Versão bastante conhecida na memória popular, e apresentada como mais realista, diz respeito à presença de um senhor de nome ou sobrenome Leão, que possuía venda ou armazém próximo a um capão de mato. Daí “capão” do Seu “Leão”. Este armazém era um ponto de referência a tropeiros e viajantes que passavam pelo nosso território em direção à Pelotas. Contudo, não há nenhum registro documental da existência deste personagem na época dos primórdios da colonização portuguesa em nossa região, o que é estranho. Este detalhe é fundamental, pois o primeiro registro do nome de Capão do Leão é bicentenário: está datado de 1809. Contudo, tal como a história do “leão de circo”, esta versão não é totalmente destituída de sentido. Houve no século XIX uma espécie de hospedaria com potreiro de animais que era referência do lugar para tropeiros e viajantes. O nome do proprietário era Florentino Antonio dos Santos – dono também de uma grande extensão de terra que ia desde os fundos do Teodósio até quase a área do Cerro do Estado. O problema é que o Sr. Florentino nascera em 1837, muito depois de vários registros do nome “Capão do Leão”. Mesmo que ele pudesse ter o apelido “Leão”, ele não poderia ter dado o nome à localidade. Outro fator que pode explicar igualmente a origem de tal história é que houve realmente um “Armazém do Seu Leão” em nosso território. Por volta de 1910, nas proximidades da atual rua Manoel dos Santos Victória, um francês de nome León Bastide (o qual os brasileiros chamavam de “Leão”) ergueu uma casa comercial com finalidade parecida: pousada para viajantes. Tal como Florentino, León Bastide também nasceu muitos anos depois dos primeiros registros do nome Capão do Leão.
História, Genealogia, Opinião, Onomástica e Curiosidades.Capão do Leão/RS. Para informações ou colaborações com o blog: joaquimdias.1980@gmail.com
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domingo, 8 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
Bandeira do Município de Capão do Leão
Com o brasão ao centro, a bandeira tem como inspiração a bandeira do Estado do Rio Grande do Sul, no lugar do vermelho, há o cinza que se refere à principal riqueza do município: a pedra granítica.
10 Razões para considerar a Emancipação de Capão do Leão como algo positivo
Presumo, sinceramente, que se aproximando o vigésimo nono aniversário de emancipação do município de Capão do Leão, havia a necessidade premente de expor algumas reflexões minhas em relação à nossa recente história política, as quais são resultado de alguns compartilhamentos e debates com outros leonenses. Como no próximo dia 03 de Maio ocorrerá a celebração de tão importante data, coloco dez razões positivas de nossa emancipação. Claro, não julgo e nem pretendo afirmar que tudo são "mil maravilhas". Porém, creio com sinceridade, que "valeu a pena ter amanhecido" o sol da emancipação política em Capão do Leão.
1- Em termos de arrecadação, o município passou a dispor de receita própria, se não ideal, ao menos justa, pois antes nem cerca de 25% do que era arrecadado em impostos na área do atual município era revertido em investimentos para a população.
2- Embora, n bairro Jardim América, tenha ocorrido um movimento anti-emancipacionista em 1982, o fato é que a localidade, ao ser incorporada ao Capão do Leão, ganhou um peso político considerável. Pergunto: se desde 1982, o Jardim América tivesse permanecido como bairro periférico de Pelotas, ele teria o poder de barganha que tem atualmente? Como seriam os serviços públicos? Para corroborar minha opinião, reflita-se sobre como era a questão do transporte público no bairro antes de 1982 e como é hoje em que dispõe de pelo menos cinco linhas distintas de ônibus.
3- Pelotas viveu no decorrer da década de 1980 e no início da década de 1990, uma das suas maiores crises econômicas e infra-estruturais. Não que o Capão do Leão passou sem sofrer as consequências deste período, porém enquanto acontecia a crise do lado de lá, do lado de cá o município se estruturava, mesmo aos trancos e barrancos: houve significativas conquistas na área do saneamento e na educação pública.
4- Houve diversificação das forças políticas existentes e, mesmo que possam ser julgados incompetentes ou não, diversos líderes políticos propiciaram um cenário em que o povo local não dependia apenas de um só representante para suas reivindicações.
5- A emancipação era um processo inevitável do ponto de vista político. Municípios grandes tiveram suas áreas desmembradas no decorrer das três últimas décadas. Pelotas ainda veria emanciparem-se Morro Redondo, Turuçu e Arroio do Padre em anos subsequentes.
6- Houve a criação de uma identidade local, onde órgãos, instituições e pessoas passaram com orgulho a dizer "sou leonense".
7- Na condição de município, o Capão do Leão passou a ter o direito de possuir órgãos públicos autônomos, bem como a receber um tratamento diferenciado por parte dos governos estadual e federal. Quando se almeja algo para a nossa própria população, a pauta de lutas gira em torno do "interesse do município". Se ainda estivéssemos ligados à Pelotas, nossos interesses se diluiriam no conjunto geral das reivindicações daquela cidade. E aí, amigo, pergunto: Capão do Leão diante de um bairro Areal ou bairro Fragata, que voz teria?
8- A área do Capão do Leão possui um potencial estratégico diante dos desafios econômicos do futuro. Daqui se vai à Porto Alegre, ao Porto de Rio Grande, à zona central do estado e ao Uruguay (via Jaguarão). Deste ponto de vista, a possibilidade de instalação de empresas no município é favorecida pelas suas características geo-espaciais. Lógico, que ainda temos muito a crescer neste aspecto, porém nosso potencial ficou mais evidente havendo um território definido do município.
9-A emancipação estimulou o desenvolvimento do comércio e dos serviços locais, algo ainda gradativo, porém perceptível, principalmente na área do bairro Jardim América.
10- Nossa história e patrimônio puderam ser conhecidos, desvinculados da história de Pelotas, que é rica e interessante, sobretudo, porém centra-se principalmente na questão das charqueadas e da opulência de sua zona urbana oitocentista.
Por favor, comentem, não sou dono da verdade, vamos debater!
terça-feira, 26 de abril de 2011
Capão do Leão é citado em obra de referência sobre franceses no Brasil
Na obra "Franceses no Brasil: séculos XIX-XX" de Laurent Vidal e Tânia Regina de Luca (organizadores), da Editora Unesp, Ano 2009, disponível no Google Livros: http://books.google.com.br/books?id=PfcQbSCUw6UC&pg=PA36&lpg=PA36&dq=franceses+Cap%C3%A3o+do+Le%C3%A3o&source=bl&ots=w9weZo6Koq&sig=ezNNuUXz1uxgMBmaNfjUWMJ4rQw&hl=pt-BR&ei=Qci2TY_aDoaCgAfo-pWWCw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=9&ved=0CE8Q6AEwCA#v=onepage&q=franceses%20Cap%C3%A3o%20do%20Le%C3%A3o&f=false
trata-se da presença francesa em Capão do Leão, particularmente sobre a instalação da Companhia Francesa. Vale a pena conferir!
sábado, 16 de abril de 2011
Monumento à Bíblia
Inaugurado em Dezembro de 2010, por iniciativa do Vereador Valdecir Lima, encontra-se na Praça João Gomes, em Capão do Leão. O trecho do salmo que aparece no monumento foi atribuído à cidade no livro "Capão do Leão: Povo Identidade" do frade católico Sylvio Dall'Agnol, de 1993.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Feliz Ano Novo!
Feliz Ano Novo a todos os seguidores e visitantes deste blog. Mas um ano que se vai e e em maio estaremos completando CINCO anos do blog. Nossa luta de recuperar e registrar a história, a memória, a cultura e o patrimônio locais, provém do carinho que temos por este terra chamada CAPÃO DO LEÃO. Nossa luta, que não é individual contou sempre com vários colaboradores, dos mais diferentes recantos do município e fora dele. Faço menção especial aos meus muito amigos de pesquisa Arthur Victória e Bruno Farias, incansáveis curiosos de nossas memórias e tradições locais que, tanto como eu, tem sua parcela de contribuição. Bem como a Luiz Teixeira, do Almanaque Leonense, a Gilmar Maciel, grande tradicionalista e incentivador, a Professora Ana Maria Motta Lopes, do Depto. Municipal de Cultura, ao secretário municipal de educação e cultura, Prof. Gelsimar Lourençon, ao Sr. Jairo Costa, administrador da Pedreira da Suprg/Cerro do Estado e incontáveis outros amigos, sempre presentes e interessados em nosso trabalho. Novamente: FELIZ ANO NOVO!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Instrumentos de Cantaria usados por graniteiros
Como já tratei em outros artigos deste blog, além da pedra bruta que saía do Capão do Leão para os molhes da Barra de Rio Grande, também eram produzidas pedras lavradas (de cantaria). Eis alguns instrumentos usados provavelmente no início do século XX, na época da Compagnie Française du Port de Rio Grande do Sul.
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