-se a comparação) a tobiano ou aveiro.

As costas, excepção das extremidades, são completamente brancas, de um branco roseo e nas outras partes do corpo tem grandes manchas brancas e pretas, notando-se que estas tendem a desapparecer para dar lugar ao desentendimento d'aquellas.

Ha pouco mais de dois annos que esse individuo passa por semelhante transformação - negro retinto a branco perfeito.

O negro branco pensa ter encontrado a suprema ventura nessa importante metamorphose.

A pessoa a quem foi remettido para vender, lembrou-se de o pôr em exposição, mediante uma quantia rasoavel para applicar á sua liberdade.

E' um pensamento nobre e generoso, que de certo encontrará o mais benevolo acolhimento. Arrancar um ente humano á triste condição de escravo, qualquer que seja o meio posto em pratica, é sempre uma acção sublime e digna de encomios."

Fonte: O LIBERAL DO PARÁ (PA), 05 de Janeiro de 1878, pág. 01, col. 04

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Colonos alemães em São Leopoldo em 1824


Colonos vindos de Hamburgo ao Rio de Janeiro no bergantim "Protector" e chegados em São Leopoldo em 25 de Julho de 1824.

1. Miguel Kraemer, lavrador, católico, originário da Baviera.

2. Margarida Kraemer, esposa de Miguel Kraemer, 46 anos, católica, originária da Baviera, faleceu em seguida.

3. João Frederico Hoepper, 41 anos, fabricante de cartonagem, luterano, originário de Hamburgo.

4. Anna Margarida Hoepper, esposa de João Frederico Hoepper, luterana, originária de Hamburgo. Foi casada com Simon Carbuhn.

5. Anna Maria Hoepper, 11 anos, filha de João Frederico e Anna Margarida, luterana, originária de Hamburgo.

6. Christóvão Frederico Hoepper, filho de João Frederico e Anna Margarida, luterano, originário de Hamburgo.

7. João Ludovico Hoepper, filho de João Francisco e Anna Margarida, luterano, originário de Hamburgo.

8. Paulo Hamel, 33 anos, marceneiro, católico, originário da Baviera.

9. Maria Theresa Hamel, esposa de Paulo Hamel, 26 anos, católica, originária de Harmonia (?). Faleceu em 1837.

10. Carlos Hamel, filho de Paulo e Maria Theresa, 04 anos, católico, originário da Prússia.

11. Anton Hamel, filho de Paulo e Maria Theresa, 03 meses de idade, católico, nascido em Hamburgo. Faleceu precocemente.

12. João Henrique Otto Pfingst, luterano, originário de Hamburgo.

13. Catharina Pfingst, esposa de João Henrique Otto Pfingst, luterana, originária de Hamburgo.

14. Carolina Pfingst, filha de João Henrique e Catharina, luterana, originária de Hamburgo.

15. Dorothea Pfingst, filha de João Henrique e Catharina, luterana, originária de Hamburgo.

16. Friderico Pfingst, filho de João Henrique e Catharina, luterana, originário de Hamburgo.

17. Catarina Pfingst, filha de João Henrique e Catharina, luterana, originária de Hamburgo.

18. Maria Pfingst, filha de João Henrique e Catharina, luterana, originária de Hamburgo.

19. João Cristóvão Bust, marceneiro, luterano, originário de Hamburgo.

20. Joanna Margarida Bust, esposa de João Cristóvão Bust, luterana, originária de Hamburgo.

21. Joanna Luisa Bust, filha de João Cristóvão e Joanna Margarida, luterana, originária de Hamburgo.

22. Henrique Timm, lavrador, luterano, originário de Holstein.

23. Margarida Anna Timm, esposa de Henrique Timm, luterana, originária de Holstein.

24. João Timm, filho de Henrique e Margarida Anna, luterano, originário de Holstein.

25. Anna Timm, filha de Henrique e Margarida Anna, luterana, originária de Holstein.

26. Catharina Timm, filha de Henrique e Margarida Anna, luterana, originária de Holstein.

27. Jorge Timm, filho de Henrique e Margarida Anna, luterano, originário de Holstein.

28. Jacob Timm, filho de Henrique e Margarida Anna, luterano, originário de Holstein.

29. Augusto Timm, 39 anos, lavrador, luterano, originário de Holstein.

30. Catarina Timm, 39 anos, esposa de Augusto Timm, luterana, originária de Holstein.

31. Christóvão Timm, 09 anos, filho de Augusto e Catarina, luterano, originário de Holstein.

32. João Jacob, 07 anos, filho de Augusto e Catarina, luterano, originário de Holstein.

33. Gaspar Henrique Bentzen, 42 anos, lavrador, luterano, originário de Holstein.

34. Friederico Bentzen, filho de Gaspar Henrique Bentzen, luterano, originário de Holstein.

35. João Henrique Bentzen, filho de Gaspar Henrique Bentzen, luterano, originário de Holstein.

36. João Henrique Iacks, lavrador, luterano, originário de Holstein.

37. Catharina Iacks, esposa de João Henrique Iacks, luterana, originário de Holstein.

38. João Henrique Iacks, 06 anos, filho de João Henrique e Catharina, luterano, originário de Holstein. Posteriormente casou-se com Anna Gath.

39. Daniel Guilherme Kümmel, lavrador, luterano, originário de Holstein. Desembarcou solteiro, após casou e morreu.

40. Joaquim Frederico Guilherme Jäger, 45 anos, ferreiro, luterano, originário de Holstein. Chegou solteiro ao Brasil.
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41. André Christóvão Meyer, 23 anos, lavrador, católico, originário da Baviera. Chegou solteiro ao Brasil.

42. Ignácio Rasch, 23 anos, pedreiro, católico, originário de Hamburgo. Chegou solteiro ao Brasil, morreu em 1835.

43. Carlos Benjamin Zimmermann, católico, originário de Hamburgo.

Adaptado a partir da fonte a seguir: PETRY, Leopoldo. São Leopoldo: berço da colonização alemã do Rio Grande do Sul. São Leopoldo/RS: Prefeitura Municipal, 2a. edição, 1964, pág. 39.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Vital Brazil


"Médico e cientista brasileiro (1865-1950). Nascido em Campanha (MG), era filho do tabelião José Manuel dos Santos Pereira Júnior, que 'tinha ideias originais a respeito de nomes': quando nasceu o menino, recorreu ao calendário e viu que era dia de São Vital. 'Bem, disse à esposa, Dona Maria Carolina, o menino vai chamar-se Vital Brazil Mineiro da Campanha', pois nascera naquele dia, em Minas e em Campanha. 

Formado em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, clinicou depois em várias cidades paulistas, dando combate a diversas epidemias. Já casado com uma prima (Maria Conceição Filipina de Magalhães) e residindo em Botucatu, instalou nesta cidade um pequeno laboratório, onde iniciou estudos sobre o ofidismo: por essa ocasião andava muito impressionado com o grande número de pessoas que morriam vítimas de mordeduras de cobras. Nomeado ajudante no Instituto Bacteriológico do Estado, então dirigido por Adolfo Lutz, 'conseguiu imunizar animais com venenos de serpentes do Brasil, obtendo um soro específico e depois um soro polivalente aplicável nos casos em que a mordedura fosse proveniente de cobra desconhecida'. 

Em 1899 viajou para Santos, a fim de combater uma epidemia de peste bubônica, que ele próprio contraiu e da qual quase morreu. Em seguida foi ao Rio de Janeiro auxiliar Osvaldo Cruz no combate à febre amarela, à varíola e à malária. Por essa época, resolvera o Governo criar na Fazenda de Butantã, às margens do Rio Pinheiros, em São Paulo, um laboratório para a preparação de soros e vacinas, chamando para a sua direção o Dr. Vital Brazil. Dirigiu esse laboratório até 1919, quando o presidente do Estado do Rio de Janeiro o incumbiu de fundar, em Niterói, o Instituto de Higiene, Soroterapia e Veterinária, posteriormente chamado Instituto Vital Brazil. Em 1924 voltou à direção do já então chamado Instituto Butantã, e, em 1927, do Instituto Vital Brazil, onde permaneceu até a morte, por todos considerado um dos grandes apóstolos da Ciência e autêntico benfeitor da Humanidade."

Fonte: Dicionário Cívico-Histórico Brasileiro, 1980.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Imigração japonesa no Brasil


"Os primeiros imigrantes japoneses - ao todo 781 pessoas - chegaram ao Brasil no segundo semestre de 1908, a bordo do navio Kasato Maru, que atracou no porto de Santos (São Paulo). De acordo com um 'relatório confindencial', enviado pouco antes pelo consulado do Brasil no Japão para a Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo (publicado pela enciclopédia Nosso Século), os japoneses eram 'mais fracos do que fortes' e deles não se deveria 'exigir mais de 2/3 do trabalho produzido por um imigrante branco' - de modo que 'naturalmente' seus salários deveriam 'ser pagos nessa mesma proporção'.

Apesar da suposta 'inferioridade', cerca de quinze mil japoneses seriam trazidos para o Brasil entre 1908 e 1914. Esse primeiro ciclo migratório foi subsidiado pelo governo de São Paulo, que pagava parte da passagem. O restante era pago pelos cafeicultores, e depois descontado do salário dos trabalhadores - em transações nem sempre lícitas. Uma vez desembarcados em Santos, os japoneses eram encaminhados 'em vagões fechados' diretamente para a Hospedaria dos Imigrantes, em São Paulo, e instalados de acordo com o ken (ou província) de onde provinham.

No dia seguinte, ou nos imediatamente posteriores, eram embarcados, de preferência à noite, em vagões trancados e sem ventilação que os levavam para as fazendas do oeste de São Paulo, onde os aguardavam contratos válidos por no mínimo um ano. Lá, além de condições de trabalho extremamente árduas, encontravam charque em vez de arroz, café em vez de chá, prato raso no lugar de tigela, calça e não quimono; garfos substituindo ohashis. Os recém-chegados não falavam português e nada sabiam sobre o Brasil, exceto o que lhes fora dito pela propaganda aliciadora impressa nos panfletos distribuídos pelas companhias de emigração.

Não é de se estranhar, portanto, que muitos colonos, vendo frustrados seus sonhos de sucesso rápido e retorno quase imediato ao Japão, tenham se utilizado de qualquer pretexto para abandonar as fazendas nas quais tinham sido quase que literalmente depositados - não hesitando em recorrer até mesmo à fuga. Foi justamente por isso que, em 1914, alegando 'crescentes problemas de adaptação, falta de fixação do japonês e o uso da fuga como meio de burlar o contrato', o governo brasileiro decidiu cancelar o subsídio para a imigração nipônica.

A eclosão da I Guerra Mundial fez cessar por completo a primeira fase desse ciclo migratório para o Brasil. Em novembro de 1923, porém, o contrato de imigração japonesa para o Peru foi abolido e, no ano seguinte, a migração para os EUA, já muito reduzida, cessou totalmente - por decisão do Congresso norte-americano. O Brasil tornou-se, assim, um dos únicos países do mundo onde os imigrantes japoneses ainda poderiam ser recebidos. O governo do Japão passou a se interessar diretamente pelo assunto e, em julho de 1924, o Parlamento aprovou a concessão de subsídio integral da passagem marítima para os imigrantes ultramarinos, concedendo vultuosas verbas à K.K.K.K., ou Kaigai Kogyo Kabushiki Kaisha (Companhia Ultramarina de Empreendimentos S.A.) - empresa responsável pelo recrutamento e o transporte dos imigrantes.

Com o incentivo governamental e a assinatura de um novo acordo com o Brasil, a K.K.K.K. - que em 1932 obteria ainda uma ajuda extra a título de 'preparativos de viagem' - foi capaz de trazer 139.050 imigrantes japoneses para o Brasil entre 1925 e 1935 (contra 34.939 nos 17 anos anteriores a 1925). Após 1935, porém, a taxa de imigrantes japoneses caiu consideravelmente devido ao 'regime de quotas' aprovado pela Constituição de 1934, novamente incluído na de 1937. O fluxo de japoneses cessaria totalmente com a declaração de guerra do Brasil aos países do Eixo, em agosto de 1942.

Mas então, dos quase 230 mil japoneses que tinham sido trazidos para a América Latina, 193.156 haviam desembarcado no Brasil - e São Paulo já havia se transformado na cidade que concentra o maior número de japoneses fora do Japão. A árdua saga dos primeiros imigrantes nipônicos foi retratada com emoção e requinte no filme Gaijin, de Tizuka Yamazaki."

Fonte: BUENO, Eduardo. Brasil: uma história: cinco séculos de um país em construção. São Paulo/SP: Leya, 2010, págs. 279-280.

sábado, 1 de dezembro de 2018

As cidades iluminadas gaúchas do século XIX


"A ILLUMINAÇÃO DA CIDADE

(...)

Na província do Rio Grande do Sul, a cidade de Porto-Alegre tem uma illuminação de 700 lampeões; a do Rio Grande tem 500 e a de Pelotas 350. Cidades estas que, á excepção da primeira, que regulará pela de S. Paulo, são menores do que esta e estão mais adiantadas se encararmos por este lado.

(...)"

Fonte: IMPRENSA ACADEMICA (SP), 21 de Abril de 1864, pág. 01, col. 04
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