terça-feira, 22 de novembro de 2016

Rodeio Crioulo na Fazenda da Amizade em 2009



Dois vídeos disponíveis no canal de alexjuniortreze de um rodeio crioulo realizado em 2009 na Fazenda da Amizade. A Fazenda da Amizade de propriedade do Sr. Edar Ribeiro é um tradicional recanto do gauchismo em Capão do Leão, às margens da estrada do Passo das Pedras, na localidade do Passo do Descanso. 

domingo, 20 de novembro de 2016

A casa colonial brasileira no século XVIII

Arqueta espanhola

Trecho extraído de: DONATO, Hernâni. História de usos e costumes do Brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2005, p. 200-201.

"Esta, a recepção ao viajante que batia à porta das moradias rurais. Recebia comida e cama, por uma noite. A cama ficava na alcova, quarto sem janelas, com uma porta só e esta dando para fora. Assim, não havia comunicação com a família hospedeira.

As moradias do sítio atravessaram o século erguidos com taipa robusta, telhado de quatro águas, paredes pintadas com o branco do barro tabatinga e as portas e as janelas com anil. Madeiramento pesado, forte, de preferência usando canela preta. Na falta desta, empregavam-se a maçaranduba e a urundiúba.

A decoração, muito simples. 'Abarrados até menos de um metro, riscos azuis geralmente seguindo os cantos até o forro, algum desenho singelo. No mais, a brancura do cal. Na sala de visitas, segundo costume antigo em todo o Brasil, havia o espelho em moldura dourada no centro da parede, quase sempre fronteiro à janela, e nessa direção o tapete com sofá, e cadeiras em jacarandás e sola, com pregaria dourada...': assim Aluísio de Almeida, estudioso do assunto, descreveu as casas sulistas da época.

Se ricos e de bom gosto, os proprietários caprichavam. Na frente e no lados da casa, projetava-se o alpendre, largo e funcional. Era chamado de pretório por causa das colunas. Em certas obras havia uma sala em cada extremidade do alpendre. No fim do século, surgiu o varandão, que veio a ser a sala de jantar. Não existindo o pretório, ganhava importância o salão externo, onde as visitas eram recebidas. Nesse local, os índios e os negros recebiam a Bênção da Noite e, às vezes, assistiam à missa.

Em quase todos os cômodos havia mesas e bancos de madeira dura. Num canto da casa o sino chamava para o trabalho, convidava para a mesa e mandava para a cama.

Os ricaços de toda a colônia compravam móveis entalhados na Bahia, notabilizada também por isso. Na vila de São Paulo de 1741, o inventário de Sebastião Fernandes do Rego relacionou 18 quilos de ouro em pó e móveis baianos, entre outras riquezas.

Casa colonial mineira em Montes Claros-MG
No final da década, na parte sul da colônia, ao lado da casa tipo bandeirante, acachapada, quase um fortim, surgiu a casa mineira, assobrada, com porões servindo para a guarda de materiais e abrigo do gado. Nesse acréscimo, o detalhe importante foi o de que a cozinha voltou a entrar na casa depois de estar separada por mais de um século.

Na vila, a casa não mudou durante os anos setecentos. As do litoral puderam ser trabalhadas com pedras juntadas pela cal obtida com a queima de ostras. Vagarosamente apareceram os sobrados cercados por alpendre. Em 1772, seis sobrados se exibiam orgulhosamente em toda a São Paulo. No Recife e em São Luís eles teriam requinte na arte de construir e demonstração de poder econômico.

O fogão das moradas populares ainda foi de a tucuruva do indígena, três pedras no chão. Nas mansões mais importantes (a do governador, do bispo, do comandante militar, do contratador de impostos) brilhou a lareira portuguesa: um atijolado sobre o qual acendiam o fogo, obrigando a uma chaminé. Caldeirões pendiam do teto ou eram postos diretamente sobre as chamas.

Na maior parte das casas, funcionava e bem o fogão brasileiro que Aluísio de Almeida disse ser apenas o encompridamento do forno de torrar farinha. A mulher branca fez levantar o fogão que a índia, nos séculos anteriores, quisera no chão, pois ela trabalhava de cócoras. Na passagem do século surgiu, aqui e ali, a novidade das chapas de ferro, com diversas bocas.

As mesas chiques mostravam-se cobertas por toalhas de algodão, com guardanapos e toalhas 'de água às mãos'. Nas menos ricas, havia toalhas de mesa de oleado. Como requinte de higiene, alcatifas (tapetes) cobrindo o chão.

No quarto de dormir, o século passou deixando as camas das casas abastadas exibindo cobertores de papa, lençóis e fronhas de algodão, travesseiros e colchões recheados com macela, acolchoados de algodão ou de lã. Cortinados que protegiam contra os pernilongos começaram a ser adotados.

Redes de dormir
Mas a rede não foi abolida. Servia para o sono nas casas do povo, nos ranchos, nas pousadas, nos sítios. Convidava para a sesta nas casas de gente de bem, valendo como lugar de honra para acomodar a visita e como brinquedo para as crianças.

Da Bahia ao Piauí as casas rurais ganhavam o copiar ou copiá, espécie de alpendre ou varanda rústica, herança da cortina feita pelos índios com folhas de palmeira. Habitadas pelo povo mais pobre, tais cabanas deram nome a duas revoltas populares: cabanada e cabanagem."

sábado, 19 de novembro de 2016

Dia Nacional da Consciência Negra

Ruínas de uma antiga senzala na propriedade do Sr. Nelson Mello, nas proximidades do Passo dos Carros
Fonte desta imagem:
 https://www.alltravels.com/brazil/rio-grande-sul/capao-do-leao/photos/current-photo-26694508

Dia 20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra e nos colocamos a buscar algo que pudesse fazer alusão a esta importante data. Pois bem, descobrimos em nossas pesquisas, uma informação curiosas, que acreditamos não ser de conhecimento do grande público. 

Em Capão do Leão, o 20 de Novembro não é feriado como em algumas cidades do Brasil, todavia existe uma lei municipal (Lei 801/2001) que institui a data como dia festivo do município e criou o Centro de Cultura Negra, subordinado à Secretaria Municipal de Educação e Cultura. 

Segue o texto da lei:

"LEI NO 801/2001

Institui o dia 20 de novembro como dia festivo em comemoração ao aniversário da morte de Zumbi dos Palmares e Resgate a cultura Negra. 

O Prefeito Municipal de Capão do Leão, Estado do Rio Grande do Sul, 
Faz saber que a Câmara Municipal aprovou e ele sanciona a seguinte 

LEI 
Art. 1° - Institui como dia festivo no Município de Capão do Leão o dia 20 de novembro em homenagem à cultura negra. 

Art. 2° - Fica criado o Centro de Cultura Negra ligada à Secretaria de Educação e Cultura do Município. 

Art. 3° - Neste dia será homenageado o grande Zumbi dos Palmares, Líder da Luta Negra.

Art, 4° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. 

GABINETE DO PREFEITO DE CAPÃO DE LEAOf EM 27 DE DEZEMBRO DE 2001. 

VILMAR MOTTA SCHMITT 
Prefeito Municipal 

Registre-se e Publique-se 
Paulo Ricardo Leite 
Chefe de Gabinete"

Obviamente, não temos conhecimento de nenhuma comemoração específica do dia 20 de Novembro em Capão do Leão nos últimos anos, salvo no caso da parte de alguma entidade representativa. Igualmente, desconhecemos um Centro de Cultura Negra. Provavelmente, a intenção do poder público na época foi positiva, mas faltou algum tipo de articulação para fazer a lei ser aplicada de forma mais efetiva.

Aproveitamos o espaço, para destacar a presença e a importância do negro na história do Capão do Leão, mencionando sem dúvida a marcante figura de Elberto Madruga, primeiro prefeito da história do município e várias vezes vereador em Pelotas (onde chegou a presidir a Câmara de Vereadores daquela cidade). Ainda no campo da política, relembramos a figura do falecido vereador Eliézer Gonçalves (primeiro negro na história da Câmara de Vereadores do Capão do Leão) e mais recentemente o segundo negro eleito ao Legislativo leonense, José Fabrício Freitas. Na época das charqueadas, nas estâncias antigas, nas ferrovias, na pedreira, nas tropeadas, nos empreendimentos, etc., muitos negros estiveram presentes com seu trabalho e, inegavelmente, fazem parte da construção do município e de toda a sua história. Não podemos deixar de reconhecer que o racismo e o preconceito também fazem parte deste contexto, infelizmente. 

Parabéns ao Dia Nacional da Consciência Negra!

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Benefícios Eventuais: Vamos conversar?


O CRAS Jardim América promove sua palestra mensal em novembro no próximo dia 23, quarta-feira, a partir das 9 horas da manhã, tendo como palestrante a assistente social Franciele Costa da Silva. O evento é aberto ao público.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Memória do cantor Piska está sendo homenageada em curta-metragem


Falecido em julho deste ano, o popular e conhecido cantor Piska, está sendo homenageado em um curta-metragem em várias festivais de cinema pelo Brasil. A produção é da Gramáticas Cinematográficas, com direção de Nelson Brauwers e Andruz Vianna e possui 19:41 minutos de duração. Dentre os vários festivais que já foi exibido, vale destacar sua participação na sexta edição do Cinecipó, de Belo Horizonte, no último mês. 

Sobre Piska:

Dorli Benedirto Falsete, mais conhecido como Piska, teve seu auge nas décadas de 70 e 80, interpretando grandes sucessos internacionais da época. Vocalista dos grupos San Remo e MA Band, de Pelotas-RS, se firmou como um dos grandes interpretes do estilo musical. Foi calouro no clube do Bolinha e também integrou a caravana do Bolinha. Abriu shows de vários cantores como: The Platters, Roberto Carlos, Demônios da Garoa, Os Phollas, Rita Lee, Fábio Júnior, Odair José, Nelson Ned e The Fevers.



Comunidade Católica Santa Cecília realiza sua festa da padroeira


As celebrações iniciam hoje e vão até 22 de Novembro, terça-feira. As informações sobre o evento estão na imagem acima.

III Almoço Beneficente do Projeto Semear


O evento acontece no próximo domingo, 20 de Novembro, a partir das 11h30min, na sede do Projeto Semear, à rua Manoel Osvaldo Barboza 89, bairro Jardim América, Capão do Leão. Para maiores informações acesse o link do evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1783530481900555/ 

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